Como prova das políticas autoritárias de Adriano, deve ser assinalado que credita-se a ele a criação de um corpo de polícia política no Império Romano, os frumentários, cujos agentes foram destacados do corpo de funcionários imperiais dedicados à supervisão do abastecimento de trigo da cidade de Roma, daí seu nome em latim.
segunda-feira, janeiro 24, 2022
O Imperador Adriano nasceu há 1946 anos
Como prova das políticas autoritárias de Adriano, deve ser assinalado que credita-se a ele a criação de um corpo de polícia política no Império Romano, os frumentários, cujos agentes foram destacados do corpo de funcionários imperiais dedicados à supervisão do abastecimento de trigo da cidade de Roma, daí seu nome em latim.
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Calígula foi assassinado há 1981 anos
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Desmond Morris nasceu há 94 anos
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António Manuel Couto Viana nasceu há 99 anos...
(imagem daqui)
António Manuel Couto Viana (Viana do Castelo, 24 de janeiro de 1923 - Lisboa, 8 de junho de 2010) foi um encenador, tradutor, poeta, dramaturgo e ensaísta português
Biografia
António Manuel Couto Viana nasceu em Viana do Castelo a 24 de janeiro de 1923 e foi irmão de Maria Manuela Couto Viana.
Estreou-se por intermédio de David Mourão-Ferreira como actor e figurinista em 1946 no Teatro Estúdio do Salitre, em Lisboa. Foi também empresário e director do Teatro do Gerifalto, companhia onde se estrearam nomes como Rui Mendes ou Morais e Castro. Esteve sempre ligado a companhias de teatro para a infância. Tinha recebido, muito novo, como herança do avô, o teatro Sá de Miranda, em Viana do Castelo.
Couto Viana pertenceu à Direcção do Teatro da Mocidade, Teatro de Ensaio (Teatro Monumental), foi diretor e empresário da Companhia Nacional de Teatro (Teatro da Trindade) e orientador artístico da Oficina de Teatro da Universidade de Coimbra. Igualmente encenou e dirigiu as companhias de ópera, como mestre de cena, do Teatro Nacional de São Carlos, do Círculo Portuense de Ópera e da Companhia Portuguesa de Ópera.
Em 1948, publica o primeiro livro de poemas O Avestruz Lírico. Entre 1949 e 1951, dirige a revista infanto-juvenil Camarada.
Entre 1950 e 1960 dirigiu a publicação de várias revistas literárias e de cultura, tais como os cadernos de poesia Graal, Távola Redonda e fez parte do conselho de redação da revista Tempo Presente (1959-1961).
Leccionou no Liceu D. Leonor, em Lisboa, assim como quando viveu dois anos em Macau, entre 1986 e 1988, foi docente do Instituto Cultural de Macau.
Viveu os últimos anos na Casa do Artista e continuando a escrever e a publicar. Aí foi convidado pela Ordem dos Frades Menores a colaborar na dramaturgia sagrada.
Tem mais de uma centena de livros publicados e a sua poesia está traduzida em francês, inglês, espanhol e chinês e fez programas de poesia para a RTP.
Foi membro da Academia de Ciências de Lisboa.
Sendo conselheiro do Conselho de Leitura da Fundação Gulbenkian, quando morreu Couto Viana encontrava-se a escrever a história da Companhia Nacional de Teatro.
António Manuel Couto Viana morreu em 8 de Junho de 2010 em Lisboa.
Homenagens
A 9 de junho de 1995 foi feito Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique.
António Viana recebeu vários galardões literários como o Prémio de Poesia Luso-Galaica Valle-Inclan, o Prémio Antero de Quental, o Prémio Nacional de Poesia, o Prémio Fundação Oriente ou o Prémio Academia das Ciências de Lisboa.
Foi condecorado com a Banda da Cruz de Mérito, Grão Cruz da Falange Galega e a medalha de Mérito Cultural da Cidade de Viana do Castelo.
in Wikipédia
Mercê
A todos chamarás amigo, irmão,
Menos a quem estenderes a tua mão.
Terás o mundo todo: terra e mar,
Menos a parte onde quiseres ficar.
Os frutos poderás colher, comer,
Menos aquele que te apetecer.
E haverá sonhos p’ra sonhar, fugir,
Porém, ninguém te deixará dormir.
Não terás nem divisas, nem bandeiras,
Mas hão-de rodear-te de fronteiras.
in No sossego da hora (1949) - António Manuel Couto Viana
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Há 83 anos um sismo fez milhares de mortos no Chile...
Ostenta o recorde de maior quantidade de mortos em um sismo na história do Chile, com cerca de 30.000 vítimas.
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Neil Diamond - oitenta e um anos...!
Estudou com Barbra Streisand na escola secundária Abraham Lincoln e chegou a cantar com ela no coro da escola. Aprendeu a tocar guitarra após receber uma de presente, no seu 16º aniversário.
Diamond começou cedo a sua carreira como compositor na Brill Building. O seu primeiro sucesso aconteceu em novembro de 1965, com a canção “Sunday and Me”, seguida de "I´m a Believer", "A Little Bit Me, A Little Bit You", "Look Out (Here Comes Tomorrow)" e "Love to Love", gravado e lançado por The Monkees. Em 1973, compôs a banda sonora do filme "Fernão Capelo Gaivota".
Frequentemente, Neil canta a história de sua vida, vivida essencialmente em Nova Iorque e Los Angeles. Alguns dos seus êxitos: Sweet Caroline, Cracklin Rosie, Song Sung Blue, You Don't Bring Me Flowers, Play Me, Be, September Morning, Love on the Rocks, Hello Again, America, Heartlight, entre outros. O primeiro casamento de Neil foi com sua professora, Jaye Posner, com quem teve duas filhas, Marjorie e Elyn. O segundo foi com Marcia, com quem teve mais dois filhos, Micha e Joshua. Neil e Marcia também se divorciaram.
Muitos de seus discos ganharam certificados de ouro e de platina. Recebeu diversos Grammys ao longo da sua carreira. Atuou no filme The Jazz Singer, com Sir Lawrence Olivier, em 1980, e em Savins Silverman, como ele mesmo. O seu CD mais recente foi lançado em 2008, intitulado Home Before Dark. Em 22 de janeiro de 2018, anunciou que sofre da doença de Parkinson e que se retirava dos palcos.
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Nico Fidenco - 89 anos
Postado por Fernando Martins às 08:09 0 comentários
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John Belushi nasceu há 73 anos
Recebeu uma estrela da Calçada da Fama de Hollywood em 1 de abril de 2004.
Belushi também brilhou no cinema, em filmes como National Lampoon's Animal House (A República dos Cucos) e The Blues Brothers (O Dueto da Corda).
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A importante Conferência de Casablanca terminou há setenta e nove anos
Doutrina da "rendição incondicional"
A declaração de Casablanca anunciou ao mundo que os aliados não aceitariam nada além da “rendição incondicional” das Potências do Eixo. O termo “rendição incondicional” foi utilizado pela primeira vez pelo General Ulysses S. Grant que comunicou essa posição ao comandante confederado no Forte Donelson durante a Guerra civil americana.
A 12 de fevereiro de 1943, Roosevelt explicou na rádio o que ele queria dizer com rendição incondicional: “Nós não falamos de magoar as pessoas comuns dos países do eixo. Mas nós realmente falamos de punir os líderes bárbaros desses países”.
Inicialmente, os Estados Unidos e a Grã-Bretanha não queriam que a guerra acabasse com a captura alemã. Algumas fontes contradizem as oficiais, reportando um acordo entre Churchill e Roosevelt, indicando que Churchill não era completamente a favor da rendição incondicional. O correspondente do New York Times, Drew Middleton, que estava na conferência, revelou no seu livro, Retreat From Victory, que Churchill tinha se "assustado com o anúncio público da rendição incondicional. Eu tentei esconder minha surpresa. Mas eu era o conselheiro de Roosevelt".
De acordo com o embaixador dos Estados Unidos em Moscovo, Charles Bohlen, “A responsabilidade pela doutrina da rendição incondicional é quase exclusiva do presidente Roosevelt". Ele achou que Roosevelt tinha feito o anúncio "para manter as forças soviéticas ocupadas com as frentes alemã e russa, acabando com as munições e com os soldados alemães" e também para "evitar que Estaline negociasse um acordo de paz com o regime nazi".
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Sharon Tate, a mais famosa vítima de Charles Manson, nasceu há 79 anos
Postado por Pedro Luna às 07:09 0 comentários
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Há 61 anos houve um pequeno acidente com bombas nucleares...
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As Cortes reuniram para criar a nossa primeira Constituição há 201 anos
As Cortes Constituintes de 1820 que aprovaram a primeira Constituição, por Óscar Pereira da Silva
As Cortes Gerais e Extraordinárias da Nação Portuguesa, também frequentemente designadas por Soberano Congresso e conhecidas na historiografia portuguesa como Cortes Constituintes de 1820 ou Cortes Constituintes Vintistas, foram o primeiro parlamento português no sentido moderno do conceito.
A sua base estava, em grande parte, idealizada nas antigas Cortes Gerais, só que o sistema de votação para designar os seus delegados agora e era diferente, e não estariam mais separados os três tradicionais estamentos feudais (clero, nobreza e povo).
Instituída na sequência da Revolução Liberal do Porto para elaborar e aprovar uma constituição para Portugal, os trabalhos parlamentares deste órgão decorreram entre 24 de janeiro de 1821 e 4 de novembro de 1822 no Palácio das Necessidades, em Lisboa. Das suas sessões saíram profundas alterações ao regime político português e foram iniciadas reformas que teriam no século seguinte um enorme impacto político-social.
A reunião instituidora das Cortes Gerais, Extraordinárias e Constituintes da Nação Portuguesa, também designadas por Soberano Congresso, ocorreu a 24 de janeiro de 1821 no Palácio das Necessidades.
O Soberano Congresso aprovou a 9 de março de 1821, menos de três meses após a sua reunião constitutiva, as "Bases da Constituição", documento que foi jurado por D. João VI de Portugal a 4 de julho imediato, logo após o seu regresso do Brasil.
A partir das Bases da Constituição juradas pelo Rei, as Cortes elaboraram e aprovaram a primeira Constituição portuguesa, a qual foi aprovada a 30 de setembro de 1822, tendo as Cortes Gerais, Extraordinárias e Constituintes da Nação Portuguesa reunido pela última vez a 4 de Novembro de 1822. A Constituição Política da Monarquia Portuguesa de 1822, apesar de ter vigorado por períodos curtos, transformou-se num documento inspirador do liberalismo português, com reflexos que percorreram todo o período da Monarquia Constitucional Portuguesa e influenciaram mesmo a primeira constituição republicana de Portugal, aprovada quase um século depois.
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Amedeo Modigliani morreu há 102 anos...
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Churchill morreu há 57 anos
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John Myung, baixo dos Dream Theater, faz hoje 55 anos
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António Sérgio morreu há 53 anos
António Sérgio de Sousa Júnior (Damão, 3 de setembro de 1883 - Lisboa, 24 de janeiro de 1969) foi um pensador, pedagogo e político português. Existe uma escola secundária com o seu nome em Vila Nova de Gaia.
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Um atentado terrorista chocou a Espanha há 45 anos...
Monumento aos advogados assassinados, situado na Rua de Atocha em Madrid
A matança de Atocha de 1977 foi um atentado terrorista tardofranquista de extrema direita cometido na Rua Atocha, no centro de Madrid, a noite de 24 de janeiro de 1977. Foi um dos factos que marcaram a transição espanhola.
O autodenominado comando Roberto Hugo Sosa da Aliança Apostólica Anticomunista (AAA) penetrou num escritório de advogados em direito laboral de Comisiones Obreras (CC.OO.) e militantes do Partido Comunista de Espanha (PCE), ainda ilegal no país, situado no número 55 da Rua de Atocha, abrindo fogo contra os ali presentes, matando cinco pessoas e deixando quatro feridos.
O jornal italiano Il Messaggero indicou, em março de 1984, que neofascistas italianos participaram na matança, algo que foi provado em 1990, quando um relatório oficial italiano relatou que Carlo Cicuttini, um neofascista italiano próximo da organização Gládio (uma rede clandestina anti-comunista dirigida pela CIA), participara na matança. Cicuttini fugira para a Espanha, onde adquiriu a nacionalidade espanhola, depois do atentado de Peteano de 1972, feito com Vincenzo Vinciguerra.
Atualmente 24 povoações de Madrid, nas suas ruas e praças, lembram as vítimas da Rua Atocha número 55.
O atentado
Os terroristas, aparentemente, iam à procura do dirigente comunista Joaquín Navarro, dirigente do Sindicato de Transportes de CC.OO. em Madrid, que convocara de umas greves que, em boa medida, desarticularam a que chamavam máfia franquista do transporte. Ao não o encontrarem, já que saíra um pouco antes, decidiram matar os presentes, concretamente dois jovens com armas de fogo, após tocar a campainha do apartamento entre 22.30 e 22.45 horas. Com eles ia uma terceira pessoa, encarregue de cortar os cabos do telefone e registar os escritórios. Na mesma noite, pessoas desconhecidas assaltaram também um escritório do sindicato UGT, que estava vazio.
Como consequência dos tiros foram mortos os advogados Enrique Valdevira Ibáñez, Luis Javier Benavides Orgaz e Francisco Javier Sauquillo Pérez del Arco; o estudante de direito Serafín Holgado de Antonio; e o administrativo Ángel Rodríguez Leal. Ficaram ainda gravemente feridos Miguel Sarabia Gil, Alejandro Ruiz Huertas, Luis Ramos Pardo e Dolores González Ruiz, casada com Sauquillo, grávida que perdeu o seu bebé.
Legalização do PCE
O secretário geral do partido comunista, Santiago Carrillo, regressara clandestinamente do exílio em fevereiro de 1976. Contudo, fez ato de presença para forçar o reconhecimento e legalização do PCE.
Nos dois dias anteriores morreram outras duas pessoas relacionadas com movimentos de esquerdas, uma às mãos da mesma AAA e outra por um petardo de fumo lançado pela policia durante uma manifestação em protesto pela morte do primeiro. Devido a tudo isso, temia-se uma reação violenta que desestabilizasse ainda mais a transição política.
Ao enterro assistiram mais de cem mil pessoas, a primeira manifestação multitudinária da esquerda depois da morte do ditador Franco, e transcorreu sem incidentes. Seguiram importantes greves e amostras de solidariedade em todo o país, além de uma paragem simbólica nacional de trabalhadores no dia depois do atentado. Nestas amostras de força dá-se o paradoxo que as forças de segurança mesmo protegeram os membros de um partido ilegalizado, contribuindo em boa medida (alguns consideram-no mesmo como o momento decisivo) para a legalização do partido. Em março, três meses depois, a legalização oficializa-se durante o dia conhecido como Sábado Santo Rojo ("Sábado Santo Vermelho"), por ser durante o sábado da Semana Santa, festividade católica para assim aproveitar e mitigar parte da oposição política e militar em férias. Em fevereiro o governo de Adolfo Suárez já tinha legalizado outros partidos como o PSOE ou o PNV.
A Matança de Atocha foi um dos momentos mais graves dos diferentes acontecimentos violentos que ocorreram, pondo em perigo um câmbio político e social no país, com atentados do grupo terrorista basco ETA (responsável pela morte de 28 pessoas em 1977), o maoísta GRAPO (no mesmo mês responsável pela morte de dois guardas civis e um policia nacional) ou de outras organizações como o Movimento Para a Autonomia e Independência do Arquipélago Canário (MPAIAC). Em junho convocaram-se as primeiras eleições gerais democráticas posteriores à ditadura franquista, num ambiente de grande efervescência ou inquietude social e político, que a muitos lembrou a proclamação da Segunda República em 1931.
Os assassinos, achando-se amparados pelos seus contactos políticos, não fugiram de Madrid. Desconheciam que para o governo era uma prioridade capturá-los, de tal modo que se confiasse no processo de transição democrática.
Em poucos dias, a Polícia Nacional deteve José Fernández Cerrá, Carlos García Juliá e Fernando Lerdo de Tejada como autores materiais dos fatos, e Francisco Albadalejo Corredera - secretário provincial do sindicato vertical do transporte, estreitamente vinculado com a máfia do transporte - como autor intelectual. Também foram detidos Leocadio Jiménez Caravaca por fornecer as armas e Gloria Herguedas, namorada de Cerrá, como cúmplice. Durante o julgamento foram chamados atestemunhar conhecidos dirigentes da extrema direita, como Blas Piñar e Mariano Sánchez Covisa. Contudo, os próprios agentes declinaram cobrar a recompensa pela sua captura.
Porém, houve dúvidas e polémica de se não haveria alguém com uma maior responsabilidade nos atentados. A fuga de Lerdo de Tejada, que continua com paradeiro desconhecido apesar de o seu delito ter prescrito em 1997, antes do juízo durante uma estranha licença penitenciária em abril de 1979, contribuiu para aprofundar estas dúvidas que ainda perduram. Outro dos processados, Simón Ramón Fernández Palacios, faleceu a 23 de janeiro de 1979. A maioria dos criminosos estavam próximos da Fuerza Nueva e outras organizações políticas da extrema direita.
A Audiência Nacional condenou os acusados a um total de 464 anos de cárcere. José Fernández Cerdá e Carlos García Juliá, autores materiais dos factos, foram condenados a 193 anos de prisão cada um; 63 anos para Francisco Albadalejo Corredero (falecido na prisão em 1985); 4 anos para Leocadio Jiménez Caravaca (falecido em 1985 de cancro de laringe), e Gloria Herguedas Herrando, um ano. Um dos feridos, Miguel Ángel Sarabia, comentava em 2005: Embora agora pareça pouca coisa, o julgamento dos assassinos de Atocha, em 1980 - em que pese à arrogância dos acusados, com camisa azul e muitos assistentes, também de uniforme - foi a primeira vez que a extrema direita foi sentada no banco dos réus, julgada e condenada.
Garcia Juliá fugiu-se 14 anos depois, ao ser-lhe concedida a liberdade condicional com ainda pendentes mais de 3800 dias, cerca de 10 anos de prisão. Seria detido dois anos depois na Bolívia, desta vez por narcotráfico, e ali permanece em prisão, requerido pelas autoridades judiciários espanholas. Fernández Cerrá foi liberado após 15 anos no cárcere, alguns situam-no trabalhando numa empresa de segurança. Jaime Sartorius, advogado da acusação particular, declararia anos depois: Faltam as cabeças pensantes. Não nos deixaram pesquisar. Para nós, as pesquisas apontavam para os serviços segredos, mas somente apontavam. Com isto nada quero dizer.
Depois das revelações do primeiro ministro italiano Giulio Andreotti em outubro de 1990 a respeito da rede Gladio, uma organização secreta anticomunista durante a guerra fria, um relatório do CESIS italiano informava que Carlo Cicuttini participara na matança de Atocha.
A 11 de janeiro de 2002, o Conselho de Ministros concedeu a Grande Cruz da Ordem de San Raimundo de Peñafort aos três advogados e o estudante falecidos, enquanto a Ángel Rodríguez Leal, como administrativo, foi atribuída a Cruz da Ordem de San Raimundo de Peñafort (esta condecoração é a mais alta distinção com que é reconhecido, na Justiça de Espanha, o que destacou ao longo da sua vida pelos seus méritos profissionais e humanos ao serviço do Direito).
No mês de dezembro de 2005 faleceu Luis Ramos, um dos advogados feridos no atentado. Os seus amigos e a Fundação Abogados de Atocha rendem-lhe uma homenagem no Ateneu de Madrid a 14 de janeiro de 2006. Como lema da homenagem figurou a frase de Paul Eluard, Se o eco da sua voz se debilita, pereceremos. Miguel Sarabia faleceu em Madrid a 20 de janeiro de 2007 após uma longa doença.
Carlos García Julia foi detido em 4 de dezembro de 2018 em São Paulo, Brasil.
Carlos García Juliá estava escondido no Brasil desde 2001 e usava uma identidade falsa em que era identificado como um cidadão da Venezuela.
O espanhol teria entrado no Brasil através da fronteira da Venezuela, no estado de Roraima e, aparentemente, trabalhou como motorista de Uber.
Em janeiro de 2020 o governo brasileiro autorizou a extradição de Carlos García Juliá. Em 6 de fevereiro de 2020, Carlos Garcia Juliá foi extraditado para a Espanha onde chegou dia 7 de fevereiro de 2020 para cumprir o resto da pena.
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Busy Signal faz hoje quarenta anos...!
Busy Signal, nome artístico de Glendale Goshia Gordon (Saint Ann Parish, Jamaica, 24 de janeiro de 1982), também conhecido por seu outro nome artístico, Reanno Devon Gordon) é um artista de dancehall reggae da Jamaica. Foi colocado pelo Reggae Music Again da BBC Music no 7º na lista de 25 melhores álbuns de 2012.
Busy Signal participou no álbum dos No Doubt Push and Shove, colaborando com a banda e a equipa de produção de Major Lazer na faixa título. Ele também aparece no segundo álbum de Major Lazer, Free the Universe, na faixa "Watch Out For This (Bumaye)", um sucesso na Europa.
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L. Ron Hubbard morreu há 36 anos
Lafayette Ronald Hubbard (Tilden, 13 de março de 1911 – Creston, 24 de janeiro de 1986), mais conhecido como L. Ron Hubbard, ou ainda LRH, foi um escritor pulp norte-americano e fundador da Igreja da Cientologia. Depois de estabelecer uma carreira como autor, mais famoso por suas histórias de ficção científica e fantasia, ele desenvolveu um sistema de auto-ajuda chamado Dianética, que foi publicado pela primeira vez em maio de 1950. Hubbard subsequentemente desenvolveu as suas ideias numa ampla gama de doutrinas e rituais que seriam parte de um novo movimento religioso que ele chamou de Cientologia. As suas obras se tornaram textos-guias para a Igreja da Cientologia e para várias organizações afiliadas que abordam temas diversos como negócios, administração, alfabetismo e reabilitação.
(...)
Hubbard mais tarde desenvolveu a Dianética, "a ciência moderna da saúde mental". Fundou a Cientologia em 1952 e supervisionou o crescimento da igreja em uma organização mundial. No final da década de 60 e início da de 70, ele passou a maior parte do tempo no mar, junto da sua frota de navios como "Comodoro" da Sea Organization, um grupo de elite dos cientologistas. A sua expedição chegou ao fim quando o Reino Unido, Grécia, Espanha, Portugal e Venezuela fecharam os seus portos para ele. Em certo ponto, um tribunal na Austrália revogou o status de religião da igreja. Similarmente, um tribunal da França condenou Hubbard por fraude. Ele voltou para os Estados Unidos em 1975, entrando em retiro na Califórnia. Em 1983, Hubbard foi chamado de co-conspirador indireto num esquema de infiltração internacional de informação e projeto de roubo chamado "Operação Branca de Neve". Ele passou os seus últimos anos num rancho perto de Creston, Califórnia, morrendo em 1986.
A Igreja da Cientologia descreve Hubbard em termos hagiográficos, e ele se retratou como explorador, viajante, físico nuclear e especialista em várias áreas, como fotografia, arte, poesia e filosofia. Os seus críticos o caracterizaram como mentiroso, charlatão e mentalmente instável. Apesar de muitas de suas afirmações autobiográficas se terem provado ser fictícias, a Igreja rejeita qualquer sugestão de que seus relatos da vida de Hubbard não são factos históricos.
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Pierre-Augustin Caron de Beaumarchais nasceu há 290 anos
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