domingo, junho 19, 2011

O Kuwait tornou-se independente há 50 anos


O Estado do Kuwait é um emirado árabe soberano situado no nordeste da península Arábica na Ásia Ocidental. Faz fronteira com a Arábia Saudita ao sul e ao norte com o Iraque. Encontra-se na costa noroeste do Golfo Pérsico. O nome Kuwait é derivada do árabe "akwat", o plural de "Kout", que significa "fortaleza construída perto da água". O emirado tem uma área de 17.820 quilômetros quadrados e tem uma população de cerca de 2,7 milhões de habitantes.
Historicamente, a região era conhecida como Characene, um grande porto Parto para o comércio entre a Índia e a Mesopotâmia. A tribo Bani Utbah foram os primeiros colonos árabes permanentes na região e estabeleceram as bases modernas do emirado. No século XIX, o Kuwait estava sob a influência do Império Otomano e depois da Primeira Guerra Mundial, ele emergiu como um xecado independente sob a proteção do Império Britânico. Grandes campos de petróleo no Kuwait foram descobertos na década de 1930.

(...)
Os primeiros colonos permanentes na região vieram da tribo Bani Khalid de Nejd e estabeleceram o Estado do Kuwait. Em 1756, o povo elegeu Sabah l bin Jaber como o primeiro monarca do Kuwait. A actual família real do Kuwait, al-Sabah, são descendentes de Sabah I. Durante o governo de Al-Sabah, o Kuwait progressivamente se tornou um centro de comércio. Ele já serviu como um centro de comércio entre a Índia, o Corno da África, o Nejd, a Mesopotâmia e o Levante. Até o advento da ostreicultura japonesa de pérolas, o Kuwait tinha uma das frotas de mar na região do Golfo Pérsico e uma indústria florescente de pérolas. O comércio até então consistia principalmente em pérolas, madeira, especiarias, tâmaras e cavalos.
No final do século XIX, a maior parte da Península Arábica ficou sob a influência do Império Otomano. Os otomanos reconheceram a autonomia da dinastia al-Sabah, mas ainda reivindicou a soberania sobre o Kuwait.
Em 1899, o Kuwait entrou em um tratado com o Reino Unido, que deu o controle extensivo britânico sobre a política externa do Kuwait, em troca de protecção e subsídios anuais. Este tratado foi principalmente motivado pelo temor de que a proposta da Ferrovia Berlim-Bagdad leva-se a uma expansão da influência alemã no Golfo Pérsico. Após a assinatura da Convenção Anglo-Otomana de 1913, Mubarak Al-Sabah foi reconhecido diplomaticamente por otomanos e britânicos como o dirigente da caza autónoma da cidade do Kuwait e do interior. No entanto, logo após o início da Primeira Guerra Mundial, os britânicos anularam o tratado e declararam Kuwait um principado independente, sob a protecção do Império Britânico. O Tratado de de Uqair de 1922 estabeleceu a fronteira do Kuwait com a Arábia Saudita e também estabeleceu a zona neutra Kuwait-Arábia Saudita, uma área de cerca de 5.180 km² na fronteira sul do Kuwait.
Em 19 de Junho de 1961, o Kuwait se tornou totalmente independente, na sequência de uma troca de notas entre o Reino Unido. A rupia do Golfo, emitida pelo Banco Central da Índia, passou a ser o dinar kuwaitiano. A descoberta de grandes campos de petróleo, em especial nos campos de Burgan, provocou um grande afluxo de investimentos estrangeiros no Kuwait. O enorme crescimento da indústria do petróleo transformou o Kuwait de uma pobre comunidade comunidade produtora de pérolas em um dos países mais ricos da Península Arábica e, em 1952, o país se tornou o maior exportador de petróleo na região do Golfo Pérsico. Este enorme crescimento atraiu muitos trabalhadores estrangeiros, especialmente do Egipto e da Índia.

Parabéns Garfield!


O gato Garfield é a estrela de uma das bandas desenhadas mais famosas da história, sendo publicado em 2570 jornais de todo o mundo (só perdendo para o Snoopy). Os outros personagens principais são Odie, um cão estúpido, e Jon Arbuckle, um cartunista, dono dos dois. Garfield é criação de Jim Davis, que usou o nome do seu avô James Garfield Davis (e este teve seu nome inspirado pelo presidente americano James Garfield).

Garfield estreou-se em 19 de Junho de 1978. Tinha traços disformes, bochechas enormes e olhos pequenos. Já mostrava sarcasmo na sua primeira tira:
Jon - Oi, eu sou Jon Arbuckle, e esse é meu gato, Garfield.
Garfield - Oi, eu sou Garfield, sou um gato, e esse é meu cartunista, Jon.
Jon - A nossa única preocupação é divertir você.
Garfield - Comida.

sábado, junho 18, 2011

Get back, Paul...

Hey Jude

Parabéns Maria Bethânia!


Poema do Menino Jesus

Num meio-dia de fim de Primavera
Tive um sonho como uma fotografia.
Vi Jesus Cristo descer à terra.
Veio pela encosta de um monte
Tornado outra vez menino,
A correr e a rolar-se pela erva
E a arrancar flores para as deitar fora
E a rir de modo a ouvir-se de longe.

Tinha fugido do céu.
Era nosso demais para fingir
De segunda pessoa da Trindade.
No céu tudo era falso, tudo em desacordo
Com flores e árvores e pedras.
No céu tinha que estar sempre sério
E de vez em quando de se tornar outra vez homem
E subir para a cruz, e estar sempre a morrer
Com uma coroa toda à roda de espinhos
E os pés espetados por um prego com cabeça,
E até com um trapo à roda da cintura
Como os pretos nas ilustrações.
Nem sequer o deixavam ter pai e mãe
Como as outras crianças.
O seu pai era duas pessoas -
Um velho chamado José, que era carpinteiro,
E que não era pai dele;
E o outro pai era uma pomba estúpida,
A única pomba feia do mundo
Porque nem era do mundo nem era pomba.
E a sua mãe não tinha amado antes de o ter.
Não era mulher: era uma mala
Em que ele tinha vindo do céu.
E queriam que ele, que só nascera da mãe,
E que nunca tivera pai para amar com respeito,
Pregasse a bondade e a justiça!

Um dia que Deus estava a dormir
E o Espírito Santo andava a voar,
Ele foi à caixa dos milagres e roubou três.
Com o primeiro fez que ninguém soubesse que ele tinha fugido.
Com o segundo criou-se eternamente humano e menino.
Com o terceiro criou um Cristo eternamente na cruz
E deixou-o pregado na cruz que há no céu
E serve de modelo às outras.
Depois fugiu para o Sol
E desceu no primeiro raio que apanhou.
Hoje vive na minha aldeia comigo.
É uma criança bonita de riso e natural.
Limpa o nariz ao braço direito,
Chapinha nas poças de água,
Colhe as flores e gosta delas e esquece-as.
Atira pedras aos burros,
Rouba a fruta dos pomares
E foge a chorar e a gritar dos cães.
E, porque sabe que elas não gostam
E que toda a gente acha graça,
Corre atrás das raparigas
Que vão em ranchos pelas estradas
Com as bilhas às cabeças
E levanta-lhes as saias.

A mim ensinou-me tudo.
Ensinou-me a olhar para as coisas.
Aponta-me todas as coisas que há nas flores.
Mostra-me como as pedras são engraçadas
Quando a gente as tem na mão
E olha devagar para elas.

Diz-me muito mal de Deus.
Diz que ele é um velho estúpido e doente,
Sempre a escarrar para o chão
E a dizer indecências.
A Virgem Maria leva as tardes da eternidade a fazer meia.
E o Espírito Santo coça-se com o bico
E empoleira-se nas cadeiras e suja-as.
Tudo no céu é estúpido como a Igreja Católica.
Diz-me que Deus não percebe nada
Das coisas que criou -
"Se é que ele as criou, do que duvido." -
"Ele diz por exemplo, que os seres cantam a sua glória,
Mas os seres não cantam nada.
Se cantassem seriam cantores.
Os seres existem e mais nada,
E por isso se chamam seres."
E depois, cansado de dizer mal de Deus,
O Menino Jesus adormece nos meus braços
E eu levo-o ao colo para casa.

... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ...

Ele mora comigo na minha casa a meio do outeiro.
Ele é a Eterna Criança, o deus que faltava.
Ele é o humano que é natural.
Ele é o divino que sorri e que brinca.
E por isso é que eu sei com toda a certeza
Que ele é o Menino Jesus verdadeiro.

E a criança tão humana que é divina
É esta minha quotidiana vida de poeta,
E é por que ele anda sempre comigo que eu sou poeta sempre.
E que o meu mínimo olhar
Me enche de sensação,
E o mais pequeno som, seja do que for,
Parece falar comigo.

A Criança Nova que habita onde vivo
Dá-me uma mão a mim
E outra a tudo que existe
E assim vamos os três pelo caminho que houver,
Saltando e cantando e rindo
E gozando o nosso segredo comum
Que é saber por toda a parte
Que não há mistério no mundo
E que tudo vale a pena.

A Criança Eterna acompanha-me sempre.
A direcção do meu olhar é o seu dedo apontado.
O meu ouvido atento alegremente a todos os sons
São as cócegas que ele me faz, brincando, nas orelhas.

Damo-nos tão bem um com o outro
Na companhia de tudo
Que nunca pensamos um no outro,
Mas vivemos juntos e dois
Com um acordo íntimo
Como a mão direita e a esquerda.

Ao anoitecer brincamos as cinco pedrinhas
No degrau da porta de casa,
Graves como convém a um deus e a um poeta,
E como se cada pedra
Fosse todo o universo
E fosse por isso um grande perigo para ela
Deixá-la cair no chão.

Depois eu conto-lhe histórias das coisas só dos homens
E ele sorri porque tudo é incrível.
Ri dos reis e dos que não são reis,
E tem pena de ouvir falar das guerras,
E dos comércios, e dos navios
Que ficam fumo no ar dos altos mares.
Porque ele sabe que tudo isso falta àquela verdade
Que uma flor tem ao florescer
E que anda com a luz do Sol
A variar os montes e os vales
E a fazer doer aos olhos dos muros caiados.

Depois ele adormece e eu deito-o.
Levo-o ao colo para dentro de casa
E deito-o, despindo-o lentamente
E como seguindo um ritual muito limpo
E todo materno até ele estar nu.

Ele dorme dentro da minha alma
E às vezes acorda de noite
E brinca com os meus sonhos.
Vira uns de pernas para o ar,
Põe uns em cima dos outros
E bate palmas sozinho
Sorrindo para o meu sono.

... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ...

Quando eu morrer, filhinho,
Seja eu a criança, o mais pequeno.
Pega-me tu ao colo
E leva-me para dentro da tua casa.
Despe o meu ser cansado e humano
E deita-me na tua cama.
E conta-me histórias, caso eu acorde,
Para eu tornar a adormecer.
E dá-me sonhos teus para eu brincar
Até que nasça qualquer dia
Que tu sabes qual é.

... ... ... ... ... ... ... ... ... ...

Esta é a história do meu Menino Jesus.
Por que razão que se perceba
Não há-de ser ela mais verdadeira
Que tudo quanto os filósofos pensam
E tudo quanto as religiões ensinam ?

Alberto Caeiro

Yesterday...

Porque não te esquecemos, Maria Bethânia...

A Batalha de Waterloo foi há 196 anos

A Batalha de Waterloo, por William Sadler

A Batalha de Waterloo, a 18 de Junho de 1815 em Waterloo, Bélgica, foi um combate decisivo das forças francesas contra as britânicas, e se deu nas proximidades da aldeia belga de Waterloo. Ocorreu durante os Governo dos Cem Dias de Napoleão, entre seu exército de 72 mil homens recrutados às pressas e o exército aliado de 68 mil homens comandados pelo britânico Arthur Wellesley, Duque de Wellington, (com unidades britânicas, holandesas, belgas e alemãs), antes da chegada dos 45 mil homens do exército prussiano.

Roald Amundsen nasceu há 139 anos


Roald Engelbregt Gravning Amundsen (16 de Julho de 1872, Borge - 18 de Junho de 1928, Árctico, perto da Ilha do Urso) foi um explorador norueguês das regiões polares.
Atravessou a passagem Noroeste que liga os oceanos Atlântico ao Pacífico, na região norte do Canadá em 1905. Liderou a primeira expedição a atingir o Polo Sul em 1911-1912 utilizando trenós puxado por cães.
Foi o primeiro explorador a sobrevoar o Polo Norte no dirigível Norge em 1926. Foi a primeira pessoa a chegar a ambos os Pólos, Norte e Sul.

José Saramago morreu há um ano


Foi galardoado com o Nobel de Literatura de 1998. Também ganhou o Prémio Camões, o mais importante prémio literário da língua portuguesa. Saramago foi considerado o responsável pelo efectivo reconhecimento internacional da prosa em língua portuguesa.

NOTA: Não é dos meus escritores favoritos (teria preferido cem mil vezes que o Nobel fosse para Jorge Amado...) mas pelo que fez pela literatura e Língua Portuguesa, Saramago, mesmo depois de morto, merece ser recordado. As suas opções, políticas, familiares e pessoais, são e foram estanhas (e, muitas, reprováveis, na minha modesta opinião...) mas não é por aí que eu julgo uma obra literária. Pode ser ser que um dia consigo gostar dos seus livros (confesso que só gostei e li a Viagem a Portugal e O ano da morte de Ricardo Reis). Até lá, obrigado pela Nobel que deste à Língua de Amado, Torga, Sophia, Camões e de Pessoa e que esta já merecia...

Maria Bethânia - 65 anos!


Maria Bethânia Viana Teles Veloso, mais conhecida como Maria Bethânia, (Santo Amaro da Purificação, Bahia, 18 de Junho de 1946) é uma cantora brasileira que tem a marca de ser a segunda artista feminina em venda de discos do Brasil, sendo a maior da MPB, com 26 milhões de cópias. Atende pela alcunha de Abelha-rainha por causa do primeiro verso da música que dá nome ao LP Mel de 1979.
Considerada por muitos brasileiros uma das maiores cantoras da história do Brasil. É irmã mais nova do compositor Caetano Veloso e da poetisa e escritora Mabel Velloso.

Paul McCartney - 69 anos!

Sir James Paul McCartney MBE (Liverpool, 18 de junho de 1942) é um cantor, compositor, baixista, guitarrista, pianista, multi-instrumentista, empresário, produtor musical, cinematográfico e ativista dos direitos dos animais britânico. McCartney alcançou fama mundial como membro da banda de rock britânica The Beatles, com John Lennon, Ringo Starr e George Harrison. Lennon e McCartney foram uma das mais influentes e bem sucedidas parcerias musicais de todos os tempos, "escrevendo as canções mais populares da história do rock". Após a dissolução dos Beatles em 1970, McCartney lançou-se em uma carreira solo de sucessos, formou uma banda com sua primeira mulher Linda McCartney, os Wings.


Gounod fez ontem anos

Charles Gounod (Paris, 17 de Junho de 1818Saint-Cloud, 18 de Outubro de 1893) foi um compositor francês famoso sobretudo por suas óperas e música religiosa.

Gounod era filho de um pintor e uma pianista. Muito jovem, entrou para o Conservatório de Paris, onde foi aluno de Jacques Fromental Halévy e Lesueur. Em 1839, compôs uma cantata (Ferdinand) e ganhou o Prix de Rome, um prémio famoso para jovens compositores, que dava direito a uma bolsa de estudos na Itália. Naquele país, ele entrou em contacto com a música polifónica do século XVI, que o fascinou. Tomado por ideias místicas (que nunca o abandonaram completamente), ele pensou em entrar para o sacerdócio, e começou a compor música religiosa. Terminados seus estudos na Itália, ele regressou à França, mas não sem antes passar por Viena, e assumiu o cargo de organista na Igreja das Missões Estrangeiras em Paris, que ocupou por três anos. Por volta dessa época, ficou conhecendo duas mulheres, que tiveram grande influência na sua vida: uma foi a cantora Pauline Viardot, que o introduziu ao mundo da ópera, e a outra foi Fanny Hensel, que apresentou a Gounod seu irmão, o célebre compositor Felix Mendelssohn. Através de Mendelssohn, Gounod entrou em contacto com a música de Bach, então pouco conhecida.
A primeira ópera de Gounod, Sapho, estreou em 1851. Várias óperas se seguiram, mas as mais importantes são Fausto (1859), Mireille (1864), Roméo et Juliette (1867) - todas as três estão entre as mais populares do repertório operático francês.
Ao rebentar a Guerra Franco-Prussiana (1870), Gounod se refugiou na Inglaterra, onde permaneceu até 1875. Lá, ele adquiriu uma amante inglesa, Georgina Weldon, e sua música fez grande sucesso na Inglaterra vitoriana.
Nos últimos anos de vida, Gounod só compôs música religiosa.

Gruta do Escoural - Visita Virtual


No âmbito do projecto em curso de valorização da Gruta do Escoural financiado pelo INALENTEJO (QREN), foi possível obter um novo levantamento das principais galerias daquela cavidade, recorrendo à moderna tecnologia de "varrimento laser".

O novo levantamento tinha 3 objectivos principais:

1.disponibilizar um registo tridimensional da gruta de grande rigor, para efeitos técnicos e científicos;

2. permitir futuramente, se necessário, a construção de uma "réplica" em tamanho natural, através da reprodução ainda que parcial de partes da cavidade;

3. produzir de imediato uma aplicação multimédia simulando uma visita virtual à Gruta, aplicação entretanto disponibilizada no Centro de Interpretação da Gruta do Escoural e no "Site" da DRCALEN.
Vejo o vídeo no site: .cultura-alentejo.pt/

in Profundezas... - post de Sofia Reboleira

sexta-feira, junho 17, 2011

Notícia no Público sobre Paleontologia

Vértebra com menos de um centímetro revela dinossauro mais pequeno da Europa

A espécie seria parecida com uma ave

O fóssil não chega a um centímetro, é uma pequena vértebra encontrada numa pedreira no condado de Sussex, no Sul do Reino Unido. Mas mal o paleontólogo Steve Sweetman olhou para o osso, percebeu que não poderia pertencer a uma cobra, seria provavelmente de um dinossauro, minúsculo. O artigo sobre a descoberta foi publicada publicada na revista Cretaceous Research.

Originalmente, [o fóssil] foi identificado como uma vértebra de uma cobra, mas assim que o vi percebi imediatamente que era muito mais provável ser uma vértebra de um pequeno terópode”, disse em comunicado Steve Sweetman, paleontólogo da Universidade de Portsmouth.

Sweetman pediu ajuda a Darren Naish, um especialista de dinossauros terópodes para analisar o osso. Os terópodes eram um grupo de répteis que se moviam com duas pernas e eram carnívoros, como o conhecido T. rex. E ao longo da evolução deram origem às aves e a outros animais com uma forma parecida e que também tinham penas.

O fóssil agora encontrado pertencerá a uma espécie destas. A vértebra foi descoberta por Dave Brockhurst, um coleccionador de fósseis que trabalha na pedreira. No lugar, havia restos de salamandras, rãs, lagartos, tartarugas, crocodilos, além de outros dinossauros maiores.

Os dinossauros viveram durante o Mesozóico, o período de tempo que começou há 250 milhões de anos e terminou há 65 milhões de anos. Durante essa era, os répteis espalharam-se pela terra, pela água e pelos ar e evoluíram em muitas formas.

Esta nova espécie teria uma forma de ave e teria penas – como mostra o desenho interpretativo – e um comprimento entre os 33 e os 40 centímetros. “Determinar o comprimento total de um espécime a partir de um único osso é muito especulativo”, disse Darren Naish.

Mas a vértebra da região do pescoço deu algumas respostas. Os cientistas duplicaram digitalmente a vértebra com variações de tamanho e formaram um “pescoço digital”. Depois, posicionaram este “pescoço digital” numa silhueta da família de dinossauros a que a nova espécie pertence. Isto deu uma primeira estimativa do tamanho do indivíduo. A seguir, fizeram uma segunda reconstrução do pescoço, utilizando medidas de outros fósseis.

“Isto é uma descoberta muito emocionante porque representa o mais pequeno dinossauro que foi descoberto até agora na Europa”, disse Steve Sweetman.

Habemus Ministrum...!


Sem grandes surpresas, o Professor Doutor Nuno Crato vai ser o Ministro da Educação, Ensino Superior e Ciência. Pela minha parte fico contente - é um Homem de acção, inteligente, com provas dadas e que rompe com a série de ministras eduquesas bostonianas que deram cabo das Escolas.

Frontal e inteligente, professor de Matemática, divulgador científico com muitos e excelentes livros, astrónomo amador entusiasta (e meu conhecido de diversas actividades - já tive a honra de, numa Astrofesta, em 2001, fazer uma palestra a seguir a ele...) de certeza que irá dar o seu melhor para que os professores voltem a ser professores e a terem autoridade nas Escolas.

A redução do calvário da papelada que os professores produzem será, para mim, a primeira prioridade, em conjunto com a paragem deste modelo de avaliação e da restauração do verdadeiro papel dos professores (que é ensinar) e da sua autoridade (que lhes permite ensinar e educar).

Dele não espero aumentos de salário, regalias, mordomias ou facilidades - apenas que me deixe ser aquilo que sempre quis ser: PROFESSOR.

Música para celebrar uma mudança (num blog...)

O Blog 31 da Armada mudou (graças a Deus...) o cabeçalho (isto é, voltou à normalidade) e, por chalaça, auto-intitula-se agora de blog de música.

Felizmente têm bom gosto - começaram com esta música dos Sétima Legião, cujo disco eu tive nas mãos e estupidamente não comprei, dos longínquos e gloriosos anos oitenta:


Glória - Sétima Legião


A morte não te há-de matar
Nem sorte haverá de ele viver
Sem amar sem te ter
Sem saber se rezar

Amor oxalá seja amar
Ter prazer sem poder
Nem sequer te tocar

Os deuses não te hão-de levar
Sem que eu der a mão
P'ra ser par
Sermos dois a partir
E depois a voltar

Não vais-me deixar sem o céu
Ser o chão onde vão se deitar os mortais

E a Glória será não esquecer
Memória de tanto te querer
Sem razão meu amor
Com paixão sem morrer

Talvez ao luar
Possas ver o olhar
Que lembrar fez nascer
Português

Soares, Sócrates, PS, bom senso, honestidade e inteligência


Soares: "Saída de Sócrates foi acto de bom senso"

Mário Soares diz que agora o PS tem dois candidatos a líder inteligentes e honestos.

No espaço de opinião que regularmente preenche na revista “Visão”, o antigo Presidente da República escreve hoje sobre o rescaldo das eleições legislativas antecipadas.

Sublinha que o novo Governo de “direita conservadora e neoliberal” tem pela frente uma tarefa que “todos sabemos, não vai ser nada fácil”, devendo aplicar um programa que integra exigências “demasiado monetaristas, embora necessárias”, a troco de um empréstimo ao qual ficaram associados “os altos juros com que a troika nos brindou”.

Falando sobre o PS, começa por frisar que este ainda é, no plano político, “a grande força da oposição”, “mas menos – diga-se – no plano social” o que “deve ser corrigido”.

Mário Soares saúda de seguida a saída voluntária de José Sócrates como um “acto de bom senso”, dizendo que este “abriu a porta a dois candidatos a líder que têm a vantagem de ser pessoas inteligentes, experientes e honestas”.

Sobre Francisco Assis e António José Seguro pouco mais escreve e, mantendo sempre a equidistância, diz apenas acreditar que, qualquer que seja o resultado, “não se irão zangar” e “julgo até que serão capazes de colaborar”.

Para o seu partido, lança ainda o desafio para que aproveite este “intervalo salutar do poder” para se unir e fazer uma “refundação política e ideológica”, que diz ser “um imperativo” para que o PS “sobreviva” às fortes mudanças – as que chegaram e as que estão para chegar.

Ainda sobre os resultados das eleições, Mário Soares destaca os resultados da “esquerda radical” que “parece ter perdido o rumo e os horizontes políticos” com o seu “irrealismo”. Ao contrário de Jerónimo de Sousa, o PCP de Álvaro Cunhal teria falado com a troika, diz Soares.



NOTA: só Mário Soares é que conseguia chamar desonesto e burro a José Sócrates com a elegância que lhe conhecemos. O nosso obrigado por mais este bom serviço para a preservação da democracia e do bom senso em Portugal, caro Doutor Soares.

Guerra de Reinos: descoberto 1º caso de competição directa entre uma planta e um animal


Ambas as observações em meio selvagem e as experiências em laboratório indicam que uma espécie de aranha que habita os pântanos da Flórida influencia de forma negativa o vigor de uma planta carnívora ao “roubar” as presas de que se alimenta.

De acordo com um estudo recentemente publicado na revista Proceedings of the Royal Society B. não é necessário viajar ao mundo do imaginário como é o do saga dos Senhor dos Anéis para assistir a uma batalha entre reinos.

Segundo um grupo de investigadores da Universidade do Sul da Flórida, apenas há que deslocar-se até às zonas pantanosas de estado norte-americano onde habitam uma determinada espécie de aranha que dá pelo nome de aranha-lobo e uma planta carnívora pertencente ao género Drosera.

Observações realizadas no meio selvagem tinham sugerido que havia uma sobreposição do espectro alimentar de ambas as espécies, que consomem insectos, o que levou os cientistas a planear um conjunto de experiências em laboratório para determinar se havia, de facto, competição.

Para tal criaram 5 cenários distintos em aquários onde introduziram 6 exemplares de Drosera sp. e uma quantidade de solo recolhido no seu habitat natural: com uma aranha e elevada disponibilidade de alimento; com aranha e baixa disponibilidade de alimento; sem aranha e com elevada disponibilidade alimentar e sem aranha e sem alimento.

Os resultados revelaram que a presença da aranha condicionava de facto a vitalidade das plantas, reduzindo por exemplo o número de hastes com flor e o número de sementes. Por outro lado, as aranhas também revelaram ser sensíveis à presença das Drosera sp., tecendo teias maiores para garantir a captura das presas em situações que em que partilham o espaço com as plantas.

Os cientistas provaram pela primeira vez num meio terrestre, que um membro do Reino das Plantas e outro do Reino Animal podem competir pelos mesmos recursos. Depois de demonstrar que as plantas são prejudicadas pela presença das aranhas, resta saber se o inverso também se verifica, algo que será alvo de estudos futuros, segundo adiantou David Jennings, co-autor do artigo recentemente publicado.

Um interessante contributo para a mala de cartão de Sócrates

(imagem daqui)


Carte a Segoléne Royale

Cher madame

Je vus ecri en françois técnique pour demander de me trouver une place pour aprendre filosofie à Paris. J`ai decidé de vous contacter pour obtenir um petit avantage comme on fais en bons socialistes, meme si vous etes royale et moi republican (ah ah ah).

Je vais etre um grande tromphe pour votre academie, car je m`apele Socrates et je serais une grande inspiration pour professeurs et eleves même si je suis en plein moyen age et je n`ai toujours pas bu la cicute (ah ah ah).

Vous pourrez peut-etre demander au recteur  de me arranger un curriculum moins chargé. Je ne necessite pas de aprendre Filosofie Antigue, a cause de mon nom. Je ne necessite aussi de aprendre Filosofie du Conheciment, car je connais tout le monde. Je ne necessite non plus de aprendre Cience politique, car jai eté premier ministre du Portugal et jai toute la cience politique quil faut. Et je ne necessite aussi de savoir Etique car personne connait mieux la Etique que ce que la fuit tous les jours. Et comme la Logique est une batate (ah ah ah), je ne necessite de l`etudier aussi.  Donc je crois pouvoir faire la licenciature en un an, ce que sera bien plus que le temps de me faire ingenieur.

Comme vous aurez des elections en bréve je pourrais aussi vous aider, car je sai tout de machines et propagande, et vous non. Je le ferais bien plus entusiastement  si vous me trouvez un apartement au XVI que je ne sais pas ce que c`est exactement, mais Maria me dit que ça irai bien avec moi.

Je vous abrace cordialement

José

in Corta-fitas - post de José Mendonça da Cruz

Hoje é dia de recordar Stravinski

Escher nasceu há 113 anos

 
Auto-retrato (retirado daqui)

Maurits Cornelis Escher (Leeuwarden, 17 de Junho de 1898 - Hilversum, 27 de Março de 1972) foi um artista gráfico holandês conhecido pelas suas xilogravuras, litografias e meios-tons (mezzotints), que tendem a representar construções impossíveis, preenchimento regular do plano, explorações do infinito e as metamorfoses - padrões geométricos entrecruzados que se transformam gradualmente para formas completamente diferentes.
in Wikipédia

(imagem daqui)

Stravinski nasceu há 129 anos


Ígor Fiódorovitch Stravinski (Oranienbaum, 17 de Junho de 1882Nova Iorque, 6 de Abril de 1971) foi um compositor, pianista e maestro russo, considerado por muitos um dos compositores mais importantes e influentes do século XX. Foi o arquétipo do russo cosmopolita, escolhido pela revista Time como uma das 100 pessoas mais influentes do século. Além do reconhecimento que obteve pelas suas composições, ficou ainda famoso como pianista e maestro, estando nessa condição muitas vezes na estreias das suas obras.


José Calvário morreu há dois anos

(imagem daqui)

José Carlos Calvário (Porto, 1951 - Oeiras, 17 de junho de 2009) foi um maestro português. É considerado um dos melhores orquestradores e arranjadores de Portugal. Foi ainda compositor, destacando-se clássicos da música portuguesa como "E Depois do Adeus" e "Flor Sem Tempo".


Música actual para geopedrados


The Shield And The Sword - Clare Maguire

You and I
Felt so good to begin with didn’t we?
Well now it seems there’s far too many adverts in between
And we don’t speak
So we’re left in constant silence
It’s haunting me
So I’m ready now to fight this

You have the shield
I’ll take the sword
I no longer love you
No longer love you
I’m not afraid of danger in the dark
I no longer love you
No longer love you

You and I aren’t working
Burning on the bridges now
We’re trapped inside
Screaming won’t somebody get me out

You have the shield
I’ll take the sword
I no longer love you
No longer love you
I’m not afraid of danger in the dark
I no longer love you
No longer love you

I no longer love you
No longer love you
No longer love you
No longer love you

And we don’t speak
So we’re left in constant silence
And it’s haunting me
So I’m ready now to fight this

You have the shield
I’ll take the sword
I no longer love you
No longer love you
I’m not afraid of danger in the dark
I no longer love you
No longer love you

You and I
Felt so good to begin with didn’t we?
But now it seems these shields and swords are haunting me

Ivan Lins - 66 anos


Ivan Guimarães Lins (Rio de Janeiro, 16 de Junho de 1945) é um músico e compositor brasileiro, e um dos artistas brasileiros de maior sucesso no mundo.

(...)
Filho do militar Geraldo Lins, foi muito influenciado por diversos géneros musicais como jazz, bossa nova e soul e tem como principal instrumento o piano, que toca desde os dezoito anos. Formou-se em engenharia química no final dos anos 60, quando iniciou a carreira musical em festivais. A canção O Amor É O Meu País, erroneamente taxada de ufanista, foi classificada em segundo lugar consecutivo no V Festival Internacional da Canção. O primeiro sucesso como compositor foi com Madalena, gravada por Elis Regina.
Contratado pela gravadora Forma/Philips (que posteriormente transformou-se em Polygram até chegar ao nome actual Universal Music) pelo então produtor, o compositor Paulinho Tapajós, grava três discos pelo selo: Agora, Deixa o trem seguir e Quem sou eu?. Nesse período, compôs músicas com Ronaldo Monteiro de Souza, mas depois teve em Vítor Martins o mais frequente parceiro. A primeira composição entre ambos se deu quando do lançamento do quarto LP, Modo livre, pela RCA (depois BMG, em seguida Sony BMG e hoje Sony Music), gravadora esta que lançaria também o álbum subsequente, Chama acesa. Nessa mesma década lançou alguns discos que o projectaram nacionalmente.
Teve inúmeros sucessos como cantor como Abre Alas, Somos todos iguais nesta noite e Começar de novo - todas em parceria com Vítor Martins. Começar de novo foi gravada por Simone no mesmo ano em que foi composta. Na voz de Simone, Começar de novo foi tocada como tema oficial de abertura do seriado Malu Mulher, tonando-se um grande sucesso da época e um marco na história da MPB.
Lançou inúmeros discos, muitos deles de inúmero sucesso, tendo trocado de gravadoras por diversas vezes. No decorrer dos anos 70, a obra ganha grande temática política. A partir da segunda metade dos anos 80, começa a enfatizar a carreira internacional, principalmente nos EUA, onde foi regravado por inúmeros astros da música internacional, como Quincy Jones, George Benson, Ella Fitzgerald, Sarah Vaughan, Carmen MacRae e Barbra Streisand.
Foi destacado compositor, tendo músicas gravadas por nomes consagrados como Elis Regina (Cartomante, Madalena, Aos Nossos Filhos), Simone (Começar de Novo), Quarteto Em Cy (Abre Alas), Gal Costa (Roda Baiana), Jane Duboc (De Alma e Corpo, Aos Nosso Filhos) Zizi Possi (Demónio de Guarda) e Emílio Santiago (Velas Içadas). Comandou um programa televisivo na Rede Globo ao lado de Gonzaguinha e Aldir Blanc, o Som Livre Exportação. Foi casado com a cantora e atriz Lucinha Lins, com quem teve um filho, o cantor e actor Cláudio Lins. Torce pelo Fluminense Football Club.
Valendo-se ainda do filão engajado da pós-ditadura, cantou, ainda que com uma participação individual diminuta, no coro da versão brasileira de We are the world, o hit americano que levantou fundos para a África ou USA for Africa. O procjeto Nordeste já (1985), abraçou a causa da seca nordestina, unindo 155 vozes num compacto, de criação colectiva, com as canções Chega de mágoa e Seca d´água. Elogiado pela competência das interpretações individuais, foi no entanto criticado pela incapacidade de harmonizar as vozes o enquadramento de cada uma delas no coro.
Em 1991, com o amigo e parceiro Vítor Martins, fundou a gravadora Velas. Essa gravadora, totalmente nacional e independente, foi mais uma tentativa de que se desse espaço para cantores brasileiros já conhecidos esquecidos em gravadoras multinacionais e para o surgimento de novos valores no cancioneiro popular. Nomes como Chico César, Lenine, Guinga tiveram grande respaldo dessa gravadora para poderem iniciar as carreiras artísticas. Essa gravadora também lançou discos de nomes já consagrados na música, como Zizi Possi (o elogiadíssimo Valsa Brasileira), Fátima Guedes (Coração de Louca, um dos pioneiros do selo, além de Grande Tempo, Pra bom entendedor… e Muito intensa), trabalhos póstumos de Elis Regina (Elis Regina no Fino da Bossa, Elis Vive, Elis Regina ao vivo), e outros. Em 1995, grava a música Lembra de Mim, tema da novela História de Amor, de Manoel Carlos, que faz um enorme sucesso.
Ivan Lins é autor da trilha sonora dos filmes Dois Córregos e Bens Confiscados de Carlos Reichenbach e ganhou Prémio de Melhor Trilha Sonora no terceiro Festival Luso-Brasileiro Santa Maria da Feira. Ele também é um dos compositores brasileiros mais gravados no exterior e já foi indicado ao prémio Grammy. Lançou também um tributo ao Poeta da Vila, Noel Rosa (Viva Noel, 1997), que contou com muitas participações especiais e também lançou Um novo tempo (1999), só com canções natalícias.
Cinco anos depois, veio o CD Cantando Histórias, que traz regravações dos antigos sucessos e contou com as participações especiais de Jorge Vercilo, Simone e Zizi Possi. Dois anos depois, veio Acariocando (2006), somente com canções inéditas. No fim no ano de 2007, Ivan Lins lançou o CD e DVD Saudades de Casa, com diversas colaborações, gravado em estúdio no Rio de Janeiro.

quinta-feira, junho 16, 2011

O Estica nasceu há 121 anos

(imagem daqui)

Stan Laurel, nascido Arthur Stanley Jefferson, (Ulverston, Lancashire, Inglaterra, 16 de Junho de 1890 - Santa Mónica, Califórnia, EUA, 23 de Fevereiro de 1965) foi um actor cómico, escritor e director norte-americano, nascido na Inglaterra. Tornou-se famoso principalmente por seu trabalho com Oliver Hardy, com o qual formou a dupla cómica O Bucha e Estica (O Gordo e o Magro).

O reformador hungaro Imre Nagy foi assassinado há 53 anos

(imagem daqui)

Imre Nagy (Kaposvár, 7 de Junho de 1896 - 16 de Junho de 1958) foi um líder comunista húngaro.
Combateu pelo exército da Áustria-Hungria na Primeira Guerra Mundial. Trabalhou depois na secção húngara do Comintern.
Depois da ocupação da Hungria pelos soviéticos em 1945 na sequência da Segunda Guerra Mundial, Nagy tornou-se ministro da agricultura e ministro da justiça durante o perigo de expurgo (1948-1953), mas pertenceu à liderança da ala reformista do Partido Comunista Húngaro após a morte de Estaline.
Em outubro de 1956, tornou-se primeiro-ministro durante a revolução e concordou com medidas radicais anti-soviéticas. Depois de as tropas soviéticas ocuparem a Hungria e esmagado pela força a Revolução Húngara de 1956, Nagy foi executado e enterrado secretamente em 1958.




Revolution

Nagy became Chairman of the Council of Ministers of the People's Republic of Hungary again, this time by popular demand, during the anti-Soviet revolution in 1956. Soon he moved toward a multiparty political system.
On 1 November, he announced Hungary's withdrawal from the Warsaw Pact and appealed through the UN for the great powers, such as the United States and the United Kingdom, to recognize Hungary's status as a neutral state. Throughout this period, Nagy remained steadfastly committed to Marxism; but his conception of Marxism was as "a science that cannot remain static", and he railed against the "rigid dogmatism" of "the Stalinist monopoly".
When the revolution was crushed by the Soviet invasion of Hungary, Nagy, with a few others, was given sanctuary in the Yugoslav Embassy. In spite of a written safe conduct of free passage by János Kádár, on 22 November, Nagy was arrested by the Soviet forces as he was leaving the Yugoslav Embassy, and taken to Snagov, Romania.

Secret trial and execution

Subsequently, the Soviets returned him to Hungary, where he was secretly charged with organizing to overthrow the Hungarian people's democratic state and with treason. Nagy was secretly tried, found guilty, sentenced to death and executed by hanging in June 1958. His trial and execution were made public only after the sentence was carried out. According to Fedor Burlatsky, a Kremlin insider, Nikita Khrushchev had Nagy executed, "as a lesson to all other leaders in socialist countries."
He was buried along with his co-defendants in the prison yard where the executions were carried out and years later moved to a distant corner (section 301) of the Municipal Cemetery of Budapest, face-down, and with his hands and feet tied with a barbed wire. Next to his grave stands a memorial bell inscribed in Latin, Hungarian, German and English. The Latin reads: "Vivos voco / Mortuos plango / Fulgura frango," which is translated as: "I call the living, I mourn the dead, I master (lit. "break") the lightning.

Gerónimo!


Gerónimo (Goyaałé (traduzindo da língua apache, "O Que Boceja"); frequentemente soletrado Goyathlay em inglês), (16 de Junho de 182917 de Fevereiro de 1909) foi um importante líder indígena da América do Norte, comandando os apaches chiricahua que, durante muitos anos, guerrearam contra a imposição pelos brancos de reservas tribais aos povos indígenas dos Estados Unidos da América .
Gerónimo era guerreiro de Cochise e depois se opôs a ele quando dos acordos com os norte-americanos. Tornou-se o mais famoso dos chamados "índios renegados". Resistiu heroicamente, mas se rendeu ao ter uma visão de um trem passando em suas terras. Foi preso e passou 22 anos prisioneiro, até a data de sua morte.

(...)
Goyaałé (Geronimo) nasceu em Bedonkohe, próximo a Turkey Creek, atual Novo México (EUA), mas na época parte do México.
O pai de Gerónimo era chamado de Tablishim, Juana era o nome da mãe. Ele foi educado de acordo com a tradição Apache. Casou com uma mulher Chiricauhua e teve três filhos. Em 5 de Março de 1851, uma companhia de 400 soldados de Sonora, liderados pelo Coronel José Maria Carrasco atacou o acampamento de Gerónimo. No ataque foram mortos a esposa de Gerónimo, Alope, seus filhos e mãe. O chefe da tribo, Mangas Coloradas, juntou-se à tribo de Cochise, que estava em guerra contra os mexicanos. Foi nessa época que se acredita ter Gerónimo ganhado seu apelido, que seria uma referência dos mexicanos a São Jerónimo, depois de ele matar vários soldados à faca em uma batalha.
Antes dos mexicanos, os apaches da região de Sonora lutaram contra os espanhóis em defesa de suas terras. Em 1835, o México estabeleceu recompensas pelos escalpos dos Apaches. Mangas Coloradas começou a liderar os ataques aos mexicanos, dois anos depois. Na sua luta com ele, Gerônimo agia como um líder militar, sem ser chefe da tribo. Ele se casou novamente, com Chee-hash-kish e teve mais dois filhos, Chappo e Dohn-say. Teve uma segunda esposa, Nana-tha-thtith, e ganhou outro filho. Depois teria mais esposas: Zi-yeh,She-gha, Shtsha-she e Ih-tedda. Algumas foram capturadas, como Ih-tedda. Estava com Gerónimo quando ele se rendeu.
Durante 1858 a 1886, Gerónimo atacou tropas mexicanas e norte-americanos, e escapou de diversas capturas. No final da sua carreira guerreira, seu bando contava com apenas 38 homens, mulheres e crianças. Seu bando tinha sido uma das maiores forças de índios renegados, ou seja, aqueles que recusaram os acordos com o Governo Americano. Gerónimo se rendeu em 4 de Setembro de 1886 às tropas do General Nelson A. Miles, em Skeleton Canyon, Arizona, colocando um fim no episódio chamado de Guerras Apache.
Gerónimo e outros guerreiros foram prisioneiros em Fort Pickens, Flórida, e suas famílias enviadas para o Fort Marion. Reuniram-se em 1887, quando foram transferidos para Mount Vernon Barracks, Alabama. Em 1894, mudaram para Fort Sill, Oklahoma. No fim da vida, Gerónimo havia se tornado uma celebridade, aparecendo em eventos populares tais como a Feira Mundial de 1904 em St. Louis, vendendo souvenirs e fotografias dele mesmo. Em 1905 Gerónimo contou sua história a S. M. Barrett, Superintendente de Educação de Lawton, Oklahoma. Barrett apelou ao Presidente Roosevelt para publicar o livro.
Gerónimo nunca retornou à terra onde nasceu; morreu de pneumonia em Fort Sill, em 1909, e foi enterrado como prisioneiro de guerra.
Nos Estados Unidos os paraquedistas gritam "Gerónimo!" antes de saltar dos aviões.

Amália cantando Mourão-Ferreira


 Barco Negro

De manhã, que medo, que me achasses feia!
Acordei, tremendo, deitada n'areia
Mas logo os teus olhos disseram que não,
E o sol penetrou no meu coração.

Vi depois, numa rocha, uma cruz,
E o teu barco negro dançava na luz
Vi teu braço acenando, entre as velas já soltas
Dizem as velhas da praia, que não voltas:
São loucas! São loucas!

Eu sei, meu amor,
Que nem chegaste a partir,
Pois tudo, em meu redor,
Me diz qu'estás sempre comigo.

No vento que lança areia nos vidros;
Na água que canta, no fogo mortiço;
No calor do leito, nos bancos vazios;
Dentro do meu peito, estás sempre comigo.