O Curso de Geologia de 85/90 da Universidade de Coimbra escolheu o nome de Geopedrados quando participou na Queima das Fitas.
Ficou a designação, ficaram muitas pessoas com e sobre a capa intemporal deste nome, agora com oportunidade de partilhar as suas ideias, informações e materiais sobre Geologia, Paleontologia, Mineralogia, Vulcanologia/Sismologia, Ambiente, Energia, Biologia, Astronomia, Ensino, Fotografia, Humor, Música, Cultura, Coimbra e AAC, para fins de ensino e educação.
Filho de José Maria da Costa (Lisboa, 27 de setembro de 1880 - ?) e de sua mulher Isabel Savage de Paula Rosa (Lisboa, Santos-o-Velho, 1884 - Cidade da Praia, circa 1930), filha de mãe inglesa, era primo-irmão da mãe de António Sousa Lara.
Mudou-se aos 4 anos para Portugal e frequentou o Liceu Pedro Nunes em Lisboa até ao 2.º ano, mudando-se depois para o Instituto Nuno Álvares, da Companhia de Jesus, em La Guardia
- Galiza, onde foi membro do grupo de teatro, tendo participado em
várias dezenas de peças. O 6.º ano acabou-o em Santarém e o 7.º ano em
letras no Liceal de Coimbra, onde dirigiu o jornal O Bicho. Ingressou na Universidade de Lisboa, tendo frequentado a Faculdade de Direito e a Faculdade de Letras, não concluindo nenhum dos cursos. Viveu em Paris entre 1934 e 1935 onde chegou a estudar no Instituto de Arte e Arqueologia da Universidade de Sorbonne e onde assinou o Manifeste Dimensioniste.
Casou com Maria Manuela Possante, de quem não teve descendência.
O surrealismo surge nos horizontes culturais portugueses a partir de
1936, em grande parte pela sua mão, em experiências literárias
«automáticas» que realiza com alguns amigos. Em 1940 realiza, com António Dacosta e Pamela Boden (Casa Repe, Lisboa) aquela que é considerada a primeira exposição surrealista em Portugal: " A exposição reunia dezasseis pinturas de Pedro, dez de Dacosta e seis esculturas abstratas de Pamela Boden [...]. O surrealismo de que se falara até então vagamente, desde 1924, [...] irrompia nesta exposição, abrindo a pintura nacional para outros horizontes que ali polemicamente se definiam". Nesse mesmo ano cria a revista Variante.
Em 1941 António Pedro visitou o Brasil. Esteve no Rio de Janeiro e em São Paulo,
tendo exposto os seus quadros em concorridas mostras em ambas as
cidades. Permaneceu no país uns quatro ou cinco meses, o bastante para
formar um largo círculo de amizades entre a nata da intelectualidade
brasileira, partindo deixando um rastro de amizades e sinceros
admiradores.
Entre 1944 e 1945 vive e trabalha em Londres na British Broadcasting Corporation (B.B.C.), tendo feito parte do grupo surrealista de Londres.
Ode ao Almada Negreiros Maravilhosa plástica das coisas! Tudo no seu lugar, as cores e os olhos Lá no lugar de cada coisa, a vê-la Com seu aspecto natural e próprio. (Tudo para cada um, na variedade Dos olhos de quem se admite na paisagem, Ou como espectador, Ou como actor, Ambas as coisas uma, no concerto Magnífico do mundo.) ...Sem memória, ou com memória a sê-la Nos olhos a olhar completamente Sem nenhum pensamento reservado: - Olhos dados a cada coisa, ou tida Cada coisa p’los olhos que se deram!... Vaivém de tudo e nada, desse nada Profético de tudo - e o tudo enorme De cada nada afeiçoado e olhado À feição de quem olha possuindo E possuído, na maravilhosa Cópula grande dos Artistas todos... Maravilha de ter-se e ter-se dado, Em cada olhar olhado, E em cada cor e em cada flor mantido, Bolindo e vendo O sonho de se ir tendo Realizado.
in Primeiro Volume - Canções e Outros Poemas (1936) - António Pedro
Francesco Albani or Albano (Bologna, 17 March or 17 August 1578 – Bologna, 4 October 1660) was an ItalianBaroquepainter
who was active in Bologna (1591–1600), Rome (1600–1609), Bologna
(1609), Viterbo (1609–1610), Bologna (1610), Rome (1610–1617), Bologna
(1618–1660), Mantova (1621–1622), Roma (1623–1625) and Florence (1633).
O combate da Roliça foi travado no dia 17 de agosto de 1808, durante a primeira invasão francesa de Portugal, no âmbito da Guerra Peninsular (1807–1814). Neste combate enfrentaram-se as forças luso-britânicas, comandadas pelo Tenente-General Sir Arthur Wellesley, e as forças francesas, comandadas pelo general de Divisão Henri-François Delaborde.
Foi o primeiro confronto importante entre a força expedicionária
britânica e os franceses. Estes, embora obrigados a retirar, cumpriram a
sua missão de retardar as forças de Wellesley.
Neste mesmo dia terminava o Cerco de Saragoça (1808),
um fracasso dos franceses frente à guarnição espanhola e à população da
cidade, que assumiram uma heróica defesa, desde 15 de junho de 1808.
Mary Jane West nasceu em 1893, em Bushwick, no estado de Nova York, filha do boxerJack West e de mãe francesa. Começou aos 5 anos a trabalhar no teatro. Estudou bailado, atuou em espetáculos de variedades e em 1918 lançou o tipo de dança "shimmy", que alcançou grande popularidade nos anos 20. Escreveu novelas
como "The Constant Sinner" e numerosas comédias, como "Diamond Lil",
caracterizadas pelo tom frívolo e picante. Algumas delas foram
interpretadas pela própria Mae no teatro e no cinema.
Desde o começo da carreira, no "Caf'Conc", em 1917, ela já chamava atenção com sua voz quebrada, a silhueta de formas pronunciadas e a atitude provocante. Converteu-se em pouco tempo no que se chama uma "estrela".
A sua consagração teatral veio em 1926, com a peça "Sex", de sua autoria. A peça narra a história de uma prostituta do porto de Nova York. Tanto o texto quanto a forma de atuar de Mae West eram de tal forma insólitos para a época, que os jornais se negaram a dar publicidade
à obra. Apesar disso, o espetáculo resistiu a 375 apresentações com a
casa lotada, até que a Sociedade para a Supressão do Vício conseguiu
retirar a peça de cartaz. A autora foi condenada a 8 dias de prisão, por "corromper a juventude".
Em 1928 escreveu "Diamond Lil", que mais tarde se converteria num filme com a descoberta de Cary Grant por Mae West. Uma nova versão desse filme foi rodada na década de 50.
Anos mais tarde diria: "Convenci-me de que se pode dizer tudo em cena,
sob a condição de utilizar um tom irónico". Sem dúvida, era necessária
toda a ironia de Mae West para que os ousados diálogos de suas obras fossem tolerados em 1928.
Durante todo esse período, o mito de Mae West, languidamente estendida num sofá ou envolvida por uma pele branca de raposa com um pródigo decote e uma das mãos apoiada na cadeira, invade a América.
Então a sua foto pulula nos quartéis, os adolescentes a escondem em seus livros, os choferes a exibem nos seus camiões. O seu nome lembra o pecado tal como ele era concebido pela puritanaAmérica da época.
O busto avantajado levou-a inclusive a "participar do esforço de guerra": a RAF (aviação britânica) deu seu o nome aos coletes salva-vidas.
Os anos 50 e a modificação da imagem da mulher viram Mae West afastar-se do cinema. Porém não do show business. Organizou então uma turnê por night-clubs, onde cantava os seus êxitos de antes da guerra, cercada por jovens embevecidos muito mais pelas suas expressões corporais do que pelo seu talento.
Em 1955, a atriz publicou a coletânea de suas canções: "The Fabulous Mae West". Em 1966, dois álbuns de rock.
Desde então, só apareceu em dois filmes: "Myra Breckenbridge", em 1969, e "Sextet" (Sesteto), em 1978, este último baseado na sua primeira obra, de 52 anos antes.
Peter Fechter (Berlim, 14 de janeiro de 1944 - Berlim, 17 de agosto de 1962) era um pedreiro da Alemanha Oriental que, aos dezoito anos, se tornou uma das primeiras e provavelmente a mais famosa vítima do Muro de Berlim. Ao tentar atravessar a fronteira entre as duas Alemanhas, na rua Zimmer, foi alvejado pelas costas e morreu de hemorragia, sem que os guardas de fronteira da parte ocidental pudessem socorrê-lo.
Morte
Em 1962,
cerca de um ano após a construção do muro, Fechter tentou fugir da
Alemanha Oriental juntamente com o seu amigo Helmut Kulbeik. O plano era
esconder-se numa oficina de carpintaria próxima do muro em
Zimmerstrasse, aguardar uma brecha na movimentação dos soldados da
fronteira e saltar de uma janela para o "corredor da morte" (a zona
desmilitarizada que ficava entre o muro erguido na parte oriental e o
erguido na parte ocidental, que por sua vez corriam paralelos entre si
para aumentar a segurança contra invasões e fugas), correr através dele e
depois escalar uma parede de dois metros, coberta de arame farpado, para
enfim cair em Kreuzberg, Berlim Ocidental, perto de Checkpoint Charlie.
Quando ambos chegavam até à segunda parede os guardas avistaram-nos e
dispararam imediatamente contra os dois. Kulbeik conseguiu pular para o
outro lado, mas Fechter acabou baleado na pelvis enquanto escalava e
diante de centenas de testemunhas. Após ser alvejado, perdeu as forças
e caiu de volta ao corredor da morte, controlado pelo lado oriental,
diante de um grande número de espectadores ocidentais, incluindo
jornalistas. Apesar de seus gritos, ele não recebeu assistência médica
do lado do Oriente e não pôde ser atendido pelas equipes médicas do lado
ocidental, que não podiam aceder ao corredor. Fechter agonizou até à
morte cerca de uma hora, sem nenhum tipo de assistência. As pessoas
do lado oeste que pararam para ver a cena imediatamente começaram a
gritar contra os guardas da fronteira, fazendo coro chamando-os de
assassinos.
A falta de assistência médica no caso pode ter sido reflexo do medo mútuo. De acordo com um relatório da revista Time,
um segundo-tenente dos Estados Unidos que acompanhou a cena teria
recebido ordens específicas do comandante dos EUA em Berlim Ocidental
para se manter firme e não invadir a área oriental. De qualquer maneira,
de acordo com um relatório do patologista forense Otto Prokop, "Fechter
não tinha nenhuma chance de sobrevivência. O tiro no quadril direito
havia causado ferimentos internos graves." O comandante do pelotão do
lado oriental, por sua vez, declarou que ficou com medo de intervir,
pois três dias antes o guarda de fronteira Rudi Arnstadt havia sido
baleado por um policial federal no lado ocidental e ele temia que
qualquer ação que tomasse em relação ao corpo de Fechter resultasse numa
reação ocidental. No entanto, uma hora após a morte de Peter Fechter, o
seu corpo foi recolhido pelo lado oriental.
Em março de 1997, dois ex-guardas da Alemanha Oriental, Rolf Friedrich e
Erich Schreiber, responderam à acusação de homicídio culposo pela morte
de Fechter e admitiram que dispararam contra ele. Ambos foram condenados
e sentenciados a 20 e 21 meses de prisão em liberdade condicional.
Devido à falta de evidências conclusivas, o tribunal não conseguiu
determinar qual dos três homens armados (um dos quais já havia morrido)
tinha disparado a bala fatal.
Protopoema da Serra d’Arga Sonhei ou bem alguém me contou Que um dia Em San Lourenço da Montaria Uma rã pediu a Deus para ser grande como um boi A rã foi Deus é que rebentou E ficaram pedras e pedras nos montes à conta da fábula Ficou aquele ar de coisa sossegada nas ruínas sensíveis Ficou o desejo que se pega de deixar os dedos pelas arestas das fragas Ficou a respiração ligeira do alívio do peso de cima Ficou um admirável vazio azul para crescerem castanheiros E ficou a capela como um inútil côncavo de virgem Para dançar à roda o estrapassado e o vira Na volta do San João d’Arga Não sei se é bem assim em San Lourenço da Montaria Sei que isto é mesmo assim em San Lourenço da Montaria O resto não tem importância O resto é que tem importância em San Lourenço da Montaria O resto é a Deolinda Dança os amores que não teve Tem o fôlego do hálito alheio que lhe faltou a amolecer a carne Seca como a da penedia O resto é o verde que sangra nos beiços grossos de apetecerem ortigas O resto são os machos as fêmeas e a paisagem é claro Como não podia deixar de ser As raízes das árvores à procura de merda na terra ressequida Os bichos à procura dos bichos para fazerem mais bichos Ou para comerem outros bichos Os tira-olhos as moscas as ovelhas de não pintar E o milho nos intervalos Todas estas informações são muito mais poema do que parecem Porque a poesia não está naquilo que se diz Mas naquilo que fica depois de se dizer Ora a poesia da Serra d’Arga não tem nada com as palavras Nem com os montes nem com o lirismo fácil De toda a poesia que por lá há A poesia da Serra d’Arga está no desejo de poesia Que fica depois da gente lá ter ido Ver dançar a Deolinda Depois da gente lá ter caçado rãs no rio Depois da gente ter sacudido as varejeiras dos mendigos Que também foram à romaria As varejeiras põem as larvas nos buracos da pele dos mendigos E da fermentação Nascem odores azedos padre-nossos e membros mutilados É assim na Serra d’Arga Quando canta Deolinda E vem gente de longe só para a ouvir cantar Nesses dias as larvas vêem-se menos Pois o trabalho que têm é andar por debaixo das peles A prepararem-se para voar Quanto aos mendigos é diferente A sua maneira de aparecer Uns nascem já mendigos com aleijões e com as rezas sabidas Do ventre mendigo materno Outros é quando chupam o seio sujo das mães Que apanham aquela voz rouca e as feridas Outros então é em consequência das moscas e das chagas Que vão à mendicidade Não mo contou a Deolinda Que só conta de amores E só dança de cores E só fala de flores A Deolinda Mas sabe-se na serra que há uma tribo especial de mendigos Que para os criar bem Lhes põem desde pequenos os pés na lama dos pauis Regando-os com o esterco dos outros Enquanto ali estão a criar as membranas que valem a pena Vão os mais velhos ensinando-lhes as orações do agradecimento Eles aprendem Ao saberem tudo Nasce de propósito um enxame de moscas para cada um Todas as moscas que há no Minho Se geraram nos mendigos ou para eles E é por isso que têm as patinhas frias e peganhosas Quando pousam em nós E é por isso que aquele zumbido de vai-vem Das moscas da Serra d’Arga Ainda lembra a mastigação de lamúrias pelas alminhas do Purgatório Em San Lourenço da Montaria Este poema não tem nada que ver com os outros poemas Nem eu quero tirar conclusões com os poetas nos artigos de fundo Nem eu quero dizer que sofri muito ou gozei Ou simplesmente achei uma maçada Ou sim mas não talvez quem dera Viva Deus-Nosso-Senhor Este poema é como as moscas e a Deolinda De San Lourenço da Montaria E nem sequer lá foi escrito Foi escrito conscienciosamente na minha secretária Antes de eu o passar à máquina Etc. que não tenho tempo para mais explicações É que eu estava a falar dos mendigos e das moscas E não disse Contagiado pelo ar fino de San Lourenço da Montaria Que tudo é assim em todos os dias do ano Mas aos sábados e nos dias de romaria Os mendigos e as moscas deles repartem-se melhor São sempre mais E creio de propósito Ser na sexta-feira à noite Que as mendigas parem aquela quantidade de mendigozinhos Com que se apresentam sempre no dia da caridade Elas parem-nos pelo corpo todo Pois a carne De tão amolecida pelos vermes Não tem exigências especiais E porque assim acontece Todos os meninos nascidos deste modo têm aquele ar de coisa mole Que nunca foi apertada Os mendigos fazem parte de todas as paisagens verdadeiras Em San Lourenço da Montaria Além deles há a bosta dos bois Os padres O ar que é lindo Os pássaros que comem as formigas Algumas casas às vezes Os homens e as mulheres Por isso tudo ali parece ter sido feito de propósito Exactamente de propósito Exactamente para estar ali E é por isso que se tiram as fotografias Por isso tudo ali é naturalmente Duma grande crueldade natural Os meninos apertam os olhos das trutas Que vêm da água do rio Para elas estrebucharem com as dores e mostrarem que ainda estão vivas Os homens beliscam o cu das mulheres para que elas se doam E percebam assim que lhes agradam Os animais comem-se uns aos outros As pessoas comem muito devagar os animais e o pão E as árvores essas Sorvem monstruosamente pelas raízes tudo o que podem apanhar Assim acaba este poema da Serra d’Arga Onde ontem vi rachar uma árvore e me deu um certo gozo aquilo Parecia a queda dum regímen Tudo muito assim mesmo lá em cima E cá em baixo dois suados à machadada Ao cair o barulho parecia o duma coisa muito dolorosa Mas no buraco do sítio da árvore Na mata de pinheiral O azul do céu emoldurado ainda era mais bonito Em San Lourenço da Montaria
A República das Duas Nações, em 1686, no reinado de Jan III Sobieski
Fluente em várias línguas, era um homem muito culto (estudou na Universidade Jaguelónica). Popular entre os seus súbditos, era um grande general militar e ficou famoso pela sua vitória sobre os turcos em 1683, na Batalha de Viena. Graças às suas vitórias sobre o Império Otomano os turcos nomearam-no o "Leão de Lehistan".
After World War II, a statue of John III Sobieski was "repatriated" to Gdańsk from the Ukrainian city of Lviv (Polish: Lwów, formerly in the Second Polish Republic). The statue overlooks a little park at the old Gdańsk City Hall museum.
After the battle of Vienna, the newly delineated constellation of Scutum (Latin for shield) was originally named Scutum Sobiescianum by the astronomer Johannes Hevelius,
in honor of John III Sobieski. While there are a few stars named after
non-astronomers, this is the only constellation named after a real
non-astronomer, moreover, one who was still alive when the constellation
was named.
A legend of the origins of the bagel refers to John III Sobieski as the king to whom a Jewish
baker gave the very first bagel in commemoration of his victory at
Vienna in 1683. The round shape of the bagel was said to resemble the stirrups of Sobieski and his mounted warriors.
The EuroCity rail lines running between Vienna and Warsaw (lines 104/105) are named after Sobieski.
There is a modern proposition from non-Polish European newspapers to name the A2 highway in Poland after Sobieski.
There is a vodka brand called Sobieski, after His Majesty John III
Com George escreveu vários espetáculos para a Broadway, incluindo canções como "I Got Rhythm", "Embraceable You", "The Man I Love" e "Someone to Watch Over Me" além da ópera Porgy and Bess.
Por muito tempo achei que a ausência é falta. E lastimava, ignorante, a falta. Hoje não a lastimo. Não há falta na ausência. A ausência é um estar em mim. E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços, que rio e danço e invento exclamações alegres, porque a ausência, essa ausência assimilada, ninguém a rouba mais de mim.
O sismo de İzmit de 1999, também chamado sismo de Kocaeli ou sismo de Gölcük, foi um sismo de magnitude 7,6 ou 7,5 que atingiu o noroeste da Turquia a 17 de agosto de 1999 às 03.02 horas locais. O evento durou 37 segundos, provocou a morte de cerca de 17.000
pessoas (dados oficiais) e deixou cerca de meio milhão de pessoas sem
casa. Fontes não oficiais referem um número de vítimas muito superior -
35 ou 45 mil mortos e um número semelhante de feridos. A cidade de İzmit ficou severamente danificada, mas também houve estragos significativos em Istambul, onde se registaram cerca de mil mortos.
Estragos
A estimativa oficial publicada em 19 de outubro de 1999 menciona 17.127 mortos e 43.959 feridos. Os relatórios de setembro de 1999 mostravam que 120 000 casas de construção deficiente tinham sido destruídas a ponto de não serem recuperáveis, 54 000 tinha ficado severamente danificadas, 2 000 colapsaram. Cerca de 600 000 pessoas ficaram sem casa em consequência do terramoto.
Segundo estimativas de 2000 do Observatório Sismológico de Kandilli, da Universidade do Bósforo, os danos materiais causados pelo terramoto ascenderam a 16 mil milhões de dólares,
muito acima das estimativas oficiais divulgadas um mês depois da
tragédia, que apontavam para valores entre 3 e 6,5 mil milhões de
dólares.
O terramoto afetou gravemente a área urbana e industrializada com
grande densidade populacional de İzmit, provocando estragos em refinarias e fábricas de automóveis, além do quartel-general e arsenal da Marinha da Turquia em Gölcük, o que fez aumentar a gravidade das perdas em vidas e propriedades. Numa refinaria da TÜPRAS (Türkiye Petrol Rafinerileri), o terramoto provocou um incêndio de grandes proporções devido ao colapso de uma torre. A refinaria tinha 700 000
toneladas de petróleo armazenada e forma precisos vários dias para
controlar o incêndio. O terramoto também provocou danos consideráveis em
Istambul, distante cerca de 70 km do epicentro.
O soldados turcos foram autorizados a ter 45 dias de licença para
ajudarem no resgate dos seus familiares. Os corpos forma rapidamente
enterrados em valas comuns, para evitar o risco de doenças.
Geologia
O terramoto de İzmit provocou uma rutura de 150 km, estendendo-se desde a cidade de Düzce até ao Mar de Mármara, ao longo do Golfo de İzmit. Os deslocamentos ao longo da rutura chegaram aos 5,7 metros. O sismo provocou um tsunami no mar de Mármara com três metros de altura.
A destruição em Istambul deu-se principalmente no distrito de Avcılar, situado na linha de falha que se estende ao longo do Mar de Mármara. Avcılar assenta sobre solos de composição marinha, o que torna a área especialmente vulnerável a sismos.
Passados poucos meses (em 12 de novembro de 1999) ocorreu novo sismo na NAFZ, com epicentro em Düzce,
a cerca de 100 km de distância do epicentro deste sismo, com magnitude
similar (7,2), que provocou 894 mortos. A ajuda internacional foi
massiva, tendo as primeiras equipas de resgate chegado ao terreno
passadas 24 horas do acidente. Vários países enviaram ajuda, que
incluiu, entre outros, equipas de busca, tendas, helicópteros e
fornecimentos médicos.
Em 1952, Décio, Haroldo e seu irmão Augusto de Campos rompem com o Clube, por divergirem quanto ao conservadorismo predominante entre os poetas, conhecidos como "Geração de 45". Fundam, então, o grupo Noigandres,
passando a publicar poemas na revista do grupo, de mesmo título. Nos
anos seguintes defendeu as teses que levariam os três a inaugurar em
1956 o movimento concretista, ao qual manteve-se fiel até o ano de 1963, quando inaugura um trajeto particular, centrando-se suas atenções no projeto do livro-poema "Galáxias".
Haroldo doutorou-se pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, sob orientação de Antonio Candido, tendo sido professor da PUC-SP, bem como na Universidade do Texas, em Austin.
Haroldo dirigiu até o final de sua vida a coleção Signos da Editora Perspectiva. "Transcriou" em português poemas de autores como Homero, Dante, Mallarmé, Goethe, Mayakovski, além de textos bíblicos, como o Gênesis e o Eclesiastes. Publicou, ainda, numerosos ensaios de teoria literária, entre eles A Arte no Horizonte do Provável (1969).
Faleceu em São Paulo, tendo publicado, pouco antes, a sua transcriação em português da Ilíada, de Homero.
Iniciou a sua carreira no liceu no qual estudava quando se apresentou no Teatro Garcia de Resende e se profissionalizou aos 24 anos de idade, sendo obrigado a interromper o curso de engenharia quando estava no terceiro ano.
Teve seus maiores sucessos na balada romântica Olhos Castanhos, lançada em 1951, e Guitarra Toca Baixinho, em 1973.
Quando começou a cantar, já finalista do curso, foi inscrito num
programa da rádio que existia na altura, de Igrejas Caeiro, por colegas
de curso.
Foi professor universitário, cargo que tinha na altura da sua morte. Era irmão do famoso geólogo, o Professor Doutor Galopim de Carvalho, conhecido pela atuação em defesa dos vestígios (icnofósseis) de Dinossáurios.
Johnson nasceu em Hazlehurst, Mississippi. A sua data de nascimento oficialmente aceite (1911)
provavelmente está errada. Registos existentes (documentos escolares,
certidões de casamento e certidão de óbito) sugerem diferentes datas
entre 1909 e 1912, embora nenhum contenha a data de 1911.
Em 1938 durante uma apresentação no bar "Tree Forks" Johnson bebeu whisky envenenado com estricnina, supostamente preparado pelo dono do bar, o qual estava enciumado por Jonhson ter flertado com a sua mulher. Sonny Boy Williamson,
que estava tocando junto com Jonhson, havia alertado-o sobre o
whisky, porém este não lhe deu atenção. Johnson recuperou do
envenenamento, mas contraiu uma pneumonia e morreu 3 dias depois, em 16 de agosto de 1938, em Greenwood, Mississippi. Há várias versões populares para sua morte: que haveria morrido envenenado pelo whisky, que haveria morrido de sífilis
e que havia sido assassinado com arma de fogo. O seu certificado de
óbito cita apenas "No Doctor" (Sem Médico) como causa da morte.
Outro mito popular recorrente sugere que Johnson vendeu a sua alma ao diabo na encruzilhada das autoestradas 61 e 49 em Clarksdale, Mississippi,
com o seu violão e uma garrafa de whisky adulterado, quando um bend
escandaloso de uma gaita cromada, era o diabo. Tomou o seu violão e
afinou-o um tom abaixo, devolveu para Johnson e tocou como toca nas
gravações... fez isso em troca da proeza para tocar guitarra.
Este mito foi difundido principalmente por Son House,
e ganhou força devido às letras de algumas de suas músicas, como
"Crossroads Blues", "Me And The Devil Blues" e "Hellhound On My Trail". O
mito também é descrito no filme de 1986 Crossroads, no episódio 8, da segunda temporada da série Supernatural
e na faixa bónus da pág. 101 do livro Encruzilhada (Literata, 2011),
do autor brasileiro Ademir Pascale. O mito ainda explica detalhes
sobre ele ter saído desesperadamente do bar Tree Forks, sendo
perseguido por cães pretos e foi encontrado com marcas de mordidas
profundas, cortes em forma de cruz no rosto e seu violão intacto ao
lado do corpo ensanguentado. Robert morreu de olhos abertos e uma
expressão tranquila no rosto.
Apesar do seu estilo, muito peculiar, dos Delta Blues, e o padrão
técnico das gravações de sua época muito distantes dos padrões
estéticos e técnicos de hoje, Robert Johnson é frequentemente citado
como "o maior cantor de blues de todos os tempos" e até mesmo como o
mais importante músico do século XX
Em 1999 os The White Stripes lançaram no seu álbum de estreia homónimo uma canção de Johnson; Stop Breaking Down.
Seguidor da espiritualidade e filosofia de Francisco de Sales, Bosco era um fervoroso devoto de Nossa Senhora Auxiliadora. Mais tarde, dedicou seus trabalhos a Sales, quando fundou os salesianos, com sede em Turim. Juntamente com Maria Domenica Mazzarello, fundou o Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora, uma congregação religiosa de freiras dedicada ao cuidado e educação de meninas pobres. Ele ensinou São Domingos Sávio, de quem escreveu uma biografia, que ajudou o menino a ser canonizado.
Em 18 de abril de 1869, um ano após a construção da Basílica de Maria Auxiliadora em Turim,
estabeleceu a Associação de Maria Auxiliadora (ADMA), conectando-a a
compromissos facilmente cumpridos pela maioria das pessoas, com a
espiritualidade e a comunidade. missão da Congregação Salesiana. A ADMA
foi fundada para promover a veneração do Santíssimo Sacramento e Maria
Auxiliadora.
Em 1876 Bosco fundou um movimento de leigos, a Associação de Cooperadores Salesianos, com a mesma missão educativa para os pobres. Em 1875, ele começou a publicar o Boletim Salesiano. O Boletim permaneceu em publicação contínua e atualmente é publicado em 50 edições diferentes e em 30 idiomas.
Bosco estabeleceu uma rede de organizações e centros para continuar o seu trabalho. Após a sua beatificação, em 1929, ele foi canonizado como Santo da Igreja Católica Romana pelo Papa Pio XI em 1934, sendo padroeiro dos jovens e dos estudantes e o patrono da juventude.
António Pereira Nobre (Porto, 16 de agosto de 1867 - Foz do Douro, 18 de março de 1900), mais conhecido como António Nobre, foi um poetaportuguês
cuja obra se insere nas correntes ultra-romântica, simbolista,
decadentista e saudosista (interessada na ressurgência dos valores
pátrios) da geração finissecular do século XIX português. A sua principal obra, Só (Paris, 1892),
é marcada pela lamentação e nostalgia, imbuída de subjectivismo, mas
simultaneamente suavizada pela presença de um fio de auto-ironia e com a
rotura com a estrutura formal do género poético em que se insere,
traduzida na utilização do discurso coloquial e na diversificação
estrófica e rítmica dos poemas. Apesar da sua produção poética mostrar
uma clara influência de Almeida Garrett e de Júlio Dinis, ela insere-se decididamente nos cânones do simbolismo
francês. A sua principal contribuição para o simbolismo lusófono foi a
introdução da alternância entre o vocabulário refinado dos simbolistas
e um outro mais coloquial, reflexo da sua infância junto do povo
nortenho. Faleceu, com apenas 32 anos de idade, após uma prolongada luta
contra a tuberculose pulmonar.
Vaidade, meu amor, tudo vaidade! Ouve: quando eu, um dia, for alguém, Tuas amigas ter-te-ão amizade, (Se isso é amizade) mais do que, hoje, têm. Vaidade é o luxo, a glória, a caridade, Tudo vaidade! E, se pensares bem, Verás, perdoa-me esta crueldade, Que é uma vaidade o amor de tua mãe... Vaidade! Um dia, foi-se-me a Fortuna E eu vi-me só no mar com minha escuna, E ninguém me valeu na tempestade! Hoje, já voltam com seu ar composto, Mas eu, vê lá! eu volto-lhes o rosto... E isto em mim não será uma vaidade?
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