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terça-feira, abril 14, 2026

José Júlio de Souza Pinto morreu há 87 anos...


José Júlio de Souza Pinto (Angra do Heroísmo, 15 de setembro de 1856 - Pont-Scorff, Bretanha, 14 de abril de 1939) foi um pintor português, ligado à primeira geração naturalista. Foi irmão de António Souza Pinto, também pintor, ativo no Brasil.


   
A colheita da batata (1898)

terça-feira, abril 07, 2026

Suzanne Valadon morreu há oitenta e oito anos...

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Suzanne Valadon, Autoportrait (1898) - Musée des beaux-arts de Houston
 
Suzanne Valadon, pseudonyme de Marie-Clémentine Valadon, née le à Bessines-sur-Gartempe (Haute-Vienne) et morte le à Paris, est une artiste peintre française.
Elle est la mère du peintre Maurice Utrillo.
 
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Suzanne Valadon. Portrait au chapeau (vers 1885), photographie anonyme, Paris, bibliothèque Marguerite-Durand 
 
Biographie
Fille naturelle d’une blanchisseuse, Suzanne Valadon devient acrobate de cirque en 1880, jusqu’à ce qu’une chute mette fin prématurément à cette activité. Dans le quartier de Montmartre où elle habite avec sa mère, puis avec son fils, le futur peintre Maurice Utrillo, né en 1883, elle a la possibilité de s’initier à l’art.
Son genre de beauté solide attire le regard des artistes et, devenue leur modèle, elle les observe en posant, et apprend ainsi leurs techniques. Modèle de Pierre Puvis de Chavannes, Pierre-Auguste Renoir, de Henri de Toulouse-Lautrec, elle noue des relations avec certains. Habituée des bars de Montmartre où la bourgeoisie parisienne vient s’encanailler, Toulouse-Lautrec, durant cette période, fait d’elle le portrait intitulé Gueule de bois.
Edgar Degas (pour qui elle n'a jamais posé, malgré ce que l'on dit souvent), remarquant les lignes vives de ses dessins et de ses peintures, encourage ses efforts. Elle connaît de son vivant le succès et réussit à se mettre à l’abri des difficultés financières de sa jeunesse, pourvoyant aux besoins de son fils, appelé à sa naissance Maurice Valadon, et qui prend en 1891 le nom de famille de Miguel Utrillo, son père putatif, lorsque celui-ci le reconnait.
Suzanne Valadon peint des natures mortes, des bouquets et des paysages remarquables par la force de leur composition et leurs couleurs vibrantes. Elle est aussi connue pour ses nus. Ses premières expositions au début des années 1890 comportent principalement des portraits, dont celui d’Erik Satie avec qui elle a une relation en 1893. Il lui propose le mariage au matin de leur première nuit. Seule relation intime de celui-ci, elle le laisse, comme il dira, avec «rien, à part une froide solitude qui remplit la tête avec du vide et le cœur avec de la peine.»
En 1894, Suzanne Valadon est la première femme admise à la Société nationale des beaux-arts. Perfectionniste, elle peut travailler plusieurs années ses tableaux avant de les exposer.
La peintre trouve dans la galeriste Berthe Weill une alliée solide qui soutient son travail. La marchande fait ainsi participer l'artiste à près de dix-neuf expositions entre 1913 et 1932, dont trois rétrospectives personnelles.
Son mariage, en 1896, avec un agent de change, prend fin en 1909, Suzanne quitte son mari pour l'ami de son fils, le peintre André Utter (1886-1948), qu’elle épouse en 1914. Cette union, houleuse, dure près de trente ans. André Utter en Adam et elle-même en Ève figurent sur l’une de ses toiles les plus connues, Adam et Ève. En 1923 elle achète avec Utter le château de Saint-Bernard, au nord de Lyon, pour couper son fils de ses penchants pour l'alcool, Maurice Utrillo peint le château ainsi que l’église ou encore le restaurant du village.
À la fin de sa vie, Suzanne Valadon se lie d'amitié avec le peintre Gazi le Tatar (Gazi-Igna Ghirei dit, 1900-1973) et, poussée par cette rencontre, se remet à peindre.
Suzanne Valadon est morte le 7 avril 1938, entourée de ses amis peintres André Derain, Pablo Picasso et Georges Braque ; elle est enterrée au cimetière parisien de Saint-Ouen.
Ses œuvres sont conservées dans de nombreux musées, dont le Musée national d'art moderne à Paris, le Metropolitan Museum of Art à New York, le Musée de Grenoble, le Musée des beaux-arts de Lyon. Une exposition permanente lui est dédiée à Bessines-sur-Gartempe (Haute-Vienne), sa ville natale.
      
Le Lancement du filet (1914), Musée des beaux-arts de Nancy
    

segunda-feira, março 30, 2026

Hoje é dia de recordar um Pintor...

Autorretrato com Orelha Enfaixada e Cachimbo, 1889

 

A CABEÇA LIGADA
 

La pintura è una poesia che si vede
Leonardo


 
Van Gogh, queria algo
tão consolador como a música.
 
Os campos de trigo e centeio
com ciprestes, os seus obeliscos,
e lírios e grandes nuvens,
a sesta dos camponeses,
a natureza morta
de girassóis e anémonas,
o sereno bivaque de ciganos,
as árvores com o azul tisnado do céu,
loendros, paveias,roçadores
de pastagens limão ouro pálido,
o semeador ferruginoso de ocre,
enxofre e do tamanho de uma catedral,
o voo de corvos sobre ramos
luminosos e ternos
de amendoeiras em flor.
 
Depois de cortar a orelha
retratou-se com os lábios
pintados de sangue.
Se o sofrimento fosse mensurável,
naquela cara de símio
louco de ser homem
haveria dores
de um inteiro campo de concentração.

  
 
 
in
A Ignorância da Morte (1978) - António Osório

quarta-feira, março 25, 2026

Hoje é dia de recordar Claude Debussy...

Claude Debussy morreu há 108 anos...

    
A música inovadora de Debussy agiu como um fenómeno catalisador de diversos movimentos musicais em outros países. Em França, só se aponta Ravel como influenciado, mas só na juventude, não sendo propriamente discípulo. Influenciados foram também Béla Bartók, Manuel de Falla, Heitor Villa-Lobos e outros. Do Prélude à l'après-midi d'un Faune ("Prelúdio ao entardecer de um Fauno"), com que, para Pierre Boulez, começou a música moderna, até Jeux ("Jogos"), toda a arte de Debussy foi uma lição de inconformismo.
  
(...)
  

Em 1909, Debussy soube que sofria de cancro.

A maior parte da sua obra tardia constitui-se de música de câmara, incluindo três sonatas para violoncelo, para violino e para flauta, viola e harpa. Com o organismo minado pelo cancro, Debussy continuou a trabalhar. A eclosão da Primeira Guerra Mundial, em 1914, roubou-lhe todo o interesse pela música. Após um ano de silêncio, ele percebeu que tinha de contribuir para a luta da única maneira que podia, "criando com o melhor de minha capacidade um pouco daquela beleza que o inimigo está atacando com tanta fúria". Uma de suas últimas cartas fala da sua "vida de espera - a minha existência sala de espera, eu poderia chamá-la - porque sou um pobre viajante esperando por um comboio que não virá." O seu último trabalho, a Sonata para Violino e Piano L 140, foi executado em maio de 1917, com ele ao piano. Ele tocou essa mesma peça em setembro, em Saint-Jean-de-Luz. Foi a última vez que tocou em público. Debussy morreu em 25 de março de 1918, durante o bombardeamento de Paris, durante a última ofensiva alemã da Primeira Guerra Mundial. Encontra-se sepultado no Cemitério de Passy, em Paris. Pouco tempo depois, em 14 de julho de 1919, também morreria a sua filha, Chouchou, de difteria. Ela foi sepultada no túmulo de seu pai, em Passy. 
   
 

terça-feira, março 17, 2026

A exposição que mostrou o valor da pintura de van Gogh ao mundo foi há 125 anos...


Onze anos após suicídio, quadros de Van Gogh são exibidos em Paris

Em 17 de março de 1901, quadros do pintor holandês Vincent van Gogh são exibidos na galeria Bernheim-Jeune em Paris. Os 71 quadros, que capturavam seus objetos com fortes pinceladas e cores expressivas, causaram viva sensação no mundo da arte. Onze anos antes, enquanto vivia em Auvers-sur-Oise, arredores de Paris, van Gogh cometeu suicídio, sem ter qualquer noção de que seus trabalhos teriam um destino: o de conquistar a consagração, muito além de seus enlouquecidos sonhos. 
Em vida, van Gogh tinha conseguido vender apenas um quadro por míseros francos. Recentemente, uma de suas pinturas – Os Girassóis da Yasuda – foi vendida num dos leilões da Casa Christie de Londres em 1987 por exatamente 40 milhões de dólares.
Nascido em Zundert, Holanda, em 1853, van Gogh trabalhou como vendedor numa galeria de arte, como professor de idioma, como vendedor de livros e como evangelizador entre mineiros belgas, antes de se fixar em sua verdadeira vocação como artista plástico.
O que é conhecida como sua “década produtiva” começou em 1880, tendo se limitado nos primeiros anos quase que inteiramente em desenhos e aguarelas enquanto ia adquirindo competência técnica. Ele estudou desenho na Academia de Bruxelas e em 1881 estabeleceu-se na Holanda para trabalhar tendo como motivo a natureza.

Fase pós-impressionista
O seu mais famoso quadro do período holandês foi o sombrio e pouco sofisticado “Os comedores de batatas” (1885), que não escondia a influência de Jean-Francois Millet, um pintor francês famoso por seus temas campestres.
Em 1886, van Gogh passou a viver com seu irmão, Theo, em Paris. Lá, van Gogh encontrou-se com os mais destacados pintores franceses do período do pós-impressionismo como Henri de Toulouse-Lautrec, Paul Gauguin, Camille Pissarro e Georges Seurat. Foi bastante influenciado pelas teorias desses artistas e a conselho de Pissarro adotou o estilo de cores primárias bastante fortes, como o amarelo, para as quais o pintor atribuía significados próprios e pelo qual se tornou famoso. Seu quadro “Retrato do Pai Tanguy (1887) foi a sua primeira obra de sucesso em sua nova fase pós-impressionista.
Em 1888, van Gogh, mentalmente exausto e sentindo estar se tornando um fardo para Theo, deixou Paris e passou a residir em Arles, no sudeste da França. O ano que se seguiu marcou seu primeiro grande período. Trabalhando com grande velocidade e intensidade, produziu um conjunto de obras magistrais como a série de Girassóis e o “Café à Noite”.

Orelha
Esperava formar uma plêiade de pintores com a mesma visão artística em Arles. Gauguin juntou-se a ele para dois tensos meses que culminaram quando van Gogh ameaçou Gauguin com uma lâmina de barbear para em seguida, subitamente, cortar um pedaço de sua própria orelha. Foi seu primeiro acesso de doença mental, diagnosticado como demência.
Van Gogh passou duas semanas no Hospital de Arles e em abril de 1889 internou-se no asilo de Saint-Remy-en-Provence. Ali permaneceu por 12 meses, continuando a trabalhar nos interregnos dos recorrentes ataques. Um dos grandes quadros desse período foi o visionário e em redemoinhos “Noite Estrelada” (1889).
  
Suicídio
Em maio de 1890, deixou o asilo, visitando Theo em Paris antes de passar a viver com Paul-Ferdinand Gachet, um médico homeopata, amigo de Pissarro, em Auvers-sur-Oise. Trabalhou com entusiasmo por diversos meses, porém, o seu estado emocional e mental logo se deteriorou. No final de julho de 1890, sentindo-se que era um peso para Theo e outros, atirou contra si mesmo. Morreu dois dias mais tarde, em 29 de julho, nos braços do seu irmão.
Havia exibido algumas telas no Salão dos Independentes em Paris e em Bruxelas. Após a sua morte ambos os salões realizaram uma pequena amostra do seu trabalho, como homenagem póstuma. Na década que se seguiu um punhado de outras exibições de Van Gogh teve lugar, mas foi somente com a mostra da galeria Bernheim-Jeune, em 1901, que foi reconhecido como um verdadeiro grande pintor. Nas décadas seguintes a sua fama cresceu exponencialmente e hoje em dia as suas obras estão entre as mais consagradas no mundo da arte.
  

segunda-feira, março 02, 2026

Berthe Morisot morreu há 131 anos...

Berthe Morisot - Edouard Manet, 1872
     
Berthe Morisot (Bourges, Cher, 14 de janeiro de 1841 - Paris, 2 de março de 1895) foi uma pintora impressionista francesa.
Expôs seus trabalhos, pela primeira vez, no prestigiado Salão de Paris, em 1864, patrocinado pela Academia de Belas-Artes de Paris. Os seus trabalhos foram selecionados para as exposições seguintes, juntamente com os de Paul Cézanne, Edgar Degas, Claude Monet, Camille Pissarro, Pierre-Auguste Renoir e Alfred Sisley.
Foi casada com Eugène Manet, irmão do seu amigo e colega pintor Édouard Manet. Depois de participar da primeira exposição dos impressionistas, em 1874, a pintora iniciou uma série de viagens de estudo pela Itália, Países Baixos e Bélgica. As suas obras foram apresentadas em 1886 em Nova Iorque, e um ano mais tarde na Exposição Internacional de Paris. A obra de Berthe Morisot representa uma reflexão afirmativa da obra de Manet, embora com pinceladas mais longas e suaves, com tendência para a verticalização, numa tentativa de organizar a composição.
    
(...)
   
Berthe Morisot faleceu em 2 de março de 1895, em Paris, devido à uma pneumonia que contraiu quando cuidava de Julie, a filha, que também esteve doente. Foi sepultada no Cemitério de Passy, em Paris.
  
Jeune fille au bal, óleo sobre tela, 1875
      
    in Wikipédia

quarta-feira, fevereiro 25, 2026

Renoir nasceu há cento e oitenta e cinco anos

Busto de Pierre-Auguste Renoir, no Museu Nacional de Varsóvia, autoria do escultor francês Aristide Maillol

       
Pierre-Auguste Renoir (Limoges, 25 de fevereiro de 1841 - Cagnes-sur-Mer, 3 de dezembro de 1919) foi um artista francês que foi um dos principais pintores no desenvolvimento do estilo impressionista. Como celebrante da beleza e especialmente da sensualidade feminina, já se disse que "Renoir é o representante final de uma tradição que vai diretamente de Rubens a Watteau".

Foi pai do ator Pierre Renoir (1885–1952), do cineasta Jean Renoir (1894–1979) e do ceramista Claude Renoir (1901–1969). Foi avô do cineasta Claude Renoir (1913–1993), filho de Pierre.

  

 

Juventude

Pierre-Auguste Renoir nasceu em Limoges, Haute-Vienne, França, em 1841. O seu pai, Léonard Renoir, era um alfaiate de meios modestos, então, em 1844, a família de Renoir mudou-se para Paris em busca de perspetivas mais favoráveis. A localização de sua casa, na rue d'Argenteuil, no centro de Paris, colocou Renoir próximo ao Louvre. Embora o jovem Renoir tivesse uma propensão natural para o desenho, ele exibia um talento maior para o canto. Seu talento foi incentivado por seu professor, Charles Gounod, que era o mestre do coro na Igreja de St. Roch na época. No entanto, devido às circunstâncias financeiras da família, Renoir teve que interromper suas aulas de música e deixar a escola aos treze anos para buscar um aprendizado em uma fábrica porcelana.

Embora Renoir mostrasse talento para seu trabalho, ele frequentemente se cansava do assunto e buscava refúgio nas galerias do Louvre. O dono da fábrica reconheceu o talento de seu aprendiz e o comunicou à família de Renoir. Depois disso, Renoir começou a ter aulas para se preparar para a entrada na Ecole des Beaux Arts. Quando a fábrica de porcelana adotou processos de reprodução mecânica em 1858, Renoir foi forçado a encontrar outros meios para sustentar seu aprendizado. Antes de se matricular na escola de arte, ele também pintou tapeçarias para missionários estrangeiros e decorações em leques.

Em 1862, ele começou a estudar arte com Charles Gleyre em Paris. Lá ele conheceu Alfred Sisley, Frédéric Bazille e Claude Monet. Às vezes, durante a década de 1860, ele não tinha dinheiro suficiente para comprar tinta. Renoir teve seu primeiro sucesso no Salão de 1868 com sua pintura Lise com um guarda-sol (1867), que retratava Lise Tréhot, sua amante na época. Embora Renoir tenha começado a expor pinturas no Salão de Paris em 1864, o reconhecimento demorou a chegar, em parte como resultado da turbulência da Guerra Franco-Prussiana.

Durante a Comuna de Paris em 1871, enquanto Renoir pintava nas margens do rio Sena, alguns comunas pensaram que ele era um espião e estavam prestes a jogá-lo no rio, quando um líder da Comuna, Raoul Rigault, reconheceu Renoir como o homem que o havia protegido em uma ocasião anterior. Em 1874, uma amizade de dez anos com Jules Le Cœur e sua família terminou, e Renoir perdeu não apenas o valioso apoio obtido pela associação, mas também uma generosa acolhida para ficar em sua propriedade perto de Fontainebleau e sua paisagem cénica. floresta. Essa perda de um local de pintura favorito resultou em uma mudança distinta de assuntos.

 

Idade adulta

Renoir foi inspirado pelo estilo e assunto dos pintores modernos anteriores Camille Pissarro e Édouard Manet. Após uma série de rejeições pelos júris do Salon, ele juntou forças com Monet, Sisley, Pissarro e vários outros artistas para montar a primeira exposição impressionista em abril de 1874, na qual Renoir exibiu seis pinturas. Embora a resposta crítica à exposição tenha sido amplamente desfavorável, o trabalho de Renoir foi relativamente bem recebido. Nesse mesmo ano, duas de suas obras foram exibidas com Durand-Ruel em Londres.

Esperando garantir a subsistência atraindo encomendas de retratos, Renoir exibiu principalmente retratos na segunda exposição impressionista em 1876. Ele contribuiu com uma gama mais diversificada de pinturas no ano seguinte, quando o grupo apresentou sua terceira exposição; eles incluíram Dance at Le Moulin de la Galette e The Swing. Renoir não expôs na quarta ou quinta exposições impressionistas e, em vez disso, voltou a apresentar suas obras ao Salão. No final da década de 1870, particularmente após o sucesso de sua pintura Mme Charpentier and her Children (1878) no Salon de 1879, Renoir era um pintor bem-sucedido e na moda.

Em 1881, viajou para a Argélia, país que associou com Eugène Delacroix, depois para Madrid, para ver o trabalho de Diego Velázquez. Depois disso, ele viajou para a Itália para ver as obras-primas de Ticiano em Florença e as pinturas de Rafael em Roma. Em 15 de janeiro de 1882, Renoir conheceu o compositor Richard Wagner na sua casa em Palermo, Sicília. Renoir pintou o retrato de Wagner em apenas trinta e cinco minutos. No mesmo ano, após contrair uma pneumonia que danificou permanentemente o seu sistema respiratório, Renoir convalesceu por seis semanas na Argélia.

Em 1883, Renoir passou o verão em Guernsey, uma das ilhas do Canal da Mancha com uma paisagem variada de praias, falésias e baías, onde criou quinze pinturas em pouco mais de um mês. A maioria deles apresenta Moulin Huet, uma baía em Saint Martin's, Guernsey. Estas pinturas foram objeto de um conjunto de selos postais comemorativos emitidos pelo Bailiado de Guernsey em 1983.

Enquanto vivia e trabalhava em Montmartre, Renoir empregou Suzanne Valadon como modelo, que posou para ele (The Large Bathers, 1884-87; Dance at Bougival, 1883) e muitos de seus colegas pintores; durante esse tempo, ela estudou suas técnicas e acabou se tornando uma das principais pintoras da época.

Em 1887, ano em que a rainha Vitória celebrou o seu Jubileu de Ouro, e a pedido do associado da rainha, Phillip Richbourg, Renoir doou várias pinturas ao catálogo "Pinturas Impressionistas Francesas" como prova da sua lealdade.

Em 1890, casou-se com Aline Victorine Charigot, uma costureira vinte anos mais nova que ele, que, junto com vários amigos do artista, já havia servido de modelo para Le Déjeuner des canotiers (Almoço do Boating Party; ela é a mulher da esquerda brincando com o cachorro) em 1881, e com quem já teve um filho, Pierre, em 1885. Depois de se casar, Renoir pintou muitas cenas de sua esposa e vida familiar diária, incluindo seus filhos e seus enfermeira, prima de Aline, Gabrielle Renard. Os Renoirs tiveram três filhos: Pierre Renoir (1885–1952), que se tornou ator de teatro e cinema; Jean Renoir (1894–1979), que se tornou um cineasta notável; e Claude Renoir (1901–1969), que se tornou um ceramista.

 

Anos posteriores

Por volta de 1892, Renoir desenvolveu artrite reumatoide. Em 1907, mudou-se para o clima mais quente de "Les Collettes", uma fazenda na vila de Cagnes-sur-Mer, Provence-Alpes-Côte d'Azur, perto da costa do Mediterrâneo. Renoir pintou durante os últimos vinte anos de sua vida, mesmo depois que sua artrite limitou severamente sua mobilidade. Desenvolveu deformidades progressivas nas mãos e anquilose do ombro direito, obrigando-o a alterar a sua técnica de pintura. Muitas vezes foi relatado que nos estágios avançados de sua artrite, ele pintava com um pincel amarrado aos dedos paralisados, mas isso é erróneo; Renoir permaneceu capaz de pegar um pincel, embora precisasse de um assistente para colocá-lo em sua mão. O enfaixamento de suas mãos com bandagens, aparente em fotografias tardias do artista, serviu para evitar irritações na pele.

Em 1919, Renoir visitou o Louvre para ver suas pinturas penduradas com as dos antigos mestres. Durante este período, criou esculturas em colaboração com um jovem artista, Richard Guino, que trabalhava o barro. Devido à sua mobilidade articular limitada, Renoir também usou uma tela móvel, ou rolo de imagem, para facilitar a pintura de grandes obras.

O retrato de Renoir da atriz austríaca Tilla Durieux (1914) contém manchas divertidas de cores vibrantes em seu xaile, que compensam a pose clássica da atriz e destacam a habilidade de Renoir apenas cinco anos antes de sua morte.

Renoir morreu em Cagnes-sur-Mer em 3 de dezembro de 1919.

 
Retrato de Alfred Sisley, 1868
Retrato de Alfred Sisley, 1868
 
Pont-Neuf, 1872
Pont-Neuf, 1872 
  
"O camarote", 1874

 

Auguste Renoir, Autoportrait, 1876, Fogg Art Museum, Cambridge (Massachusetts)

quinta-feira, janeiro 29, 2026

Alfred Sisley faleceu há 127 anos...

Retrato de Sisley feito por Renoir em 1874
        
Alfred Sisley (Paris, 30 de outubro de 1839 - Moret-sur-Loing, 29 de janeiro de 1899) foi um pintor francês de ascendência e nacionalidade britânica.
Sisley nasceu em Paris, filho de pais ingleses, tendo estudado comércio em Londres, (1857-1861) para continuar o trabalho do seu pai, diretor de uma empresa de exportação de flores artificiais para a América do Sul. Porém em vez de estudar, passava o tempo a visitar museus e copiando esboços de Constable, Turner e Bonington. Quando voltou para Paris conseguiu autorização dos pais para entrar para a escola de Gleyre. No ateliê de Paris, Sisley conheceu Renoir, Bazille e Monet, com os quais passava horas pintando no bosque de Fontainebleau. Em 1877 participou da terceira exposição do grupo impressionista. Juntamente com Camille Pissarro, Sisley foi um dos mais representativos paisagistas do impressionismo, sendo considerado também um dos pintores da escola de Barbizon.
Os seus primeiros quadros revelaram uma certa influência da obra de Jean-Baptiste Camille Corot, mas pouco a pouco começou a se diferenciar dele, dando mais importância à cor do que à forma. Dono de uma capacidade surpreendente de observação, Sisley era capaz de captar os matizes mais subtis da luz, habilidade que demonstra nos seus quadros das estações do ano.
Também é muito singular o modo como consegue homogeneizar água, terra e céu, inundando as suas paisagens de uma paz transcendental. O galerista Durand-Ruel expôs os seus quadros, sem sucesso, em Paris. Mais tarde, em 1890, Sisley foi indicado como académico da Sociedade Nacional de Belas-Artes, onde expôs as suas obras pela última vez, no ano de 1898.
   
Biografia
A família de Sisley, proveniente de Manchester, morava em Paris quando Alfred Sisley nasceu. O pai, William, exportava flores artificiais para a América do Sul. A mãe, Felicia Sell, era de uma família inglesa culta. O pai estimulava Alfred Sisley a interessar-se pelo comércio, razão pela qual o mandou para Londres estudar.
Entre 1857 e 1861, Sisley ficou em Londres para aprender sobre comércio mas também frequentou vários museus na capital inglesa. Quando retornou a Paris trocou o comércio pela pintura matriculando-se no ateliê de Gabriel Gleyre, onde conheceu outros pintores como Frédéric Bazille, Claude Monet e Renoir.
Em 1863, Sisley abandonou o ateliê de Gleyre. Tempos depois ele e seus novos amigos foram pintar na floresta de Fontainebleau, pintar ao ar livre e aperfeiçoar o uso de efeito da luz do sol.
Até praticamente 1870, Sisley pintava com tons escuros, mas a partir de então as suas cores tornam-se mais vivas e mais claras adotando mais as técnicas impressionistas. Iniciou uma série de obras pintadas à margem dos rios, tema constante de suas obras.
O pai foi à falência com o fim da guerra franco-prussiana e morreu pouco tempo depois. Com a falência do pai, Sisley teve de passar a viver do próprio trabalho já que o pai lhe ajudava financeiramente evitando até então de passar dificuldades. Durante a comuna de Paris, ele refugiou-se com a família em Voisin-Louveceiennes, aldeia próxima de Paris.
Em 1872, Sisley conheceu o marchand Paul Durand-Ruel, que investia o seu dinheiro em obras impressionistas. Em 1874, Sisley expôs cinco telas na exposição independente do Salão Oficial de Paris, mas não vendeu nenhuma tela, aliás a exposição foi um fracasso. No ano seguinte, assim como os outros pintores impressionistas, Sisley passava por dificuldades financeiras por isso resolveram fazer uma nova exposição onde conseguiu vender algumas telas por pouco dinheiro. Mesmo assim ainda fizeram a segunda e terceira exposição independente sem muito sucesso também, Sisley novamente não vendeu nenhuma tela.
Em 1877, Sisley mudou-se para Sèvres onde pintou a aldeia em várias telas. Dois anos depois foi rejeitado no salão oficial e acabou se mudando para Veneux-Nadon. No ano seguinte mudou-se para uma casa perto da floresta de Fontainebleu. Ano após ano a sua situação financeira piorava. Procurou ajuda do marchand Durand que, em 1883 promoveu-lhe uma exposição que foi um fracasso. Pouco tempo depois mudou-se para Sablons. Cinco anos mais tarde voltou a morar em Moret-sur-Loing.
Foi só no ano de 1890 que Sisley pode receber um pouco de reconhecimento pelo seu trabalho, ao participar da exposição promovida pela Sociedade Nacional de Belas Artes.
Em 1897, George Petit, um marchand, promoveu uma exposição completa de Sisley, que não vendeu nenhum quadro.
Em 1898, Eugenie Lescouezec, a sua mulher morreu a 8 de outubro. Alfred Sisley morreu alguns meses depois, em 29 de janeiro de 1899, sem o reconhecimento merecido em vida.

  

"Neve em Louveciennes", obra de 1878
    
"A ponte e os Moinhos de Moret", obra de 1888
        

sexta-feira, janeiro 23, 2026

Édouard Manet nasceu há 194 anos

    
Édouard Manet (Paris, 23 de janeiro de 1832 - Paris, 30 de abril de 1883) foi um pintor e artista gráfico francês e uma das figuras mais importantes da arte do século XIX.
Os gostos de Manet não vão para os tons fortes utilizados na nova estética impressionista. Prefere os jogos de luz e de sombra, restituindo ao nu a sua crueza e a sua verdade, muito diferente dos nus adocicados da época. O trabalhado das texturas é apenas sugerido, as formas, simplificadas. Os temas deixaram de ser impessoais ou alegóricos, passando a traduzir a vida da época, e, em certos quadros, seguiam a estética naturalista de Zola e Maupassant.
Manet era criticado não apenas pelos temas, mas também pela sua técnica, que escapava às convenções académicas. Frequentemente inspirado pelos mestres clássicos e em particular pelos espanhóis do Século de Ouro, Manet influenciou, entretanto, certos precursores do impressionismo, em virtude da pureza de sua abordagem. A esta sua libertação das associações literárias tradicionais, cómicas ou moralistas, com a pintura, deve o facto de ser considerado um dos fundadores da arte moderna. As suas principais obras foram: Almoço na relva ou Almoço no Campo, Olímpia, A sacada, O tocador de pífaro e A execução de Maximiliano.
 
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Retrato do Senhor e Senhora Auguste Manet

 

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/4/40/Edouard_Manet_022.jpg/708px-Edouard_Manet_022.jpg
 A execução de Maximiliano - 1867
      
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Olympia
     
  in Wikipédia

segunda-feira, janeiro 19, 2026

Cézanne nasceu há 187 anos...

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/8/8c/Paul_cezanne_1861.jpg

Paul Cézanne (Aix-en-Provence, 19 de janeiro de 1839 - Aix-en-Provence, 22 de outubro de 1906) foi um pintor pós-impressionista francês, cujo trabalho forneceu as bases da transição das conceções do fazer artístico do século XIX para a arte radicalmente inovadora do século XX. Cézanne pode ser considerado como a ponte entre o impressionismo do final do século XIX e o cubismo do início do século XX. A frase atribuída a Matisse e a Picasso, de que Cézanne "é o pai de todos nós", deve ser levada em conta.
    
"Autorretrato com fundo rosa", 1875. Coleção privada
Autorretrato com fundo rosa, 1875

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/9/9c/Paul_C%C3%A9zanne_-_Les_Joueurs_de_cartes.jpg
Os jogadores de cartas, 1892-1895 - Courtauld Institute of Art, Londres
 
 

"A casa do enforcado", 1873 - Museu d’Orsay, Paris
          

quarta-feira, janeiro 14, 2026

Berthe Morisot nasceu há 185 anos...

Berthe Morisot - pintura de Edouard Manet, 1872
     
Berthe Morisot (Bourges, Cher, 14 de janeiro de 1841 - Paris, 2 de março de 1895) foi uma pintora impressionista francesa.
Expôs seus trabalhos, pela primeira vez, no prestigiado Salão de Paris, em 1864, patrocinado pela Academia de Belas-Artes de Paris. Os seus trabalhos foram selecionados para as exposições seguintes, juntamente com os de Paul Cézanne, Edgar Degas, Claude Monet, Camille Pissarro, Pierre-Auguste Renoir e Alfred Sisley.
Foi casada com Eugène Manet, irmão do seu amigo e colega pintor Édouard Manet. Depois de participar da primeira exposição dos impressionistas, em 1874, a pintora iniciou uma série de viagens de estudo pela Itália, Países Baixos e Bélgica. As suas obras foram apresentadas em 1886 em Nova Iorque, e um ano mais tarde na Exposição Internacional de Paris. A obra de Berthe Morisot representa uma reflexão afirmativa da obra de Manet, embora com pinceladas mais longas e suaves, com tendência para a verticalização, numa tentativa de organizar a composição.
    
(...)
   
Berthe Morisot faleceu em 2 de março de 1895, em Paris, devido à uma pneumonia adquirida quando cuidava de Julie, a filha, que também esteve doente. Foi sepultada no Cemitério de Passy, em Paris.
 
https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/a/ac/Berthe_Morisot_008.jpg/640px-Berthe_Morisot_008.jpg

  
Jeune fille au bal, óleo sobre tela, 1875
      
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sexta-feira, dezembro 05, 2025

Claude Monet morreu há 99 anos...

        
Oscar-Claude Monet (Paris, 14 de novembro de 1840 - Giverny, 5 de dezembro de 1926) foi um pintor francês e o mais célebre entre os pintores impressionistas.
O termo impressionismo surgiu devido a um dos primeiros quadros de Monet, "Impressão, nascer do sol", de uma crítica feita ao quadro pelo pintor e escritor Louis Leroy: "Impressão, nascer do Sol” – eu bem o sabia! Pensava eu, justamente, se estou impressionado é porque há lá uma impressão. E que liberdade, que suavidade de pincel! Um papel de parede é mais elaborado que esta cena marinha. A expressão foi usada originalmente de forma pejorativa, mas Monet e seus colegas adotaram o título, tendo consciência da revolução que estavam a iniciar na pintura.
    

 
A ponte japonesa
   

quarta-feira, dezembro 03, 2025

Renoir morreu há 106 anos...

    
Desde o princípio que a sua obra foi influenciada pela sensualidade e pela elegância do rococó, embora não faltasse um pouco da delicadeza das suas habilidades anteriores, como decorador de porcelana. O seu principal objetivo, como ele próprio afirmava, era conseguir realizar uma obra agradável aos olhos. Apesar de sua técnica ser essencialmente impressionista, Renoir nunca deixou de dar importância à forma - de facto, teve um período de rebeldia diante das obras de seus amigos, no qual se voltou para uma pintura mais figurativa, evidente na longa série Banhistas. Mais tarde retomaria a plenitude da cor e recuperaria a sua pincelada enérgica e ligeira, com motivos que lembram o mestre Ingres, pela sua beleza e sensualidade.
A sua obra de maior impacto é Le Moulin de la Galette, em que conseguiu elaborar uma atmosfera de vivacidade e alegria à sombra refrescante de algumas árvores, aqui e ali intensamente azuis. Percebendo que traço firme e riqueza de colorido eram coisas incompatíveis, Renoir concentrou-se em combinar o que tinha aprendido sobre cor durante o seu período impressionista, com métodos tradicionais de aplicação de tinta. O resultado foi uma série de obras-primas bem no estilo Ticiano, assim como de Fragonard e Boucher, a quem ele admirava. Os trabalhos que Renoir incluiu numa mostra individual de 70, organizada pelo marchand Paul Durand-Ruel, foram elogiados e o seu primeiro reconhecimento oficial veio quando o governo francês comprou a obra Ao Piano, em 1892.
 
Auguste Renoir, Autoportrait, 1876, Fogg Art Museum, Cambridge (Massachusetts)
   
"O camarote", 1874
  
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segunda-feira, dezembro 01, 2025

O Museu de Orsay faz hoje 39 anos

Museu de Orsay, fachada sobre o Sena
   
O Museu de Orsay (musée d'Orsay em francês) é um museu na cidade de Paris, na França. Situa-se na margem esquerda do rio Sena, no VII Bairro de Paris. As coleções do museu apresentam principalmente pinturas e esculturas da arte ocidental do período compreendido entre 1848 e 1914. Entre outras, estão aí presentes obras de Van Gogh, Degas, Maurice Denis e Odilon Redon. Existem também exposições temporárias que ocorrem paralelamente à exposição permanente.
  
Relógio do átrio principal do museu

História
O edifício, que atualmente alberga o museu, era originalmente uma estação ferroviária, Gare de Orsay, construída para o Chemin de Fer de Paris à Orléans (em português, Caminho de ferro de Paris a Orleães), no local onde se erguera até 1871 um antigo palácio administrativo, o Palais d'Orsay. Foi inaugurado em 1898, a tempo da Exposição Universal de 1900. O projeto foi do arquiteto Victour Laloux.
Em 1939, deixou de ser o terminal da linha que ligava Paris a Orleães devido ao comprimento reduzido do cais, passando a ser apenas uma estação da rede suburbana de caminhos de ferro; e mais tarde, durante a Segunda Guerra Mundial serviu de centro de correios. A estação foi fechada a 1 de janeiro de 1973.
Em 1977, o Governo francês decidiu transformar o espaço num museu. Foi inaugurado pelo presidente de então, François Mitterrand, a 1 de dezembro de 1986. Os arquitetos Renaud Bardon, Pierre Colboc e Jean-Paul Philippon foram os responsáveis pela adaptação da estação.

Coleções
As coleções do museu provêm essencialmente de três locais: do Museu do Louvre, as obras de artistas nascidos a partir de 1820, ou que tenham emergido no mundo da arte com a Segunda República; do museu do Jeu de Paume, as obras impressionistas desde 1947; e do museu de arte moderna de Paris, as obras mais recentes. Estas coleções abrangem várias vertentes das artes plásticas tais como a pintura, a escultura, a fotografia entre outras.

Pintores

Escultores
 

Paul Gauguin - Arearea

   
 
van Gogh - Noite Estrelada Sobre o Rio Ródano
    
Henri Rousseau - A Encantadora de Serpentes