terça-feira, outubro 26, 2010

A ética republicana e socialista - versão roupinhas do PM

CRÓNICA DA SEMANA - BIJAN E A IMORALIDADE


BIJAN E A IMORALIDADE

BIJAN. Pakzad. Um iraniano. Estudou têxteis na Suíça. Regressou ao seu país. Vestiu os mais poderosos homens daquela região, incluindo o Xá da Pérsia. Mas tinha maiores ambições. Universais. E mudou-se para os Estados Unidos há cerca de trinta e cinco anos. Para onde? Para onde havia dinheiro a rodos. Califórnia. Na zona mais chique, claro. Beverly Hills. E onde, aí? Em Rodeo Drive. Uma rua considerada a mais cara do mundo pela Time. Abriu as portas da sua loja… Não. Dizer assim está errado. Porque o estabelecimento BIJAN, na Rodeo Drive, em Beverly Hills, desde o primeiro dia que não tem as suas portas abertas. Só se pode ser atendido na BIJAN mediante marcação prévia. Porque, ali, o cliente é atendido em exclusividade. Claro que paga gordo por esse privilégio. Por isso e pela qualidade verdadeiramente excepcional do que ali é vendido. “Encontrei ali caxemiras cozidas à mão, artigos em pele de canguru, cabedais cuja macieza pode apenas ser suplantada pela da pele de um bebé”, disse uma entrevistadora de Pakzad, Susan Michals. E é o próprio dono que explica à entrevistadora:
“Os meus clientes são tão poderosos que merecem ser cuidados em exclusividade mediante marcação. Eles adoram isso. Adoram tanto a atenção que eu lhes dou como eu adoro a atenção ao pormenor”.
A entrevistadora conclui pela justeza do procedimento quando obtém a informação de que um cliente da BIJAN pode facilmente gastar na loja, numa tarde, qualquer coisa como 200.000 euros (quarenta mil contos). O que não se estranha, se se levar em conta que um frasco do perfume para homens, exclusivo da BIJAN, de 200 c.c., pode custar mais de 2.000 euros (quatrocentos contos), um par de peúgas 35 euros (sete contos) e um fato de corte impecável pode custar mais de 35.000 euros (mais de sete mil contos). Tudo a fazer da BIJAN, na opinião dos especialistas, a loja de moda mais cara do mundo!
A BIJAN vende essencialmente fatos, camisas, laços, sapatos, jóias, relógios, pastas e perfumes. Mas, cuidado! Não pense que pode chegar à BIJAN e pedir uma camisa colarinho 40. É o próprio dono que explica:
“O meu cliente adequado é alguém que ganhe pelo menos 75.000 euros por mês. Se alguém precisa de alguma coisa, a minha loja não é o sítio onde deve ir. Se alguém chegar aqui e quiser uma camisa, esse alguém não pertence a este mundo. Agora, se alguém chegar e disser que está a deitar fora 24 camisas e quer substitui-las, então esse é o meu cliente”.
E o negócio funciona. Pakzad Bijan gaba-se de ter feito, apenas com o seu nome, uma fortuna de quatro mil milhões de dólares. Algo que chegaria para cobrir o défice de Portugal em relação ao orçamentado.

***

Portugal é o que nós sabemos. Vivemos actualmente uma aflição dolorosa e uma asfixia financeira cuja cura não sabemos se existe. Sem dinheiro e com o crédito abalado, o Estado Português é obrigado a violentar os seus cidadãos. Espinhos dolorosos cravados sobretudo na carne dos mais necessitados mas a atingir, também e progressivamente, a carne dos remediados. Impostos a roçar o confisco. Ajudas sociais a diminuírem rapidamente. Benefícios fiscais a serem cortados a torto e a direito. Redução dos salários dos funcionários públicos. Empresas a fecharem. Em cada dia, novos recrutas a engrossar a legião do desemprego. As pessoas a contarem todos os magros tostões, tentando fazer aquilo que os desaustinados governantes que temos tido nunca se preocuparam em fazer, equilibrar o orçamento. Cortes em cascata, portanto. Numa espiral atordoadora que leva até a ter receio de abrir o jornal ou ver o telejornal, não vá vir por aí mais um novo apertão. Tudo sob a égide de um governante de percurso pessoal no mínimo sombrio, cheio de dúvidas a cada canto, na generalidade nunca devidamente esclarecidas. José Sócrates, de seu nome. Fixe esse nome, meu Caro Leitor. Já vai ver porquê.

***

As duas notas anteriores parecem nada ter a ver uma com a outra, não é assim, meu Caro Leitor? Mas têm. Muito. Dolorosamente muito. Tudo porque a BIJAN – como vimos, um estabelecimento que vende essencialmente vaidade – tem o hábito de imprimir no vidro da montra os nomes mais sonantes dos seus clientes. Lá estão, por exemplo, Larry King, o famoso locutor da CNN; os actores de cinema Al Pacino e Robert de Niro; o realizador de cinema Steven Spielberg; o presidente dos Estados Unidos Ronald Reagan; e o da Rússia Vladimir Putin; o cantor Elton John; e, espanto dos espantos, o Primeiro-Ministro de Portugal José Sócrates.
Ao tomar conhecimento disto, senti uma vertigem. A minha primeira reacção foi a de reconhecer ao Primeiro-Ministro o direito de escolher quem muito bem quiser para seu fornecedor. Se os presidentes dos poderosíssimos e riquíssimos Estados Unidos e Rússia podiam abastecer-se na BIJAN, porque raio não havia o Primeiro-Ministro do humilíssimo Portugal ter o direito de fazer o mesmo? Cheguei mesmo a colocar a mim próprio uma dúvida de tomo. Quem sabe ele tivesse ido para os lados de Hollywood – não estou a insinuar que foi para fazer testes de actor de cinema – e, passando à porta da BIJAN numa altura em que não estava lá ninguém, entrou para comprar um par de peúgas. Mas logo me vieram à mente as palavras do dono: “se alguém quer comprar uma camisa, este não é o seu lugar”. Muito penos para um par de peúgas. Não podia ser. E, rapidamente, estes meus pensamentos generosos foram substituídos por outros nem tanto. Caramba! Haverá algum abono para compra de roupas, concedido pelo OGE aos representantes dos órgãos do Poder? E, se não há, vamos lá a ver as declarações do IRS, a ver se estão lá rendimentos compatíveis com o facto de se ser cliente da loja mais cara do mundo? E, numa ocasião em que se pedem aos Portugueses sacrifícios pesados e sem conta, vislumbra-se sequer um laivo de moralidade num comportamento tal?
Retenhamos os factos. O Primeiro-Ministro de Portugal José Sócrates (assim, com todas as letras escarrapachadas na montra) é cliente da BIJAN, a loja mais cara do mundo. Terá (tem, pelo menos declarados ao fisco) rendimentos compatíveis com essa posição? Admitamos que tem. E ressalta uma questão de igual modo embaraçosa. Porque é que ele não poupou aos seus concidadãos, que ele governa, a vergonha de uma situação destas, a remeter-nos para os piores tempos da idade média, quando os suseranos comiam os javalis cuja caça proibiam aos aldeãos e estes haviam de contentar-se com as couves do quintal? Aquele nome não poderia estar ali sem a autorização pessoal dele. Portanto, deu-a, tácita ou explícita. E só encontro uma boa razão para tal. A sua imensa vaidade. Uma qualidade mais que temos de apor ao seu brilhante currículo.
A imoralidade, de uma situação como a descrita, é de tal modo grande que a minha limitada inteligência não consegue intuir quais as virtudes da estabilidade política que justificam manter este espécimen no lugar que ocupa. Se temos de esgaravatar os últimos grãos de trigo na terra queimada do quintal, se temos de catar por aí o supermercado que mais barato vende o arroz, então façamo-lo com dignidade e moralidade.

Ontem houve um forte sismo na Indonésia

Indonésia: Cancelado alerta de tsunami após sismo de 7,5 graus

O alerta de tsunami emitido esta segunda-feira após um sismo de magnitude 7,5 ao largo da ilha indonésia de Samatra foi cancelado.

O abalo sísmico registou-se a 30 quilómetros de profundidade, com epicentro ao largo de Samatra, na região onde teve origem o sismo que provocou o tsunami de Dezembro de 2004, o mais devastador de que há registos, indicou o USGS.

Um aviso de tsunami foi emitido para a Indonésia, com a indicação de que o sismo poderá gerar ondas num raio de algumas centenas de quilómetros a partir do epicentro, mas o Centro de Alerta de Tsunamis do Pacífico indicou que, os registos existentes sugerem que as ondas produzidas pelo sismo não serão destrutivas.

Não houve registo, até ao momento, de vítimas ou danos materiais provocados pelo sismo. 

in Diário Digital - notícia aqui

segunda-feira, outubro 25, 2010

As Novas Oportunidades e as aldrabices de Luís Capucha desmontadas

 (imagem daqui)

No Blog De Rerum Natura está uma crítica demolidora à propaganda a aldrabice chamada Novas Oportunidades e a um dos seus chefes:




Nota: é importante desmascarar esta malta que, defendendo o seu poleiro, enterra todo o país...

Por mim pode guardá-las nos bolsos

(imagem daqui)




Economia nacional vai ter o terceiro crescimento mais baixo do mundo até 2015.

in A Educação do meu Umbigo - post de Paulo Guinote



NOTA: alguém me sabe dizer que mais países vai visitar o ditadorzinho?

Humor (so)cretino-chavesco

(imagem daqui)


As mesmas casas e computadores que tinha comprado há dois anos?

in 31 da Armada - post de Rodrigo Moita de Deus

Música nova para geopedrados



I was walking, was living
My melody was acapella
There’s a beat I was missing
No tune, or a scale, I could play




The sound in the distance
No orchestra playing together
Like a boat out to sea,
The silence was too deafening




So come and revive me
I can’t feel my heartbeat
Just me surviving alone




Before you,
My whole life was acapella
Now a symphony’s
The only song to sing
Before you,
My whole life was acapella
Now a symphony’s
The only song to sing




Everything was the same
One color was just like the others
An assembly routine
My memories were all black and white
Till I stopped overthinking
Decided to draw back the curtains
And I cleared all the cobwebs
And began to let in the light




So come and revive me
I can’t feel my heartbeat
Just me surviving alone




Before you,
My whole life was acapella
Now a symphony’s
The only song to sing
Before you,
My whole life was acapella
Now a symphony’s
The only song to sing




You are the drum in my heart beat
Bass and guitar lead
Stuck on the notes you play
My heart that you play on
Red like a crayon
I can’t walk away




Before you,
My whole life was acapella
Now a symphony’s
The only song to sing
Before you,
My whole life was acapella
Now a symphony’s
The only song to sing

Apagada e vil tristeza

Pior que Portugal? (quase) Só o Haiti.


digitalizar0003.jpg
Pessoa afirmava que Jesus Cristo não percebia nada de finanças.
De mim, posso dizer o mesmo.
E de Sócrates, de mão dada com o Teixeira ministro.
Da leitura matinal e soalheira do periódico El País aprendi hoje bastante.
Nos últimos dez anos, e em 180 países, apenas Itália (179º) e Haiti (180º) fizeram pior do que Portugal em crescimento económico.
Sim, lugar 178º em crescimento económico.
Tudo bem, não serão as Finanças de que Sócrates parece nada saber, mas sim a Economia.
Mas desta, e já lá vão mais de 5 anos de navegação cheia de tretas, também o governo parece desorientado.
10 anos a nada crescer.
Porque não deixa o país em paz, sr. Engenheiro?
Pode ser que o país cresça mais sem a navegação tão entendida quanto a sua.
Ou mesmo sem qualquer navegação.
Citando o El País, sr. Engenheiro, foi uma época perdida.

(clicar na imagem para aumentar)
CRESCIMENTO_ECONOMICO_PORTUGAL_2000_2010 (Large).jpg(clicar para aumentar)

Imagens - jornal El País, 24 de Outubro de 2010, a partir de dados do FMI.

in Ciência ao Natural - post de Luis Azevedo Rodrigues

E depois admirem-se de haver deputados a passar fome ou a roubar...

image

Sismo na Galiza - IGN


No site do IGN estão o mapa e dados aqui citados...


Fecha Hora(GMT) Latit. Longit. Prof. Int. Máx. Mag.
24/10/10 23:42:07 42.3301 -8.5770 11 III 3.0

Sismo na Galiza

 Recebido do IM via e-mail:

O Instituto de Meteorologia informa que no dia 25-10-2010 pelas 00:42 (hora local) foi registado nas estações da Rede Sísmica do Continente, um sismo de magnitude 2.9 (Richter) e cujo epicentro se localizou a cerca de 10 km a Sul-Sudeste de Pontevedra (ESP).

Até à elaboração deste comunicado não foi recebida nenhuma informação confirmando que este sismo tenha sido sentido.

Se a situação o justificar serão emitidos novos comunicados. Sugere-se o acompanhamento da evolução da situação através da página do IM na Internet (www.meteo.pt) e a obtenção de eventuais recomendações junto da Autoridade Nacional de Protecção Civil (www.prociv.pt).

O Princípe Perfeito morreu há 515 anos

 
D. João II no Livro dos Copos
(imagem daqui)

D. João II de Portugal (Lisboa, 3 de Maio de 1455Alvor, 25 de Outubro de 1495) foi o décimo-terceiro Rei de Portugal, cognominado O Príncipe Perfeito pela forma como exerceu o poder. Filho do rei Afonso V de Portugal, acompanhou o seu pai nas campanhas em África e foi armado cavaleiro na tomada de Arzila. Enquanto D. Afonso V enfrentava os castelhanos, o príncipe assumiu a direcção da expansão maritima portuguesa. Sucedeu ao seu pai após a sua abdicação em 1477, mas só ascendeu ao trono após a sua morte, em 1481. Concentrou então o poder em si, retirando-o à aristocracia. Nas conspirações que se seguiram suprimiu o poder da casa de Bragança e apunhalou pelas suas próprias mãos o seu primo Diogo, Duque de Viseu. Governando desde então sem oposição, João II foi um grande defensor da política de exploração atlântica iniciada pelo seu tio-avô Infante D. Henrique, dando prioridade à busca de um caminho marítimo para a Índia para o que ordenou as viagens de Bartolomeu Dias e de Pêro da Covilhã. O seu único herdeiro, o príncipe Afonso de Portugal estava prometido desde a infância a Isabel de Aragão e Castela, ameaçando herdar os tronos de Castela e Aragão. Contudo o príncipe morreu numa misteriosa queda em 1491 e durante o resto da sua vida D. João II tentou, sem sucesso, obter a legitimação do seu filho bastardo Jorge de Lancastre. Em 1494, na sequência da viagem de Cristóvão Colombo, que recusara, negociou o Tratado de Tordesilhas com os reis católicos, morrendo no ano seguinte sem herdeiros legítimos, tendo escolhido para sucessor o duque de Beja, seu primo direito e cunhado, que viria a ascender ao trono como D. Manuel I de Portugal.

(...)
João II morreu em 1495, sem herdeiros legítimos. Dado o ódio que a nobreza portuguesa sempre lhe teve, a hipótese de envenenamento não é de excluir. Antes de morrer, João II escolheu Manuel de Viseu, duque de Beja, seu primo direito e cunhado (era irmão da rainha Leonor) para sucessor.

A rainha Isabel, a Católica, de Castela, por ocasião da sua morte, terá afirmado «Murió el Hombre!», referindo-se ao monarca português como o Homem por antonomásia, devido às posições de força que assumira durante o seu reinado.

Foi-lhe atribuído o cognome o Príncipe Perfeito pois foi graças às medidas por ele implantadas que emergiu triunfante o valor da sua obra, ou seja, a época de ouro de Portugal.


domingo, outubro 24, 2010

No comments

(imagem daqui)



NOTA: a mesma mulher que usou de iguais subterfúgios para combater (ou era mascarar?) o deficit, no tempo em que era Ministra, agora põe a boca no trombone. Depois, com a mesma coerência, aconselha que se compactue com a vigarice (na minha terra diz-se que é tão ladrão o que vai a vinha como o que fica à porta...).

(imagem daqui)

... e ele só queria voltar ao tempo do último andar recuado...


(imagem daqui)

«Ofereceram-me sete presidências de empresas públicas»

Narciso Miranda lança duras críticas a José Sócrates, que acusa de promover o laxismo e novo-riquismo no PS e no país

O antigo presidente da Câmara de Matosinhos revela que lhe ofereceram sete cargos de empresas públicas para se calar. «Ofereceram-me o cargo de presidente da Metro do Porto, presidente dos transportes públicos do Porto, presidente das Águas do Rio Douro e Paiva, presidente do ex-Instituto Nacional de Habitação e para uma eventual holding para gerir as infra-estruturas marítimo-portuárias...», enumera .

Em entrevista à revista Sábado, Narciso Miranda lança duras críticas a José Sòcrates. Diz que este «tem sido um excelente chefe, com paus-mandados no terreno que fazem o que ele manda». E afirma que Pedro Silva Pereira e Rui Pedro Soares são «paus-mandados» do líder do PS.

Considerando a influência de Sócrates no PS «muito maior do que seria aceitável», Narciso lança critica a visão de Sócrates para o país. «Acho que o país idealizado ou construído por José Sócrates é perturbador. É o país do laxismo, do facilitismo, do favor, da ficção, do discurso fantasmagórico e... das cunhas descaradas».

«Esta nova cultura política de novo-riquismo, do facilitismo, da balda provoca-me angústia».

O agora vereador da Câmara de Matosinhos garante que ainda não é altura de se retirar. «Sou novo demais para calçar pantufas. Tenho ainda muito caminho para percorrer».

E confessa ter esperanças numa mudança. «Isto vai mudar e espero que depressa. Espero que, ultrapassados os prazos constitucionais, se arranjem novos protagonistas para tomarem conta do País». 

in TVI 24 - ler notícia

Pacheco Pereira, as Novas Oportunidades e os Magalhães

Pacheco Pereira, no seu blog Abrupto, debruça-se com muita clareza sobre a brutal quantidade de dinheiro gasto para a fotografia com o nosso PM (e para alguns meterem ao bolso...) e para falsificar miseravelmente as estatísticas das habilitações literárias da nossa população:

Sete palmos de abrigo?!?

Abrigo

Orçamento abrigo de tempestades

Novas Oportunidades - a voz do chefe e as mentiras desmascaradas

(imagem daqui)

Parece que o cappo máximo das Novas Oportunidades está em plena campanha a vender o seu peixe (que, na sua maioria, está podre e intragável):




É claro que repetir uma mentira muitas vezes não a torna verdade - uma aldrabice é sempre uma aldrabice, por muito que a doirem. Para perceberem como isto bateu no fundo sugere-se as seguintes leituras:





(imagem daqui)

NOTA: sabiam que é quase impossível hoje, a alguém que parou de estudar, voltar, de facto, a aprender as matérias que precisa para ir para a Universidade? E que há hoje cursos universitários, da área de Ciências, que têm caloiros provenientes das novas oportunidades que, das bases de Química e Matemática que precisam, têm o que aprenderam no 9º Ano ou menos?!?...

The end is near... - Nov@s Oportunydadz

(clicar para aumentar)

Sábado, 21 de Outubro de 2010 - via A Educação do meu Umbigo

Vertigem - música adequada à situação económica do país

A ética republicana e socialista - versão generosas ofertas a Narciso Miranda

(imagem daqui)

Cosa nostra

PS: Já ouviram isto?

in Blasfémias - post de Helena F. Matos

sábado, outubro 23, 2010

Hoje o Rei faz 70 anos!

(imagem daqui)

O futebolista Pelé, o melhor jogador de sempre e em todo o mundo, faz hoje 70 anos. Celebremos a data com uma música que cantou com a saudosa Elis Regina:

Seminário em Évora - II


RAZÕES ISOTÓPICAS DE HE E NE AO LONGO DO RIFT DA TERCEIRA: IMPLICAÇÕES PARA A FONTE MANTÉLICA DOS AÇORES

HE AND NE ISOTOPIC RATIOS ALONG THE TERCEIRA RIFT: IMPLICATIONS FOR THE AZORES MANTLE SOURCE

Pedro Madureira

Universidade de Évora

Departamento de Geociências e Centro de Geofísica de Évora


Hora: 14.30 horas

Data: 27 de Outubro de 2010 (4ª feira)
Local: Anfiteatro 1 – Colégio Luís António Verney

Promove: CGE/UE


Resumo:

Ao longo das últimas décadas, a análise sistemática de gases nobres tem demonstrado a existência de uma heterogeneidade significativamente maior da fonte mantélica dos basaltos das ilhas oceânicas do que aquela que fornece os magmas extruídos ao longo das cristas médias oceânicas. A maior parte dos locais amostrados no presente trabalho situam-se ao longo da fronteira de placas que constitui o bordo N do Plateau vulcânico dos Açores, conhecida como Rift da Terceira. Esta estrutura é caracterizada pela alternância de ilhas oceânicas com bacias de profundidades superiores a 3000 m. Com base na análises isotópicas de He e Ne obtidas a partir de fenocristais de olivina será discutida a natureza da fonte mantélica que alimenta o magmatismo associado à dinâmica deste sistema de alastramento ultra-lento.

Seminário em Évora


MICROSSISMICIDADE NA REGIÃO DE ARRAIOLOS:
PISTAS PARA A SUA INTERPRETAÇÃO OU PURA ESPECULAÇÃO?

Alexandre Araújo

Universidade de Évora

Departamento de Geociências e Centro de Geofísica de Évora


Hora: 14.30 horas

Data: 27 de Outubro de 2010 (4ª feira)
Local: Anfiteatro 1 – Colégio Luís António Verney

Promove: CGE/UE


Abstract:
A região a NW de Évora, concretamente área envolvente à povoação de Arraiolos, caracteriza-se por uma microssismicidade persistente, relativamente difusa. No VIII Congresso de Gelogia, em Junho de 2010, foi apresentada uma comunicação intitulada “A elevação de Aldeia da Serra (Arraiolos): um “push up” activo associado à falha de Ciborro e ao lineamento de S. Gregório?”, em co-autoria com António Martins e João Matos. Nesse trabalho apresentou-se um modelo interpretativo para a actividade tectónica da região, com base em dados de Geologia de Campo, Geomorfológicos, análise de imagens de satélite e na distribuição da sismicidade da região.

Nesta palestra pretende-se apresentar um resumo desse trabalho, ainda preliminar, e discutir hipóteses de trabalho futuras, que envolvam novas abordagens, eventualmente em colaboração com colegas do Grupo de Geofísica Interna/Sismologia.

Música tropical com sabor a basófias


Nota: não sei quem canta - alguém me pode confirmar a minha suposição?

sexta-feira, outubro 22, 2010

Sismo nos Açores - actualização


Segundo o IM, aqui ficam os dados do sismo de hoje:


Arquipélago dos Açores (Data de actualização 2010-10-22 15:41)


Data(TU) Lat. Lon. Prof. Mag. Ref. Grau Local
2010-10-22 15:41 38,53 -29,45 3 3,7 W Faial II Feteira


ADENDA: o CVARG, no seu site, divulga também os dados e localização do epicentro:

Sismo nos Açores

Recebido do IM via e-mail:

O Instituto de Meteorologia informa que no dia 22-10-2010 pelas 15:41 (hora local) foi registado nas estações da Rede Sísmica do Arquipélago dos Açores, um sismo de magnitude 3.6 (Richter) e cujo epicentro se localizou a cerca de 50 km a Oeste do Capelo (Faial).

De acordo com a informação disponível, este sismo foi sentido, devendo em breve ser emitido novo comunicado com informação instrumental e macrossísmica actualizada.

Se a situação o justificar serão emitidos novos comunicados. Sugere-se o acompanhamento da evolução da situação através da página do IM na Internet (http://www.meteo.pt/) e a obtenção de eventuais recomendações junto do Serviço Regional de Protecção Civil e Bombeiros (http://www.srpcba.pt/).

Explicação ecológica para a situação de quatro países


NOTA: na base, naturalmente, os PIGS (acrónimo baseado nos nomes de quatro países: Portugal, Italy, Grece & Spain).

Etnobotânica e Biodiversidade em Ourém


Jornadas da Etnobotânica e Biodiversidade 

27 e 28 de Novembro de 2010

Inscrições Gratuitas (Inclui documentação e diploma, a todos os participantes)

Auditório da Câmara Municipal de Ourém
39º 39’ 31.61’’ N
08º 34’ 41.74’’ O


Programa

27 de Novembro (Sábado)

09.30 Recepção dos participantes e entrega da documentação

10.00 – Painel: Biodiversidade

- Fernando Catarino - Universidade de Lisboa

11.30 – Pausa com chá e bolinhos locais

12.00 – Pedro Cortes – Engenheiro Agro-florestal

12.45 – Espaço debate

13.30 – Almoço regional (pago; local e ementa a definir, mediante inscrição prévia)

15.00 – Painel: Etnobotânica

- Amélia Frazão Moreira - Departamento Antropologia da FCSH (Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa) e CRIA (Centro em Rede de Investigação em Antropologia).

- António Flor – Botânico

16.30 – Pausa com Castanhas e abafado

17.00 – Jorge Paiva – Universidade de Coimbra

17.45 – Espaço debate

18.30 – Projecção do filme ‘Em nome da terra’ comentada pela realizadora Rita Saldanha (a confirmar)

20.00 – Jantar regional e animação musical (pago; local e ementa a definir, mediante inscrição prévia).


28 de Novembro (Domingo)

10.00 – Saída de campo no Agroal para observação da flora e fauna

13.00 – Almoço regional (pago; local e ementa a definir, mediante inscrição prévia)

14.30 – Conclusões e encerramento dos trabalhos




quinta-feira, outubro 21, 2010

Poema para depois de uma aula de música do filhote

(imagem daqui)

Moto Contínuo

Por onde passo sem cantar, já canto
Com a voz que hei-de ter.
O meu silêncio é sempre
O avesso de um verso
Ainda condenado
Ao purgatório do indefinido...
Só quando ali estiver purificado
Poderá ser ouvido.

Ouvido por alheias criaturas.
Eu,
Vítima, algoz e tronco de tortura,
Ouço o trovão
Antes da trovoada...
E arrasto, portanto,
A cruz futura do futuro canto,
Mesmo quando parece muda a caminhada.


in Diário VIII (1959) - Miguel Torga

O país das aldrabices

(imagem daqui)
Mais aldrabices

Segundo o Público de hoje, o Secretário de Estado Emanuel dos Santos anunciou ontem que o valor orçamentado este ano para despesas de "consultadoria" elaboradas por entidades externas desceu muito em relação ao ano anterior. Este ano não vai chegar sequer a 30 milhões de euros e o ano passado rondou os 50 milhões. Aqui fala-se em mais de 90 milhões. Ou seja, cheira a aldrabice. Com esta gente estamos frequentemente no campo da aldrabice e das meias-verdades, porque as coisas nunca são claras e os esclarecimentos não aparecem quando pedidos.

E ainda tem a distinta desfaçatez em dizer que "seria mais oneroso para os contribuintes dispor de especialistas em todas as matérias a tempo inteiro".
Ai seria? Então para que servem os gabinetes jurídicos dos ministérios? E para que serviam as auditorias nesses mesmos ministérios, lugares por onde passou o tempo todo, o ex-vice-PGR Gomes Dias e que segundo consta deu um parecer verbal num caso mediático?

Mais: só os advogados da Sérvulo e outros que tais ( as três grandes, como dizia o Júdice) é que sabem de direito administrativo, de ambiente, comercial e assim?
Então se é assim, poderiam recrutar especialistas na magistratura e pagá-los a uma fracção do custo dos pareceres. A tempo inteiro e com maior proveito profissional. Porque quem sabe dessas matérias é quem lida com elas todos os dias, como profissão.
Aliás, para que serve um tribunal de Contas?

Portanto, para ver a aldrabice bem patente, basta ver o que o Governo gastou em pareceres no tal exercício de "consultadoria" apenas com um único escritório de advogados- a Sérvulo & Associados. Só em quatro contratos em 2009 foram mais de um milhão de euros. A firma desmente. E diz que é nada disso. Mas não diz quanto é e quanto recebeu ao certo e no total...

No entanto, parece que há mais e muito mais.

Este tipo de coisas está muito bem explicado aqui. É pena que os jornalistas não leiam destas coisas e as aproveitem.
Poderiam perceber melhor tudo isto se entendessem isto que ali se escreve:

O problema é óbvio para quem trabalha com o CCP: o Estado é apenas mais um cliente, as empreiteiras de obras públicas, fornecedores e prestadores também são clientes. E o Estado tem recorrido aos serviços de quem igualmente defende outros clientes.
Quando o Estado escolhe quem os seus oponentes escolhem, os conflitos de interesses vir a ser intransponíveis. E, desconhecendo-se que estes existam, é certo que, às vezes, coexiste alguma promiscuidade mal explicada.
Os quase 500 artigos do CCP são uma Torre de Babel para quem trabalha com contratos públicos.
É, porém, verdade o que diz SC: todos tiveram 6 meses para estudar o Código. Pela minha parte, chamei a atenção, por escrito, ainda como auditora do TC, para esta complexidade.
Não vi grandes preocupações por parte do Estado em formar técnicos nestes 6 meses.
Tudo continuou diletante, apático e alheado. Desde 2008 que o CCP é a minha Caixa de Pandora. Foi a arma para investir numa actividade livre e privada e abdicar do meu vínculo ao Estado.
A exoneração foi a minha libertação. Se o Código fosse uma amálgama reduzida à agregação do DL 59/99 e do 197/99, isso não seria possível.
A complexidade da obra obriga a requalificações profissionais e quem exerce funções públicas não está motivado nem disposto a isso.
A estrutura da Administração Pública é deficitária para manusear um monumento jurídico desta ordem. E a debandada das reformas não ajuda. Ficam os menos experientes. Vão-se os que têm mais traquejo e expediente.
Numa máquina que obstaculou a que os seus funcionários licenciados em Direito tirassem o estágio para exercer advocacia e inibiu a sua vocação para dirimir litígios, o problema é hoje evidente: não há predisposição nem há aptidão. Contratam-se advogados, juristas, investigadores, consultores e peritos.
O Estado não tem mão-de-obra qualificada para ter mão neste Código. E isto dá a mão aos que abdicaram do Estado em prol do estudo do CCP. Numa coisa dou razão ao Sérvulo Correia: não há aqui filhos e enteados. Há, talvez, digo eu, filhos legítimos e bastardos.

in portadaloja - post de José

The end is near... - como sair de um beco

(imagem daqui)

Helena Matos no Público:
O homem que todos querem ver pelas costas. Mas na verdade o homem de quem todos dependem. Falo de José Sócrates naturalmente. O PS vive na esperança que o PSD ou o PR façam aquilo que em devido tempo o PS não fez: criar uma situação que leva à saída de Sócrates de cena. Infelizmente para o PS agora é tarde: as alternativas à liderança de José Sócrates foram empalidecendo de cada vez que o PS se tornou cúmplice do indefensável e disse sim ao que bem sabe que devia ter dito não.

Sócrates é ignorantíssimo, fútil, não tem sentido de Estado e tomou decisões na sua vida académica, profissional e política que a maior parte dos portugueses, até o conhecerem como primeiro-ministro, repudiariam liminarmente. Mas tem uma noção agudíssima do poder. Enquanto o exerceu de facto transformou o aparelho de Estado na sua máquina e fez de cada português um dependente do Estado.

Continua a fazê-lo agora, quando já não se pode dizer que exerce o poder porque neste momento trata sim ou de arranjar uma situação que lhe permita sair condignamente ou de conseguir uma legitimidade reforçada no cargo de primeiro-ministro.

The end is near...

Vórtice de desespero engole o regime



Depois da reacção que o meu texto de ontem gerou - deixo, antes de mais, um sentido agradecimento ao Sapo, pelo destaque -, a sucessão vertiginosa de acontecimentos deixa as perspectivas quanto ao futuro do país cada vez mais incertas.

O ex-economista chefe do FMI, Kenneth Rogoff, afirmou que o FMI poderá vir a intervir em Portugal, quer o Orçamento do Estado seja aprovado ou não, afirmando também que a intervenção da organização não é necessariamente melhor do que entrar em incumprimento de dívida. Precisamente no seguimento do que dissemos ontem, tal como já havia sido apontado pelo LR no Blasfémias.

Depois da distinta lata de Jorge "Lacaio", no Prós e Contras de ontem, dizendo que este orçamento defende o Estado Social, e que a pobreza está a diminuir (quando o Presidente da Cáritas havia dito precisamente o contrário, e quando está à vista de todos aquilo que se passa), veio agora outro comensal do orçamento, do lado do PSD, Paulo Rangel, dizer que o PSD se deve abster por motivos patrióticos. Mas como é que esta gente tem a lata de falar em patriotismo? Esta gente deste regime que acabou com qualquer sentido de patriotismo e de comunidade, através do qual tantos têm servido os próprios bolsos à custa dos contribuintes?

Valha-nos, para já, Passos Coelho, que contra tantas pressões lá tem demonstrado nervos de aço, e que já esta noite impõs as suas condições para aprovar o orçamento: aumentar o IVA em apenas 1%, suspender todas as Parcerias Público-Privadas (PPP), nada de cortes nos sectores principais do Estado Social - saúde e educação - aceitar reembolsos fiscais por entrega de dívida pública, recusa de algumas mexidas nas tabelas do IVA e que a Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO) passe a ser uma agência independente de fiscalização da despesa e dívida pública que inclui o Estado, entidades públicas e privados que recebam subsídios públicos.

Contudo, não deve faltar muito para o governo cair. Depois dos trabalhadores da Direcção-Geral de Contribuições e Impostos se recusarem a trabalhar horas extra, ameaçando ainda com uma greve, agora é a vez dos juízes assumirem o seu poder de fiscalização. Não tenho dúvida alguma que, se forem para a frente com esta medida, muitas e diversas atitudes despesistas irão ser encontradas, e mais vale tarde que nunca: A Associação Sindical dos Juízes Portugueses (ASJP) requereu acesso aos documentos que autorizaram e atestam os montantes gastos pelos membros dos gabinetes dos 16 ministérios e dos secretários de Estado da Presidência do Conselho de Ministros e do adjunto do primeiro-ministro. O pedido solicita informação sobre “a atribuição e utilização de cartões de crédito e uso pessoal de telefones, móveis ou fixos”, e também “cópia dos documentos de processamento e pagamento das despesas de representação aos membros do actual Governo”, bem como “de subsídios de residência”.

Esta é a hora da verdade para Sócrates. O PSD está aberto a negociar, agora sim sobre  um documento que já se conhece. E tanto PSD como CDS já sugeriram onde cortar quase 600 milhões de euros, em várias despesas supérfluas. Será José Sócrates capaz de, ao menos uma vez na vida, ter sentido de Estado e de responsabilidade, ter percepção do que se passa realmente e capacidade de verdadeiramente negociar a viabilização de um OE mais equilibrado, menos despesista e que estimule a economia?

Seja como for, este é um governo a prazo. Tem os dias contados. Falta apenas saber se o regime também. E se este tiver os dias contados, como muitos já receiam, há um real perigo: o do poder cair na rua. E é preciso evitar isto. O que acontecerá com uma de duas situações: tal como escrevi ontem, com uma ditadura do FMI em nossas casas, ou se decidirmos tomar em mãos a responsabilidade de tratar dos nossos assuntos. Portugal não é uma democracia liberal madura, responsável, e não vai ser com este enquadramento democrático, perpassado por uma imensa rede de sombrios interesses clientelares, que alguém vai ser capaz de reformar o Estado português. Das suas quase 14 mil entidades, aposto que a esmagadora maioria nada mais faz do que ser um sorvedouro de dinheiro dos contribuintes. Este é um sistema caduco, que está a tentar preservar-se por todas as formas, colocando uma brutal pressão sobre os seus contribuintes liquídos, de tal forma que este não é um Orçamento de Estado mas um Orçamento de Extorsão. Não seria melhor sermos nós a tratar dos nossos assuntos, a arrumar a casa de forma a que possamos ter uma democracia liberal digna dessa qualificação (que não temos agora)?

Mas, quantos estão dispostos a sair para a rua? E, ao contrário do que alguns julgam, não estou aqui a fazer nenhuma apelo às armas. O que é preciso é mostrar, o quanto antes, o descontentamento dos portugueses, que não apenas os que se associam à greve da CGTP. Protestos pacíficos mas incisivos, que demonstrem que os portugueses estão vigilantes em relação às trapalhadas deste governo, e que não mais vão aturar bovinamente os devaneios socretinos.

in Blog Estado Sentido - post de Samuel de Paiva Pires

quarta-feira, outubro 20, 2010

Jornadas da OIKOS de Leiria

XVI JORNADAS SOBRE AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO

“Biodiversidade – Herança de Futuro?

A Oikos vai realizar nos próximos dias 21 e 22 de Outubro de 2010, as XVI Jornadas sobre Ambiente e Desenvolvimento este ano subordinadas ao tema “Biodiversidade – Herança de Futuro?”. O evento terá lugar no auditório da Escola Superior de Educação e Ciências Sociais de Leiria. Entrada será livre, mediante inscrição. 

PROGRAMA

Dia 21 de Outubro, Quinta-Feira

09.00 - Entrega de documentação
09.30 - Sessão de abertura
  • Presidente da Oikos
  • Vereadora do Ambiente da Câmara Municipal de Leiria
  • Governador Civil do Distrito de Leiria
10.00 - Painel A: Importância da Biodiversidade
”Origem e Evolução das Espécies”
José Teixeira - CIBIO - Universidade do Porto
11.00 - Intervalo
”Importância da Biodiversidade”
Jorge Paiva - Universidade de Coimbra
12.15 - Debate
Moderador: José Castro (Oikos)
13.00 - Almoço
14.30 - Painel B: Biodiversidade em Portugal
“O Mundo dos Invertebrados”
Isabel Abrantes - Universidade de Coimbra
“Aves de Portugal”
Gonçalo Elias - Projecto Aves de Portugal
16.00 - Intervalo
”Flora de Portugal”
João Honrado - Universidade do Porto
“Répteis e Anfíbios de Portugal”
José Teixeira - CIBIO - Universidade do Porto
17.30 - Debate
Moderador: Edgar Lameiras (ESECS/IPLeiria)
18.00 - Encerramento


Dia 22 de Outubro, Sexta-Feira

09.30 - Painel C: Ameaças à Biodiversidade
“Principais Ameaças à Biodiversidade em Portugal”
Eugénio Sequeira - Liga para a Protecção da Natureza
“Alterações Climáticas e Biodiversidade”
Maria João Cruz - Universidade de Lisboa
11.15 - Intervalo
“Espécies Invasoras”
Helena Freitas - Universidade de Coimbra
12.15 - Debate
Moderador: Rui Cordeiro (Vertigem)
13.00 - Almoço
14.30 - Painel D: Conservação da Biodiversidade
“Lobo Ibérico”
Francisco Petrucci - Fonseca - Universidade de Lisboa
“Biodiversidade Marinha”
Jorge Gonçalves - Universidade do Algarve
16.00 - Intervalo
“Conservação da Biodiversidade nas Áreas Classificadas
- Região de Leiria”
Luís António Ferreira - Instituto da Conservação da Natureza
e da Biodiversidade
17.00 - Debate
Moderador: Nuno Carvalho (Oikos)
17.30 - Encerramento das Jornadas

Local: Auditório da Escola Superior de Educação e Ciências Sociais de Leiria

Entrada livre mediante inscrição

A ética republicana e socialista - versão lápis rosa-azulado

Censura.jpg


Liberdade de Imprensa: o Index

De acordo com o Press Freedom Index 2010 da Repórteres Sem Fronteira, Portugal volta a descer no ranking mundial. Agora é 40º da lista. Era 30º em 2009, 16º em 2008, 8º em 2007. Está atrás da Namíbia e do Suriname (mas, alto e pára o baile!, orgulhosamente um ponto à frente da Tanzânia e três da Papua Nova-Guiné).

A agência Lusa dá a notícia. Mas antes do singular e seca frase onde refere Portugal (no penúltimo de 14 parágrafos, escondida atrás de comentários sobre Timor-Leste), teve tempo para mencionar o Brasil, Angola e os PALOP em geral, os crimes noutros países e até a importância do desenvolvimento económico para a liberdade de imprensa. A nossa sorte é que os portugueses não dependem da agência Lusa para ter notícias, porque, como se vê em mais este exemplo, se esse fosse o caso estariam hoje emparelhados com tanta liberdade de imprensa como a que existe na Eritreia, Turquemenistão e Coreia do Norte.

in 31 da Armada - post de SHC


NOTA - podem ler a notícia que deu origem ao texto citado AQUI.

Paga quem pode...


in Blog Anterozóide - cartoon de Antero

Música muito (infelizmente...) actual

Ainda há gente com eles no sítio...

(imagem daqui)


O que vale a palavra de uma Ministra da Educação?

Ministra assume que concurso de professores não será realizado em 2011

A ministra justificou que o maior peso do Orçamento do Ministério da Educação é com recursos humanos

A ministra da Educação, Isabel Alçada, assumiu hoje no Parlamento a impossibilidade de realizar o concurso de professores em 2011 que se havia comprometido com os sindicatos devido à contenção orçamental.


"A situação que vivemos actualmente impede o ministério de realizar o concurso extraordinário de docentes em 2011, mas serão colocados todos os docentes necessários nas escolas", disse Isabel Alçada durante uma audição da Comissão de Educação, que ainda está a decorrer.

Sem querer entrar em pormenores sobre o Orçamento da educação, a ministra afirmou que é convergente com o objectivo de reduzir despesa que se exige a todos os ministérios. De acordo com a ministra, o adiamento do concurso "não compromete outras medidas", mas admitiu também que o acordo de princípios assinado com os sindicatos só será cumprido naquilo que não colidir com o Orçamento do Estado, o que levou a oposição a afirmar que não resta nada do programa do PS, nem do acordo.

A ministra defendeu que nenhuma medida é arbitrária e manifestou solidariedade com os professores, reafirmando que era sua "intenção séria" realizar o concurso. A declaração de Isabel Alçada levou a oposição a exclamar que os professores não pedem solidariedade, pedem justiça.

Isabel Alçada garantiu que não estará em causa o funcionamento das escolas e que a medida afecta toda a administração pública. A ministra justificou que o maior peso do Orçamento do Ministério da Educação é com recursos humanos e que está a ser exigido ao Governo que reduza despesa.

A ética republicana e socialista - versão faz-de-conta governamental


terça-feira, outubro 19, 2010

Curso de Iniciação à Espeleologia em Lisboa



Curso de Iniciação à Espeleologia - Novembro de 2010

17, 20, 21, 25, 27 e 28 de Novembro de 2010

OBJECTIVOS
Este curso tem como objectivo dar aos participantes a capacidade de visitar uma gruta de dificuldade média, quando enquadrados por chefes de equipa habilitados, e descobrir globalmente os diferentes aspectos culturais, científicos e ambientais relacionados com as grutas e regiões calcárias.

CURRICULUM
O curso tem uma duração de seis dias e é composto por aulas teóricas (A História da Espeleologia, A Formação das Grutas, Equipamentos e Técnicas de Espeleologia, A Vida nas Grutas, Conservação do Meio Subterrâneo, Prevenção de Acidentes), por aulas práticas, treinos técnicos em falésias e visitas a grutas de acesso vertical e horizontal.

CONDIÇÕES DE INSCRIÇÃO
Ser sócio da SPE
Idade mínima: 15 anos
Preço: € 150

O preço deste curso inclui a admissão a sócio aluno, o empréstimo de material técnico individual, bibliografia básica, alojamento e seguro.

Inscrições até 06 de Novembro


ALOJAMENTO
Será fornecido alojamento em quartos duplos.

EQUIPAMENTO
O equipamento técnico individual e colectivo será fornecido pela EPE.
O equipamento indispensável, a providenciar por cada participante é o seguinte:
  • Fato-macaco ou roupa velha resistente e que não seja apertada para utilização dentro de gruta e no campo e que se possa sujar;
  • Botas de água (galochas ou botins) e em alternativa outro tipo de botas de campo ou calçado desportivo que se possa sujar;
  • Luvas de trabalho em PVC ou cabedal;
  • Conjunto de 4 pilhas alcalinas de tipo AA.

É recomendável dispor de roupa de protecção contra a chuva e de um saco de plástico de grandes dimensões para colocar a roupa e calçado utilizado dentro de gruta. Cada participante considera-se responsável pelas perdas e danos que causar no material e equipamento que lhe for distribuído pela EPE.

LOCALIZAÇÃO
O curso realizar-se-á em Lisboa onde serão ministradas as aulas teóricas e no Parque Natural de Serras de Aire e Candeeiros, onde decorrerão as sessões práticas e as visitas a grutas.


TRANSPORTE
O transporte fica a cargo de cada participante, devendo efectuar-se em viatura própria. O trajecto e os locais de encontro serão previamente combinados.

PROGRAMA

CONTACTOS
Escola Portuguesa de Espeleologia
Departamento de Ensino da Sociedade Portuguesa de Espeleologia
Tel: 916 636 461

Texto original - AQUI

NOTA: passam hoje 89 anos sobre a Noite Sangrenta - admira-me como as comemorações da Imposição da república se esqueceram de tal facto...

segunda-feira, outubro 18, 2010

Seminário em Évora



WEATHER FORCASTING AND NUMERICAL WEATHER PREDICTION IN HUNGARY



Miklós Vörös

Head of the Numerical Modeling and Climate-dynamics

Division of the Hungarian Meteorological Service



Hora: 15.00 horas

Data: 22 de Outubro de 2010 (6ª feira)

Local: Anfiteatro 1 – Colégio Luís António Verney

Promove: CGE/UE


Abstract:

In this seminar, the basic armoury of the Hungarian weather forecasters in terms of numerical models is presented (mainly ECMWF, ALADIN, AROME), along with the ways and means of its development. Special attention is shown for the RC-LACE consortium, the primary venue for ALADIN related developments, and activities of the Hungarian NWP team, in research, development and applications. Questions are most wellcome.

Poesia telúrica muito actual


(Imagem daqui)



Mineração


Tenho o oiro e não posso
Arrancá-lo do cerne da montanha!
O filão de lirismo é um verso esquivo
Que atravessa a dureza do granito.
Rompo, perfuro dia e noite, e apenas
Cavo mais funda a minha sepultura...
Toupeira cega, mas obstinada,
Vou morrendo na lura
Que desejava ver iluminada.

in Penas do Purgatório (1954) - Miguel Torga