O Curso de Geologia de 85/90 da Universidade de Coimbra escolheu o nome de Geopedrados quando participou na Queima das Fitas.
Ficou a designação, ficaram muitas pessoas com e sobre a capa intemporal deste nome, agora com oportunidade de partilhar as suas ideias, informações e materiais sobre Geologia, Paleontologia, Mineralogia, Vulcanologia/Sismologia, Ambiente, Energia, Biologia, Astronomia, Ensino, Fotografia, Humor, Música, Cultura, Coimbra e AAC, para fins de ensino e educação.
A crise académica de 1969 começou quando não foi permitido aos
estudantes o uso da palavra durante uma inauguração. À greve e à falta
aos exames assumidos pelos estudantes respondeu o governo com a prisão e
a mobilização para a guerra do ultramar.
A crise começou no dia 17 de
abril de 1969. Os estudantes pretendiam intervir durante a inauguração
do edifício das matemáticas e o presidente da Direção Geral da
Associação Académica, Alberto Martins, pediu a palavra, mas foi impedido
de o fazer.
Os estudantes, que já estavam em
protesto exigindo a reintegração de professores e a democratização do
ensino superior, tomaram conta da sala onde decorria a inauguração. A
crise agudiza-se nas horas e dias seguintes com a prisão de vários
dirigentes académicos e a ocupação de Coimbra por forças militares e
policiais.
O Ministro da Educação e o
Reitor acabariam por se demitir, mas vários estudantes da academia
seriam forçados a integrar as forças armadas, seguindo para a guerra do
ultramar.
NOTA:
A sala onde a crise começou não é desconhecida para os Geopedrados - eu, por exemplo, fiz o meu último
exame, como estudante da licenciatura em Geologia, no edifício das
Matemáticas da FCTUC, numa sala chamada, naturalmente, de 17 de abril...
Esta organização é lembrada principalmente por suas políticas de engenharia social, que resultaram em um genocídio. As suas tentativas de reforma agrária
levaram à fome generalizada, enquanto a sua insistência na
autossuficiência, até mesmo nos serviços médicos, levou à morte de
milhares de pessoas em consequência de doenças tratáveis (tais como malária). Execuções brutais e arbitrárias e tortura praticadas pelos seus oficiais contra elementos considerados subversivos, ou durante purgas nas suas próprias fileiras, entre 1976 e 1978, são consideradas como tendo constituído um genocídio.
(...)
A relação entre o bombardeamento maciço do Camboja pelos Estados Unidos
e o crescimento dos Khmer Vermelhos, em termos de recrutamento e apoio
popular, tem sido um assunto de interesse de historiadores. Em 1984, Craig Etcheson, do Centro de Documentação do Camboja,
argumentou que é “insustentável” afirmar que os Khmer Vermelhos não
teria vencido senão pela intervenção dos EUA e que mesmo que os
bombardeamentos tenham auxiliado o recrutamento dos Khmer Vermelhos,
eles “teriam vencido de qualquer maneira.”
De modo oposto, alguns historiadores citaram a intervenção dos EUA e a sua campanha de bombardeamentos (1965-1973)
como um fator significativo que levou ao aumento do apoio dos Khmer
Vermelhos entre os camponeses cambojanos. Os historiadores Ben Kiernan e Taylor Owen
utilizaram uma combinação de sofisticado mapeamento por satélite,
dados recentes não-catalogados sobre a extensão dos bombardeamentos e
depoimentos de camponeses para afirmar que houve uma correlação entre
os pequenos lugares atingidos pelos bombardeamentos dos EUA e o
recrutamento de camponeses pelos Khmer Vermelhos.
No seu estudo, de 1996, sobre a ascensão de Pol Pot ao poder, Kiernan afirma que a intervenção estrangeira “foi provavelmente o fator mais significativo na ascensão de Pol Pot”.
Em 1975, com o governo de Lon Nol a ficar sem munições, estava claro que era apenas uma questão de tempo até que o governo entrasse em colapso. No dia 17 de abril de 1975, os Khmer Vermelhos capturaram a capital, Phnom Penh.
Crânios das vítimas dos Khmer Vermelhos
Crimes contra a humanidade
O governo do Khmer Vermelho prendeu, torturou e eventualmente executou qualquer pessoa suspeita de pertencer a várias categorias de supostos “inimigos”:
Qualquer pessoa com conexões com o antigo governo ou governos estrangeiros;
Profissionais e intelectuais - na prática isto incluía quase todas as pessoas com alguma educação
ou até mesmo pessoas que usavam óculos (o que, de acordo com o regime
significava que eram alfabetizados). Ironicamente e hipocritamente, o
próprio Pol Pot era um homem com educação universitária (embora fosse um
desistente), com gosto pela literatura francesa e também era fluente em francês. Muitos artistas, incluindo músicos, escritores e cineastas foram executados. Alguns como Ros Sereysothea, Pan Ron e Sinn Sisamouth ganharam fama póstuma por seus talentos e ainda hoje são populares com os khmers;
“Sabotadores económicos”: muitos dos antigos moradores da cidades
(aqueles que não morreram de fome em primeiro lugar) foram julgados
culpáveis por sua falta de capacitação agrícola.
Durante os anos 70,
especialmente após meados de 1975, o Partido também foi abalado por
conflitos entre fações, havendo até mesmo tentativas armadas de derrubar
Pol Pot. As purgas resultantes alcançaram o seu auge em 1977 e 1978,
quando milhares de pessoas, inclusive líderes importantes do PCK, foram
executados.
Hoje, exemplos dos métodos de tortura utilizados pelo Khmer Vermelho podem ser vistos no Museu do Genocídio Tuol Sleng. O museu ocupa o espaço de uma antiga escola secundária transformada num campo prisional que foi operado por Kang Kek Iew, comummente conhecido como Camarada Duch. Cerca de 17.000 pessoas passaram por este centro antes de serem levadas para lugares (também conhecidos como campos de extermínio) nos arrabaldes de Phnom Penh, como Choeung Ek, onde foram, em sua maioria, executadas (em sua maior parte com picaretas, para economizar balas) e enterradas em valas comuns.
Dos milhares de pessoas que entraram no Centro Tuol Sleng (também
conhecido como S-21), apenas doze são conhecidos por ter sobrevivido.
Número de mortes
O
número exato de pessoas que morreram como resultado das políticas do
Khmer Vermelho é contestado, bem como a causa da morte daqueles que
morreram. O acesso ao país durante o governo do Khmer Vermelho e durante
o governo vietnamita foi muito limitado. No início dos anos de 80,
o regime que foi instalado pelos vietnamitas e sucedeu ao Khmer Vermelho
realizou uma pesquisa domiciliar nacional, que concluiu que mais de 4,8
milhões de pessoas morreram, mas a maioria dos historiadores modernos
não considera esses números confiáveis.
Pesquisas atuais localizaram milhares de valas comuns da época do
Khmer Vermelho espalhadas por todo Camboja, contendo um número estimado
de 1,39 milhões de corpos. Vários estudos estimaram o número de mortes
entre 740.000 e 3.000.000, mais habitualmente variando entre 1,4 milhões e
2,2 milhões, com cerca da metade dessas mortes tendo sido causadas por
execuções e o restante por fome ou doenças.
O Projeto Genocídio Cambojano, financiado pelo Departamento de Estado dos EUA, apresenta as estimativas do total de mortes entre 1,2 milhões e 1,7 milhões. A Amnistia Internacional estima o total de mortes em 1,4 milhões. R. J. Rummel, um analista de matanças políticas históricas, fornece um número de 2 milhões. O antigo líder dos Khmer Vermelhos, Pol Pot, indicou o número de 800.000 e seu vice, Khieu Samphan alegou que 1 milhão de pessoas foram mortas.
Dezanove sem-terra foram mortos pela Polícia Militar do Estado do Pará.
O confronto ocorreu quando 1.500 sem-terra, que estavam acampados na
região, decidiram fazer uma marcha de protesto contra a demora da
desapropriação de terras, principalmente as da Fazenda Macaxeira. A
Polícia Militar foi encarregada de tirá-los do local, porque estariam
obstruindo a rodovia BR-155, que liga a capital do estado Belém ao sul do estado.
O episódio deu-se no governo de Almir Gabriel, o então governador. A ordem para a ação policial partiu do Secretário de Segurança do Pará, Paulo Sette Câmara,
que declarou, depois do ocorrido, que autorizara "usar a força
necessária, inclusive atirar". De acordo com os sem-terra ouvidos pela
imprensa na época, os polícias chegaram ao local atirando bombas de gás lacrimogéneo.
Segundo o legista
Nelson Massini, que fez as autópsias dos corpos, pelo menos 10
sem-terra foram executados à queima roupa e sete foram mortos por
instrumentos cortantes, como foices e facões.
O comando da operação estava a cargo do coronel Mário Colares Pantoja, que foi afastado, no mesmo dia, ficando 30 dias em prisão domiciliar, determinada pelo governador do Estado, e depois libertado. Ele perdeu o comando do Batalhão de Marabá. O ministro da Agricultura, Andrade Vieira, encarregado da reforma agrária, pediu demissão na mesma noite, sendo substituído, dias depois, pelo senador Arlindo Porto.
Uma semana depois do massacre, o Governo Federal confirmou a criação do Ministério da Reforma Agrária e indicou o então presidente do Ibama, Raul Jungmann, para o cargo de ministro. José Gregori, que na época era chefe de gabinete do então ministro da Justiça, Nelson Jobim,
declarou que "o réu desse crime é a polícia, que teve um comandante
que agiu de forma inadequada, de uma maneira que jamais poderia ter
agido", ao avaliar o vídeo do confronto.
O então presidente Fernando Henrique Cardoso determinou que tropas do exército fossem deslocadas para a região em 19 de abril com o objetivo de conter a escalada de violência. O presidente pediu a prisão imediata dos responsáveis pelo massacre.
O ministro da Justiça,
Nelson Jobim, juntou-se às autoridades policiais e do Judiciário, no
Pará, a pedido do governo federal, para acompanhar as investigações. O
general Alberto Cardoso, ministro-chefe da Casa Militar da Presidência
da República, foi o primeiro representante do governo a chegar a
Eldorado dos Carajás.
No começo de maio de 1996,
o fazendeiro Ricardo Marcondes de Oliveira, de 30 anos, depôs,
responsabilizando o dono da Fazenda Macaxeira pela matança. Ele o acusou
de ter pago subornos para que a Polícia Militar matasse os líderes dos
sem-terra. Ele mesmo teria sido procurado para contribuir na coleta. O
dinheiro seria entregue ao coronel Mário Pantoja, comandante da PM de
Marabá, que esteve à frente da operação que resultou no massacre.
Nenhum fazendeiro ou jagunço foi indiciado no inquérito da Polícia.
Os 155 polícias militares que participaram da operação foram indiciados,
sob acusação de homicídio, pelo Inquérito Policial Militar (IPM). Esta
decisão foi tomada premeditadamente, pois pela lei penal do Brasil,
não há como punir um grupo, pois a conduta precisa ser individualizada.
Como não houve perícia nas armas e projéteis para saber quais
policiais atingiram determinadas vítimas, os 21 homicídios e as
diversas lesões, permaneceram impunes. Em outubro do mesmo ano, o
procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro, determinou que a
Polícia Federal reconstituísse o inquérito, pois estava repleto de
imperfeições técnicas. Neste parecer, Brindeiro diz ainda que o
governador Almir Gabriel autorizou a desobstrução da estrada e que,
portanto, tinha conhecimento da operação. No final do ano, o processo,
que havia sido desdobrado em dois volumes, ainda estava parado no
Tribunal de Justiça de Belém, que trata dos crimes de lesões corporais,
e no Fórum de Curionópolis, que ficou encarregado dos homicídios. Em maio de 2012,
o coronel Mário Colares Pantoja e o major José Maria Pereira de
Oliveira foram presos, condenados, o primeiro a 228 anos e o segundo a
158 anos de reclusão, pelo massacre.
Amélia dos olhos doces
quem é que te trouxe
grávida de esperança?
Um gosto de flor na boca.
Na pele e na roupa
perfumes de França.
Cabelos cor de viúva.
Cabelos de chuva.
Sapatos de tiras
e pões, quantas vezes
não queres e não amas
os homens que dormem
contigo na cama. Amélia dos olhos doces
quem dera que fosses
apenas mulher.
Amélia dos Olhos Doces
se ao menos tivesses
direito a viver!
Amélia gaivota
amante ou poeta.
Rosa de café.
Amélia gaiata
do Bairro da Lata.
Do Cais do Sodré.
Tens um nome de navio.
Teu corpo é um rio
onde a sede corre.
Olhos Doces. Quem diria
que o amor nascia
onde Amélia morre?
Cabelos cor de viúva.
Cabelos de chuva.
Sapatos de tiras
e pões, quantas vezes
não queres e não amas
os homens que dormem
contigo na cama.
Filha de um bem sucedido advogado, Lee Eastman, e de Louise Linder (dona da fortuna das lojas Linder),
Linda cresceu na cidade de Scarsdale (estado de Nova Iorque) e
tornou-se uma das melhores fotógrafas do mundo. Formou-se em Artes na Universidade do Arizona, e foi durante estes anos que se apaixonou por fotografia. Mas, foi só depois que ela retornou a Nova Iorque que começou a demonstrar o seu talento com as câmaras.
Quando trabalhou com a editora da Rolling Stone,
Linda produziu um trabalho de alta qualidade que continua sendo
publicado internacionalmente. O seu trabalho já foi exposto em dezenas
de galerias de arte, da América do Sul à Austrália, incluindo o Victoria and Albert Museum em Londres. Foi reconhecida nos Estados Unidos como a fotógrafa do ano. Ela também publicou cinco livros de fotografias suas.
O sucesso de Linda na música foi - no conjunto total de seu trabalho - por conta de seu marido, o ex-Beatle Paul McCartney.
Linda nunca foi uma intérprete, ou compositora, antes de conhecer
Paul, mas mesmo assim cativou o público mundialmente também com sua
constante presença no teclado durante as apresentações ao vivo e com
seus doces acompanhamentos vocais junto a Paul. Nota-se em particular,
canções de grande sucesso como "Another Day", em que Paul toca todos os
instrumentos e Linda preenche a melodia suavemente junto ao marido
com vocais de fundo. Este preenchimento vocal ("duuuhs") é
quase que uma marca registada de Paul, que se destacou mais ainda
durante os anos que lançava seus discos da carreira solo, ou com o
grupo Wings
em que, talvez por falta dos seus originais ex-parceiros de rock ou
por uma grande conveniência, usava constantemente a sua esposa nas
gravações. A combinação nova funcionou e juntos se tornaram os músicos
pop mais ricos da história da música.
Os sucessos musicais de gravações feitas juntos foram em grande parte número um na Inglaterra e nos Estados Unidos.
Linda manifestava-se frequentemente contra o abuso aos animais e era uma ambientalista, trabalhando com organizações como a PETA, Lynx e Friends of the Earth.
Com esta atitude em mente ela comercializou vários pratos
vegetarianos pré-preparados para um importante segmento no mercado com
sua própria marca registada e ficou milionária por conta própria,
mesmo se não estivesse casada com o magnata do rock. Linda também
publicou um livro de receitas vegetarianas que é bastante popular na
sua geração de fãs, comercializado nos anos da década de 90 ("Linda McCartney’s Home Cooking" em português, "Comida Caseira da Linda McCartney").
Paul adotou, legalmente, de um casamento anterior de Linda, com o geólogo
John Melvin See Jr. (1937-2000), a filha (Heather McCartney) atualmente
com o sobrenome de casada Potter e que nasceu em
1963, e, juntos, Linda e Paul tiveram: Mary (fotógrafa; nasceu em
1969); Stella McCartney (destacada designer de roupas; nasceu em 1971); e James Louis (músico; nasceu em 1977).
Linda faleceu, de cancro, em Tucson, Arizona, e foi cremada em Inglaterra. Paul e Linda têm agora vários netos.
Joaquim Maria Pessoa (Barreiro, 22 de fevereiro de 1948 – 17 de abril de 2023), conhecido por Joaquim Pessoa, foi um poeta, artista plástico, publicitário e estudioso de arte pré-histórica português.
Com formação na área do "marketing" e da publicidade, foi diretor
criativo e diretor-geral de várias agências de publicidade e autor ou
coautor de diversos programas de televisão ("1000 Imagens", "Rua
Sésamo", "45 Anos de Publicidade em Portugal", etc.).
Foi diretor pedagógico e professor da cadeira de Publicidade no
Instituto de Marketing e Publicidade, em Lisboa, e professor no
Instituto Dom Afonso III, em Loulé.
Desempenhou durante seis anos (1988-1994) o cargo de diretor da Sociedade Portuguesa de Autores.
Em colaboração com Luís Machado, organizou em 1983 o I Encontro
Peninsular de Poesia, que reuniu prestigiados nomes da poesia ibérica.
Conta com mais de 600 recitais da sua poesia, realizados em Portugal e
no estrangeiro.
Foi diretor literário da Litexa Editora, diretor do jornal "Poetas
& Trovadores", colaborador das revistas "Sílex" e "Vértice" e do
jornal "A Bola".
Nenhuma morte apagará os beijos
e por dentro das casas onde nos amámos ou pelas ruas
[clandestinas da grande cidade livre
estarão para sempre vivos os sinais de um grande amor,
esses densos sinais do amor e da morte
com que se vive a vida.
Aí estarão de novo as nossas mãos.
E nenhuma dor será possível onde nos beijámos.
Eternamente apaixonados, meu amor. Eternamente livres.
Prolongaremos em todos os dedos os nossos gestos e,
profundamente, no peito dos amantes, a nossa alma líquida
[e atormentada
desvenderá em cada minuto o seu segredo
para que este amor se prolongue e noutras bocas
ardam violentos de paixão os nossos beijos
e os corpos se abracem mais e se confundam
mutuamente violando-se, violentando a noite
para que outro dia, afinal, seja possível.
Nuno Guerreiro começou a cantar muito cedo, tendo como influência primordial Amália Rodrigues. Aos 16 anos foi para Lisboa, para frequentar a Escola de Dança do Conservatório.
O Teatro São Luiz foi o primeiro palco onde dançou e também foi o primeiro palco onde cantou quando colaborou com o grupo Diva, de Natália Casanova. Foi visto a cantar por Carlos Paredes, que o convidou a participar, em 1992, nos concertos do músico em Lisboa e Porto. Colaborou também com o ex-MadredeusRodrigo Leão.
Em 2002 gravou o álbum Tento Saber, com produção de Gonçalo Pereira. Rui Veloso toca guitarra em "3 Minute Song", uma canção sua e de Carlos Tê. Inclui também "Por Amor, Por Alguém" (uma canção de Sara Tavares), "Tu Podes Dar" (de Lúcia Moniz e Pedro Campos) e uma versão de "Careless Whisper", de George Michael. A versão internacional do segundo disco inclui "Ampola" na versão usada num anúncio nipónico da Nissan.
No ano de 2007, participou no álbum de estreia do cantor TT, nas faixas "Não Olhes Para Trás" e "Vem Cá", tendo esta última sido lançada como terceiro single do álbum. No mesmo ano lançou o que seria o último álbum da Ala dos Namorados. Em seguida juntou-se a Olavo Bilac (Santos & Pecadores), Tozé Santos (Per7ume) e ao produtor Vítor Silva, para o projeto Zeca Sempre, de tributo a José Afonso.
Lançou ainda a solo o álbum Gangster Mascarado, que não obteve grande adesão. Um dos temas conta com a participação de Berg.
Em 2022, Nuno Guerreiro lança o seu último álbum a solo, Na Hora Certa.
O projeto mais recente onde estava envolvido intitulava-se
"Nuno Guerreiro & Mau Feitio", composto por músicos do Algarve, com
os quais participou em alguns concertos, como o festival Caixa Alfama,
em Lisboa, em setembro de 2024. Participou nos Globos de Ouro de 2024, numa homenagem a Sara Tavares.
Nos últimos meses da sua vida, encontrava-se a trabalhar, em direção de cena e produção no Cine-Teatro Louletano. Numa entrevista para publicação «A Voz do Algarve», Nuno Guerreiro
manifestou a intenção de lançar, uma versão da música “Os Verdes Anos”,
em homenagem ao guitarrista Carlos Paredes, para uma futura edição em DVD.
Contratenor
Uma vez que era contratenor, a sua voz permitia-lhe explorar diversas sonoridades; possuía assim a capacidade de interpretar ópera, e também fado, pop ou música soul.
Estudou canto lírico no Conservatório Nacional português, onde também obteve o seu diploma como bailarino profissional.
Vida pessoal
Abertamente homossexual, Nuno Guerreiro referiu ter sido vítima de preconceito, embora tal não o tenha levado a esconder a sua orientação sexual. Assumiu também ter sido vítima de violência doméstica. O artista ter-se-ia mudado de Lisboa, alegadamente após uma relação
abusiva, na qual foi vítima de violência doméstica, refugiando-se no sul
do país, em Loulé, com a mãe.
Morte
Nuno Guerreiro morreu a 17 de abril de 2025, no Hospital de São Francisco Xavier, em Lisboa, onde estava internado desde a véspera, devido a uma infeção grave e generalizada, que lhe causou a morte.
Canções do Nosso Tempo é um álbum da Secção de Fado da Associação Académica de Coimbra (SF/AAC), lançado em março de 2026, que reúne temas marcantes das serenatas da última década. O CD celebra o Fado de Coimbra com criações originais e novas interpretações, estando disponível em plataformas de streaming e YouTube.
Para celebrar o Dia Mundial da Voz, aqui fica uma música deste que vale a pena, com um jovem (autor de letra e música e ainda cantor) que eu mandei para Coimbra para estudar Psicologia:
Era um poeta, jornalista e romancista francês com vários best-sellers. Foi membro da Académie Française
e ganhou o Prémio Nobel de Literatura, em 1921, "em reconhecimento das
suas brilhantes realizações literárias, caracterizadas como são por uma
nobreza de estilo, uma profunda simpatia humana, graça e um verdadeiro
temperamento gaulês".
Acredita-se que France seja o modelo, para o narrador Marcel Bergotte, na obra Em Busca do Tempo Perdido, de Marcel Proust.
Teatro Miguel Franco (LEIRIA) - 16.04.26 - 19.30 horas
Canções Pagãs, álbum lançado em 2016 por Nuno Dias e Luís Figueiredo,
chega agora em formato recital como homenagem ao cancioneiro de Luiz
Goes, figura central da Canção de Coimbra. Reinterpretando 16 faixas
gravadas entre 1967 e 1971, o projeto adota uma abordagem erudita e
minimalista, retirando as composições do contexto tradicional da
guitarra de Coimbra para as transformar em autênticas canções de câmara.
Programa:
Canções Pagãs, Nuno Dias
Biografias:
Nuno Afonso Dias é licenciado em canto pela
Universidade de Aveiro, na classe da professora Isabel Alcobia. Foi
Docente Assistente nesta Universidade no ano letivo 2013/14. Desenvolveu
os seus estudos com Alan Watt, Tom Krause e Michael Rhodes. Foi
bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian para o projeto enoa (European
Network of Opera Academies). Fez parte da Academia de Ópera do Festival
de Verbier, onde trabalhou com Barbara Bonney, Claudio Desderi, Tomas
Quastoff e Tim Caroll, tendo-se destacado com o Prémio Jovem Promessa
Thierry Marmod.
Como solista, tem-se apresentado em concerto com diversas orquestras
nacionais e internacionais, cantando obras de referência do repertório
coral-sinfónico. No domínio da ópera interpretou, no Teatro Nacional de
São Carlos, ao longo das últimas temporadas, diversos personagens do
repertório lírico, abrangendo obras de compositores consagrados como
Puccini, Donizetti, Rossini ou Bizet, entre outros. Do seu repertório,
que interpretou em palcos nacionais e internacionais, fazem também parte
compositores como Verdi, Mozart, Busoni, Stravinsky ou Britten.
Da discografia de Nuno Dias destaca-se o disco Canções Pagãs,
inteiramente dedicado ao cancioneiro de Luiz Goes, trabalho esse que foi
reconhecido como de Utilidade Cultural pelo Ministério da Cultura. Foi
cantor residente no Stadttheater Bern, na Suíça, durante a temporada
2014/15.
Luis Figueiredo iniciou os estudos musicais com 8
anos. Depois de dois anos de aulas particulares de Piano, em 1989
ingressou no Conservatório de Música de Coimbra, onde completou o curso
de Piano.
Em 2005 concluiu a Licenciatura em Piano na Universidade de Aveiro,
estudando com Vitali Dotsenko, Fausto Neves, António Chagas Rosa, Vasco
Negreiros, entre outros. No mesmo ano, estudou no Hot Clube de Portugal
em Lisboa com Filipe Melo, Bernardo Moreira, Ricardo Pinheiro e Bruno
Santos. Em 2016 concluiu o Doutoramento em Música na Universidade de
Aveiro, sob orientação de Susana Sardo e Mário Laginha. Durante este
período, frequentou diversas classes de aperfeiçoamento e workshops com
Álvaro Teixeira Lopes, Andrezej Pikul, Roy Howatt, Liv Glaser, Mário
Laginha, Valery Starodubrovsky, Dave Liebman e Hervé N’Kaoua, entre
inúmeros outros.
Participou também em diversos eventos científicos nas áreas da
performance musical e musicologia, tais como Congresso SIBE – Sociedade
Ibérica de Etnomusicologia (Salamanca e Lisboa), Rhythm Changes
International Jazz Conference (Amesterdão), Leeds International Jazz
Conference (Reino Unido), Jazz Talks – Aveiro International Jazz
Conference, ENIM – Encontros Nacionais de Investigação em Música
(Portugal, várias localidades), Post-ip Post in Progress (Aveiro,
Portugal).
Foi convidado como orador em variadas ocasiões, incluindo o evento
TED (Aveiro), Escola Superior de Educação de Coimbra (Fórum das Artes e
Tecnologias), Congresso EPTA – European Piano Teachers Association
(Portugal), Academia de Música de Castelo de Paiva, Academia de Música
de Torre de Moncorvo, Conservatório de Música de Coimbra, entre vários
outros.
Entre 2005 e 2015, lecionou em instituições como o Conservatório de
Música de Coimbra, o Conservatório de Música da Jobra, o Conservatório
de Música de S. José da Guarda e a Tone Music School, em Coimbra.
Pontualmente orientou masterclasses e workshops nas áreas da música
erudita, do jazz e da composição em inúmeras instituições em Portugal e
também fora do país.
Entre 2011 e 2019 desempenhou funções nos Mestrados em Música e
Ensino de Música na Universidade de Aveiro, sendo coordenador da
variante de jazz e vice-diretor do Mestrado em Música, e leccionando as
disciplinas de piano, música de câmara, combo, composição e jazz
studies.
Luís Figueiredo está ativo profissionalmente desde 2004 nas áreas da
performance de música escrita e improvisada, da composição e arranjo, e
da produção e direção musical. Editou o seu primeiro álbum como líder em
2010 (Manhã, JACC Records). Desde então, assinou participações em cerca
de 30 edições discográficas.
Trabalhou e/ou gravou com Cristina Branco, Bruno Pedroso, Carlos
Bica, André Fernandes, Luísa Sobral, Alexandre Frazão, Reinier Baas,
João Moreira, Ana Bacalhau, Mário Delgado, Bernardo Moreira, David
Binney, João Hasselberg, Perico Sambeat, Mário Laginha, Marta Hugon,
Ricardo Toscano, Eduardo Raon, Rita Maria, Diogo Duque, Márcia, Mário
Franco, Diabo na Cruz, Carlos Barretto, Jorge Moniz, Gisela João e
Jeffery Davis, entre vários outros.
Trabalhou com a Orquestra Filarmonia das Beiras, Orquestra
Metropolitana, Orquestra Clássica do Sul, Orquestra XXI, Hr Frankfurt
Rundfunk Big Band (DE), Het Gelders Orkester (NL), para além de vários
ensembles de música de câmara, sob a direção de Cesário Costa, Dinis
Sousa, Jamie Philips, Rui Pinheiro e António Lourenço.
Na sua agenda registam-se concertos, masterclasses e residências
artísticas em inúmeros países, como Espanha, França, Alemanha, Áustria,
Luxemburgo, Holanda, Suécia, Noruega, Dinamarca, Finlândia, Sérvia,
Grécia, Turquia, México, Marrocos e Brasil.
Desde 2008, tem colaborado em várias produções de teatro e cinema,
como compositor, intérprete ou diretor musical. Neste âmbito, trabalhou
com Tiago Cravidão, O Teatrão (Coimbra), Sandra Barata Belo, Patrícia
André e Teatro Praga (Lisboa).
Luís Figueiredo foi o arranjador da canção vencedora do Festival
Eurovisão da Canção 2017, “Amar Pelos Dois” (autoria: Luísa Sobral), e
foi também o compositor da banda sonora original da edição de 2018 do
mesmo festival.
Dominava pelo menos seis idiomas, entre os quais alemão, italiano, francês, latim, inglês, castelhano e possuía conhecimentos de português, ademais lia grego antigo e hebraico. Foi membro de várias academias científicas da Europa como a francesa Académie des sciences morales et politiques e recebeu oito doutoramentos honoríficos de diferentes universidades, entre elas da Universidade de Navarra, e foi também cidadão honorário das comunidades de Pentling (1987), Marktl (1997), Traunstein (2006) e Ratisbona (2006). Era pianista e tinha preferências por Mozart e Bach. Foi o sexto ou, talvez, o sétimo papa alemão desde Vítor II (segundo a procedência de Estêvão VIII, de quem não se sabe se nasceu em Roma ou na Alemanha). Em abril de 2005 foi incluído pela revista Time como sendo uma das cem pessoas mais influentes do mundo.
O último papa com este nome fora Bento XV, que esteve no cargo de 1914 a 1922 e pontificou durante a Primeira Guerra Mundial. Ratzinger foi o primeiro decano do Colégio Cardinalício eleito Papa desde Paulo IV, em 1555, o primeiro cardeal-bispo eleito Papa desde Pio VIII, em 1829, e o primeiro superior da Congregação para a Doutrina da Fé a alcançar o Pontificado, desde Paulo V, em 1605. Bento XVI foi o primeiro papa, desde João XXIII, a voltar a usar o camauro e comummente utilizou múleos. Também foi o primeiro pontífice a visitar um museu judaico. Renunciou a 28 de fevereiro de 2013, justificando-se, na sua declaração de renúncia, que as suas forças, devido à idade avançada, já não lhe permitiam exercer adequadamente o pontificado.
O Papa Emérito Bento XVI morreu
a 31 de dezembro de 2022, às 09.34, hora local, após apresentar
uma rápida deterioração da sua saúde, em consequência da idade avançada,
nos dias seguintes ao Natal. A sua morte foi confirmada pelo Secretário de Imprensa da Santa Sé, Matteo Bruni.
Mary Isobel Catherine Bernadette O'Brien (London, 16 April 1939 – Henley-on-Thames, 2 March 1999), better known by her stage name Dusty Springfield, was an English singer. With her distinctive mezzo-soprano sound, she was a popular singer of blue-eyed soul, pop and dramatic ballads, with French chanson, country,
and jazz also in her repertoire. During her 1960s peak, she ranked
among the most successful British female performers on both sides of the
Atlantic. Her image – marked by a peroxide blondebouffant/beehive hairstyle, heavy makeup (thick black eyeliner and eye shadow) and evening gowns, as well as stylised, gestural performances – made her an icon of the Swinging Sixties.
Höss foi posteriormente acusado e condenado de perpetrar diversos crimes contra a humanidade. Entre suas atrocidades mais conhecidas estão os testes, que ele supervisionou, da introdução do pesticida Zyklon B, que continha cianeto de hidrogénio, para acelerar o processo de matança de judeus no Holocausto.
Em 1944, mais de 2 mil pessoas morriam, por hora, no campo de
concentração de Auschwitz. Sob a supervisão de Höss, foi criado um dos
maiores sistemas de aniquilação sistemática de seres humanos da
história.
(...)
Höß foi capturado a 11 de março de 1946 pela polícia militar britânica. Durante os Julgamentos de Nuremberga, foi ouvido, como testemunha, nos julgamentos de Ernst Kaltenbrunner e Oswald Pohl, além da companhia IG Farben, fabricante do gás Zyklon B.
A 2 de abril de 1947, foi sentenciado à morte por enforcamento. A sentença foi executada no dia 16 de abril do mesmo ano, na entrada do que outrora fora o crematório do campo de concentraçãoAuschwitz I.
Na sua autobiografia publicada em 1958, Rudolf Höß: Kommandant in Auschwitz,
descreveu-se como um homem de "grande virtude e obediência
militar", tendo "um grande senso de dever". Höß era casado e tinha cinco
filhos.
Höß sendo levado ao cadafalso para ser executado, em abril de 1947
Durante o julgamento de Nuremberga, em 5 de abril de 1946, Höss afirmou:
Eu
comandei Auschwitz até 1 de dezembro de 1943 e estimo que um total de
2.500.000 vítimas tenham sido executadas e exterminadas lá, por
gaseamento ou carbonização, e pelo menos outros meio milhão sucumbiram à
fome e doença, totalizando 3.000.000 de mortos. Estes números
representam um total de 70% a 80% de todas as pessoas envidas para
Auschwitz como prisioneiras, o restante foi selecionado e usado como
trabalho escravo nas indústrias do campo de concentração. Entre os
executados e carbonizados, estão aproximadamente 20.000 prisioneiros de
guerra russos que foram entregues a Auschwitz nos transportes da Wehrmacht
por homens e oficiais do exército. O resto incluía pelo menos 100.000
judeus alemães e um grande número de cidadãos (maioria judeus) dos
Países Baixos, França, Bélgica, Polónia, Hungria, Checoslováquia, Grécia
e outros países. Nós executámos cerca de 400.000 judeus húngaros em
Auschwitz apenas no verão de 1944.
Embora inicialmente tenha se mostrado apático com as revelações a
respeito da magnitude do que aconteceu em Auschwitz, Rudolf Höß não se
eximiu da responsabilidade por seus crimes. Nas suas memórias e nas conversas
que teve com os carcereiros e com os juízes no seu julgamento, ele
começou a expressar remorsos pelos seus atos. Quatro dias antes de ser
executado, ele confessou ao promotor: "Na solidão de minha cela, eu
cheguei ao amargo reconhecimento de que pequei gravemente contra a
humanidade. Como comandante de Auschwitz, eu fui responsável por
executar os planos cruéis do Terceiro Reich
para a destruição humana. Ao fazê-lo, infligi feridas terríveis à
humanidade. Causei sofrimento indescritível ao povo polaco em
particular. Eu pagarei por isso com minha vida. Que o Senhor Deus me
perdoe um dia pelo que fiz."
Em 25 de maio de 1946, Höß foi entregue às autoridades polacas e ao Supremo Tribunal Nacional. O seu julgamento durou de 11 a
29 de março de 1947. Em 2 de abril, foi sentenciado à morte por enforcamento. A sentença foi executada no dia 16 de abril de 1947, na entrada do que outrora fora o crematório do campo de concentraçãoAuschwitz I. Antes da sua execução, ele retornou ao catolicismo e recebeu os sacramentos finais.
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