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O Curso de Geologia de 85/90 da Universidade de Coimbra escolheu o nome de Geopedrados quando participou na Queima das Fitas. Ficou a designação, ficaram muitas pessoas com e sobre a capa intemporal deste nome, agora com oportunidade de partilhar as suas ideias, informações e materiais sobre Geologia, Paleontologia, Mineralogia, Vulcanologia/Sismologia, Ambiente, Energia, Biologia, Astronomia, Ensino, Fotografia, Humor, Música, Cultura, Coimbra e AAC, para fins de ensino e educação.

Postado por Fernando Martins às 00:28 0 comentários
Marcadores: asteróide, astronomia, Ceres, Giuseppe Piazzi, Igreja Católica, Itália, planeta anão
O Dia Internacional dos Asteroides celebra-se anualmente a 30 de junho, data que corresponde ao aniversário do impacto de um asteroide sobre Tungusta, Sibéria, a 30 de junho de 1908.
Estes objetos, quando próximos da Terra, podem representar uma ameaça de impacto. Desta possibilidade, embora remota, decorre a necessidade de planear e tentar, dentro do possível, a sua prevenção. São, assim, necessárias ações de carácter cooperativo no interesse da segurança pública para poder proteger o planeta destas situações.
A 13 de abril de 2029, o asteroide «99942 Apophis» passará, em segurança, a uma distância de cerca de 32.000 quilómetros acima da superfície da Terra, dentro da órbita geoestacionária, não representando qualquer ameaça para o planeta. Esta aproximação fará com que o asteroide seja visível a olho nu para milhares de milhões de pessoas no céu noturno.
Este será um acontecimento único no milénio e uma ocasião única para uma campanha mundial de sensibilização para os asteroides, o seu valor científico e em termos de recursos e o perigo potencial que representam.
Assim, em 2024, a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) declarou que 2029 seria «Ano Internacional da Sensibilização para os Asteroides e da Defesa Planetária». Esta iniciativa visa destacar os esforços na atenuação dos potenciais perigos dos objetos próximos da Terra, proporcionando simultaneamente uma oportunidade para uma campanha educativa global.
Este Dia foi proclamado através da Resolução 71/90, adotada na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas de 6 de dezembro de 2016.
in EuroCid
Postado por Fernando Martins às 00:00 0 comentários
Marcadores: asteróide, astronomia, Dia Internacional do Asteroide, evento de Tunguska, impactismo
Postado por Fernando Martins às 02:24 0 comentários
Marcadores: asteróide, asteróides C, astronomia, Olbers, planetologia, Sistema Solar
Stardust é a primeira missão norte-americana, dedicada única e exclusivamente para explorar um cometa com a finalidade de trazer material extraterrestre, para lá da órbita da Lua.
A Stardust aproximou-se de Wild 2 em 2 de janeiro de 2004, após uma viagem de quatro anos pelo espaço. Durante esta aproximação ele recolheu amostras de poeira do cometa e obteve fotos detalhadas do seu núcleo gelado.
Adicionalmente a sonda Stardust devia trazer amostras de poeira interestelar que foi recentemente descoberta passando pelo Sistema Solar e se dirige para a constelação de Sagitário.
A sonda Stardust regressou, a 15 de janeiro de 2006, à Terra, para entregar as amostras do material proveniente do cometa dentro de uma cápsula.
Acredita-se que o material recolhido pela sonda era antigo, de época anterior à existência do Sistema Solar e que também seja formado de grãos e de nuvens de poeira remanescentes da época da formação do Sistema Solar.
Para encontrar com o cometa Wild 2, a sonda teve que fazer três voltas em torno do Sol. Na segunda volta ocorreu a trajetória de interseção com o cometa. Durante este encontro, a sonda Stardust realizou uma série de tarefas como a contar o número de partículas com o instrumento científico denominado de Dust Flux Monitor (DFM) e em tempo real, analisar a composição destas partículas e substâncias voláteis pelo Comet and Interstellar Dust Analyzer (CIDA).
Utilizando uma substância denominada de Aerogel, a sonda Stardust consegue capturar e armazenar em segurança amostras do cometa, na sua longa jornada de volta para a Terra. Ela é constituída de silício, material que foi construído junto com a grade do coletor de aerogel, que é similar a uma grande raquete de ténis.
Estava previsto que em janeiro de 2006 a Stardust devia regressar e entregar a cápsula com as amostras dentro de um paraquedas, pesando aproximadamente 57 quilogramas.
Stardust foi a quarta missão da NASA do Programa Discovery, programa este que consiste na construção de pequenas naves espaciais de pesquisa espacial, que levem no máximo 36 meses para ficarem prontas e que custem menos de US$ 190 milhões de dólares em desenvolvimento e que o custo total da missão, seja inferior a US$ 299 milhões de dólares.
A missão Stardust veio depois das missões: Mars Pathfinder, Near Earth Asteroid Rendezvous ou (NEAR) e da Lunar Prospector.
Este é um programa de pesquisa espacial visa a obter dados científicos relevantes em missões de baixo custo, onde se emprega tecnologia de ponta, e cujas missões possam ser levadas adiante em um curto espaço de tempo.
Sucesso no retorno da cápsula
Em 15 de janeiro de 2006 a sonda Stardust teve sucesso regressou e, ao chegar à atmosfera terrestre, a cápsula contendo amostras do cometa e de poeira estelar, foi recolhida.
A cápsula de 45 kg pousou às 03.10 horas, hora local, no deserto do Estado de Utah, no noroeste dos Estados Unidos.
Quando a cápsula se encontrava a 105.000 pés, um pequeno para-quedas se abriu e estabilizou a cápsula. Quando foi atingido a altitude de 10.000 pés, o para-quedas principal abriu e permitiu uma aterragem suave no deserto. Devido à escuridão da noite foram utilizados câmaras infravermelhas para monitorizar a descida da cápsula.
Postado por Fernando Martins às 00:20 0 comentários
Marcadores: 5535 Annefrank, Annefrank, asteróide, cometa, JPL, NASA, sonda espacial, Stardust, Wild 2
Um asteroide acabou de passar a rasar a Terra (e só percebemos depois)

A linha verde mostra a trajetória do 2025 TF, que quase atingiu a Terra
Uma tangente mais próxima da Terra do que a distância Porto-Algarve: 430 km que nos “salvaram” de um asteróide.
A 430 km da Terra, um asteroide acaba de passar um “voo rasante” ao nosso planeta e tornar-se segunda passagem mais próxima registada até hoje (apenas superado pelo 2020 VT4, que passou a apenas 368 quilómetros da Terra há 5 anos).
Agora, o 2025 TF, passou sobre a Antártida às 00:47:26 UTC de quarta-feira, 1 de outubro, a uma altitude de cerca de 428 quilómetros, explica a Science Alert. E foi mesmo uma tangente: a ilustração da capa mostra que o asteroide se desviou da Terra mesmo a tempo de não a atingir.
Mas não era caso para preocupações: Mesmo que tivesse atingido o planeta, o 2025 TF não representaria perigo algum, explicam os cientistas, que só detetaram o fenómeno depois de este ter acontecido.
A rocha mede apenas entre 1 e 3 metros de diâmetro, o que significaria, no máximo, um espetáculo luminoso no céu e talvez um pequeno meteorito perdido na Antártida.
O Observatório Kitt Peak-Bok, no Arizona (EUA), foi o primeiro a reportar o evento, às 6:36 UTC, mas dados anteriores do Catalina Sky Survey revelaram que o objeto tinha sido captado duas horas depois da sua máxima aproximação.
Atualmente, o 2025 TF segue a alta velocidade rumo ao espaço profundo… mas deverá voltar a aproximar-se no futuro. Este asteroide parece gostar da Terra, mas o nosso planeta não se deixa apanhar: dessa vez,esta rocha deverá passar a 8 milhões de quilómetros, o que equivale a 21 vezes a distância entre a Terra e a Lua.
in ZAP
Postado por Fernando Martins às 13:15 0 comentários
Marcadores: asteróide, impactismo
Asteroide com 200 metros passou perto da Terra. Probabilidade “bastante alta” de impacto futuro
Um asteroide com mais de 200 metros de diâmetro passou ontem ao largo da Terra, pelas 07.41 horas (de Lisboa), segundo o Laboratório de Astronomia da Academia de Ciências da Rússia.
Na sua conta da rede social Telegram, aquela instituição refere que o objeto era mil vezes maior do que o meteorito que caiu na cidade russa de Cheliabinsk, em 2013, acrescentando que a passagem ocorreu a uma distância de quase 800 mil quilómetros da Terra e da Lua.
O agora batizado “2025 FA22”, que terá um tamanho estimado de entre 130 e 290 metros, “foi incluído na lista dos corpos celestes potencialmente perigosos para o planeta”, tendo ‘regresso’ previsto para daqui a cerca de 11 anos, mais precisamente em 20 de agosto de 2036, mas a uma distância previsivelmente maior, segundo os especialistas.
“Uma aproximação potencialmente perigosa poderá ocorrer em 2089 e, particularmente, em 2173”, indicaram no comunicado.
Por exemplo, a famosa cratera Barringer, no estado norte-americano Arizona foi provocada pela queda de um meteorito entre 10 e 100 vezes mais pequeno que o “2025 FA22”, há cerca de 50 mil anos.
Os peritos russos calculam que este asteroide esta “como que sincronizado com a Terra e passa periodicamente perto do planeta”, havendo registo da sua última aproximação em 17 de setembro de 1940.
“É importante assinalar que, com esta órbita, as probabilidades de esta rocha espacial vir a protagonizar algum tipo de impacto com a Terra são bastante altas”, alertam ainda os astrónomos.
in ZAP
Postado por Fernando Martins às 14:33 0 comentários
Marcadores: asteróide, meteoritos
Juno visto em quatro comprimentos de onda de luz - uma grande cratera aparece obscurecida nos 934 nm
Juno foi descoberto no dia 1 de setembro de 1804, pelo astrónomo Karl Ludwig Harding. Foi o terceiro asteroide descoberto, mas inicialmente foi considerado um planeta; foi reclassificado como asteroide e planeta menor durante a década de 1850.
Nome
Juno recebe o nome da deusa romana Juno.
'Juno' é o nome internacional para o asteroide, sujeito a variação local: Giunone (Itália), Junon (França), Yunona (Rússia), etc. O seu símbolo planetário é ③. Um símbolo antigo, ainda visto, é ⚵ (
).
Características
Juno é um dos maiores asteroides, pois contém aproximadamente 1% da massa de todo o cinturão de asteroides. É o 11º maior asteroide, e também o segundo asteroide tipo S mais massivo, após 15 Eunomia. Mesmo assim, Juno tem apenas 3% da massa de Ceres.
O período orbital de Juno é de 4.36578 anos.Postado por Fernando Martins às 02:21 0 comentários
Marcadores: asteróide, asteróides S, astronomia, cintura de asteróides, Juno, Karl Harding
Postado por Fernando Martins às 19:09 0 comentários
Marcadores: asteróide, astronomia, Ceres, Giuseppe Piazzi, Igreja Católica, Itália, planeta anão, sonda espacial, Telescópio Espacial Hubble
Postado por Fernando Martins às 00:27 0 comentários
Marcadores: asteróide, astronomia, Ceres, Giuseppe Piazzi, Igreja Católica, Itália, planeta anão

O Dia Internacional dos Asteroides celebra-se anualmente a 30 de junho, data que corresponde ao aniversário do impacto de um asteroide sobre Tunguska, Sibéria, a 30 de junho de 1908.
Estes objetos, quando próximos da Terra, podem representar uma ameaça de impacto. Desta possibilidade, embora remota, decorre a necessidade de planear e tentar, dentro do possível, a sua prevenção. São, assim, necessárias ações de carácter cooperativo no interesse da segurança pública para poder proteger o planeta destas situações.
Este Dia foi foi proclamado através da Resolução 71/90, adotada na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas de 6 de dezembro de 2016.
in EuroCid
Postado por Fernando Martins às 19:08 0 comentários
Marcadores: asteróide, astronomia, Dia Internacional do Asteroide, evento de Tunguska, impactismo
Postado por Fernando Martins às 02:23 0 comentários
Marcadores: asteróide, asteróides C, astronomia, Olbers, planetologia, Sistema Solar
Stardust é a primeira missão norte-americana, dedicada única e exclusivamente para explorar um cometa com a finalidade de trazer material extraterrestre, para lá da órbita da Lua.
A Stardust aproximou-se de Wild 2 em 2 de janeiro de 2004, após uma viagem de quatro anos pelo espaço. Durante esta aproximação ele recolheu amostras de poeira do cometa e obteve fotos detalhadas do seu núcleo gelado.
Adicionalmente a sonda Stardust devia trazer amostras de poeira interestelar que foi recentemente descoberta passando pelo Sistema Solar e se dirige para a constelação de Sagitário.
A sonda Stardust regressou, a 15 de janeiro de 2006, à Terra, para entregar as amostras do material proveniente do cometa dentro de uma cápsula.
Acredita-se que o material recolhido pela sonda era antigo, de época anterior à existência do Sistema Solar e que também seja formado de grãos e de nuvens de poeira remanescentes da época da formação do Sistema Solar.
Para encontrar com o cometa Wild 2, a sonda teve que fazer três voltas em torno do Sol. Na segunda volta ocorreu a trajetória de interseção com o cometa. Durante este encontro, a sonda Stardust realizou uma série de tarefas como a contar o número de partículas com o instrumento científico denominado de Dust Flux Monitor (DFM) e em tempo real, analisar a composição destas partículas e substâncias voláteis pelo Comet and Interstellar Dust Analyzer (CIDA).
Utilizando uma substância denominada de Aerogel, a sonda Stardust consegue capturar e armazenar em segurança amostras do cometa, na sua longa jornada de volta para a Terra. Ela é constituída de silício, material que foi construído junto com a grade do coletor de aerogel, que é similar a uma grande raquete de ténis.
Estava previsto que em janeiro de 2006 a Stardust devia regressar e entregar a cápsula com as amostras dentro de um paraquedas, pesando aproximadamente 57 quilogramas.
Stardust foi a quarta missão da NASA do Programa Discovery, programa este que consiste na construção de pequenas naves espaciais de pesquisa espacial, que levem no máximo 36 meses para ficarem prontas e que custem menos de US$ 190 milhões de dólares em desenvolvimento e que o custo total da missão, seja inferior a US$ 299 milhões de dólares.
A missão Stardust veio depois das missões: Mars Pathfinder, Near Earth Asteroid Rendezvous ou (NEAR) e da Lunar Prospector.
Este é um programa de pesquisa espacial visa a obter dados científicos relevantes em missões de baixo custo, onde se emprega tecnologia de ponta, e cujas missões possam ser levadas adiante em um curto espaço de tempo.
Sucesso no retorno da cápsula
Em 15 de janeiro de 2006 a sonda Stardust teve sucesso regressou e, ao chegar à atmosfera terrestre, a cápsula contendo amostras do cometa e de poeira estelar, foi recolhida.
A cápsula de 45 kg pousou às 3 horas e 10 minutos, hora local, no deserto do Estado de Utah, no noroeste dos Estados Unidos.
Quando a cápsula se encontrava a 105.000 pés, um pequeno pára-quedas se abriu e estabilizou a cápsula. Quando foi atingido a altitude de 10.000 pés, o pára-quedas principal abriu e permitiu um pouso suave no deserto. Devido à escuridão da noite foram utilizados câmaras infravermelhas para monitorizar a descida da cápsula.
Postado por Fernando Martins às 00:19 0 comentários
Marcadores: asteróide, cometa, JPL, NASA, sonda espacial, Stardust, Wild 2
Um gigantesco impacto de asteroide deslocou o eixo da maior lua do Sistema Solar

Ganimedes e Júpiter
Há cerca de quatro mil milhões de anos, um asteroide atingiu Ganimedes, uma lua de Júpiter. Agora, uma equipa de cientistas descobriu que o eixo da maior lua do Sistema Solar mudou depois desse impacto.
Ganimedes é a maior lua do Sistema Solar e tem algumas características que a tornam um objeto de estudo bastante interessante. Esta lua tem depressões tectónicas, conhecidas como sulcos, que formam círculos concêntricos em torno de um ponto específico, que levou os cientistas a concluir, na década de 80, que são o resultado de um grande evento de impacto.
“As luas de Júpiter Io, Europa, Ganimedes e Calisto têm características individuais interessantes, mas o que me chamou a atenção foram os sulcos em Ganimedes”, referiu o investigador Hirata Naoyuki, citado pelo EurekAlert.
“Sabemos que os sulcos foram criados por um impacto de asteroide há cerca de quatro mil milhões de anos, mas não tínhamos a certeza da dimensão do impacto, nem que efeito teve na lua”, acrescentou.
Como os dados são escassos, a pesquisa foi muito difícil, mas Hirata percebeu desde cedo que a suposta localização do impacto é quase no meridiano mais distante de Júpiter.
Baseando-se nas semelhanças com um evento de impacto em Plutão, que fez com que o eixo de rotação do planeta anão mudasse, e com base nas várias simulações que fez de eventos de impacto em luas e asteroides, o cientista calculou que tipo de impacto poderia ter causado essa reorientação.
Foi então que a sua equipa, da Universidade de Kobe, no Japão, descobriu que o asteroide que alterou o eixo de Ganimedes era cerca de 20 vezes maior do que aquele que encerrou a era dos dinossauros na Terra, causando um dos maiores impactos no Sistema Solar.
De acordo com o artigo científico, publicado na Scientific Reports, o asteroide tinha um diâmetro estimado de cerca de 300 quilómetros e criou uma cratera transitória com um diâmetro entre 1.400 e 1.600 quilómetros.
As simulações indicam que só um impacto desta dimensão tornaria provável que a mudança na distribuição de massa pudesse fazer com que o eixo de rotação da lua mudasse para a sua posição atual.
“Quero entender a origem e a evolução de Ganimedes e de outras luas de Júpiter. Este impacto gigante deve ter causado alterações significativas na evolução inicial de Ganimedes, mas os efeitos térmicos e estruturais no interior de Ganimedes ainda não foram investigados”, rematou Hirata, com um mote para uma investigação futura.
in ZAP
Postado por Fernando Martins às 19:22 0 comentários
Marcadores: asteróide, astronomia, crateras de impacto, Ganimedes, Júpiter, planetologia
Juno visto em quatro comprimentos de onda de luz - uma grande cratera aparece obscurecida nos 934 nm
Juno foi descoberto no dia 1 de setembro de 1804, pelo astrónomo Karl Ludwig Harding. Foi o terceiro asteroide descoberto, mas inicialmente foi considerado um planeta; foi reclassificado como asteroide e planeta menor durante a década de 1850.
Nome
Juno recebe o nome da deusa romana Juno.
'Juno' é o nome internacional para o asteroide, sujeito a variação local: Giunone (Itália), Junon (França), Yunona (Rússia), etc. Seu símbolo planetário é ③. Um símbolo antigo, ainda visto, é ⚵ (
).
Características
Juno é um dos maiores asteroides, pois contém aproximadamente 1% da massa de todo o cinturão de asteroides. É o 11º maior asteroide, e também o segundo asteroide tipo S mais massivo, após 15 Eunomia. Mesmo assim, Juno tem apenas 3% da massa de Ceres.
O período orbital de Juno é de 4.36578 anos.Postado por Fernando Martins às 00:22 0 comentários
Marcadores: asteróide, asteróides S, astronomia, cintura de asteróides, Juno, Karl Harding
O asteroide Kamo’oalewa pode ser a “segunda lua” da Terra (e ter-se separado da primeira)

Um novo estudo indica que o asteróide Kamo’oalewa pode ser um fragmento da Lua que se separou após um choque há vários milhões de anos.
Uma nova pesquisa publicada na revista Nature detalha uma descoberta importante que pode ter resolvido o mistério das origens do asteroide Kamo’oalewa.
Detetado em 2016, Kamo’oalewa tem sido um enigma devido às suas características orbitais únicas e composição. No entanto, o novo estudo sugere que este asteroide pode ter origem na Lua, especificamente da cratera Giordano Bruno, localizada no lado mais distante da Lua.
A pesquisa utilizou simulações numéricas para analisar as propriedades das crateras lunares e a sua capacidade de produzir detritos que poderiam migrar para o espaço co-orbital da Terra.
Segundo o phys.org, a equipa encontrou uma correspondência na cratera Giordano Bruno, sugerindo que Kamo’oalewa poderia ser um fragmento lunar de um evento de impacto que ocorreu há alguns milhões de anos.
Esta descoberta fornece uma ligação direta entre um asteroide específico e a sua origem lunar, indicando que pode haver mais pequenos asteroides compostos de material lunar ainda por descobrir perto da Terra.
As propriedades de reflexão e a cor do asteroide também se assemelham muito às da superfície lunar, diferindo significativamente de outros asteroides próximos da Terra.
As estimativas indicam que Kamo’oalewa tem entre 10 e 100 milhões de anos, ajustando-se ao perfil de detritos resultantes de um impacto lunar substancial.
A cratera Giordano Bruno, com 22 quilómetros de diâmetro e menos de 10 milhões de anos, emerge como a fonte mais provável devido ao seu tamanho e idade.
O estudo também destaca que a composição de piroxena encontrada nas paredes e na borda da cratera corresponde à de Kamo’oalewa, apoiando a hipótese da sua origem comum.
As simulações estimam que um impacto de um asteroide na superfície da Lua, com cerca de 1,66 quilómetros de diâmetro, poderia ter ejetado até 400 fragmentos do tamanho de Kamo’oalewa.
Embora se espere que a maioria desses fragmentos tenha deixado o espaço co-orbital da Terra dentro de 10 milhões de anos após o impacto, alguns, como Kamo’oalewa, podem permanecer em órbitas semelhantes por períodos prolongados.
A Administração Espacial Nacional Chinesa está a planear a missão Tianwen-2 para investigar mais a fundo Kamo’oalewa, o que pode servir para confirmar as teorias sobre as origens lunares do asteroide.
in ZAP
Postado por Fernando Martins às 13:43 0 comentários
Marcadores: asteróide, astronomia, cratera Giordano Bruno, crateras de impacto, Kamo’oalewa, Lua, piroxena
Postado por Fernando Martins às 19:08 0 comentários
Marcadores: asteróide, astronomia, Ceres, Giuseppe Piazzi, Igreja Católica, Itália, planeta anão, sonda espacial, Telescópio Espacial Hubble
Bennu pode ser um fragmento de um antigo mundo oceânico

Asteroide Bennu
As amostras do asteroide Bennu revelam a presença de uma crosta de fosfato, numa concentração detetada em mundos oceânicos como a lua Encélado.
A missão OSIRIS-REx, da NASA, trouxe para a Terra (demasiadas) amostras do asteroide Bennu, que contém a presença de uma crosta de fosfato numa concentração detetada em mundos oceânicos.
“O asteroide Bennu pode ser um fragmento de um antigo mundo oceânico. Apesar de ser ainda muito especulativo, esta é a melhor pista que tenho para explicar a origem deste material”, justificou, em comunicado, Dante Lauretta, da Universidade do Arizona.
Uma das primeiras descobertas dos 200 miligramas de amostras que os cientistas estão a analisar é que o material do asteroide parece “isotopicamente distinto e diferente de qualquer outra amostra da nossa coleção de meteoritos”.
A maioria dos meteoritos que sofrem uma queda violenta na atmosfera da Terra e são recuperados são fragmentos de asteróides. Contudo, não é fácil identificar a rocha espacial de onde se originaram.
As amostras da OSIRIS-REx contêm uma crosta de fosfato nunca antes vista em meteoritos. Altas concentrações de fosfato como estas já foram detetadas anteriormente em mundos oceânicos extraterrestres, como a Lua de Saturno, Encélado, que contém fosfatos em níveis muito mais elevados do que os oceanos terrestres.
As amostras recolhidas no asteroide contêm também quantidades abundantes de água retida em minerais como argilas e são ricas em carbono, azoto, enxofre e fósforo.
As descobertas serão detalhadas, em março, na 55ª Conferência de Ciência Lunar e Planetária em The Woodlands, no Texas.
Dado que as amostras OSIRIS-REx representam o maior reservatório deste material na Terra, os cientistas estarão, nos próximos tempos, “muito ocupados“.
Entretanto, a OSIRIS-REx já está a caminho de um novo destino - e com um novo nome. A sonda da NASA marcou encontro com o temível Apophis, o “Asteroide do Caos”, e a missão tem agora o nome de OSIRIS-APEX.
in ZAP
Postado por Fernando Martins às 17:49 0 comentários
Marcadores: Apophis, asteróide, Bennu, OSIRIS-APEX, Osiris-Rex, sonda espacial
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