sábado, setembro 28, 2013

A última Rainha de Portugal nasceu há 148 anos

A Rainha Dona Maria Amélia Luísa Helena de Orleães e Bragança (Twickenham, 28 de setembro de 1865 - Chesnay, 25 de outubro de 1951) foi a última Rainha de facto de Portugal.
Durante a sua vida, D. Amélia perdeu todos os seus familiares diretos: defrontou-se com o assassinato do marido, o Rei Carlos I, e do filho mais velho, D. Luís Filipe (episódio conhecido como regicídio de 1908); vinte e quatro anos mais tarde, recebeu a notícia da morte do segundo e último filho, o Rei D. Manuel II; e também tinha ficado de luto com a morte da sua filha, a Infanta D. Maria Ana de Bragança, nascida num parto prematuro, e, em 1920, com a morte do cunhado, o infante D. Afonso, Duque do Porto, único irmão do Rei D. Carlos I.
Ela foi o único membro da família real portuguesa exilada após a implantação da república - facto ocorrido a 5 de outubro de 1910 - que visitou Portugal em vida, bem como o último membro a morrer, aos oitenta e seis anos. Amélia de Orleães viveu sofridas décadas de exílio, entre Inglaterra e França, onde aguentou a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
Esta frase estava entre as suas últimas palavras:
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Quero bem a todos os portugueses, mesmo àqueles que me fizeram mal.
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Família e infância
D. Amélia era a filha primogénita de Luís Filipe, conde de Paris (neto do último rei da França, Luís Filipe I, e como tal pretendente ao trono francês) e de Maria Isabel de Orleães-Montpensier, infanta da Espanha, filha do duque António de Montpensier. Através da sua irmã Luísa, a princesa é tia-avó do atual Rei Juan Carlos I da Espanha.
D. Amélia passou parte da infância em Inglaterra, onde nasceu, devido ao exílio a que a sua família estava sujeita, desde que Napoleão III assumira o trono imperial da França, em 1848. Somente após a queda do Império, em 1871, os Orleães puderam regressar ao país. A princesa teve então a esmerada educação reservada às princesas, embora o seu pai apenas fosse pretendente à coroa.
A princesa cresceu em grandes casas e frequentemente viajava para a Áustria e Espanha, onde visitava os seus parentes da família real espanhola (sua avó materna era filha de Fernando VII). D. Amélia adorava teatro e ópera. Uma ávida leitora, escrevia para seus autores favoritos e, ademais, tinha dons para pintura.

Casamento
O matrimónio de D. Amélia de Orleães com o Príncipe Real D. Carlos, Duque de Bragança, ocorreu após falharem várias hipóteses de uma união com a família imperial austríaca e a família real espanhola.
É dito que Otto von Bismarck foi contrário ao seu noivado com o arquiduque Francisco Fernando da Áustria, cujo assassinato, após a tragédia de Sarajevo, foi uma das causas da Primeira Guerra Mundial. D. Amélia poderia ter ficado no lugar de Sofia, Duquesa de Hohenberg, também assassinada na ocasião. Porém, ironicamente, ela acabou tendo uma experiência semelhante ainda antes da morte do arquiduque: o Regicídio de 1908.
Apesar do casamento arranjado, D. Amélia e D. Carlos apaixonaram-se um pelo outro. A 18 de maio de 1886, a futura Duquesa de Bragança partiu de França. Ao chegar em Pampilhosa, terá descido do comboio com o pé esquerdo. No dia seguinte, em 19 de maio, às 5 horas da tarde, a princesa conheceu a corte em Lisboa, que estava à sua espera. Foi bem recebida pelos sogros, o Rei D. Luís I e a Rainha Maria Pia.
O casamento foi celebrado no dia 22 de maio de 1886, na Igreja de São Domingos, e grande parte do povo lisboeta saiu às ruas para acompanhar a cerimónia. O Duque e a Duquesa de Bragança mudaram-se para sua nova residência, o Palácio de Belém, onde nasceriam os dois filhos: D. Luís Filipe e o futuro D. Manuel II de Portugal. Eles também tiveram uma filha, D. Maria Ana, nascida em 14 de dezembro de 1887, mas essa sobreviveu por poucas horas.

Brasão da Rainha Dona Amélia de Orleães e Bragança

Rainha de Portugal
Em outubro de 1889, com a morte do sogro, D. Amélia, então com apenas vinte e quatro anos, tornou-se Rainha de Portugal. Contudo, o reinado de seu marido, titulado Carlos I, enfrentava crises políticas, tais como o Ultimato britânico de 1890, e a insatisfação popular; crescia o ódio à família real portuguesa. Em janeiro de 1891, em Porto, houve uma rebelião republicana, mas foi sufocada.
Em 1892, D. Amélia recebeu a Rosa de Ouro do Papa Leão XIII.
Como rainha, porém, D. Amélia desempenhou um papel importante. Com sua elegância e caráter culto, influenciou a corte portuguesa. Interessada pela erradicação dos males da época, como a pobreza e a tuberculose, fundou dispensários, sanatórios, lactários populares, cozinhas económicas e creches. Todavia, suas obras mais conhecidas são as fundações do Instituto de Socorros a Náufragos (em 1892); do Museu dos Coches Reais (1905); do Instituto Pasteur em Portugal (Instituto Câmara Pestana); e da Assistência Nacional aos Tuberculosos.
A propaganda republicana, que estava ganhando força, apelidava-a de "beata gastadora e leviana".
Como mãe, a rainha soube dar uma excelente educação aos seus dois filhos, alargando-lhes os horizontes culturais com uma viagem pelo Mediterrâneo, a bordo do iate real Amélia, mostrando-lhes as antigas civilizações romana, grega e egípcia.

Regicídio e exílio
O regicídio de 1 de fevereiro de 1908 lançou-a num profundo desgosto, do qual D. Amélia jamais se recuperou totalmente. Retirou-se então para o Palácio da Pena, em Sintra, não deixando porém de procurar apoiar, por todos os meios, o seu jovem filho, o Rei D. Manuel II, no período em que se assistiu ao degradar das instituições monárquicas. Encontrava-se justamente no Palácio da Pena, quando eclodiu a revolução de outubro de 1910.

Exílio, visita a Portugal e reconciliação familiar
Após a proclamação da República Portuguesa, em 5 de outubro de 1910, D. Amélia seguiu o caminho do exílio com o resto da família real portuguesa para Londres, Inglaterra. Depois do casamento de D. Manuel II, com Augusta Vitória de Hohenzollern-Sigmaringen, a rainha passou a residir em Château de Bellevue, perto de Versalhes, em França. Em 1932, D. Manuel II morreu inesperadamente em Twickenham, o mesmo subúrbio londrino onde a sua mãe havia nascido.
Durante a Segunda Guerra Mundial, o governo Salazar ofereceu-lhe asilo político em Portugal, mas D. Amélia permaneceu em França ocupada, com imunidade diplomática portuguesa.
Após o fim da guerra, em 8 de junho de 1945, regressou a Portugal, numa emocionante jornada, visitando o Santuário de Fátima e todos os lugares que lhe estavam ligados, com exceção de Vila Viçosa, apesar da grande afeição que sentia por esta vila alentejana.
Pouco antes da sua visita a Portugal, D. Amélia aceitara ser madrinha de baptismo de D. Duarte Pio de Bragança, confirmando a reconciliação dos dois ramos da família Bragança.

Morte
No dia 25 de outubro de 1951, a rainha D. Amélia faleceu em sua residência em Versalhes, aos oitenta e seis anos. Tinha sido atingida por um fatal ataque de uremia, morrendo às 09.35 horas da manhã. O corpo da rainha foi então trasladado pela fragata Bartolomeu Dias para junto do marido e dos filhos, no panteão real dos Bragança, na Igreja de São Vicente de Fora. Esse foi o seu último desejo, na hora de sua morte. O funeral teve honras de Estado e foi visto por grande parte do povo de Lisboa.

A cantora Jennifer Rush nasceu há 53 anos

Jennifer Rush (born Heidi Stern, September 28, 1960) is a German pop/rock singer, best known for the million-selling single "The Power of Love", which she co-wrote and which went on to be covered by Air Supply, Laura Branigan and Celine Dion.





Há 35 anos, o segundo dos três Papas desse ano faleceu

O Papa João Paulo I, nascido Albino Luciani (Forno di Canale, 17 de outubro de 1912 - Vaticano, 28 de setembro de 1978) e oriundo de família humilde, foi Papa da Igreja Católica. Governou a Santa Sé durante apenas um mês, entre 26 de agosto de 1978 até à data da sua morte. Tornou-se rapidamente conhecido na Cúria Romana pelo apelido de "Papa do Sorriso", pela sua afabilidade.
Foi o primeiro Papa desde Clemente V a recusar uma coroação formal, cerimónia não oficialmente abolida, ficando a cargo do eleito escolher como quer iniciar seu pontificado. Contudo, desde então, os papas eleitos têm optado por uma cerimónia de "início do pontificado", com a respectiva entronização e o juramento de fidelidade. Não aceitava ser carregado em uma liteira como os outros papas, por uma questão de humildade. Também foi pioneiro ao adotar um nome papal duplo.
Antes de ser Papa, Luciani foi Patriarca de Veneza e não tinha ambição alguma, nunca tendo sonhado em ser papa. Foi o primeiro Papa a nascer no século XX. O seu nome papal duplo foi uma homenagem aos seus dois antecessores, os Papas do Concílio Vaticano II, Paulo VI e João XXIII.

Brasão do Papa João Paulo I

Vida
Albino Luciani nasceu na província de Belluno, norte da Itália. O seu nome de batismo fora uma homenagem a um amigo da família, que morrera numa explosão em uma mina de carvão na Alemanha. De origem humilde, viu o seu pai, chamado Giovanni, que era socialista, ser inúmeras vezes forçado a buscar trabalho noutros países, por ocasião da Primeira Guerra Mundial. A sua mãe, Bertola, católica fervorosa, incentivou-o a seguir uma formação religiosa, no que foi bem sucedida: Albino foi ordenado padre em 1935, assumindo a posição paroquial que tanto desejara.
Embora, segundo consta, não tivesse grande ambições, fora nomeado bispo pelo Papa João XXIII e cardeal pelo Papa Paulo VI, com o título de São Marcos. Esteve presente no Concílio Vaticano II, convocado em 1962 por João XXIII. Albino Luciani era o Patriarca de Veneza quando, com 65 anos, foi eleito Papa, em 26 de agosto de 1978, na terceira votação do conclave que se seguiu à morte do Papa Paulo VI, superando o cardeal considerado "ultraconservador" Giuseppe Siri - favorito ao trono de São Pedro, de acordo com a imprensa - por 99 votos a 11. Segundo conta-se, a princípio, um atónito Luciani teria declinado aceitar o pontificado, mas fora persuadido do contrário pelo cardeal holandês Johannes Willebrands, que estava sentado a seu lado na Capela Sistina. Para isso, ter-lhe-ia dito: "Coragem. O Senhor dá o fardo, mas também a força para carregá-lo".
Escolheu o nome de João Paulo (Ioannes Paulus, pela grafia em latim) para homenagear os seus dois antecessores, João XXIII e Paulo VI. Morreu na madrugada de 28 de setembro de 1978, entre as 23.30 e 04.30 horas da manhã, no Palácio Apostólico do Vaticano. Na época do conclave, o cardeal britânico Basil Hume, um de seus eleitores, chamou João Paulo I de "o candidato de Deus". A figura de João Paulo I na Igreja Católica sempre foi a de um papa afável, tendo, por isso, recebido a alcunha de "O Papa Sorriso".
Reza uma lenda que João Paulo I teria feito uma premonição sobre a sua morte, ao afirmar a conhecidos que "alguém mais forte que eu, e que merece estar neste lugar, estava sentado à minha frente durante o conclave". Um cardeal presente na ocasião – que preferiu escudar-se no anonimato – confirmou que esse homem era, de facto, o polaco Karol Wojtyla. "Ele virá, porque eu me vou", prosseguiu o "Papa Breve". Curiosamente, Wojtyla realmente votara em Luciani naquele conclave e logo depois veio a se tornar o Papa João Paulo II. Por outro lado, o que há de concreto é que João Paulo I teria falado da sua morte um dia antes dela ao Bispo John Magee.

Morte
Embora João Paulo I tenha sido encontrado morto por uma freira que trabalhava com ele e o acordava há muitos anos, a versão oficial divulgada pelo Vaticano, contudo, diz que o corpo de João Paulo I teria sido encontrado pelo padre Diego Lorenzi, um de seus secretários, enunciando a morte como "possivelmente associada com enfarte do miocárdio". Para alguns, João Paulo I teria sido vítima das terríveis pressões características de seu cargo, e que não as tendo suportado, veio a perecer. A citada freira, após a morte deste, fez voto de silêncio.
Outra hipótese levantada foi a de que o Papa "Sorriso de Deus" teria sido vítima de embolia pulmonar. De qualquer maneira, sua morte provocou enorme consternação entre os católicos; mesmo sob chuva torrencial, a Praça de São Pedro esteve totalmente lotada quando de seus serviços funerais. Em sua homenagem e dos seus dois papas que ele tinha homenageado com a escolha do nome papal, o seu sucessor adotaria o mesmo nome papal ao ser eleito, em 16 de outubro de 1978.

sexta-feira, setembro 27, 2013

Música atual para geopedrados...

A erupção do Vulcão dos Capelinhos começou há 56 anos

(Foto - Fernando Martins)

O Vulcão dos Capelinhos, também referido na literatura vulcanológica como Mistério dos Capelinhos, localiza-se na Ponta dos Capelinhos, freguesia do Capelo, na Ilha do Faial, nos Açores. Constitui-se numa das maiores atrações turísticas do Atlântico, nomeadamente dos Açores, pela singularidade da sua beleza paisagística, de génese muito recente e quase virgem.
Geologicamente insere-se no complexo vulcânico do Capelo, constituído por cerca de 20 cones de escórias e respectivos derrames lávicos, ao longo de um alinhamento vulcano-tectónico de orientação geral WNW-ESE. O nome Capelinhos deveu-se à existência de dois ilhéus chamados de "Ilhéus dos Capelinhos" no local, em frente ao Farol dos Capelinhos.
O vulcão manteve-se em actividade durante 13 meses, entre 27 de setembro de 1957 e 24 de outubro de 1958. A erupção dos Capelinhos, provavelmente terá sido uma sobreposição de duas erupções distintas, uma começada a 27 de setembro de 1957, e a segunda, a 14 de maio de 1958. A partir de 25 de outubro, o vulcão entrou em fase de repouso. Do ponto de vista vulcanológico, deverá ser considerado um vulcão potencialmente activo.

Um marco na vulcanologia mundial
O vulcão dos Capelinhos é reconhecidamente um marco na vulcanologia mundial. "Foi uma erupção submarina devidamente observada, documentada e estudada, desde do início até ao fim. Apareceu em condições privilegiadas, junto de uma ilha habitada, com estrada, farol e telefones privativos." - comenta o vulcanólogo Doutor Victor Hugo Forjaz. Com 16 anos, acompanhado de seu pai, Dr. António Lacerda Forjaz, presidente em exercício da Junta Geral do Distrito da Horta, assistiu ao início da erupção. Este tornou-se afectivamente no "seu vulcão".
Foi o Eng. Frederico Machado, Director das Obras Públicas, auxiliado pelo Eng. João do Nascimento, e o topógrafo António Denis, o pioneiro na sua investigação científica. O Director do Observatório de Angra, Tenente-coronel José Agostinho, sobrevoou a erupção. O Observatório Príncipe Alberto do Mónaco, chefiado por Bernardo Almada, emitiu diversos boletins sismológicos de grande valor.
Próximo situava-se o Museu Geológico do Vulcão, inaugurado a 24 de março de 1964, que documentava toda a sua atividade eruptiva e cujo acervo passou para o novo Centro Interpretativo do Vulcão. A área em torno do vulcão, classificada como paisagem protegida de elevado interesse geológico e biológico, integra a Rede Natura 2000. O Farol dos Capelinhos foi transformado num miradouro, e junto/por baixo deste, funciona o Centro Interpretativo do Vulcão, que foi inaugurado em maio de 2008.
Em resultado da erupção, entre os meses de maio a outubro de 1958, a área total da ilha (de 171,42 km²) aumentou em cerca de 2,50 km² (para 173,02 km²). Actualmente, essa área foi reduzida para cerca de metade (aproximadamente 172,42 km²) devido à natureza pouco consolidada das rochas e à acção erosiva das ondas. A escalada do vulcão apresenta alguns riscos, devendo por isso ser efectuada nos trilhos indicados e sob orientação de um guia credenciado. Convém mencionar que o respiradouro do Vulcão, situado no seu Cabeço Norte, liberta vapor de água e gases tóxicos, com temperaturas na ordem dos 180 a 200 °C.

Bud Powell nasceu há 89 anos

(imagem daqui)

Earl Rudolph "Bud" Powell (Nova Iorque, 27 de setembro de 1924Nova Iorque, 31 de julho de 1966) foi um pianista dos Estados Unidos da América de jazz. Powell tem sido descrito como um dos "dois mais significantes pianistas do estilo de jazz moderno, que veio a ser conhecido como bop", o outro seria o seu amigo e contemporâneo Thelonious Monk. Conjuntamente com Monk, Charlie Parker e Dizzy Gillespie, Powell foi uma peça-chave na história do bebop, e o seu virtuosismo como pianista levou muitos a lhe chamarem de "Charlie Parker do Piano". Bud morreu muito novo, vítima de tuberculose, má nutrição e alcoolismo.


Jovanotti - 47 anos

Jovanotti, nome artístico de Lorenzo Cherubini, (Roma, 27 de setembro de 1966) é um cantor e compositor de pop e rap italiano, além de escritor. As suas músicas são conhecidas por suas influências do hip hop, mesmo que a maioria do trabalho de Jovanotti não possa ser tecnicamente caracterizada como tal. Já os seus trabalhos mais antigos estão mais ligados ao pop italiano dos anos 80, assim como à grande vertente da música italiana, como Laura Pausini e Claudio Baglioni, quase todo seu trabalho foi feito em língua italiana, exceto um álbum em espanhol, com seus maiores sucessos. Jovanotti tem participação em várias compilações internacionais, a qual mais notável foi em Red Hot + Rhapsody (1998), um tributo a George Gershwin, na qual canta "I Got Rhythm". O cantor ainda participou num concerto de Luciano Pavarotti para beneficência, em 1996. O seu álbum mais recente, Buon Sangue, inclui influências tanto do rock quanto do velho hip hop escolar, e é um de seus trabalhos mais inovadores. O compositor Edoardo Bennato, conhecido por compor a canção oficial do Campeonato do Mundo de Futebol de 1990, colaborou numa faixa do CD.


Edgar Degas morreu há 96 anos

Auto retrato de Edgar Degas - Museu de Orsay

Edgar Hilaire Germain Degas (Paris, 19 de julho de 1834 - Paris, 27 de setembro, 1917) foi um pintor, gravurista, escultor e fotógrafo francês. É conhecido sobretudo pela sua visão particular no mundo do ballet, sabendo captar os mais belos e subtis cenários. É ainda reconhecido pelos seus célebres pastéis e como um dos fundadores do impressionismo. Muitos dos seus trabalhos conservam-se hoje no Museu de Orsay, na cidade de Paris, onde o artista nasceu e faleceu. Se o quisermos classificar na história da arte, a maioria das obras consagradas de Degas ligam-se ao movimento impressionista, formado em França nos fins do século XIX, em reação à pintura académica da época. Com ele estavam Claude Monet, Paul Cézanne, August Renoir, Alfred Sisley, Mary Cassatt, Berthe Morisot e Camille Pissarro, que, cansados de serem recusados nas exposições oficiais, se associaram e criaram a sua própria escola para poderem apresentar as sua obras ao público.

Exportadores de algodão - 1873

O Pacto do Eixo foi formado há 73 anos

Bandeiras da Alemanha (Terceiro Reich), Japão e Itália em Berlim, setembro de 1940

O Pacto Tripartido ou Pacto do Eixo, foi assinado em Berlim a 27 de setembro de 1940, durante a Segunda Guerra Mundial, pelos representantes da Alemanha Nazi, da Itália Fascista e do Império do Japão, e formalizou a aliança conhecida como Eixo. Foi idealizado por Hitler para intimidar os Estados Unidos e tentar mantê-lo como país neutro durante a guerra mas, na prática, acabou legitimando a entrada dos Estados Unidos no conflito europeu, quando este declarou guerra ao Japão, após o ataque japonês a Pearl Harbor.
O pacto recebeu ainda a adesão da Hungria, em 20 de novembro de 1940, e da Roménia em 23 de novembro de 1940. A Bulgária aderiu em 1 de março de 1941, pouco antes de ser invadida pelas forças nazis.

Lhasa de Sela nasceu há 41 anos

Lhasa de Sela (New York - Big Indian, 27 de setembro de 1972 - Montreal, 1 de janeiro de 2010) foi uma cantora dos Estados Unidos, radicada no Canadá.
A sua ascendência era de um lado mexicana e de outro americano-judeu-libanesa. Filha de um professor, não convencional, que percorria os EUA e o México, difundindo o conhecimento, e de uma fotógrafa, assim passou a sua infância, de maneira nómada, com os seus pais e as suas três irmãs.
A sua obra musical mescla tradição e música mexicana, klezmer e rock e é cantada em três idiomas: espanhol, francês e inglês.
Faleceu a 1 de janeiro de 2010, em Montreal, Canadá, vítima de cancro de mama.


Avril Lavigne - 29 anos

Avril Ramona Lavigne (Belleville, 27 de setembro de 1984) é uma cantora e compositora canadiana. Também desenvolve trabalhos paralelos na área do design de moda, da filantropia e, ocasionalmente, como atriz.
Alguns críticos denominam-na de Princesa do Pop Punk. Iniciou a sua carreira musical ao assinar contrato em dezembro de 2001, após uma apresentação feita pela cantora em uma feira e exposição de gado, quando despertou o interesse do produtor L. A. Reid, que trabalhava na já extinta Arista Records. Até 2011, os seus então quatro álbuns de estúdio, Let Go, Under My Skin, The Best Damn Thing e Goodbye Lullaby, já haviam vendido juntos mais de 30 milhões de cópias e 50 milhões de singles em todo o mundo, além de mais de 500 mil álbuns e 700 mil downloads pagos somente no Brasil, sendo uma das recordistas de vendas digitais neste país, de acordo com a ABPD. Lavigne também é uma das jovens mais ricas do mundo, segundo a lista da revista Forbes, com uma lucros de mais de 12 milhões de dólares por ano.
A revista Rolling Stone fez uma votação para eleger as 100 melhores canções e discos entre 2000 e 2009, na qual a música "Complicated" ficou na oitava posição e o álbum Let Go na quarta, respetivamente. Lavigne também está no livro Guinness World Records como a cantora mais jovem a estrear no topo da parada oficial do Reino Unido, aos 18 anos e 106 dias de idade, em 11 de janeiro de 2003, com Let Go, que alcançou o primeiro lugar na sua 18º semana na UK Albums Chart. O mesmo trabalho entrou na posição 162º na lista dos 200 álbuns definitivos no Rock and Roll Hall of Fame.
A revista Billboard fez uma lista dos 100 artistas mais populares da década de 2000 nos Estados Unidos, na qual Lavigne ficou na 28ª posição. Na categoria Billboard 200 Artists, que indica os artistas mais bem sucedidos na parada de vendas de álbuns Billboard 200, a canadiana ficou na 38ª colocação - além da 10ª posição na Pop Songs, na 48ª na Radio Songs Artists e na Digital Songs Artists. No Brasil, o portal de entretenimento e notícias IG elegeu a cantora, através de mais de meio milhão de votos de internautas, como o "som da década" de 2000. Já foi anunciado o seu quinto álbum de estúdio, autointitulado Avril Lavigne, previsto para ser lançado a 5 de novembro de 2013, pela gravadora Epic Records.
Além de cantora e compositora, Avril Lavigne também está envolvida nas áreas de moda e perfumaria, lançando a fragrância Black Star, criada sob licença da Procter & Gamble; e uma linha de roupas, Abbey Dawn, lançada em julho de 2008 nos Estados Unidos pela loja Kohls. Também teve participações em três filmes, Going the Distance, Fast Food Nation e The Flock, além de ter composto a faixa-tema do filme Alice no País das Maravilhas, de Tim Burton, "Alice". A artista foi casada com o vocalista da banda Sum 41, Deryck Whibley, durante três anos - entre 2006 e 2009. É atualmente casada com o vocalista da banda Nickelback, Chad Kroeger, desde 1 de julho de 2013.



quinta-feira, setembro 26, 2013

Para que quero eu olhos...


Para Que Quero Eu Olhos - António Zambujo & Raquel Tavares
Cante alentejano - canção tradicional

Para que quero eu olhos,
Senhora Santa Luzia
Se eu não vejo o meu amor,
Nem de noite nem de dia.

Oh és tão linda, oh és tão formosa
Como a fresca rosa que eu num jardim vi.
Oh dá-me um beijo, para matar desejos
Que eu sinto por ti
Ai dá-me um beijo, para matar desejos
Que eu sinto por ti

Paul Newman partiu há cinco anos...

Filho de um bem sucedido comerciante de artigos desportivos, Newman começou a sua carreira participando em peças no colégio e, após sair da marinha americana em 1946, foi estudar no Kenyon College. Após a formatura, ele passou um ano na Yale Drama School, indo depois para Nova Iorque, onde entrou para na famosa escola de formação de artistas, a Actors Studio, dirigida por Lee Strasberg.

Vida
Depois de sua primeira aparição na Broadway em Picnic (1953), foi-lhe oferecido um contrato pela Warner Bros.. O seu primeiro filme, The Silver Chalice (no Brasil, apelidado de Cálice Sagrado), de 1954, foi quase o seu último: considerou a sua performance muito má e publicou um anúncio, de página inteira, num jornal, pedindo desculpas a quem tivesse visto o filme.
Saiu-se muito melhor na sua segunda tentativa, em Marcado pelo Ódio (1956), onde deu vida ao boxer Rocky Graziano e que foi aclamado pela crítica pela sua grande atuação.
Com Cat on a Hot Tin Roof (Gata em Telhado de Zinco Quente) e The Long Hot Summer (Paixões que Escaldam), cuja atuação lhe deu o prémio de melhor ator no Festival de Cannes, estabelecendo-o como o novo astro de Hollywood no final da década de 50, Paul tornou-se um líder de bilheteiras da década seguinte, estrelando filmes como The Hustler (A Vida é um Jogo, 1961), The Prize (Prémio), 1963), Hud (O mais selvagem entre mil, 1963), Cool Hand Luke (O Presidiário, 1967) e Hombre (1967), fechando os anos 60 com o mega sucesso de crítica e bilheteira mundial Butch Cassidy and the Sundance Kid (Dois Homens e um Destino, 1969), ao lado de Robert Redford.
A dupla trabalharia junta, quatro anos depois, em A Golpada, de George Roy Hill, outro grande sucesso de Newman e vencedor do Óscar de melhor filme de 1973.
Também produziu e dirigiu muitos filmes de qualidade, incluindo Rachel, Rachel (1968), estrelado pela sua esposa Joanne Woodward e com o qual foi premiado com o Globo de Ouro de melhor Diretor. Indicado dez vezes pela Academia como melhor ator, finalmente venceu pela sua atuação em The Color of Money (A Cor do Dinheiro, 1986). Por curiosidade, no ano anterior havia recebido um Óscar especial, pelo conjunto da carreira.
Outros filmes importantes de Paul Newman são: Cat on a Hot Tin Roof (Gata em Telhado de Zinco Quente, 1958), The Long Hot Summer (Paixões que escaldam, 1958), Exodus (1960), Sweet Bird of Youth (Corações na Penumbra), onde refez no cinema o mesmo papel que já havia feito na Broadway (1962), Torn Curtain (Cortina Rasgada, 1966), The Towering Inferno (Torre do Inferno, 1974), Absence of Malice (A Calúnia, 1981) e The Verdict (O Veredicto, 1982).
Fazendo menos filmes na década de 90, dedicando mais tempo à sua fábrica de molhos e condimentos, Newman's Own (com a qual ganhou mais dinheiro do que no cinema, que, porém, dedicou quase todo o lucro à caridade e à sua equipa de corridas de automóveis), Paul reapareceu em grande estilo, já aos 77 anos, em Road to Perdition (Caminho para a Perdição, 2002), trabalhando com Tom Hanks e o futuro James Bond, Daniel Craig, e foi novamente nomeado para o Óscar, desta vez como ator secundário. Em 1995, ganhou o Urso de Prata no Festival de Berlim como melhor ator no filme Nobody's Fool (Vidas Simples).

Nomeações para o Óscar

Carros e política
Newman também foi conhecido pelo seu apoio a causas políticas liberais nos Estados Unidos. Nos anos 60, esteve bastante envolvido na campanha de candidatos democratas à Presidência. O seu forte apoio a Eugene McCarthy, em 1968, fazendo diversos tempos de antena de televisão a favor do candidato democrata, fez Richard Nixon (o adversário de McCarthy e que acabou sendo eleito Presidente) colocá-lo em 19º lugar numa lista dos seus piores inimigos, o que fez Newman declarar que esta seria uma das maiores honras de sua vida.
A sua paixão pelo automobilismo e pela velocidade foram famosas. Apesar de daltónico, dos anos 70 aos 90 Newman destacou-se como piloto amador, correndo em carros desportivos nos Estados Unidos e na Europa, onde chegou a conseguir um segundo lugar nas 24 Horas de Le Mans com um Porsche 935. Nos anos 80 envolveu-se com a Fórmula Indy, quando se tornou sócio-proprietário da equipa Newman-Haas Racing, equipa vencedora dos quatro últimos títulos da Champ Car. Aos setenta anos, foi o mais velho piloto a vencer uma corrida de prestígio, ao fazer parte da equipa de pilotos do carro que venceu as 24 Horas de Daytona em 1995.

Cancro e morte
Newman, ex-fumador inveterado, padeceu muito tempo de cancro do pulmão, de tal maneira que, em maio de 2008, foi afastado da direção de uma versão de Ratos e Homens, baseada no livro de John Steinbeck. A doença havia sido diagnosticada no hospital Sloan-Kettering Cancer Centre, em Nova York.
Em março de 2008, Newman negou boatos de que estaria com cancro, depois de ter faltado a um evento de beneficência da instituição infantil Hole in The Wall Gang, criada por ele. No mesmo mês, ele cancelou uma aparição no talk show The Late Show with David Letterman. O seu porta-voz, Warren Cowan, escondeu a sua hospitalização, insistindo que o ator estava "recebendo tratamento para o pé-de-atleta e queda de cabelo". O jornal New York Post divulgou que um paciente de cancro disse ter visto Newman em março de 2008 num oncologista regularmente.
Em agosto, após encerrar as sessões de quimioterapia contra o cancro, o ator Paul Newman foi informado de que teria poucas semanas de vida, pelo que pediu aos médicos e aos seus familiares para deixar o hospital e ser levado para a sua casa, em Westport, no estado americano de Connecticut, onde morreu a 26 de setembro de 2008, rodeado dos seus familiares e amigos, incluindo a sua esposa, Joanne Woodward, com esteve casado 50 anos e os seus três filhos. O seu corpo foi cremado, após um serviço fúnebre privado, perto da sua casa, em Westport.

Paul Newman e Joanne Woodward - 1960

O primeiro (e único...) satélite (praticamente) nacional foi lançado há 20 anos

(imagem daqui)

O PoSAT-1, o primeiro satélite português, entrou em órbita em 26 de setembro de 1993, por volta das 02.45, hora de Lisboa. Foi lançado ao espaço no voo 59 do foguetão Ariane 4; o lançamento foi realizado no Centro Espacial de Kourou, na Guiana Francesa. 20 minutos e 35 segundos após o lançamento e a 807 km de altitude, o PoSAT-1 separou-se com sucesso do foguetão.
O PoSAT-1 pertence à classe dos micro-satélites, que têm entre 10 e 100 kg, e pesa cerca de 50 kg. Todo este projecto foi desenvolvido por um consórcio de universidades e empresas de Portugal e foi construído na Universidade de Surrey, em Inglaterra. Custou cerca de mil milhões de escudos (ou seja, um milhão de contos - cerca de 5 milhões de euros), sendo 600 milhões de escudos pagos pelo Programa Específico de Desenvolvimento da Indústria Portuguesa e 400 milhões por empresas portuguesas envolvidas no Consórcio PoSAT: INETI, EFACEC, ALCATEL, MARCONI, OGMA, IST, UBI e CEDINTEC. O responsável máximo foi Fernando Carvalho Rodrigues, que devido ao seu envolvimento é apelidado de "pai" do primeiro satélite português.

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 Retrato de Carvalho Rodrigues, por Bottelho

Missão
A Missão foi designada por Voo 59, onde foram lançados vários satélites para além do PoSAT-1, nomeadamente: o EyeSat e o ItamSat (da Itália); o KitSat-B (Coreia); o HealthSat (da organização médica internacional Satellite); o Stella (França); tendo sido dado destaque, pela sua relevância entre estes, ao satélite francês de reconhecimento fotográfico SPOT-3.

Dados do PoSAT-1
O PoSAT-1 é uma caixa de alumínio, em forma de paralelepípedo, com as dimensões de 35 centímetros de lado por 35 de profundidade, 58 de comprimento e 50 quilos de peso. Sobre uma gaveta-base, que contém as baterias e o módulo de detecção remota, estão empilhadas dez gavetas cheias de placas electrónicas - os subsistemas do engenho. Na parte superior do satélite encontram-se os sensores de atitude e o mastro de estabilização, instrumentos essenciais para o PoSAT-1 manter a órbita correcta.
Os quatro painéis solares estão montados nas faces laterais da estrutura do satélite, formando um paralelepípedo, que constituem a fonte de energia para todos os sistemas de bordo. Cada painel contém 1344 células de GaAs.

Elementos orbitais
  • Órbita: 822 x 800 km, sol-síncrona;
  • Inclinação: 98,6º, sol-síncrona;
  • Período orbital: 101 minutos, fazendo uma média de 14 voltas por dia à Terra;
  • Velocidade orbital: 7,3 km por segundo.
Funcionamento e destruição
A morte física do PoSAT-1 prevê-se para 2043. Em 2006 o PoSAT-1 deixou de comunicar com o Centro de Satélites de Sintra. O satélite encontra-se à deriva numa órbita descendente, até se desintegrar na atmosfera terrestre.


NOTA: o Professor Doutor Fernando Carvalho Rodrigues, guardense como o autor deste post (portanto somos ambos nascidos no distrito e diocese da Guarda) é um velho conhecido meu, que fez com muito brio o que se esperava dele (além de ser um brilhante comunicador e divulgador científico). É pena que este esforço nacional não estivesse enquadrado no trabalho da ESA (Agência Espacial Europeia), o que só se veio a concretizar muito mais tarde, e ainda com poucos frutos, mas já com sinais interessantes para a economia nacional...

Gal Costa - 68 anos

Maria da Graça Costa Penna Burgos, mais conhecida como Gal Costa, (Salvador, 26 de setembro de 1945) é uma cantora brasileira.
Em 2012, Gal Costa foi eleita a 7ª maior voz da música brasileira de todos os tempos, pela revista Rolling Stone.