quarta-feira, novembro 19, 2025

O Prestige afundou-se há vinte e três anos...

    
O Prestige foi um navio petroleiro monocasco que afundou na costa galega, produzindo uma imensa maré negra, que afetou uma ampla zona compreendida entre o norte de Portugal e as Landas ou Vendée em França, tendo especial incidência na Galiza. O petroleiro, construído em 1976, com um deslocamento de 42 mil toneladas, transportava 77 mil toneladas de fuel oil, óleo combustível pesado.
Apesar de ter o navio identificado, as investigações judiciais não chegaram a um responsável direto deste acidente.
   
A 13 de novembro de 2002 começou a maior catástrofe ambiental que até o momento havia sacudido a costa galega: o afundamento e posterior derramamento de milhares de toneladas de fuel-oil por parte do petroleiro "Prestige". Enquanto transportava cerca de 77 mil toneladas de fuel oil, um dos seus 12 tanques rebentou durante uma tormenta nas costas da Galiza. A partir daquele momento e até ao seu afundamento, estima-se que foram derramadas cerca de 5 000 toneladas de fuel-oil.
Cerca das 8 da manhã de 19 de novembro, o barco partiu-se em dois, a cerca de 250 km da costa da Galiza, tendo-se afundado, o que provocou um incremento no volume da mancha negra.
Após o afundamento, o Prestige continuou a libertar cerca de 125 toneladas de fuel oil por dia, contaminando o fundo do mar e a linha de costa, especialmente ao longo da Galiza.
Em 1 de dezembro, 200.000 pessoas manifestaram-se em Santiago de Compostela com o lema "Nunca mais".
A 2 de dezembro chegou o batiscafo ou mini-submarino especializado em mergulho à grande profundidade, chamado de "Nautile", à zona do afundamento. Foram efetuadas diversas tarefas de avaliação e controle da situação, pois os destroços da embarcação continuavam a libertar petróleo.
A extensa zona de costa que foi atingida, não só tem uma grande importância ecológica (como no caso das Rías Baixas), mas também uma notável indústria pesqueira.
O Presidente da Junta de Galiza, Manuel Fraga, assegurou que o afundamento não teria efeitos sobre o meio ambiente. Em 10 de dezembro o Presidente do Governo, José María Aznar, disse que o executivo cometera "erros de apreciação", pois teria sido mais aconselhável (como tinha solicitado inicialmente o comandante) que se tivesse rebocado o petroleiro para uma zona costeira abrigada, de modo a ser possível a remoção do petróleo a bordo.
Em 2 de janeiro de 2003, as manchas de óleo estavam a 50 km da costa francesa. O Primeiro Ministro francês prometeu 50 milhões de euros para a limpeza.
O capitão grego do Prestige, Apostolos Mangouras, foi detido durante 85 dias (até 7 de fevereiro de 2003) e acusado de não cooperar com as equipas de salvamento durante o naufrágio e de causar danos ao meio ambiente.
Em 2004, no âmbito da campanha da Repsol YPF "Prestige Recovery Project" que ocorreu de junho a outubro, recolheu-se aproximadamente 95% do petróleo que restava a uma profundidade de cerca de 4.000 metros. Foram utilizados ROVs modificados, e grandes tanques cilíndricos submersíveis, funcionando como um vai-vem, fabricados especialmente para esse fim.
   
Óleo vertido do Prestige que chegou à costa galega
      

Ferdinand de Lesseps nasceu há 220 anos

     
Ferdinand Marie, visconde de Lesseps (Versalhes, 19 de novembro de 1805 - La Chesnaye, Guilly, 7 de dezembro de 1894), na maior parte das vezes referido como Ferdinand de Lesseps, foi um diplomata e empresário francês. É conhecido sobretudo por promover a construção dos canais de Suez e do Panamá.

Chamado de Le Grand Français, Ferdinand de Lesseps foi o promotor dos dois projetos de canais mais ambiciosos da sua época - o canal de Suez e o canal do Panamá. Esse último projeto fez os acionistas perderem tanto dinheiro que Lesseps foi condenado a cinco anos de prisão, que ele não cumpriu em razão de seu precário estado de saúde, apesar de o primeiro ter sido concluído em 1869 e ter recebido muita honra e mérito pelo seu feito.

Com efeito, este personagem é um dos muitos visionários daquela época, defendendo a intercomunicação entre os povos, através da abertura de estradas e canais. Este seu raciocínio reduziria as distâncias e aproximaram todas as regiões do mundo, aumentando assim, na sua perspetiva, o avanço industrial.

 
   

Kevin DuBrow morreu há dezoito anos...


     
Kevin Mark DuBrow (Hollywood, California, October 29, 1955 – Las Vegas, Nevada, November 19, 2007) was an American singer, best known as the lead vocalist of the heavy metal band Quiet Riot from 1975 until 1987, and again from 1993 until his death in 2007. 
    
   
(...)   
    

On November 25, 2007, Kevin DuBrow was found dead at his home in Las Vegas. Friends had been unable to contact DuBrow for a week and he failed to show up for Thanksgiving dinner hosted by his friend Glenn Hughes. According to Hughes, DuBrow had told him some ten days before that he had wanted to make changes in his lifestyle. The cause of death was established to be a fatal overdose by a combination of cocaine, painkillers and alcohol. It was also determined that he had died six days earlier.

In an email to Spain's The Metal Circus, Quiet Riot drummer Frankie Banali wrote: "I can't even find the words to say. Please respect my privacy as I mourn the passing and honor the memory of my dearest friend Kevin DuBrow." DuBrow was buried at Pacific View Cemetery in Corona del Mar, California next to his stepfather Harold Mandell. A rabbi presided over his funeral service on November 30, 2007.
    
 

Andrew McCulloch celebra hoje oitenta anos...!

(imagem daqui)


Andrew McCulloch (born 19 November 1945, Bournemouth) is an English drummer who worked with Fields, Greenslade, Manfred Mann Chapter Three, Anthony Phillips, Peter Banks, the Crazy World of Arthur Brown and King Crimson in the 1970s before becoming a yachtmaster

 

in Wikipédia

 

Manuel Alberto Valente comemora hoje oitenta anos...!

(imagem daqui

  

Manuel Alberto Valente (Vila Nova de Gaia, 19 de novembro de 1945) é um escritor e editor português. Foi até 2020 diretor editorial da Porto Editora

 

Biografia

Nasceu em Coimbrões, Vila Nova de Gaia, em 1945. Foi uma criança normal da classe média, o pai trabalhava com o seu avô, que era despachante dos caminhos-de-ferro, a sua mãe era doméstica.
Fez o serviço militar em Angola, regressando 15 dias antes do 25 de abril.


Carreira

Frequentou o Liceu Alexandre Herculano, no Porto, e depois a Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, vindo a licenciar-se em Direito pela Universidade de Lisboa (cidade onde reside).

Depois de ter sido, durante dez anos, Diretor Editorial das Publicações Dom Quixote (1981-1991), foi diretor-geral das Edições Asa (1991 a 2008), até que, em 2008, assumiu o cargo de diretor editorial da Porto Editora.
Como autor, além de colaborar em diversos órgãos da comunicação social, tem publicados cinco livros de poesia: Cartas para Elina, Viola Interdita, Os Olhos de Passagem, Sete (Desen)cantos e Poesia Reunida - O Pouco Que Sobrou de Quase Nada.

É casado com a (também) editora e escritora Maria do Rosário Pedreira e irmão do músico e dinamizador cultural Vítor Manuel Coelho Valente.

Foi nomeado pelo Estado francês Cavaleiro das Artes e Letras e agraciado pelo Reino de Espanha com a Ordem de Isabel, a Católica

 

Obras

  • Cartas para Elina (1965), poesia;
  • Viola Interdita (1970), poesia;
  • Os Olhos de Passagem (1976);
  • Sete (Desen)cantos (1985);
  • Poesia Reunida - O Pouco Que Sobrou de Quase Nada (2015).

 

in Wikipédia

 

Chiado

 

aquelas pernas ali a dar a dar

dos homens levam os olhos ao passar

 

são borboletas canários verde mar

onde mergulho a medo o meu olhar

são promessas que sei sem cobertura

de uma viagem pelo interior natura

 

aquelas pernas ali a dar a dar

dos homens levam os olhos ao passar

 

são às dezenas às centenas ao milhar

a desenharem nos passeios pombas brancas

nascem nos pés e vão até às ancas

por um caminho que é bom de passear

 

aquelas pernas ali a dar a dar

dos homens levam os olhos ao passar

 

uma claras são outras morenas

umas marias outras manuelas

umas maiores outras mais pequenas

mas as tuas são melhores que todas elas

 

as tuas pernas aí a dar a dar

que já nem posso este poema terminar



in Poesia Reunida, O Pouco que Sobrou de Quase Nada (2015) - Manuel Alberto Valente

José Mário Branco morreu há seis anos...

      
José Mário Branco (Porto, 25 de maio de 1942 - Lisboa, 19 de novembro de 2019), foi um músico e compositor (cf. cantautor) português
   
Biografia
Filho de professores primários, cresceu entre o Porto e Leça da Palmeira, sendo marcado pelo ambiente luzidio e inspirador desta vila piscatória. Iniciou o curso de História, primeiro na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, depois na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, não o tendo terminado. Expoente da música de intervenção portuguesa, começou por ser ativo na Igreja Católica. Depois aderiu ao Partido Comunista Português e foi perseguido pela PIDE, até se exilar em França, em 1963. Em 1974 regressou a Portugal e fundou o Grupo de Acção Cultural - Vozes na Luta!, com o qual gravou dois álbuns.
Como interveniente em concertos ou álbuns editados, como cantautor e/ou como responsável pelos arranjos musicais, José Mário Branco é autor de uma obra singular no panorama musical português. Entre música de intervenção, fado e outras, são obras famosas os discos Ser solidário, Margem de Certa Maneira, A noite, e o emblemático FMI, obra síntese do movimento revolucionário português com seus sonhos e desencantos. Esta última foi proibida pelo próprio José Mário Branco de passar em qualquer rádio, TV ou outro tipo de exibição pública. Não obstante este facto, FMI será, provavelmente, a sua obra mais conhecida. O seu álbum mais recente, lançado em 2004, intitula-se Resistir é Vencer, em homenagem ao povo timorense, que resistiu durante décadas à ocupação pelas forças da Indonésia logo após o 25 de Abril. O ideário socialista está expresso em muitas das suas letras.
Trabalhou com diversos outros artistas de relevo da música de intervenção e outros géneros, nomeadamente José Afonso, Sérgio Godinho, Luís Represas, Fausto Bordalo Dias, Janita Salomé, Amélia Muge, Os Gaiteiros de Lisboa e, no âmbito do Fado, Carlos do Carmo, Camané e Katia Guerreiro. Do mesmo modo compôs e cantou para o teatro, o cinema e a televisão, tendo sido elemento de A Comuna - Teatro de Pesquisa.
Em 2006, com 64 anos, José Mário Branco iniciou uma licenciatura em Linguística, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Terminou o 1.º ano com média de 19,1 valores, sendo considerado o melhor aluno do seu curso. Desvalorizou a Bolsa de Estudo por Mérito que lhe foi atribuída, dizendo que é «algo normal numa carreira académica».
Em 2009 voltou às atuações públicas com dois concertos intitulados Três Cantos, juntando «referências não só musicais mas também poéticas do que é cantar em português»: José Mário Branco, Sérgio Godinho e Fausto.
Morreu aos 77 anos, de acidente vascular cerebral, na madrugada do dia 19 de novembro de 2019, em Lisboa.
      
 

Sara Tavares morreu há dois anos...

  
Sara Alexandra Lima Tavares (Lisboa, 1 de fevereiro de 1978 – Lisboa, 19 de novembro de 2023) foi uma cantora e compositora portuguesa de ascendência cabo-verdiana. A música que interpretou é definida como world music

 

Biografia

Sara Tavares de ascendência cabo-verdiana, nasceu em 1978 na cidade de Lisboa. Sara ganhou a final da 1ª edição (1993/1994) do concurso Chuva de Estrelas da SIC onde interpretou um tema de Whitney Houston.

Foi convidada por Rosa Lobato de Faria para participar no Festival RTP da Canção de 1994 com a canção "Chamar a Música". A canção recebeu o máximo de pontuação de todos os jurados, ganhando assim um lugar no Festival Eurovisão da Canção de 1994, onde alcançou a 8ª posição.

Em 1996 editou o seu primeiro disco que contou com a colaboração do coro Shout. Dá a voz à música "Longe do Mundo" (uma adaptação de "God Help The Outcasts), para o filme da Disney, O Corcunda de Notre-Dame, que viria a merecer uma menção honrosa da Disney como a melhor versão internacional.

Na Expo'98, Sara Tavares participou no espetáculo de tributo a Gershwin, ao lado da Rias Big Band Berlin. Colaborou entretanto no grande sucesso da banda Ala dos Namorados, "Solta-se o Beijo" .

Em 1999 editou o álbum "Mi Ma Bô", um disco mais maduro e com mais ligação às suas raízes.

Grava "Saiu Para A Rua" para o disco de tributo a Rui Veloso, editado em 2000. No ano seguinte colabora com Nuno Rodrigues no disco "Canções de Embalar". Colabora com Joy Denalane ca canção "Vier Frauen" de 2002.

Em 2003 colabora com Júlio Pereira no disco "Faz de Conta". Grava uma nova versão de "Nova Feira da Ladra" de Carlos do Carmo. Em 2005 colabora com a Filarmónica Gil.

O álbum "Balancê", editado pela World Connection, em Novembro de 2005, foi considerado um dos melhores álbuns do ano por parte da critica, tendo alcançado o disco de ouro. Com a canção "Bom Feeling" dá a cara pelo Millenium BCP. Através da campanha, num investimento de 3 milhões de euros, 40 mil CDs da cantora foram distribuídos aos clientes do banco.

Retoma a colaboração com Júlio Pereira em 2007. Colabora também com Tiago Bettencourt e Uxia. Em 2008 lança o DVD "Alive in Lisboa". No ano de 2009 regressa aos originais com o álbum "Xinti".

Grava "The Most Beautiful Thing" com Nelly Furtado. Colabora em discos de Buraka Som Sistema, Luiz Caracol, Carlão, António Chainho e Richie Campbell.

Em 2016 mostra "Coisas Bunitas", que antecede o seguinte disco de originais da cantora.

A 19 de novembro de 2023, a cantora morre no Hospital da Luz, em Lisboa, vítima de um tumor cerebral benigno, diagnosticado dez anos antes da sua morte.

 

in Wikipédia

 

Hoje é o Dia Mundial do Xadrez - Capablanca nasceu há 137 anos...

    
O Dia Internacional do Xadrez é comemorado todos os anos no dia 19 de novembro, data de nascimento de José Raúl Capablanca, considerado um dos maiores xadrezistas de todos os tempos e o único hispano-americano a sagrar-se campeão mundial.

Benjamin Franklin jogando Xadrez, quadro de Edward Harrison May (1824-1887)
   

terça-feira, novembro 18, 2025

Saudades de Manuel António Pina...

 (imagem daqui)

 

Junto à água 

 

Os homens temem as longas viagens,
os ladrões da estrada, as hospedarias,
e temem morrer em frios leitos
e ter sepultura em terra estranha.
Por isso os seus passos os levam
de regresso a casa, às veredas da infância,
ao velho portão em ruínas, à poeira
das primeiras, das únicas lágrimas.

Quantas vezes em
desolados quartos de hotel
esperei em vão que me batesses à porta,
voz de infância, que o teu silêncio me chamasse!

E perdi-vos para sempre entre prédios altos,
sonhos de beleza, e em ruas intermináveis,
e no meio das multidões dos aeroportos.
Agora só quero dormir um sono sem olhos

e sem escuridão, sob um telhado por fim.
À minha volta estilhaça-se
o meu rosto em infinitos espelhos
e desmoronam-se os meus retratos nas molduras.

Só quero um sítio onde pousar a cabeça.
Anoitece em todas as cidades do mundo,
acenderam-se as luzes de corredores sonâmbulos
onde o meu coração, falando, vagueia.

 

Manuel António Pina

Erik Nordenskiold, mineralogista e explorador sueco-finlandês, nasceu há 193 anos

      
Adolf Erik Nordenskiöld (Helsínquia, 18 de novembro de 1832 - Dalby, Suécia, 12 de agosto de 1901) foi um mineralogista, geólogo e explorador polar sueco-finlandês.
Parece ter sido o primeiro explorador marítimo que atravessou a Passagem do Nordeste, ligando o oceano Atlântico ao oceano Pacífico, ao longo da costa da Sibéria.
Partindo de Karlskrona na Suécia em 1878, navegou rumo ao norte da Noruega, virando depois a leste em direção à Sibéria, onde dobrou o cabo Cheliuskin. Em seguida, rumou ao Alasca, alcançando Port Clarence, para depois rumar ao Japão, atingindo Yokohama em 1879. O regresso à Suécia foi feito pelo Canal do Suez.
   
  

Ignacy Jan Paderewski nasceu há 165 anos...

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Ignacy Jan Paderewski (Kurylovka, 6 de novembro de 1860 no calendário juliano e 18 de novembro de 1860 no atual calendário gregoriano - Nova Iorque, 29 de junho de 1941) foi um pianista, compositor, político e diplomata polaco, incansável defensor da causa nacionalista de seu país.

Em 1872, com doze anos, ingressou no Conservatório de Varsóvia, onde mais tarde lecionaria piano, de 1878 a 1883, e chegaria a ser diretor, a partir de 1909. De 1884 a 1887, estuda em Viena sob a orientação de Theodor Leschetizky.

A partir de 1887, apresenta-se em Viena, Paris, Londres e Nova Iorque. O seu sucesso foi enorme, e, por onde fosse, era seguido por legiões de admiradores. Em 1898 passou a morar na Suíça. Ensinou piano no Conservatório de Estrasburgo.

Tornou-se um dos pianistas mais famosos de sua época.  Durante a I Guerra Mundial, torna-se membro do Comité Nacional Polaco, que lutava pela formação de um Estado polaco. Com o fim da guerra, o estado polaco foi estabelecido e ele atuou como diplomata em Washington, D.C., primeiro ministro e presidente, mas deixou a carreira política para se dedicar à musical. Em 1921, apresentou vários concertos beneficentes nos Estados Unidos, em favor dos parentes de vítimas da guerra.

Após o início da II Guerra Mundial, assumiu em Paris o cargo de presidente da Polónia no exílio. Com a ocupação da França, em 1940, Paderewski emigra para os Estados Unidos.

Reconhecido como um grande intérprete de Chopin, empreendeu, por conta própria, uma edição completa das obras de Chopin.

As suas composições incluem a ópera Manru (1901), uma sinfonia intitulada Polónia (1909), um concerto para piano e orquestra, uma sonata para piano, uma sonata para violino e piano e várias outras peças para piano.


 

Nunca te deixaremos morrer, Manuel António Pina...

(imagem daqui)

 

TRANSFORMA-SE A COISA ESCRITA NO ESCRITOR




Isto está cheio de gente
falando ao mesmo tempo
e alguma coisa está fora de isto falando de isto
e tudo é sabido em qualquer lugar.


(Chamo-lhe Literatura porque não sei o nome de isto;)
o escritor é uma sombra de uma sombra
o que fala põe-o fora de si
e de tudo o que não existe.


Aquele que quer saber
tem o coração pronto para o
roubo e para a violência
e a alma pronta para o esquecimento.




Manuel António Pina

O Rato Mickey celebra hoje 97 anos

   
Mickey Mouse (conhecido em português por Rato Mickey) é uma personagem do desenho animado e que se tornou o símbolo da The Walt Disney Company. A personagem foi criado em 1928 por Walt Disney e o desenhador Ub Iwerks e dobrado por Walt Disney. The Walt Disney Company celebra o seu aniversário a 18 de novembro de 1928, que é a data de lançamento de Steamboat Willie, embora até meados dos anos 80 a data fosse comemorada em 28 de setembro. O rato antropomórfico evoluiu de ser simplesmente uma personagem de desenhos animados e quadradinhos para se tornar um dos símbolos mais conhecidos do mundo. 
  
  

Manuel António Pina nasceu há oitenta e dois anos...

     
Manuel António Pina (Sabugal, 18 de novembro de 1943 - Porto, 19 de outubro de 2012) foi um jornalista e escritor português, vencedor em 2011 do Prémio Camões.
O escritor licenciou-se em Direito na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra e foi jornalista do Jornal de Notícias durante três décadas, tendo sido depois cronista do Jornal de Notícias e da revista Notícias Magazine.
A sua obra incidiu principalmente na poesia e na literatura infanto-juvenil, embora tenha escrito também diversas peças de teatro e de obras de ficção e crónica. Algumas dessas obras foram adaptadas ao cinema e TV e editadas em disco.
A sua obra foi difundida em países como a França (francês e corso), Estados Unidos, Espanha (espanhol, galego e catalão), Dinamarca, Alemanha, Países Baixos, Rússia, Croácia e Bulgária.
A 9 de junho de 2005 foi feito Comendador da Ordem do Infante D. Henrique.
Faleceu no dia 19 de outubro de 2012, no Hospital de Santo António, no Porto.
   

 

Palavras não

    

Palavras não me faltam (quem diria o quê?),
faltas-me tu poesia cheia de truques.
De modo que te amo em prosa, eis o
lugar onde guardarei a vida e a morte.

  
De que outra maneira poderei
assim te percorrer até à perdição?
Porque te perderei para sempre como
o viajante perde o caminho de casa.

   
E, tendo-te perdido, te perderei para sempre.
Nunca estive tão longe e tão perto de tudo.
Só me faltavas tu para me faltar tudo,
as palavras e o silêncio, sobretudo este.

  

 

Manuel António Pina

Kim Wilde celebra hoje sessenta e cinco anos...!

   

Kim Smith (Chiswick, Middlesex, Inglaterra, 18 de novembro de 1960), mais conhecida pelo nome artístico de Kim Wilde, é uma cantora pop britânica
   
Biografia
Kim alcançou a fama nos inícios dos anos 80 com o seu maior sucesso "Kids in America", que atingiu o primeiro lugar no Reino Unido, e pelo qual recebeu, em 1983, o Brit Award de melhor cantora britânica. A canção teve várias versões por diversas bandas e até hoje às vezes ainda é tocada nas rádios, como ícone da música daquela década.
A sua carreira musical começou com um pop mais ligado ao punk e ao new wave. A maioria das suas canções foram composições próprias, em colaboração com o seu irmão. Nos primeiros anos da década de 80 destaca-se a sua canção "View from a Bridge", que mistura romance e intriga como uma comédia de detetives.
Nos finais da década de 80, Kim Wilde, lança-se num pop mais clássico e dançável, que devolveu-lhe a fama depois de alguns discos sem sucesso e fez alcançar sucesso em toda a Europa com canções como "You Came", "Never Trust a Stranger" ou "You Keep Me Hangin' On", que foi o seu primeiro e o único número um nos Estados Unidos da América.
Em 1988, acompanhou Michael Jackson, como estrela convidada, nas apresentações europeias da turnê Bad World Tour.
A sua fama perdeu-se na década de 90, ainda que publicasse singles de sucesso como "Love Is Holy" e especialmente "If I Can't Have You", e o álbum Kim Wilde: The Singles Collection. Em 1995, depois do fracasso de vendas do seu álbum Now and Forever, retirou-se da música para se dedicar à televisão. Apesar disso, periodicamente ainda se lança na música, com compilações e alguns singles. Em 2003, fez sucesso num dueto com a cantora alemã Nena, com a música "Anyplace, Anywhere, Anytime" (ou "Irgendwie Irgendwo Irgendwann", em alemão). Em 2006, lançou um novo álbum: Never Say Never. Kim também escreveu vários livros sobre jardinagem, atividade a que também se dedica profissionalmente.
    
 

Kirk Hammett, guitarrista dos Metallica, nasceu há 63 anos

        
Kirk Stuart Lee "The Ripper" Hammett (São Francisco, Califórnia, 18 de novembro de 1962) é um guitarrista e compositor americano, conhecido principalmente por sua carreira de longa data na banda de heavy metal Metallica. Foi o fundador e um dos guitarristas da banda de thrash metal Exodus, uma das bandas pioneiras no género, até ser convidado para substituir Dave Mustaine no Metallica, em 1983. Em 2003, foi eleito pela revista Rolling Stone como o décimo primeiro melhor guitarrista de heavy metal do mundo. Em 2009, apareceu em quinto lugar no livro The 100 Greatest Metal Guitarists (Os 100 Maiores Guitarristas do Metal), de Joel McIver.
  
 

Niels Bohr morreu há sessenta e três anos...

 
Niels Henrick David Bohr (Copenhaga, 7 de outubro de 1885 - Copenhaga, 18 de novembro de 1962) foi um físico dinamarquês cujos trabalhos contribuíram decisivamente para a compreensão da estrutura atómica e da física quântica.
Licenciou-se na sua cidade natal em 1911 e trabalhou com Joseph John Thomson e Ernest Rutherford na Inglaterra. Em 1913 conseguiu interpretar algumas das propriedades das séries espectrais do hidrogénio e a estrutura do sistema periódico dos elementos químicos. Formulou o princípio da correspondência e, em 1928, o da complementaridade. Estudou ainda o modelo nuclear da gota líquida, e antes da descoberta do plutónio, previu a propriedade da fissão nuclear, análoga à do U-235. Bohr recebeu o Nobel de Física em 1922.
A sua teoria para a explicação do modelo atómico proposto por Rutherford em 1911, levando em conta a teoria quântica (formulada por Max Planck em 1900), não foi levada a sério. Depois, no decorrer e após a década de 20, vários físicos ajudaram a criar o modelo hoje existente. Entre estes físicos podem ser citados, entre outros, Albert Einstein, Louis de Broglie, Erwin Schrödinger, Werner Heisenberg e Wolfgang Pauli.
   
(...)   
    

Em 1957, Niels Bohr recebeu o Prémio Átomos pela Paz. Ao mesmo tempo, o Instituto de Física Teórica, por ele dirigido desde 1920, afirmou-se como um dos principais centros intelectuais da Europa.

Bohr morreu a 18 de novembro de 1962, vítima de uma trombose, aos 77 anos de idade. Encontra-se sepultado no Cemitério Assistens, em Copenhaga.

Participou da 5ª, 6ª, 7ª e 8ª Conferência de Solvay.

Após ser laureado com o Nobel de Física de 1922, recebeu de presente da Cervejaria Carlsberg uma casa próximo da cervejaria, que possuía uma torneira com cerveja, abastecida diretamente da cervejaria.
   

Saudades dos poemas de António Osório...

(imagem daqui)

 

A Meus Filhos

A meus filhos
desejo a curva do horizonte.

E todavia deles tudo em mim desejo:
o felino gosto de ver,
o brilho chuvoso da pele,
as mãos que desvendam e amam.

Marga,
meu fermento,
neles caminho e me procuro,
a corpo igual regresso:

ao rápido besouro das lágrimas,
ao calor da boca dos cães,
à sua língua de faca afectuosa;

à seta que disparam os ibiscos,
à partida solene da cama de grades,
ao encontro, na praia, com as algas;

à alegria de dormir com um gato,
de ver sair das vacas o leite fumegante,
à chegada do amor aos quatro anos.



in
A Raiz Afectuosa (1972) - António Osório

Bartolomeu de Gusmão morreu há 301 anos...

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Bartolomeu Lourenço de Gusmão, SJ (Santos, dezembro de 1675 - Toledo, 18 de novembro de 1724), cognominado o padre voador, foi um sacerdote secular, cientista e inventor luso-brasileiro nascido na capitania de São Vicente, em Santos, na colónia portuguesa do Brasil, famoso por ter inventado o primeiro aeróstato operacional, a que chamou de "passarola".
   

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Bartolomeu de Gusmão apresenta os seus protótipos à corte de D. João V
    
(...)
    

Entre 1713 e 1716 viajou pela Europa. Em 1713 registou na Holanda o invento de uma “máquina para a drenagem da água alagadora das embarcações de alto mar” (patente que só veio a público em 2004, graças a pesquisas realizadas pelo arquivista e escritor brasileiro Rodrigo Moura Visoni). Viveu em Paris, trabalhando como ervanário para se sustentar, até que encontrou o seu irmão Alexandre, secretário do embaixador de Portugal na França.

O padre Bartolomeu de Gusmão voltou a Portugal, mas foi vítima de insidiosa campanha de difamação. Acusado pela Inquisição de simpatizar com cristãos-novos, foi obrigado a fugir para a Espanha, no final de setembro de 1724, com um seu irmão mais novo, Frei João Álvares, pretendendo chegar à Inglaterra.

Segundo o testemunho que, mais tarde, João Álvares daria à Inquisição espanhola, Bartolomeu de Gusmão ter-se-ia convertido ao judaísmo, em 1722, depois de atravessar uma crise religiosa. O relato de João Álvares ao Santo Ofício, ainda que deva ser considerado com cautela, mostra, segundo Joaquim Fernandes, aspetos místicos, messiânicos e megalómanos do "padre voador". Em Toledo (Espanha), Bartolomeu adoece gravemente, recolhendo-se ao Hospital da Misericórdia daquela cidade, onde veio a falecer em 18 de novembro de 1724, aos 38 anos. Antes de morrer, porém, confessou-se e recebeu a comunhão, conforme o rito católico, e assim foi sepultado na Igreja de São Romão, em Toledo. Foram feitas, ao longo de décadas, várias tentativas para localizar a sua tumba, o que só ocorreu em 1856. Parte dos restos mortais foi transportada para o Brasil e se encontra, desde 2004, na Catedral Metropolitana de São Paulo.
  
Figura como uma das personagens centrais de Memorial do Convento, romance de José Saramago.
       

Daguerre, o inventor da fotografia, nasceu há 238 anos

Louis Daguerre em 1844 (daguerreótipo do próprio inventor)
   
Louis Jacques Mandé Daguerre (Cormeilles-en-Parisi, Val-d'Oise, 18 de novembro de 1787 - Bry-sur-Marne, 10 de julho de 1851) foi um pintor, cenógrafo, físico e inventor francês, tendo sido o primeiro a conseguir uma imagem fixa pela ação direta da luz, em1835 - o daguerreótipo.
No prosseguimento das experiências fotográficas de Joseph Nicéphore Niépce, a descoberta decisiva coube a Louis Daguerre, que em 1835 apanhou uma placa revestida de prata sensibilizada com iodeto de prata, que apesar de exposta não apresentava sequer vestígios de imagem, guardou-a displicentemente num armário e, ao abri-lo no dia seguinte, encontrou uma imagem revelada. Fez experiências, por eliminação com os outros produtos que estavam no armário, para descobrir que a imagem latente tinha sido revelada por ação do mercúrio.
Em 1837, ele já havia padronizado o processo que ainda tinha como grandes problemas, longo tempo de exposição (15 a 30 minutos), a imagem era invertida e o contraste era muito baixo. A imagem formada na chapa, depois de revelada, continuava sensível à luz do dia e rapidamente era destruída; Daguerre solucionou este último problema ao descobrir que, mergulhando as chapas reveladas numa solução aquecida de sal de cozinha, este tinha um poder fixador, obtendo assim uma imagem inalterável.
Daguerre tinha problemas financeiros e não conseguiu obter o apoio de industriais por querer manter secreta a parte fundamental do seu processo. Em 1839, vendeu a sua invenção, o daguerreótipo, ao governo francês, tendo ficado a receber uma renda vitalícia de 6.000 francos anuais e Isidore Niépce, filho de Nicéphore, recebia 4.000.
   

O Aleijadinho morreu há 211 anos...

      
António Francisco Lisboa, mais conhecido como Aleijadinho, (Ouro Preto, circa 29 de agosto de 1730 ou, mais provavelmente, 1738 - Ouro Preto, 18 de novembro de 1814) foi um importante escultor, entalhador e arquiteto do Brasil colonial.
Pouco se sabe com certeza sobre sua biografia, que permanece até hoje envolta em cerrado véu de lenda e controvérsia, tornando muito árduo o trabalho de pesquisa sobre ele e ao mesmo tempo transformando-o em uma espécie de herói nacional. A principal fonte documental sobre o Aleijadinho é uma nota biográfica escrita cerca de quarenta anos depois da sua morte. A sua trajetória é reconstituída principalmente através das obras que deixou, embora mesmo neste âmbito a sua contribuição seja controversa, já que a atribuição da autoria da maior parte das mais de quatrocentas criações, que hoje existem associadas ao seu nome, foi feita sem qualquer comprovação documental, baseando-se apenas em critérios de semelhança estilística com peças documentadas.
Toda a sua obra, entre talha, projetos arquitetónicos, relevos e estatuária, foi realizada em Minas Gerais, especialmente nas cidades de Ouro Preto, Sabará, São João del-Rei e Congonhas. Os principais monumentos que contém suas obras são a Igreja de São Francisco de Assis de Ouro Preto e o Santuário do Bom Jesus de Matosinhos. Com um estilo relacionado com o barroco e o rococó, é considerado pela crítica brasileira, quase consensualmente, como o maior expoente da arte colonial no Brasil e, ultrapassando as fronteiras brasileiras, para alguns estudiosos estrangeiros é o maior nome do barroco americano, merecendo um lugar destacado na história da arte do ocidente.
   

Cena do carregamento da cruz, na Via Sacra de Congonhas

 

 in Wikipédia

O tratado que originou o Canal do Panamá foi assinado há 122 anos

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O tratado Hay-Bunau-Varilla foi assinado em 18 de novembro de 1903 (menos de um mês depois da independência do Panamá da Colômbia), quando Philipe Bunau-Varilla viajou para Washington, DC e Nova Iorque, para negociar os termos do tratado com diversos membros do governo dos Estados Unidos da América, mais precisamente com o Secretário de Estado John Hay.
Os dois homens negociaram os termos de venda do Canal do Panamá e da zona à sua volta. Bunau-Varilla era um francês envolvido na construção do canal, sob as ordens de Ferdinand de Lesseps, o mesmo homem que comandara a construção do Canal de Suez. Esse tratado também é chamado de "o tratado que nenhum panamenho assinou", apesar de eles, mais tarde, terem concordado com os seus termos (sob pressão do governo dos Estados Unidos).


 


A Zona do Canal do Panamá (em espanhol Zona del Canal de Panamá) era um território de 1.432 km² (553 milhas²) dentro do Panamá, consistindo do Canal do Panamá e de uma área de 8,1 km (5 milhas) de largura de cada lado. Essa zona foi criada a 18 de novembro de 1903, com a assinatura do Tratado Hay-Bunau-Varilla.
De 1903 a 1977, o território foi controlado pelos Estados Unidos, que construiu e financiou a construção do canal. De 1977 a 1999, o canal esteve sob jurisdição conjunta dos EUA e do Panamá. Em 1977, os Tratados Torrijos-Carter estabeleceram a neutralidade do canal e a cessão do controle de toda a zona ao Panamá.
Durante o controle da zona do canal pelos Estados Unidos, o território, com exceção do canal propriamente dito, era usado principalmente para fins militares; no entanto, aproximadamente 3.000 civis norte-americanos (chamados "zonians") habitavam lá, como residentes permanentes. O uso militar da zona pelos EUA acabou quando esta retornou ao controle panamenho. Ela é agora um destino turístico, especialmente para navios de cruzeiros.
Existem duas pontes importantes na zona do canal do Panamá: a Ponte das Américas, a mais antiga, e a Ponte Centenária, inaugurada em 2004. Ambas foram construídas sobre o canal com o propósito de proporcionar e facilitar o crescente tráfego entre as partes norte e sul do continente americano. A região também conta, ou já contou no passado, com pontes bem menores e mesmo, em alguns casos, pontes temporárias.
   

Compay Segundo nasceu há 118 anos...

   
Compay Segundo, nome artístico de Máximo Francisco Repilado Muñoz Telles (Siboney, Santiago de Cuba, 18 de novembro de 1907 - Havana, 13 de julho de 2003) foi um cantor, guitarrista, clarinetista, tresero e compositor cubano.