Mostrar mensagens com a etiqueta Quercus. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Quercus. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, novembro 19, 2013

Reprodução por semente de árvores e arbustos autóctones

Da semente se faz a árvore – Publicação


[Para obter a publicação clique em Capítulos 1 a 4 (6MB) e Capítulo 5 (5MB)]

A propagação de plantas autóctones em viveiro surge como uma das formas possíveis de contrariar a tendência actual de desaparecimento de grande parte da floresta autóctone, bem como da vida animal e vegetal que lhe está intrinsecamente associada. Não se pode conceber a protecção de muitos animais sem a preservação e recuperação dos nossos bosques e vice-versa. De facto, as relações que se estabelecem entre as plantas e os animais (e.g. mutualismo), para além de serem em parte responsáveis pela evolução conjunta, também asseguram a sobrevivência de ambos; por exemplo, as plantas produzem saborosos e nutritivos frutos que são consumidos por aves e mamíferos enquanto estes ajudam na disseminação e germinação das sementes neles contidos. Curiosamente, grande parte das plantas cujas sementes germinam com dificuldade, devido a um ou vários tipos de dormência, desenvolveram frutos bastante apreciados por aves e mamíferos, conseguindo deste modo uma mais rápida e eficaz germinação das suas sementes graças ao tratamento ácido a que estas são sujeitas ao longo do aparelho digestivo dos animais.

Para a recuperação dos bosques autóctones é fundamental o planeamento prévio das acções que se deve iniciar pela selecção criteriosa do conjunto de espécies a instalar, adaptadas às condições ambientais de cada local (e.g. solo e clima), de forma a reconstituir certos habitats, preferencialmente prioritários em termos de conservação (e.g. bosquetes de Taxus baccata L., louriçais e azereirais), nas suas áreas de distribuição natural. Há ainda que respeitar os instrumentos de gestão territorial (e.g. Planos de Ordenamento de Áreas Protegidas, Planos Sectoriais da Rede Natura 2000, Planos Regionais de Ordenamento Florestal, Planos Directores Municipais, Reserva Ecológica Nacional, Reserva Agrícola Nacional) e evitar alterar outros habitats não florestais com elevada importância para a conservação. A escolha dos métodos de preparação do terreno e instalação (plantação/sementeira) deve atender aos objectivos e às espécies em causa, sendo aconselhável realizar apenas as mobilizações do solo estritamente necessárias para favorecer o crescimento das plantas.

Em relação à reprodução de espécies autóctones por semente, tema central da presente publicação que tem uma forte componente de pesquisa bibliográfica, há aspectos técnicos a ter em consideração para assegurar o sucesso da germinação e o conveniente crescimento das plantas de diferentes espécies. Com o intuito de contribuir para o esclarecimento de dúvidas relacionadas com todo o processo de produção de plantas, reuniu-se aqui um conjunto de informação que permitirá a todos os interessados no assunto (e.g. escolas e cidadãos em geral) encontrar respostas às mais variadas questões, entre outras: Quais as características básicas que deve ter um viveiro florestal? Quando se devem colher os frutos/sementes de cada espécie? Em que épocas do ano se fazem as sementeiras? Quais os procedimentos mais adequados para germinar sementes com dormência? Que cuidados devemos ter após a germinação? Será correcto plantar o carvalho-negral ou o sobreiro em solos calcários?

De modo a abranger o maior número de situações, os diversos assuntos são abordados de uma forma mais ou menos aprofundada. No entanto, se não existir possibilidade ou necessidade de instalar um viveiro propriamente dito poderá optar-se por escolher um local abrigado do vento e da acção directa do sol, colocar aí alguns contentores com terra, colher os frutos, extrair as sementes, fazer a sementeira e regar regularmente. Mesmo sem as condições ideais que permitam uma maior perfeição das operações, o importante é agir em prol da recuperação da floresta autóctone.

Na primeira parte faz-se referência a algumas características do viveiro florestal, sua localização e solo, bem como a alguns utensílios e materiais usados na manutenção do mesmo. De seguida, destacam-se aspectos relacionados com a reprodução por semente, (e.g. colheita dos frutos/sementes, armazenamento e extracção das sementes, métodos de quebra de dormência, métodos de sementeira, época e profundidade de sementeira). Também se dá atenção a alguns trabalhos complementares (rega, monda e repicagem) e ao transplante das árvores e arbustos para o local definitivo.

Na última parte, além dos procedimentos mais correctos (mas não os únicos) para a reprodução seminal de 32 espécies autóctones, pertencentes a 17 géneros e 14 famílias, refere-se a sua distribuição em Portugal, as condições ambientais requeridas por cada uma e as épocas de floração e frutificação.

Para o caso específico das escolas, a reprodução de plantas autóctones poderá ser motivo para o desenvolvimento de actividades interdisciplinares em áreas aparentemente tão distintas como a História e a Matemática, entre outras. Assim, por exemplo: nas aulas de Trabalhos Manuais podem-se construir alguns utensílios (e.g. tabuleiros para a sementeira, plantadores, tábuas de repicar); nas aulas de Matemática podem-se registar e tratar os resultados obtidos na germinação; nas de Ciências da Natureza encontrar explicações para esses resultados; nas de História realizar um inquérito aos avós dos alunos sobre como era o coberto vegetal da sua terra há 40 anos.

Refira-se ainda que se optou por não descrever as características morfológicas das diferentes espécies porque existem várias publicações de elevada qualidade sobre o tema (e.g. Bingre et al., 2007; Galán Cela et al., 1998; López González, 1988) e informação da Flora Ibérica acessível através da ligação http://www.floraiberica.org/.

quarta-feira, dezembro 21, 2011

Por um Natal ecológico...

Quercus sugere um Natal com pinheiros em vasos e prendas “verdes”

 O azevinho é uma espécie protegida pela legislação desde 1989

Pinheiros em vasos, bacalhau, prendas sem demasiados embrulhos ou produzidas em Portugal e azevinho artificial para poupar o verdadeiro, que está em vias de extinção, fazem parte das 22 sugestões da Quercus para um Natal mais “verde” e económico.
Para um “Natal ambientalmente mais responsável e também económico, um factor fundamental na época de crise que vivemos”, a associação ambientalista sugere uma poupança de energia ao desligar a iluminação da árvore ou da varanda durante a noite ou quando não está ninguém em casa e a preferência por lâmpadas LED, mais eficientes.

De acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE), o sector doméstico em Portugal consumiu em 2010 um total de 5.762.899 tep (tonelada equivalente de petróleo), sendo 51% da responsabilidade do consumo de energia nos veículos utilizados no transporte individual dos residentes no alojamento. O consumo global de energia por alojamento foi de 1,47 tep e a utilização de energia na cozinha teve o maior peso, cerca de 37%, informa também o INE.

A Quercus propõe ainda que se evitem resíduos e desperdícios. Para isso sugere a reutilização dos enfeites de Natal de ano para ano, fazer uma lista antes de comprar os alimentos para a ceia, de modo a evitar desperdícios, usar loiça lavável nas refeições e evitar os materiais descartáveis e produtos com excesso de embalagem, que são mais dispendiosos e de mais difícil reciclagem.

“A aplicação de alguns destes conselhos, relacionados maioritariamente com práticas de consumo sustentável, permitirá constatar que cuidar do ambiente é, muitas vezes, sinónimo de poupar no orçamento familiar”, escreve a Quercus, em comunicado nas vésperas de Natal.

A melhor opção para a árvore de Natal será uma artificial, “que pode ser sempre reutilizada”, ou uma árvore em vaso. Além disso, a Quercus aconselha a não comprar “azevinho [Ilex aquifolium] verdadeiro, pois é uma espécie em vias de extinção”. Esta espécie – que ocorre espontaneamente em bosques, sebes e regiões montanhosas de Trás-os-Montes, Minho, Beiras e serras de Sintra e Monchique – está protegida pelo Decreto-Lei 423/89, de 4 de Dezembro. A colheita de azevinho, “que antigamente consistia apenas no desbaste de alguns ramos de cada indivíduo (...) tem vindo a tornar-se cada vez mais intensa, praticando-se, sistematicamente e indiscriminadamente, uma desrama quase ou mesmo total, que provoca a morte das plantas, muitas vezes exemplares de grande beleza e raridade, com várias centenas de anos”, justifica o documento legislativo.

A Quercus propõe ainda uma lista de sugestões para “dar presentes sem gastar muito”, nomeadamente prendas no âmbito de campanhas de solidariedade, cheques-prenda em caso de dúvida sobre o presente a oferecer ou ainda optar pelo “truque do amigo secreto, estipulando um valor máximo para a troca de prendas”.

“Sempre que possível, utilizar os transportes públicos nas deslocações às compras” e “procurar levar sacos reutilizáveis ou utilizar o número mínimo de sacos possível” também estão entre as sugestões.

E depois do Natal, “resíduos no sítio certo”. O papel de embrulho e laços podem ser guardados e utilizados noutras ocasiões e as embalagens recicladas.

quarta-feira, novembro 10, 2010

Jornadas Quercus de borla em Fátima


XX Jornadas de Ambiente da Quercus

12 de Novembro de 2010 - Fátima

A Quercus vai realizar, no próximo dia 12 de Novembro, as suas XX Jornadas de Ambiente, este ano dedicadas ao tema do “Valorizar os Serviços dos Ecossistemas”. As Jornadas terão lugar no Dom Gonçalo - Hotel & SPA, em Fátima.


Programa

09.30 - Sessão de Abertura
  • Anabela Trindade (Sub-Directora Geral da APA - Agência Portuguesa de Ambiente)
  • Tito Rosa (Presidente do ICNB – Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade)
  • José Alho (Vice-Presidente do Município de Ourém)*
  • Susana Fonseca (Presidente da Quercus)
  • Representantes das empresas Mecenas das Jornadas

Entrega do Prémio "Valorização e Sustentabilidade do Sobreiro e da Biodiversidade Associada” ao Centro de Ecologia Aplicada Baeta Neves do Instituto Superior de Agronomia (ISA), que concorreu com o trabalho “Exclusão de pastoreio e biodiversidade dos montados: fundamentos para utilização do pastoreio rotacional”, Este prémio surge no âmbito da iniciativa europeia Business & Biodiversity, em resultado de um acordo celebrado em Outubro de 2007 entre a CORTICEIRA AMORIM, o ICNB, a AFN, a WWF e a QUERCUS, com vista à defesa do montado de sobro e à preservação da biodiversidade

Manhã
Moderadora: Susana Fonseca (Presidente da Quercus)

10.00 - Avaliação para Portugal do Millennium Ecosystem Assessment - Henrique Miguel Pereira (Centro de Biologia Ambiental Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa)

11.00 - O estado dos serviços de ecossistemas em Portugal. Que opções para responder aos seus problemas? - Tiago Domingos (Instituto Superior Técnico)

Tarde
Moderador: Henrique Miguel Pereira

14.00 - Avaliação dos Ecossistemas de Portugal: Montanha - Estudo de caso - Carlos Aguiar (Instituto Politécnico de Bragança)

15:00 - Como valorizar economicamente os serviços prestados pelos Ecossistemas? - Américo Carvalho Mendes (Universidade Católica Portuguesa do Porto)*

16.00 - O caso de estudo dos serviços ambientais da Machouqueira do Grou - João Gomes Ferreira (CE Liège).

* a confirmar

Informações e Inscrições
Secretariado das Jornadas de Ambiente da Quercus
Apartado 112
2494-909 OURÉM
Telefone 249 544 500
Fax 249 543 243

Elementos necessários para efectuar a inscrição via e-mail:
Nome, Empresa/Entidade (se aplicável), Profissão, Morada, Código Postal, Telefone de contacto, E-mail

Destinatários
Gestores de empresas, directores de ambiente, engenheiros do ambiente, juristas, quadros da Administração Central e Local, profissionais da área de ambiente, público em geral.

As inscrições são gratuitas.
Será disponibilizado um certificado de participação.

sexta-feira, outubro 22, 2010

Etnobotânica e Biodiversidade em Ourém


Jornadas da Etnobotânica e Biodiversidade 

27 e 28 de Novembro de 2010

Inscrições Gratuitas (Inclui documentação e diploma, a todos os participantes)

Auditório da Câmara Municipal de Ourém
39º 39’ 31.61’’ N
08º 34’ 41.74’’ O


Programa

27 de Novembro (Sábado)

09.30 Recepção dos participantes e entrega da documentação

10.00 – Painel: Biodiversidade

- Fernando Catarino - Universidade de Lisboa

11.30 – Pausa com chá e bolinhos locais

12.00 – Pedro Cortes – Engenheiro Agro-florestal

12.45 – Espaço debate

13.30 – Almoço regional (pago; local e ementa a definir, mediante inscrição prévia)

15.00 – Painel: Etnobotânica

- Amélia Frazão Moreira - Departamento Antropologia da FCSH (Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa) e CRIA (Centro em Rede de Investigação em Antropologia).

- António Flor – Botânico

16.30 – Pausa com Castanhas e abafado

17.00 – Jorge Paiva – Universidade de Coimbra

17.45 – Espaço debate

18.30 – Projecção do filme ‘Em nome da terra’ comentada pela realizadora Rita Saldanha (a confirmar)

20.00 – Jantar regional e animação musical (pago; local e ementa a definir, mediante inscrição prévia).


28 de Novembro (Domingo)

10.00 – Saída de campo no Agroal para observação da flora e fauna

13.00 – Almoço regional (pago; local e ementa a definir, mediante inscrição prévia)

14.30 – Conclusões e encerramento dos trabalhos