O Curso de Geologia de 85/90 da Universidade de Coimbra escolheu o nome de Geopedrados quando participou na Queima das Fitas.
Ficou a designação, ficaram muitas pessoas com e sobre a capa intemporal deste nome, agora com oportunidade de partilhar as suas ideias, informações e materiais sobre Geologia, Paleontologia, Mineralogia, Vulcanologia/Sismologia, Ambiente, Energia, Biologia, Astronomia, Ensino, Fotografia, Humor, Música, Cultura, Coimbra e AAC, para fins de ensino e educação.
Biografia
Percival Lowell nasceu no seio da distinta família Lowell de Boston. O seu irmão mais novo Abbott Lawrence Lowell foi presidente da Universidade de Harvard, e a sua irmã Amy Lowell era uma bem conhecida poeta e crítica.
Percival Lowell graduou-se na Universidade Harvard em 1876 com distinção em matemática,
e viajou intensivamente através do Este americano antes de decidir
estudar Marte e astronomia. Estava particularmente interessado nos
supostos canais de Marte, como desenhados por Giovanni Schiaparelli, diretor do Observatório de Milão.
Em 1894 mudou-se para Flagstaff, no estado do Arizona.
A uma altitude superior a 7.000 pés (mais de 2.000 metros de altitude), e com noites com pouca
nebulosidade, era o sítio ideal para observações astronómicas. Nos 15
anos seguintes estudou intensivamente o planeta Marte, fazendo o desenho
intricado das marcas da superfície enquanto as tentava perceber. Lowell
publicou as suas observações em três livros: Mars (1895), Mars and its Canals (1906) e Mars as the Abode of Life (1908). Desse modo apresentava a opinião de que Marte teria tido formas de vida inteligente.
A maior contribuição de Lowell para estudos planetários surgiu
durante os últimos oito anos da sua vida, os quais dedicou ao então
chamado Planeta X, que era a designação para o planeta depois de Neptuno. A investigação prosseguiu durante alguns anos após a sua morte em Flagstaff, ocorrida em 1916; o novo planeta, chamado Plutão, foi descoberto por Clyde Tombaugh em 1930. O símbolo astronómico do planeta é "PL" (♇), escolhido em parte para homenagear Lowell. Plutão é agora considerado um planeta anão.
Arquétipo do artista empenhado politicamente, admirador do poeta Louis Aragon, estava próximo dos ideais comunistas, embora fosse crítico do Partido Comunista Francês e da URSS. Estava pouco presente nos media mas, apesar de ter abandonado as suas apresentações públicas em 1973, teve muito sucesso, tanto a nível comercial como entre os críticos.
Papa Francisco e D. Cláudio Hummes na varanda central da basílica de S. Pedro
O filme da eleição do papa Francisco contado pelo cardeal que lhe pediu para não se esquecer dos pobres
«Estava sentado ao lado dele, ele estava à minha
direita e nós trocávamos algumas pequenas meditações, em voz baixa, ao
ouvido…»
Começa assim, como um filme gravado em direto, a
narração de outro protagonista que elegeu o primeiro papa
latino-americano da história, um cardeal também dessa lado do mundo,
Claudio Hummes, arcebispo emérito da maior diocese do Brasil, S. Paulo.
Um ao lado do outro, como acontecia há muito tempo, no
conclave de 2005, nos sínodos da última década, nas liturgias solenes,
juntos por causa daquele critério iniludível que é a idade.
«Os votos convergiam nele: estava a interiorizar muito
naquele momento, silencioso. Comentei com ele a possibilidade de poder
alcançar o número necessário para se tornar papa. Quando as coisas
começaram a estar um pouco mais perigosas para ele, confortei-o. Depois
houve o voto definitivo, e houve um grande aplauso. A contagem
prosseguiu até ao fim, mas eu abracei-o e beijei-o logo. E disse-lhe
aquela frase: “Não te esqueças dos pobres”.»
«Não tinha preparado nada, mas naquele momento veio do
meu coração, com força, dizer-lhe isso, sem me dar conta de ser a boca
através da qual falava o Espírito Santo. Ele disse que aquelas palavras
lhe tinham com força, que foi naquele momento que pensou nos pobres e
lhe veio à ideia o nome de S. Francisco.»
Tudo em poucos minutos, uma sucessão de instantes que D. Cláudio Hummes decompõe instante por instante.
«Foi interpelado, foi-lhe pedido se aceitava e com que
nome desejava ser chamado. O nome que pronunciou, Francisco, foi uma
enorme surpresa para todos. Quem teria imaginado que um papa poderia
chamar-se Francisco! Porque é uma figura exigente, e ele escolheu-a com
coração feliz e leve.»
«Identificou-se logo, percebeu que este nome
significava também um programa de Igreja. Até porque em S. Damião, S.
Francisco ouviu a palavra do crucifixo: vai e repara a minha igreja,
que está em ruína. São coisas fortes e ele teve esta coragem. Estava
sereno, muito sereno, todos estávamos espantados pela sua serenidade e
espontaneidade, e estava muito concentrado.»
D. Cláudio Hummes não precisa que lhe façam perguntas: a
sequência dos acontecimentos desenrola-se diante dos seus olhos e as
palavras acorrem aos seus lábios naturalmente e em bom italiano.
«Foi paramentar-se como papa na antiga sacristia da
Capela Sistina e ali começou a distender-se; realizou desde logo gestos
significativos: não colocou o manto mais solene, não quis a cruz de
ouro. Também não calçou os sapatos vermelhos, ficou com os seus; quanto
à estola, disse que só queria usá-la para a bênção [na varanda central
da Basílica de S. Pedro].»
Regressou à capela [Sistina] assim, despojado, vestido
com simplicidade, com os sapatos pretos com que tinha chegado de Buenos
Aires. Havia lá um trono onde devia sentar-se para a saudação, como
prevê o cerimonial; mas ficou de pé, abraçou os cardeais, um a um, com
uma espontaneidade maravilhosa. Era já Francisco que agia.»
Por um momento D. Cláudio Hummes concede-se um parêntesis:
«A coisa mais extraordinária é que os cardeais do
primeiro mundo confiaram-se a um latino-americano. Conduzir a Igreja
universal! Um latino-americano! Que fará com a Igreja? Pensa-se assim, é
natural para um europeu pensar assim. Sabemos que nos amam, nos
respeitam, no fundo somos filhos da Igreja da Europa. Mas somos uma
Igreja jovem. Então confia-se a um europeu. Ficamos todos mais seguros.
E foi sempre assim… se correu bem até agora… então é melhor continuar
assim.
«Mas estas seguranças em que nos apoiamos matam o
dinamismo do renovamento, de reforma, missionário da Igreja. O Espírito
Santo trabalhou os corações dos cardeais para se confiarem assim.»
Hummes retoma a narração:
«Canta-se um “Te Deum” em gregoriano enquanto se forma a
procissão para a varanda sobre a praça [de S. Pedro]. Já tinha chamado
o cardeal Vallini, o seu vigário para Roma; olhou para mim e disse-me:
“Vem, quero que estejas comigo neste momento”. Eu fui. Não estava
tenso, era espontâneo, uma coisa extraordinária! Permanecia o homem
gentil, simples de todos os dias.»
«Disse-nos para ir com ele à capela para uma oração
antes de chegar à praça. Entre a Capela Sistina e a varanda está a
Capela Paulina, onde celebrámos missa algumas vezes durante o conclave.
Quis ir lá, e enquanto se formava a procissão dos cardeais rezou-se
durante alguns minutos. Depois fomos para a praça.»
«Tinha acabado de chover, as pessoas tinham fechado os
chapéus-de-chuva. Mas dali, da varanda, talvez por causa das luzes das
televisões, não se viam bem as pessoas. Durante algum tempo não disse
nada. Muitos se perguntaram porque ficou em silêncio com os braços
estendidos ao longo do corpo. Simples: porque no adro havia uma banda
que tocava com intensidade; não era possível falar até que parassem, e
ele esperou que terminasse a música.»
«Depois saudou com um braço: “Buona sera”. A praça
explodiu. Estava muito sereno. Apresentou-se como o bispo de Roma,
falou como bispo de Roma; sabia que como bispo de Roma e o papa, mas
nunca usou a palavra “papa” em nenhum momento. Também disse: “O meu
antecessor, o bispo emérito de Roma Bento XVI”. Todos perceberam que
ele abria já grandes portas.»
Cesário
Silva esteve desde cedo ligado ao associativismo, tendo sido presidente
do Núcleo de Estudantes de Informática e ainda membro do Conselho Geral
da Universidade de Coimbra
O presidente da direção-geral da
Associação Académica de Coimbra, Cesário Silva, morreu hoje em
consequência de um acidente de viação em Oliveira de Azeméis, revelou à
agência Lusa o reitor da Universidade de Coimbra, Amílcar Falcão. Cesário
Silva, 24 anos, estudante de Engenharia Informática, morreu na
sequência de um choque frontal entre duas viaturas ligeiras, ocorrido
durante a tarde na estrada nacional 224, no concelho de Oliveira de
Azeméis. Fonte dos bombeiros de Oliveira de Azeméis contou à agência
Lusa que o acidente causou dois feridos graves, transportados para o
Hospital de Gaia, mas um deles, Cesário Silva, acabou por morrer. Cesário Silva tinha tomado posse em dezembro passado como presidente da direção-geral da Associação Académica de Coimbra. Em
comunicado, a câmara municipal de Coimbra lamentou "profundamente a
morte prematura" de Cesário Silva, sublinhando que é uma "dolorosa
perda" para a cidade. Estudante na Faculdade de Ciências e
Tecnologia da Universidade de Coimbra, Cesário Silva "esteve desde cedo
ligado ao associativismo, tendo sido presidente do Núcleo de Estudantes
de Informática e ainda membro do Conselho Geral da Universidade de
Coimbra", referiu a câmara municipal.
Estas aranhas fingiam ser formigas para afugentar os predadores
Um novo fóssil de aranha indica que a espécie em causa imitava
as formigas para aumentar as suas probabilidades e sobrevivência.
Um novo estudo publicado na An International Journal of Paleobiology descobriu um fóssil que fornece provas concretas de que as aranhas imitavam as formigas como mecanismo de defesa contra os predadores.
Este achado raro, a Myrmarachne colombiana, foi descoberto
fossilizado em resina de copal de Medellin, Colômbia. A pesquisa destaca
as estratégias de sobrevivência intrincadas desenvolvidas pelas
aranhas, que já somam milhões de anos.
As formigas, conhecidas pelos seus mecanismos de defesa agressivos, incluindo mordidas fortes, ferrões venenosos e a capacidade de chamar reforços,
são frequentemente evitadas pelos predadores. Isto torna-as modelos
ideais para o mimetismo de espécies mais vulneráveis, como as aranhas,
que não possuem defesas químicas e são geralmente criaturas solitárias.
A Myrmarachne colombiana utilizou esta forma de mimetismo
para escapar à predação de aranhas maiores, vespas e aves, que tendem a
evitar as formigas. Ao imitar as formigas, estas aranhas aumentam as suas hipóteses de sobrevivência.
Esta descoberta foi possível através do estudo de um pedaço de copal,
uma forma menos madura de resina fossilizada em comparação com o âmbar,
que se estima ter cerca de três milhões de anos. Apesar
dos desafios em determinar a idade exata da resina sem danificar o
fóssil da aranha, esta descoberta abre novos caminhos para a compreensão
da história evolutiva do mimetismo nas aranhas.
Curiosamente, não existem atualmente provas vivas de aranhas mimetizadoras de formigas na Colômbia, o que indica uma possível extinção
ou uma população rara. As adaptações físicas necessárias para que uma
aranha se assemelhe a uma formiga são complexas, envolvendo mudanças
significativas na sua anatomia, como o posicionamento de suas pernas
dianteiras para imitar antenas e a modificação de seus segmentos
corporais para se assemelharem aos das formigas.
O trabalho sugere que, para além do mero instinto, pode estar envolvido um nível de raciocínio e inteligência na forma como estas aranhas selecionam e se modelam a partir de espécies específicas de formigas no seu ambiente.
Esta descoberta desafia os pressupostos anteriores sobre o
comportamento dos insetos ser apenas instintivo e abre questões
fascinantes sobre as capacidades cognitivas das aranhas, relata o Interesting Engineering.
O facto de a Myrmarachne colombiana ser potencialmente uma aranha saltadora
acrescenta ainda mais intriga a este estudo, realçando as diversas
estratégias utilizadas pelas aranhas para se adaptarem e sobreviverem
num mundo cheio de predadores.
Charles Boycott nasce em Norfolk, em 1832. A partir de 1850 serve o Exército Britânico no 39º da Infantaria. Em 1872 vai para a Irlanda trabalhar como Agente de Terras para Lorde Erne (John Crichton, 3º Conde Erne), latifundiário local. Também cultiva as suas próprias terras.
Passando por dificuldades, os camponeses locais pedem-lhe uma redução das rendas. Boycott recusa e inicia processos de despejo.
Em 1880, Michael Davitt lidera a retirada dos trabalhadores locais necessários para conservar a colheita na propriedade de Lorde Erne. O movimento faz parte da campanha da Liga Irlandesa da Terra, dirigida por Charles Stewart Parnell, para proteger os inquilinos da exploração, assegurando uma renda justa, a garantia de emprego e o direito de venda livre.
Quando Boycott tentou contrapor-se à campanha, a mesma Liga lançou um movimento para isolá-lo na comunidade local:
Os vizinhos não lhe falariam.
As lojas não o serviriam.
Na igreja, não lhe falariam nem se sentariam perto dele.
A campanha contra Boycott tornou-se famosa na imprensa
britânica: os jornais ingleses enviaram correspondentes ao oeste de
Irlanda, dando destaque ao que consideraram como vitimização de um empregado de um Lorde do reino pelos camponeses irlandeses.
Cinquenta "Orangemen", membros da organização protestante irlandesa "Orange Order", do Condado de Cavan viajaram à propriedade do Lorde Erne para conservar a colheita. Um regimento de 1.000 homens da organização policial "Royal Irish Constabulary" foi enviado para proteger as plantações. O episódio todo custou ao governo britânico cerca de 10.000 Libras, para proteger as 350 libras que valeriam a colheita de batatas, segundo a estimativa feita por Boycott.
Boycott, stressado, deixou a Irlanda no dia 1 de dezembro de 1880. O seu nome foi imortalizado pela criação do verbo boicotar, que significa "colocar em ostracismo".
É mais conhecido por seu livro A Biosfera, de 1926, no qual inadvertidamente trabalhou para popularizar o termo biosfera do geólogo vienense Eduard Suess,
de 1885, formulando a hipótese de que as feições geológicas da Terra
são influenciadas biologicamente. Vernadsky postulou que a influência da
matéria viva torna-se cada vez mais importante com o passar do tempo,
porque mais partes da Terra são incorporadas na Biosfera através de
reações químicas e da energia luminosa do Sol.
É considerado um dos mentores teóricos da Semiótica da Cultura, com a
proposição da Biosfera como um mecanismo cósmico. Uma fina camada
desenvolvida na superfície de um planeta, vivente da transformação de
energia da luz solar em energia química. Este processo culminou na
evolução das espécies que se encontram nesta categoria de metabolismo, que através da evolução desenvolveram a consciência e o pensamento dialógico.
Esta consciência por sua vez, caracteriza-se por uma nova esfera que se
distingue da biosfera, e pode ser chamada de logosfera (esfera dos
significados) ou Noosfera.
A cultura é, segundo Vernadsky, a síntese consciente da biosfera, e
tem uma função modificadora considerável sobre os elementos naturais e a
transformação do todo, não podendo ser considerada apenas uma abstração
superficial.
Papa Gregório I (em latim: Gregorius I; originalmente Gregório Anício, em latim: Gregorius Anicius), conhecido como São Gregório, Gregório Magno ou Gregório, o Grande foi papa entre 3 de setembro de 590 e sua morte, em 12 de março de 604. É conhecido principalmente por suas obras, mais numerosas que as de seus predecessores. Gregório é também conhecido como Gregório, o Dialogador na Ortodoxia
por causa de seus "Diálogos" e é por isso que seu nome aparece em
algumas obras listado como "Gregório Dialogus". Foi o primeiro papa a
ter sido monge antes do pontificado.
Alwyn Lopez Jarreau (Milwaukee, 12 de março de 1940 - Los Angeles, 12 de fevereiro de 2017), conhecido popularmente como Al Jarreau, foi um cantor dos Estados Unidos. Versátil no seu estilo de cantar, foi premiado sete vezes com o Grammy, sendo o único a vencer o prémio em três categorias distintas: jazz, pop e R&B.
Filho de um pastor, Al Jarreau começou a cantar no coro da sua
igreja aos quatro anos de idade, ao mesmo tempo em que se apresentava
numa variedade de eventos em Milwaukee,
a sua cidade natal, ao lado dos irmãos ou sozinho. Mas a música não foi
a única atividade a qual se dedicou nessa época: sobressaiu-se,
também, nos desportos e nos estudos, onde, por suas notas, foi
considerado um aluno acima da média. Na juventude, já estudando no
respeitado Ripon College,
em Wisconsin, Jarreau continuou a cantar nos finais de semana e
feriados para se divertir, associando-se nessa época a um grupo local
chamado The Indigos.
Em 1975, após uma pequena temporada estendida no Bla Bla Cafe, ainda em Los Angeles, ele foi descoberto por pessoal da Warner Bros Records e assinou um contrato de gravação. O seu primeiro álbum lançado, We Got By, foi aclamado, por unanimidade, pelos críticos e deu-lhe fama internacional, chegando a receber um Grammy na Alemanha, facto que se repetiu com o lançamento de seu segundo álbum, Glow. O seu quarto álbum, All Fly Home, foi lançado em 1978 com muitos elogios na media, o que lhe rendeu um segundo Grammy nos EUA como melhor vocalista de Jazz. Nos anos 80, o seu álbum Breakin 'Away (1981), que inclui seu hit We're in This Love Together, foi campeão de vendas e lhe rendeu mais dois Grammy como o de Melhor Vocalista Pop Masculino e Melhor Vocalista Masculino de Jazz.
Em 1985,
esteve no Rock in Rio e cantou na mesma noite que James Taylor e George
Benson, para um público recorde naquela edição do show.
Em 1992, com o álbum Heaven and Earth, ele recebeu o seu quinto Grammy como Melhor Performance Vocal de R&B.
O ano de 1996 trouxe um novo desafio para sua carreira: Jarreau aceitou permanecer três meses na Broadway, protagonizando o musical Grease com muito sucesso.
Pela sua carreira, Al foi distinguido com uma estrela no Hollywood Walk of Fame, eternizando-o como um dos melhores cantores da sua geração.
O Tribunal Penal Internacional para a ex-Jugoslávia
manteve por mais de quinze anos uma ordem internacional de captura e
detenção contra ele, baseada na sua regra 61, que considera o ex-general
sérvio-bósnio como provável perpetrador de crimes de guerra e crimes contra a Humanidade. A Sérvia e os Estados Unidos chegaram a oferecer cinco milhões de euros por informações que levassem à captura de Mladić.
Em outubro de 2010, o governo sérvio intensificou os seus esforços pela
captura do fugitivo, dobrando a recompensa por informações para 10
milhões de euros. A prisão de Mladić era uma condição fundamental exigida pela União Europeia para possibilitar uma candidatura da Sérvia à UE.
Depois de desaparecido durante mais de uma década, Mladić foi finalmente preso na Sérvia, em 26 de maio de 2011, com o anúncio da sua prisão feito em Belgrado pelo presidente do país, Boris Tadić, que declarou que a prisão do ex-general "removia um fardo pesado dos ombros da Sérvia e fechava uma página infeliz da história do país." Em 2017 foi condenado a prisão perpétua, por crimes de guerra cometidos durante o conflito na Bósnia (1992–1995).
(...)
Em 24 de abril de 1992 foi promovido a coronel-general
e poucos dias depois, um mês após a declaração de independência da
República da Bósnia, Mladić e seus homens bloquearam a cidade de
Saravejo, fechando seu espaço aéreo e cortando toda a água e eletricidade da cidade. Este ato deu início aos quatro anos do cerco de Sarajevo, o mais longo cerco a uma cidade na história da guerra moderna.
Neste período a cidade foi bombardeada por fogo de artilharia e tiros
de franco-atiradores das forças de Mladić espalhados a seu redor.
Em 12 de maio de 1992, em resposta à auto-secessão dos bósnios à Jugoslávia, o parlamento separatista sérvio-bósnio criou o VRS, o Exército da República Srpska e Mladić foi nomeado comandante de staff
deste exército, posto que manteve até dezembro de 1996. Em junho de
1994 ele assumiu o comando de uma força militar de 80 mil homens
estacionados na área.
Em julho de 1995, tropas sob seu comando, atormentadas pelos ataques aéreos de forças da ONU que tentavam fazer com que o ultimato de remover armas pesadas da área de Sarajevo fosse cumprido, ocuparam áreas declaradas como de "segurança da ONU" em Srebrenica e Žepa.
Na primeira, cerca de 40 mil bósnios-muçulmanos que lá se encontravam
foram expulsos e cerca de 8.300 deles assassinados por ordens de Mladić. Em novembro de 1995, ele foi indiciado por genocídio em Srebrenica. O juiz Fouad Riad, do Tribunal Penal Internacional em Haia, declarou que os eventos ali ocorridos foram "verdadeiras cenas do inferno, escritas nas páginas mais negras da história humana",
em referência às execuções sumárias de milhares de homens enterrados em
covas coletivas, mulheres violadas, mutiladas e assassinadas, crianças
mortas na frente de seus pais e um avô que foi obrigado a comer o fígado de seu próprio neto morto.
Em 4 de agosto de 1995, com uma grande força militar croata posicionada para atacar a região de Krajina na Croácia central, Radovan Karadžić, então presidente da República Srpska,
retirou Mladić do comando do VRS e assumiu o posto ele próprio.
Karadzic usou a perda de duas cidades na Sérvia ocidental que haviam
caído recentemente em mão dos croatas como desculpa para culpar Mladic e
justificar as mudanças no comando da guerra.
Mladić foi rebaixado ao posto de "conselheiro", mas recusou-se a
aceitar a ordem pacificamente, pedindo o apoio do povo e dos militares
sérvio-bósnios. O presidente tentou desqualificá-lo classificando-o como
"louco", mas a óbvia popularidade do general entre o povo e as forças
armadas o obrigou a rescindir a ordem uma semana depois.
Em 8 de novembro de 1996 o novo presidente da República sérvio-bósnia, Biljana Plavšić, demitiu Mladić do posto. O general, porém, continuou a receber pensão militar até novembro de 2005.
Criminoso de guerra
Em 24 de julho de 1995 Mladić foi indiciado por crimes contra a Humanidade, crimes de guerra e genocídio pelo Tribunal Penal Internacional para a ex-Jugoslávia, incluindo o uso de franco-atiradores contra os civis de Sarajevo.
Em 16 de novembro de 1995 as acusações foram ampliadas para comportar
as ações do general nas áreas de segurança da ONU em Srebrenica, onde
ele também foi responsabilizado por fazer reféns entre o pessoal da ONU
na área.
Após o fim da guerra, mesmo com seu pedido de captura feito pelo TPI, o general viveu livremente até 2001, quando da prisão de Slobodan Milošević, ex-presidente da Sérvia e da República Federal da Iugoslávia.
Desaparecendo então dos olhos do público, Mladić tornou-se um fugitivo
do Tribunal e suspeitou-se por muito tempo que ele se escondia em alguma
região entre a Sérvia e a república Bósnia de Srpska. Entre os vários
lugares onde teria sido visto estavam um jogo de futebol ocorrido em
2000 entre a China e a Jugoslávia em Belgrado, cercado de guarda-costas, num subúrbio de Moscovo, em Atenas ou num bunker dos tempos da guerra, em Han Pijesak, perto de Sarajevo.
Em novembro de 2004, oficiais de departamento de defesa britânico
admitiram que o uso da força militar não era o mais apropriado para
capturar o fugitivo e outros suspeitos para levá-los a julgamento. Um
mês depois disso, em dezembro de 2004, veio a público a notícia que o
exército sérvio, apesar de proclamar publicamente repetidas que tentava
colaborar com o Tribunal em localizar e entregar acusados de crimes de
guerra, escondeu e protegeu Ratko Mladić até ao verão de 2004.
Em junho de 2006, começaram a aparecer notícias de que o general
havia sofrido um ataque do coração e teria poucas possibilidades de
sobreviver. Ao mesmo tempo, o presidente do Partido Democrata da Sérvia,
Andrija Mladenović, levantava a questão de quem seria o responsável
pela suspensão das negociações com a União Europeia - que recusava a
entrada da Servia na organização enquanto Mladić não fosse preso - se o
general morresse. Algumas fontes informavam que sua aparência tinha
mudado completamente devido à idade e a uma saúde frágil.
Em 16 de junho de 2010 a família de Ratko Mladić entrou com uma petição
junto ao governo sérvio para que ele fosse declarado morto, em virtude
de seu desaparecimento por sete anos.
Se a petição fosse aprovada, a esposa de Mlatic poderia vender a
propriedade em que morava e receber uma pensão vitalícia do Estado. O
pedido, entretanto, foi rejeitado pelas autoridades sérvias.
Finalmente, quinze anos após seu indiciamento pelo TPI e dez anos após seu desaparecimento público, Ratko Mladić foi preso em 26 de maio de 2011, no lugar de Lazarevo, na província de Vojvodina, no norte da Sérvia, onde vivia sob o nome de 'Milorad Komadic'.
Apesar de usar um nome falso, o fugitivo não foi preso usando alguma
barba ou disfarce, apenas sua aparência tinha envelhecido bastante e um
de seus braços era vítima de paralisia.
O anúncio de sua prisão foi feito em Belgrado pelo presidente do país Boris Tadić, que declarou que a prisão do ex-general "removia um fardo pesado dos ombros da Sérvia e fechava uma página infeliz da história do país".
Em 22 de novembro de 2017, Ratko Mladic foi condenado pelo
Tribunal Penal Internacional para a Antiga Iugoslávia à prisão perpétua
por crimes de guerra. Entre as acusações estavam a sua participação no massacre de Srebrenica e no cerco de Sarajevo, durante a Guerra da Bósnia.
Anschluß ou Anschluss é uma palavra do idiomaalemão que significa conexão,anexação, afiliação ou adesão. É utilizada em História para se referir à anexação político-militar da Áustria por pela Alemanha nazi em 1938.
Este termo é o oposto à palavra Ausschluß, que caracteriza a exclusão da Áustria no Reino da Prússia.
Como se sabe, a Áustria, na tradição do Império Austro-Húngaro, era uma nação multi-étnica e multicultural. Em Viena e nas principais cidades austríacas viviam pessoas que falavam línguas diversas (alemão, húngaro, checo, croata, iídiche etc.) e praticavam as mais diferentes religiões (católicos - cerca de 73,6% da população, luteranos, judeus, cristãos ortodoxos). O imperador da Áustria
tinha sido a figura política que tinha dado coesão à sociedade
multicultural do Império Austro-Húngaro. Esse papel centralizador não
tinha então um correspondente na nova sociedade austríaca. Muitas
famílias judaicas, por exemplo, recordavam com saudade esses tempos
idos. A nova sociedade austríaca vivia sob o signo do antissemitismo e das dificuldades da coexistência multi-cultural. Muitos austríacos, aqueles que eram de origem germânica (como Adolf Hitler) aspiravam a uma nação livre dessas outras etnias, que desdenhavam. Aos olhos de Hitler, o ideal a seguir era o do pangermanismo: uma nação com uma só língua e etnia.
A 13 de setembro de 1931 uma milícia dos cristãos-socialistas tenta, em vão, tomar o poder na Áustria pelas armas.
Depois da vitória nas eleições de abril de 1932, os nazis não
obtiveram a maioria absoluta, o que os leva à oposição. Os nazis
austríacos lançam-se numa estratégia de tensão e recorrem ao terrorismo. O chanceler social cristão Engelbert Dollfuss escolhe, em 1933, governar por decreto, dissolve o parlamento, o Partido Comunista da Áustria, o partido nacional-socialista e a poderosa milícia social-democrata, a Schutzbund. O seu regime assemelha-se ao regime fascista, com uma preferência por Benito Mussolini. Dollfuss reprime os social-democratas, que não querem deixar morrer a democracia, seja através de Dollfuss ou dos nazis.
Após dura repressão da polícia, depois de uma insurreição em Linz, em fevereiro de 1934, que causou entre 1.000 e 2.000 mortes, os social-democratas abandonaram o combate e escolheram o exílio.
Enquanto isso os nazis austríacos reforçaram-se e organizaram-se;
preferindo um fascismo mais germânico, assassinaram o chanceler Dollfuss, a
25 de junho de 1934, e exterminaram o seu clã, mas o seu golpe de Estado é frustrado.
O novo chanceler, Kurt Schuschnigg, negocia uma trégua com Hitler em Berchtesgaden, em fevereiro de 1938. O acordo é claro: entrada dos nazis no governo e amnistia para os crimes em troca de uma não-intervenção alemã na crise política.
O pacto não serve de nada: Schuschnigg perde o controle do país e vê como último recurso organizar um referendo para beneficiar da legitimidade popular: o exército alemão entra na Áustria a 12 de março e coloca o ministro do interior nazi no lugar de chanceler.
A 13 de março de 1938 a Alemanha anuncia oficialmente a anexação da república austríaca e converte-a numa província do Terceiro Reich. Em 10 de abril, um vergonhoso arremedo de referendo aprova a anexação, com uma taxa de 99% de aprovação, pela população que pode votar.
A expressão Doutrina Truman designa um conjunto de práticas do governo dos Estados Unidos em escala mundial, à época da chamada Guerra Fria, que buscava conter a expansão do comunismo junto aos chamados "elos frágeis" do sistema capitalista.
Winston Churchill, estadista britânico, foi o primeiro a perceber o avanço do comunismo, iniciando fortes pressões para que o Ocidente encontrasse uma estratégia para deter o avanço soviético.
Em resposta à atitude britânica, o então presidente norte-americano, Harry S. Truman, pronunciou, em 12 de março de 1947, diante do Congresso Nacional
da nação, um violento discurso assumindo o compromisso de
"defender o mundo livre contra a ameaça comunista". Estava lançada a Doutrina Truman e iniciada a Guerra Fria, que propagou para todo o mundo o forte antagonismo entre os blocos capitalista e comunista. Em seguida, o secretário de estadoGeorge Catlett Marshall anunciou a disposição dos Estados Unidos de efetiva colaboração financeira para a recuperação da economia dos países europeus. Truman propôs a concessão de créditos à Grécia e a Turquia, com o objetivo de sustentar governos pró-ocidentais naqueles países.
Ce chercheur scientifique a marqué la minéralogie française. L'espèce
minérale naturelle de fluorophosphate d'aluminium et de sodium monoclinique, de formule chimique NaAl(PO4)F a été dénommée en 1914 par František Slavik, la lacroixite en son honneur.
Biographie
Issu d'une famille de pharmaciens et de médecins, il s'intéresse dès le lycée à la minéralogie à travers les manuels de René Just Haüy, Pisani et Dufrénoy.
Selon son propre témoignage, il a été dès sa prime enfance initié par
son grand-père, collectionneur féru de minéraux et minéralogiste
amateur, fin connaisseur des ressources minérales et géologiques du
département du Rhône et du département de Saône-et-Loire, en particulier du Beaujolais natal.
À 18 ans, il est accepté comme membre de la Société de minéralogie de France. Après un stage de pharmacie (1881-1883),
pendant lequel il continue à étudier la minéralogie, il entre à l'école
de pharmacie de Paris. Les échantillons de minéraux qu'il offre au
service d'Alfred Des Cloizeaux lui ouvrent les portes de son laboratoire. Dans le même temps, il assiste au cours de Ferdinand Fouqué, professeur de pétrographie au collège de France, et s'initie aux méthodes de microscopie utilisées en minéralogie. Il suit aussi les cours de Charles Friedel à la Sorbonne et de François Ernest Mallard à l'École des mines. Pendant l'été 1884, il effectue un voyage d'études en Écosse et, l'année suivante, en Norvège et en Suède. En 1887, il visite l'Italie du Nord, la Sardaigne et l'île d'Elbe.
Les échantillons qu'il rapporte s'ajoutent aux collections du Muséum et
du Collège de France. C'est à cette époque qu'il reçoit son diplôme de
pharmacien de 1re classe. Mais il décide de se consacrer à la minéralogie.
Il devient docteur es sciences en 1889
après avoir travaillé deux années comme préparateur au Collège de
France. Il voyage au Canada, en Italie, en Allemagne. Il succède à Des
Cloizeaux au Muséum d'histoire naturelle. Son travail permet à ce
département de minéralogie de devenir un centre de recherche de premier
plan. Chargé du service de la carte géologie des Pyrénées, il y découvre
la spécificité des minéraux des principales roches de surface en
parcourant la montagne. Il décide de mieux présenter les minéraux
silicates et titanates des roches éruptives, avant d'entreprendre une Minéralogie de la France
volontairement la plus exhaustive, éditée à partir de 1892, avec l'aide
et l'appui discret de quelques dizaines de scientifiques français,
conscients du retard colossal de la science française depuis la fin des
années 1840. Dans cet opus de longue haleine, le minéralogiste veut
exposer la façon dont il comprend l'étude des minéraux, tout en
commençant un bilan des recherches minéralogiques du sol.
Son intérêt pour la minéralogie issue du volcanisme
et sa nomination à diverses commissions scientifiques d'observation
volcanique, se déplaçant sur les sites pour comprendre les mécanismes et
les formations minérales, le pousse à voyager. Il visite l'île
volcanique de Théra dans l'archipel de Santorin et participe à une mission officielle à la Martinique après l'éruption de la montagne Pelée en 1902.
En 1904, il est élu membre de l'Académie des sciences, dont il devient le secrétaire perpétuel pour les sciences physiques en 1914, charge qu'il occupe pendant 34 ans. En 1906, il assiste à une éruption du Vésuve et en 1908 à celle de l'Etna. La Société géologique de Londres lui décerne la médaille Wollaston en 1917. Le rythme de ces voyages diminue, bien qu'il visite encore l'Italie (1924), l'Espagne (1926) et représente la France au congrès pan-pacifique de Tokyo en 1926. En 1936, il cesse d'enseigner, mais continue à faire de la recherche et soutient des explorateurs comme les spéléologuesNorbert Casteret, Alfred Chappuis ou Émile Racovitza qui lui envoient des échantillons. Après la mort de sa femme en 1944, il continue de s'investir dans son laboratoire et c'est dans celui-ci qu'il meurt en 1948.
Ses études sont à l'origine de l'explication de la formation des dômes volcaniques et des nuées ardentes. Parmi ses principales publications se trouvent la Minéralogie de la France (et de ses colonies) (1893-1898-1904-1910-rééditions posthumes), La Montagne Pelée et ses éruptions (1904), la Minéralogie de Madagascar (1921).
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