Rudolf Franz Ferdinand Höss, ou
Höß,
Hoeß e
Hoess, (
Baden-Baden, 25 de novembro de 1901 –
Oświęcim, 16 de abril de 1947) foi um oficial
alemão das
SS nazis. Serviu, durante quase dois anos, como comandante do
campo de concentração de Auschwitz durante a
II Guerra Mundial e foi um dos responsáveis por testar, e depois implementar, vários métodos de matança para executar o plano de
Adolf Hitler para exterminar a população
judaica na
Europa ocupada pela
Alemanha nazi, num
projeto denominado de "a
Solução Final".
Höss foi posteriormente acusado e condenado de perpetrar diversos
crimes contra a humanidade. Entre suas atrocidades mais conhecidas estão os testes, que ele supervisionou, da introdução do pesticida
Zyklon B, que continha
cianeto de hidrogénio, para acelerar o processo de matança de judeus no
Holocausto.
Em 1944, mais de 2 mil pessoas morriam, por hora, no campo de
concentração de Auschwitz. Sob a supervisão de Höss, foi criado um dos
maiores sistemas de aniquilação sistemática de seres humanos da
história.
(...)
Höß foi capturado a 11 de março de 1946 pela polícia militar
britânica. Durante os
Julgamentos de Nuremberga, foi ouvido, como testemunha, nos julgamentos de
Ernst Kaltenbrunner e
Oswald Pohl, além da companhia
IG Farben, fabricante do gás
Zyklon B.
A 2 de abril de 1947, foi
sentenciado à morte por
enforcamento. A sentença foi executada no dia 16 de abril do mesmo ano, na entrada do que outrora fora o crematório do
campo de concentração Auschwitz I.
Na sua autobiografia publicada em 1958,
Rudolf Höß: Kommandant in Auschwitz,
descreveu-se como um homem de "grande virtude e obediência
militar", tendo "um grande senso de dever". Höß era casado e tinha cinco
filhos.
Höß sendo levado ao cadafalso para ser executado, em abril de 1947
Durante o julgamento de Nuremberga, em 5 de abril de 1946, Höss afirmou:
Eu
comandei Auschwitz até 1 de dezembro de 1943 e estimo que um total de
2.500.000 vítimas tenham sido executadas e exterminadas lá, por
gaseamento ou carbonização, e pelo menos outros meio milhão sucumbiram à
fome e doença, totalizando 3.000.000 de mortos. Estes números
representam um total de 70% a 80% de todas as pessoas envidas para
Auschwitz como prisioneiras, o restante foi selecionado e usado como
trabalho escravo nas indústrias do campo de concentração. Entre os
executados e carbonizados, estão aproximadamente 20.000 prisioneiros de
guerra russos que foram entregues a Auschwitz nos transportes da Wehrmacht
por homens e oficiais do exército. O resto incluía pelo menos 100.000
judeus alemães e um grande número de cidadãos (maioria judeus) dos
Países Baixos, França, Bélgica, Polónia, Hungria, Checoslováquia, Grécia
e outros países. Nós executámos cerca de 400.000 judeus húngaros em
Auschwitz apenas no verão de 1944.
Embora inicialmente tenha se mostrado apático com as revelações a
respeito da magnitude do que aconteceu em Auschwitz, Rudolf Höß não se
eximiu da responsabilidade por seus crimes. Nas suas memórias e nas conversas
que teve com os carcereiros e com os juízes no seu julgamento, ele
começou a expressar remorsos pelos seus atos. Quatro dias antes de ser
executado, ele confessou ao promotor: "Na solidão de minha cela, eu
cheguei ao amargo reconhecimento de que pequei gravemente contra a
humanidade. Como comandante de Auschwitz, eu fui responsável por
executar os planos cruéis do Terceiro Reich
para a destruição humana. Ao fazê-lo, infligi feridas terríveis à
humanidade. Causei sofrimento indescritível ao povo polaco em
particular. Eu pagarei por isso com minha vida. Que o Senhor Deus me
perdoe um dia pelo que fiz."
Em 25 de maio de 1946, Höß foi entregue às autoridades polacas e ao Supremo Tribunal Nacional. O seu julgamento durou de 11 a
29 de março de 1947. Em 2 de abril, foi
sentenciado à morte por
enforcamento. A sentença foi executada no dia 16 de abril de 1947, na entrada do que outrora fora o crematório do
campo de concentração Auschwitz I. Antes da sua execução, ele retornou ao catolicismo e recebeu os
sacramentos finais.