segunda-feira, fevereiro 16, 2026
A câmara funerária de Tutankhamon foi aberta há 103 anos...
Postado por Fernando Martins às 01:03 0 comentários
Marcadores: Arqueologia, Egipto, egiptologia, faraó, História, Howard Carter, Lord Carnarvon, Tutankhamon
segunda-feira, fevereiro 02, 2026
Damião de Góis nasceu há 524 anos
![]()
Efetuou várias missões diplomáticas e comerciais na Europa entre 1528 e 1531. Em 1533 abandonou o serviço oficial do governo português e dedicou-se exclusivamente aos seus propósitos de humanista. Tornou-se amigo íntimo do humanista holandês Desiderius Eramus (Erasmo de Roterdão), com quem convive em Basileia em 1534 e que o guiou nos seus estudos assim como nos seus escritos. Estudou em Pádua entre 1534 e 1538 onde foi contemporâneo dos humanistas italianos Pietro Bembo e Lazzaro Buonamico. Pouco tempo depois fixou-se em Lovaina por um período de seis anos.
Damião de Góis foi feito prisioneiro durante a invasão francesa da Flandres mas foi libertado pela intervenção de D. João III, que o trouxe para Portugal. Em 1548 foi nomeado guarda-mor dos Arquivos Reais da Torre do Tombo, e dez anos mais tarde foi escolhido pelo cardeal D. Henrique para escrever a crónica oficial do rei D. Manuel I que foi completada em 1567.
No entanto este seu trabalho histórico desagradou a algumas famílias nobres, e em 1571 Damião de Góis caiu nas garras do Santo Ofício (Inquisição), de maneira brutal, pois foi preso, sujeito a processo e depois, em 1572, foi transferido para o Mosteiro da Batalha. Trágico fim de vida, pois, abandonado pela sua família, apareceu morto, com suspeitas de assassinato, na sua casa de Alenquer, em 30 de janeiro de 1574, sendo enterrado na igreja de Santa Maria da Várzea, da mesma vila.
As suas maiores obras em latim e em português são históricas. Incluem a Crónica do Felicíssimo Rei Dom Emanuel (quatro partes, 1566–67) e a Crónica do Príncipe Dom João (1567). Ao contrário do seu contemporâneo João de Barros, ele manteve uma posição neutra nas suas crónicas sobre o rei D. Manuel I e do seu filho, o príncipe João, depois D. João III de Portugal.
Postado por Fernando Martins às 05:24 0 comentários
Marcadores: D. João III, D. Manuel I, Damião de Góis, Erasmo de Roterdão, História, Renascimento
sexta-feira, janeiro 30, 2026
Damião de Góis morreu há 452 anos...

Postado por Fernando Martins às 00:45 0 comentários
Marcadores: D. João III, Damião de Góis, História, humanista, Inquisição, Renascimento
sexta-feira, janeiro 23, 2026
A. H. de Oliveira Marques morreu há dezanove anos...
Postado por Fernando Martins às 00:19 0 comentários
Marcadores: A. H. de Oliveira Marques, GOL, História, maçonaria
quinta-feira, janeiro 22, 2026
Luís de Albuquerque morreu há trinta e quatro anos...
(imagem daqui)
Postado por Fernando Martins às 00:34 0 comentários
Marcadores: Engenharia Geográfica, História, História dos Descobrimentos, Luís de Albuquerque, Matemática, Universidade de Coimbra, XVII Exposição Europeia de Arte
segunda-feira, outubro 20, 2025
João de Barros morreu há 455 anos...
Postado por Fernando Martins às 04:55 0 comentários
Marcadores: Casa da Índia, gramática, História, João de Barros, Português
sexta-feira, outubro 03, 2025
José Hermano Saraiva nasceu há 106 anos...
Postado por Fernando Martins às 01:06 0 comentários
Marcadores: comunicador, estado novo, História, José Hermano Saraiva
sábado, setembro 13, 2025
Hoje é dia de recordar um grande Português...
... há que recordar Alexandre Herculano, um Homem ímpar: lutou, com D. Pedro IV, pela liberdade, democracia e monarquia constitucional, foi precetor e amigo do seu neto, o rei D. Pedro V (e que grande Rei perdemos, por causa da doença que o vitimou...), foi um escritor, poeta e pensador único; foi ainda um historiador importantíssimo, que soube preservar muitos tesouros e passá-los para o papel dos impressores. Não precisando de prebendas ou títulos, foi fiel às suas Ideias, à Pátria e ao seu Rei. Recordemo-lo com um belo poema:
Há um tamanho de homem que se mede
Na sepultura:
Cabe ou não cabe no caixão da morte?
Mas quando o porte
Da criatura
Excedo o próprio excesso consentido,
Leva tempo a tornar-se natural
Que uma grandeza tal
Tenha existido.
in Poemas Ibéricos (1965) - Miguel Torga
Postado por Pedro Luna às 14:08 0 comentários
Marcadores: Alexandre Herculano, D. Pedro IV, D. Pedro V, História, literatura, Miguel Torga, poesia, romantismo
Alexandre Herculano morreu há 148 anos...
Postado por Fernando Martins às 01:48 0 comentários
Marcadores: Alexandre Herculano, História, poesia, romantismo
sábado, agosto 23, 2025
O historiador A. H. de Oliveira Marques nasceu há 92 anos...
Postado por Fernando Martins às 09:20 0 comentários
Marcadores: A. H. de Oliveira Marques, História, maçonaria
sexta-feira, agosto 08, 2025
Jacob Burckhardt, importante historiador de arte e cultura, morreu há 128 anos
Jacob Christoph Burckhardt (Basileia, 25 de maio de 1818 - Basileia, 8 de agosto de 1897) foi um historiador da arte e da cultura suíço. Foi professor de história da arte na Universidade de Basileia e na Universidade de Zurique. Escreveu importantes obras nas áreas da história cultural e história da arte.
Postado por Fernando Martins às 01:28 0 comentários
Marcadores: História, Jacob Burckhardt, Suíça
domingo, julho 20, 2025
José Hermano Saraiva morreu há treze anos...
Postado por Fernando Martins às 00:13 0 comentários
Marcadores: História, José Hermano Saraiva
terça-feira, julho 08, 2025
José Mattoso morreu há dois anos...
(imagem daqui)
José João da Conceição Gonçalves Mattoso (Leiria, Leiria, 22 de janeiro de 1933 - Torres Vedras, 8 de julho de 2023) foi um historiador medievista e professor universitário português.
Filho do professor do ensino liceal António Gonçalves Mattoso, sobrinho-neto de D. José Alves Mattoso, Bispo da Guarda, e sobrinho do pintor Lino António, José Mattoso nasceu em Leiria. Estudou no Liceu Nacional de Leiria, após o que ingressou na vida religiosa. Durante 20 anos foi monge da Ordem de São Bento, vivendo na Abadia de Singeverga (Portugal), em Lovaina, na Bélgica, e usando o nome de Frei José de Santa Escolástica Mattoso.
No mesmo período em que foi monge, Mattoso licenciou-se em História, na Faculdade de Letras da Universidade Católica de Lovaina, e doutorou-se em História Medieval, pela mesma universidade, com a tese Le Monachisme ibérique et Cluny: les monastères du diocèse de Porto de l'an mille à 1200; o último dos títulos em 1966. Só em 1970 retornou à vida laica, iniciando uma carreira académica.
Foi investigador no Centro de Estudos Históricos (Lisboa), integrado no Instituto de Alta Cultura, e no período subsequente a 1972 foi admitido como professor auxiliar da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Posteriormente, em 1979, tornar-se-ia professor catedrático na recém-criada Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.
Exerceu ainda as funções de presidente do Instituto Português de Arquivos, de 1988 a 1990, e foi o 8.° diretor da Torre do Tombo, entre 1996 e 1998.
Viveu também em Timor-Leste, colaborando na recuperação do Arquivo Nacional e no Arquivo da Resistência, e lecionando no Seminário Maior de Díli.
Autor de uma extensa bibliografia, é especialista na História Medieval portuguesa, destacando-se as suas obras Ricos-Homens, Infanções e Cavaleiros, Fragmentos de Uma Composição Medieval, O reino dos mortos na Idade Média e Identificação de Um País. Ensaio sobre as Origens de Portugal (1096-1325) (vol. I - Oposição; vol. II - Composição), sucessivamente premiada com o Prémio de História Medieval Alfredo Pimenta e o Prémio Ensaio do P.E.N. Clube Português. Dirigiu também uma edição de oito volumes da História de Portugal (1993-1995).
Recebeu o Prémio Pessoa, em 1987, o Prémio Internacional de Genealogia Bohüs Szögyeny, em 1991, o grau de Grande-Oficial da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada, a 10 de junho de 1992, e o Troféu Latino, em 2007.
Desde maio de 2010 era Presidente do Conselho Científico das Ciências Sociais e Humanidades da Fundação para a Ciência e a Tecnologia.
Em junho de 2015 foi anunciado como mandatário nacional do LIVRE/Tempo de Avançar.
- Le monarchisme ibérique et Cluny. Les monastéres du diocése de Porto de l'an mille à 1200, 1968
- As famílias condais portucalenses dos séculos X e XI, 1970
- Beneditina Lusitana, 1974
- Livro de linhagens do Conde D. Pedro, ed. crítica, 1980
- Livros velhos de linhagens, ed. crítica por Joseph Piel e José Mattoso, 1980
- A nobreza medieval portuguesa. A família e o poder, 1981 ; 1994
- Ricos-Homens, infanções e cavaleiros. A nobreza medieval portuguesa nos sécs. XI e XII, 1982 ; 1998
- Religião e cultura na Idade Média portuguesa, 1982 ; 1997
- Narrativas dos Livros de Linhagens, selecção, introdução e comentários, 1983
- Portugal medieval. Novas interpretações, 1985 ; 1992
- O essencial sobre a formação da nacionalidade, 1985 ; 1986
- Identificação de um país. Ensaio sobre as origens de Portugal, 1096-1325, 1985 ; 1995; 2015
- O essencial sobre a cultura medieval portuguesa, 1985 ; 1993
- A escrita da história, 1986
- Fragmentos de uma composição medieval, 1987 ; 1990
- O essencial sobre os provérbios medievais portugueses, 1987
- A escrita da História. Teoria e métodos, 1988 ; 1997
- O castelo e a feira. A Terra de Santa Maria nos séculos XI a XIII, em colab. com Amélia Andrade, Luís Krus, 1989
- Almada no tempo de D. Sancho I (Comunicação), 1991
- História de Portugal (direção), 1992-1994; 1997-2001
- Os primeiros reis (História de Portugal - Vol. I) (Infanto-juvenil), com Ana Maria Magalhães, Isabel Alçada, 1993 ; 2001
- A Terra de Santa Maria no século XIII. Problemas e documentos, em colab. com Amélia Andrade, Luís Krus, 1993
- No Reino de Portugal (História de Portugal - Vol. II) (Infanto-juvenil), com Ana Maria Magalhães, Isabel Alçada, 1994 ; 2003 Coja, 1995
- Tempos de revolução (História de Portugal - Vol. III) (Infanto-juvenil), com Ana Maria Magalhães, Isabel Alçada, 1995
- O reino dos mortos na Idade Média peninsular, ed. lit., 1996
- A Identidade Nacional, 1998 ; 2003
- A função social da História no mundo de hoje, 1999
- A dignidade. Konis Santana e a resistência timorense, 2005
- Portugal O Sabor da Terra, um retrato histórico e geográfico por regiões, com Suzanne Daveau e Duarte Belo. 1998; 2010
- D. Afonso Henriques, 2006
- Naquele Tempo. Ensaios de História Medieval; 2009; 2014
Postado por Fernando Martins às 02:00 0 comentários
Marcadores: História, Idade Média, José Mattoso
quarta-feira, abril 30, 2025
Joaquim Pedro de Oliveira Martins nasceu há cento e oitenta anos ...
Casou, em 1865, com Victória de Mascarenhas Barbosa, de ascendência inglesa, que o acompanhou nas suas longas estadas em Espanha e no Porto, mas de quem não teve descendência.
Foi deputado em 1883, eleito por Viana do Castelo, e em 1889 pelo círculo do Porto. Em 1892 foi convidado para a pasta da Fazenda, no ministério que se organizou sob a presidência de Dias Ferreira, e em 1893 foi nomeado vice-presidente da Junta do Crédito Público.
Elemento animador da Geração de 70, revelou uma elevada plasticidade às múltiplas correntes de ideias que atravessaram o seu século.
Oliveira Martins colaborou nos principais jornais literários e científicos de Portugal, assim como nos políticos socialistas. Também se encontra colaboração da sua autoria nas revistas: Renascença (1878-1879?), Ribaltas e gambiarras (1881), Revista de Estudos Livres (1883-1886), Gazeta dos Caminhos de Ferro de Portugal e Hespanha (1888-1898) e Gazeta dos Caminhos de Ferro (iniciada em 1899) e ainda em A semana de Lisboa (1893-1895), A Leitura (1894-1896) e, a título póstumo, no semanário Branco e Negro (1896-1898).
Postado por Fernando Martins às 00:18 0 comentários
Marcadores: História, literatura, Monarquia Constitucional, Oliveira Martins, política









