Autorretrato, circa 1936-39, óleo sobre tela
Mário Eloy de Jesus Pereira (Algés, 15 de março de 1900 - Lisboa, 5 de setembro de 1951) foi um pintor modernista português.
(...)
No final da década de 30 e na de 40 a sua obra continua a ser apresentada publicamente em Lisboa em mostras coletivas e individuais. Mas a sua capacidade de produção é profundamente afetada pela progressão da doença de que padecia – coreia, ou Doença de Huntington, uma doença de evolução lenta mas inexorável, caracterizada por crescente descontrolo motor e demência. A pintura torna-se rara e Eloy concentra-se no desenho, que adquire um pendor marcadamente surrealizante, povoado de monstros e alusões sexuais. O desfile de figuras inclui "grosseiros nus femininos, mulheres que perderam o torso, homens lutando, cabeças deformadas".
"Os monstros que instigam o inconsciente de Eloy povoam os seus desenhos com ameaças de morte, de sofrimento, de vazio [...] . A morte, portanto, nas mais variadas manifestações. Sem faltar mesmo o momento em que se concretiza (Suicídio, cat. 322). O instante dramático em que a mulher (grávida?) levanta o punhal contra si", no meio de um grupo de figuras aterrorizadas, informes, com as "bocas abertas, em medo e gritos".
É internado em 1945 na Casa de Saúde do Telhal. Em 1950 é representado na Bienal de Veneza com duas obras, e no ano seguinte na Bienal de S. Paulo. A sua situação clínica torna-se crítica, vindo a morrer em 1951.
Encontra-se colaboração da sua autoria na revista Litoral (1944-1945).
Bailarico no Bairro, circa 1936, óleo sobre tela




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