segunda-feira, março 17, 2025
Gary Sinise celebra hoje setenta anos...!
Postado por Fernando Martins às 00:07 0 comentários
Marcadores: actor, Apollo 13, CSI: New York, Forrest Gump, Gary Sinise, Lieutenant Dan Band, Mac Taylor, música
O poeta Nuno Júdice morreu há um ano...
Nuno Manuel Gonçalves Júdice Glória (Portimão, Mexilhoeira Grande, 29 de abril de 1949 – Lisboa, 17 de março de 2024) foi um ensaísta, poeta, ficcionista e professor universitário português.
Biografia
Licenciou-se em Filologia Românica pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e obteve o grau de Doutor pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, com uma dissertação sobre Literatura Medieval.
Professor do ensino secundário, desde 1992 até 1997, foi professor da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, até à sua aposentação, como professor associado, em 2015.
Foi diretor da revista literária Tabacaria (1996-2009), editada pela Casa Fernando Pessoa e Comissário para a área da Literatura da representação portuguesa à 49ª Feira do Livro de Frankfurt. Foi também Conselheiro Cultural da Embaixada de Portugal (1997-2004) e diretor do Instituto Camões em Paris. Organizou a Semana Europeia da Poesia, no âmbito da Lisboa '94 - Capital Europeia da Cultura. Foi diretor da Revista Colóquio-Letras da Fundação Calouste Gulbenkian.
Poeta e ficcionista, a sua estreia literária deu-se com A Noção de Poema (1972). Em 1985 receberia o Prémio Pen Clube, o Prémio D. Dinis da Casa de Mateus, em 1990. Em 1994 a Associação Portuguesa de Escritores distinguiu-o pela publicação de Meditação sobre Ruínas, finalista do Prémio Europeu de Literatura Aristeion. Assinou ainda obras para teatro e traduziu autores como Corneille e Emily Dickinson.
A sua obra inclui antologias, edições de crítica literária, estudos sobre Teoria da Literatura e Literatura Portuguesa. Mantinha colaboração regular na imprensa. Lançou, em 1993, a antologia sobre literatura portuguesa do século XX, Voyage dans un siècle de Littérature Portugaise.
Tem obras traduzidas em Espanha, Itália, Venezuela, Inglaterra, França, México, Irão, China, Albânia, Suécia, Dinamarca, Grécia, Marrocos, Líbano, Colômbia, Canadá e República Checa.
Morreu a 17 de março de 2024, na Fundação Champalimaud, em Lisboa, onde se encontrava internado.
in Wikipédia
PRINCÍPIOS
Podíamos saber um pouco mais
da morte. Mas não seria isso que nos faria
ter vontade de morrer mais
depressa.
Podíamos saber um pouco mais
da vida. Talvez não precisássemos de viver
tanto, quando só o que é preciso é saber
que temos de viver.
Podíamos saber um pouco mais
do amor. Mas não seria isso que nos faria deixar
de amar ao saber exactamente o que é o amor, ou
amar mais ainda ao descobrir que, mesmo assim,
nada
sabemos do amor.
Nuno Júdice
Postado por Fernando Martins às 00:01 0 comentários
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Viva a Irlanda - hoje é dia de São Patrício!
Postado por Fernando Martins às 00:00 0 comentários
Marcadores: Apóstolo da Irlanda, celtas, Dia de São Patrício, Irlanda, Lá Fhéile Pádraig, São Patrício
domingo, março 16, 2025
E venham mais quarenta anos de Estudantina...!
Postado por Fernando Martins às 23:32 0 comentários
Marcadores: Académica, Coimbra, Estudantina, Estudantina Universitária de Coimbra, F.R.A., ginga malaia, Lafões, música, Secção de fado
Saudades de Natália Correia...
Decididamente a palavra
quer entrar no poema e dispõe
com caligráfica raiva
do que o poeta no poema põe.
Entretanto o poema subsiste
informal em teus olhos talvez
mas perdido se em precisa palavra
significas o que vês.
Virtualmente teus cabelos sabem
se espalhando avencas no travesseiro
que se eu digo prodigiosos cabelos
as insólitas flores que se abrem
não têm sua cor nem seu cheiro.
Finalmente vejo-te e sei que o mar
o pinheiro a nuvem valem a pena
e é assim que sem poetizar
se faz a si mesmo o poema.
in O Vinho e a Lira (1969) - Natália Correia
Postado por Pedro Luna às 22:22 0 comentários
Marcadores: Açores, deputada, Natália Correia, poesia
Notícia interessante de Paleontologia...
Não é um pássaro, um avião ou dinossauro. É o Quetzalcoatlus (e vai voar outra vez)

Foi o maior animal que alguma vez se elevou nos ares do nosso planeta. Com 12 metros de envergadura e 500 quilos, o Quetzalcoatlus não era um dinossauro, tinha que saltar para levantar voo, e vai voltar a voar - no Museu da Ciência da Virgínia, nos Estados Unidos.
Era um réptil gigante, do tamanho de uma girafa, e foi a maior criatura voadora que já existiu. Tinha de saltar cerca de 2,4m do chão para conseguir levantar voo.
Este pterossauro, designado Quetzalcoatlus (pronuncia-se ket-zel-co-uat-lus), fazia parte de grupo extinto de répteis voadores. Tinha membros finos, um bico bastante longo e asas com 12 metros de comprimento.
Embora parente dos dinossauros, o Quetzalcoatlus não era um dinossauro, mas um pterossauro de quase 500 quilos, que viveu entre 70 e 66 milhões de anos atrás.
Apesar de se ter extinguido e passado à (pré)história, podemos agora observar uma representação em tamanho real desta criatura magnífica, em todo o seu esplendor, no Museu da Ciência da Virgínia, nos Estados Unidos.
O exemplar está suspenso no teto do museu, visível dos três andares do edifício, à medida que os visitantes se deslocam pela que já foi uma histórica estação de comboios.
Está representado em voo, com as asas estendidas a 11 metros de altura. O seu corpo inclinado, com 8 metros, está coberto por milhões de picnofibras pintadas à mão, com um revestimento corporal felpudo, e a sua enorme boca está aberta - pormenores todos eles destinados a dar vida à criatura.
Esta representação do réptil gigante é o maior Quetzalcoatlus alguma vez produzido, o único alguma vez feito com a boca aberta e o único com esta coloração, dada por uma pintura personalizada, criada pelo maior fabricante mundial de animais cientificamente exatos com qualidade de museu.
Para celebrar a chegada do seu novo hóspede” o Museu está a organizar uma Festa Pré-Histórica, conta o RVA Hub. As pessoas esperam ver dinossauros quando visitam um museu de ciência, mas o Museu da Ciência da Virgínia quer dar aos visitantes algo ainda melhor: o inesperado.
50 anos depois da descoberta dos ossos fossilizados do majestoso pterossauro, no Parque Nacional de Big Bend, no Texas, Estados Unidos, um estudo publicado em 2021 na Journal of Vertebrate Paleontology explicava, finalmente, como é que um animal tão grande conseguia voar.
E, na próxima sexta-feira, um evento especial com o nome de “Science After Dark” irá dar aos visitantes a oportunidade de ver o Quetzalcoatlus em ação.
Misterioso, impressionante e inspirador, tal como um dinossauro, o Quetzalcoatlus irá proporcionará um momento de descoberta e deleite a visitantes de todas as idades.
in ZAP
Postado por Fernando Martins às 16:09 0 comentários
Marcadores: Paleontologia, pterossáurios, Quetzalcoatlus
Música adequada à data - para matar saudades...
Postado por Adelaide Martins às 15:51 0 comentários
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Hoje é um dia importante para a melhor Tuna académica portuguesa...!
Estudantina Universitária de Coimbra - Maria
Poema de Antero de Quental
Tenho cantado esperanças...
Tenho falado d'amores...
Das saudades e dos sonhos
Com que embalo as minhas dores...
Entre os ventos suspirando
Vagas, ténues harmonias,
Tendes visto como correm
Minhas doidas fantasias.
E eu cuidei que era poesia
Todo esse louco sonhar...
Cuidei saber o que e vida
Só porque sei delirar...
Só porque a noite, dormindo
Ao seio duma visão,
Encontrava algum alivio,
Meu dorido coração,
Cuidei ser amor aquilo
E ser aquilo viver...
Oh! que sonhos que se abraçam
Quando se quer esquecer !
Eram fantasmas que a noite
Trouxe, e o dia ja levou...
A luz d?estranha alvorada
Hoje minha alma acordou !
Esquecei aqueles cantos...
Só agora sei falar !
Perdoa-me esses delírios...
Só agora soube amar !
Estudantina Universitária de Coimbra - Capa negra, rosa negra
Música: António Portugal & Adriano Correia de Oliveira
Letra: Manuel Alegre
Capa negra, rosa negra
Rosa negra sem roseira
Abre-te bem nos meus ombros
Como o vento numa bandeira.
Abre-te bem nos meus ombros
Vira costas à saudade
Capa negra, rosa negra
Bandeira de liberdade.
Eu sou livre como as aves
E passo a vida a cantar
Coração que nasceu livre
Não se pode acorrentar.
Postado por Fernando Martins às 14:41 0 comentários
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Mais dados sobre o Menino do Lapedo...
O “Menino do Lapedo” foi finalmente datado

Menino do Lapedo, reconstituição
Descoberto em Portugal em 1998, o “Menino do Lapedo” deixou os cientistas perplexos durante muito tempo, graças a uma curiosa mistura de caraterísticas. Agora, o esqueleto misterioso da criança com traços de homo sapiens e neandertal foi finalmente datado por arqueólogos.
Em 1998, os arqueólogos descobriram os restos do esqueleto de uma criança no Lagar Velho, no Vale do Lapedo, situado na freguesia de Santa Eufémia, distrito de Leiria.
Quando a equipa examinou mais de perto os ossos manchados de ocre, ficou surpreendida ao descobrir que a “criança do Lapedo” tinha uma mistura de caraterísticas neandertais e humanas.
Utilizando a datação por radiocarbono, os arqueólogos tentaram descobrir quando é que a criança tinha sido enterrada, mas não conseguiram determinar um período de tempo fiável - apenas que teria sido há cerca de 30 mil anos.
Agora, usando um novo método de datação, um grupo internacional de investigadores - incluindo o arqueólogo João Zilhão e a antropóloga Cidália Duarte, membros da equipa que originalmente tinha encontrado os ossos - deduziu que a criança foi enterrada entre 27.780 e 28.550 anos atrás.
Os resultados do estudo foram apresentados num artigo publicado na sexta-feira na revista Science Advances.
“Ser capaz de datar a criança com sucesso foi como devolver-lhe um pequeno pedaço da sua história, o que é um enorme privilégio”, diz Bethan Linscott, geoquímica da Universidade de Miami e co-autora do estudo, à Associated Press.
O novo intervalo de datas contribui para o crescente conhecimento dos cientistas sobre a relação entre o Homo sapiens e os Neandertais. O ADN antigo indica que as duas espécies se cruzaram durante milhares de anos, antes de os Neandertais desaparecerem, há cerca de 40.000 anos.
Os cientistas há muito que se interrogam sobre a curiosa mistura de traços humanos e neandertais da criança de Lapedo.
O esqueleto tinha, na sua maioria, caraterísticas humanas, mas também apresentava as proporções do corpo, a mandíbula e o osso occipital na parte de trás do crânio, caraterísticos dos Neandertais.


Na altura da descoberta do esqueleto, a ideia de que os humanos e os Neandertais se tinham hibridizado não era corrente; o genoma Neandertal só foi sequenciado mais de uma década depois, revelando como os humanos modernos têm quantidades variáveis de ADN Neandertal.
No seu estudo original de 1999, os investigadores sugeriram que a criança Lapedo era descendente de humanos e Neandertais que se tinham cruzado muito antes.
A ideia de que um humano e um Neandertal se hibridizaram diretamente para dar à luz a criança é complicada pela cronologia conhecida da extinção do Neandertal: a espécie tinha desaparecido em grande parte mais de 10.000 anos antes de a criança Lapedo viver, embora os Neandertais tenham desaparecido em alturas diferentes por toda a Europa.
“Havia algo estranho na anatomia da criança. Quando encontramos a mandíbula, sabíamos que seria um humano moderno, mas quando expusemos o esqueleto completo vimos que tinha as proporções corporais de um Neandertal”, explicou em 2023 João Zilhão, que liderou a equipa que em 1998 encontrou os ossos.
“A única coisa que poderia explicar essa combinação de características é que a criança era, de facto, evidência de que os neandertais e os humanos modernos se cruzaram”, detalhou o investigador da Universidade de Lisboa.
A nova cronologia estabelecida para a vida da criança fornece informações adicionais que os arqueólogos podem agora tomar em conta enquanto tentam desvendar os mistérios associados aos restos mortais, e oferecer novos conhecimentos sobre a sobreposição entre humanos e neandertais, bem como pistas sobre o eventual desaparecimento dos neandertais.
“A confirmação adicional da idade do sítio permite-nos compreender melhor, com base na morfologia, como se pode ter desenrolado o processo de substituição dos Neandertais pelo Homo sapiens”, diz Adam Van Arsdale, paleoantropólogo do Wellesley College que não esteve envolvido no estudo, ao Live Science.
Para determinar a idade da criança, os cientistas extraíram um aminoácido específico chamado hidroxiprolina do colagénio dos ossos. Esta técnica é boa para datar amostras arqueológicas contaminadas, como a criança Lapedo, explica Linscott.
A hidroxiprolina é rara na natureza e funciona essencialmente como uma “impressão digital” do colagénio, pelo que, ao datar a hidroxiprolina, podemos ter a certeza de que o carbono que estamos a datar provém diretamente do osso e não de contaminação”, detalha a arqueóloga.
A equipa utilizou a mesma técnica para datar outros artefactos encontrados na sepultura da criança, incluindo ossos de coelho, ossos de veado vermelho e carvão vegetal.
A análise sugere que o carvão e os ossos de veado vermelho eram muito mais velhos do que a criança e provavelmente já estavam no local quando a criança foi enterrada ou foram usados para posicionar o corpo dentro da cova.
Os ossos de coelho, pelo contrário, parecem ter sido colocados no local ao mesmo tempo que a criança, possivelmente como uma oferenda funerária.
Os humanos pré-históricos utilizaram o local durante cerca de 300 anos como local de abate e processamento de carcaças de animais. Mas após o enterro da criança, o local foi abandonado por mais de 2.000 anos.
Os cientistas não sabem bem porquê, mas dizem que a morte da criança terá tido um papel importante. “Talvez o acontecimento da morte tenha feito com que o local se tornasse tabu e uma regra social para o evitar tenha sido posta em prática até que a memória do acontecimento se desvanecesse”, conclui João Zilhão ao IFLS.
Mais de 25 anos depois da sua descoberta, o esqueleto do “Menino do Lapedo”, que em 2021 foi classificado como Tesouro Nacional, permanece depositado no Museu Nacional de Arqueologia, em Lisboa - estando ainda por decidir se algum dia será exposto ao público.
in ZAP
Postado por Fernando Martins às 13:32 0 comentários
Marcadores: Arqueologia, canhão do Lapedo, datação, Lagar Velho, Leiria, Menino do Lapedo, neandertais, vale do Lapedo
O precursor dos modernos foguetões teve o primeiro voo há 99 anos
Robert Hutchings Goddard (Worcester, 5 de outubro de 1882 - Baltimore, 10 de agosto de 1945) foi um físico experimental norte-americano.
Considerado pai dos modernos foguetes, tendo antevisto o posterior desenvolvimento da tecnologia espacial.
(...)
Goddard estudou no Worcester Polytechnic Institute e na Clark University, onde se especializou em física. Entre 1909 e 1943 deu aulas em diversos estabelecimentos de ensino, nomeadamente nestes dois onde estudou.
O interesse pelos foguetes levou-o a provar, em 1915, que estes aparelhos poderiam progredir no vácuo, recorrendo às leis de ação e reação. Em 1919 publicou um pequeno livro chamado "A Method of Reaching Extreme Altitudes" ("Um Método para Alcançar Altitudes Extremas") onde propunha um foguete capaz de atingir a Lua.
Passados quatro anos, testou os primeiros motores de foguete a usar combustíveis líquidos. Em 16 de março de 1926 lançou o primeiro foguete com combustível líquido, que utilizava uma mistura de petróleo e oxigénio líquido. O aparelho atingiu uma altura de 12,5 metros, depois de ter sido lançado perto do quintal de uma tia de Robert. No total, o voo durou 2,5 segundos e o foguete percorreu 56 metros até cair em cima de uma barraca abandonada.
in Wikipédia
Postado por Fernando Martins às 09:09 0 comentários
Marcadores: astronáutica, Centro de Voos Espaciais Goddard, Física, foguetões, GSFC, Robert Goddard
Jerry Lewis nasceu há 99 anos...
Jerry Lewis, nome artístico de Joseph Levitch (Newark, 16 de março de 1926 - Las Vegas, 20 de agosto de 2017), foi um comediante, roteirista, produtor, diretor e cantor norte-americano.
Tornou-se famoso por suas comédias estilo pastelão feita nos palcos, filmes, programas de rádio, de televisão e em suas músicas. Ficou conhecido por seu programa beneficente anual, o Jerry Lewis MDA Telethon, com o objetivo de ajudar crianças com distrofia muscular. Lewis ganhou vários prémios honorários, incluindo os do American Comedy Awards, The Golden Camera, Los Angeles Film Critics Association e do Festival de Venice, além de ter duas estrelas na Calçada da Fama. Em 2005, recebeu o Governors Award da Academia de Artes e Ciências Televisivas. Também é conhecido por criar o Teleton primeiramente nos Estados Unidos.
Em fevereiro de 2009 foi agraciado pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas com o Jean Hersholt Humanitarian Award, considerado o "Óscar Humanitário". Lewis também foi creditado como inventor do vídeo assist system, que possibilita maior visibilidade como ator e diretor ao mesmo tempo, durante a gravação de um filme (algumas pessoas contestam isso). Lewis também fez parceria com o cantor e ator Dean Martin, em 1946, formando a dupla Martin e Lewis. Fizeram sucesso em casas de shows e em filmes para a Paramount. Os dois separaram-se dez anos depois.
in Wikipédia
Postado por Fernando Martins às 09:09 0 comentários
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Manuel Cargaleiro nasceu há 98 anos...
«Comecei a minha vida de artista como ceramista e sou ceramista mesmo quando faço pintura a óleo. Não consigo imaginar uma coisa sem a outra. As minhas duas práticas, claro que se influenciam mutuamente. Não posso esquecer todos os meus conhecimentos sobre a história da faiança ou sobre a decoração mural quando pinto, assim como não esqueço a minha cultura pictórica quando crio em cerâmica. Está tudo muito ligado, e é isso que constitui a minha especificidade. Eu não copio os meus quadros nos azulejos: pinto diretamente sobre a faiança, sem desenho prévio, como numa tela.»
Pintor e ceramista português, era oriundo da Beira Baixa, onde nasceu em 1927. O seu pai, Manuel, era gestor agrícola, e a mãe, Ermelinda, uma especialista em mantas de retalhos coloridas com formas geométricas variadas (patchwork).
Inscreveu-se na Faculdade de Ciências de Lisboa e chegou a trabalhar num banco, mas frequentava as aulas livres da Academia de Belas-Artes e o atelier de olaria de José Trindade.
Em 1945, inicia as primeiras experiências de modelação de barro, na olaria de José Trindade, no Monte de Caparica.
Em 1946, inscreve-se na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, que vem a abandonar para se dedicar às artes plásticas, iniciando-se como ceramista na Fábrica Sant'Anna, em Lisboa.
Em 1949, participa na Primeira Exposição de Cerâmica Moderna organizado por António Ferro, na Sala de Exposições do Secretariado Nacional da Informação. Cultura Popular e Turismo (SNI), no Palácio Foz, em Lisboa.
Em 1950, organiza, com a Comissão Municipal de Turismo do Concelho de Almada, o I Salão de Artes Plásticas da Caparica, em Almada.
Em 1951, participa na Segunda Exposição de Cerâmica Moderna, onde obtém uma menção honrosa.
Em 1952, tem a sua primeira exposição individual, realizada na Sala de Exposições do SNI. Nesse mesmo ano participa na Terceira Exposição de Cerâmica Moderna, onde obtém uma menção honrosa, e na exposição coletiva Mostruário da Arte e da Vida Metropolitana, no âmbito das Comemorações do IV Centenário da Morte de São Francisco Xavier, organizado pela Agência Geral do Ultramar, em Goa.
Em 1953, expõe pintura pela primeira vez no Salão da Jovem Pintura, na Galeria de Março, em Lisboa.
Em 1954, apresenta a exposição individual Cerâmicas de Manuel Cargaleiro, na 24.ª exposição da Galeria de Março, em Lisboa. Nesse mesmo, ano recebe o prémio de artes plásticas Sebastião de Almeida, para ceramistas, atribuído pelo SNI. É ainda em 1954 que inicia a sua atividade como professor de Cerâmica na Escola de Artes Decorativas António Arroio, em Lisboa. É igualmente neste ano conhece Maria Helena Vieira da Silva, Árpád Szenes e Roger Bissière.
Em 1955, dirige os trabalhos de passagem para cerâmica das estações da Via Sacra do Santuário de Fátima, da autoria de Lino António. Nesse mesmo ano, participa na exposição coletiva Fifth International Exhibition of Ceramic Art, no Kiln Club of Washington, em Washington, D.C., e recebe o Diplôme d’Honnneur de l’Académie Internationale de la Céramique (AIC), aquando da sua participação no I Festival International de Céramique, em Cannes. Participa igualmente numa exposição coletiva com Fernando Lemos e Marcelino Vespeira, na Galeria Pórtico, em Lisboa.
Em 1956, participa no Primeiro Salão dos Artistas de Hoje, na Sociedade Nacional de Belas Artes (SNBA), em Lisboa. Nesse mesmo ano:
- Recebe o primeiro prémio no concurso para o revestimento em cerâmica dos edifícios da Cidade Universitária de Lisboa.
- Realiza os painéis de cerâmica para o Jardim Municipal de Almada.
- Realiza o painel de azulejos para a fachada da nova Igreja de Santo António, em Moscavide.
Em 1957, recebe uma bolsa do Governo Italiano, por intermédio do Instituto de Alta Cultura, que lhe permite visitar Itália e estudar a arte da cerâmica em Faença, com Giuseppe Liverani, Roma e Florença. Nesse mesmo ano, instala-se em Paris.
Em 1958, recebe uma bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian para a realização de um estágio na Faiencerie de Gien, sob a orientação de Roger Bernard. Nesse mesmo ano:
- Participa no XVI Concorso nazionale della ceramica: Faenza no Museo Internazionale delle Ceramiche in Faenza (MIC). Oferece peças de cerâmica popular, dois painéis e um vaso de sua autoria para a reconstituição da secção portuguesa do MIC, muito danificado durante a Segunda Guerra Mundial.
- Participa na III Exposição de Artes Plásticas, no Convento dos Capuchos, em Almada.
Em 1959, adquire um atelier na Rue des Grands-Augustins 19, em Paris, onde passa a residir. Nesse mesmo ano:
- Participa numa exposição coletiva, com Camille Bryen, Jean Arp e Max Ernst, na Galerie Edouard Loeb, em Paris
- Participa na exposição Céramiques Contemporaines, no Musée des Beaux-Arts em Ostende, na Bélgica.
Em 1960 participa na I Exposição de Poesia Ilustrada, no Café Dragão Vermelho, Almada. Participa na exposição coletiva Arte Moderna, no Café Dragão Vermelho, Almada. Participa na IV Exposição de Artes Plásticas, no Convento dos Capuchos, em Almada. Participa na exposição da AIC, no Musée Ariana, Genebra, Suíça. Exposição coletiva na Galerie Edouard Loeb, Paris.
Morre a 30 de junho de 2024, em Lisboa, aos 97 anos, tendo sido declarado um dia de luto nacional em Portugal pela sua morte.
Postado por Fernando Martins às 09:08 0 comentários
Marcadores: cerâmica, Manuel Cargaleiro, pintura, Portugal
A cantora Nancy Wilson faz hoje setenta e um anos
Branco Mello, dos Titãs, comemora hoje 63 anos
Postado por Fernando Martins às 06:30 0 comentários
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António Botto morreu há 66 anos...
Anda, Vem
Anda, vem… por que te negas,
Carne morena, toda perfume?
Por que te calas,
Por que esmoreces
Boca vermelha,- rosa de lume!
Se a luz do dia
Te cobre de pejo,
Esperemos a noite presos n'um beijo.
Dá-me o infinito gozo
De contigo adormecer,
Devagarinho, sentindo
O aroma e o calor
Da tua carne, - meu amor!
E ouve, mancebo alado,
Não entristeças, não penses,
— Sê contente,
Porque nem todo o prazer
Tem pecado…
Anda, vem… dá-me o teu corpo
Em troca dos meus desejos;
Tenho Saudades da vida!
Tenho sede dos teus beijos!
in Canções (1932) - António Botto
Postado por Fernando Martins às 06:06 0 comentários
Marcadores: António Botto, homossexuais, modernismo, poesia
Dick Dale morreu há seis anos...
Dick Dale (Boston, 4 de maio de 1937 - Loma Linda, 16 de março de 2019), nome artístico de Richard Anthony Monsour, foi um guitarrista de surf rock, sendo aclamado como o criador deste género musical. Ele foi o pioneiro no uso de efeitos de reverberação portáteis, criando uma assinatura de textura sonora para instrumentais de surf, dando a nítida sensação de que a música flui em ondas, como se estivesse a surfar pelo ar.
Foi considerado o 74º melhor guitarrista de todos os tempos pela revista norte-americana Rolling Stone.
O seu maior sucesso é a versão que fez da canção Misirlou", presente na banda sonora do filme Pulp Fiction e também na do jogo Guitar Hero II. O grupo Black Eyed Peas usou samples na música no hit Pump It. Ele atende por "The King of Surf Guitar". É considerado o "pai do surf rock". Além do acima citado, Dick Dale, é também o indireto responsável pela existência dos cabeçotes de 100 Watts RMS e pela presença de uma unidade de reverb neles. E nada disso seria possível sem a fúria do que se conhece por "The Beast", a one-of-a-kind Stratocaster dourada de Dick Dale.
Mudam-se os Tempos, Mudam-se as Vontades...!
Postado por Pedro Luna às 04:00 0 comentários
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Hoje é dia de cantar poesia de Natália Correia...
Queixa das almas jovens censuradas
Dão-nos um lírio e um canivete
E uma alma para ir à escola
E um letreiro que promete
Raízes, hastes e corola.
Dão-nos um mapa imaginário
Que tem a forma duma cidade
Mais um relógio e um calendário
Onde não vem a nossa idade.
Dão-nos a honra de manequim
Para dar corda à nossa ausência.
Dão-nos o prémio de ser assim
Sem pecado e sem inocência.
Dão-nos um barco e um chapéu
Para tirarmos o retrato.
Dão-nos bilhetes para o céu
Levado à cena num teatro.
Penteiam-nos os crânios ermos
Com as cabeleiras dos avós
Para jamais nos parecermos
Connosco quando estamos sós.
Dão-nos um bolo que é a história
Da nossa história sem enredo
E não nos soa na memória
Outra palavra para o medo.
Temos fantasmas tão educados
Que adormecemos no seu ombro
Sonos vazios, despovoados
De personagens do assombro.
Dão-nos a capa do evangelho
E um pacote de tabaco.
Dão-nos um pente e um espelho
Para pentearmos um macaco.
Dão-nos um cravo preso à cabeça
E uma cabeça presa à cintura
Para que o corpo não pareça
A forma da alma que o procura.
Dão-nos um esquife feito de ferro
Com embutidos de diamante
Para organizar já o enterro
Do nosso corpo mais adiante.
Dão-nos um nome e um jornal,
Um avião e um violino.
Mas não nos dão o animal
Que espeta os cornos no destino.
Dão-nos marujos de papelão
Com carimbo no passaporte.
Por isso a nossa dimensão
Não é a vida. Nem é a morte.
Natália Correia
Postado por Pedro Luna às 03:20 0 comentários
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O Nobel da Física Frederick Reines nasceu há 107 anos
Postado por Fernando Martins às 01:07 0 comentários
Marcadores: Física, Frederick Reines, neutrino, Prémio Nobel
O vergonhoso massacre de My Lai foi há 57 anos...
Postado por Fernando Martins às 00:57 0 comentários
Marcadores: crimes contra a humanidade, crimes de guerra, genocídio, guerra do Vietname, My Lai, USA
Tammi Terrell morreu há 55 anos...
Tammi Terrell, nascida como Thomasina Winifred Montgomery (Filadélfia, Pensilvânia, 29 de abril de 1945 – Filadélfia, Pensilvânia, 16 de março de 1970) foi uma cantora de soul norte-americana, mais conhecida pelos seus trabalhos desenvolvidos na Motown e pelos seus duetos com Marvin Gaye. Ainda adolescente, gravou para os selos Scepter Records/Wand Records, Try Me Records e Checker Records. Assinou com a Motown em 1965 e experimentou um modesto sucesso como cantora a solo. A partir do momento em que passou a trabalhar com Gaye, em 1967, a sua carreira entrou em ebulição, mas naquele mesmo ano cairia, quando Terrell desmaiou, nos braços de Gaye, durante uma atuação. Foi-lhe então diagnosticado um tumor cerebral, que a levou à morte, com apenas 24 anos.
Postado por Fernando Martins às 00:55 0 comentários
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O Levantamento das Caldas foi há cinquenta e um anos
Postado por Fernando Martins às 00:51 0 comentários
Marcadores: 25 de Abril, Caldas da Rainha, Guerra Colonial, Levantamento das Caldas, MFA, Movimento das Forças Armadas












