quarta-feira, setembro 09, 2026

Luigi Galvani nasceu há 289 anos

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Luigi Galvani (Bolonha, 9 de setembro de 1737 - Bolonha, 4 de dezembro de 1798) foi um médico, investigador, físico e filósofo italiano. Esta fez uma das primeiras incursões do estudo de bioeletricidade, um campo que ainda hoje estuda os padrões elétricos e sinais do sistema nervoso. Foi professor de anatomia da Universidade de Bolonha, cidade onde viveu e morreu.
  

Lucio Battisti morreu há 28 anos...

   
Lucio Battisti (Poggio Bustone, 5 de março de 1943 - Milão, 9 de setembro de 1998) foi um músico e cantor italiano. É considerado um dos mais importantes autores e intérpretes da história da musica leggera (música popular italiana).
 
 

Champignon morreu há treze anos...

      
Champignon, nome artístico de Luiz Carlos Leão Duarte Junior (Santos, 16 de junho de 1978 - São Paulo, 9 de setembro de 2013), foi um baixista, beatboxer e vocalista brasileiro, da banda santista Charlie Brown Jr.
Foi eleito, três vezes consecutivas, o melhor baixista no VMB da MTV e venceu por duas vezes o prémio de melhor instrumentista no Prémio Multishow.
Para o crítico musical Hagamenon Brito, Champignon foi, ao lado de PJ (do Jota Quest) e Alexandre Dengue (Nação Zumbi), um dos três melhores baixistas do pop rock brasileiro dos anos 90.
   
(...)
   
Na noite de 8 de setembro de 2013, Champignon foi a um restaurante com sua esposa, grávida de cinco meses. Após retornarem a casa, por volta de 00.30 UTC-3, o músico foi para o quarto onde ficavam guardados os seus instrumentos e cometeu suicídio, com uma arma de fogo. A sua esposa, após ouvir o estampido, foi ao quarto e encontrou o corpo do músico caído ao chão, com um ferimento do lado direito da cabeça, disparado por uma pistola 380. Segundo depoimentos na delegacia que acompanhou o caso, o músico e sua esposa teriam discutido no restaurante. Ela entrou em estado de choque e os vizinhos, ao ouvirem o barulho e os gritos vindos do 10º andar do prédio em que moravam, chamaram a Polícia. Uma equipe do SAMU ainda chegou a ser chamada ao local. O caso foi investigado pela 89º Delegacia de Polícia local.
Champignon tinha 35 anos e tirou a própria vida seis meses após Chorão - o seu companheiro na banda Charlie Brown Jr. - ter morrido de overdose, e quatro meses após Peu Sousa - seu companheiro na Nove Mil Anjos - cometer suicídio, aos 35 anos.
Um dia antes de ser encontrado morto, uma imagem colada no mural da sua página no Facebook atordoou Champignon: uma montagem feita em computador aplicava a palavra "Judas" no peito do músico.
Peri Carpigiani, vocalista da extinta banda Nove Mil Anjos, credita o stress causado pela morte de Chorão (ex-parceiro e amigo de infância), o julgamento do público e o medo de não conseguir dar sequência a um novo trabalho como os fatores que empurraram o baixista para a morte. A viúva de Champignon pensa o mesmo. Em entrevista dada a revista Marie Claire, um ano após a morte do músico, ela afirmou que "ele vivia nervoso e sentia vergonha de andar na rua por causa dos maus tratos que sofria em público", e disse acreditar que "se Chorão e Champignon se tivessem perdoado para valer, tudo seria diferente". 
    
 

Hoje é preciso recordar Otis Redding...

Hoje é preciso ouvir Eurythmics...

Lúcia Moniz comemora hoje cinquenta anos...!

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Ana Lúcia Pereira Moniz (Lisboa, 9 de setembro de 1976), é uma cantora e atriz portuguesa.
     
 
Vida
Nasceu a 9 de setembro de 1976, em Lisboa e, por ser filha de dois músicos, Carlos Alberto Moniz (famoso maestro, musico e comunicador açoriano) e Maria do Amparo, desde muito cedo esteve ligada à música. Foi logo aos seis anos de idade que integrou a Academia de Música de Santa Cecília, iniciando, aos catorze, os seus estudos de piano e violino.
Com 19 anos venceu o Festival RTP da Canção de 1996 com o tema "O meu coração não tem cor". Representou Portugal no Festival Eurovisão da Canção desse ano, onde alcançou a melhor classificação do país até 2017, um honroso 6º lugar.
Em 1999 saiu o seu primeiro registo discográfico, intitulado Magnólia, por ser o nome da localidade dos Estados Unidos da América onde foi gravado, o qual incluiu ritmadas canções pop de estilo completamente diferente de sua interpretação no Festival Eurovisão da Canção, em português e em inglês. O álbum foi produzido pelo guitarrista dos Extreme, Nuno Bettencourt que também colaborou num dos temas.
2002 foi o ano da edição do álbum 67, composto por Lúcia Moniz em parceria com autores como Jorge Palma, João Gil, Pedro Campos e também Maria do Amparo (mãe da cantora).
Em fins de 2003 integra o elenco do filme britânico Love Actually ("O Amor Acontece", em Portugal e "Simplesmente Amor", no Brasil), realizado por Richard Curtis. A personagem de Lúcia, Aurélia, faz par num estranho relacionamento baseado na comunicação além das línguas. Aurélia só fala o português enquanto Jamie (Colin Firth) não.
Casou com o músico Donovan Bettencourt (Framingham, Condado de Middlesex, Massachusetts, 2 de março de 1975), filho de Roberto Carlos Gil Mendes Bettencourt e de sua mulher Ana, de quem tem uma filha, Júlia Moniz Bettencourt (Terceira, 8 de junho de 2004).
Em 2005 foi editado o seu terceiro álbum, Leva-me pra Casa, com um tom mais calmo e doce do que os anteriores.
Em 2006 participa no musical "Música no Coração" de Filipe La Féria, estreado em 2006, onde as atrizes/cantoras Anabela e Lúcia Moniz interpretaram, alternadamente, o papel da personagem principal, Maria.
De dezembro de 2008 a junho de 2009 interpretou o papel de Anita no musical West Side Story encenado por Filipe La Féria, que esteve em cena no Teatro Politeama em Lisboa.
Interpreta a canção "Um amigo é um dom" da versão portuguesa do filme "Sininho e o Tesouro Perdido" da Disney.
Ainda em 2009 colaborou no livro “Taberna 2780”, feito em conjunto com Bernardo Mendonça, Tiago Carvalho e Nuno Barros, no qual foi a responsável pela Montagem e Edição de Arte, o que lhe fez recuar alguns anos até ao tempo em que frequentava o curso de Design.
Em 2009 gravou a série "Living in a Car" onde interpretou a personagem "Carol". Esta série foi produzida por David Steinber (o mesmo de "Friends" e "Seinfeld") para uma a televisão canadiana (HBO Canada, The Movie Network e Movie Central) numa co-produção nacional da beActive.
No verão de 2010 gravou a 1ªtemporada da série Maternidade da RTP 1, em que é a protagonista e cuja estreia se verificou no dia 30 de Janeiro de 2011. No final de 2011 foi concluída a 2ª temporada para estrear apenas em 2012.
Em março de 2011 ganhou o prémio de Melhor Design a nível mundial (Best Cookbook Design) pela sua contribuição no livro "Taberna 2780" atribuído pelo Gourmand World Cookbook Awards que distingue anualmente livros de culinária e vinhos de todo o mundo.
Em junho de 2011 foi lançado o álbum "Fio de Luz". O primeiro single chama-se "Play a sound to me".
A primeira longa-metragem algarvia de língua inglesa é filmada entre março e maio de 2012 e conta com as participações de Lúcia Moniz, Miguel Damião, Mark Killeen, Beau McClellan e Ellie Chidzey.
Esteve em cena no LX Factory até dia 28 de abril de 2013 com a peça de teatro "Conversas Depois de um Enterro" da autoria de Yasmina Reza com encenação de Renato Godinho, com a participação de um elenco de luxo: Custodia Gallego, Filipe Duarte, João Cabral, Lúcia Moniz, Manuel Cavaco e Sofia Nicholson.
Em maio de 2013 começa estreia a série diária Bem-Vindos a Beirais na RTP 1 onde dá vida à personagem Susana Fontes. Devido ao sucesso da série, esta foi prolongada por várias temporadas.
Em 2013, na Cidade da Praia da Vitória (Ilha Terceira - Açores) lançou o seu livro "Vou Tentar Falar Sem Dizer Nada".
Em 2015 entra na telenovela "Coração D'Ouro" da SIC.
Em 2015 é lançado o CD "Calendário" que junta Tozé Santos, Luís Portugal e Lúcia Moniz, um álbum com fins solidários, uma vez que, a receita total reverte a favor da Liga Portuguesa Contra o Cancro.
A convite da Companhia de Teatro "Palco 13" estreou a 7 de julho de 2016 no Parque Marechal Carmona em Cascais "Alice no Jardim das Maravilhas", baseado na obra de Lewis Carroll, onde Lúcia Moniz interpreta o papel de Alice que estará em cena até ao final do mês de Julho. Fazem parte do elenco João Jesus, João Vicente, Isac Graça, Alexandre Carvalho, David Ferreira, Gláucia Noémi, Gonçalo Carvalho, Leonor Biscaia, Luís Lobão, Maria Camões, Rita Tristão, Jorge A. Silva, Nuno Gonçalves, a encenação está a cargo de Marco Medeiros.
Estreou a 25 de agosto de 2016 no cinema português o filme Refrigerantes e Canções de Amor com argumento de Nuno Markl e realização de Luís Galvão Teles, e conta no elenco com Lúcia Moniz, Victória Guerra, João Tempera, Ivo Canelas nos principais papéis. Posteriormente este filme dará origem a uma mini série de 4 episódios que passará na RTP.
A curta-metragem de dez minutos, intitulada “Red Nose Day Actually”estreou na BBC, a 24 de março de 2017, data em que se comemora o Dia do Nariz Vermelho em Inglaterra, posteriormente será exibida na NBC a 25 de maio e conta no elenco com Hugh Grant, Colin Flirth, Keira Knightley, Bill Nighy, Liam Neeson, Andrew Lincoln, Thomas Brodie-Sangster, Rowan Atkinson, entre outros. Trata-se de uma sequela do "O Amor Acontece - Love Actually", filme de 2003 e que é considerado com uma das 15 melhores comédias de sempre. O lucro obtido com a curta-metragem vai reverter para a Comic Relief, uma instituição de solidariedade fundada pelo realizador Richard Curtis.

De 19 de janeiro a 10 de março de 2019, a Palco 13 apresentou, no Auditório Fernando Lopes Graça em Cascais, a peça infantil “As Aventuras de João Sem Medo”, que marcou a estreia da Lúcia Moniz como encenadora, em parceria com o irmão Paulo Quedas e que contava no elenco com Alexandre Carvalho, Catarina Couto Sousa, Diogo Fialho, Soraia Tavares e ainda o músico Fernando Frias, que compôs a música do espetáculo e tocava ao vivo. 
 
    

Jorge Sampaio morreu há cinco anos...

  

Jorge Fernando Branco de Sampaio  (Lisboa, São Sebastião da Pedreira, 18 de setembro de 1939Oeiras, Carnaxide, 10 de setembro de 2021) foi um político português que exerceu o cargo de presidente da República Portuguesa, entre 9 de março de 1996 e 9 de março de 2006. 

    

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Morreu no Hospital de Santa Cruz, em Carnaxide, a 10 de setembro de 2021, aos 81 anos de idade, vítima de problemas respiratórios, agravados pelas suas condições de saúde preexistentes, tendo sido declarado luto nacional, com funeral de Estado. Foi sepultado no cemitério do Alto de São João, em Lisboa, no jazigo da família, criado pelo bisavô, Marcelino Augusto Branco.


   

O Teixeira, uma figura acarinhada pela Academia de Coimbra, nasceu há um século...

TEIXEIRA, UM FUTRICA ESTUDANTE! 

 
I
Quem não se lembra do Teixeira? – Ó ‘tor, tem aí um cigarro? – Não fumo, pá! – Umm… ó ‘tor, então paga-me um fino e uma sandes?
Figura bizarra, fisicamente distorcida, um misto de homem e criança… conheci-o na década de 50, era eu bicho no D. João III – hoje José Falcão. Nessa altura ele engraxava numa barbearia que ficava no 13 da Tenente Valadim, um pouco à frente do quiosque que faz esquina com a Praça da República. O corte de cabelo ficava em 4$00, mais 5 tostões de gorjeta e outro tanto para o Teixeira engraxar, ou seja, com 5 mil reis estava a festa feita.
O Teixeira, que décadas mais tarde viria ser conhecido por “Taxeira”, andaria nessa altura pelos 30 anos mas a sua figura pouco se modificou depois disso. É que o tempo ia passando... e o Teixeira não. As gerações de estudantes foram deslizando à sua frente, à razão de duas por década, mas o Teixeira era sempre o mesmo, ainda que a imagem que ele de nós via se lhe fosse toldando na retina, à medida que a sua imagem em nós tão nítida permanecia.
Estou a vê-lo agora na barbearia! De fato-macaco azul, sentado à minha frente sobre a caixa da ferramenta, por certo em terceira mão e com a madeira surrada do castanho e preto da graxa. Cabelo farto, de poupa à Elvis, barba de uma semana – santos de casa não fazem milagres... – cigarro encharcado ao canto da boca – "Provisórios"? "Definitivos"? "20-20-20"? Talvez “Kentuky”, que a cigarro dado não se olha a marca… – uma perna encolhida, outra estendida na minha direção. Penso que nessa altura não usava ainda sapatilhas.
Ao que me lembre, era um pouco trapalhão na sua arte: punha a graxa com os dedos, deixava que a dita lambesse as meias do cliente e julgo que, de quando em vez, cuspia no pano para melhor fazer correr o lustro. Olhar ausente, resmungava as últimas da Académica nos raros intervalos que o barbeiro deixava para intervenções alheias. Às vezes zarpava da barbearia sem aviso, para exaspero do António, o qual acumulava as funções de barbeiro com as de patrão e contava com o Teixeira para combater a concorrência da barbearia da porta mesmo abaixo, onde o Carlos lhe disputava a clientela.
Mas o Teixeira, não dava a sensação de ter um gosto especial pela profissão de engraxador, o que só lhe creditava sabedoria. Do que ele gostava mesmo era de ir com a malta! Ir nas latadas, saltar para arena na garraiada, posar em tudo o que fosse fotografia de curso, rasganço ou cortejo da Queima, viver na crava pelas Repúblicas e cafés, apregoar o Ponney e a Via Latina com a sua voz roufenha, conviver de igual para igual com os da sua classe: os estudantes!
E a malta, que na sua irreverência juvenil tantas vezes é cruel para as figuras bizarras da sociedade, a malta brincava com ele mas não o gozava ou, se o fazia, era com o carinho com que se trata um irmão mais novo. Alguém me contou que o Teixeira sabia dois poemas de cor e os recitava (à sua maneira…), a pedido e em cima dum banco; mas só o fazia depois de se certificar de que não andassem futricas por perto. Afinal, ele tinha sido um dia proclamado “Quartanista de Medicina honoris causa” e tratava os caloiros por tu, como conta Reis Torgal no seu Coimbra – Boémia da Saudade. Brincar com a família, sim! Mas nunca na presença de estranhos…
Muita gente tem estórias do Teixeira para contar, desde a ida ao casino da Figueira, de fraque e anel de brasão no dedo, onde só terá sido desmascarado por querer oferecer um pirolito a uma requintada senhora, até ao telefonema que terá feito ao Reitor da Universidade a pedir satisfações, aquando da crise de 69. A última que li foi-me descrita por um amigo [1] nestes termos: «… Foram com ele a Barcelona (Clínica Barraquer), estava ele quase cego. Recusou-se a ir de avião, por lhe provocar imenso medo essa ideia. Disseram-lhe que iriam de camioneta. Pois a cegueira dele era tal que ele embarcou no avião e, durante a viagem, dizia que as estradas espanholas eram maravilhosas, pois o autocarro não fazia ruídos nenhuns. Enfim, a Academia tratava sempre bem as suas "figuras"!»
E tratava… o melhor que podia: dava-lhe abrigo – num torreão (antiga bilheteira) do campo de Santa Cruz, tendo o Zé Freixo e Belmiro por anfitriões – até que um dia lhe fizeram mesmo uma casa de verdade! Dava-lhe de comer nas Repúblicas e cantinas, dava-lhe cigarros, tratava-lhe da cegueira e outros achaques, sentava-o à mesa do café, apaparicava-o… e até tinha lugar cativo no autocarro da Briosa!
Só há alguns anos, lendo o livro de Reis Torgal e pedindo informações a amigos, soube o seu verdadeiro nome. Chamava-se Raúl dos Reis Carvalheira. O nome Teixeira foi-lhe posto por ser sósia dum interior esquerdo do Benfica – Teixeira de seu nome – que a malta odiava por ter deixado os dentes marcados na barriga do Faustino, half-centro da Académica, por volta de 1940. Desde que as parecenças foram descobertas, passaram a chamar Teixeira ao Raúl, que começava a aparecer nas latadas; quanto ao verdadeiro Teixeira, o do Benfica, passou a Academia a chamar-lhe "Cão", por razões que bem se entendem.
O Teixeira nasceu em Torres do Mondego, que na altura ainda era da freguesia de Santo António dos Olivais, em 09/09/1926, tendo falecido em Coimbra, na Casa dos Pobres, na Rua Adelino Veiga, em 29/02/2000.
A última vez que o vi foi já há muitos anos. Achei-o feliz. Uma espécie de lenda viva, muito acarinhado, muito cegueta e, talvez por isso, pairando um pouco acima do quotidiano. Que se passou desde então? Como viveu os últimos anos? Como morreu? Não sei. Mas admito que tenha sido em paz. Quem tinha uma família do tamanho da Academia não se deve ter sentido sozinho.
 
II
A origem do nome Teixeira está explicada mais acima. Porém, a partir de determinada altura na década de 80, o Teixeira passou a ser igualmente conhecido por “Taxeira”, ao que se supõe, devido «à taxa que se encarregava de cobrar através do apelo: “moedinha, ó sócio”» [2] . No início dos anos 90, os dois nomes ainda coexistiam; mas quando falamos com estudantes que chegaram a Coimbra mais tarde, verificamos que estes já só retiveram o nome “Taxeira” [3].
E foi “Taxeira” que ficou registado na placa que se encontra à entrada de uma pequena rua transversal à Rua de Aveiro, já que em 2007 a edilidade de Coimbra resolveu atribuir o nome de uma rua da cidade à memória desta ilustre figura, cuja última profissão conhecida foi a de ardina. [4]
Mas quem era, afinal, o verdadeiro Teixeira, o do Benfica, o tal que em Coimbra ganhou a alcunha de “Cão”? Ouçamos, então o contraditório, pela pena do blogue Glórias do Passado, de cuja extensa biografia aqui transcrevo apenas um curto extracto [5]:
«O popular “Semilhas”, “Gasogéneo” ou “Marreco” foi um dos mais emblemáticos e categorizados futebolistas portugueses da década de 40, essencialmente, envergando, com êxito, as cores do SL Benfica, do Vitoria SC e também de Portugal, tornando-se mesmo no primeiro jogador açoriano a representar as Seleção Nacional. Natural da Horta, Ilha do Faial, nos Açores, Joaquim Teixeira, o seu verdadeiro nome, nasceu no dia 18 de Março de 1917.» Era, portanto, quase dez anos mais velho que o seu sósia, o nosso Teixeira.
A Parte I desta crónica foi escrita em 2/3/2011, sob o título “TAXEIRA”, UM FUTRICA ESTUDANTE. Posteriormente, entendi ser mais adequado alterar o título para TEIXEIRA, UM FUTRICA ESTUDANTE, como forma de não contribuir para o esquecimento da alcunha original do nosso “Quartanista de Medicina honoris causa”. Para além disso, foram surgindo novas informações que me pareceu interessante acrescentar a uma página que, segundo as estatísticas do blogue, continua a ser razoavelmente visitada.
Foi por essas razões que, ao texto inicial, acrescentei agora a Parte II e reeditei a crónica.


Post Scriptum
Há alguns anos atrás, fui até Coimbra e lembrei-me de revisitar o 13 da Tenente Valadim, curioso de rever a velha barbearia ou o que dela restasse. Queria bisbilhotar, saber quem por lá estaria, se o estabelecimento ainda mexia, se teria mudado de ramo… De facto, tudo deveria estar diferente e eu só esperava poder entrar ou, mesmo ficando à porta, antever a cadeira de barbeiro do António e imaginar o Teixeira engraxando na parte de trás, no enfiamento da janela, enquanto, na porta mais abaixo, o outro barbeiro, o Carlos, procurava afanosamente combater a concorrência da barbearia onde o Teixeira engraxava.
Razão tinha quem dizia que nunca devemos voltar aos sítios onde fomos felizes!...
Zé Veloso
 
[1] Francisco José Carvalho Domingues.
[2] Conforme folheto referente ao descerramento da placa toponímica e dados biográficos da reunião da Comissão de Toponímia, de 14 de maio de 2007.
[3] Estes intervalos de tempo resultam das respostas obtidas num inquérito que fiz aos membros do grupo do Facebook "Penedo d@ Saudade - TERTÚLIA"
[4] Para localização da rua, vide Google Maps:
[5] http://gloriasdopassado.blogspot.pt/2011/01/joaquim-teixeira.html
As fotografias onde aparece o Teixeira pertencem ao Arquivo Formidável da IMAGOTECA – Biblioteca Municipal de Coimbra – e foram cedidas exclusivamente para ser utilizadas no Penedo d@ Saudade, não podendo ser cedidas a outrem sem a devida autorização.
A fotografia de Joaquim Teixeira, que chegou a ser o melhor marcador do Benfica na época de 1944/45, foi obtida do blogue Glórias do Passado.
As restantes fotos foram obtidas pelo autor deste blogue.

in Penedo d@ Saudade

terça-feira, setembro 08, 2026

Música de Fernanda Abreu para celebrar o seu aniversário...

Frédéric Mistral nasceu há 196 anos...

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Os seus pais chamavam-se François Mistral e Adélaide Poulinet. Começou a ir à escola bastante tarde, aos nove anos. Entre 1848 e 1851, estuda Direito em Aix-en-Provence e converte-se no cantor da independência da Provença e sobretudo do provençal, a "primeira língua literária da Europa civilizada".
De volta a Maillane, Mistral une esforços com o poeta Roumanille e ambos se convertem nos artífices do renascimento da língua occitana. Juntos fundam o movimento do félibrige, que permitiu promover a língua occitana com a ajuda de Alphonse de Lamartine: este movimento acolherá todos os poetas occitanos expulsos da Espanha por Isabel II.
Com a sua obra, Mistral reabilita a língua provençal, levando-a aos mais altos cumes da poesia épica: a qualidade desta obra se consagrará com a obtenção dos prémios mais prestigiosos.
A sua obra principal foi Mirèio (Mireia), a que dedicou oito anos de esforços. Publicou-a em 1859. Em oposição ao que seria a ortografia habitual, Mistral teve que ceder à imposição de seu editor, Roumanille, e optar por uma grafia simplificada, que desde então se chama "mistraliana", em oposição à grafia "clássica" herdada dos trovadores. Mireia conta o amor de Vincent e da bela provençal Mireia. Esta história é equiparável à de Romeu e Julieta.
Charles Gounod fez uma ópera com este tema em 1863.
Além de Mireia, Mistral é autor de "Calendal", "Nerte", Lis isclo d’or ("As Ilhas de Ouro"), Lis oulivado ("As olivadas"), "O poema do Ródano", obras todas elas que servem para que se lhe considere o maior dos escritores em língua provençal.
Mistral recebeu o Nobel de Literatura de 1904, juntamente com José Echegaray y Eizaguirre. Com o dinheiro do prémio criou o Museu Arlaten em Arles.
Casado com Marie-Louise Rivière, não teve filhos e morreu em 25 de março de 1914, em Maillane.
  

Dvorak nasceu há cento e oitenta e cinco anos...

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Antonín Leopold Dvořák (Nelahozeves 8 de setembro de 1841 - Praga, 1 de maio de 1904) foi um compositor checo da Era Romântica. De forma semelhante ao compositor nacionalista Bedřich Smetana, Dvořák também aplicou algumas das características da música popular da Morávia e da sua terra-natal, a Boémia (então parte integrante do Império Austríaco e atualmente parte República Checa). O estilo próprio de Dvořák tem sido descrito como o expoente máximo que conjugou o idioma nacional com a tradição sinfónica, integrando influências populares e encontrando formas eficazes de as utilizar.
Nascido em Nelahozeves, Dvořák cedo demonstrou os seus dotes musicais. O seu primeiro trabalho conhecido, Forget-Me-Not Polka in C (Polka pomněnka) terá sido escrito em 1854. Em 1859, terminou o curso de órgão em Praga. Na década de 1860, tocou como violista na Orquestra do Teatro Bohemian Provisional e deu formação em piano. Em 1873, casou-se com Anna Čermáková, e deixou a orquestra para seguir a carreira de organista de igreja. Escreveu várias composições durante este período. A música de Dvořák atraiu o interesse de Johannes Brahms, que o ajudou na sua carreira; também recebeu a ajuda do crítico Eduard Hanslick.
Depois da estreia da sua cantata Stabat Mater (1880), Dvořák visitou o Reino Unido tornado-se, aí, muito popular; a sua Sinfonia n.º 7 foi escrita para Londres. Depois de passar pela Rússia em 1890, Dvořák foi escolhido para professor no Conservatório de Praga em 1891. No ano seguinte, Dvořák mudou-se para os Estados Unidos, para ser o diretor do Conservatório Nacional de Música da América em New York City, onde também compôs. No entanto, questões relacionadas com o seu ordenado, juntamente com um crescente reconhecimento na Europa e saudades da sua terra-natal, fizeram-no regressar à Boémia. De 1895 até à sua morte, compôs, principalmente, música de câmara e operática. Quando morreu, eram vários os trabalhos por terminar.
Dentre as composições mais conhecidas de Dvořák destacam-se a Sinfonia do Novo Mundo, o Quarteto de Cordas Americano, a ópera Rusalka e o Concerto para Violoncelo em Si menor. Dos seus trabalhos menos divulgados, salientam-se o sétimo Humoresque e as Canções Que Minha Mãe Me Ensinou. Compôs óperas, música coral, várias música de câmara, concertos e outras peças orquestrais, vocais e instrumentais. É caracterizado como 'sem dúvida o mais versátil...compositor do seu tempo'.

 

Saudade de Benjamin Orr...

O Reino de Itália rendeu-se aos Aliados há 83 anos

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The Badoglio Proclamation was a speech read on Ente Italiano per le Audizioni Radiofoniche (EIAR) at 19:42 on 8 September 1943 by marshal Pietro Badoglio, Italian head of government, announcing that the Cassibile armistice between Italy and the Allies signed on 3 September had come into force. It followed a speech on Radio Algiers by U.S. General Dwight D. Eisenhower at 18:30 (17:30 Algerian time) also announcing the armistice.
 
Text
The Italian government, recognising the impossibility of continuing the unequal struggle against an overwhelming enemy force, in order to avoid further and graver disasters for the Nation, sought an armistice from general Eisenhower, commander-in-chief of the Anglo-American Allied forces. The request was granted. Consequently, all acts of hostility against the Anglo-American force by Italian forces must cease everywhere. But they may react to possible attacks from any other source.
 
Results

The abandonment of Rome by the military high command, the head of government Badoglio, King Victor Emmanuel III and the king's son, Crown Prince Umberto, their move towards Pescara then Brindisi, and above all the proclamation's use of a format which did not give the clauses of the armistice in a clearly comprehensible form (which was largely wrongly interpreted as meaning a complete end to the war) all led to confusion. This was particularly so among the Italian Armed Forces on all fronts, who remained unaware of the armistice's precise content and disbanded themselves. Over 600,000 Italian soldiers were captured by the German army and sent to various prisoner of war camps under the designation I.M.I. (internati militari italiani, or Italian Military Internees) in the weeks immediately after the announcement. More than half of all Italian soldiers laid down their arms and returned home (as referred to in the title of the 1960 film set at the time, Tutti a casa). The Italian and German high commands intercepted the Eisenhower broadcast first and so the Germans immediately put Operation Achse into effect to disarm their former allies and occupy the whole Italian Peninsula, on 9 September sinking the Italian battleship Roma, which had been ordered on the night of 8 September to sail with the entire Italian fleet to Malta in accordance with the armistice's clauses, under the cover-story of attacking the Allied forces landing at Salerno in Operation Baytown.

At the same time part of the Italian armed forces decided to remain loyal to the king, giving rise to the Italian resistance (one of whose first examples ended in the massacre of the 33rd Infantry Division "Acqui" on Cephalonia by the Germans) and part joined the free individuals, parties and movements such as the Brigata Maiella. Other branches, especially in the north, such as the Xª Flottiglia MAS, decided to remain loyal to fascist Italy and the Germans. Despite the proclamation, the Allies thwarted a massive and immediate release of Italian prisoners of war loyal to the Italian king and the Badoglio regime, to avoid their possibly rejoining the Fascist forces in northern Italy.

   
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El-Rei D. Sancho II nasceu há 817 anos

       
D. Sancho II de Portugal (cognominado O Capelo por haver usado um enquanto criança; alternativamente conhecido como O Pio ou O Piedoso), quarto rei de Portugal, nasceu em Coimbra em 8 de setembro de 1209, filho do rei D. Afonso II de Portugal e de D. Urraca de Castela, e faleceu, exilado e sem poder, em Toledo, no Reino de Castela, a 4 de janeiro de 1248.
     
https://thumb.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/7/72/Bras%C3%A3o_de_armas_do_reino_de_Portugal_%281139%29.svg/500px-Bras%C3%A3o_de_armas_do_reino_de_Portugal_%281139%29.svg.png?utm_source=pt.wikipedia.org&utm_campaign=imageinfo&utm_content=thumbnail
  
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O isolamento político de Sancho II começa provavelmente em 1232, estando o reino com conturbações internas; Afonso de Castela entra nesse ano pelo Norte do reino em defesa de Sancho II. Resigna também em Roma o bispo de Coimbra, Pedro, aliado de Sancho.
D. Afonso, irmão mais novo de Sancho, denuncia em 1245 o casamento de Sancho com Mécia. Nesse mesmo ano a Bula Inter alia desiderabilia prepara a deposição de facto do monarca. O papado, através de duas Breves, aconselha Afonso, Conde de Bolonha, a partir para a Terra Santa em Cruzada e também que passe a estar na Hispânia, fazendo aí guerra ao Islão. A 24 de julho, a Bula Grandi non immerito depõe oficialmente Sancho II do governo do reino, e Afonso torna-se regente. Os fidalgos levantam-se contra Sancho, e Afonso cede a todas as pretensões do clero no Juramento de Paris, uma assembleia de prelados e nobres portugueses, jurando que guardaria todos os privilégios, foros e costumes dos municípios, cavaleiros, peões, religiosos e clérigos seculares do reino. Abdicou imediatamente das suas terras francesas e marchou sobre Portugal, chegando a Lisboa nos últimos dias do ano.
Em 1246, Afonso segura Santarém, Alenquer, Torres Novas, Tomar, Alcobaça e Leiria; Sancho II fortifica-se em Coimbra. A Covilhã e a Guarda ficam nas mãos de Afonso. Sancho II procura a intervenção castelhana na guerra civil, depois da conquista de Jaén. Assim, o infante Afonso de Castela entra em Portugal ,por Riba-Côa, a 20 de dezembro, tomando a Covilhã e a Guarda e devastando o termo de Leiria, derrotando a 13 de janeiro de 1247 o exército do Conde de Bolonha. Apesar de não ter perdido nenhuma das batalhas contra o irmão do Rei de Portugal, Afonso de Castela decide abandonar a empresa, levando consigo, para Castela, El-Rei D. Sancho II, visto que a pressão da Santa Sé aumentava. Embora no Minho continuem partidários de Sancho II e fiquem no terreno as guarnições castelhanas no castelo de Arnoia (seu grande apoiante e anticlerical), o caso encontra-se perdido. D. Sancho II redige o seu segundo e último testamento enquanto exilado, em Toledo, a 3 de janeiro de 1248, e morre a 4 desse mesmo mês. Julga-se que os seus restos mortais repousem na catedral de Toledo.
Afonso III declara-se Rei de Portugal em 1248, já após a morte do seu irmão mais velho, Sancho II.
   
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Martim de Freitas em Toledo - Roque Gameiro
  
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Ricardo Coração de Leão nasceu há 867 anos

  

Ricardo I (Oxford, 8 de setembro de 1157Châlus, 6 de abril de 1199), também conhecido como Ricardo Coração de Leão, pela sua grande reputação como guerreiro e líder militar, foi o Rei da Inglaterra de 6 de julho de 1189 até 6 de abril de 1199. Também foi Duque da Normandia, Aquitânia e Gasconha, Senhor do Chipre, Conde de Anjou, Maine e Nantes e suserano da Bretanha em vários momentos durante o mesmo período. Foi o terceiro filho do rei Henrique II de Inglaterra e da rainha Leonor da Aquitânia.

Aos dezasseis anos, Ricardo comandou o seu próprio exército, acabando com rebeliões contra o seu pai em Poitou. Ele foi o principal comandante cristão durante a Terceira Cruzada, liderando a campanha depois da saída de Filipe II de França, conseguindo consideráveis vitórias contra Saladino, o líder muçulmano, mesmo não tendo conseguido conquistar Jerusalém.

Ricardo falava a língua de oïl, um dialeto francês, e a língua occitana, uma língua falada no sul da França e nas regiões próximas. Ele viveu no Ducado da Aquitânia e passou pouquíssimo tempo na Inglaterra, preferindo usar o seu reino como uma fonte de rendimentos para apoiar os seus exércitos. Era visto por seus súbditos como um herói piedoso. Ricardo permanece até hoje como um dos poucos reis ingleses mais lembrados pelo epíteto do que pelo número régio, sendo uma grande figura icónica na Inglaterra e França. 

     

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Benjamin Orr, vocalista dos The Cars, nasceu há 79 anos...

  
Benjamin Orzechowski (Lakewood, Ohio, September 8, 1947 – Atlanta, Georgia, October 3, 2000), known as Benjamin Orr, was an American musician best known as a singer, bassist and co-founder of the rock band the Cars. He sang lead vocals on several of their best known songs, including "Just What I Needed", "Let's Go" and "Drive". He also scored a moderate solo hit with "Stay the Night."
Orr was posthumously inducted into the Rock and Roll Hall of Fame as a member of the Cars in 2018.
   
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In April 2000, Orr was diagnosed with pancreatic cancer and hospitalized. However, he continued to perform with the band Big People throughout that summer at music festivals and state fairs. He reunited with the Cars one last time in Atlanta, for an interview that was included in the Rhino Records concert video The Cars Live.

Orr's final public appearance was on September 27, 2000, in a Big People concert in Anchorage, Alaska. He died at home in Atlanta on October 3, aged 53, surrounded by fellow Big People band members Jeff Carlisi, Derek St. Holmes and Rob Wilson. Manager David Tedeschi was not present, but was devastated by the loss of his best friend.
   

Richard Strauss morreu há 77 anos...

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Richard Georg Strauss (Munique, 11 de junho de 1864 - Garmisch-Partenkirchen, 8 de setembro de 1949) foi um compositor e maestro alemão. É considerado como um dos mais destacados representantes da música entre o final da era romântica e a primeira metade do século XX.
É conhecido pelas suas óperas, sobretudo Der Rosenkavalier e Salomé; pelas suas lieder, especialmente Quatro Últimas Canções (Vier letzte Lieder), pelos seus poemas sinfónicos, como Till Eulenspiegels lustige Streiche, Also sprach Zarathustra, Morte e Transfiguração (Tod und Verklärung), Uma Sinfonia Alpina (Eine Alpensinfonie) e as grandes obras orquestrais, como Metamorphosen, geralmente interpretada como uma meditação sobre a bestialidade da guerra (diante da Alemanha devastada pela guerra, da destruição de Munique e de lugares muito caros ao compositor, como a Ópera da sua cidade, onde ele fora o principal maestro, entre 1894 e 1896).
Strauss notabilizou-se como maestro na Alemanha e na Áustria. Com Gustav Mahler, é um dos principais representantes do romantismo alemão tardio, depois de Richard Wagner.
    
    

Fernanda Abreu faz hoje sessenta e cinco anos...!

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Fernanda Sampaio de Lacerda Abreu (Rio de Janeiro, 8 de setembro de 1961) é uma cantora e compositora brasileira. Iniciou a carreira fazendo vocal de apoio (coros) na banda Blitz, com Evandro Mesquita e, posteriormente, seguiu carreira a solo, influenciada pelo samba, sambalanço, disco music, rap, funk e funk carioca - estilo musical que ajudou a popularizar - e abandonando o pop rock dos Blitz. A sua canção mais famosa é "Rio 40 Graus", de autoria de Fausto Fawcett, Fernanda Abreu e Laufer. É uma ilustre torcedora do Vasco, tendo lançado na festa de 113 anos do clube a canção "Vou Subir a Colina", e do Sporting Clube de Portugal, pelo que depois de o assumir em direto num programa da televisão pública portuguesa (RTP), 5 Para a Meia-Noite, foi recebida pelo presidente do Clube, tendo sido agraciada com uma camisola do equipa.


Filha de pai português e de mãe carioca, Fernanda lançou-se numa carreira a solo em 1990, com o álbum, Sla Radical Dance Disco Club, produzido por Herbert Vianna e Fábio Fonseca. A primeira canção executada nas rádios foi A Noite, também presente na banda sonora da novela Mico Preto, da Rede Globo. Com forte inspiração disco, a faixa é uma das mais dançantes do álbum. De seguida Fernanda alcançou o topo das paradas com a balada Você pra Mim, que embalava o romance dos personagens de José Mayer e Adriana Esteves na novela Meu Bem Meu Mal. O álbum conta ainda com uma versão de Got to Be Real, de Cheryl Lynn, transformada em Luxo Pesado. Dele saiu ainda o videoclipe de Speed Racer, veiculado nos primórdios da MTV Brasil.
Em 1992, a disco foi substituída por ritmos mais brasileiros em Sla 2 Be Sample, o seu segundo álbum. A faixa principal do mesmo foi Jorge da Capadócia, mas foi Rio 40 Graus, de autoria de Fausto Fawcett, Fernanda Abreu e Laufer, a canção que marcaria a carreira da cantora. Exaltando e ao mesmo tempo criticando a sua cidade natal, Fernanda compôs um mosaico dos "tipos cariocas", da sua música, dos seus hábitos e preferências. É com essa canção que Fernanda se aproximava pela primeira vez do funk, género ao qual ficaria bastante associada futuramente.
Do álbum seguinte, Da Lata (1995) sairiam Garota Sangue Bom, Brasil É o País do Suingue e Veneno da Lata, o maior sucesso do CD. Em "É Hoje", Fernanda expõe o seu gosto pelo samba, regravando um famoso samba-enredo da Escola de Samba União da Ilha, sucesso nos anos 80 na voz de Caetano Veloso. Uma outra regravação de Fernanda faria ainda mais sucesso em 1997, lançada em seu álbum X, uma coletânea com seus maiores sucessos: Kátia Flávia, a Godiva do Irajá. Contando a história de uma contraventora de parar, literalmente, o trânsito, o cantor Fausto Fawcett (autor da música junto com Laufer) já havia entrado nas paradas de sucesso em 1987. Com uma reprodução bastante grande na MTV Brasil, o clipe fez sucesso com Fernanda colocando-se na pele de Kátia Flávia.
Entidade Urbana (2000) foi o seu quarto álbum de músicas inéditas e, aqui, ela combina o sambalanço dos álbuns anteriores com uma necessidade de falar das metrópoles, do universo asfixiante, dinâmico e apaixonante das grandes cidades. Os títulos das canções traduzem a homogeneidade do álbum: "Sou da Cidade", "São Paulo-SP", "Meu CEP É o Seu", "Urbano Capital", "Megalópole-Cidade".
A canção "Eu Vou Torcer" de Jorge Benjor foi a única do álbum "Na Paz" (2004) a ter certa aceitação nas rádios.
Em 2006, Fernanda gravou o CD MTV ao Vivo, dando nova roupagem aos seus sucessos a solo e fazendo uma releitura de A Dois Passos do Paraíso, sucesso de 1983 de sua ex-banda, Blitz.
A cantora foi casada com Luiz Stein, com quem tem duas filhas chamadas Sofia e Alice.