terça-feira, maio 09, 2017

O compositor barroco e organista teuto-dinamarquês Dieterich Buxtehude morreu há 310 anos

Dieterich Buxtehude (provavelmente em Helsingborg, 1637 - Lübeck, 9 de maio de 1707) foi um compositor e organista teuto-dinamarquês do período barroco.
Apesar de nascido na cidade de Helsingborg, na época pertencente à Dinamarca (hoje território sueco), Buxtehude era de ascendência alemã e é considerado um dos representantes mais importantes do período barroco alemão. O seu pai, organista e mestre de escola em Bad Oldesloe, mudou-se para Hälsingburg, na Suécia, quando Buxtehude tinha um ano de idade. O pai, também o seu único professor de música em toda a vida, depois mudou-se para Helsingor, na Dinamarca, onde morreu em 1674. Esta foi a cidade na qual Buxtehude cursou a Lateinschule.
Buxtehude assumiu a função do pai, de organista na igreja em Hälsingburg, em 1658, e, em 1660, foi para Helsingor, e, posteriormente, para Lübeck, na Alemanha, onde foi nomeado Werkmeister (gerente geral) e organista da Marienkirche, em 11 de abril de 1668, após concorrido concurso para um dos cargos mais cobiçados do norte do país. Casou, em agosto desse ano, com Anna Margarethe Tunder, filha de Franz Tunder, seu antecessor nessa igreja. Esse era o costume da época, no qual o sucessor do organista da igreja deveria se casar com a filha do seu antecessor. A partir daí, e nos 40 anos seguintes, Buxtehude entraria na parte mais prolífica de sua carreira, principalmente considerando que a sua obra era praticamente nula até então.
Buxtehude ganhou prestígio com a retomada da tradição dos Abendmusik, que eram saraus vespertinos, organizados na igreja, idealizados pelo seu antecessor, inicialmente apenas como entretenimento para os homens de negócios da cidade, previstos para ocorrerem em cinco domingos por ano, precedendo o Natal. Mas Buxtehude ampliou grandemente o escopo destes saraus e para eles compôs algumas de suas melhores obras, em forma de cantata, das quais se preservam cerca de 120 em manuscrito, com textos retirados da Bíblia, dos corais da tradição protestante e mesmo da poesia secular. Também dedicou-se a outros géneros, como solos para órgão (variações corais, canzonas, toccatas, prelúdios e fugas) e os concertos sacros. Todos as oratórias se perderam, mas guardam-se os registos de que existiram.
Em diversas ocasiões, foi visitado por compositores promissores da época, como Georg Friedrich Händel e Johann Mattheson, que o procuravam principalmente pela sua fama de organista. De todas as visitas, a mais notável foi a de Johann Sebastian Bach, grande admirador da sua obra. Bach prolongou a estada, inicialmente planeada de quatro semanas, para quatro meses.
Buxtehude, a despeito da importância para a música alemã e de sua origem também alemã (a família era de Buxtehude, uma cidade a sudoeste de Hamburgo), sempre se considerou dinamarquês.
 
 

A última Imperatriz da Áustria e Hungria nasceu há 125 anos

Zita Maria da Graça Aldegunda Micaela Rafaela Gabriela Josefina Antonia Luísa Agnes de Bourbon-Parma (em italiano: :Zita Maria delle Grazie Adelgonda Micaela Raffaela Gabriella Giuseppina Antonia Luisa Agnese di Borbone-Parma, Viareggio, 9 de maio de 1892Zizers, 14 de março de 1989) foi princesa de Parma e última Imperatriz da Áustria, rainha da Hungria e da Boêmia, como consorte do imperador Carlos I da Áustria. Ela descendia das famílias reais de Portugal, França e Espanha.
Filha do duque Roberto I de Parma e da infanta Maria Antonia de Bragança, Zita desposou o então arquiduque Carlos da Áustria em 1911. Carlos tornou-se o herdeiro presuntivo do imperador Francisco José I da Áustria em 1914, após o assassinato de seu tio Francisco Fernando da Áustria-Hungria, e ascendeu ao trono em 1916.
Após o fim da Primeira Guerra Mundial em 1918, os Habsburgos foram depostos com a formação de novos países, tais como a Áustria, a Hungria e a Checoslováquia. Carlos e Zita partiram em exílio para a Suíça e, mais tarde, para a ilha da Madeira, onde Carlos morreu em 1922. Após a morte de seu marido, Zita e seu filho Oto tornaram-se símbolos de unidade da dinastia exilada.
Uma católica devota, ela criou uma grande família sozinha, tendo ficado viúva aos vinte e oito anos, e permaneceu fiel à memória de Carlos I pelo resto de sua vida.

Dave Gahan, o vocalista dos Depeche Mode, faz hoje 55 anos

Dave Gahan, norme artístico de David Callcott; (Epping, Essex, 9 de Maio de 1962) é o vocalista da banda inglesa de synth pop Depeche Mode.
  
Biografia
Muito popular pela sua poderosa voz, expressão, animação e interacção com o público nos shows, também lançou um disco a solo, em 2003, chamado “Paper Monsters”, onde demonstra sua criatividade e habilidade como compositor e músico. Até uma gaita e um piano de criança (da filha dele) são tocados no álbum.
O seu histórico problemático inclui roubo de carros, vandalismo, drogas e pinturas em paredes na cidade de Basildon, Inglaterra. Antes de fazer 14 anos, já tinha ido para o julgado de menores três vezes, possivelmente pelos problemas familiares que sofria na época, como a descoberta do seu verdadeiro pai. Já foi preso também por porte de drogas (heroína).
Foi convidado por Vince Clarke para fazer parte dos Depeche Mode, após impressioná-lo com a sua performance para a canção "Heroes", de David Bowie, em 1980. Foi Dave que sugeriu o nome "Depeche Mode" para a banda, depois de ter visto uma revista francesa de mesmo nome. Dave também compôs dentro do Depeche Mode, as músicas "Suffer Well", "I Want It All" e "Nothing is Impossible", do álbum Playing The Angel. "Suffer Well" virou um single.
David é casado com Jennifer Sklias-Gahan de quem tem uma filha, Stella Rosa. Do seu primeiro casamento, com Joanne, tem um filho, Jack. Trabalhou como pedreiro, repositor de supermercado e vendedor de bebidas.
  
 
Discografia 

Álbuns
  • Paper Monsters (2004)
  • Soundtrack to Live Monsters (2004) (Álbum ao Vivo)
  • Hourglass (2007)
  • Hourglass: Remixes (2008)
  • Live from SoHo (2008) (Álbum ao Vivo do iTunes)
Singles
  • Dirty Sticky Floors
  • I Need You
  • Bottle Living/Hold On
  • A Little Piece
  • Kingdom
  • Saw Something/Deeper and Deeper
Vídeos
  • Live Monsters (2004)



segunda-feira, maio 08, 2017

O cantor brasileiro Jair Rodrigues morreu há três anos

Jair Rodrigues de Oliveira (Igarapava, 6 de fevereiro de 1939 - Cotia, 8 de maio de 2014) foi um cantor brasileiro.

Primeiros anos
Nascido em Igarapava, o cantor foi criado no município de Nova Europa, também interior paulista. Durante a juventude, teve várias profissões, entre as quais engraxate, mecânico e pedreiro, até participar de um programa de caloiros da Rádio Cultura e se classificar em primeiro lugar.
Carreira
A carreira musical de Jair Rodrigues começou quando se tornou crooner no meio dos anos 50 na cidade de São Carlos, lá chegando em 1954 e participando da noite são-carlense, que era intensa na época, também com participações na Rádio São Carlos como caloiro e com apresentações, vivendo intensamente nessa cidade até o fim da década.
Em 1958 Jair Rodrigues prestou o serviço militar no Tiro de Guerra de São Carlos, como Soldado Atirador nº 134, que na época era denominado TG 02-043.
No início da década de 60 foi tentar o sucesso na capital do estado e acabou por participar de programas de caloiros na televisão. Em 1965, Elis Regina e Jair Rodrigues fizeram muito sucesso com a sua parceria em O Fino da Bossa, programa da TV Record.
Em 1966, o cantor participou e venceu o Festival da Canção de 1966 com a canção Disparada, de Geraldo Vandré e Théo de Barros, empatando com a música "A Banda", de Chico Buarque. Conhecido por cantar sambas, Jair surpreendeu o público com uma linda interpretação da canção. Disparada. A partir daquele momento a sua carreira avançou e o seu talento assegurou décadas de sucesso ao cantor. Nesse período, o artista realizou turnês na Europa, Estados Unidos e Japão.
Em 1971, gravou o samba-enredo Festa para um Rei Negro, da Acadêmicos do Salgueiro, do Rio de Janeiro. Jair interpretou ainda sucessos sertanejos como O Menino da Porteira, Boi da Cara Preta e Majestade o Sabiá. Nas décadas seguintes, a sua produção diminuiu de volume. Entretanto, Jair Rodrigues continuaria conhecido pela sua grande energia e sua alegria contagiante.
  
Morte
Jair Rodrigues morreu repentinamente no dia 8 de maio de 2014 na sauna de sua casa, em Cotia, na Grande São Paulo por causa de um infarte agudo do miocárdio. O cantor era casado com Claudine Mello, com quem teve os filhos Jair Oliveira e Luciana Mello, ambos cantores. O corpo do cantor foi sepultado, no dia 9 de maio de 2014, no Cemitério Gethsêmani, em São Paulo.


O (primeiro) Marquês de Pombal morreu há 235 anos

Retrato do Marquês de Pombal (1766), por Louis-Michel van Loo e Claude Joseph Vernet

Sebastião José de Carvalho e Melo, Marquês de Pombal e Conde de Oeiras (Lisboa, 13 de maio de 1699Pombal, 8 de maio de 1782) foi um nobre, diplomata e estadista português. Foi secretário de Estado do Reino durante o reinado de D. José I (1750-1777), sendo considerado, ainda hoje, uma das figuras mais controversas e carismáticas da História Portuguesa.
Representante do despotismo esclarecido em Portugal no século XVIII, viveu num período da história marcado pelo iluminismo. Iniciou com esse intuito várias reformas administrativas, económicas e sociais. Acabou com a escravatura, em Portugal continental, a 12 de fevereiro de 1761 e, na prática, com os autos de fé em Portugal e com a discriminação dos cristãos-novos, apesar de não ter extinguido oficialmente a Inquisição portuguesa, em vigor "de jure" até 1821. Por outro lado, criou a Real Mesa Censória em 1768, com o objectivo de transferir, na totalidade, para o Estado a fiscalização das obras que se pretendessem publicar ou divulgar no Reino, o que até então estava a cargo do Tribunal do Santo Ofício.
A sua administração ficou marcada por duas contrariedades célebres: o primeiro foi o Terramoto de Lisboa de 1755, um desafio que lhe conferiu o papel histórico de renovador arquitectónico da cidade. Pouco depois, o Processo dos Távoras, uma intriga com consequências dramáticas. Foi um dos principais responsáveis pela expulsão dos jesuítas de Portugal e das suas colónias.
Após a sua morte, na noite de 8 de maio de 1782, o seu cadáver foi conduzido num coche puxado por três parelhas para a igreja do convento de Santo António da vila de Pombal. Contava o marquês de Pombal com 82 anos, quando os seus restos mortais ali foram depositados. Com o advento das invasões francesas a sua sepultura foi profanada pelos soldados do marechal André Masséna. Em 1856/7, o Marechal Saldanha, seu neto por via materna, trasladou para Lisboa os restos mortais, que foram depositados na ermida das Mercês, onde o Marquês de Pombal fora baptizado e, inclusive, pertencia à irmandade. Em 1923, passaram definitivamente os restos mortais para a Igreja da Memória, Lisboa, onde se encontram até ao presente.

Armas de  Sebastião José de Carvalho e Melo
  

Porque a república não precisava de sábios, Lavoisier foi guilhotinado há 223 anos

Antoine Laurent de Lavoisier (Paris, 26 de agosto de 1743 - Paris, 8 de maio de 1794) foi um químico francês, considerado o criador da química moderna.
Foi o primeiro cientista a enunciar o princípio da conservação da matéria. Além disso identificou e batizou o oxigénio, refutou a teoria flogística e participou na reforma da nomenclatura química. Célebre por seus estudos sobre a conservação da matéria, mais tarde imortalizado pela frase popular:
Na Natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma.

Lavoisier é considerado o pai da química. Foi ele quem descobriu que a água é uma substância composta, formada por dois átomos de hidrogénio e um de oxigénio: o H2O. Essa descoberta foi muito importante para a época, pois, segundo a teoria de Tales de Mileto, que ainda era aceita, a água era um dos quatro elementos terrestres primordiais, a partir da qual outros materiais eram formados.
Em 16 de dezembro de 1771 Lavoisier casou com uma jovem aristocrata, de nome Marie-Anne Pierrette Paulze. A sua mulher tornou-se num dos seus mais importantes colaboradores, não só devido ao seu conhecimento de línguas (em particular o inglês e o latim), mas também pela sua capacidade de ilustradora. Marie-Anne foi responsável pela tradução, para francês, de obras científicas escritas em inglês e em latim, fazendo ilustrações de algumas das experiências mais significativas feitas por Lavoisier.
Ele viveu na época em que começava a Revolução Francesa, quando o terceiro estado (camponeses, burgueses e comerciantes) ficaria com o poder da França.
Foi morto pela mesma, pois era muito mal visto pela população, que pensava que, por ser de uma família nobre, Lavoisier, também participaria do corrupto sistema cheio de impostos sobre a sociedade.
Foi guilhotinado após um julgamento sumário em 8 de maio de 1794. Joseph-Louis de Lagrange, um importante matemático, contemporâneo de Lavoisier disse:
Não bastará um século para produzir uma cabeça igual à que se fez cair num segundo.


Gilles Villeneuve morreu há 35 anos

Joseph Gilles Henri Villeneuve, mais conhecido como Gilles Villeneuve, (Saint-Jean-sur-Richelieu, 18 de janeiro de 1950 - Lovaina, 8 de maio de 1982) foi um piloto de automobilismo canadiano.

(...)

Mas já na prova seguinte, o Grande Prémio da Bélgica, (ainda no autódromo de Zolder), a rivalidade trouxe-lhe a fatalidade. Na disputa para superar o melhor tempo feito por Pironi no treino de classificação, Villeneuve estava na sua última volta rápida quando encontrou, numa curva de alta velocidade, o March de Jochen Mass a regressar para as boxes numa velocidade menor. Um erro de cálculo fez com que as rodas dos carros tocassem e o seu Ferrari foi lançada ao ar, seguindo-se uma sequência de capotagens que partiu o cockpit ao meio e arremessou o corpo de Villeneuve para cima, na direção esquerda, só parando no lado extremo da pista, ao chocar violentamente contra a proteção. O piloto já não estava respirando quando a equipa de socorro chegou ao local, mas só foi oficialmente declarado morto mais tarde, num hospital próximo a Lovaina.
Apesar de a tragédia no automobilismo não ser algo tão inesperado na época - ainda menos diante do estilo de pilotagem característico de Villeneuve - o acidente causou, entre os pilotos e principalmente junto ao público, uma comoção que só foi igualada doze anos depois, com a morte de Ayrton Senna. Mesmo aqueles que tiveram as mais árduas disputas com o canadiano na pista, como o francês René Arnoux, admiravam o seu caráter simpático e amigável e a sua lealdade como competidor, mesmo com tanto arrojo.
Gilles Villeneuve deixou a esposa Joann Barthe e um casal de filhos: Melanie e Jacques Villeneuve, que foi campeão na Fórmula 1 na temporada de 1997

domingo, maio 07, 2017

Tito nasceu há 125 anos

Marechal Josip Broz Tito (Kumrovac, 7 de maio de 1892 - Liubliana, 4 de maio de 1980) foi um militar, revolucionário comunista e estadista jugoslavo, líder dos guerrilheiros da resistência no seu país, denominados partisans, durante a Segunda Guerra Mundial, sendo o maior responsável pela resistência armada às forças do Eixo e aos nazi-fascistas croatas e sérvios, mesmo sem apoio político e material dos Aliados. Posteriormente, Tito tornar-se-ia presidente da Jugoslávia, cargo que exerceu entre 1953 e 1980, até à morte. Figura importante e controversa da Guerra Fria, Tito fora criticado e elogiado por ambos os lados do globo. Símbolo de união entre os povos da Jugoslávia por ter mantido a paz entre as diferentes etnias dos Balcãs, palco de históricos conflitos separatistas, Tito também é considerado um ditador cruel e autoritário, que sufocou os anseios de independência e liberdade dos diferentes povos de seu país, apesar do seu carisma característico, que lhe rendeu o apoio do povo jugoslavo, fazendo dele uma das figuras mais populares do seu tempo. No resto do mundo, Tito é respeitado e admirado pela sua luta contra os nazis, e principalmente por ter sido um líder com a força, coragem e capacidade de manter o seu país livre de influências estrangeiras durante a Guerra Fria, fosse da União Soviética ou dos Estados Unidos, além de ter defendido a união e soberania dos países do chamado terceiro mundo. Tito foi um cidadão do mundo e reconhecido aventureiro, vivendo em diversas nações europeias, como Croácia, Eslovénia, Sérvia, República Checa, Áustria, Alemanha, e Rússia, onde foi preso, conseguiu escapar e ainda lutou para derrubar o Czar. Era um dos mais conhecidos adeptos do Estado laico. O seu funeral atraiu centenas de líderes mundiais, sendo o funeral com maior participação em toda a história até então, superado apenas pelo do papa João Paulo II, vinte e cinco anos mais tarde. Após a sua morte, diferenças, ódio e ressentimentos entre diferentes grupos étnicos desencadearam o maior conflito bélico europeu após a Segunda Guerra Mundial, desmembrando as repúblicas jugoslavas, e levando a guerras e impasses que perduram até hoje na região, como o caso de Kosovo.
Filho de pai croata e mãe eslovena, Tito nasceu no Império Austro-Húngaro. No serviço militar destacou-se, tornando-se o mais jovem sargento-major dentro do exército do país. Após ter sido gravemente ferido e capturado pelos russos durante a Primeira Guerra Mundial, Josip foi enviado para um campo de trabalhos forçados nos Urais. Mais tarde, ele participaria da Revolução de Outubro, que derrubou o czarismo na Rússia, e posteriormente se juntaria à Guarda Vermelha na cidade de Omsk. Ao regressar para a terra natal, Tito se deparou com o recém-instaurado Reino da Jugoslávia, onde ingressaria na Liga dos Comunistas.
Em 1939, tornou-se chefe da Liga, cargo que exerceria até a morte, e lutou na Segunda Guerra Mundial, chefiando o movimento guerrilheiro Jugoslavo, os chamados partisans. Após a guerra, Tito tornou-se primeiro-ministro e mais tarde o Presidente da República Socialista Federativa da Jugoslávia. A partir de 1943, passou a carregar a patente de Marechal, tornando-se o comandante supremo do exército jugoslavo. Com grande reputação em ambos os blocos da Guerra Fria, por sua posição neutra, Tito passou a ser constantemente elogiado e congratulado com 98 condecorações, tanto por reconhecimento como pelo interesse em obter o apoio jugoslavo.
Tito foi o arquiteto da nova Jugoslávia, a república socialista que existiu entre a Segunda Guerra Mundial e 1991. Apesar de ter sido um dos fundadores do Cominform, o departamento que reunia as nações socialistas do globo, Tito foi o único membro da organização a desafiar a hegemonia da União Soviética sobre as demais nações do bloco. Defensor de uma rota independente em direção ao socialismo, ideologia que ganhou o nome de Titoísmo, ele foi um dos fundadores do Movimento Não Alinhado, que era contrário a um alinhamento aos dois blocos denominados "hostis" - NATO e Pacto de Varsóvia. Com o sucesso de suas políticas diplomáticas e económicas, Tito foi capaz de comandar a explosão económica e a expansão da Jugoslávia nos anos 60 e 70. As suas políticas internas incluíam a supressão do sentimento separatista e a promoção da irmandade e unidade entre as seis nações jugoslavas.

sábado, maio 06, 2017

O desastre do Hindenburg foi há 80 anos

O LZ 129 Hindenburg, ou simplesmente Hindenburg, foi um dirigível construído pela empresa Luftschiffbau-Zeppelin GmbH, na Alemanha. O dirigível, até aos dias atuais, retém o título da maior nave a voar, foi um ícone da indústria alemã, amplamente empregado como tal na propaganda nazi. O seu primeiro voo foi em 1936 e foi usado em 63 voos, durante 14 meses, até ao seu fim trágico, a 6 de maio de 1937.
  
Características
Conhecido como Zeppelin, o dirigível, com 245 metros de comprimento e sustentado no ar por 200 mil metros cúbicos de hidrogénio, reteve o título de maior dirigível em operação de 1935 até 1937 e ainda detém o de maior nave que já voou, mesmo nos dias atuais. Era impulsionado por quatro motores Mercedes-Benz de 1200 HP cada, que moviam hélices de mais de 6 metros de altura. O dirigível tinha autonomia de voo de 16.000 km quando completamente abastecido.
O dirigível era inflado com hidrogénio, ao invés de hélio, principalmente devido ao preço, que era mais barato, também o uso do hidrogénio diminuia a dependência do hélio, que era na sua maior parte importado dos Estados Unidos.

Funcionamento
O Hindenburg voou pela primeira vez em 4 de março de 1936, num voo de teste em Friedrichshafen com 87 pessoas a bordo. A pintura inicial continha os anéis olímpicos numa forma de promover os Jogos Olímpicos de 1936, fazendo um voo de demonstração durante a cerimónia de abertura.
O primeiro voo comercial foi a 31 de março de 1936 numa viagem de quatro dias de Friedrichshafen para o Rio de Janeiro, um dos quatro motores avariou e o dirigível teve de fazer um aterragem em Recife. Na viagem de volta, outro motor avariou no deserto do Saara forçando aterragens não programadas em Marrocos e na França.
No total, o Hindenburg cruzou 17 vezes o oceano Atlântico, sendo 10 viagens para os Estados Unidos e 7 para o Brasil, uma viagem da Alemanha para os Estados Unidos custava 400 dólares.
Na sua última viagem saiu de Hamburgo e cruzou o Atlântico a 110 km/h, chegando à costa leste norte-americana em 6 de maio de 1937.

Desastre
A 6 de maio de 1937 ao preparar-se para aportar ao campo de pouso da base naval de Lakehurst (Lakehurst Naval Air Station), em Nova Jersey, nos Estados Unidos, o gigantesco dirigível Hindenburg contava com 97 ocupantes a bordo, sendo 36 passageiros e 61 tripulantes, vindos da Alemanha. Durante as manobras de aterragem, às 19.30 horas, um incêndio tomou conta da aeronave e o saldo de mortos foi de 13 passageiros e 22 tripulantes mortos e um técnico do solo, no total de 36 pessoas. O gás de hidrogénio usado para mantê-lo no ar, altamente inflamável, foi inicialmente responsabilizado pelo enorme incêndio que tomou conta da aeronave e durou exatos 30 segundos. Logo após o evento, o governo alemão também sugeriu, de imediato, que uma sabotagem derrubara o grandioso zeppelin, que representava a superioridade tecnológica daquele país. Ambas as afirmações iam-se mostrar, contudo, essencialmente incorretas após as investigações.
O locutor da rádio WLS Chicago Herbert Morrison narrou o acidente, que foi ao ar no dia seguinte. O sistema de gravação acelerou as suas falas, dando um tom dramático, com a expressão "Oh, a humanidade", entrando para a cultura popular norte-americana.
O incêndio do Hindenburg encerrou a era dos dirigíveis na aviação comercial de passageiros.

António Pinto Basto - 65 anos

(imagem daqui)

António João Ferreira Pinto Basto (Évora, 6 de maio de 1952) é um fadista português.

Filho do engenheiro António Ferreira Pinto Basto (Aveiro, Glória, 12 de maio de 1913 - ?) e de sua mulher Maria Luísa de Matos Fernandes de Vasconcelos e Sá (Lisboa, São Mamede, 17 de Agosto de 1920 - ?), sobrinha-bisneta do 1.º Barão de Albufeira, casados em Estremoz, Evoramonte, na Casa da Juceira, mais exatamente na Capela do Coração de Jesus, a 20 de abril de 1941.
Engenheiro mecânico de formação, António Pinto Basto licenciou-se no Instituto Superior Técnico, em 1974. Cedo demonstrou o gosto pela música, tendo iniciado a sua carreira ainda na década de 70.
Casou em Lisboa, , na Igreja de Santo António da Sé, com Amélia Maria Esparteiro Lopes da Costa (Lisboa, São Sebastião da Pedreira, 1 de agosto de 1957)  e irmã do ator Luís Esparteiro, de quem tem três filhos - Egas Lopes da Costa Pinto Basto, Gustavo Lopes da Costa Pinto Basto e Maria Amélia Lopes da Costa Pinto Basto. Tem também dois filhos (Carlota do Carmo Tavares Ferreira Pinto Basto e António Maria Tavares Ferreira Pinto Basto) de Mariana Tavares de Magalhães de Oliveira, nascida em Lisboa, Alfama, a 23 de novembro de 1981.
Em 1988 consagra-se junto do grande público com o álbum Rosa Branca, um êxito apresentado em mais de 120 concertos. Seguiu-se Maria (1989) que repetiu o sucesso de vendas.
Confidências à Guitarra foi editado em 1991). Segue-se a colectânea Os Grandes Sucessos de António Pinto Basto (1993) e Desde o Berço (1996).
Em 1997 realizou uma digressão na Turquia, numa iniciativa da Comissão Europeia. Em 2000 conduziu o programa Fados de Portugal, na RTP1.
Sobre várias letras de fado publicadas em volume (Letras do Fado Vulgar, Quetzal, 1998, de Vasco Graça Moura), José Campos e Sousa compôs as peças que em 2003 são gravadas na voz de António Pinto Basto, no álbum homónimo.
Faz parte do grupo Quatro Cantos, onde recuperam grandes nomes do fado. Tem-se apresentado em países como África do Sul, Brasil, Índia, EUA, Canadá ou Macau. Foi vereador na Câmara Municipal de Estremoz, eleito pelo Partido Social Democrata, em 2002. É ainda conhecido por ser um ferrenho monárquico.

 

Willem de Sitter nasceu há 145 anos

Willem de Sitter estudou matemática na Universidade de Groningen e depois integrou o Laboratório de Astronomia de Groninga. Trabalhou no observatório do Cabo na África do Sul (1897-1899), e em 1908 foi nomeado para a cátedra de astronomia da Universidade de Leiden. Foi diretor do Observatório de Leiden de 1919 até à sua morte.
De Sitter contribuiu a melhorar a compreensão da cosmologia. Uma de suas obras de destaque é a co-redação de um artigo com Albert Einstein, em 1932, no qual lançam a conjectura de que deveria haver no universo uma grande quantidade de matéria que não emitia luz, designada como matéria negra.
De Sitter ficou também célebre por seus trabalhos sobre o planeta Júpiter.

Arpad Szenes nasceu há 120 anos

(imagem daqui)

Szenes Árpád, também conhecido por Árpád Szenes, (Budapeste, 6 de maio de 1897 - Paris, 16 de janeiro de 1985) foi um pintor, gravurista, ilustrador, desenhista e professor húngaro, naturalizado francês em 1956. 

Biografia
A sua trajetória artística ficou profundamente ligada ao mundo latino, devido — em grande parte — ao seu casamento em 1930 com a portuguesa Maria Helena Vieira da Silva, com quem realizou inúmeras viagens à América Latina para participar de exposições, como em 1946 no Instituto de Arquitetos do Brasil.
Devido ao facto de ser judeu e de sua esposa ter perdido a nacionalidade portuguesa, eram oficialmente apátridas. O casal decidiu então residir por um longo tempo no Brasil durante a Segunda Guerra Mundial e no período pós-guerra. No Brasil, entram em contacto com importantes artistas locais, como Carlos Scliar e Djanira.
A ligação com Portugal reflete-se na existência da Fundação Árpád Szenes-Vieira da Silva, sediada em Lisboa.


(imagem daqui)

Marlene Dietrich morreu há 25 anos...

Marlene Dietrich, nome artístico de Marie Magdelene Dietrich von Losch (Berlim, 27 de dezembro de 1901Paris, 6 de maio de 1992) foi uma atriz e cantora alemã.
Dietrich manteve grande popularidade ao longo da sua invulgarmente longa carreira no show business, por se reinventar continuamente a si mesma, profissionalmente e caracteristicamente. Em 1920, em Berlim, ela atuou nos palcos e em filmes mudos. O seu desempenho como Lola-Lola em “The Blue Angel” (O Anjo Azul - 1930), dirigido por Josef von Sternberg, trouxe-lhe fama internacional, resultando num contrato com a Paramount Pictures. Dietrich estrelou em filmes de Hollywood tais como o “Marrocco” (Marrocos - 1930), “Shangai Express” (O Expresso de Xangai” - 1932) e “Desejo” (1936). Dietrich negociou com sucesso as suas atuações e tornou-se uma das atrizes mais bem pagas da época.
Dietrich tornou-se cidadã norte-americana em 1939 e, durante toda a Segunda Guerra Mundial, era uma “entertainer”  da linha de frente. Embora ainda fizesse filmes ocasionais após a Segunda Guerra Mundial, Dietrich passou a maior parte da década de 50 até à década de 70 em turnê pelo mundo, cantando e dançando. Dietrich ficou conhecida pelos seus esforços humanitários durante a guerra, abrigando exilados alemães e franceses, dando-lhes apoio financeiro, e até mesmo ao defender a sua cidadania dos EUA. Pelo seu trabalho fde melhorar a moral nas linhas de frente na Segunda Guerra Mundial recebeu honras dos EUA, França, Bélgica e Israel.
Marlene Dietrich um dos ícones do cinema americano, foi eleita pelo AFI como a 10° Lenda Feminina do cinema americano.


sexta-feira, maio 05, 2017

O verdadeiro Cinco de Mayo foi há 155 anos


O Cinco de Mayo (espanhol para "cinco de maio") é uma festa, realizada a 5 de maio, que comemora a improvável vitória do exército mexicano sobre as forças francesas na batalha de Puebla, em 5 de maio de 1862, sob a liderança do general Ignacio Zaragoza Seguin. É comemorado principalmente no estado de Puebla e nos Estados Unidos. Enquanto o Cinco de Mayo tenha uma comemoração limitada no México, é festejada em todo o território dos Estados Unidos e noutros locais no mundo como celebração da herança e do orgulho mexicano. Ao contrário do que muitos pensam, o Cinco de Mayo não é o dia da Independência do México, mas é o mais importante feriado nacional mexicano.


(imagem daqui)

Pío Leyva nasceu há um século!

(imagem daqui)

Pío Leyva (Morón, 5 de maio de 1917 – Havana, 22 de março de 2006), é tido com um dos ícones da música cubana. Maestro e crooner, possuía uma voz marcante para a música cubana.
Leyva participou no sucesso Buena Vista Social Club, que, pelas mãos de Win Winders e Ray Cooder, girou o mundo e colocou a música cubana novamente em destaque. Ao lado de Ibrahim Ferrer, Omara Portuondo, "Puntillita", Compay Segundo e outros, Pío é considerado um dos mestres do Cuaguancó, ritmo consagrado pela velha guarda cubana.
Em 2002, novamente pelas mãos de Winders, Pío Leyva mostrou o seu talento, na época com 85 anos de idade, mostrou fôlego para atuar no CD/DVD The Songs of Cuba, trabalho pós Buena Vista que apresenta as novidades da música cubana, muitas delas inspiradas pelos grandes mestres do Buena Vista Social Club.
Nascido em 1917, morador de Miramar, Pío Leyva possuia formação musical clássica, porém, assim como muitos artistas cubanos, foi levado pelo swing e sensualidade da popular música cubana, do mambo até à salsa. Leyva, que ganhou uma competição de bongós aos seis anos de idade e que começou uma carreira musical em 1932, será sempre lembrado pelo carisma que possuía.


Dalva de Oliveira nasceu há um século!

Vicentina de Paula Oliveira, conhecida como Dalva de Oliveira, (Rio Claro, 5 de maio de 1917 - Rio de Janeiro, 31 de agosto de 1972) foi uma das maiores cantoras brasileiras.
Segundo a revista Rolling Stone, Dalva de Oliveira foi considerada a 32ª maior voz da música brasileira de todos os tempos.


quinta-feira, maio 04, 2017

A Alice que inspirou o País das Maravilhas nasceu há 165 anos

Alice Pleasance Liddell (Westminster, Londres, 4 de maio de 1852 - Westerham, 15 ou 16 de novembro de 1934) foi a inspiradora do livro Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll, lançado em 1865.

Alice era filha do deão Henry Liddell da Christ Church, em Oxford, e da sua esposa, Lorina Hanna Liddell. Alice tinha dois irmãos mais velhos, Harry e Artur, que morreu de escarlatina, além de uma irmã mais velha chamada Lorina. Tinha também seis irmãos mais novos, entre eles Edith e Frederick Francis, um advogado.
Quando Alice nasceu o seu pai era o diretor da Westminster School. Em fevereiro de 1856, Henry Liddell assumiu o cargo de deão da Christ Church, e Charles Dodgson, na época bibliotecário da universidade, conheceu Alice e apaixonou-se. Ela tinha apenas 3 anos de idade. Ele encontrou-a em 25 de abril, quando ela participava numa sessão fotográfica com o seu amigo Reginals Southey. Ele pode fotografá-la, com as suas duas irmãs, a 3 de junho.
O envolvimento platónico de Dodgson com crianças é bem conhecido. Ele adorava crianças e sentia-se muito ofendido se achassem que o seu interesse era mais do que o gosto pela companhia. Alice tornou-se a maior paixão de Dodgson e fonte constante de inspiração para os seus dois mais conhecidos livros, embora, no final da escrita de Alice no país das maravilhas, a amizade entre os dois estivesse diminuindo. Alice tinha 20 anos de idade quando Leopoldo, Duque de Albany, o filho mais novo da rainha Vitória, entrou na Christ Church, tendo sido aluno de 1872 até 1876. Houve rumores de um romance entre ambos.
Em 1880, Alice casou-se com Reginald Hargreaves. Dodgson não estava presente no casamento, mas enviou-lhe, por meio de um amigo, um presente. Ela teve três filhos, os quais viveram com ela até à sua morte, em Hampshire. Alice chamou o seu segundo filho de Leopoldo, e o duque Leopoldo deu o nome de Alice à sua primeira e única filha com Helena de Waldeck e Pyrmont.
Durante a sua vida ela dedicou-se, em parte, a divulgação dos contos infantis feitos sob sua inspiração.
Encontra-se sepultada em St Michael and All Angels Churchyard, Lyndhurst, no Hampshire, na Inglaterra.