O Curso de Geologia de 85/90 da Universidade de Coimbra escolheu o nome de Geopedrados quando participou na Queima das Fitas.
Ficou a designação, ficaram muitas pessoas com e sobre a capa intemporal deste nome, agora com oportunidade de partilhar as suas ideias, informações e materiais sobre Geologia, Paleontologia, Mineralogia, Vulcanologia/Sismologia, Ambiente, Energia, Biologia, Astronomia, Ensino, Fotografia, Humor, Música, Cultura, Coimbra e AAC, para fins de ensino e educação.
Originário de Sacavém,
e um de três irmãos, os seus pais eram proprietários de uma modesta
casa de pasto, onde também se vendia bacalhau e se aquecia as marmitas
dos trabalhadores da Fábrica de Louça de Sacavém,
que ficava defronte. Cedo começou a aviar copos de vinho aos
trabalhadores da fábrica, onde também ingressou, por volta dos 11 anos,
como paquete, por ordem do pai.
Com apenas 12 anos tomou de empréstimo uma máquina de plástico do
irmão (Kodak Baby) e começou a receber aulas de arte e composição do
escultor Armando Mesquita, trabalhador na Fábrica de Louça de Sacavém. Fotografava os trabalhadores à saída da fábrica.
Viu uma fotografia sua publicada na 1ª página do Diário de Notícias. Começou a sua atividade de repórter fotográfico em 1957 no Diário Ilustrado (1956-), e a partir daí dedicou toda a sua vida ao foto-jornalismo.
Esteve dois meses retido pela PIDE em Caxias, sendo libertado após pressão dos correspondentes da Associated Press junto do Ministro dos Negócios Estrangeiros, Rui Patrício.
Foi colaborador das principais publicações portuguesas e estrangeiras e da Presidência da República.
Tem trabalhos reproduzidos um pouco por todo o mundo, com os quais
ganhou mais de 300 prémios internacionais. Foi o único fotógrafo do
mundo a fotografar os terroristas que sequestraram os atletas israelitas da aldeia olímpica nos Jogos Olímpicos de Munique, em 1972.
Principais prémios
2005 - Em 5 de novembro,
ganhou o Prémio Especial do Júri, a Medalha de Ouro para a melhor
fotografia e a Medalha de Ouro para a melhor fotografia a preto e branco
da 11ª Exposição Internacional de Fotografia Artística da China, o
maior concurso de fotografia do mundo, onde participaram mais de 3500
fotógrafos de 68 países e mais de 35.000 fotografias.
Enfrentou sanções económicas internacionais, carestia dentre seu povo e deterioração da qualidade de vida da população, mas se manteve no poder por meio repressão e um extenso culto à personalidade.
Kim Jong-il era oficialmente designado "Líder Supremo"
(e também chamado de "Querido Líder", "Comandante Supremo" e "Nosso
Pai"), e a referência a sua figura estava presente em quase todas as
esferas da vida quotidiana norte-coreana, promovida por um ferrenho culto à personalidade que não admitia oposição. Por esse motivo, Kim Jong-il era reconhecido internacionalmente como sendo o chefe de estado mais totalitário do planeta.
Em junho de 2009, noticiou-se que o líder da Coreia do Norte nomeou seu filho mais novo, o general Kim Jong-un, para lhe suceder, o que faria da Coreia do Norte um regime comunista de controle hereditário.
A morte de Kim Jong-il foi
anunciada publicamente pela imprensa estatal da Coreia do Norte em 19
de dezembro de 2011, e teria ocorrido em 17 de dezembro.
Fontes oficiais atribuíram o falecimento à "fadiga" do Líder Supremo e
à "dedicação de sua vida ao povo". A agência de notícias sul-coreana Yonhap, com base em informações obtidas na Coreia do Norte, divulgou que Kim Jong-Il morreu durante uma viagem, por causa de ataque cardíaco. Kim Jong-Il havia sofrido uma apoplexia em 2008.
O filho mais novo do estadista, o generalKim Jong-un, com 29 anos de idade, foi designado seu sucessor. Um de seus primeiros eventos públicos foi o funeral do seu pai.
Faz hoje, dia 16 de fevereiro de
2013, 70 anos que nasceu em Coimbra, JOSÉ MANUEL DOS SANTOS. Faleceu na sua
cidade natal, a 25 de julho de 1989. José Manuel Martins dos Santos,
nasceu em Coimbra, fez a instrução primária na sua terra, e curso liceal no
Liceu D. João III. A seguir, matriculou-se em Engenharia Civil, na Universidade
de Coimbra, depois no curso de Psicologia, nunca tendo avançado
significativamente em nenhum deles. A canção de Coimbra, a vida académica, e a
boémia saudável que quase todo o estudante adora viver, eram superiores à
vontade de estudar. Os seus pais, com um pequeno comércio na Rua Ferreira
Borges, na Baixa de Coimbra, e com uma venda de bilhetes no teatro Avenida, lá
iam assegurando o tipo de vida, que o Zé Manel gostava de viver. Calcorreava a
Coimbra nas serenatas de rua, nos espetáculos organizados pelos diferentes
Organismos e Instituições, onde a Canção de Coimbra, era presença indispensável,
e onde a sua voz se identificava pela diferença
qualitativa. Vivia a mística do Penedo da Saudade,
e o simbolismo da sua Sé Velha, emprestando com a sua voz maviosa, e um estilo
muito próprio de cantar. A sua dimensão estética invulgar, ao cantar de Coimbra,
sem romantismos retrógrados, respeitando a tradição, mas inserido num movimento
de modernidade e de mudança, marcavam uma diferença significativa para os
demais. Tomando por base o escrito por José Niza, JOSÉ MANUEL DOS SANTOS, acompanha pelo país e pelo estrangeiro, o
Coro Misto da Universidade de Coimbra, a Tuna Académica, e o Orfeon, do qual fez
parte como 1º tenor, nos anos de 1966 a 1968. Cantou com Rui Nazaré, José Niza,
Eduardo Melo, Ernesto Melo, Durval Moreirinhas, Rui Borralho, Manuel Borralho,
Jorge Godinho, Hermínio Menino, António Bernardino, José Miguel Baptista, Jorge
Rino, António Portugal, Rui Pato, Jorge Cravo, José Ferraz, António Andias,
Manuel Dourado, Octávio Sérgio e muitos outros, igualmente importantes na divulgação da Canção
de Coimbra. Refere ainda José Niza, no mesmo livro, que o Dr. Rui Pato, no Jornal
de Coimbra, de setembro de 1989, escreve que José Manuel dos Santos, terá sido o
único que teve a honra de interpretar a obra poética de José Nuno
Guimarães. Pelo Dr. Rui Pato sabemos do agradecimento comovido da sua viúva,
quando da leitura do artigo em causa, pouco tempo após a partida do amigo Zé
Manel, aos 46 anos de idade. O seu filho, médico em Coimbra, terá talvez outra
visão e relação, com a música e o canto de Coimbra, não tendo sofrido o
encantamento que a voz de seu pai ajudou a construir, e que no fundo não foi uma
contribuição ativa, para uma de carreira profissional
consolidada. Gravou dois fonogramas. Vamo-nos
socorrer do trabalho do Prof. Doutor Armando Luís de Carvalho Homem, sob o
título “NUNO GUIMARÃES (1942 – 1973), e a Guitarra de Coimbra nos anos 60: -
impressões perante uma re–audição de cinco 45 RPM”. O autor aborda aquilo que considera que foi o caminho seguido por
ele, e pelos seus companheiros, nas suas vivências académicas, inseridas nas
preocupações estéticas dos mesmos, no domínio da Canção de Coimbra. Atende-se
preferencialmente no contexto social e político envolvente, à época, na Academia
do Porto, e num tempo de mudança, de lutas sociais e políticas dos anos 60. ALCH
aborda a discografia de Nuno Guimarães, com base na sua experiência da sua vida
de jovem compositor e violista, a nosso ver, estruturada em dois pilares
fundamentais: - A dimensão cimeira,
do que foram o saber, a experiência na composição e interpretação da música e da
canção de Coimbra, da lavra do seu saudoso Pai, o Dr. Armando de Carvalho Homem
(1923 – 1991), e a sua passagem enriquecedora pela Academia de Coimbra. A propósito dos fonogramas gravados
por JOSÉ MANUEL DOS SANTOS, ALCH, escreveu:
- “… os discos em causa são os
seguintes: - Serenata de Coimbra: José Manuel dos
Santos, EP AM 4.039, ed. OFIR/ Discoteca Santo António, s.d. (tal com os
restantes); instrumentistas: Nuno Guimarães/ Manuel Borralho (gg), Rui
Pato/ Jorge Ferraz (vv); contém os seguintes temas (todos da autoria de
NG): “Fado da Vida”, “Elegia à Mãe”, “Anjo Negro” e “Rosa e a Noite”. - Coimbra Antiga: Fados por José Manuel dos Santos,
EP AM 4.069; instrumentistas: Nuno Guimarães/ Manuel Borralho (gg), Rui
Pato/Jorge Rino (vv); contém os temas “Adeus Minho Encantador”, “Fado
das Penumbras”, “Canção da Beira” e “Fado Manassés”.
JOSÉ MANUEL DOS SANTOS partiu muito novo. Tinha 46 anos e a cidade que o viu nascer, também o viu partir, naquele dia 25 de julho de 1989.
Como segundo filho, Afonso não deveria herdar o trono destinado a Sancho e por isso viveu em França, onde se casou com Matilde II de Bolonha em 1235, tornando-se assim conde jure uxoris de Bolonha, onde servia como um dirigente militar, combatendo em nome do Rei Luís IX, rei de França e seu primo.
Todavia, em 1246, os conflitos entre Sancho II e a Igreja tornaram-se insustentáveis e o Papa Inocêncio IV, nesse mesmo ano, despacha a Bula Inter alia desiderabilia, que prepara a deposição de facto do monarca.
O papado, através de duas Breves, ainda aconselha Afonso, Conde de Bolonha, a partir para a Terra Santa em Cruzada e também que passe a estar na Hispânia, fazendo aí guerra ao Islão. Mas a 24 de julho, a Bula Grandi non immerito depõe oficialmente Sancho II do governo do reino, e Afonso torna-se regente.
Os fidalgos levantam-se contra Sancho, e Afonso cede a todas as
pretensões do clero no "Juramento de Paris", uma assembleia de prelados e
nobres portugueses, jurando que guardaria todos os privilégios, foros
e costumes dos municípios, cavaleiros, peões, religiosos e clérigos
seculares do reino. Abdicou imediatamente das suas terras francesas e
marchou sobre Portugal, chegando a Lisboa nos últimos dias do ano,
onde se fez coroar rei em 1248 após o exílio e morte de Sancho II em Toledo.
Até à morte de D. Sancho e a sua consequente coroação, D. Afonso apenas usou os títulos de Visitador, Curador e Defensor do Reino.
Para aceder ao trono, Afonso abdicou de Bolonha e repudiou Matilde, para casar com Beatriz de Castela.
Decidido a não cometer os mesmos erros do irmão, o novo rei prestou
especial atenção à classe média de mercadores e pequenos proprietários,
ouvindo as suas queixas. Por este procedimento, Afonso III ficou
conhecido também como o pai do "Estado Português", distribuindo
alcaides pelos castelos e juízes pelas diferentes vilas e terras. O
objetivo era a implantação de um poder legal com o qual todos os
habitantes do Reino português mantivessem uma relação de igualdade.
Em 1254, na cidade de Leiria, convocou a primeira reunião das Cortes,
a assembleia geral do reino, com representantes de todos os espectros
da sociedade. Afonso preparou legislação que restringia a
possibilidade das classes altas cometerem abusos sobre a população
menos favorecida e concedeu inúmeros privilégios à Igreja. Recordado
como excelente administrador, Afonso III organizou a administração
pública, fundou várias vilas e concedeu o privilégio de cidade através do édito de várias cartas de foral.
Foram por sua ordem feitas as Inquirições Gerais, iniciadas em 1258, como forma do rei controlar, não só o grande poder da Nobreza, mas também para saber se lhe estavam a ser usurpados bens que, por direito, pertenciam à Coroa.
Moedas cunhadas com a efígie de El-Rei D. Afonso III de Portugal
Reconquista
Com o trono seguro e a situação interna pacificada, Afonso voltou a sua atenção para os propósitos da Reconquista do Sul da Península Ibérica às comunidades muçulmanas. Durante o seu reinado, a cidade de Faro foi tomada com sucesso em 1249 e o Algarve incorporado no reino de Portugal.
Após esta campanha de sucesso, Afonso teve de enfrentar um conflito diplomático com Castela, que considerava que o Algarve lhe pertencia. Seguiu-se um período de guerra entre os dois países, até que, em 1267, foi assinado um tratado em Badajoz que determina a fronteira no Guadiana desde a confluência do Caia até à foz, a fronteira luso-castelhana.
Segundas núpcias
Em 1253, o rei desposou D. Beatriz, popularmente conhecida por D. Brites, filha de D. Afonso X de Castela, O Sábio. Desde logo isto constituiu polémica pois D. Afonso era já casado com Matilde II de Bolonha.
O Papa Alexandre IV
respondeu a uma queixa de D. Matilde, ordenando ao rei D. Afonso que
abandone D. Beatriz em respeito ao seu matrimónio com D. Matilde. O
rei não obedeceu, mas procurou ganhar tempo neste assunto delicado, e o
problema ficou resolvido com a morte de D. Matilde, em 1258. O infante, D. Dinis, o futuro Rei, nascido durante a situação irregular dos pais, foi então legitimado, em 1263.
O casamento funcionou como uma aliança que pôs termo à luta entre Portugal e Castela pelo reino do Algarve. Também resultou em mais riqueza para Portugal quando D. Beatriz, já após a morte do rei, recebe do seu pai, Afonso X, uma bela região a Este do Rio Guadiana, onde se incluíam as vilas de Moura, Serpa, Noudar, Mourão e Niebla. Tamanha dádiva deveu-se ao apoio que D. Brites lhe prestou durante o seu exílio, na cidade de Sevilha.
Excomunhão do rei e do reino
No final da sua vida, viu-se envolvido em conflitos com a Igreja, tendo sido excomungado em 1268 pelo arcebispo de Braga e pelos bispos de Coimbra e Porto, para além do próprio Papa Clemente IV, à semelhança dos reis que o precederam. O clero
havia aprovado um libelo contendo quarenta e três queixas contra o
monarca, entre as quais se achavam o impedimento aos bispos de cobrarem
os dízimos, utilização dos fundos destinados à construção dos templos,
obrigação dos clérigos a trabalhar nas obras das muralhas das vilas,
prisão e execução de clérigos sem autorização dos bispos, ameaças de
morte ao arcebispo e aos bispos e, ainda, a nomeação de judeus
para cargos de grande importância. A agravar ainda mais as coisas,
este rei favoreceu monetariamente ordens religiosas mendicantes, como
franciscanos e dominicanos, sendo acusado pelo clero de apoiar
espiritualidades estrangeiradas. O grande conflito com o clero também se
deve ao facto do rei ter legislado no sentido de equilibrar o poder
municipal em prejuízo do poder do clero e da nobreza.
O rei, que era muito querido pelos portugueses por decisões como a da abolição da anúduva
(imposto do trabalho braçal gratuito, que obrigava as gentes a
trabalhar na construção e reparação de castelos e palácios, muros,
fossos e outras obras militares), recebeu apoio das cortes de Santarém em janeiro de 1274,
onde foi nomeada uma comissão para fazer um inquérito às acusações
que os bispos faziam ao rei. A comissão, composta maioritariamente por
adeptos do rei, absolveu-o. O Papa Gregório X,
porém, não aceitou a resolução tomada nas cortes de Santarém e mandou
que se excomungasse o rei e fosse lançado interdito sobre o reino em 1277.
Próximo da morte, em 1279,
D. Afonso III jurou obediência à Igreja e a restituição de tudo o que
lhe tinha tirado. Face a esta atitude do rei, o abade de Alcobaça levantou-lhe a excomunhão e o rei foi sepultado no Mosteiro de Alcobaça.
Tracy Marrow (Newark, 16 de fevereiro de 1958), mais conhecido como Ice-T, é um rapper, músico, autor e ator norte-americano. Foi um dos precursores do gangsta rap. A maioria de sua música trata de assuntos políticos,
apesar de ter declinado com o tempo. Usa linguagem violenta e com
frequência de alusões à vida do crime, prostituição, drogas, "thug life"
e outras do género implicado no estilo da música rap de gangster. Desde 1999 tem protagonizado o Detetive Odafin Tutuola, da Polícia de Nova Iorque, na série da NBC Law & Order: Special Victims Unit.
Nascido Phillipp Schwarzerdt, em Bretten, na Saxónia, o mais velho entre cinco irmãos, era filho de Georg Schwarzerdt, mestre fundidor, e de sua esposa da família Reuter, uma rica família de comerciantes. Teve educação esmerada e distingui-se nos estudos de grego e latim. Perdeu o pai aos onze anos. Um de seus mestres (tio-avô) foi o humanista Johannes Reuchlin, que o chamava Melanchthon, tradução para o grego de seu nome alemão, Schwarzerdt, que significa "terra preta", e assim passou a ser conhecido. Reuchlin obteve que fosse aceite na Universidade de Heidelberg
aos doze anos de idade. Terminou ali seus estudos no ano de 1511, como
bacharel em artes. Porém não foi aceite para os exames de mestrado, por
ser considerado muito jovem para ser um professor. Passou à Universidade de Tübingen, onde foi aceite, em 1514, com 17 anos, na Faculdade de Filosofia. Johannes Reuchlin o recomendou ao príncipe-eleitorFrederico III da Saxónia para a recém-fundada Universidade de Wittenberg; ali, a sua aula inaugural, em 1518, intitulou-se "Reforma da Instrução dos Jovens". Foi aluno de teologia
de Lutero, em 1519, o qual, por sua vez, apesar de 14 anos mais velho,
foi seu aluno de grego. Melâncton casou em 1520 com Katharina Krapp, a
filha do prefeito de Wittenberg.
É considerado o primeiro sistemático da Reforma (Loci communes, 1521 - posteriormente reeditado com melhoramentos). Melâncton publicou trabalhos não apenas na Teologia, mas também na Psicologia (De anima), Física (escreveu um trabalho sobre o sistema solar proposto por Copérnico) e filosofia (Philosophia moralis
e vários outros comentários). Além de ser um entusiasta da astrologia
grega, foi o primeiro a imprimir uma versão parafraseada do livro Tetrabiblos de Ptolomeu em 1554. Tudo isso contribui para que ele tivesse um respaldo no meio universitário.
Além desses trabalhos, Melâncton escreveu comentários ao Novo Testamento, publicando em 1537 o seu comentário sobre a “Epístola aos Colossenses” e, entre 1529 e 1556, o seu comentário sobre a “Epístola aos Romanos”. Foi o homem que efetivamente escreveu a “Confissão de Augsburgo”
e também a apologia desta confissão, as quais continuam tendo caráter
fundamental para as igrejas luteranas até aos dias de hoje. Tornou-se
conhecido como o "educador da Alemanha" (Praeceptor Germaniae)
por organizar e reformar as escolas alemãs. Ele estava desgostoso com a
pobreza da instrução nas escolas alemãs durante a Idade Média o que
exprime em seu De Miseriis Paedagogorum no qual relata o triste
estado da instrução em escolas. Melâncton instalou na sua própria casa
uma escola experimental, onde fez experiências pedagógicas durante dez anos.
Até ao século XVIII os manuais
académicos e escolares de Melâncton foram usados por todos os lados,
inclusive em institutos ligados a outras igrejas (naturalmente com a
omissão de seu nome). Os seus conceitos de direito
natural e razão tiveram influência sobre a filosofia iluminista.
Antes de sua morte foi reconhecido pelo seu trabalho de reforma e
expansão do sistema universitário alemão, que produziu principalmente
intelectuais, servidores públicos e pregadores ilustres, todos bem
preparados.
António
Manuel Soares dos Reis nasceu a 14 de outubro de 1847, no lugar de
Santo Ovídio, freguesia de Mafamude, concelho de Vila Nova de Gaia. Era
filho de Manuel Soares Júnior, proprietário de uma tenda de mercearia a
retalho, e de sua mulher Rita do Nascimento de Jesus. Recebeu o apelido
"dos Reis", de seu avô materno, António José dos Reis.
Educado em rígida disciplina familiar, Soares dos Reis frequentou
as aulas de instrução primária ao mesmo tempo que auxiliava o pai na
tenda como marçano. Desde cedo se fizeram notar os seus dotes
artísticos. Às escondidas do pai, talhava pequenos bonecos em madeira e
modelava santinhos de barro que expunha ao Sol, no quintal. Essas
figuras foram notadas pelo vizinho Diogo de Macedo e pelo pintor Resende,
que convenceram o pai de Soares dos Reis a enviá-lo para a Escola de
Belas Artes. Foi assim que, em 1861, com apenas 14 anos, se matriculou
na Academia Portuense de Belas Artes, onde foi aluno de Fonseca Pinto,
tendo concluído o curso de escultura em 1866. Durante a frequência do
curso colheu prémios e louvores, obtendo o 1.º prémio nas cadeiras de
desenho, arquitetura e escultura.
Aos 20 anos tornou-se pensionista do Estado no estrangeiro. Em 1867, tendo vencido o concurso com um busto, Firmino, com o espírito romântico que a escultura portuguesa não conhecera ainda, parte para Paris, onde frequentou o atelier de François Jouffroy[3] e a École Imperiale et Speciale des Beaux Arts, recebendo aulas de Adolphe Yvon e de Hippolyte Taine.[4]
Também aqui Soares dos Reis alcançou a classificação de n.º 1 do curso,
distinção que levou os seus colegas a batizá-lo com o epíteto de voleur des prix (ladrão de prémios).
Mas a eclosão da Guerra Franco-Prussiana obrigou-o a regressar ao país. Por instâncias dos seus professores da Academia Portuense é enviado para Roma, a fim de completar o período de pensionato, sem assumir qualquer professor. Soares dos Reis chegou à Cidade Eterna em 1871 e foi aqui que executou uma das suas obras mais românticas e originais, O Desterrado, sua obra maior. Obra formalmente clássica, O Desterrado é também a nostalgia da Pátria distante uma «estátua da saudade». De inspiração classicista,
a obra (na altura tida como plágio, o que iria angustiar durante muito
tempo o escultor) é um notável trabalho dos volumes, permitindo jogos de
luz e sombra, a acentuarem o sentido do título. A obra exerceu
influência direta sobre obras da subsequente geração de escultores.
Resultado do seu contacto com a escultura europeia da época, a
fase seguinte da obra de Soares dos Reis, para além do virtuosismo
técnico da sua execução, iria ser marcada pelos valores do realismo,
patentes, em várias obras.
Chegado ao Porto em 1872, Soares dos Reis foi recebido pelos seus
conterrâneos com aplausos e admiração, sendo nomeado Académico de
Mérito da Academia Portuense de Belas Artes, em 1873. Em 1875, é nomeado
Académico de Mérito pela Academia de Belas Artes de Lisboa. E em 1878 recebe uma Menção honrosa na Exposição Universal de Paris.
Até 1880, o escultor produziu, expôs e foi reconhecido por diversos
trabalhos. Foi um dos fundadores do Centro Artístico Portuense,
organismo que muito contribuiu para a difusão das artes plásticas no
país.
Contudo, Soares dos Reis será acusado de plagiar a estátua de Ares do Museu das Termas - e mais tarde dir-se-á mesmo que não era ele o autor d’O Desterrado, acusações que atingiram profundamente o artista. A obra é exposta em 1874 na Academia e em 1881 obtém uma medalha de ouro em Madrid sendo agraciado com o Grau de Cavaleiro da Ordem de Carlos III.
Monumento a D. Afonso Henriques, bronze, Guimarães
Obra revolucionária para a época, revelando qualidade e inspiração pessoal, O Desterrado é bem a expressão de uma certa ideia de Pátria a que os Vencidos da Vida se acordarão. Soares dos Reis fará posteriormente a estátua do Conde de Ferreira (1876), de D. Afonso Henriques (1887), de Brotero (1888), os retratos de Hintze Ribeiro, Correia de Barros e Fontes Pereira de Melo e os bustos da Viscondessa de Moser
(1884) e «da Inglesa» (1887). Aceitou outras encomendas menores, por
desespero e falta de outras — santos para confrarias, ornatos para
estuques, gravuras para O Occidente, etc. Em 1881 é nomeado
professor da Escola de Belas-Artes do Porto, onde pretende reformar o
ensino da escultura, contando com a oposição obstinada dos seus colegas.
Expõe em Paris, em 1881, na Exposição Universal.
O seu ecletismo revelou-se na escultura de temática religiosa, onde também deixou uma marca naturalista (Cristo Crucificado, 1877) ou evocadora de um certo goticismo (São José e São Joaquim, peças esculpidas para a frontaria da capela da família Pestana, no Porto).
A 15 de julho de 1885, casa em Mafamude, com Amélia Aguiar de
Macedo, de quem teve dois filhos: Raquel Engrácia de Macedo Soares dos
Reis (1886-1952) e Fernando de Macedo Soares dos Reis (1888-?), que
viriam a falecer sem deixar descendência. Dedicado à divulgação da
escultura, lecionou nos cursos noturnos do Centro Artístico Portuense,
de sua iniciativa. Sofrendo, na sua intenção de renovar o ensino da
escultura, a oposição de outras figuras ligadas às instituições da
época, o escultor, de temperamento depressivo, abandona o Centro
Artístico Portuense em 1887 e, dois anos depois, em 1889, suicida-se no
seu atelier em Vila Nova de Gaia. É encontrado apoiado à sua mesa de
trabalho. Desfechara um tiro de revólver contra a cabeça. Na parede
branca atrás da cadeira onde ficou sentado, escrevera: «Sou cristão,
porém, nestas condições, a vida para mim é insuportável. Peço perdão a
quem ofendi injustamente, mas não perdoo a quem me fez mal». Tinha 41
anos e foi sepultado no cemitério de Mafamude, na localidade onde
nascera, numa sepultura de mármore com o busto da Saudade, obra de sua autoria.
Incapaz de se sobrepor à incompreensão e ao descrédito lançados
contra o seu valor artístico e de enfrentar a obstrução sistemática aos
seus esforços de inovação como docente, recorreu ao suicídio, deixando
uma obra ímpar na escultura da segunda metade do século XIX.
«Porto, 16 – Suicidou-se hoje às 08h00 da manhã, na sua casa da Rua
de Luís de Camões, em Vila Nova de Gaia, disparando dois tiros de
revólver na cabeça, o eminente estatuário Soares dos Reis, lente de
escultura na Academia de Belas Artes e autor de verdadeiras obras
primas. (…) São desconhecidas as causas que determinaram o suicídio.»in “Diário de Noticias”, 17 de fevereiro de 1889.
Günther taught at the universities of Jena, Berlin, and Freiburg, writing numerous books and essays on racial theory. Günther's Kleine Rassenkunde des deutschen Volkes ("Short Ethnology of the German People"), published in 1929, was a popular exposition of Nordicism. In May 1930, he was appointed to a new chair of racial theory at Jena. He joined the Nazi Party in 1932 as the only leading racial theorist to join the party before it assumed power in 1933.
(...)
He received several honors during the Third Reich, notably in 1935 he was declared "pride of the NSDAP" for his scientific work. In the same year he received the Rudolph Virchow plaque, and in 1940 the Goethe Medal for arts and science from Hitler. In March 1941, he was received as an honored guest for the opening conference of Alfred Rosenberg's Institute for Research on the Jewish Question "Institute for the Study of the Jewish Question". At the conference the obliteration of Jewish identity, or "people death" (Volkstod)
of the Jews was discussed. Various proposals were made, including the
"pauperization of European Jews and hard labor in massive camps in
Poland". Günther's only recorded comment was that the meeting was
boring.
After World War II, Günther was placed in internment camps
for three years until it was concluded that, though he was a part of
the Nazi system, he was not an instigator of its criminal acts, making
him less accountable for the consequences of his actions. The University
of Freiburg came to his defense at his post-war trial. Nevertheless,
even after Nazi Germany's fall, he did not revise his thinking, denying the Holocaust until his death. In 1951 he published the book How to choose a husband
in which he listed good biological qualities to look for in marriage
partners. He continued to argue that sterilization should remain a legal
option, and played down the mandatory sterilization used in Nazi
Germany. Another eugenics book was published in 1959 in which he argued
that unintelligent people reproduce too numerously in Europe, and the
only solution was state-sponsored family planning.
Ribeiro dedicou toda a sua vida ao ensino e investigação em Geografia, e é a justo título considerado como o renovador desta ciência em Portugal. Foi também o geógrafo português do século XX
com mais projeção ao nível internacional. A sua vasta obra inclui não
só científicos na Geografia, mas revela também uma diversidade de
interesses intelectuais invulgares. Orlando Ribeiro licenciou-se em
Geografia e História em 1932, e veio a doutorar-se em 1935 pela Universidade de Lisboa com a tese A Arrábida, esboço geográfico. Entre 1937 e 1940 (durante a guerra) viveu em Paris, e trabalhou na Sorbonne, com Marc Bloch, Emmanuel de Martonne e A. Demangeon. Em 1940, foi nomeado professor da Universidade de Coimbra, mas rapidamente se instalou em Lisboa. Em 1943, já em Lisboa, fundou o Centro de Estudos Geográficos.
Da sua intensa atividade científico-académica destaca-se Portugal, o Mediterrâneo e o Atlântico. Em 1966, o Centro de Estudos Geográficos começou a publicar a revista Finisterra, que foi e continua a ser a principal publicação da Geografia portuguesa, com projeção internacional.
Octave Mirbeau nasceu em Trévières, na Normandia, em 16 de fevereiro de 1848, filho de uma família de posses, sendo o seu pai médico de profissão. Passou a infância em Rémalard, no Perche, vindo a estudar no colégio jesuíta de Vannes. Após os conflitos de 1870 Mirbeau acompanha os martírios aos quais são submetidos os communardspela Terceira República Francesa, e perante o ocorrido, passa a contestar tanto o estado como a elite da qual fazia parte.
A sua estreia como jornalista se dá a serviço dos bonapartistas e o seu debut literário (L'Écuyère, 1882, La Belle Madame Le Vassart, 1884) como "negro", nome que adotaria como pseudónimo logo após as grandes mudanças de 1884-1885. A essa época coloca a sua pena ao serviço de seus próprios valores éticos e estéticos, combinando literatura e política. As suas obras se caracterizam por seu anticlericalismo e seu antimilitarismo. Foi um personagem comprometido com todas as lutas de seu tempo em busca de justiça social.
Entusiasta do anarquismo e ardente deyfusista, encarna o protótipo
de intelectual comprometido com os assuntos públicos de sua época,
assumindo como dever primordial desmistificar as instituições que
alienam e oprimem. Nesta tarefa buscou constituir uma estética
da revelação que levasse a lucidez, capaz de obrigar os voluntariamente
cegos a encararem a realidade das injustiças do mundo. Combateu a
sociedade burguesa e a economia capitalista, fazendo frente a formas literárias e estéticas tradicionais que contribuíam para anestesiar consciências, rejeitou o naturalismo, o academicismo e o simbolismo, buscando seu caminho entre o impressionismo e expressionismo.
(...)
Morte
Com o início da Primeira Guerra Mundial em 1914, Octave Mirbeau converteu-se num pacifista desesperado que, sozinho, denunciava a aberração criminosa da violência das guerras
nas quais os pobres morriam para que os ricos pudessem ficar ainda mais
ricos. Morreu, após nove anos de doenças constantes, no mesmo dia em que
completava 69 anos, em 16 de fevereiro de 1917. Foi sepultado no Cemitério de Passy, Paris na França.
Glória póstuma
Mirbeau nunca foi completamente esquecido tendo as suas obras publicadas, continuamente, em mais de trinta línguas. No entanto, apesar da sua imensa produção literária,
o seu trabalho tem sido injustamente reduzido a apenas três das suas
obras, e ela tem sido considerada política e literalmente incorreta,
atravessado um amplo período de incompreensão por parte dos autores de manuais e estudiosos da história da literatura.
Mais recentemente Mirbeau tem sido redescoberto e lido sob uma nova perspetiva. Uma nova apreciação da sua obra bem como do seu importante papel de envolvimento e desenvolvimento do cenário político, literário e artístico da Belle Époque.
Tutancámon, também conhecido pela grafia Tutankhamon (falecido em 1.324 a.C.), foi um faraó do Antigo Egito que faleceu ainda na adolescência.
Era filho e genro de Aquenáton (o faraó que instituiu o culto de Aton, o deus Sol) e filho de Kiya, uma esposa secundária do seu pai. Casou-se aos 8 anos, provavelmente com a sua meia-irmã, Anchesenamon. Assumiu o trono quando tinha cerca de nove anos, restaurando os antigos cultos aos deuses e os privilégios do clero (principalmente o do deus Amon de Tebas). Morreu, provavelmente, em 1.324 a.C.,
aos dezanove anos, sem herdeiros - com apenas nove anos de trono - "o
que levou especialistas a especularem sobre a hipótese de doenças
hereditárias na família real da XVIII dinastia egípcia", na opinião de Zahi Hawass, secretário-geral do Conselho Supremo de Antiguidades do Egito.
Devido ao facto de ter falecido tão novo, o seu túmulo não foi tão
sumptuoso quanto o de outros faraós, mas mesmo assim é o que mais fascina
a imaginação moderna pois foi uma das raras sepulturas reais
encontradas quase intacta. Ao ser aberta, em 1923, ainda continha
peças de ouro, tecidos, mobília, armas e textos sagrados que revelam muito sobre o Egito de três milénios atrás.
(...)
Em novembro de 1922 foi descoberto o túmulo de Tutancámon, resultado dos esforços de Howard Carter e do seu mecenas, o aristocrata Lord Carnarvon.
O túmulo encontrava-se inviolado, com exceção da antecâmara onde os
ladrões penetraram por duas vezes, talvez pouco tempo depois do funeral
do rei, mas por razões pouco claras ficaram-se por ali.
A câmara funerária foi aberta, de forma oficial, no dia 16 de fevereiro
de 1923. Estava preenchida por quatro capelas em madeira dourada
encaixadas umas nas outras, que protegiam um sarcófago
em quartzito de forma retangular, seguindo a tradição da forma dos
sarcófagos da XVIII dinastia. Em cada um dos cantos do sarcófago estão
representadas as deusas Ísis, Néftis, Neith e Selket.
Dentro do sarcófago encontravam-se três caixões antropomórficos,
encontrando-se a múmia no último destes caixões; sobre a face a múmia
tinha a famosa máscara funerária. Decorados com os símbolos da realeza
(a cobra e o abutre, símbolos do Alto e do Baixo Egito, a barba postiça
retangular e ceptros reais), o peso dos três caixões totalizava 1375
quilos, sendo o terceiro caixão feito de ouro. Na câmara funerária foram
colocadas também três ânforas,
estudadas, em 2004 e 2005, por arqueólogos espanhóis, coordenados por Rosa
Lamuela-Raventós. Os estudos revelaram que a ânfora junto à cabeça
continha vinho tinto, a colocada do lado direito do corpo continha shedeh (variedade de vinho tinto mais doce) e a terceira, junto aos pés, continha vinho branco.
Esta pesquisa revelou-se importante pois mostrou que os egípcios
fabricavam vinho branco, mil e quinhentos anos antes do que se pensava.
A lâmina de uma das adagas encontradas junto da múmia era feita com o metal de um meteorito.
Na câmara do tesouro estava uma estátua de Anúbis,
várias joias, roupas e uma capela, de novo em madeira dourada, onde
foram colocados os vasos canópicos do rei. Neste local foram achadas
duas pequenas múmias correspondentes a dois fetos do sexo feminino, que
se julgam serem as filhas do rei, nascidas de forma prematura.
Embora os objetos encontrados no túmulo não tenham lançado luz sobre a
enigmática vida de Tutancámon, revelaram-se bastante importantes para
um melhor entendimento das práticas funerárias e da arte egípcia.
Textos, músicas, fotos e outros materiais aqui publicados, parte sem prévia autorização, são propriedade de seus autores, que são, sempre que possível, identificados e creditados. O seu uso deve-se a razões culturais, científicas e didáticas, sem objetivo comercial ou usurpação de autoria. Pretendemos apenas expressar admiração pelos autores, contribuindo para a sua divulgação, respeitando inteiramente pedidos de retirar os seus materiais.