terça-feira, março 04, 2025

A Tragédia de Entre-os-Rios foi há vinte e quatro anos...

A Ponte após o colapso
   
Ficou conhecido como Tragédia de Entre-os-Rios um acidente, ocorrido a 4 de março de 2001, às 21.15 horas, que consistiu no colapso da Ponte Hintze Ribeiro, inaugurada em 1887, e que fazia a ligação entre Castelo de Paiva e a localidade de Entre-os-Rios.
A Ponte Hintze Ribeiro foi projetada pelo engenheiro António de Araújo Silva e a sua construção iniciou-se em 1884, tendo a empreitada ficado a cargo da empresa belga Société Anonyme Internationale de Construction et Entreprise de Travaux Publics, de Braine-le-Comte. O nome da ponte ficou a dever-se a Hintze Ribeiro, primeiro-ministro de Portugal nos períodos 18931897, 19001904 e, durante 2 meses, em 1906.
Do acidente resultou a morte de 59 pessoas, incluindo os passageiros de um autocarro e três carros que tentavam alcançar a outra margem do rio Douro.
O desastre levou a acusações de negligência do governo português, levando à demissão do ministro do Equipamento Social da altura, Jorge Coelho.
  
Monumento em homenagem da tragédia de Entre-os-Rios
   

Glenn Hughes, o motard dos Village People, morreu há 24 anos...

   
Glenn Michael Hughes (The Bronx, New York City, July 18, 1950 – Manhattan, New York City, March 4, 2001) was an American singer who was the original "Leatherman" character in the disco group Village People from 1977 to 1996.
 

He graduated in 1968 from Chaminade High School, and then attended Manhattan College, where he was initiated as a member of Phi Mu Alpha Sinfonia music fraternity in 1969. He was interested in motorcycles, and was working as a toll collector at the Brooklyn-Battery Tunnel when he responded to an advertisement by composer Jacques Morali seeking "macho" singers and dancers. Hughes and other members of the band were given a crash course in the synchronized dance choreography that later typified the group's live performances.

Hughes sported an extravagant horseshoe moustache and wore his trademark leather outfit on and off stage and became one of the iconic figures of the disco era. According to Jack Fritscher, Jacques Morali drew his inspiration for the character from the gay BDSM leather bar and sex club the Mineshaft's dress code. Hughes frequented the club. He was a bike fanatic in real life and kept his motorcycle parked inside his house.

In 1996, Hughes retired from the group and launched a successful New York cabaret act until he was diagnosed with lung cancer. He had been a heavy smoker since he was a teenager. He was replaced by Eric Anzalone; however, Hughes continued with management of the band. Hughes was named on People Magazine's 1979 list of 'Most Beautiful People' and appeared in the television special The Playboy Mansion with Hugh Hefner.

Hughes died on March 4, 2001 at his Manhattan apartment from lung cancer, aged 50. He was subsequently interred wearing his leatherman outfit at Saint Charles Cemetery in Farmingdale, New York.

 

A partir da esquerda: Randy Jones, Glenn Hughes, Felipe Rose, Victor Willis, David Hodo e Alex Briley (foto de 1978)

 

in Wikipédia

 

O músico Leonard Rosenman morreu há dezassete anos...

 
Leonard Rosenman (Brooklyn, New York, September 7, 1924 – Woodland Hills, Los Angeles, March 4, 2008) was an American film, television and concert composer with credits in over 130 works, including Star Trek IV: The Voyage Home, Beneath the Planet of the Apes and the animated The Lord of the Rings.
  
 

Hoje dia de recordar a Mama Africa...

Um reles ditador russo tentou assassinar Sergei Skripal há sete anos

Uma tenda forense cobre o banco onde Sergei e Yulia Skripal caíram inconscientes

   

Sergei Viktorovich Skripal (em russo: Сергей Викторович Скрипаль; Kaliningrado, 23 de junho de 1951) é um ex-oficial de inteligência militar russo que atuou como agente duplo para os serviços de inteligência britânicos durante a década de 90 e início de 2000. Em dezembro de 2004, ele foi preso pelo Serviço Federal de Segurança da Rússia (FSB) e mais tarde foi preso, condenado por alta traição a 13 anos de prisão. Ele estabeleceu-se no Reino Unido em 2010, após uma troca de espiões do Programa Ilegais.

Em 4 de março de 2018, ele e a sua filha, Yulia, que veio de Moscovo para visitá-lo, foram envenenados com o agente nervoso Novichok, em Salisbury, Reino Unido. Até 15 de março de 2018, as vítimas permaneciam em condições críticas no Hospital Distrital de Salisbury. O envenenamento foi investigado como uma tentativa de assassinato. Pouco depois do incidente, o governo russo disse que não tinha informações sobre a nacionalidade de Sergei Skripal; a polícia britânica disse que ele era cidadão britânico. Em 14 de março, o governo britânico anunciou que expulsaria 23 diplomatas russos em resposta ao envenenamento.
  
 

O caso do envenenamento do ex-agente russo Sergei Skripal e da sua filha Yulia é uma tentativa de assassinato, através de um ataque químico, ocorrida às 16.15 horas, no dia 4 de março de 2018, na cidade de Salisbury, no condado de Wiltshire, na Inglaterra, Reino Unido.

Em 4 de março de 2018, o ex-oficial de inteligência militar russo Sergei Skripal e sua filha Yulia foram envenenados em Salisbury, Inglaterra, com o agente nervoso Novichok.

Em 26 de março, as vítimas ainda estavam no hospital em estado crítico e os médicos disseram que talvez não recuperassem completamente. Um polícia que realizou a investigação também ficou seriamente doente e recebeu alta do hospital a 22 de março. Funcionários da inteligência britânica e da polícia identificaram 38 pessoas como sendo afetadas pelo gás nervoso.

Em 14 de março, após acusar a tentativa de homicídio da Rússia, autoridades do governo britânico anunciaram medidas contra a Rússia, incluindo a expulsão de numerosos diplomatas acusados ​​de serem agentes secretos. O Reino Unido recebeu apoio dos Estados Unidos e de outros aliados, enquanto a Rússia negou as alegações. A União Europeia, a NATO e muitos outros países tomaram medidas semelhantes contra a Rússia.

Em 26 de março, os Estados Unidos ordenaram a expulsão de 60 funcionários diplomáticos russos e o encerramento do consulado russo em Seattle. No mesmo dia, 31 países anunciaram a expulsão de mais de 140 diplomatas russos.

segunda-feira, março 03, 2025

Bulhão Pato, o poeta gastrónomo, nasceu há 197 anos

Retrato de Bulhão Pato, por Columbano Bordalo Pinheiro
     
Raimundo António de Bulhão Pato (Bilbau, 3 de março de 1828 - Monte da Caparica, 24 de agosto de 1912), conhecido como Bulhão Pato, foi um poeta, ensaísta e memorialista português, sócio da Academia Real das Ciências de Lisboa. As suas Memórias, escritas em tom íntimo e nostálgico, são interessantes pelas informações biográficas e históricas que fornecem, retratando o ambiente intelectual português da última metade do século XIX.
   
Biografia
Filho de Francisco de Bulhão Pato, poeta e fidalgo português, e da espanhola María de la Piedad Brandy, o poeta nasceu em Bilbau, no País Basco, e passou os seus primeiros anos no distrito de Deusto, na época dos dois primeiros cercos de Bilbau (em 1835 e 1836), durante a Primeira Guerra Carlista. Em 1837, depois de sofrer grandes transtornos, a sua família decide retirar-se para Portugal.
Em 1845, o jovem Raimundo António matricula-se na Escola Politécnica, mas não completaria o curso. Ganhou a vida como 2º oficial da 1ª repartição da Direcção-Geral do Comércio e Indústria. Bon vivant, era apreciador de caçadas, viagens, da gastronomia e dos saraus literários, na companhia de intelectuais, como Alexandre Herculano, Almeida Garrett, Andrade Corvo, Latino Coelho, Mendes Leal, Rebelo da Silva e Gomes de Amorim. Com outras personalidades importantes da sociedade portuguesa da época, forneceu receitas para a obra O cozinheiro dos cozinheiros, editada em 1870 por Paul Plantier.
Aderiu à literatura ultrarromântica então em voga, acrescentando elementos folclóricos e descrições de cenas e tipos populares, em linguagem viva e coloquial. O poema narrativo Paquita, sucessivamente reeditado de 1866 a 1894 e que o tornou célebre, parece já prenunciar um certo realismo, enquanto a sua poesia satírica reflete uma certa preocupação social.
Em 1850, publica o seu primeiro livro, Poesias de Raimundo António de Bulhão Pato; em 1862 aparece o segundo, Versos de Bulhão Pato, e, em 1866, o poema Paquita. Publicaram-se depois, em 1867 as Canções da Tarde; em 1870 as Flôres agrestes; em 1871 as Paizagens, em prosa; em 1873 os Canticos e satyras; em 1881 o Mercador de Veneza; em 1879 Hamlet, traduções das tragédias de William Shakespeare e do Ruy Blas de Victor Hugo. Em 1881 seguindo-se outras publicações: Satyras, Canções e Idyllios; o Livro do Monte, em 1896.
Para o teatro, escreveu apenas uma comédia em um acto, Amor virgem n'uma peccadora, encenada no Teatro D. Maria II em 1858 e publicada nesse mesmo ano.
Foi colaborador em diferentes jornais: Pamphletos (1858), a Semana, Revista Peninsular, Revista Contemporanea e Revista Universal, entre outros.
Pelo seu ultrarromantismo, influenciado por Lamartine e Byron, e os seus dotes culinários, Bulhão Pato acreditou ter servido de inspiração a Eça de Queirós na composição do personagem - algo caricatural - do poeta "Tomás de Alencar", que aparece em Os Maias (1888). Ao se crer retratado no romance - o que Eça negou, numa deliciosa carta ao jornalista Carlos Lobo d'Ávila -, Bulhão Pato parece ter ficado furioso e, em resposta, escreveu as sátiras "O Grande Maia" (1888) e "Lázaro Cônsul" (1889).
   
  
  
   
Amêijoas à Bulhão Pato é um prato típico da culinária portuguesa, de origem da região de Estremadura. Alega-se que o nome deste petisco é um tributo ao poeta português Raimundo António de Bulhão Pato após este ter mencionado um cozinheiro nos seus escritos.
É um prato muito comum em marisqueiras e cervejarias, a par com a salada de polvo, salada de ovas e camarão. O prato é confecionado com amêijoas, azeite, alho, coentros, sal, pimenta e limão (para temperar antes de servir). Algumas receitas podem adicionar uma pequena porção de vinho branco.
As Amêijoas à Bulhão Pato foram um dos candidatos finalistas às 7 Maravilhas da Gastronomia portuguesa.
  
 


BELA SEM CORAÇÃO
 

Era uma esplêndida imagem
De olhos rasgados e belos;
Negros, negros os cabelos;
Boca gentil como a rosa,
Que à luz da manhã formosa
Sorri ao sopro da aragem.

Alta, graciosa, elegante,
Um ar de tal distinção,
Na figura e no semblante,
Que eu disse comigo ao vê-la:
«Como esta mulher é bela,
Sobre tudo na expressão
De palidez namorada,
Que tem na face encantada!
Esta sim, por Deus o juro,
Esta há-de ter coração!»

A estação, o sitio, a hora...
Era a hora do sol posto,
E um frouxo raio de luz
Vinha bater-lhe no rosto.
A estação o meigo outono,
Quando o prado se descora,
No bosque cessa a harmonia,
Quando tudo enfim seduz
Com vaga melancolia.
O sitio, ameno e saudoso,
Onde livre a alma podia
Dar-se inteira aos sentimentos
De paz, de amor, de poesia!

Aproximei-me da imagem
Meiga, risonha, singela;
Soltara a voz, era bela,
Bela sim, vibrante e pura,
Mas sem aquela ternura,
Sem aquele sentimento,
Que diz tudo num momento!
Sem tremor, sem sobressalto,
Voz que dos lábios saía,
Dos lábios só, que se via,
Não provir do coração;
Voz sonora, porem fria;
Bela sim, mas sem paixão.

«Pois essa gentil figura,
Esse pálido semblante,
Essa expressão de ternura
Que todo o teu ar respira,
A luz do olhar cintilante,
Diz enfim: quanto se admira,
Quanto ao ver-te nos encanta,
Será sem alma, e sem vida?!»

Sorrindo me respondeu:
«Aqui não há coração!»
Mas eu vi que ele bateu
D'essa vez precipitado
Por que a sua nívea mão
Tentou comprimi-lo em vão!
E no olhar enamorado,
E na voz que estremecia,
Oh! Deus! o que não dizia
A bela sem coração!

 
 
Bulhão Pato

Alexander Graham Bell nasceu há 178 anos

      
Alexander Graham Bell (Edimburgo, 3 de março de 1847 - Beinn Bhreagh, 2 de agosto de 1922) foi um cientista, inventor e fonoaudiólogo britânico, naturalizado norte-americano, fundador da Bell Telephone Company, a empresa protagonista dos primeiros passos da implantação do telefone como meio de comunicação de massas à escala internacional.
      

Notícia sobre o Dia Mundial da Vida Selvagem

Dia da Vida Selvagem 

O que faz falta é mais rewilding? Associações destacam importância da renaturalização no plano de restauro 

 

Portugal tem que apresentar em 2026 o Plano Nacional de Restauro da Natureza. A propósito do Dia Mundial da Vida Selvagem, associações Zero e Rewilding Portugal defendem espaço para renaturalização. 

 

Manada de cavalos de raça Sorraia vivem na natureza sem necessitarem de gestão humana no Ermo das Águias, gerido pela Rewilding Portugal no Grande Vale do Côa 

 

Duas organizações ambientalistas apelam a que no futuro Plano Nacional de Restauro da Natureza a renaturalização, uma abordagem de conservação também conhecida como rewilding, seja considerada como "opção válida", "de baixo custo e muito eficaz" para "restaurar ecossistemas à escala de paisagens". 

A propósito do Dia Mundial da Vida Selvagem, que se assinala na segunda-feira, as associações Zero e a Rewilding Portugal destacam em comunicado a importância da promoção do rewilding, a renaturalização, que "coloca o foco em restaurar processos naturais − ciclos de nutrientes, ciclos naturais do fogo, predação − e deixar que estes deem forma às paisagens terrestres e marinhas de forma dinâmica". 

A União Europeia aprovou no ano passado a Lei do Restauro da Natureza, que determina que os países apresentem até agosto de 2026 os seus planos nacionais de restauro.

As duas associações recordam que o regulamento aprovado determina metas e medidas para a recuperação de habitats degradados e o combate à perda de biodiversidade no espaço europeu, "com o objetivo de abranger, conjuntamente, pelo menos 30% das áreas terrestres e das áreas marinhas até 2030 e, até 2050, todos os ecossistemas que necessitam de restauro".

 

Natureza a cuidar dela própria

A abordagem rewilding, defendem, "reconhece a capacidade que a natureza tem para regenerar quando lhe é permitido o tempo e o espaço necessários para tal", trabalhando com as comunidades locais e criando economias baseadas na natureza "que tragam novas oportunidades para os territórios", incluindo a remuneração dos serviços de ecossistemas aos proprietários rurais​.

Por isso, justificam as associações, era necessário testar e avaliar um novo modelo de co-gestão das áreas protegidas, em que o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) atue como "promotor, avaliador e fiscalizador das ações de conservação da biodiversidade, recorrendo à contratualização de entidades externas para executar a gestão".

A Zero e a Rewilding Portugal citam estudos sobre a forma como algumas "espécies-chave" podem realizar funções na paisagem que evitam custos de gestão humana, como é o caso do potencial económico do regresso da cabra-montesa (Capra pyrenaica), que só se encontra no Parque do Gerês, a novas regiões de Portugal. Um estudo concluiu que "os benefícios associados à presença da espécie na paisagem superam os custos, e que os efeitos globais sobre a paisagem são positivos, favorecendo outras espécies ao mesmo tempo que criam novas oportunidades de ecoturismo".

Outro exemplo é a reintrodução de castores: ao fim de um ano, uma colónia de castores poderia fazer intervenções de restauro fluvial "que poupariam às entidades públicas e aos contribuintes valores entre os 240 mil euros e os três milhões de euros".

 

Grande Vale do Côa

As associações dizem que em Portugal o Grande Vale do Côa é um exemplo de paisagem que está em processo de renaturalização, um exemplo que poderia ser replicado noutros locais, incluindo áreas marinhas: "É urgente avaliar o potencial de rewilding em outras áreas de Portugal, Madeira e Açores, identificando oportunidades para dar resposta às metas da Lei de Restauro.

"Perante o contexto nacional, em que a degradação da qualidade dos habitats e declínio do estatuto de conservação e da abundância de múltiplas espécies continua sem abrandamento visível", o "rewilding traz benefícios claros para recuperar paisagens degradadas e reforçar a qualidade de vida das populações locais, hoje prejudicada pelas políticas públicas", afirmam.

Esta abordagem, contudo, exige uma visão diferente dos decisores políticos: é preciso deixar de encarar os territórios "predominantemente como espaços de extração de recursos naturais (água, madeira, massas minerais) e de produção de energia, sem a devida preocupação com os impactes ambientais resultantes da artificialização dos solos ou com a qualidade de vida das populações locais no longo prazo". 

"É, pois, necessária uma mudança de atitude face à conservação dos valores naturais e um olhar mais crítico ao que é, de facto, sustentabilidade", apelam as organizações.

O dia 3 de março foi proclamado pela ONU como Dia Mundial da Vida Selvagem, em 2013, para assinalar a adoção da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies da Fauna e Flora Selvagens Ameaçadas de Extinção (CITES). A CITES foi aprovada a 3 de Março de 1973 e a ONU criou o dia quando dos 40 anos da convenção. Pretende destacar a importância das espécies de animais e plantas selvagens.


in AZUL - Público

The Star-Spangled Banner é oficialmente o hino dos Estados Unidos há 94 anos

  
The Star-Spangled Banner
("A Bandeira Estrelada") é o hino nacional dos Estados Unidos da América. A letra da canção foi escrita em 1814 por Francis Scott Key, um advogado e poeta amador com 35 anos de idade. Key escreveu a canção depois de testemunhar o bombardeamento de Fort McHenry, em Baltimore (Maryland) pela frota britânica, em Chesapeake Bay, durante a Guerra de 1812. Cantada com a música da tradicional canção de pub inglesa "To Anacreon in Heaven", tornou-se popular nos Estados Unidos. Foi declarada hino nacional por uma resolução do Congresso dos Estados Unidos a 3 de março de 1931.
  

Eugen d'Albert morreu há noventa e dois anos...

   
Eugen Francis Charles d'Albert (Glasgow, 10 de abril de 1864 - Riga, 3 de março de 1932) foi um pianista e compositor alemão.
Estudando inicialmente sob a orientação de seu pai, posteriormente ingressou no Royal College of Music em Londres, onde foi aluno de Sullivan e Pauer. Seguiu os seus estudos de piano com Liszt em Weimar, onde o seu imenso talento se tornou evidente. Posteriormente d'Albert seria admirado por Liszt, que o chamava de Albertus Magnus. Nascido na Escócia, d'Albert, que pouco falava inglês, adotaria a Alemanha como a sua pátria.
A sua ópera Tiefland (Terra-Baixa), representada pela primeira vez em 1903, foi, na época, reconhecida como de mérito indiscutível. Prosseguiu escrevendo óperas: Flauto solo, Die toten Augen, e muitas outras, sendo que a de nº 21, Mister Wu (1932), ficou incompleta.
É autor de uma Sinfonia, dois Quartetos, dois Concertos para piano, um Concerto para violoncelo, 58 canções e várias obras para piano, entre elas uma Sonata.
D'Albert era concertista de renome e no seu reportório figuravam composições de Beethoven, Chopin, Liszt e Brahms. Interpretou várias vezes a Sonata em Fá menor de Brahms, além de ter sido o solista em apresentações dos dois concertos para piano do mestre de Hamburgo.
Casou-se seis vezes, tendo sido um destes matrimónios com a pianista venezuelana Teresa Carreño.
  

Mário Ruivo nasceu há 98 anos...


Mário João de Oliveira Ruivo (Campo Maior, 3 de março de 1927Lisboa, 25 de janeiro de 2017), mais conhecido por Mário Ruivo, foi um cientista e político português, pioneiro na defesa do oceano e no lançamento das temáticas ambientais em Portugal. Deixou como legado o compromisso com uma relação mais harmoniosa entre a sociedade e o oceano, através das ciências oceânicas.

 

Vida

Mário Ruivo foi um cientista e humanista português, precursor na defesa dos oceanos, das questões ambientais e de cidadania.

Foi dirigente da Direção Universitária de Lisboa, do MUD Juvenil, na década de 40, tendo estado preso em 1947 por atividades contra a ditadura. Formado em Biologia pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa no ano de 1950, especializou-se em oceanografia biológica e gestão de recursos vivos na Universidade Paris-Sorbonne (1951-54), tendo desenvolvido a sua investigação em Portugal e em diversos países europeus. Regressado a Portugal, integrou o conselho editorial da Revista Seara Nova.

Foi diretor da Divisão de Recursos Aquáticos e do Ambiente do Departamento de Pescas da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (1961-74), sediado em Roma.

Foi Ministro dos Negócios Estrangeiros no V Governo Provisório (1975) e Secretário de Estado das Pescas nos II, III e IV Governos Provisórios (1974-75).

Entre 1975 e 1979 foi Diretor-Geral dos Recursos Aquáticos e Ambiente do Ministério da Agricultura e Pescas e Chefe da Delegação Portuguesa à Conferência das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (1974-78). Foi Secretário da Comissão Oceanográfica Intergovernamental da UNESCO (1980-88), membro do Conselho Consultivo da Junta Nacional de Investigação Científica e Tecnológica - SFCT (1986-95) e presidente da Comissão de Avaliação e Controle Independente - Projeto COMBO, MEPAT (1996-97). Foi também coordenador da Comissão Mundial Independente para os Oceanos (1995-98) e membro da Comissão Estratégica dos Oceanos (2003-2004), bem como conselheiro científico da Expo 98, dedicada ao tema “Os Oceanos, um Património para o Futuro”.

Foi membro do Board of Trustees do International Ocean Institute e vice-presidente da Associação Europeia da Ciência e Tecnologia do Mar.

Esteve na criação e presidiu à Eurocean – European Centre for information on Marine Science and Technology, em 2002, organização que procura promover a troca de informação na área das ciências e tecnologias do mar, com sede em Lisboa.

Foi membro da Direção do Centro Nacional de Cultura, membro da Sociedade de Geografia de Lisboa e membro vitalício do Conselho Geral da Fundação Mário Soares, entre outros cargos relevantes.

Foi, até ao seu falecimento, em 2017, presidente da Comissão Oceanográfica Intersetorial do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, presidente do Conselho Nacional do Ambiente e do Desenvolvimento Sustentável e presidente do Fórum Permanente para os Assuntos do Mar.

Morreu a 25 de janeiro de 2017, em Lisboa, aos 89 anos de idade.

Em 2012, a Eurocean lançou o Prémio Mário Ruivo, com o objetivo de chamar a atenção para a importância do oceano e dos serviços que presta à humanidade. 

Em 2018, o Ministério do Mar lançou o prémio “Mário Ruivo – Gerações Oceânicas”, para promover o conhecimento sobre o oceano entre os jovens, alertando para a sua importância no quotidiano e no futuro da humanidade.

 

Teixeirinha nasceu há 98 anos

Estátua em homenagem a Teixeirinha, em Passo Fundo
     
Vítor Mateus Teixeira (Rolante, 3 de março de 1927 - Porto Alegre, 4 de dezembro de 1985), mais conhecido pelo seu nome artístico Teixeirinha ou o "Rei do Disco" (pelos recordes de vendas), foi um cantor, compositor e ator brasileiro.
 
O cantor nasceu na cidade de Rolante, no Rio Grande do Sul, a 3 de março de 1927, filho de Saturnino Teixeira e Ledurina Mateus Teixeira, e teve um irmão e duas irmãs. Com seis anos perdeu o pai, e com nove anos perdeu a mãe, ficando órfão, indo morar com parentes, mas estes não tinham condições de sustentá-lo e saiu da sua terra ainda menino, seguindo a sua caminhada pelo mundo. Aprendeu a ler, nos poucos meses que frequentou a escola, fez sua morada nas muitas cidades por onde passou (Taquara, Santa Cruz do Sul, Soledade, Passo Fundo, Porto Alegre), para sobreviver trabalhou em quintas no interior. O seu primeiro emprego foi em Porto Alegre, na pensão de Dona Aide, carregando malas, vendendo doces como ambulante, entregador de viandas, vendedor de jornais, enfim fazia qualquer atividade para poder sobreviver. Aos dezoito anos se alistou no exército, mas não chegou a servir. Nesta ocasião foi trabalhar no DAER (Departamento Estadual de Estradas e Rodagem) como operador de máquinas durante seis anos. Dali saiu para tentar a carreira artística, cantando nas rádios do interior nas cidades: Lajeado, Estrela, Rio Pardo, Santa Cruz do Sul.
Com o coração voltado para a música, nas horas vagas já era solicitado para animar festas, iniciando assim a sua carreira com shows. Sem estudar canto nem música, pois sua voz era um dom natural que trouxe de berço, possuía muita capacidade de improvisação e repentismo. A beleza simples de suas letras e a melodia comunicativa das suas músicas são frutos de inspiração espontânea, geradas por sua vivência, o seu amor à vida e aos seus semelhantes. Teixeirinha e Mazzaropi foram os maiores fenómenos populares do cinema sul-americano regional. No caso do cantor gaúcho, os seus filmes chegaram a superar 1,5 milhões de espetadores, obtidos apenas nos três estados do sul do país. Eram co-produzidos por distribuidores e exibidores locais, que lhes asseguravam a permanência em cartaz. A sua última produção, "A Filha de Iemanjá" foi distribuída pela Embrafilme com fracos resultados. Uma análise mais detalhada dos resultados de exibição pode conduzir a uma melhor compreensão da relação regional da distribuição e da exibição. Teixeirinha teve um recorde de venda de discos sendo que até 1983, lançou 70 LPS e vendeu 88 milhões de cópias. Estima-se que até aos dias atuais tenha ultrapassado a marca de 120 milhões de cópias em todo o mundo. Teixeirinha teve 7 filhas e 2 filhos: Sirley, Liria Luisa, Victor Filho, Margareth, Elizabeth, Fátima, Márcia Bernadeth, Alexandre e Liane Ledurina.
Teixeirinha faleceu em 4 de dezembro de 1985, vítima de cancro, e está enterrado no Cemitério da Santa Casa de Misericórdia em Porto Alegre.
  
 

Jards Macalé faz hoje oitenta e dois anos


Jards Anet da Silva
(Rio de Janeiro, 3 de março de 1943), conhecido como Macalé, é um ator, cantor, músico e compositor brasileiro, presente no cenário cultural brasileiro desde a década de 60.
   
 

Zico, futebolista e treinador luso-brasileiro, nasceu há setenta e dois anos

 
Arthur Antunes Coimbra, mais conhecido como Zico (Rio de Janeiro, 3 de março de 1953), é um treinador, ex-futebolista e ex-dirigente brasileiro, que possui também a nacionalidade portuguesa e que atuava como centro-campista.
 
(...)
  
É um dos quatro brasileiros a figurar no Hall da fama da FIFA (os outros são Pelé, Garrincha e Didi). Foi eleito pela própria Federação Internacional de Futebol (FIFA), o oitavo maior jogador do século, o nono maior jogador do século XX pela revista France Football, o nono Brasileiro do Século no desporto, segundo pesquisa realizada pela revista IstoÉ, e o décimo maior jogador de todos os tempos pela revista inglesa World Soccer. Em julho de 2012, foi eleito um dos "100 maiores brasileiros de todos os tempos" em concurso realizado pelo SBT com a BBC de Londres

(...)

Zico descende de portugueses tanto pelo lado materno como pelo lado paterno. O seu avô materno, Arthur Ferreira da Costa Silva era de Oliveira de Azeméis e emigrou para o Rio de Janeiro nos últimos anos do século XIX. Estabeleceu-se com uma fábrica de cerâmica no bairro de Quintino. A mãe de Zico, Matilde Ferreira da Costa Silva (19 de janeiro de 1919 - 17 de novembro de 2002), nasceu já no Brasil. O avô paterno, Fernando Antunes Coimbra, nasceu e viveu a maior parte da sua vida em Tondela. É aí que nasce José Antunes Coimbra (10 de junho de 1901 - 12 de novembro de 1986), que viria ser o pai do jogador. José Antunes Coimbra, aos 10 anos de idade, juntamente com a sua família, emigra para o Brasil. Ainda que tenha saído de Portugal muito jovem, José sempre guardou uma grande ligação ao seu país de origem. Era, aliás, adepto do Sporting Clube de Portugal, portanto seguiu durante grande parte da sua vida os relatos dos jogos do seu clube através da rádio.
   

Snowy White celebra hoje 77 anos

   
Snowy White (Devon, 3 de março de 1948) é um guitarrista de blues, bastante conhecido por ter tocado com os Thin Lizzy (1979 a 1981) e como músico convidado nos Pink Floyd. A sua colaboração com ambas as bandas foi complicada; o convite para ensaiar para os shows de The Wall veio na mesma época que ele foi chamado para ser integrante oficial dos Thin Lizzy, com o quais compôs os álbuns Chinatown e Renegade.
A conexão com os Pink Floyd permaneceria com o passar dos anos e chegou até a ser convidado por Roger Waters para tocar outra versão de The Wall em 1990, nas ruínas do Muro de Berlim. Em 1978, gravaria com o teclista da banda, Richard Wright.
   
 

A Mónica comemora hoje sessenta e dois anos

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Mónica é uma personagem fictícia de histórias em quadradinhos brasileira, criada por Mauricio de Sousa em 1963 nas tiras de jornais de Cebolinha. Originalmente como personagem secundária, Mónica logo se tornou a principal personagem de Maurício, juntamente com Cebolinha, e passou a ter a sua própria revista em 1970, publicada primeiro pela Editora Abril e atualmente pela Editora Panini. Os personagens de Mauricio de Sousa passaram a ser chamados de Turma da Mónica, sendo protagonista na maioria das obras dos Estúdios Mauricio de Sousa.

Mónica apareceu pela primeira vez numa tira do Cebolinha publicada no jornal Folha de S. Paulo em 3 de março de 1963. Antes da publicação da sua primeira tira, a primeira aparição da personagem foi publicada na primeira página do mesmo jornal em 11 de fevereiro de mesmo ano. Um coelho de peluche também apareceu naquelas datas antes de ser chamado Sansão.
Mauricio de Sousa baseou-se na sua filha homónima para criá-la, facto que se repetiu com outras personagens surgidas posteriormente. O seu papel original era como coadjuvante para Cebolinha, o protagonista original entre os primeiros personagens de Mauricio. Porém, o seu público, como o próprio relata, "passou a coroa" para ela. Mauricio atribui parte do sucesso de Mónica ao facto de ela ser a primeira personagem feminina com papel de destaque de entre as suas criações, que eram em maioria meninos. Mónica ganhou tanto espaço que acabou tendo a sua própria revista em 1970, a primeira publicação infantil colorida em terras brasileiras.
  

Robert Hooke morreu há 322 anos...

      
Robert Hooke (Freshwater, Isle of Wight, 28 July 1635 – London, 3 March 1703) was an English natural philosopher, architect and polymath.
His adult life comprised three distinct periods: as a scientific inquirer lacking money; achieving great wealth and standing through his reputation for hard work and scrupulous honesty following the great fire of 1666, and eventually becoming ill and party to jealous intellectual disputes (the latter may have contributed to his relative historical obscurity).
At one time he was simultaneously the curator of experiments of the Royal Society, a member of its council, Gresham Professor of Geometry, and Surveyor to the City of London after the Great Fire of London (in which capacity he appears to have performed more than half of all the surveys after the fire). He was also an important architect of his time – though few of his buildings now survive and some of those are generally misattributed – and was instrumental in devising a set of planning controls for London whose influence remains today. Allan Chapman has characterised him as "England's Leonardo".
Robert Gunther's Early Science in Oxford, a history of science in Oxford during the Protectorate, Restoration and Age of Enlightenment, devotes five of its fourteen volumes to Hooke.
Hooke studied at Wadham College, Oxford during the Protectorate where he became one of a tightly knit group of ardent Royalists led by John Wilkins. Here he was employed as an assistant to Thomas Willis and to Robert Boyle, for whom he built the vacuum pumps used in Boyle's gas law experiments. He built some of the earliest Gregorian telescopes and observed the rotations of Mars and Jupiter. In 1665 he inspired the use of microscopes for scientific exploration with his book, Micrographia. Based on his microscopic observations of fossils, Hooke was an early proponent of biological evolution. He investigated the phenomenon of refraction, deducing the wave theory of light, and was the first to suggest that matter expands when heated and that air is made of small particles separated by relatively large distances. He performed pioneering work in the field of surveying and map-making and was involved in the work that led to the first modern plan-form map, though his plan for London on a grid system was rejected in favour of rebuilding along the existing routes. He also came near to an experimental proof that gravity follows an inverse square law, and hypothesised that such a relation governs the motions of the planets, an idea which was independently developed by Isaac Newton. Much of Hooke's scientific work was conducted in his capacity as curator of experiments of the Royal Society, a post he held from 1662, or as part of the household of Robert Boyle.
     

Pachelbel morreu há 319 anos

        
Johann Christoph Pachelbel (Nuremberga, 1 de setembro de 1653 - Nuremberga, 3 de março de 1706) foi um músico, organista, professor e compositor alemão do estilo barroco. Compôs um grande acervo de música sacra e secular e as suas contribuições para o desenvolvimento do prelúdio coral e fuga dão-lhe lugar entre os mais importantes compositores da época barroca. Entre as obras mais célebres do compositor estão o Cânone em Ré Maior e Fugas para Magnificat.
  
Pachelbel escreveu outras peças e trabalhos livres como tocatas, fantasias e fugas, bem como peças para corais. A sua música para órgão inclui 70 corais e 95 fugas para o Magnificat. Compôs considerável número de cantatas para a Igreja Luterana e sonatas para vários instrumentos, especialmente o violino. 
    
Túmulo de Pachelbel no Cemitério de São Roque, em Nuremberga
    
 

Nicola Porpora morreu há 257 anos

   
Nicola Antonio Giacinto Porpora (Nápoles, 17 de agosto de 1686  - Nápoles, 3 de março de 1768) foi um compositor italiano de óperas do barroco e professor de canto, tendo como estudantes mais famosos Farinelli e Haydn.
Foi um dos principais professores de canto italianos no século XVIII e compositor notável de óperas de estilo lírico napolitano.
   
 

Giovanni Battista Viotti morreu há 201 anos

   

Giovanni Battista Viotti (Fontanetto Po, 12 de maio de 1755Londres, 3 de março de 1824) foi um compositor, maestro e violinista da Itália.

 

A Floresta Nacional de Shoshone foi protegida há 134 anos

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Lago de Beartooth na Floresta Nacional de Shoshone


A Floresta Nacional de Shoshone (em inglês: Shoshone National Forest) tem uma superfície de cerca de 2,4 milhões de acres (9.700 km²) no estado norte-americano de Wyoming e foi a primeira floresta protegida a nível federal nos Estados Unidos. Originalmente parte da reserva da Área Florestal de Yellowstone, a floresta foi criada por um ato do Congresso dos Estados Unidos da América e assinada como lei pelo então presidente dos Estados Unidos, Benjamin Harrison, em  3 de março de 1891. Um total de quatro áreas de floresta virgem estão localizadas dentro da floresta, protegendo mais da metade da área de terra dirigida ao desenvolvimento. De planícies de artemísia cobertas de densas florestas de abetos a picos de montanhas, a Floresta Nacional de Shoshone tem uma biodiversidade bastante elevada, raramente combinada em qualquer área protegida. 

Três cadeias de montanhas principais são parcialmente localizadas na floresta, as montanhas Absaroka, as Beartooth e as Wind River Range. O Parque Nacional de Yellowstone é parte do limite florestal ao oeste, enquanto ao sul de Yellowstone, a Divisão Continental separa a floresta da sua vizinha, a Floresta Nacional Bridger-Teton. O limite oriental inclui propriedades privadas, terras dirigidas pelo Escritório de Gestão de Terras dos Estados Unidos (U.S Bureau of Land Management) e a Reserva Indígena Wind River (Wind River Indian Reservation), que pertence aos Índios Shoshone e aos Índios Arapahoe. A Floresta Nacional de Custer, ao longo da fronteira de Montana, é o limite a norte.

Toda a floresta é parte do Grande Ecossistema de Yellowstone, uma expansão de terras protegidas a nível federal que abrangem aproximadamente 20 milhões de acres (80.937 km²). 

 

 

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