quinta-feira, janeiro 01, 2026
Para matar saudades de Lhasa de Sela, uma canção com sabor geológico...
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Pedro Luna
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Marcadores: fool's gold, Lhasa de Sela, morte, música
Há dezasseis anos, até o céu de Montreal chorou a partida de Lhasa...

The singer Lhasa de Sela passed away in her Montreal home on the night of January 1st 2010, just before midnight.
She succumbed to breast cancer after a twenty-one month long struggle, which she faced with courage and determination.
Throughout this difficult period, she continued to touch the lives of those around her with her characteristic grace, beauty and humor. The strength of her will carried her once again into the recording studio, where she completed her latest album, followed by successful record launches in Montreal at the Théatre Corona and in Paris at the Théatre des Bouffes du Nord. Two concerts in Iceland in May were to be her last.
She was forced to cancel a long international tour scheduled for autumn 2009. A projected album of the songs of Victor Jara and Violeta Parra would also remain unrealized.
Lhasa de Sela was born on September 27, 1972, in Big Indian, New York.
Lhasa's unusual childhood was marked by long periods of nomadic wandering through Mexico and the U.S., with her parents and sisters in the school bus which was their home. During this period the children improvised, both theatrically and musically, performing for their parents on a nightly basis. Lhasa grew up in a world imbued with artistic discovery, far from conventional culture.
Later Lhasa became the exceptional artist that the entire world discovered in 1997 with La Llorona, followed by 2003's The Living Road, and 2009's self-titled LHASA. These three albums have sold over a million copies world-wide.
It is difficult to describe her unique voice and stage presence, which earned her iconic status in many countries throughout the world, but some Journalists have described it as passionate, sensual, untameable, tender, profound, troubling, enchanting, hypnotic, hushed, powerful, intense, a voice for all time.
Lhasa had a unique way of communicating with her public. She dared to open her heart on stage, allowing her audience to experience an intimate connection and communion with her. She profoundly affected and inspired many people throughout the cities and countries she visited.
An old friend of Lhasa's, Jules Beckman, offered these words:
"We have always heard something ancestral coming through her. She has always spoken from the threshold between the worlds, outside of time. She has always sung of human tragedy and triumph, estrangement and seeking with a Witness's wisdom. She has placed her life at the feet of the Unseen."
Lhasa leaves behind her partner Ryan, her parents Alejandro and Alexandra, her step-mother Marybeth, her 9 brothers and sisters (Gabriela, Samantha, Ayin, Sky, Miriam, Alex, Ben, Mischa and Eden), her 16 nieces and nephews, her cat Isaan, and countless friends, musicians, and colleagues who have accompanied her throughout her career, not to mention her innumerable admirers throughout the world.
Her family and close friends were able to mourn peacefully during the last two days, and greatly appreciated this meaningful period of quiet intimacy. Funeral and services will be held privately.
It has snowed more than 40 hours in Montreal since Lhasa's departure.
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Pedro Luna
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Marcadores: La Llorona, Lhasa de Sela, morte, música
Soon this place will be too small...
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Pedro Luna
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Marcadores: Lhasa de Sela, morte, música, Soon this place will be too small
segunda-feira, dezembro 01, 2025
Poesia de um livro publicado nesta data e adequado ao dia...
O Infante
Deus quer, o homem sonha, a obra nasce.
Deus quis que a terra fosse toda uma,
Que o mar unisse, já não separasse.
Sagrou-te, e foste desvendando a espuma,
E a orla branca foi de ilha em continente,
Clareou, correndo, até ao fim do mundo,
E viu-se a terra inteira, de repente,
Surgir, redonda, do azul profundo.
Quem te sagrou criou-te português.
Do mar e nós em ti nos deu sinal.
Cumpriu-se o Mar, e o Império se desfez.
Senhor, falta cumprir-se Portugal!
in Mensagem (1934) - Fernando Pessoa
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Marcadores: Fernando Pessoa, inglês, literatura, Mensagem, modernismo, morte, poesia, Português, tradutor
quarta-feira, novembro 19, 2025
Porque este país te mata lentamente...
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Pedro Luna
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Marcadores: Camões e a tença, cantautor, José Mário Branco, morte, música, música de intervenção
José Mário Branco morreu há seis anos...
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Fernando Martins
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Marcadores: cantautor, Inquietação, José Mário Branco, morte, música, música de intervenção
segunda-feira, outubro 13, 2025
Morreram dois grandes poetas da língua portuguesa há 57 anos...
Assim eu quereria meu último poema
Que fosse terno dizendo as coisas mais simples e menos intencionais
Que fosse ardente como um soluço sem lágrimas
Que tivesse a beleza das flores quase sem perfume
A pureza da chama em que se consomem os diamantes mais límpidos
A paixão dos suicidas que se matam sem explicação.
Manuel Bandeira
Cristovam Pavia, ou Cristóvam Pavia, pseudónimo de Francisco António Lahmeyer Flores Bugalho (Lisboa, 7 de outubro de 1933 - Lisboa, 13 de outubro de 1968) foi um poeta português, filho do também poeta Francisco Bugalho (da geração da revista Presença), oriundo de Castelo de Vide.
Além do pseudónimo Cristovam Pavia, António Flores Bugalho assinou
composições com os pseudónimos Sisto Esfudo, Marcos Trigo e Dr. Geraldo
Menezes da Cunha Ferreira.
Para José Bento, "A poesia de Cristovam Pavia é a revelação de si
próprio, de uma personalidade em conflito com o mundo em que vive e que
procura uma fuga pela recuperação da infância morta, pela aceitação do
seu conhecer-se diferente e despojado do que lhe é mais caro (a
infância, o amor, o espaço e o tempo em que ambos se situavam), a
transformação do seu próprio ser pelo sofrimento, num movimento de
ascese e de autodestruição, quando o poeta atinge a consciência de si
próprio e da sua voz."
A tarde declina com uma luz ténue.
Estou grave e calmo.
E não preciso de ninguém
Nem a luz da tarde me comove: entendo-a.
Até as imagens me são inúteis porque contemplo tudo.
Os ventos rodam, rodam, gemem e cantam
E voltam. São os mesmos.
Como os conheço desde a infância!
E a terra húmida das tapadas da quinta...
O estrume da égua morta quando eu tinha seis anos
Gira transparente nesta brisa fria...
(Na noite gotas de orvalho sumiam-se sob as folhas das ervas)
Oh, não há solidão, nas neblinas de inverno
Pela erma planície...
E foi engano julgar-te morto e tão só nas tapadas em silêncio...
Agora sei que vives mais
Porque começo a sentir a tua presença, grande como o silêncio...
Já me não vem a vaga tristeza do teu chamamento longínquo
Já me confundo contigo.
Cristovam Pavia
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Fernando Martins
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quinta-feira, maio 15, 2025
Elio de Angelis morreu há 39 anos...
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Fernando Martins
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Marcadores: acidente, automobilismo, Bernie Ecclestone, Brabham, Elio de Angelis, Fórmula 1, morte
sábado, fevereiro 01, 2025
Porque o nosso Rei e o Príncipe da Beira foram assassinados há 117 anos...
Hope There's Someone - Antony And The Johnsons
Hope there's someone
Who'll take care of me
When I die, will I go
Hope there's someone
Who'll set my heart free
Nice to hold when I'm tired
There's a ghost on the horizon
When I go to bed
How can I fall asleep tonight
How will I rest my head
Oh I'm scared of the middle place
Between light and nowhere
I don't want to be the one
Left in there, left in there
There's a man on the horizon
Wish that I'd go to bed
If I fall to his feet tonight
Will allow rest my head
So here's hoping I will not drown
Or paralyze in light
And godsend I don't want to go
To the sea's watershed
Hope there's someone
Who'll take care of me
When I die, Will I go
Hope there's someone
Who'll set my heart free
Nice to hold when I'm tired
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Pedro Luna
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Marcadores: 1 de Fevereiro, Antony And The Johnsons, assassinato, carbonária, D. Carlos I, D. Luís Filipe, Hope There's Someone, morte, música, regicídio, saudades, tristeza
quarta-feira, janeiro 01, 2025
Canção geológica para matar as saudades de Lhasa de Sela...
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Adelaide Martins
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Marcadores: fool's gold, Lhasa de Sela, morte, música
Soon this place will be too small...
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Pedro Luna
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Marcadores: Lhasa de Sela, morte, música, Soon this place will be too small
Os céus de Montreal choraram a partida de Lhasa há quinze anos...

The singer Lhasa de Sela passed away in her Montreal home on the night of January 1st 2010, just before midnight.
She succumbed to breast cancer after a twenty-one month long struggle, which she faced with courage and determination.
Throughout this difficult period, she continued to touch the lives of those around her with her characteristic grace, beauty and humor. The strength of her will carried her once again into the recording studio, where she completed her latest album, followed by successful record launches in Montreal at the Théatre Corona and in Paris at the Théatre des Bouffes du Nord. Two concerts in Iceland in May were to be her last.
She was forced to cancel a long international tour scheduled for autumn 2009. A projected album of the songs of Victor Jara and Violeta Parra would also remain unrealized.
Lhasa de Sela was born on September 27, 1972, in Big Indian, New York.
Lhasa's unusual childhood was marked by long periods of nomadic wandering through Mexico and the U.S., with her parents and sisters in the school bus which was their home. During this period the children improvised, both theatrically and musically, performing for their parents on a nightly basis. Lhasa grew up in a world imbued with artistic discovery, far from conventional culture.
Later Lhasa became the exceptional artist that the entire world discovered in 1997 with La Llorona, followed by 2003's The Living Road, and 2009's self-titled LHASA. These three albums have sold over a million copies world-wide.
It is difficult to describe her unique voice and stage presence, which earned her iconic status in many countries throughout the world, but some Journalists have described it as passionate, sensual, untameable, tender, profound, troubling, enchanting, hypnotic, hushed, powerful, intense, a voice for all time.
Lhasa had a unique way of communicating with her public. She dared to open her heart on stage, allowing her audience to experience an intimate connection and communion with her. She profoundly affected and inspired many people throughout the cities and countries she visited.
An old friend of Lhasa's, Jules Beckman, offered these words:
"We have always heard something ancestral coming through her. She has always spoken from the threshold between the worlds, outside of time. She has always sung of human tragedy and triumph, estrangement and seeking with a Witness's wisdom. She has placed her life at the feet of the Unseen."
Lhasa leaves behind her partner Ryan, her parents Alejandro and Alexandra, her step-mother Marybeth, her 9 brothers and sisters (Gabriela, Samantha, Ayin, Sky, Miriam, Alex, Ben, Mischa and Eden), her 16 nieces and nephews, her cat Isaan, and countless friends, musicians, and colleagues who have accompanied her throughout her career, not to mention her innumerable admirers throughout the world.
Her family and close friends were able to mourn peacefully during the last two days, and greatly appreciated this meaningful period of quiet intimacy. Funeral and services will be held privately.
It has snowed more than 40 hours in Montreal since Lhasa's departure.
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Pedro Luna
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Marcadores: La Llorona, Lhasa de Sela, morte, música
Música adequada à data...
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Pedro Luna
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domingo, dezembro 01, 2024
Poesia de um livro publicado nesta data, adequado ao dia...
O Infante
Deus quer, o homem sonha, a obra nasce.
Deus quis que a terra fosse toda uma,
Que o mar unisse, já não separasse.
Sagrou-te, e foste desvendando a espuma,
E a orla branca foi de ilha em continente,
Clareou, correndo, até ao fim do mundo,
E viu-se a terra inteira, de repente,
Surgir, redonda, do azul profundo.
Quem te sagrou criou-te português.
Do mar e nós em ti nos deu sinal.
Cumpriu-se o Mar, e o Império se desfez.
Senhor, falta cumprir-se Portugal!
in Mensagem (1934) - Fernando Pessoa
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Fernando Martins
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Marcadores: Fernando Pessoa, inglês, literatura, Mensagem, modernismo, morte, poesia, Português, tradutor
sábado, novembro 30, 2024
Fernando Pessoa morreu há 89 anos...
Fernando Pessoa em 1914
Fernando António Nogueira Pessoa (Lisboa, 13 de junho de 1888 - Lisboa, 30 de novembro de 1935), mais conhecido como Fernando Pessoa, foi um poeta, filósofo e escritor português.
(...)
Morte
Pessoa foi internado no dia 29 de novembro de 1935, no Hospital de São Luís dos Franceses, em Lisboa, com diagnóstico de "cólica hepática" causada por cálculo biliar, associado a cirrose hepática, diagnóstico que é hoje contestado por estudos médicos, embora o excessivo consumo de álcool ao longo da sua vida seja consensualmente considerado como um importante fator causal. Segundo um desses estudos, Pessoa não revelava alguns dos sintomas mais típicos de cirrose hepática, tendo provavelmente sido vítima de uma pancreatite aguda. Morreu no dia 30 de novembro, com 47 anos de idade. A sua última frase foi escrita na cama do hospital, em inglês, com a data de 29 de novembro de 1935: "I know not what tomorrow will bring" ("Não sei o que o amanhã trará").
Legado
Pode-se dizer que a vida do poeta foi dedicada a criar e que, de tanto criar, criou outras vidas através dos seus heterónimos, o que foi a sua principal característica e motivo de interesse pela sua pessoa, aparentemente muito pacata. Alguns críticos questionam se Pessoa realmente teria transparecido o seu verdadeiro eu ou se tudo não teria passado de um produto, entre tantos, da sua vasta criação. Ao tratar de temas subjectivos e usar a heteronímia, torna-se enigmático ao extremo. Este facto é o que move grande parte das buscas para estudar a sua obra. O poeta e crítico brasileiro Frederico Barbosa declara que Fernando Pessoa foi "o enigma em pessoa". Escreveu sempre, desde o primeiro poema aos sete anos, até ao leito de morte. Importava-se com a intelectualidade do homem, e pode-se dizer que a sua vida foi uma constante divulgação da língua portuguesa: nas próprias palavras do heterónimo Bernardo Soares, "a minha pátria (sic) é a língua portuguesa". O mesmo empenho é patente no seguinte poema:
| Agora, tendo visto tudo e sentido tudo, tenho o dever de me fechar em casa no meu espírito e trabalhar, quanto possa e em tudo quanto possa, para o progresso da civilização e o alargamento da consciência da humanidade |
-
-
- Fernando Pessoa, carta a Armando Côrtes-Rodrigues - 19.01.1915.
-
O poeta mexicano Octavio Paz, laureado com o Nobel de Literatura, diz que "os poetas não têm biografia. A sua obra é a sua biografia" e que, no caso de Fernando Pessoa, "nada na sua vida é surpreendente - nada, exceto os seus poemas". Em The Western Canon, Harold Bloom incluiu-o entre os cânones ocidentais, no capítulo Borges, Neruda e Pessoa: o Whitman Hispano-Português (pg. 451, 1995).
Na comemoração do centenário do nascimento de Pessoa, em 1988, o seu corpo foi trasladado para o Mosteiro dos Jerónimos, confirmando o reconhecimento que não teve em vida.
Senhor, a noite veio e a alma é vil.
Tanta foi a tormenta e a vontade!
Restam-nos hoje, no silêncio hostil,
O mar universal e a saudade.
Mas a chama, que a vida em nós criou,
Se ainda há vida ainda não é finda.
O frio morto em cinzas a ocultou:
A mão do vento pode erguê-la ainda.
Dá o sopro, a aragem — ou desgraça ou ânsia —
Com que a chama do esforço se remoça,
E outra vez conquistaremos a Distância —
Do mar ou outra, mas que seja nossa!
in Mensagem (1934) - Fernando Pessoa
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Fernando Martins
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Marcadores: Alberto Caeiro, Álvaro de Campos, Fernando Pessoa, inglês, literatura, Mensagem, modernismo, morte, poesia, Português, Ricardo Reis, tradutor
terça-feira, novembro 19, 2024
Este país te mata lentamente...
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Pedro Luna
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Marcadores: Camões e a tença, cantautor, José Mário Branco, morte, música, música de intervenção
José Mário Branco deixou-nos há cinco anos...
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Marcadores: cantautor, Inquietação, José Mário Branco, morte, música, música de intervenção
domingo, outubro 13, 2024
A língua portuguesa perdeu dois dos seus maiores poetas há 56 anos...
Assim eu quereria meu último poema
Que fosse terno dizendo as coisas mais simples e menos intencionais
Que fosse ardente como um soluço sem lágrimas
Que tivesse a beleza das flores quase sem perfume
A pureza da chama em que se consomem os diamantes mais límpidos
A paixão dos suicidas que se matam sem explicação.
Manuel Bandeira
Cristovam Pavia, ou Cristóvam Pavia, pseudónimo de Francisco António Lahmeyer Flores Bugalho (Lisboa, 7 de outubro de 1933 - Lisboa, 13 de outubro de 1968) foi um poeta português, filho do também poeta Francisco Bugalho (da geração da revista Presença), oriundo de Castelo de Vide.
Além do pseudónimo Cristovam Pavia, António Flores Bugalho assinou
composições com os pseudónimos Sisto Esfudo, Marcos Trigo e Dr. Geraldo
Menezes da Cunha Ferreira.
Para José Bento, "A poesia de Cristovam Pavia é a revelação de si
próprio, de uma personalidade em conflito com o mundo em que vive e que
procura uma fuga pela recuperação da infância morta, pela aceitação do
seu conhecer-se diferente e despojado do que lhe é mais caro (a
infância, o amor, o espaço e o tempo em que ambos se situavam), a
transformação do seu próprio ser pelo sofrimento, num movimento de
ascese e de autodestruição, quando o poeta atinge a consciência de si
próprio e da sua voz."
A tarde declina com uma luz ténue.
Estou grave e calmo.
E não preciso de ninguém
Nem a luz da tarde me comove: entendo-a.
Até as imagens me são inúteis porque contemplo tudo.
Os ventos rodam, rodam, gemem e cantam
E voltam. São os mesmos.
Como os conheço desde a infância!
E a terra húmida das tapadas da quinta...
O estrume da égua morta quando eu tinha seis anos
Gira transparente nesta brisa fria...
(Na noite gotas de orvalho sumiam-se sob as folhas das ervas)
Oh, não há solidão, nas neblinas de inverno
Pela erma planície...
E foi engano julgar-te morto e tão só nas tapadas em silêncio...
Agora sei que vives mais
Porque começo a sentir a tua presença, grande como o silêncio...
Já me não vem a vaga tristeza do teu chamamento longínquo
Já me confundo contigo.
Cristovam Pavia
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00:56
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Marcadores: Cristovam Pavia, Manuel Bandeira, morte, poesia, suicídio
quarta-feira, maio 15, 2024
Elio de Angelis morreu há 38 anos...
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Fernando Martins
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Marcadores: acidente, automobilismo, Bernie Ecclestone, Brabham, Elio de Angelis, Fórmula 1, morte
quinta-feira, fevereiro 01, 2024
El-Rei e o Príncipe da Beira foram assassinados há 116 anos...
Nesta triste data, ainda os choramos e recordamos, bem como recordamos a canalha que os matou e os
pseudo-portugueses que defendem assassinos e assassinatos... Celebremos a vida do Rei D. Carlos I e do seu filho Luís Filipe, não a sua morte, com uma música triste e adequada à data:
Hope There's Someone - Antony And The Johnsons
Hope there's someone
Who'll take care of me
When I die, will I go
Hope there's someone
Who'll set my heart free
Nice to hold when I'm tired
There's a ghost on the horizon
When I go to bed
How can I fall asleep tonight
How will I rest my head
Oh I'm scared of the middle place
Between light and nowhere
I don't want to be the one
Left in there, left in there
There's a man on the horizon
Wish that I'd go to bed
If I fall to his feet tonight
Will allow rest my head
So here's hoping I will not drown
Or paralyze in light
And godsend I don't want to go
To the sea's watershed
Hope there's someone
Who'll take care of me
When I die, Will I go
Hope there's someone
Who'll set my heart free
Nice to hold when I'm tired
Postado por
Pedro Luna
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19:08
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