O Curso de Geologia de 85/90 da Universidade de Coimbra escolheu o nome de Geopedrados quando participou na Queima das Fitas.
Ficou a designação, ficaram muitas pessoas com e sobre a capa intemporal deste nome, agora com oportunidade de partilhar as suas ideias, informações e materiais sobre Geologia, Paleontologia, Mineralogia, Vulcanologia/Sismologia, Ambiente, Energia, Biologia, Astronomia, Ensino, Fotografia, Humor, Música, Cultura, Coimbra e AAC, para fins de ensino e educação.
Compôs inspirado pelos hábitos, costumes e as tradições do povo baiano.
Tendo como forte influência a música negra, desenvolveu um estilo
pessoal de compor e cantar, demonstrando espontaneidade nos versos, sensualidade e riqueza melódica. Morreu, em 16 de agosto de 2008, aos 94 anos, em casa, às seis horas da manhã, por conta de insuficiência renal
e falência múltipla dos órgãos, em consequência de um cancro renal
que possuía há 9 anos e o mantinha doente em casa desde dezembro de
2007. Poeta popular, compôs obras como Saudade de Bahia, Samba da minha Terra, Doralice, Marina, Modinha para Gabriela, Maracangalha, Saudade de Itapuã, O Dengo que a Nega Tem ou Rosa Morena.
Filho de Durval Henrique Caymmi e Aurelina Soares Caymmi, era casado com Adelaide Tostes, a cantora Stella Maris. Todos os seus três filhos são também cantores: Dori Caymmi, Danilo Caymmi e Nana Caymmi.
Vida
Caymmi era descendente de italianos pelo lado paterno, as gerações da Bahia começaram com o seu bisavô, que chegou ao Brasil para trabalhar no reparo do Elevador Lacerda e cujo nome era grafado Caimmi.
Ainda criança, iniciou a sua atividade como músico, ouvindo parentes
ao piano. O seu pai era funcionário público e músico amador, tocava,
além de piano, violão e bandolim. A mãe, dona de casa, mestiça de
portugueses e africanos, cantava apenas no lar. Ouvindo o fonógrafo e depois a vitrola,
cresceu a sua vontade de compor. Cantava, ainda menino, num coro de
igreja, como baixo-cantante. Com treze anos, interrompe os estudos e
começa a trabalhar numa redação de jornal O Imparcial, como auxiliar. Com o encerramento do jornal, em 1929, torna-se vendedor de bebidas. Em 1930
escreveu a sua primeira música: 'No Sertão", e aos vinte anos
estreou-se como cantor e guitarrista em programas da Rádio Clube da
Bahia. Já em 1935, passou a apresentar o musical Caymmi e Suas Canções Praieiras. Com 22 anos, venceu, como compositor, o concurso de músicas de carnaval com o samba A Bahia também dá.
Gilberto Martins, um diretor da Rádio Clube da Bahia, o incentiva a
seguir uma carreira no sul do país. Em abril de 1938, aos 23 anos,
Dorival, viaja de Ita (navio que cruza o Brasil do norte até o
sul) para cidade do Rio de Janeiro, para conseguir um emprego como
jornalista e realizar o curso preparatório de Direito. Com a ajuda de parentes e amigos, fez alguns pequenos trabalhos na imprensa, exercendo a profissão em O Jornal, do grupo Diários Associados, ainda assim, continuava a compor e a cantar. Conheceu, nessa época, Carlos Lacerda e Samuel Wainer.
Foi apresentado ao diretor da Rádio Tupi, e, em 24 de junho de 1938, estreou na rádio cantando duas composições, embora ainda sem contrato. Saiu-se bem como caloiro e iniciou a cantar dois dias por semana, além de participar do programa Dragão da Rua Larga. Neste programa, interpretou O Que é Que a Baiana Tem, composta em 1938. Com a canção, fez com que Carmen Miranda tivesse uma carreira no exterior, a partir do filme Banana da Terra, de 1938.
A sua obra invoca principalmente a tragédia de negros e pescadores da
Bahia: O Mar, História de Pescadores, É Doce Morrer no Mar, A Jangada
Voltou Só, Canoeiro, Pescaria, entre outras. Filho de santo de Mãe Menininha do Gantois, para quem escreveu em 1972 a canção em sua homenagem: "Oração de Mãe Menininha", gravado por grandes nomes como Gal Costa e Maria Bethânia.
Obra
O Dorival é um génio.
Se eu pensar em música brasileira, eu vou sempre pensar em Dorival
Caymmi. Ele é uma pessoa incrivelmente sensível, uma criação incrível.
Isso sem falar no pintor, porque o Dorival também é um grande pintor.
Nas composições de Caymmi (Maracangalha - 1956; Saudade de Bahia - 1957), a Bahia surge como um local exótico com um discurso típico que estabelecera-se nas primeiras décadas do século XX. Referências à cultura africana, à comida, às danças, à roupa, e, principalmente à religião. Com a Primeira Guerra Mundial, um lundu de autoria anónima, com o nome de "A Farofa", trata não tão somente do conflito como também de dendê e vatapá, na canção "O Vatapá". O compositor José Luís de Moraes, chamado Caninha, utilizou, ainda em 1921, o vocábulo balangandã, no samba "Quem vem atrás fecha a porta". A culinária baiana foi consagrada no maxixe "Cristo nasceu na Bahia", lançado em 1926. No final da década de 20,
é associado à Bahia a mulher que ginga, rebola, requebra, remexe e
mexe as cadeiras quando está sambando, o que surpreende na linguística,
tendo em vista que o autor não era nativo do Brasil. O primeiro grande sucesso O que é que a baiana tem?
cantada por Carmen Miranda em 1939 não só marca o começo da carreira
internacional da Pequena Notável vestida de baiana, mas influenciou
também a música popular dentro do Brasil, tornou-se conhecida a ponto
de ser imitada e parodiada, como no choro "O que é que tem a baiana" de Pedro Caetano e Joel de Almeida ou na canção "A baiana diz que tem" de Raul Torres. Apesar das produções anteriores, as composições de Caymmi são as mais lembradas sobre a cultura baiana.
Eu escrevi 400 canções e Dorival Caymmi 70. Mas ele tem 70 canções perfeitas e eu não.
É doce morrer no mar - Dorival Caymmi Música de Dorival Caymmi e letra de Jorge Amado
É doce morrer no mar Nas ondas verdes do mar A noite que ele não veio foi Foi de tristeza pra mim Saveiro voltou sozinho Triste noite foi pra mim É doce morrer no mar Nas ondas verdes do mar Saveiro partiu de noite foi Madrugada não voltou O marinheiro bonito sereia do mar levou É doce morrer no mar Nas ondas verdes do mar Nas ondas verdes do mar meu bem Ele se foi afogar Fez sua cama de noivo no colo de Iemanjá
Criada desde o nascimento num ambiente musical, a sua vocação aflorou muito cedo. Filha do compositor, cantor e guitarristaDorival Caymmi, e da cantora Stella Maris, o seu dom e talento para a música já vinha de origens familiares. Em
1960, iniciou sua carreira artística quando gravou na gravadora Odeon a faixa Acalanto (Dorival Caymmi), no LP do pai, que compôs a canção de ninar para ela quando era ainda criança. Ela e Dorival gravaram em dueto a canção.
Lançou, também, o primeiro disco solo, um 78 RPM, com as músicas Adeus (Dorival Caymmi) e Nossos beijos (Hianto de Almeida e Macedo Norte). No dia 26 de abril desse mesmo ano, assinou contrato com a TV Tupi, apresentando-se no programa Sucessos Musicais, produzido por Fernando Confalonieri. Em seguida, passou a se apresentar, acompanhada pelo irmão Dori, o programa A Canção de Nana, produzido por Eduardo Sidney.
Gravou, em 1963, seu primeiro disco, chamado Nana, com arranjos de Oscar Castro-Neves, pela gravadora Elenco.
Em 1964, participou do disco, também da Elenco, Caymmi visita Tom e leva seus filhos Nana, Dori e Danilo,
ao lado do pai e dos irmãos. Foi um disco que se tornou um clássico da
música popular brasileira e lançou "das Rosas", composição inédita de
Caymmi de muito sucesso não só no Brasil mas nos Estados Unidos, onde foi gravada por Andy Williams.
Em 1970, fez uma temporada de shows com Dori Caymmi em Punta del Este, no Uruguai. Participou do espetáculo "Mustang Cor de Sangue", com Marcos Valle, Paulo Sérgio Valle e o conjunto Apolo 3, realizado no Teatro Castro Alves (Salvador) e no Teatro de Bolso, no Rio de Janeiro.
No ano seguinte, cantou "Morena do Mar" (Dorival Caymmi),
na II Bienal do Samba (TV Record). Voltou a Punta del Este, para novas
temporadas, em 1971 e em 1972, nesse último ano ao lado de Dori Caymmi,
no Café del Puerto. Em 1973, apresentou-se em uma turnê de sucesso em Buenos Aires.
No ano seguinte, realizou um show, com o conjunto argentino Camerata, no Camerata Café Concert, em Punta del Este. Lançou na Argentina,
pela gravadora Trova, ainda em 1974, o LP "Nana Caymmi", que vendeu 20
mil cópias. O disco, divulgado na Rádio Jornal do Brasil por Simon
Khoury, chamou a atenção das gravadoras brasileiras. No ano seguinte,
acompanhada pela Camerata, foi recebida pela mídia como Grande Show
Woman, em sua temporada anual na Argentina.
Após um jejum de oito anos no mercado fonográfico
brasileiro, ficou mais conhecida na Argentina que no Brasil. Lançou, em
18 de junho de 1975, na Sala Corpo e Som, do Museu de Arte Moderna (RJ),
o LP "Nana Caymmi" (CID). O disco alcançou o 77º lugar no Hit Parade
Carioca, uma semana após o lançamento. Fez, ainda, uma temporada, no mês
de julho, na boate Igrejinha em São Paulo, sendo citada por Tárik de
Souza, no "Jornal do Brasil", como a "Nina Simone brasileira" e
provocando a admiração de Caetano Veloso, que considerou sua interpretação de "Medo de amar" (Vinícius de Moraes) uma das mais expressivas da música brasileira.
No dia 22 de outubro de 1976, foi contemplada com o Troféu
Villa-Lobos de Melhor Cantora do Ano, oferecido pela Associação
Brasileira de Produtores de Discos. Participou da trilha sonora de
"Maria Maria", espetáculo do Balé Corpo, com músicas de Milton Nascimento e Fernando Brant e coreografia de Oscar Ajaz. Apresentou-se, ao lado de Ivan Lins, no Teatro João Caetano
(RJ), pelo projeto "Seis e Meia", projeto de Albino Pinheiro. Ainda em
1976, lançou o LP "Renascer", com show no Teatro Opinião". A canção
"Beijo partido" (Toninho Horta), na voz da cantora, foi incluída na
trilha sonora da novela Pecado Capital (TV Globo).
Em 1977, gravou novo LP, pela RCA-Victor.
O disco contou com a participação de Dorival Caymmi na faixa "Milagre",
canção inédita do compositor, e teve show de lançamento no Teatro
Ipanema (RJ). Ainda nesse ano, a gravadora CID Entertainment lançou no
mercado brasileiro o disco "Nana Caymmi", gravado na Argentina em 1974,
com o título "Atrás da porta". Inaugurou, ao lado de Ivan Lins, o "Projeto Pixinguinha" (Funarte, extensão nacional do projeto pioneiro de Albino Pinheiro.
Em 1978, apresentou-se com Dori Caymmi no mesmo "Projeto
Pixinguinha". O show, dirigido por Arthur Laranjeiras, estreou no Teatro
Dulcina (RJ) e prosseguiu por Vitória, Salvador, Maceió e Recife. Ainda nesse ano, lançou, pela Odeon, o LP "Nana Caymmi", contendo a faixa "Cais" (Milton Nascimento e Ronaldo Bastos), composta especialmente para a intérprete e incluída na trilha sonora da novela "Sinal de Alerta" (TV Globo).
Em 1979, apresentou-se, com Edu Lobo e o conjunto Boca Livre, no Teatro do Hotel Nacional e no Canecão, no Rio de Janeiro.
Em 1980, comandou "Nana Caymmi e seus amigos muito especiais", série de shows apresentados às segundas-feiras, no Teatro Villa-Lobos, com a participação de Isaurinha Garcia, Rosinha de Valença, Cláudio Nucci, Zezé Mota, Zé Luiz, Fátima Guedes, Sueli Costa, Jards Macalé e Claudio Cartier,
entre outros. Fez temporada no Chico’s Bar, anexo do Castelo da Lagoa,
no Rio de Janeiro, e realizou espetáculo de lançamento do disco "Mudança
dos ventos" (Odeon), título da canção de Ivan Lins e Vitor Martins,
inspirada no romance da cantora com o marido Claudio Nucci. Viajando em
turnê pelo país. Participou, ao lado do Boca Livre, do "Projeto Pixinguinha".
Em 1981, "Canção da manhã feliz" (Haroldo Barbosa e Luiz Reis), na voz da cantora, foi incluída na trilha sonora da novela Brilhante (TV Globo). Seu espetáculo, na Sala Funarte, foi apontado pelo Jornal do Brasil como um dos dez melhores do ano.
Em 1982, apresentou-se em Algarve, Portugal. Realizou uma participação na telenovela Champagne (TV Globo), representando a si mesma e cantando "Doce presença" (Ivan Lins e Victor Martins), ao lado do pianista Edson Frederico. A canção fazia parte da trilha sonora da novela.
No ano seguinte, gravou, com César Camargo Mariano, o LP Voz e Suor
(Odeon), disco premiado na França. Apresentou-se, ao lado do pianista,
no 150 Night Club (SP), para lançamento do disco e participou do
Festival de música de Nice, na França, com Dorival Caymmi e Gilberto Gil, entre outros.
No final de 1986, em comemoração ao centenário de nascimento de Villa-Lobos,
iniciou uma série de shows pelo país, que teve continuidade no ano
seguinte, interpretando obras do compositor, ao lado de Wagner Tiso e do
grupo Uakti.
Em 1987, fez temporada de shows em Madri (Espanha).
Lançou o disco "Nana", contando com a participação de seu filho, João
Gilberto, na faixa "A lua e eu" (Cassiano e Paulo Zdanowski). No dia 3
de outubro desse mesmo ano, nasceu sua primeira neta, Marina Caymmi
Meneses, filha de Denise Maria e Carlos Henrique de Meneses Silva.
No ano de 1988, fez show de lançamento do disco "Nana", no
L’Onoràbile Società em São Paulo e no People Jazz, no Rio de Janeiro,
seguindo em turnê pelo país.
Em 1989, participou da coletânea "Há sempre um nome de
mulher", LP duplo produzido por Ricardo Cravo Albin para a campanha do
aleitamento materno, do Banco do Brasil, cantando as músicas "Dora" e "Rosa morena", ambas de Dorival Caymmi. Nesse mesmo ano, ao lado do amigo Wagner Tiso, excursionou por várias cidades da Espanha e participou do Festival Internacional de Jazz de Montreux, na Suíça. A apresentação foi gravada ao vivo, gerando o LP "Só louco", lançado, no mesmo ano, pela EMI-Odeon.
Em 1991, voltou ao cenário artístico, participando, ao lado
do irmão Danilo, de espetáculo realizado no Rio Show Festival, no Rio
Centro, no Rio de Janeiro, que reuniu Dorival Caymmi e Tom Jobim,
se apresentado pela primeira vez no mesmo palco. Participou novamente
de um show de jazz no 25°. Festival de Montreux, dessa vez com o pai e
os irmãos. O show foi gravado ao vivo e gerou o disco "Família Caymmi em
Montreux", lançado no Brasil, no ano seguinte, pela PolyGram.
Em 1992, participou, no Rio Centro, RJ, da segunda edição do "Rio Show Festival", ao lado de Dorival Caymmi, Danilo Caymmi e Fagner. Lançou, pela Sony Music,
o disco "O melhor da música brasileira", apresentando-se em temporada
de shows na casa noturna Jazzmania (RJ). No dia 24 de abril desse mesmo
ano, nasceu Carolina, sua segunda neta, filha de Denise e Carlos
Henrique de Meneses Silva. Participou do "SP Festival", realizado no Anhembi (SP), ao lado de Dorival Caymmi, Danilo Caymmi e Gilberto Gil.
Em 1993, viajou a Portugal, para temporada de shows em Lisboa e no Porto,
ao lado de Dorival e Danilo Caymmi. Gravou o disco "Bolero" (EMI),
sucesso de vendagem, apresentando-se em longa temporada de shows no
People Jazz (RJ) e seguindo em turnê pelo país. Críticos consideram que a
cantora foi uma das responsáveis pela aceitação do bolero, graças a
excelência do CD "Bolero", não só pelo público mas por outros artistas
no mercado brasileiro - até então, ao menos no período, o gênero era
considerado cafona. Esteve, também, em Nova Iorque, onde se apresentou no Blue Note, em show que contou com a participação de Danilo Caymmi.
Em 1994, lançou o CD "A noite do meu bem - As canções de Dolores Duran"
(EMI), que contou com a participação de sua filha Denise Caymmi na
faixa "Castigo". Fez show de lançamento do disco no Canecão, em seu
primeiro espetáculo solo nessa casa, seguindo em turnê pelo país.
Em 1996, apresentou-se no Teatro Castro Alves, em Salvador, ao lado de Daniela Mercury,
do pai Dorival e dos irmãos Dori e Danilo, em dois espetáculos
comemorativos dos 50 anos das empresas Odebrecht. Lançou, nesse mesmo
ano, o disco "Alma serena" (EMI), no Canecão, RJ e no Palace, SP,
seguindo em turnê pelo país. Viajou, em seguida, para os Estados Unidos, onde se apresentou em Los Angeles e Nova Iorque, ao lado de Dori Caymmi.
Em 1997, gravou, no Teatro Rival, Rio de Janeiro, seu
primeiro disco solo ao vivo, "No coração do Rio" (EMI), seguindo em
turnê pelo país.
Em 1998, lançou o CD "Resposta ao tempo" (EMI), contendo a canção homônima (Cristóvão Bastos e Aldir Blanc), escolhida como tema musical de abertura da minissérie Hilda Furacão
(TV Globo), de autoria de Gloria Perez, baseada no romance homônimo de
Roberto Drummond. A música obteve bastante destaque, tendo sido muito
executada nas rádios, nesse ano, popularizando a cantora que até então
sofria o estigma de cantora para plateias sofisticadas. Apresentou-se,
novamente, no Canecão,
em show de lançamento do disco, viajando, em seguida, em turnê pelo
país. No mesmo ano, "Fascinação" outra grande interpretação sua
tornou-se tema de abertura da novela Fascinação, no SBT.
Em 1999, foi contemplada com o primeiro Disco de Ouro de
sua carreira, pelas cem mil cópias vendidas do CD "Resposta ao Tempo"
(EMI). Em seguida, "Suave Veneno" (Cristóvão Bastos e Aldir Blanc),
mesma dupla que compôs o sucesso anterior, foi escolhida como tema da novela homônima.
Lançou a coletânea "Nana Caymmi - Os maiores sucessos de novela" (EMI).
Até então, contabilizava 48 músicas incluídas em trilhas de novela,
séries e minisséries. Participou, ainda, do songbook de Chico Buarque (Lumiar Discos), interpretando a faixa "Olhos nos olhos".
Em 2000, comemorando 40 anos de carreira em disco, lançou o
CD "Sangre de mi alma" (EMI), cantando em espanhol uma seleção de
boleros, o segundo de sua carreira, como "Acércate más" (Osvaldo Farrés)
e "Solamente una vez" (Agustin Lara), entre outros, com arranjos de Dori Caymmi e Cristóvão Bastos.
Em 2001, gravou o CD "Desejo", produzido por José Milton,
responsável, aliás, por todos os seus discos desde 1994, com a
participação de Zeca Pagodinho, em dueto com a cantora em "Vou ver Juliana" (Dorival Caymmi), Ivan Lins, ao piano na faixa "Só prazer" (Ivan Lins e Celso Viáfora) e sua sobrinha Alice,
filha de Danilo Caymmi, em dueto com a tia na música "Seus olhos", de
autoria da irmã, Juliana Caymmi. O disco registou, com arranjos de
Cristóvão Bastos, Dori Caymmi, Lincoln Olivetti
e Paulão 7 Cordas, as canções "Saudade de amar" (Dori Caymmi e Paulo
César Pinheiro), "Frases do silêncio" (Marcos Valle e Erasmo Carlos),
"Fogueiras" (Ivan Lins e Vitor Martins), "Lero do bolero" (Kiko Furtado e
Abel Silva), "Vinho guardado" (Danilo Caymmi e Paulinho Tapajós),
"Desejo" (Fátima Guedes), "Naquela noite" (Claudio Cartier e Guto
Marques), "Fumaça das horas" (Sueli Costa e Fausto Nilo), "Esse vazio"
(Cristóvão Bastos e Dudu Falcão), "Marca da Paixão" (Marcio Proença e
Marco Aurélio) e "Distância" (Dudu Falcão). Realizou show de lançamento
do disco no Canecão (RJ), apresentando, além do repertório do CD,
sucessos de sua carreira, como "Saudade de amar"- de Dori Caymmi e Paulo
Cesar Pinheiro - da trilha sonora da novela "Porto dos Milagres" (TV Globo) e Resposta ao tempo (Cristóvão Bastos e Aldir Blanc),
acompanhada de uma banda formada por Cristóvão Bastos (piano), Itamar
Assiere (teclados), Ricardo Silveira (guitarra), Jorjão (baixo), Ricardo
Pontes (sax e flauta), Ricardo Costa (bateria) e Don Chacal
(percussão).
Em 2002, lançou o CD "O mar e o tempo", contendo exclusivamente obras de Dorival Caymmi,
como "Saudade da Bahia" e "O bem do mar", entre outras, além da inédita
"Desde ontem". O disco contou com a participação de seus irmãos Dori e
Danilo, além de suas filhas, Stella e Denise, das netas Marina e
Carolina e das sobrinhas Juliana e Alice. O disco foi baseado em
'Dorival Caymmi - o mar e o tempo", biografia do seu pai, escrito por
sua filha Stella Caymmi, lançado no ano anterior, pela Editora 34 e
indicado ao prêmio Jabuti em 2002.
Em 2003, foi lançado o songbook "O melhor de Nana Caymmi" (Editora Irmãos Vitale),
produzido por Luciano Alves, contendo letras, cifras e partituras do
repertório da cantora, além de um perfil biográfico, discografia,
iconografia e cronologia assinados por sua filha, a jornalista e
escritora Stella Caymmi.
Em 2004, em comemoração ao 90º aniversário do pai, lançou,
com os irmãos Dori e Danilo, o CD "Para Caymmi, de Nana, Dori e Danilo",
contendo exclusivamente canções de Dorival Caymmi: "Acontece que eu sou
baiano", "Severo do pão/O samba da minha terra", "Vatapá", "Você já foi
à Bahia?", "Requebre que eu dou um doce/Um vestido de bolero", "Lá vem a
baiana", "A vizinha do lado/Eu cheguei lá", "O que é que a baiana
tem?", "Dois de fevereiro/Trezentos e sessenta e cinco igrejas",
"Saudade da Bahia", "O dengo que a nega tem", "São Salvador", "Eu não
tenho onde morar/Maracangalha" e "Milagre". Os arranjos do disco foram
assinados por Dori Caymmi.
Em 2005, lançou, ao lado de Danilo Caymmi, Paulo Jobim e Daniel Jobim, o CD "Falando de amor", dedicado à obra de Tom Jobim. Os músicos Jorge Hélder (baixo) e Paulinho Braga (bateria) participaram das gravações.
Em agosto de 2008, os pais de Nana (Dorival Caymmi e Stella
Maria) faleceram num curto intervalo de tempo, fazendo com que Nana,
muito abalada, cogitasse a possibilidade de deixar a carreira artística
por achar que não tinha mais ao seu lado os seus maiores incentivadores,
entrando em profunda tristeza.
Em dezembro de 2008 participou do programa musical Som Brasil Especial Dorival Caymmi,
programa da TV Globo que foi dedicado ao compositor baiano dentro da
grade de programas especiais do final do ano da emissora carioca.
Em abril de 2009, lançou mais um álbum na sua carreira. O
álbum chamou-se "Sem Poupar Coração" (Dori Caymmi e Paulo Cesar
Pinheiro), com catorze canções. Uma delas foi incluída com enorme
sucesso, na novela das 21 horas Insensato Coração, exibida na TV Globo e dirigida por Gilberto Braga.
Em 2010, o diretor franco-suíço Georges Gachot lançou um documentário sobre a cantora, Rio Sonata, no Brasil e nos principais festivais de cinema do exterior.
No ano de 2012 sua interpretação de Flor da Noite, de Celso Fonseca e Ronaldo Bastos, fez parte da trilha sonora do remake da novela Gabriela produzida pela TV Globo e baseado no grande romance de Jorge Amado, Gabriela, Cravo e Canela.
Em 2013, em comemoração antecipada ao centenário do pai Dorival Caymmi (1914–2008), grava pela Som Livre junto com seus irmãos Dori e Danilo, o álbum intitulado CAYMMI, indicado em 2014 ao Grammy Latino de Melhor Álbum de Música Popular Brasileira. "O melhor de Nana Caymmi", Luciano Alves, Editora Irmãos Vitale, São Paulo, 2002.
Em 1961, casou-se com o médico venezuelano Gilberto José Aponte Paoli e mudou-se para a Venezuela. Nana morou em Caracas
por quatro anos e lá nasceram, de parto normal, as suas duas filhas:
Stella Teresa Caymmi Aponte, em 1962, e Denise Maria Caymmi Aponte, em
1963.
Devido às traições e humilhações do marido, além de não ter conseguido adaptar-se à Venezuela, Nana divorciou-se e voltou grávida para o Brasil,
em dezembro de 1965, com as suas filhas pequenas. Em 1966, nasceu no Rio
de Janeiro, também de parto normal, seu terceiro filho: João Gilberto
Caymmi Aponte, e a partir de então se tornou a única responsável pelas
crianças, mas conseguiu na justiça que o ex-marido pagasse a pensão dos
filhos.
Em 1967, após alguns meses de namoro, foi viver junto com o cantor e compositor Gilberto Gil. Em 1969 separou-se dele pela impossibilidade de acompanhá-lo com seus três filhos pequenos para seu exílio na Inglaterra, devido à perseguição da ditadura militar à época.
Em 1970, iniciou um namoro com o cantor João Donato.
O casal morou junto de 1972 a 1974. Após outros relacionamentos com
atores e músicos, em 1979 começou um namoro com o cantor e compositor Claudio Nucci.
Após três meses de namoro foram morar juntos. Em 1984, o casal
separou-se. Esse foi seu último casamento, sem deixar de circular nos media com alguns namorados ocasionais.
No dia 16 de dezembro de 1989, seu filho, João Gilberto, sofreu, no Rio de Janeiro, um grave acidente de motocicleta. A cantora passou o ano de 1990 dedicando-se exclusivamente aos cuidados do filho. Antes do acidente, Nana Caymmi sofreu com a dependência química do filho, que inclusive foi preso algumas vezes. Por conta desse acidente, João Gilberto sofreu traumatismo craniano e ficou quatro meses em coma. Como sequela do acidente, passou a viver numa cadeira de rodas e ficou deficiente mental.
Nana Caymmi morava com o seu filho numa casa na zona sul carioca. A artista tinha duas netas, filhas de Denise, que era sua empresária. A sua filha Stella vive sozinha e é escritora. Em 2016, a cantora passou por uma cirurgia de remoção de um tumor na parte externa do estômago, afastando-se dos palcos.
Morte
Nana Caymmi morreu no dia 1 de maio de 2025, aos 84 anos, após nove meses de internação na Casa de Saúde São José, no Rio de Janeiro para tratar de uma arritmia cardíaca. Segundo o seu irmão Danilo Caymmi, ela enfrentou “um processo muito doloroso”, agravado por “várias comorbidades”.
É com
muito pesar que eu comunico o falecimento da minha irmã, Nana Caymmi, e
estamos, lógico, na família, todos muito chocados e tristes, mas ela
também passou nove meses sofrendo de sofrimento em um hospital, UTI, um
processo muito doloroso, de várias comorbidades, enfim, Eu queria que
vocês ajudassem a divulgar esse falecimento dela para os fãs. Muitos
fãs, o Brasil perde uma grande cantora, uma das maiores intérpretes que o
Brasil já viu, de sentimento, de tudo, enfim. Nós estamos realmente
todos muito tristes, mas ela terminou nove meses de sofrimento intenso
dentro de uma UTI de hospital. Bom, enfim.
Compôs inspirado pelos hábitos, costumes e as tradições do povo baiano.
Tendo como forte influência a música negra, desenvolveu um estilo
pessoal de compor e cantar, demonstrando espontaneidade nos versos, sensualidade e riqueza melódica. Morreu em 16 de agosto de 2008, aos 94 anos, em casa, às seis horas da manhã, por conta de insuficiência renal
e falência múltipla dos órgãos, em consequência de um cancro renal que
o afetava há nove anos e o mantinha doente em casa, desde dezembro de
2007. Poeta popular, compôs obras como Saudade de Bahia, Samba da minha Terra, Doralice, Marina, Modinha para Gabriela, Maracangalha, Saudade de Itapuã, O Dengo que a Nega Tem ou Rosa Morena.
Filho de Durval Henrique Caymmi e Aurelina Soares Caymmi, era casado com Adelaide Tostes, a cantora Stella Maris. Todos os seus três filhos são também cantores: Dori Caymmi, Danilo Caymmi e Nana Caymmi.
Acalanto - Nana Caymmi e Dorival Caymmi É tão tarde A manhã já vem Todos dormem A noite também Só eu velo por você, meu bem Dorme, anjo O boi pega neném
Lá no céu deixam de cantar Os anjinhos foram se deitar Mamãezinha precisa descansar Dorme, anjo Papai vai te ninar
Boi, boi, boi Boi da cara preta Pega esta menina Que tem medo de careta
Criada desde o nascimento num ambiente musical, a sua vocação aflorou muito cedo. Filha do compositor, cantor e guitarristaDorival Caymmi, e da cantora Stella Maris, o seu dom e talento para a música já vinha de origens familiares. Em
1960, iniciou sua carreira artística quando gravou na gravadora Odeon a faixa Acalanto (Dorival Caymmi), no LP do pai, que compôs a canção de ninar para ela quando era ainda criança. Ela e Dorival gravaram em dueto a canção.
Lançou, também, o primeiro disco solo, um 78 RPM, com as músicas Adeus (Dorival Caymmi) e Nossos beijos (Hianto de Almeida e Macedo Norte). No dia 26 de abril desse mesmo ano, assinou contrato com a TV Tupi, apresentando-se no programa Sucessos Musicais, produzido por Fernando Confalonieri. Em seguida, passou a se apresentar, acompanhada pelo irmão Dori, o programa A Canção de Nana, produzido por Eduardo Sidney.
Gravou, em 1963, seu primeiro disco, chamado Nana, com arranjos de Oscar Castro-Neves, pela gravadora Elenco.
Em 1964, participou do disco, também da Elenco, Caymmi visita Tom e leva seus filhos Nana, Dori e Danilo,
ao lado do pai e dos irmãos. Foi um disco que se tornou um clássico da
música popular brasileira e lançou "das Rosas", composição inédita de
Caymmi de muito sucesso não só no Brasil mas nos Estados Unidos, onde foi gravada por Andy Williams.
Em 1970, fez uma temporada de shows com Dori Caymmi em Punta del Este, no Uruguai. Participou do espetáculo "Mustang Cor de Sangue", com Marcos Valle, Paulo Sérgio Valle e o conjunto Apolo 3, realizado no Teatro Castro Alves (Salvador) e no Teatro de Bolso, no Rio de Janeiro.
No ano seguinte, cantou "Morena do Mar" (Dorival Caymmi),
na II Bienal do Samba (TV Record). Voltou a Punta del Este, para novas
temporadas, em 1971 e em 1972, nesse último ano ao lado de Dori Caymmi,
no Café del Puerto. Em 1973, apresentou-se em uma turnê de sucesso em Buenos Aires.
No ano seguinte, realizou um show, com o conjunto argentino Camerata, no Camerata Café Concert, em Punta del Este. Lançou na Argentina,
pela gravadora Trova, ainda em 1974, o LP "Nana Caymmi", que vendeu 20
mil cópias. O disco, divulgado na Rádio Jornal do Brasil por Simon
Khoury, chamou a atenção das gravadoras brasileiras. No ano seguinte,
acompanhada pela Camerata, foi recebida pela mídia como Grande Show
Woman, em sua temporada anual na Argentina.
Após um jejum de oito anos no mercado fonográfico
brasileiro, ficou mais conhecida na Argentina que no Brasil. Lançou, em
18 de junho de 1975, na Sala Corpo e Som, do Museu de Arte Moderna (RJ),
o LP "Nana Caymmi" (CID). O disco alcançou o 77º lugar no Hit Parade
Carioca, uma semana após o lançamento. Fez, ainda, uma temporada, no mês
de julho, na boate Igrejinha em São Paulo, sendo citada por Tárik de
Souza, no "Jornal do Brasil", como a "Nina Simone brasileira" e
provocando a admiração de Caetano Veloso, que considerou sua interpretação de "Medo de amar" (Vinícius de Moraes) uma das mais expressivas da música brasileira.
No dia 22 de outubro de 1976, foi contemplada com o Troféu
Villa-Lobos de Melhor Cantora do Ano, oferecido pela Associação
Brasileira de Produtores de Discos. Participou da trilha sonora de
"Maria Maria", espetáculo do Balé Corpo, com músicas de Milton Nascimento e Fernando Brant e coreografia de Oscar Ajaz. Apresentou-se, ao lado de Ivan Lins, no Teatro João Caetano
(RJ), pelo projeto "Seis e Meia", projeto de Albino Pinheiro. Ainda em
1976, lançou o LP "Renascer", com show no Teatro Opinião". A canção
"Beijo partido" (Toninho Horta), na voz da cantora, foi incluída na
trilha sonora da novela Pecado Capital (TV Globo).
Em 1977, gravou novo LP, pela RCA-Victor.
O disco contou com a participação de Dorival Caymmi na faixa "Milagre",
canção inédita do compositor, e teve show de lançamento no Teatro
Ipanema (RJ). Ainda nesse ano, a gravadora CID Entertainment lançou no
mercado brasileiro o disco "Nana Caymmi", gravado na Argentina em 1974,
com o título "Atrás da porta". Inaugurou, ao lado de Ivan Lins, o "Projeto Pixinguinha" (Funarte, extensão nacional do projeto pioneiro de Albino Pinheiro.
Em 1978, apresentou-se com Dori Caymmi no mesmo "Projeto
Pixinguinha". O show, dirigido por Arthur Laranjeiras, estreou no Teatro
Dulcina (RJ) e prosseguiu por Vitória, Salvador, Maceió e Recife. Ainda nesse ano, lançou, pela Odeon, o LP "Nana Caymmi", contendo a faixa "Cais" (Milton Nascimento e Ronaldo Bastos), composta especialmente para a intérprete e incluída na trilha sonora da novela "Sinal de Alerta" (TV Globo).
Em 1979, apresentou-se, com Edu Lobo e o conjunto Boca Livre, no Teatro do Hotel Nacional e no Canecão, no Rio de Janeiro.
Em 1980, comandou "Nana Caymmi e seus amigos muito especiais", série de shows apresentados às segundas-feiras, no Teatro Villa-Lobos, com a participação de Isaurinha Garcia, Rosinha de Valença, Cláudio Nucci, Zezé Mota, Zé Luiz, Fátima Guedes, Sueli Costa, Jards Macalé e Claudio Cartier,
entre outros. Fez temporada no Chico’s Bar, anexo do Castelo da Lagoa,
no Rio de Janeiro, e realizou espetáculo de lançamento do disco "Mudança
dos ventos" (Odeon), título da canção de Ivan Lins e Vitor Martins,
inspirada no romance da cantora com o marido Claudio Nucci. Viajando em
turnê pelo país. Participou, ao lado do Boca Livre, do "Projeto Pixinguinha".
Em 1981, "Canção da manhã feliz" (Haroldo Barbosa e Luiz Reis), na voz da cantora, foi incluída na trilha sonora da novela Brilhante (TV Globo). Seu espetáculo, na Sala Funarte, foi apontado pelo Jornal do Brasil como um dos dez melhores do ano.
Em 1982, apresentou-se em Algarve, Portugal. Realizou uma participação na telenovela Champagne (TV Globo), representando a si mesma e cantando "Doce presença" (Ivan Lins e Victor Martins), ao lado do pianista Edson Frederico. A canção fazia parte da trilha sonora da novela.
No ano seguinte, gravou, com César Camargo Mariano, o LP Voz e Suor
(Odeon), disco premiado na França. Apresentou-se, ao lado do pianista,
no 150 Night Club (SP), para lançamento do disco e participou do
Festival de música de Nice, na França, com Dorival Caymmi e Gilberto Gil, entre outros.
No final de 1986, em comemoração ao centenário de nascimento de Villa-Lobos,
iniciou uma série de shows pelo país, que teve continuidade no ano
seguinte, interpretando obras do compositor, ao lado de Wagner Tiso e do
grupo Uakti.
Em 1987, fez temporada de shows em Madri (Espanha).
Lançou o disco "Nana", contando com a participação de seu filho, João
Gilberto, na faixa "A lua e eu" (Cassiano e Paulo Zdanowski). No dia 3
de outubro desse mesmo ano, nasceu sua primeira neta, Marina Caymmi
Meneses, filha de Denise Maria e Carlos Henrique de Meneses Silva.
No ano de 1988, fez show de lançamento do disco "Nana", no
L’Onoràbile Società em São Paulo e no People Jazz, no Rio de Janeiro,
seguindo em turnê pelo país.
Em 1989, participou da coletânea "Há sempre um nome de
mulher", LP duplo produzido por Ricardo Cravo Albin para a campanha do
aleitamento materno, do Banco do Brasil, cantando as músicas "Dora" e "Rosa morena", ambas de Dorival Caymmi. Nesse mesmo ano, ao lado do amigo Wagner Tiso, excursionou por várias cidades da Espanha e participou do Festival Internacional de Jazz de Montreux, na Suíça. A apresentação foi gravada ao vivo, gerando o LP "Só louco", lançado, no mesmo ano, pela EMI-Odeon.
Em 1991, voltou ao cenário artístico, participando, ao lado
do irmão Danilo, de espetáculo realizado no Rio Show Festival, no Rio
Centro, no Rio de Janeiro, que reuniu Dorival Caymmi e Tom Jobim,
se apresentado pela primeira vez no mesmo palco. Participou novamente
de um show de jazz no 25°. Festival de Montreux, dessa vez com o pai e
os irmãos. O show foi gravado ao vivo e gerou o disco "Família Caymmi em
Montreux", lançado no Brasil, no ano seguinte, pela PolyGram.
Em 1992, participou, no Rio Centro, RJ, da segunda edição do "Rio Show Festival", ao lado de Dorival Caymmi, Danilo Caymmi e Fagner. Lançou, pela Sony Music,
o disco "O melhor da música brasileira", apresentando-se em temporada
de shows na casa noturna Jazzmania (RJ). No dia 24 de abril desse mesmo
ano, nasceu Carolina, sua segunda neta, filha de Denise e Carlos
Henrique de Meneses Silva. Participou do "SP Festival", realizado no Anhembi (SP), ao lado de Dorival Caymmi, Danilo Caymmi e Gilberto Gil.
Em 1993, viajou a Portugal, para temporada de shows em Lisboa e no Porto,
ao lado de Dorival e Danilo Caymmi. Gravou o disco "Bolero" (EMI),
sucesso de vendagem, apresentando-se em longa temporada de shows no
People Jazz (RJ) e seguindo em turnê pelo país. Críticos consideram que a
cantora foi uma das responsáveis pela aceitação do bolero, graças a
excelência do CD "Bolero", não só pelo público mas por outros artistas
no mercado brasileiro - até então, ao menos no período, o gênero era
considerado cafona. Esteve, também, em Nova Iorque, onde se apresentou no Blue Note, em show que contou com a participação de Danilo Caymmi.
Em 1994, lançou o CD "A noite do meu bem - As canções de Dolores Duran"
(EMI), que contou com a participação de sua filha Denise Caymmi na
faixa "Castigo". Fez show de lançamento do disco no Canecão, em seu
primeiro espetáculo solo nessa casa, seguindo em turnê pelo país.
Em 1996, apresentou-se no Teatro Castro Alves, em Salvador, ao lado de Daniela Mercury,
do pai Dorival e dos irmãos Dori e Danilo, em dois espetáculos
comemorativos dos 50 anos das empresas Odebrecht. Lançou, nesse mesmo
ano, o disco "Alma serena" (EMI), no Canecão, RJ e no Palace, SP,
seguindo em turnê pelo país. Viajou, em seguida, para os Estados Unidos, onde se apresentou em Los Angeles e Nova Iorque, ao lado de Dori Caymmi.
Em 1997, gravou, no Teatro Rival, Rio de Janeiro, seu
primeiro disco solo ao vivo, "No coração do Rio" (EMI), seguindo em
turnê pelo país.
Em 1998, lançou o CD "Resposta ao tempo" (EMI), contendo a canção homônima (Cristóvão Bastos e Aldir Blanc), escolhida como tema musical de abertura da minissérie Hilda Furacão
(TV Globo), de autoria de Gloria Perez, baseada no romance homônimo de
Roberto Drummond. A música obteve bastante destaque, tendo sido muito
executada nas rádios, nesse ano, popularizando a cantora que até então
sofria o estigma de cantora para plateias sofisticadas. Apresentou-se,
novamente, no Canecão,
em show de lançamento do disco, viajando, em seguida, em turnê pelo
país. No mesmo ano, "Fascinação" outra grande interpretação sua
tornou-se tema de abertura da novela Fascinação, no SBT.
Em 1999, foi contemplada com o primeiro Disco de Ouro de
sua carreira, pelas cem mil cópias vendidas do CD "Resposta ao Tempo"
(EMI). Em seguida, "Suave Veneno" (Cristóvão Bastos e Aldir Blanc),
mesma dupla que compôs o sucesso anterior, foi escolhida como tema da novela homônima.
Lançou a coletânea "Nana Caymmi - Os maiores sucessos de novela" (EMI).
Até então, contabilizava 48 músicas incluídas em trilhas de novela,
séries e minisséries. Participou, ainda, do songbook de Chico Buarque (Lumiar Discos), interpretando a faixa "Olhos nos olhos".
Em 2000, comemorando 40 anos de carreira em disco, lançou o
CD "Sangre de mi alma" (EMI), cantando em espanhol uma seleção de
boleros, o segundo de sua carreira, como "Acércate más" (Osvaldo Farrés)
e "Solamente una vez" (Agustin Lara), entre outros, com arranjos de Dori Caymmi e Cristóvão Bastos.
Em 2001, gravou o CD "Desejo", produzido por José Milton,
responsável, aliás, por todos os seus discos desde 1994, com a
participação de Zeca Pagodinho, em dueto com a cantora em "Vou ver Juliana" (Dorival Caymmi), Ivan Lins, ao piano na faixa "Só prazer" (Ivan Lins e Celso Viáfora) e sua sobrinha Alice,
filha de Danilo Caymmi, em dueto com a tia na música "Seus olhos", de
autoria da irmã, Juliana Caymmi. O disco registou, com arranjos de
Cristóvão Bastos, Dori Caymmi, Lincoln Olivetti
e Paulão 7 Cordas, as canções "Saudade de amar" (Dori Caymmi e Paulo
César Pinheiro), "Frases do silêncio" (Marcos Valle e Erasmo Carlos),
"Fogueiras" (Ivan Lins e Vitor Martins), "Lero do bolero" (Kiko Furtado e
Abel Silva), "Vinho guardado" (Danilo Caymmi e Paulinho Tapajós),
"Desejo" (Fátima Guedes), "Naquela noite" (Claudio Cartier e Guto
Marques), "Fumaça das horas" (Sueli Costa e Fausto Nilo), "Esse vazio"
(Cristóvão Bastos e Dudu Falcão), "Marca da Paixão" (Marcio Proença e
Marco Aurélio) e "Distância" (Dudu Falcão). Realizou show de lançamento
do disco no Canecão (RJ), apresentando, além do repertório do CD,
sucessos de sua carreira, como "Saudade de amar"- de Dori Caymmi e Paulo
Cesar Pinheiro - da trilha sonora da novela "Porto dos Milagres" (TV Globo) e Resposta ao tempo (Cristóvão Bastos e Aldir Blanc),
acompanhada de uma banda formada por Cristóvão Bastos (piano), Itamar
Assiere (teclados), Ricardo Silveira (guitarra), Jorjão (baixo), Ricardo
Pontes (sax e flauta), Ricardo Costa (bateria) e Don Chacal
(percussão).
Em 2002, lançou o CD "O mar e o tempo", contendo exclusivamente obras de Dorival Caymmi,
como "Saudade da Bahia" e "O bem do mar", entre outras, além da inédita
"Desde ontem". O disco contou com a participação de seus irmãos Dori e
Danilo, além de suas filhas, Stella e Denise, das netas Marina e
Carolina e das sobrinhas Juliana e Alice. O disco foi baseado em
'Dorival Caymmi - o mar e o tempo", biografia do seu pai, escrito por
sua filha Stella Caymmi, lançado no ano anterior, pela Editora 34 e
indicado ao prêmio Jabuti em 2002.
Em 2003, foi lançado o songbook "O melhor de Nana Caymmi" (Editora Irmãos Vitale),
produzido por Luciano Alves, contendo letras, cifras e partituras do
repertório da cantora, além de um perfil biográfico, discografia,
iconografia e cronologia assinados por sua filha, a jornalista e
escritora Stella Caymmi.
Em 2004, em comemoração ao 90º aniversário do pai, lançou,
com os irmãos Dori e Danilo, o CD "Para Caymmi, de Nana, Dori e Danilo",
contendo exclusivamente canções de Dorival Caymmi: "Acontece que eu sou
baiano", "Severo do pão/O samba da minha terra", "Vatapá", "Você já foi
à Bahia?", "Requebre que eu dou um doce/Um vestido de bolero", "Lá vem a
baiana", "A vizinha do lado/Eu cheguei lá", "O que é que a baiana
tem?", "Dois de fevereiro/Trezentos e sessenta e cinco igrejas",
"Saudade da Bahia", "O dengo que a nega tem", "São Salvador", "Eu não
tenho onde morar/Maracangalha" e "Milagre". Os arranjos do disco foram
assinados por Dori Caymmi.
Em 2005, lançou, ao lado de Danilo Caymmi, Paulo Jobim e Daniel Jobim, o CD "Falando de amor", dedicado à obra de Tom Jobim. Os músicos Jorge Hélder (baixo) e Paulinho Braga (bateria) participaram das gravações.
Em agosto de 2008, os pais de Nana (Dorival Caymmi e Stella
Maria) faleceram num curto intervalo de tempo, fazendo com que Nana,
muito abalada, cogitasse a possibilidade de deixar a carreira artística
por achar que não tinha mais ao seu lado os seus maiores incentivadores,
entrando em profunda tristeza.
Em dezembro de 2008 participou do programa musical Som Brasil Especial Dorival Caymmi,
programa da TV Globo que foi dedicado ao compositor baiano dentro da
grade de programas especiais do final do ano da emissora carioca.
Em abril de 2009, lançou mais um álbum na sua carreira. O
álbum chamou-se "Sem Poupar Coração" (Dori Caymmi e Paulo Cesar
Pinheiro), com catorze canções. Uma delas foi incluída com enorme
sucesso, na novela das 21 horas Insensato Coração, exibida na TV Globo e dirigida por Gilberto Braga.
Em 2010, o diretor franco-suíço Georges Gachot lançou um documentário sobre a cantora, Rio Sonata, no Brasil e nos principais festivais de cinema do exterior.
No ano de 2012 sua interpretação de Flor da Noite, de Celso Fonseca e Ronaldo Bastos, fez parte da trilha sonora do remake da novela Gabriela produzida pela TV Globo e baseado no grande romance de Jorge Amado, Gabriela, Cravo e Canela.
Em 2013, em comemoração antecipada ao centenário do pai Dorival Caymmi (1914–2008), grava pela Som Livre junto com seus irmãos Dori e Danilo, o álbum intitulado CAYMMI, indicado em 2014 ao Grammy Latino de Melhor Álbum de Música Popular Brasileira. "O melhor de Nana Caymmi", Luciano Alves, Editora Irmãos Vitale, São Paulo, 2002.
Em 1961, casou-se com o médico venezuelano Gilberto José Aponte Paoli e mudou-se para a Venezuela. Nana morou em Caracas
por quatro anos e lá nasceram, de parto normal, as suas duas filhas:
Stella Teresa Caymmi Aponte, em 1962, e Denise Maria Caymmi Aponte, em
1963.
Devido às traições e humilhações do marido, além de não ter conseguido adaptar-se à Venezuela, Nana divorciou-se e voltou grávida para o Brasil,
em dezembro de 1965, com as suas filhas pequenas. Em 1966, nasceu no Rio
de Janeiro, também de parto normal, seu terceiro filho: João Gilberto
Caymmi Aponte, e a partir de então se tornou a única responsável pelas
crianças, mas conseguiu na justiça que o ex-marido pagasse a pensão dos
filhos.
Em 1967, após alguns meses de namoro, foi viver junto com o cantor e compositor Gilberto Gil. Em 1969 separou-se dele pela impossibilidade de acompanhá-lo com seus três filhos pequenos para seu exílio na Inglaterra, devido à perseguição da ditadura militar à época.
Em 1970, iniciou um namoro com o cantor João Donato.
O casal morou junto de 1972 a 1974. Após outros relacionamentos com
atores e músicos, em 1979 começou um namoro com o cantor e compositor Claudio Nucci.
Após três meses de namoro foram morar juntos. Em 1984, o casal
separou-se. Esse foi seu último casamento, sem deixar de circular nos media com alguns namorados ocasionais.
No dia 16 de dezembro de 1989, seu filho, João Gilberto, sofreu, no Rio de Janeiro, um grave acidente de motocicleta. A cantora passou o ano de 1990 dedicando-se exclusivamente aos cuidados do filho. Antes do acidente, Nana Caymmi sofreu com a dependência química do filho, que inclusive foi preso algumas vezes. Por conta desse acidente, João Gilberto sofreu traumatismo craniano e ficou quatro meses em coma. Como sequela do acidente, passou a viver numa cadeira de rodas e ficou deficiente mental.
Nana Caymmi morava com o seu filho numa casa na zona sul carioca. A artista tinha duas netas, filhas de Denise, que era sua empresária. A sua filha Stella vive sozinha e é escritora. Em 2016, a cantora passou por uma cirurgia de remoção de um tumor na parte externa do estômago, afastando-se dos palcos.
Morte
Nana Caymmi morreu no dia 1 de maio de 2025, aos 84 anos, após nove meses de internação na Casa de Saúde São José, no Rio de Janeiro para tratar de uma arritmia cardíaca. Segundo o seu irmão Danilo Caymmi, ela enfrentou “um processo muito doloroso”, agravado por “várias comorbidades”.
É com
muito pesar que eu comunico o falecimento da minha irmã, Nana Caymmi, e
estamos, lógico, na família, todos muito chocados e tristes, mas ela
também passou nove meses sofrendo de sofrimento em um hospital, UTI, um
processo muito doloroso, de várias comorbidades, enfim, Eu queria que
vocês ajudassem a divulgar esse falecimento dela para os fãs. Muitos
fãs, o Brasil perde uma grande cantora, uma das maiores intérpretes que o
Brasil já viu, de sentimento, de tudo, enfim. Nós estamos realmente
todos muito tristes, mas ela terminou nove meses de sofrimento intenso
dentro de uma UTI de hospital. Bom, enfim.
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