terça-feira, junho 07, 2011

Um interessante texto sobre a Parque Escolar e o efeitos da sua criação/actuação nas Escolas Públicas


Qual o custo económico da requalificação dos espaços escolares?
Carlos Alberto Chagas

Os efeitos provocados por estas medidas, a curto e médio prazo, irão recair sobre a qualidade do ensino público, cuja capacidade de sustentabilidade irá, ano a ano, diminuir.

A Parque Escolar

Com a grave crise económica e financeira, em que o país se encontra, e sendo certo o corte orçamental de 11% sofrido pelo Ministério da Educação (ME), em 2011, quais as repercussões da gestão financeira das rendas a serem pagas à Parque Escolar? Esta fica não só proprietária das escolas como dos seus equipamentos, podendo ainda alugar os espaços lúdicos, desportivos e outros, retirando do seu aluguer 50% para seu benefício e dando à escola os restantes 50%.

Assim, pergunta-se:

1. Poderão existir escolas secundárias requalificadas, inovadoras, com referencial internacional a par de outras escolas degradadas, sem as condições que o Governo propõe? Nestas circunstâncias, parece-nos existir escolas de primeira e escolas de segunda.

2. Quais as implicações dos recursos afectos ao pagamento das rendas sobre os recursos humanos - professores, assistentes operacionais e pessoal técnico -, necessários ao funcionamento das escolas?

3. Que implicações terão estes gastos no desenvolvimento pedagógico da rede escolar?

4. Que comprometimento para a situação económica do país?

Na Resolução do Conselho de Ministros N.º 44/2010, estabelece-se, no seu ponto 9, que a sede do agrupamento de escolas deve funcionar num estabelecimento de ensino público secundário. Deste modo, faremos, ainda, as seguintes perguntas:

1. A Parque Escolar deve ter, em cada escola requalificada, um gestor de instalações. Qual o seu relacionamento, em sede de agrupamento, com os outros estabelecimentos de ensino, tendo em conta que o agrupamento terá escolas de propriedade municipal e de propriedade do ME?

2. Como se respeita a autonomia da escola neste processo de gestão, sabendo-se, à partida, que escola não tem autonomia financeira?

3. Como se processa o modelo de intervenção pedagógico com um único conselho?

De Setembro de 2008 a 2037, o montante a pagar pelo Estado, associado ao número de metros quadrados disponibilizados, foi calculado com base nas responsabilidades decorrentes nos investimentos realizados na construção, remodelação, reequipamento de infraestruturas escolares e manutenção corrente e pesada. O montante relativo ao investimento da construção, remodelação e reequipamento das escolas será fixado por períodos de um ano, enquanto o montante relativo à manutenção e conservação será estabelecido por períodos de três anos. As condições contratuais determinam a remuneração global de todas as escolas já construídas, com efeitos a 1 de Julho de 2009, baseada na operação do montante de 1,65 €/mensais por metro quadrado e na remuneração para o triénio 2009-2011. Actualmente, a rede escolar integra 502 escolas secundárias, sendo que à Parque Escolar competirá intervir na remodelação e modernização de 205 escolas, com uma área de construção de 2 884 637 m2, divididos em três fases até 2010, o que perfaz um investimento estimado em 2500 milhões de euros. É fácil, a partir do cálculo do número de metros quadrados por área de construção a multiplicar pela renda mensal de 1,65 €, comprovar que o Estado pagará de renda o valor de 4 759 651,05 €. Acrescerá, ainda, a adjudicação de mais 153 escolas efectuadas pela ministra da Educação em meados de Abril à mesma empresa estatal, que quase duplicará o valor das rendas.

Deixaremos, para um critério de apreciação mais explícito, as repercussões, que já estão a ser postas em marcha, com a redução de pessoal docente, de pessoal auxiliar (assistentes operacionais), de pessoal administrativo, a redução de vencimentos, a redução dos subsídios dos directores de escola, a redução das verbas de funcionamento, aliadas ao aumento exponencial energético que as climatizações destas escolas impõem e as tornam inoperacionais por não terem verbas para o efeito, entre outras.

Os efeitos provocados por estas medidas, a curto e médio prazo, irão recair sobre a qualidade do ensino público, cuja capacidade de sustentabilidade irá, ano a ano, diminuir. Tal em consequência de se recriar um modelo de escola que, salvaguardando todas as suas virtualidades espaciais e inovações tecnológicas, ostenta um carácter sumptuário, estando para além das possibilidades financeiras do país. Temos de exigir, a par de uma manutenção periódica e sistemática dos edifícios escolares, que, quando tenham de ser construídas novas escolas, estas devam ser funcionais, simples, apetrechadas com materiais pedagógicos e didácticos fáceis de manusear e adequados às aprendizagens dentro duma racionalização da rede de escolas. O país exige uma repartição justa e igual dos seus recursos financeiros. E, na Educação, a aposta terá de ser nos alunos e nos docentes e demais pessoal técnico, que não podem ser sacrificados às megalomanias do poder político da governação actual socialista da res publica, que preocupantemente, reincidem no seu programa de governo.

Recordar Gauguin

Gauguin



PAUL GAUGUIN: O CRISTO AMARELO (1889)

E sabíamos todos que a hora
era chegada e tudo em volta
escurecia,

e que, em Pont-Aven,
era chegado o tempo da colheita
e os campos estavam todos amarelos.

E aconteceu que as mulheres da Bretanha
ajoelharam,
e vinha eu no caminho
e vi a luz,

e os meus olhos cegaram para que visse
a roda do martírio
e o escárnio.

E aconteceu que as cores se saturaram,
e a paleta recebeu,
vindas do céu,
as cores

–  e eu enchi a tela de perguntas,
e, pelo esplendor,
atirei-me ao chão
e em mim senti um som sombrio.

E vi , então, que as mulheres
choravam
e que os homens
não se compadeciam
de quem sofria,

e tudo tinha um brilho
esplêndido,
um brilho sobrenatural,
à minha volta.

E aconteceu que se ouviu cantar
o galo,
e que toda a terra se abriu para aquele brilho,

e os camponeses vieram,
e choraram.

E vi que preparavam varas novas,
e que as varas eram só espinhos,
e que o homem caía,

caía mesmo em frente aos nossos olhos,
que nada mais fazíamos do que o ver caído.

E eu tomei a tela e preparei-a,

e sangrava o homem
abundantemente,
e eu perguntei ‘quem somos?’
e nada se ouviu.

E chegou o crepúsculo
e, em volta, era só amarelo o que se via,

e o rosto do homem inundava-se de lágrimas e de sangue,
e arquejava-Lhe o dorso,
e puseram-Lhe aos ombros o madeiro.

E as mulheres da Bretanha
irromperam em choro,
e a multidão
adensou-se no lugar,
e suplicou o pão,
e os peixes,

e seguiram-No.

E vi as minhas cores queimadas pelo fogo,

e que os meus pincéis vibravam,
e misturei ao óleo terebentina,
enquanto o homem subia pelo monte
onde reinava o silêncio
e a abominação.

E perguntei:
‘quem somos, de onde vimos?’,

e em volta levantou-se um grande incêndio,
e as labaredas tomaram o lugar,

e era tudo amarelo nesse sítio.

E houve uma mulher que trouxe
água,
e com a água trouxe um pano branco,
e limpou-Lhe o rosto,
e o Seu rosto estava iluminado.

E eram amarelos os Seus cabelos,
e amarela era a Sua barba,
e a cruz, nos ombros,
era amarela,
como um topázio.

E, então, caiu o homem
pela segunda vez,
e as mulheres da Bretanha
arrancaram os cabelos,

e olharam em redor
para que chegasse algum socorro,
de onde quer que fosse.

E os campos em volta permaneciam amarelos,
e eu prendi aos dedos o pincel
porque toda a terra tremia

e o coração
saltava-me do peito,
e a cabeça doía-me
e pesava-me.

E o homem seguiu, arrebatado
pela dor,
e um outro homem veio em Seu auxílio,
e eram grandes as feridas,
e deitavam muito sangue.

E as mulheres da Bretanha
seguiram com Ele,
e vacilavam-Lhe os passos,
e o Seu corpo
era todo amarelo,

a boca,
as mãos,
os pés.

E assim se acercou do cume da montanha,
com as mulheres da Bretanha sempre atrás,

e havia soldados
e outros condenados,
que o viram cair pela terceira vez.

E Ele levantou-se,
e a multidão exultou nesse momento,
e eu, com o pincel, fiz o esboço
daquele quadro de grande sofrimento.

E uma das mulheres chamou-Lhe ‘filho’,
e outra ‘amado’,

e a elas se juntou outra mulher
que Lhe chamou ‘irmão’,

e, nos seus vestidos,
caíram lágrimas de sangue e de estupor.

Do meu pincel só o amarelo
permitia
estender-se na tela,
e tudo era amarelo,

os campos em volta,
o rosto de quem estava,
e a cruz.

E cravaram-Lhe as mãos e os pés
àquela cruz,

e tudo em volta foi um só silêncio,
e parecia que a terra dimanava
um odor amarelo,
que só as mulheres da Bretanha compreendiam.

E um soldado
veio com a esponja
embebida em vinagre,
e prendeu-a a um ramo,
e deu-Lhe de beber, porque a sede
o martirizava.

E eu executava a minha obra,

e tudo era amarelo à minha volta,
as árvores,
as colinas,
as casas que se viam do ponto onde estava.

E o tempo passou,
e olhei o homem,

e olhar a Sua face pacificou-me,

porque o homem sorria
por ver a multidão
a partilhar o pão
e os peixes
que Ele lhes entregava.

E a terra tremeu,

e vi tudo amarelo à minha volta,
e as mulheres da Bretanha olhavam-No
a sorrir,
enquanto eu perguntava:
‘quem somos, de onde vimos, para onde vamos’?

E na linha do horizonte vi os anjos,

e as asas dos anjos
cintilavam,

e cintilava, também, esta pintura
onde, em silêncio, pus
as mulheres da Bretanha,

e o Cristo amarelo
com o meu rosto.


in Doze Cantos do Mundo, Sintra, Edição CM Sintra, 2009

O Tratado de Tordesilhas foi assinado há 517 anos

Folha de rosto do Tratado de Tordesilhas
 
O Tratado de Tordesilhas, assinado na povoação castelhana de Tordesilhas em 7 de Junho de 1494, foi um tratado celebrado entre o Reino de Portugal e o recém-formado Reino da Espanha para dividir as terras "descobertas e por descobrir" por ambas as Coroas fora da Europa. Este tratado surgiu na sequência da contestação portuguesa às pretensões da Coroa espanhola resultantes da viagem de Cristóvão Colombo, que ano e meio antes chegara ao chamado Novo Mundo, reclamando-o oficialmente para Isabel, a Católica.
O tratado definia como linha de demarcação o meridiano 370 léguas a oeste da ilha de Santo Antão no arquipélago de Cabo Verde. Esta linha estava situada a meio-caminho entre estas ilhas (então portuguesas) e as ilhas das Caraíbas descobertas por Colombo, no tratado referidas como "Cipango" e Antília. Os territórios a leste deste meridiano pertenceriam a Portugal e os territórios a oeste, à Espanha. O tratado foi ratificado pela Espanha a 2 de Julho e por Portugal a 5 de Setembro de 1494.

Dean Martin nasceu há 94 anos


Dean Martin (Steubenville, 7 de Junho de 1917Beverly Hills, 25 de Dezembro de 1995) foi um dos mais influentes artistas do século 20, tanto na música, televisão, bem como no cinema. Seu nome de baptismo é Dino Paul Crocetti.
Era integrante da "Rat Pack", um grupo de amigos formado por Frank Sinatra, Sammy Davis, Jr., Peter Lawford e Joey Bishop que realizaram algumas actividades artísticas em conjunto na década de 1960. É bastante reconhecido por sua parceria de enorme êxito com Jerry Lewis. Morreu de cancro do pulmão.

O reformador hungaro Imre Nagy nasceu há 115 anos

Estátua de Imre Nagy em Budapeste

Imre Nagy (Kaposvár, 7 de Junho de 189616 de Junho de 1958) foi um líder comunista húngaro.
Combateu pelo exército da Áustria-Hungria na Primeira Guerra Mundial. Trabalhou depois na secção húngara do Comintern.
Depois da ocupação da Hungria pelos soviéticos em 1945 na sequência da Segunda Guerra Mundial, Nagy tornou-se ministro da agricultura e ministro da justiça durante o perigo de expurgo (1948-1953), mas pertenceu à liderança da ala reformista do Partido Comunista Húngaro após a morte de Stalin.
Em outubro de 1956, tornou-se primeiro-ministro durante a revolução e concordou com medidas radicais anti-soviéticas. Depois de as tropas soviéticas ocuparem a Hungria e esmagado pela força a Revolução Húngara de 1956, Nagy foi executado e enterrado secretamente em 1958.

O cantor Tom Jones nasceu há 71 anos


Sir Tom Jones, OBE, nascido Thomas Jones Woodward, (Pontypridd, 7 de Junho de 1940) é um cantor de música pop do País de Gales.
Aos dezesseis anos ele se casou e teve um filho, muito antes de se tornar um ídolo pop. Apesar de suas freqüentes e bem divulgadas relações extra-conjugais (incluindo um romance com a ex-Miss Mundo de 1973 Marjorie Wallace), ele permanece casado, e é tido como um homem de família. Jones mora nos Estados Unidos, mas é visto freqüentemente visitando sua terra natal de Gales.

Gauguin nasceu há 163 anos


Eugène-Henri-Paul Gauguin (Paris, 7 de Junho de 1848 - Ilhas Marquesas, 8 de Maio de 1903) foi um pintor francês do pós-impressionismo.


Autorretrato

A Noruega tornou-se independente há 106 anos

Dissolução da união entre Noruega e Suécia em 1905

Postal comemorativo no qual se pode ler "Sim, nós amamos este país", actual hino nacional da Noruega.

É conhecida como dissolução da união entre a Noruega e a Suécia, o processo político que, durante o ano de 1905, levou à separação definitiva entre os estados da Noruega e da Suécia, e, consequentemente, a transformação da Noruega, em um Estado absolutamente soberano. Este processo foi definido quando o Parlamento norueguês dissolveu a união entre os dois países sob a Casa de Bernadotte, após vários meses de tensão, bem como a existência de um fundado receio de possível confronto militar entre os dois países escandinavos vizinhos. Antes da dissolução parlamentar, negociações ocorreram entre os dois governos, o que levou a Suécia (o Estado que liderava os poderes soberanos dos dois países até o momento, deixando assim a Noruega, em certa medida vista como um estado dependente) a reconhecer a Noruega como uma monarquia constitucional independente, que ocorreu em 26 de Outubro do mesmo ano. Por essa declaração, nesse momento, o rei sueco Óscar II renuncia à sua pretensão ao trono norueguês sob a união pessoal dos reinos unidos, efectivamente dissolvendo o Reino da Suécia e Noruega, que até então operava desde 1814. O evento foi rapidamente seguido pela ascensão ao trono da Noruega em 18 de Novembro de 1905 do príncipe Carlos da Dinamarca, que tomou o nome de Haakon VII.

segunda-feira, junho 06, 2011

E depois do adeus...?!?

Sócrates e a Justiça

O ponto do teleponto e o despautério da pergunta fatal


José Sócrates ao minuto 4:41 deste vídeo mostra que sempre que o teleponto se desliga ou fica vazio de imprevisíveis, como sejam as perguntas avulsas de repórteres mais afoitos, fica aflito.
Susana Martins da R.R. perguntou-lhe se "receia que este resultado eleitoral, esta derrota, abra caminho a novos processos judiciais ou que acelere processos judiciais em curso"...

José Sócrates fez a cara de ponto e começou por perguntar, após o riso amarelo do costume que não vem no teleponto: "processos judiciais?!" E depois de outro ponto de exclamação interrogativo, logo que a populaça presente de apoiantes fiéis e do núcleo duro percebeu melhor o sentido da pergunta, que os levou a apupar perguntadora da R.R., a repórter insistiu: "estou a referir-me a eventuais novos processos judiciais em torno dos casos Face Oculta ou Freeport."
José Sócrates de sorriso amarelo afivelado respondeu aos circunstantes ululantes com a costumeira frase de mentira: "eu compreendo a vossa surpresa que é igual à minha mas confesso que não entendi a pergunta..." E lá voltou a repórter intrépida a explicar se "esta derrota eleitoral possa abrir ou não caminho a novos processos judiciais em torno da Face Oculta ou acelerar processos judiciais em curso..."
José Sócrates visivelmente perturbado no ambiente de aclamação pela derrota e perante os circunstantes pesarosos, lá desenvolveu a retórica sem teleponto:

"Eu não consigo compreender essa pergunta.Pela simples razão que a justiça nada tem a ver com a política.E o que eu desejo é viver num país em que essa separação esteja absolutamente ao serviço do Estado de Direito." E logo depois de limpar o suor frio da testa: "é melhor passarmos a outra pergunta...quem é que tem outra pergunta para fazer?"

Foram assim os instantes aqui captados pelas câmaras da SIC. As da TVI captaram outros circunstantes, como o antigo ministro da Justiça Alberto Costa que meneava a cabeça em sentido de desaprovação pelo despautério.
Talvez seja melhor rever este vídeo daqui a uns tempos...


in portadaloja - post de José

E a Luta, pá?



A propósito de uma estrondosa derrota de um político de segunda

(imagem daqui)
Este blog, que é um Blog de Geologia, tem tido alguma intervenção na luta contra um político que nos (des)governou nos últimos seis anos e meio, de seu nome José Sócrates. Isto porque este blog acredita em valores com a justiça, a verdade, a honestidade e a honradez, porque não gosta do que esse homenzinho fez aos geólogos (e à Geologia portuguesa), fez aos professores e fez aos funcionários públicos, grupos nos quais me insiro.

Foi com imenso prazer que vimos ontem o povo português castigar Sócrates com uma estrondosa derrota e o vimos encolher o rabinho e bater em retirada (esperemos que para sempre...). Esperamos ainda que os rabos de palha que este senhor deixou e a gestão ruinosa que fez das contas do estado sejam agora verdadeiramente investigados, a bem da verdade e da justiça.

Apetece-nos terminar este post com dois poemas, que escritos para celebrar um dia grande da História Portuguesa, também se poderiam aplicar ao dia de ontem:

25 de Abril

Esta é a madrugada que eu esperava
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo


Revolução

Como casa limpa
Como chão varrido
Como porta aberta

Como puro ínicio
Como tempo novo
Sem mancha nem vício

Como a voz do mar
Interior de um povo

Como página em branco
Onde o poema emerge

Como arquitectura
Do homem que ergue
Sua habitação
(27 de Abril de 1974)
in O nome das coisas - Sophia de Mello Breyner Andresen

A propósito de um esquecimento de ontem


Martha Argerich (Argentina, 5 de Junho de 1941) é uma pianista de origem argentina. A sua aversão pela imprensa e publicidade afastou-a das câmaras durante quase toda a sua carreira, tendo dado relativamente poucas entrevistas. Em resultado disso será menos conhecida do "grande público" que outros artistas de envergadura semelhante. É largamente reconhecida como uma das maiores pianistas virtuosas de seu tempo.

Hoje é o dia de nascimento de dois controversos Reis portugueses


D. João III de Portugal (Lisboa, 6 de Junho de 1502Lisboa, 11 de Junho de 1557) foi o décimo quinto Rei de Portugal, cognominado O Piedoso ou O Pio pela sua devoção religiosa. Filho do rei Manuel I de Portugal, sucedeu-o em 1521, aos 19 anos. Herdou um império vastíssimo e disperso, nas ilhas atlânticas, costas ocidental e oriental de África, Índia, Malásia, Ilhas do Pacífico, China e Brasil. Continuou a política centralizadora do seu pai. Durante o seu reinado foi obrigado a negociar as Molucas com Espanha, no tratado de Saragoça, adquiriu novas colónias na Ásia - Chalé, Diu, Bombaim, Baçaim e Macau e um grupo de portugueses chegou pela primeira vez ao Japão em 1543, estendendo a presença portuguesa de Lisboa até Nagasaki. Para fazer face à pirataria iniciou a colonização efectiva do Brasil, que dividiu em capitanias hereditárias, estabelecendo o governo central em 1548. Ao mesmo tempo, abandonou diversas cidades fortificadas em Marrocos, devido ao custos da sua defesa face aos ataques muçulmanos.

in Wikipédia
D. José I de Portugal (nome completo: José Francisco António Inácio Norberto Agostinho de Bragança; 6 de Junho de 1714 - 24 de Fevereiro de 1777), cognominado O Reformador devido às reformas que empreendeu durante o seu reinado, foi Rei de Portugal da Dinastia de Bragança desde 1750 até à sua morte. Casou em 1729 com Mariana Vitória de Bourbon.
in Wikipédia

Hoje é outra vez o Dia D


Os desembarques da Normandia foram operações de desembarque durante a invasão da Normandia pelos Aliados, também conhecida como Operação Overlord e Operação Neptuno, durante a Segunda Guerra Mundial. O desembarque começou na terça-feira, 6 de Junho de 1944 (Dia D), com início às 06:30 (UTC+2). No planeamento, o Dia D foi o termo usado para o dia de desembarque real, que era dependente de aprovação final.

Malangatana nasceu há 75 anos

(imagem daqui)

Malangatana Valente Ngwenya (6 de Junho de 1936, Matalana, distrito de Marracuene, Moçambique - 5 de Janeiro de 2011, Matosinhos, Portugal) foi um artista plástico e poeta moçambicano, conhecido internacionalmente pelo seu primeiro nome "Malangatana", tendo produzido trabalhos em vários suportes e meios, desde desenho, pintura, escultura, cerâmica, murais, poesia e música.

domingo, junho 05, 2011

Finalmente uma boa notícia - adeus Sócrates!




As urnas estão quase a encerrar...


Uma supernova na M51...!

Supernova SN2011 dh em M51

Fotos de João Cruz

A M51 regista neste momento a morte de uma estrela, cuja denominação passou a ser SN2011 dh.
Este fenómeno é típico e corrente no universo e não é nada mais nada menos que o culminar da "vida" de uma estrela massiva, que esgotou o seu combustível e acaba numa violenta explosão de matéria e energia, criando novos elementos químicos pesados como o molibdénio que existe no nosso organismo.
A animação representa a galáxia M51 registada no passado dia 1 de Abril, e na noite de 3 de Junho de 2011, podendo ver-se um ponto de luz que não existia antes e que corresponde precisamente à explosão da estrela em supernova.
As diferenças de brilho que se vêem nas restantes estrelas relaciona-se apenas com o tempo de exposição diferente entre as 2 fotos e o processamento das mesmas.

in AstroLeiria - post de João Cruz

Vulcão andino entra em erupção no Chile

Cinzas do Puyehue chegaram à Argentina
Vulcão no Chile “acordou” passados 50 anos e obrigou à fuga de 3500 pessoas

O vulcão lançou uma nuvem de cinzas com cerca de dez quilómetros de altitude

O vulcão Puyehue, no Sul do Chile, entrou ontem em erupção, depois de 50 anos adormecido, e obrigou 3500 pessoas a abandonar as suas casas. A nuvem de cinzas chegou à vizinha Argentina.

A entrada em erupção do Puyehue, 870 quilómetros a Sul de Santiago, provocou “uma explosão que causou uma coluna de cinzas com uma altura aproximada de dez quilómetros e cinco de extensão”, informou ontem o Serviço Nacional de Geologia e Minas (Sernageomin) do Chile.

O Governo ordenou, ao início da tarde de ontem, a retirada de cerca de 3500 pessoas que viviam em cerca de 20 localidades nas proximidades do vulcão. Inicialmente, apenas 600 pessoas tinham recebido ordens de retirada, pela manhã, como medida de prevenção. Mas um alerta do Sernageomin, prevendo uma forte actividade sísmica na região, reforçou as medidas das autoridades.

Às 15h15 (19h15, hora em Portugal), o Departamento nacional de emergências (Onemi) anunciou que “o nível de alerta vulcânico do Serviço de Geologia foi elevado para o nível 6 (numa escala de 8), correspondendo a uma erupção moderada”.

“Apercebemo-nos de uma coluna de fumo no cimo do vulcão (...) e sentimos um odor a enxofre”, contou o autarca da região de Los Rios, Juan Andres Varas, citado pelos media chilenos.

O ministro chileno do Interior, Rodrigo Hinzpeter, acredita que as medidas de emergência accionadas para proteger a população serão de “curta duração”. “Pensamos que foram tomadas as medidas adequadas e esperamos que as coisas evoluam favoravelmente.”

Na Argentina, na cidade de Bariloche, a nuvem de cinzas obrigou ao encerramento do aeroporto. Durante a tarde, “registámos uma forte queda de cinzas, como se fosse neve”, disse à estação de televisão TN o porta-voz da autarquia, Carlos Hidalgo. “A cidade ficou completamente cinzenta.” As autoridades aconselharam os habitantes a não sair de casa e a fechar portas e janelas.

O vulcão Puyehue, com 2240 metros de altura, situa-se na cordilheira dos Andes. A sua última grande erupção aconteceu em 1960, depois do sismo de Valdivia, de magnitude 9,5 na escala de Richter. Morreram 5700 pessoas no Chile.

A entrada em actividade do Puyehue é a última de uma série de alertas vulcânicos no Sul do Chile nos últimos anos. Em 2008, a erupção do Chaiten, a 1300 quilómetros de Santiago, forçou a evacuação da cidade com o mesmo nome. As ruas ficaram cobertas de uma camada de cinzas com dezenas de centímetros de espessura. Também em 2008 e depois em 2009, o vulcão Llaima - um dos mais activos do Chile, a 700 quilómetros de Santiago – forçou a retirada de dezenas de habitantes das localidades mais próximas.

Recordemos o Infante Santo na data do aniversário da sua morte



O Beato Fernando de Portugal, dito o Infante Santo (29 de Setembro 14025 de Junho 1443), foi um príncipe de Portugal da Dinastia de Avis. Fernando era o oitavo filho do Rei João I de Portugal e de sua mulher Filipa de Lencastre, o mais novo dos membros da Ínclita Geração.

D. Fernando Infante de Portugal

Deu-me Deus o seu gládio, porque eu faça
A sua santa guerra.
Sagrou-me seu em honra e em desgraça,
Às horas em que um frio vento passa
Por sobre a fria terra.

Pôs-me as mãos sobre os ombros e doirou-me
A fronte com o olhar;
E esta febre de Além, que me consome,
E este querer-grandeza são Seu nome
Dentro em mim a vibrar.

E eu vou, e a luz do gládio erguido dá
Em minha face calma.
Cheio de Deus, não temo o que virá,
Pois venha o que vier, nunca será
Maior do que a minha alma.

in Mensagem - Fernando Pessoa

NOTA: o Infante Santo sofreu 6 anos de cativeiro antes de morrer, nesta data que hoje é tão importante para Portugal... E quem não sabe o que são seis anos de sofrimento basta recordar a vil tristeza em que hoje estamos - e ainda pode ir votar.

É HOJE!


The The, This is the Day 

Hoje é um domingo especial...


Morrissey - Everyday is like Sunday

Trudging slowly over wet sand
Back to the bench
Where your clothes were stolen
This is the coastal town
That they forgot to close down
Armageddon - come Armageddon!
Come Armageddon! Come!
Everyday is like Sunday
Everyday is silent and grey

Hide on the promenade
Etch a postcard:
"How I Dearly Wish I Was Not Here"
In this seaside town
That they forgot to bomb
Come, come, come Nuclear Bomb!
Everyday is like Sunday
Everyday is silent and grey

Trudging back over pebbles and sand
And a strange dust lands on your hands
And on your face
On your face..

Everyday is like Sunday
"Win Yourself A Cheap Tray"
Share some grease-tea with me
Everyday is silent and grey


Erasmo Carlos - 70 anos!

(imagem daqui)

Erasmo Esteves (Rio de Janeiro, 5 de Junho de 1941), mais conhecido como Erasmo Carlos, é um cantor e compositor brasileiro.
Sua parceria com o cantor Roberto Carlos certamente é a de maior sucesso na história da música popular brasileira, tanto em termos de venda quanto em termos de regravações, feitas por artistas de todo o Brasil e do exterior.
Junto com Roberto Carlos, compôs mais de 500 canções, gravadas tanto por Roberto Carlos quanto por inúmeros outros cantores.

O presidente da Guiné Equatorial e amigo do nosso PM faz 69 anos

(imagem daqui)

Teodoro Obiang Nguema Mbasogo (Wele Nzas, 5 de Junho de 1942) é actual presidente da Guiné Equatorial. Obiang foi eleito pela revista Forbes o oitavo governante mais rico do mundo, apesar do seu país ser considerado um dos mais pobres do mundo.

Nascido no seio do clã Esangui em Acoacán, Obiang juntou-se aos militares durante o período colonial, tendo frequentado a Academia Militar de Saragoça, em Espanha. Alcançou o posto de tenente após a eleição de Francisco Macías Nguema. Sob a liderança de Macías, Obiang ocupou vários cargos, incluindo os de governador de Bioko, chefe da prisão da Praia Negra e líder da Guarda Nacional.
Depôs Francisco Macías a 3 de Agosto de 1979 num golpe de estado sangrento. Macías foi levado a julgamento pelas suas actividades ao longo da década anterior e condenado à morte. As suas atividades incluíram o genocídio dos bubis. Foi executado a 29 de Setembro de 1979 por fuzilamento. Obiang declarou que o novo governo iria trazer um novo começo em contraste com as medidas repressivas tomadas pela administração de Macías. Obiang herdou um país com um tesouro vazio e uma população que tinha decaído para um terço do seu valor em 1968, tendo 50% dos seus anteriores 1,2 milhões de habitantes emigrado para Espanha, para os seus vizinhos africanos ou mortos durante a ditadura do predecessor de Obiang. A presidência foi assumida oficialmente em Outubro de 1979. Uma nova constituição foi adoptada em 1982. Ao mesmo tempo, Obiang era eleito para um mandato de 7 anos como presidente. Foi reeleito em 1989, sendo candidato único. Após a legalização de outros partidos, foi eleito em 1996 e 2002 em eleições consideradas fraudulentas pelos observadores internacionais.

O regime de Obiang reteve características claramente autoritárias, mesmo após a legalização dos outros partidos em 1991. Muitos observadores nacionais e internacionais consideram o seu regime um dos mais corruptos, etnocêntricos, opressivos e não democráticos do mundo. A Guiné Equatorial é hoje essencialmente um estado de partido único, dominado pelo Partido Democrático da Guiné Equatorial (PDGE) de Obiang. Em 2008, o jornalista americano Peter Maas chamou a Obiang "o pior ditator de África", pior mesmo que Robert Mugabe do Zimbabué. A constituição garante a Obiang o poder de governar por decreto. Contudo, Obiang tem muito menos poder que Macías, e grande parte da sua governação tem sido mais suave que a do seu antecessor. Notavelmente, não têm existido as atrocidades que caracterizaram o período de Macías.

Todos os membros com excepção de um dos 100 assentos parlamentares pertencem ao PDGE ou estão alinhados com o partido. A oposição está severamente desamparada pela falta de imprensa livre como veículo para a propagação das suas ideias. Cerca de 90% de todos os políticos da oposição vivem no exílio, 550 activistas anti-Obing estão presos injustamente e vários foram mortos desde 1979. Em Julho de 2003, a estação de rádio estatal declarou que Obiang era um deus "em permanente contacto com o Todo Poderoso" e que "pode decidir matar sem ninguém o chamar a prestar contas e sem ir para o inferno". Ele próprio fez comentários semelhantes em 1993. Apesar desses comentários, continua a alegar ser um devoto católico, tendo sido convidado para ir ao Vaticano pelos papas João Paulo II e Bento XVI. Macías proclamava igualmente ser um deus.

Obiang tem encorajado o culto da sua personalidade assegurando-se que os discursos públicos terminam em votos de prosperidade para si e não para a república. Vários edifícios importantes têm um pavilhão presidencial, várias vilas e cidades têm ruas comemorando o golpe de estado de Obiang contra Macías, tal como é comum entre a população utilizar roupas com a sua cara estampada. Tal como o seu predecessor e outros ditadores africanos tais como Idi Amin ou Mobutu Sese Seko, Obiang atribuiu a si mesmo vários títulos criativos. Entre eles estão "cavalheiro da grande ilha de Bioko, Annobón e Río Muni". Também se refere a si próprio como El Jefe (O Chefe).

De forma semelhante a Idi Amin, Obiang permitiu propositadamente que se espalhassem rumores sobre se seria ou não canibal. Rumores fictícios sobre o canibalismo têm sido utilizados durante séculos entre o povo fang do centro e oeste africano de forma a criar medo entre os oponentes, dos quais Obiang descende. Vários testemunhos de antigos residentes no país, antes e durante as perseguições, indicam que o canibalismo tem sido utilizado como arma psicológica de guerra. A revista Forbes considera Obiang um dos chefes de estado mais ricos do mundo, com uma riqueza avaliada em cerca de 600 milhões de dólares. Fontes oficiais têm-se queixado de que a Forbes está a contar erradamente propriedades estaduais como pessoais do presidente.

Em 2003, Obiang informou o país de que se sentia obrigado a tomar controlo total sobre o tesouro nacional de forma a prevenir que funcionários públicos fossem tentados a participar em práticas corruptas. Para evitar esta forma de corrupção, Obiang depositou mais de metade de um bilião de dólares em contas controladas por Obiang e sua família no Banco Riggs em Washington, D.C., levando um tribunal federal estado-unidense a multar o banco em 16 milhões de dólares.


NOTA: este senhor, que José Sócrates quer meter na CPLP - Comunidade dos Países de Língua Portuguesa a toda a força, é um ditador da pior espécie. No texto da Wikipédia falta dizer que era sobrinho do presidente anterior da Guiné Equatorial (e que ele mandou fuzilar...) e que os rumores de que é canibal são mais do que isso...

Hoje é Dia Mundial do Ambiente

(imagem daqui)

O Dia Mundial do Ambiente é celebrado a 5 de Junho, foi criado pela Assembleia Geral das Nações Unidas na resolução 2994 (XXVII) de 15 de Dezembro de 1972 com a qual foi aberta a Conferência de Estocolmo, na Suécia, cujo tema central foi o Ambiente Humano.


NOTA: hoje é dia de melhorar o nosso país - quando for votar não se esqueça de reciclar alguns dos piores políticos que alguma vez governaram o nosso país...

sábado, junho 04, 2011

A ética republicana e socialista - versão boys socialistas da CP e carrinhos de luxo

CP dá carros de luxo a gestores

Presidente da CP, José Benoliel, usa, segundo o relatório do Governo da firma, um Mercedes E220CDI Elegance

Mercedes usados em serviço pelos cinco administradores da empresa custaram, no ano passado, 55 720 euros em rendas.

Cada um dos cinco administradores da CP – Comboios de Portugal, empresa pública com um prejuízos superior a 195 milhões de euros e uma dívida histórica de 3,3 mil milhões de euros, tem um Mercedes da firma para utilização pessoal. Os carros de luxo foram, segundo o relatório do Governo da Sociedade da CP de 2010, adquiridos em regime de renting em 2008, altura em que o prejuízo desta firma do Estado já ultrapassava os 190 milhões de euros. Em 2010, a CP gastou 55 720 euros com as rendas destes cinco automóveis topo de gama.

José Benoliel, presidente do conselho de administração, Alfredo Vicente Pereira, vice-presidente, Nuno Moreira e Madalena Sousa, ambos vogais, contam cada um com um Mercedes E220CDI Elegance e Cristina Dias, que é também vogal, utiliza um Mercedes E 220CDI Avantgarde. Questionada pelo CM sobre a aquisição destes carros numa altura em que já registava elevados prejuízos, a CP limitou-se a dizer que "o conselho de administração em funções não procedeu à aquisição de nenhuma viatura para utilização pelos seus membros, estando a utilizar as viaturas que já se encontravam na empresa em regime de aluguer."

A CP não diz qual foi o conselho de administração que adquiriu os cinco Mercedes, mas, como a compra ocorreu em 2008, tudo indica que a aquisição terá sido efectuada pelo anterior conselho de administração. A actual equipa de gestão tomou posse em Junho de 2010, mas José Benoliel, actual presidente da CP, e Nuno Moreira, administrador, já integravam o anterior conselho de administração da CP. E este, que era liderado por Francisco Cardoso dos Reis, tomou posse em Janeiro de 2008.

Os relatórios do Governo da Sociedade dos últimos três anos não indicam o número de anos do contrato de renting, através do qual a CP alugou os automóveis de luxo e paga uma renda mensal pela sua utilização. E a CP, apesar de questionada sobre isso, não deu qualquer explicação.

FIRMA INFORMOU TUTELA DA COMPRA

A CP garantiu ao ‘CM’ que informou a tutela sobre a compra dos carros. "Relativamente ao cumprimento da obrigação de prestar informações, é sempre respeitado".

800 EMPREGOS ESTÃO EM RISCO

O presidente da CP, José Benoliel, disse em Maio que a empresa "precisa de despedir 800 pessoas". No ano passado, segundo afirmou o líder da empresa, saíram da CP 71 colaboradores.

OS CARROS/OS PERFIS

O estatuto remuneratório da CP atribui aos administradores o direito à utilização pessoal de viatura de serviço, com limite de renda mensal de mil euros para presidente e vice-presidente e de 900 euros para vogais, incluindo seguro e manutenção

(...)

A actual administração da CP foi nomeada pelo Governo de José Sócrates através da Resolução do Conselho de Ministros número 23/2010, de 17 de Junho de 2010. 

in CM - ler notícia

Música para a despedida de um senhor que nos (des)governou seis anos


O charlatão - José Mário Branco e Sérgio Godinho


Numa rua de má fama
faz negócio um charlatão
vende perfumes de lama
anéis d'ouro a um tostão
enriquece o charlatão


No beco mal afamado
as mulheres não têm marido
um está preso, outro é soldado
um está morto e outro f'rido
e outro em França anda perdido


É entrar, senhorias
a ver o que cá se lavra
sete ratos, três enguias
uma cabra abracadabra


Na ruela de má fama
o charlatão vive à larga
chegam-lhe toda a semana
em camionetas de carga
rezas doces, paga amarga


No beco dos mal-fadados
os catraios passam fome
têm os dentes enterrados
no pão que ninguém mais come
os catraios passam fome


É entrar, senhorias
a ver o que cá se lavra
sete ratos, três enguias
uma cabra abracadabra


Na travessa dos defuntos
charlatões e charlatonas
discutem dos seus assuntos
repartem-s'em quatro zonas
instalados em poltronas


Pr'á rua saem toupeiras
entra o frio nos buracos
dorme a gente nas soleiras
das casas feitas em cacos
em troca d'alguns patacos


É entrar, senhorias
a ver o que cá se lavra
sete ratos, três enguias
uma cabra abracadabra


Entre a rua e o país
vai o passo dum anão
vai o rei que ninguém quis
vai o tiro dum canhão
e o trono é do charlatão


É entrar, senhorias
a ver o que cá se lavra
sete ratos, três enguias
uma cabra abracadabra


É entrar, senhorias
É entrar, senhorias
É entrar, senhorias...

Música para celebrar o dia de amanhã


Maré alta - Sérgio Godinho

Aprende a nadar, companheiro
aprende a nadar, companheiro
Que a maré se vai levantar
que a maré se vai levantar
Que a liberdade está a passar por aqui
que a liberdade está a passar por aqui
que a liberdade está a passar por aqui
Maré alta
Maré alta
Maré alta

A propósito do post anterior - a notícia na TVI24

Quando um Vader se mete com o PS, leva






O tvi24.pt acompanhou o Vader do Fraque em mais uma incursão numa acção de campanha socialista: acabou identificado pela polícia.

O encontro tinha ficado marcado para as 11.00 horas. Ligeiramente atrasado, o Vader do Fraque chegou cheio de pressa. No parque de estacionamento já estava a carrinha com a cara de Sócrates e a factura que o primeiro-ministro insiste em não aceitar: a factura pela promessa de criar 150 mil empregos, promessa essa não cumprida. O Vader vai tentar outra vez fazê-la chegar ao destinatário.

Da primeira vez que tentou fazê-lo acabou por ser agredido. No Porto terminou até no hospital. Esta sexta-feira, na arruada em Moscavide, foi mais suave: foi levado para fora do raio de visão de José Sócrates. Antes disso, e quando a carrinha passa pelo meio dos apoiantes socialistas, Vader do Fraque admite a ansiedade. «É a partir daqui que o nervosismo aumenta», confessa ao tvi24.pt.

A carrinha pára em frente à esquadra policial. Toda a gente sai. Não demora nem dois minutos até que o primeiro zeloso militante socialista tente abrir a porta. Não consegue, mas não volta para trás de mãos a abanar: rasga a factura. O resto acabará destruído por jovens socialistas. Antes de Sócrates passar pela carrinha, tampam-na com bandeiras, depois de passar rasgam o que sobra.

Antes disso, já o Vader tinha sido puxado dali para fora. Num cenário muito diferente do que encontrou com Ferro Rodrigues ou Francisco Assis, dirigentes socialistas que receberam as facturas com simpatia. A polícia aproxima-se. «Não há problema, ele está connosco». «Não estou, não», reage Vader do Fraque. Seguem-se empurrões, intimidações e tentativas de tapar as câmaras.

Vader é levado pela polícia para ser identificado. Junto à carrinha, e enquanto Sócrates está no palco, vive os momentos de maior tensão. Há uma tentativa de agressão, que se fica pelas intenções porque alguém segura o braço de um militante mais indignado. «Tem calma». A hostilidade só termina quando a polícia leva Vader do Fraque para uma rua paralela, longe do reboliço da campanha.

«A polícia tem sido estupenda. Se nesta campanha atrás do Partido Socialista houve um exemplo de democracia, tem sido da polícia», conta. «Principalmente à polícia de Moscavide e Vila Franca de Xira, obrigado. Já me salvaram duas vezes.» A vida de Vader do Fraque não é fácil, mas há uma razão por detrás da personagem do blog 31 de Armada. «Quem nunca quis ser o Darth Vader?».

A manhã termina com a burocracia de nomes e cartões de identificação junto das forças policiais. Segue-se o regresso a casa, já sem vestígios socialistas em Moscavide. Para a parte da tarde ficam reservadas duas entrevistas: à Al-Jazeera e à Reuters. O Vader tornou-se uma personagem internacional. Esta sexta-feira terminou a campanha, e os socialistas podem por fim respirar fundo.

in TVI24 - ver reportagem televisiva AQUI