quarta-feira, maio 19, 2021

O genocida Pol Pot nasceu há 96 anos

    
Saloth Sar, também conhecido como Pol Pot ou Minh Hai (19 de maio de 192515 de abril de 1998), foi um revolucionário comunista que liderou os Khmer Vermelhos, governante do Camboja, mais conhecido por ser responsável pelo genocídio cambodjano.
   
Biografia
Nascido numa família rica, Saloth Sar estudou em França, de 1949 a 1952, numa escola particular. Fazia parte então de um grupo de estudantes cambodjanos que se opunha ao poder do rei Norodom Sihanouk e que, por essa razão, perderam a sua bolsa de estudo e se sentiram atraídos pelo leninismo (paralelamente a Ho Chi Min, que luta contra a ocupação francesa no Vietname). Nesse período, lê A Grande Revolução de P. Kropotkin, obra que descreve a Revolução Francesa como uma revolta camponesa que precederia a Revolução Russa.
No início de 1953, retorna ao Cambodja sem ter terminado os seus estudos. Após a independência do país, ocorrida nesse mesmo ano, junta-se ao Partido Comunista Indochinês, que possui poucos quadros cambodjanos. Em 1960 foi fundado o Partido dos Trabalhadores Khmers, no qual Saloth Sar se filia, mudando o seu nome para Pol Pot (nome bastante comum no campo). Em 1963, torna-se chefe do partido, que em 1966 muda sua denominação para Partido Comunista Khmer.
Em 1966, faz uma viagem a Pequim. Atraído pelo maoísmo, irritado pela dominação vietnamita sobre o seu partido, recebe apoio chinês. Em 1970, o general Lon Nol derruba Norodom Sihanouk. É o início da guerra civil. Os monárquicos aliam-se aos Khmer vermelhos contra o novo governo. Em abril de 1975, Phnom Penh é tomada pelos comunistas, que tomam o poder e renomeiam o país como «Kampuchéa democrática». Tem início aí o genocídio cambojano: uma grande parte da população é massacrada, de acordo com as ordens de Pol Pot.
Em 1979, o Vietname invade o Cambodja e destitui os Khmer vermelhos. Pol Pot lidera a resistência e em 1985, deixa de ocupar qualquer função oficial mas continua como figura de proa dos Khmer vermelhos. Em 1989 o Vietname retira-se do Camboja e Pol Pot recusa-se a cooperar com o processo de paz, continuando a lutar contra o novo governo de coligação. Os Khmer vermelhos conseguem então manter as tropas do governo afastadas até 1996, ano em que as tropas dos Khmer, desmoralizadas, começam a desertar. Vários líderes importantes dos Khmer vermelhos também desertam e Pol Pot ordena a execução do seu braço direito, Son Sen, e onze membros da sua família em 10 de junho de 1997, por supostamente Son Sen querer fazer um acordo com o governo. Pol Pot fugiu então da sua fortaleza mas, depois, foi preso pelo chefe militar dos Khmer vermelho, Ta Mok e sentenciado à prisão domiciliar perpétua, algemado a uma coluna. Em abril de 1998, Ta Mok, foge para a floresta após novo ataque do governo e leva Pol Pot consigo. Alguns dias depois, em 15 de abril de 1998, Pol Pot morreu, oficialmente de ataque cardíaco. O seu corpo foi queimado na área rural do Camboja, com várias centenas de ex-Khmer vermelhos presentes.
Durante a revolução do Camboja, Pol Pot rebatizou o país como República Democrática do Kampuchea, e após a invasão de Phnom Penh, os pagodes, teatros e museus da cidade viraram pocilgas para porcos. Ele defendia uma sociedade 100% agrária, ordenou a destruição de qualquer rastro de tecnologia. No campo, o trabalho começava às 04.00 horas da manhã e terminava às 22.00 horas da noite. Os camponeses recebiam 1 xícara de arroz a cada 2 dias. mais de 90% da classe artística foi exterminada.
  
  
Crânios de vítimas dos Khmer Vermelhos 
   
O Genocídio cambojano é como ficou conhecido o processo de assassinato em massa promovido no Camboja pelo regime dos Khmer Vermelhos, liderado por Pol Pot, entre 1975 e 1979. Estima-se que, em quatro anos, foram executados cerca de 1,7 a 2 milhões de pessoas — cerca de 25% da população da época — alguns sendo membros do governo anterior (de Lon Nol), servidores públicos, militares, policiais, professores, vietnamitas, líderes cristãos e muçulmanos, pessoas da classe média e com boa formação escolar.
Surgido por volta de 1969, o Khmer Vermelho era uma pequena guerrilha comunista composta por cerca de 4 mil membros e atacava postos militares isolados. Posteriormente, em 1975, os aliados de Pol Pot tomaram Phnom Penh, a capital cambojana, e expulsando Lon Nol, o primeiro-ministro do país. Pol Pot e os Khmer Vermelhos uniram-se à China e invadiram o Vietname. Em represália, o regime só teve o seu fim no começo de 1979, com a invasão de forças vietnamitas aliadas aos dissidentes de Pol Pot.
Desde 1997, o governo do Camboja e a ONU negociam a criação de um tribunal para o julgamento dos membros do regime de Pol Pot, os Khmer Vermelhos. Em junho de 2000, a ONU e o governo do Camboja apresentam um memorando de acordo em que de delineava "tribunal nacional com presença internacional". Em 1996, sob assédio das forças de coligação de governo, os guerrilheiros começaram a desertar e o grupo dividiu-se. Son Sen, o substituto de Pol Pot, ensaiou negociar a paz - e, por isso, acabou executado, juntamente com toda a sua família. No meio da desordem, Pol Port fugiu, acompanhado por fiéis seguidores, mas logo foi capturado por Ta Mok, um antigo líder dos Khmer Vermelhos, submetido a um julgamento-espetáculo na selva e condenado a prisão perpétua. Na noite de 16 de abril de 1998, Pol Pot foi encontrado misteriosamente morto, quando estava prestes a ser entregue para um julgamento num Tribunal.
   

Joey Ramone nasceu há setenta anos...!

    
Joey Ramone, nome artístico de Jeffrey Ross Hyman (Nova Iorque, 19 de maio de 1951 - Nova Iorque, 15 de abril de 2001) foi um vocalista norte-americano e letrista, sendo seu trabalho mais conhecido a banda de punk rock Ramones. Juntamente com o seu companheiro de banda Johnny Ramone (John Cummings), foram os únicos membros que permaneceram desde o início da banda até o seu fim, em 1996.
Hyman cresceu em Forest Hills, no Queens, numa comunidade de judeus. Teve uma vida bastante conturbada, o que inspirou o som "We're A Happy Family", do álbum Rocket to Russia. Os seus pais divorciaram-se no começo dos anos 60. A sua mãe, Charlotte Lesher (1926-2007), encorajou um interesse pela música em ambos os filhos: Joey e o seu irmão mais novo, Mitchell (que atende pelo pseudónimo de Mickey Leigh).
Leigh, irmão de Joey, no DVD End of the Century: The Story of the Ramones, diz que Joey tinha TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo) e que ele era considerado esquisito e solitário. No mesmo DVD, Joey diz que a música salvou a sua vida e a do seu irmão, dizendo que ele se sentia bem e que ele era diferente ao cantar e que aquilo era um incentivo para ele deixar as suas inseguranças e a sua timidez de lado. Ele escreveu a música, "The KKK Took My Baby Away" devido ao facto de Johnny Ramone lhe ter roubado a namorada, eles mal se falavam depois disso.
Joey morreu de linfoma a 15 de abril de 2001, no Presbyterian Hospital, na cidade de Nova Iorque. Ele aparentemente conviveu com o linfoma durante cerca de 4 anos, já que foi examinado numa clínica especializada em cancro em meados dos anos 90. Encontra-se sepultado no Hillside Cemetery, Lyndhurst, Condado de Bergen, Nova Jérsei, nos Estados Unidos.
O músico tem um álbum a solo (póstumo) que foi lançado em 2002, um ano após a sua morte (e ano também em que os Ramones entraram para o Rock and Roll Hall of Fame). Este álbum, intitulado de "Don't Worry About Me", contém a regravação de "What a Wonderful World".
Após vários anos de desenvolvimento, o seu segundo álbum a solo, intitulado "Ya Know?", foi lançado a 22 de maio de 2012.
Em 2013 o seu irmão Mickey Leigh junto com o jornalista Legs McNeil, famoso pelo livro Mate-me Por Favor, lançou a biografia de Joey Ramone, auto intitulado Eu dormi com Joey Ramone.
  
     

 

Pete Townshend faz hoje 76 anos

    
Peter Dennis Blandford Townshend (Chiswick, Londres, 19 de maio de 1945) é um guitarrista, cantor, compositor e escritor britânico, mais conhecido por seu trabalho com a banda de rock The Who. A sua carreira com o conjunto estende-se durante mais de quarenta anos, durante os quais ele progrediu para ser considerado uma dos mais influentes das décadas de 60 e 70.
Townshend é o principal compositor dos Who, tendo escrito mais de cem canções espalhadas pelos onze álbuns de estúdio do grupo, incluindo trabalhos conceptuais e óperas rock como Tommy e Quadrophenia. Embora reconhecido primeiramente como guitarrista, é também cantor e multiinstrumentista, tendo gravado com instrumentos como banjo, acordeão, sintetizador, piano, teclado, baixo e bateria, tanto em seus projetos solo e trabalhos dos Who quanto em participações em álbuns de outros artistas.
Townshend também foi colaborador de diversos jornais e revistas, tendo escrito resenhas, artigos e roteiros, trabalhando também como letrista e compositor para diversos grupos musicais. Foi listado no 3º lugar da lista de "Melhores Guitarristas" do livro The New Book of Rock Lists de Dave Marsh, em 10° na lista de "50 Melhores Guitarristas" da Gibson.com e em 10° na lista de "100 Melhores Guitarristas de Todos os Tempos" da Rolling Stone.

 


Catarina Eufémia foi assassinada há 67 anos...

Desenho de José Dias Coelho - daqui
        
Catarina Efigénia Sabino Eufémia (Baleizão, 13 de fevereiro de 1928 - Monte do Olival, Baleizão, 19 de maio de 1954) foi uma ceifeira portuguesa que, na sequência de uma greve de assalariadas rurais, foi assassinada a tiros, pelo tenente Carrajola da Guarda Nacional Republicana. Com vinte e seis anos de idade, analfabeta, Catarina tinha três filhos, um dos quais de oito meses, que estava no seu colo no momento em que foi baleada.
      

terça-feira, maio 18, 2021

Omar Caiam nasceu há 973 anos

Pintura representando Omar Caiam na tradução de Edward Fitzgerald

 

Giate Aldim Abu Fate Omar ibne Ibraim Caiam de Nixapur (Nixapur, Pérsia, 18 de maio de 1048 - Nixapur, 4 de dezembro de 1131), melhor conhecido como Omar Caiam, foi poeta, matemático e astrônomo persa dos séculos XI e XII. As numerosas transformações políticas e etnológicas no mundo islâmico trouxeram altos e baixos para o desenvolvimento da astronomia e da matemática. Conhecido no ocidente como poeta e autor do Rubaiyat, (em português, “quadras" ou "quartetos”), que ficariam famosos a partir da tradução de Edward Fitzgerald, em 1839. Muitas coisas se contam sobre Omar Caiam, porém de poucas podemos ter certeza. Sabemos que nasceu em meados do século XI em Nixapur, capital da província Persa do Coração, onde passou a maior parte de sua vida. Omar Caiam faleceu em 1131.
No ano de 1074 foi chamado por Malique Xá I para reformar o antigo calendário persa, o que fez com com um erro de um dia em 5000 anos. A reforma do calendário foi substituída mais tarde pelo calendário lunar islâmico.
Nixapur suportou guerras e terremotos e em 1221 foi saqueada pelos mongóis. O túmulo de Omar Caiam superou todas as calamidades e está conservado até hoje. No século XVII foi edificada a mesquita do sacerdote Maomé Maruque. Apoiados nela construíram três arcos, abaixo do arco central se encontra o túmulo de Omar Caiam.
A filosofia de Omar Khayyām era bastante diferente dos dogmas islâmicos oficiais. Concordou com a existência de Deus mas se opôs à noção de que cada acontecimento e fenómeno particular era o resultado de intervenção divina. Em vez disso ele apoiou a visão que leis da natureza explicam todos fenómenos particulares da vida observada.
De todos os campos da matemática, a álgebra foi melhor trabalhada pelos árabes. Em suas mãos chegou a ter um aspecto novo bem distante das origens grega, babilónica e hindu.
A obra mais importante de Omar Caiam é precisamente um tratado sobre álgebra em que explica como resolver todas as equações de segundo e terceiro graus. Ele desaconselha, no prólogo do seu tratado, a leitura a quem não conheça os Elementos de Euclides bem como os primeiros livros das Cónicas de Apolónio. No mesmo texto, afirma que não se remeterá a nenhuma outra obra por julgar indispensável o estudo prévio das obras já citadas.
   
   

Noite, silêncio, folhas imóveis;
imóvel o meu pensamento.
Onde estás, tu que me ofereceste a taça?
Hoje caiu a primeira pétala.

Eu sei, uma rosa não murcha
perto de quem tu agora sacias a sede;
mas sentes a falta do prazer que eu soube te dar,
e que te fez desfalecer.

Acorda... e olha como o sol em seu regresso
vai apagando as estrelas do campo da noite;
do mesmo modo ele vai desvanecer
as grandes luzes da soberba torre do Sultão.

Rick Wakeman - 72 anos

      
Richard "Rick" Christopher Wakeman (Londres, 18 de maio de 1949) é um teclista de rock progressivo britânico, um pianista clássico, que se tornou bastante famoso pelo seu virtuosismo noutras áreas. Nos primeiros anos de sua carreira ele foi um pioneiro no uso de teclados eletrónicos e o seu nome tornou-se sinónimo de teclista cercado por uma vasta gama de equipamentos.
Wakeman alcançou a fama em 1970 tocando com a banda The Strawbs, juntando-se aos Yes em 1971. Ele entrou e saiu da banda pelo menos quatro vezes, reflexo de um relacionamento turbulento com o grupo. Em 2002 voltou aos Yes pela quinta vez.
Wakeman tem uma carreira a solo extremamente longa. Ele também tocou como músico convidado para artistas e grupos como Elton John, Brian May, Alice Cooper, Lou Reed, David Bowie, Ozzy Osbourne e Black Sabbath.
Rick Wakeman é considerado um dos pais do Rock Progressivo e do Rock Sinfónico. Wakeman é um teclista brilhante, sendo considerado por muitos, como as mãos mais ágeis dentre todos os teclistas. Utiliza pianos acústicos, elétricos e eletrónicos; sintetizadores; Minimoog; Mellotron; todos os tipos de teclados; órgãos, órgão Hammond; clavicórdios e tudo que tenha teclas.
Wakeman produziu centenas de álbuns com os mais variados temas, desde lendas míticas da antiga Inglaterra até sobre o Espaço Sideral, passando por reis, rainhas, temas astrológicos, bandas sonoras para filmes, entre outros. Produziu tantos álbuns na sua carreira musical que nem mesmo o próprio tem certeza de quantos álbuns produziu ou em que participou, ao todo.
Dois dos seus filhos, Adam Wakeman e Oliver Wakeman, também seguiram a carreira de teclistas, sendo o filho Oliver o que mais se aproxima do estilo do pai. Adam Wakeman é o atual teclista da banda de heavy metal Black Sabbath e toca muito com o pai, aparecendo em diversos álbuns e shows.
Recentemente, no final de 2008, Wakeman foi convidado formalmente pela família real britânica para celebrar os 500 anos da ascensão de Henrique VIII ao trono inglês com um de seus espetáculos, o que deu origem ao show "The Six Wives of Henry VIII Live at Hampton Court Palace" lançado em CD, DVD e Blu-Ray. O show foi realizado num dos castelos construídos por Henrique VIII, o Hampton Court Palace e reuniu uma orquestra com 70 integrantes, um coral de 40 vozes, um quinteto de rock e diversos convidados especiais.
   

 


George Strait - 69 anos

      
George Harvey Strait (Poteet, Texas, 18 de maio de 1952) é um compositor, ator e produtor musical americano, conhecido como o "King of Country" ("Rei do Country") e é considerado um dos artistas mais influentes dos Estados Unidos. Ele é conhecido por seu estilo neotradicionalista de country, aparência cowboy e é dito ter trazido o country de volta para suas raízes e longe do estilo pop da década de 1980.
    

 


Love Will Tear Us Apart...

Chris Cornell morreu há quatro anos

   
Christopher John Boyle, (Seattle, 20 de julho de 1964 - Detroit, 18 de maio de 2017), mais conhecido como Chris Cornell, foi um cantor, guitarrista e compositor americano considerado um dos fundadores do movimento grunge e conhecido como vocalista das bandas Soundgarden, Temple of the Dog e Audioslave. Vencedor de dois Prémios Grammy (com 15 nomeações no total), em 1991 Cornell ganhou notoriedade com o lançamento do álbum Badmotorfinger, e lançou cinco álbuns na carreira a solo, entre 1999 e 2015. Ele também era famoso por sua extensão vocal de quatro oitavas. Em 2007 lançou o single "You Know My Name", música tema do filme 007 - Cassino Royale, tornando-se o primeiro cantor americano a gravar a música-tema de um filme da série 007. A canção vendeu 3,5 milhões de cópias digitais. Em 2013, Cornell compôs a canção "Misery Chain" para a banda sonora do filme 12 Years a Slave, onde fez um dueto com a cantora Joy Williams.
Cornell foi escolhido como "O Maior Cantor de Rock" pelos leitores da revista Guitar World em 2013, ficou em 4º lugar na lista "Top 100 de Vocalistas de Heavy Metal de Todos os Tempos" da revista Hit Parader em 2006, em 9º lugar na lista de "Melhores Vocalistas de Todos os Tempos" da revista Rolling Stone em 2011, e 12º lugar na lista das "22 Maiores Vozes da Música" da MTV em 2005. Alice Cooper referiu-se a Cornell como "a melhor voz do Rock" em 2017.
Em todo o seu catálogo (as suas três bandas e na carreira a solo), Cornell vendeu 14,8 milhões de álbuns, 8,8 milhões de músicas digitais e 300 milhões de transmissões de áudio on-demand apenas nos Estados Unidos e mais de 30 milhões de álbuns vendidos em todo o mundo até 2017.

 


Napoleão auto-coroou-se Imperador da França há 217 anos

Napoleão I em regalia, por François Gérard, 1805, no Palácio de Versalhes
   
Napoleão Bonaparte (em francês: Napoléon Bonaparte, nascido Napoleone di Buonaparte; Ajaccio, 15 de agosto de 1769 - Santa Helena, 5 de maio de 1821) foi um líder político e militar durante os últimos estágios da Revolução Francesa. Adotando o nome de Napoleão I, foi proclamado Imperador da França em 18 de maio de 1804, abdicando a  6 de abril de 1814, posição que voltou a ocupar por poucos meses, em 1815 (20 de março a 22 de junho). A sua reforma legal, o Código Napoleónico, teve uma grande influência na legislação de vários países. Através das guerras napoleónicas, ele foi responsável por estabelecer a hegemonia francesa sobre maior parte da Europa.
    
  
 
A coroação de Napoleão, 1805-1807 - Jacques-Louis David
      

Nicolau II, o último czar da Rússia, nasceu 153 anos

Nicolau II e a sua família (da esquerda para a direita): Olga, Maria, Nicolau, Alexandra, Anastásia, Alexei e Tatiana


O Czar Nicolau II (Nikolái Alieksándrovich Románov) foi o último Imperador da Rússia, rei da Polónia e grão-duque da Finlândia. Nasceu no Palácio de Catarina, em Tsarskoye Selo, próximo de São Petersburgo, em 18 de maio (6 de maio no calendário juliano) de 1868. É também conhecido como São Nicolau o Portador da Paz pela Igreja Ortodoxa Russa.

Quanto ao seu título oficial, era chamado Nicolau II, Imperador e Autocrata de Todas as Rússias.
Filho do czar Alexandre III, governou desde a morte do pai, em 1 de novembro de 1894, até à sua abdicação em 15 de março de 1917, quando renunciou em seu nome e no nome do seu herdeiro, passando o trono para seu irmão, o grão-duque Miguel Alexandrovich Romanov. Durante o seu reinado viu a Rússia Imperial decair de um dos maiores países do mundo para um desastre económico e militar.
O seu reinado terminou com a Revolução Russa de 1917, quando, tentando retornar do quartel-general para a capital, seu comboio foi detido em Pskov e ele foi obrigado a abdicar. A partir daí, o czar e a sua família foram aprisionados, primeiro no Palácio de Alexandre, em Tsarskoye Selo, depois na Casa do Governador em Tobolsk e finalmente na Casa Ipatiev, em Ekaterimburgo. Nicolau II, a sua mulher, o seu filho, as suas quatro filhas, o médico da família imperial, um servo pessoal, a camareira da Imperatriz e o cozinheiro da família foram executados, na cave da casa, pelos bolcheviques, na madrugada de 16 para 17 de julho de 1918. É sabido que esse assassinato foi ordenado de Moscovo, por Lenine e pelo também líder bolchevique Yakov Sverdlov. Mais tarde Nicolau II, a sua mulher e os seus filhos foram canonizados, como mártires, por grupos ligados à Igreja Ortodoxa Russa no exílio.
     
     

Walter Gropius, o fundador da escola Bauhaus, nasceu há 138 anos

   
Walter Gropius (Berlim, 18 de maio de 1883 - Boston, 5 de julho de 1969) foi um arquiteto alemão.
É considerado um dos principais nomes da arquitetura do século XX, tendo sido fundador da Bauhaus, escola que foi um marco no design, arquitetura e arte moderna e diretor do curso de arquitetura da Universidade de Harvard. Gropius iniciou a sua carreira na Alemanha, o seu país natal, mas com a ascensão ao poder dos nazis, na década de 30, emigrou para os Estados Unidos e lá desenvolveu a maior parte de sua obra.
  
A sede da Bauhaus, em Dessau, projetada por Walter Gropius
   

Mahler morreu há cento e dez anos

   
Gustav Mahler (Kalischt, Boémia, Império Austro-Húngaro - atualmente República Checa, 7 de julho de 1860 - Viena, 18 de maio de 1911) foi um maestro judaico austríaco e compositor. Atualmente, Mahler costuma ser visto como um dos maiores compositores, lembrado por ligar a música do século XIX com o período moderno, e por suas grandes sinfonias e ciclo de canções sinfónicas, como, por exemplo, Das Lied von der Erde (A Canção da Terra). É considerado também um exímio orquestrador, por usar combinações de instrumentos e timbres que pudessem expressar suas intenções de forma extremamente criativa, original e profunda. As suas obras (principalmente as sinfonias) são geralmente extensas e com orquestração variada e numerosa. Mahler procura romper os limites da tonalidade, posto que em muitas de suas obras há longos trechos que parecem não estar em tom algum. Outra característica marcante das obras de Mahler é um certo caráter sombrio, algumas vezes ligado ao funesto.
     
(...)
     
Em 1910 terminou a Nona Sinfonia (o seu último trabalho completo) e começou a escrever a Décima.
Nesse ano a sua esposa Alma precipitou uma crise conjugal, ao fazer amizade com Walter Gropius. Em Leyden, Mahler teve uma consulta com o psicanalista Sigmund Freud.
De volta à América, em fevereiro de 1911, Mahler ficou extremamente doente. O médico da família, Joseph Fränkel, em Nova Iorque, diagnosticou uma infecção estreptocócica. Por sugestão do médico, no começo de abril, Mahler partiu para Paris para consultar um bacteriologista. Nessa época Paris, em virtude das descobertas de Louis Pasteur era um centro de referência para o estudo de moléstias de origem bacteriológica.
Por um breve período, Mahler teve uma pequena melhora e chegou até a planear uma viagem ao Egito. Contudo não conseguiu recuperar. Um médico especialista em hematologia sugeriu que Mahler fosse internado em Viena e para lá foi levado.
A 18 de maio de 1911, com 50 anos e 46 semanas, Gustav Mahler morreu em Viena, então capital do Império Austro-Húngaro, de uma infecção estreptocócica do sangue. As suas últimas palavras foram: Minha Almschi (uma referência a sua esposa Alma, literalmente traduzido, Minha Alminha) e "Mozart". Como Beethoven, morreu durante uma trovoada. Ele foi sepultado em Viena, no Cemitério Grinzinger, ao lado da filha Maria, conforme pediu antes de morrer.
       
(...)
    
Gustav e a sua família eram judeus e faziam parte de uma minoria alemã que vivia na Boémia. Anos mais tarde, Gustav Mahler lembraria essa condição: "Sou três vezes apátrida! Como natural da Boémia, na Áustria; como austríaco, na Alemanha; como judeu, no mundo inteiro. Em toda parte um intruso, em nenhum lugar desejado!"
  

 

Perry Como nasceu há 109 anos

  
 

 


O cartunista Bill Everett nasceu há 104 anos

  
William Everett, mais conhecido como Bill Everett (Cambridge (Massachusetts), 18 de maio de 1917 - New York, 27 de fevereiro de 1973), foi um cartunista dos Estados Unidos da América, famoso pela criação de "Namor", o príncipe submarino e Daredevil (Demolidor) para a Marvel Comics.
Depois de estudar em Boston, obteve um emprego no Lloyd Jacquet Comic Shop, onde ele começou a produzir histórias em quadrinhos sob os pseudónimos William Blake e Everett Blake. Escreveu o volume 2 do The Incredible Hulk (O incrível Hulk).
  



Capa de Bill Everettt para a revista Amazing Mystery Funnies #1 (1938)

O Papa São João Paulo II nasceu há 101 anos

  
Papa São João Paulo II (nascido Karol Józef Wojtyła, 18 de maio de 1920  - 2 de abril de 2005) foi o papa e líder mundial da Igreja Católica Apostólica Romana e Soberano da Cidade do Vaticano de 16 de outubro de 1978 até à sua morte. Teve o terceiro maior pontificado documentado da história; depois dos papas São Pedro, que reinou trinta e quatro anos, e Papa Pio IX, que reinou por trinta e um anos. Foi o único Papa eslavo e polaco até à sua morte, e o primeiro Papa não-italiano desde o holandês Papa Adriano VI, em 1522.
João Paulo II foi aclamado como um dos líderes mais influentes do século XX. Teve um papel fundamental para o fim do comunismo na Polónia e, talvez, em toda a Europa, bem como na significativa melhoria nas relações da Igreja Católica com o Judaísmo, Islão, Igreja Ortodoxa, religiões orientais e a Comunhão Anglicana. Apesar de ter sido criticado pela sua oposição à contracepção e à ordenação de mulheres, bem como pelo apoio ao Concílio Vaticano II e à sua reforma da missa, também foi elogiado.
Foi um dos líderes mundiais que mais viajaram na história, tendo visitado 129 países durante o seu pontificado. Sabia se expressar em italiano, francês, alemão, inglês, espanhol, português, ucraniano, russo, servo-croata, esperanto, grego clássico e latim, além do polaco, a sua língua materna. Como parte de sua ênfase especial na vocação universal à santidade, beatificou 1.340 pessoas e canonizou 483 santos, quantidade maior que a de todos os seus predecessores juntos nos cinco séculos passados. Em 2 de abril de 2005, faleceu, devido à sua saúde débil e o agravamento da doença de Parkinson. Em 19 de Dezembro de 2009 João Paulo II foi proclamado "venerável" pelo seu sucessor papal, o Papa Bento XVI. Foi proclamado Beato em 1 de maio de 2011 pelo Papa Bento XVI na Praça de São Pedro no Vaticano. Em 27 de abril de 2014, numa cerimónia inédita, presidida pelo Papa Francisco, e com a presença do Papa Emérito Bento XVI, foi declarado Santo, juntamente com o Papa João XXIII; a sua festa litúrgica celebra-se no dia 22 de outubro.
  
Totus tuus
  
Eleição
Em agosto de 1978, após a morte do papa Paulo VI, o Cardeal Wojtyła votou no conclave papal que elegeu papa João Paulo I. João Paulo I morreu após somente 33 dias como Papa, precipitando assim um outro conclave.
O segundo conclave de 1978 começou a 14 de outubro, dez dias após o funeral do papa João Paulo I. A eleição estava dividida entre dois fortes candidatos ao papado: Cardeal Giuseppe Siri, o conservador Arcebispo de Génova, e o liberal Arcebispo de Florença, Cardeal Giovanni Benelli, um colaborador próximo de João Paulo I.
Os defensores da Benelli estavam confiantes de que ele seria eleito, e no início da votação, Benelli estava com nove votos. Entretanto, a magnitude da oposição a ambos significava que possivelmente nenhum deles receberia os votos necessários para ser eleito, e o Cardeal Franz König, Arcebispo de Viena, individualmente sugeriu a seus colegas eleitores um candidato de compromisso: o Cardeal polaco, Karol Józef Wojtyła, que aos 58 anos foi considerado jovem pelos padrões papais. Finalmente ganhou a eleição na oitava votação no segundo dia, de acordo com a imprensa italiana, com 99 votos dos 111 eleitores participantes. Em seguida, ele escolheu o nome de João Paulo II, em homenagem ao seu antecessor, e o tradicional fumo branco informou a multidão reunida na Praça de São Pedro, que um Papa havia sido escolhido. Ele aceitou a sua eleição com essas palavras: ‘Com obediência na fé em Cristo, meu Senhor, e com confiança na Mãe de Cristo e da Igreja, apesar das grandes dificuldades, eu aceito.’ Quando o novo Sumo Pontífice apareceu à varanda, ele quebrou a tradição, dizendo à multidão reunida:
 
Queridos irmãos e irmãs, todos estamos ainda tristes com a morte do querido papa João Paulo I. E agora os eminentíssimos Cardeais chamaram um novo Bispo de Roma. Chamaram-no de um país distante… Distante, mas sempre muito próximo pela comunhão na fé e na tradição cristã. Tive medo ao receber esta nomeação, mas o fiz com espírito de obediência a Nosso Senhor e com a confiança total na sua Mãe, a Virgem Santíssima. Não sei se posso expressar-me bem na vossa... na nossa língua italiana. Se eu cometer um erro, por favor ‘korrijam’ me...
  
Wojtyła tornou-se o 264 º papa de acordo com a ordem cronológica da lista dos Papas e o primeiro papa não-italiano em 455 anos. Com apenas 58 anos de idade, ele foi o mais jovem papa eleito desde Pio IX em 1846, que tinha 54 anos. Assim como o seu antecessor imediato, João Paulo II dispensou a tradicional coroação papal e, em vez disso, recebeu a investidura eclesiástica que simplificou a cerimónia de posse papal, em 23 de outubro de 1978. Durante a sua posse, quando os cardeais estavam a ajoelhar-se diante dele para beijar o Anel do Pescador, ele levantou-se quando o prelado polaco, Cardeal Stefan Wyszyński, se ajoelhou, interrompeu-o e, simplesmente, deu-lhe um abraço.
    

Jack Johnson faz hoje 46 anos

 

     
Jack Hody Johnson (Honolulu, 18 de maio de 1975) é um cantor, compositor e surfista americano. Cresceu na Baía Norte de Oahu, no Havaí, e atualmente vive em Haleiwa. Antes de lançar o que foi o seu primeiro álbum de estúdio, Jack Johnson fazia filmes de surf.
     
   

Ian Curtis suicidou-se há 41 anos...

   
Ian Kevin Curtis (Trafford, 15 de julho de 1956 - Macclesfield, 18 de maio de 1980) foi um músico britânico. Ele foi o vocalista, letrista e guitarrista ocasional da banda de pós-punk Joy Division, a qual ele ajudou a formar em 1976 na cidade de Manchester, Inglaterra.
     
(...)
      
Ian Curtis decidiu o seu destino após assistir a uma apresentação dos Sex Pistols em 1976, onde se convenceu de que queria estar no palco, e não no meio do público. Ian então conheceu os jovens Bernard Sumner e Peter Hook. Ian tinha visto o cartaz dos dois jovens que estavam tentando formar uma banda e ele propôs-se a ser o vocalista e escritor das letras - e os três então firmaram o acordo.
Os três recrutaram (e rejeitaram) uma sucessão de bateristas até a decisão de aceitar Stephen Morris como o quarto membro da banda, que se chamou Warsaw durante um curto período de tempo até mudar o seu nome para Joy Division, em 1978, por causa de conflitos com o nome de uma outra banda, os Warsaw Pact.
Diz-se que a persistência de Ian Curtis ajudou a assegurar à banda um contrato de gravação com a hoje lendária gravadora Factory Records, de Tony Wilson. Ian convenceu Tony Wilson a permitir sua banda tocar "Shadowplay" no Granada Reports — um programa regional de televisão apresentado por Tony. Após estabelecer a Factory Records com Alan Erasmus, Tony Wilson aceitou a banda no seu selo.
Durante as apresentações do Joy Division, Ian Curtis desenvolveu um estilo único de dançar, reminiscente dos ataques epiléticos dos quais sofria, algumas vezes no palco. O efeito era tal que as pessoas que estavam no público não sabiam se ele estava dançando ou tendo um ataque. Ele algumas vezes desmaiou e teve de ter atendimento médico ainda no palco, já que sua saúde sofria com a intensa rotina de apresentações dos Joy Division. A primeira crise epilética de Ian aconteceu no dia 27 de dezembro de 1978, quando a banda voltava de seu primeiro show realizado em Londres, no pub Hope and Anchor.
Muitas das canções que Ian Curtis escreveu são carregadas com imagens de dor emocional, morte, violência, alienação e degeneração urbana. Tais temas recorrentes levaram os fãs e a esposa de Ian, Deborah, a acreditar que Ian escrevia sobre sua própria vida. Ian certa vez comentou a respeito numa entrevista: "Escrevo sobre as diferentes formas que diferentes pessoas lidam com certos problemas, e como essas pessoas podem se adaptar e conviver com eles".
Ian cantava com um estranho timbre baixo-barítono, o que fazia com que sua voz parecesse pertencer a alguém muito mais velho que ele realmente era. Ele também era fascinado pela escaleta Hohner, um instrumento que foi mostrado a ele pela esposa de Tony Wilson, Lindsey Reade, pouco tempo antes da morte de Ian. Ele utilizou o instrumento ao vivo pela primeira vez durante uma passagem de som do Leigh Rock Festival em 1979, após o que ele adquiriu uma coleção de oito desses instrumentos. A fascinação de Ian Curtis pela escaleta levaria Bernard Sumner a utilizar o instrumento tempos depois, nos New Order.
Os Joy Division, e, em particular, Ian Curtis, tiveram o seu estilo de gravação desenvolvido pelo produtor Martin Hannett. Alguns de seus trabalhos mais inovadores foram criados no Cargo Recording Studios em 1979, um estúdio que fora desenvolvido por John Peel e seus investimentos financeiros. John Peel era um grande fã dos Joy Division e de Ian Curtis.
Ian Curtis foi fortemente influenciado pelos escritores William Burroughs, J. G. Ballard e Joseph Conrad — os títulos das canções "Interzone", "Atrocity Exhibition" e "Colony" vieram dos três autores, respectivamente. Ian também foi influenciado pelos vocalistas Jim Morrison, Lou Reed, Iggy Pop e David Bowie.
     
Morte
A última apresentação ao vivo de Ian Curtis aconteceu no dia 2 de maio de 1980, na Universidade de Birmingham, e aconteceu no mesmo mês de sua morte. Essa apresentação incluiu a primeira e última performance da música "Ceremony" pelos Joy Division - música que foi depois usada pelos New Order. A última música que Ian Curtis executou frente ao público foi "Digital". A gravação da apresentação pode ser encontrada no álbum de compilações Still.
Os problemas pessoais de Ian Curtis, como o divórcio conturbado da sua esposa e um caso extra-conjugal com a jornalista belga Annik Honoré, poderão ter contribuído para o suicídio de Ian, que se enforcou aos 23 anos de idade. De acordo com o livro Touching From A Distance, Ian ingeriu uma overdose de medicamentos para epilepsia e foi parar num hospital poucos meses antes de sua morte. Acredita-se que tal overdose tenha sido um "pedido de socorro", mas Ian disse aos seus companheiros de banda que não havia ingerido uma overdose. O livro conta que Bernard Sumner levou Ian a um cemitério após sua saída do hospital, para lhe mostrar onde ele poderia ter ido parar caso a overdose tivesse sido fatal.
Na noite do dia 17 de maio, dias antes do início da primeira turnê dos Joy Division nos Estados Unidos, Ian assistiu a um de seus filmes favoritos, Stroszek, de Werner Herzog, enquanto ouvia Weeping, momentos antes de se enforcar falou por telefone com Genesis P-Orridge. E nas primeiras horas da manhã do dia 18 de maio, Ian enforcou-se na cozinha, utilizando uma corda que sustentava o varal de roupas, segundo se conta, ouvindo o disco The Idiot, primeiro lançamento do cantor norte-americano Iggy Pop. Os pontos de vista e as preferências de Ian Curtis continuam a gerar especulações sobre as reais razões pelas quais ele resolveu tirar a própria vida. Alguns dizem que ele simplesmente desejou morrer jovem. Mas o facto é que Ian já tinha uma mente conturbada desde a sua adolescência, com pensamentos e ideologias de contracultura, uma mente provavelmente já farta do mundo ao seu redor.
Ian Curtis foi cremado e as suas cinzas foram enterradas em Macclesfield, com uma lápide com a inscrição "Love Will Tear Us Apart" ("O Amor Vai Nos Separar"). O epitáfio, escolhido por sua esposa Deborah, é uma referência à canção mais conhecida do Joy Division. Em 2008, a polícia britânica anunciou que essa lápide foi roubada do cemitério de Macclesfield. As autoridades locais buscam testemunhas e investigam, mas, como não havia câmaras de segurança no local, não foi descoberto o autor.
   
Lápide do pequeno túmulo de Curtis
    
Legado
Os membros remanescentes dos Joy Division formaram a banda New Order após a morte de Ian Curtis. A banda havia feito um acordo de que os Joy Division não continuariam se um dos membros deixasse a banda ou morresse. O primeiro álbum dos New Order, Movement, possui uma canção intitulada I.C.B., que significa "Ian Curtis Buried" ("Ian Curtis Enterrado").
Em maio de 2007, um filme britânico sobre a vida e a morte de Ian Curtis, intitulado Control, estreou no Festival de Cannes. No papel de Ian Curtis está o actor britânico Sam Riley (em seu primeiro filme como actor principal), que nasceu em 1980, cerca de quatro meses antes do suicídio de Ian Curtis. O filme é dirigido pelo neerlandês Anton Corbijn. Recentemente a revista inglesa New Musical Express (NME), elegeu a música Love Will Tear Us Apart como a melhor música já escrita nos últimos 60 anos, título dado por uma das mais tradicionais revistas de música no ano de 2012.
     
Vida 
Ian Curtis casou a 23 de agosto de 1975 com a colega de colégio, Deborah Woodruff. Ele tinha 19 anos e ela 18. A única filha do casal, Natalie, nasceu a 16 de abril de 1979. Ela é fotógrafa e revelou que Ian era adepto do Manchester City.