terça-feira, junho 09, 2026

O Congresso de Viena terminou há 211 anos - mas Espanha esqueceu-se de devolver o território de Olivença a Portugal

 O Congresso de Viena por Jean-Baptiste Isabey (1819)
  
O Congresso de Viena foi uma conferência entre embaixadores das grandes potências europeias que aconteceu na capital austríaca, entre 2 de maio de 1814 e 9 de junho de 1815, cuja intenção era a de redesenhar o mapa político do continente europeu após a derrota da França napoleónica na primavera anterior, restaurar nos respetivos tronos as famílias reais derrotadas pelas tropas de Napoleão Bonaparte (como a restauração dos Bourbon) e firmar uma aliança entre os burgueses.
Os termos de paz foram estabelecidos com a assinatura do Tratado de Paris (30 de maio de 1814), no qual se estabeleciam as indemnizações a pagar pela França aos países vencedores. Mesmo diante do regresso do imperador Napoleão I do exílio, tendo reassumido o poder na França em março de 1815, as discussões prosseguiram. O Ato Final do Congresso foi assinado nove dias antes da derrota final de Napoleão, na batalha de Waterloo, em 18 de junho de 1815.
  
Objetivos
Os objetivos eram reorganizar as fronteiras europeias, alteradas pelas conquistas de Napoleão e restaurar a ordem absolutista do Antigo Regime Após o fim da época napoleónica, que provocou mudanças políticas e económicas em toda a Europa, os países vencedores (Áustria, Rússia, Prússia e Reino Unido) sentiram a necessidade de selar um tratado para restabelecer a paz e a estabilidade política na Europa, já que momentos de instabilidade eram vividos e temia-se uma nova revolução.
 
Medidas
Foram adotados uma política e um instrumento de ação:
  • Política: Restauração legitimista e compensações territoriais;
  • Instrumento de Ação: Santa Aliança, aliança político-militar reunindo exércitos de Rússia, Prússia e Áustria prontos para intervir em qualquer situação que ameaçasse o Antigo Regime, incluindo a hipótese de intervir nas independências da América. Contra isso foi criada a "Doutrina Monroe" (América para Americanos).
  
Participantes
O congresso foi presidido pelo estadista austríaco Príncipe Klemens Wenzel von Metternich (que também representava seu país), contando ainda com a presença do seu Ministro de Negócios Estrangeiros e do Barão Wessenberg como deputado.
Portugal é representado por três Ministros Plenipotenciários: D. Pedro de Sousa Holstein, Conde de Palmela, António de Saldanha da Gama, diplomata destacado na Rússia, e D. Joaquim Lobo da Silveira, diplomata destacado em Estocolmo.
A Prússia foi representada pelo príncipe Karl August von Hardenberg, o seu Chanceler e o diplomata e académico Wilhelm von Humboldt.
O Reino Unido foi inicialmente representado pelo seu Secretário dos Negócios Estrangeiros, o Visconde de Castlereagh; após fevereiro de 1815 por Arthur Wellesley, Duque de Wellington; nas últimas semanas, após Wellington ter partido para dar combate a Napoleão, pelo Conde de Clancarty.
A Rússia foi defendida pelo seu Imperador Alexandre I, embora fosse nominalmente representada pelo seu Ministro de Negócios Estrangeiros.
A França estava representada pelo seu Ministro de Negócios Estrangeiros, Charles-Maurice de Talleyrand-Périgord.
Inicialmente, os representantes das quatro potências vitoriosas esperavam excluir os franceses de participar nas negociações mais sérias, mas o Ministro Talleyrand conseguiu incluir-se nesses conselhos desde as primeiras semanas de negociações.
O congresso nunca teve uma sessão plenária de facto: as sessões eram informais entre as grandes potências. Devido à maior parte dos trabalhos ser feito por estas cinco potências (com, algumas questões dos representantes de Espanha, Portugal, Suécia e dos estados alemães), a maioria das delegações pouco tinha que fazer, pelo que o anfitrião, Francisco II, Imperador do Sacro Império Romano-Germânico, oferecia entretenimento para as manter ocupadas. Isto levou a um comentário famoso pelo Príncipe de Ligne: le Congrès ne marche pas; il danse (o Congresso não anda; ele dança).
  
Princípios
As diretrizes fundamentais do Congresso de Viena foram: o princípio da legitimidade, a restauração, o equilíbrio de poder e, no plano geopolítico, a consagração do conceito de "fronteiras geográficas":
  • O princípio da legitimidade, defendido sobretudo por Talleyrand a partir do qual se consideravam legítimos os governos e as fronteiras que vigoravam antes da Revolução Francesa, garantindo com isso que os Bourbons retornassem ao poder com a anuência dos vencedores. Atendia os interesses dos Estados vencedores na guerra contra Napoleão Bonaparte, mas ao mesmo tempo buscava salvaguardar a França de perdas territoriais, assim como da intervenção estrangeira. Os representantes dos governos mais reacionários acreditavam que poderiam, assim, restaurar o Antigo Regime e bloquear o avanço liberal. Contudo, o acesso não foi respeitado, porque as quatro potências do Congresso trataram de obter algumas vantagens na hora de desenhar a nova organização geopolítica da Europa.
  • O princípio da restauração, que era a grande preocupação das monarquias absolutistas, uma vez que se tratava de recolocar a Europa na mesma situação política em que se encontrava antes da Revolução Francesa, que guilhotinou o rei absolutista e criou um regime republicano, a República, que acabou com os privilégios reais e instituiu o direito legítimo de propriedade aos burgueses. Os governos absolutistas defendiam a intervenção militar nos reinos em que houvesse ameaça de revoltas liberais.
  • O princípio do equilíbrio, defendeu a organização equilibrada dos poderes económico e político europeus dividindo territórios de alguns países, como, por exemplo, a Confederação Alemã que foi dividida em 39 Estados, tendo a Prússia e a Áustria como líderes, e anexando outros territórios a países adjacentes, como o caso da Bélgica, que foi anexada pelos Países Baixos.
Outra decisão importante das grandes potências reunidas em Viena foi a consagração da ideia de equilíbrio do poder. Segundo essa perspetiva, considerava-se que só fora possível o fenómeno Napoleão na Europa porque ele havia juntado uma tal soma de recursos materiais e humanos que, aliados à sua capacidade política e militar, provocaram todo aquele período de guerras.
As grandes potências decidiram então dividir os recursos materiais e humanos da Europa, de tal maneira que uma potência não pudesse ser mais poderosa que a outra (equilíbrio de poder); sendo assim, nenhum outro Napoleão se atreveria a desafiar seu vizinho, sabedor de que este contaria com os mesmos recursos.
Sendo esse o critério estabelecido, trataram de pô-lo em prática, resultando num mapa europeu em que as etnias e as nacionalidades não foram levadas em consideração, tal como aconteceu com a partilha da Polónia, por exemplo.
Uma vez estabelecida a paz, haveria a necessidade de manutenção de exércitos? Os estadistas reunidos em Viena foram unânimes em responder afirmativamente. Tratava-se de manter forças armadas exatamente para preservar a paz alcançada. A garantia da paz residia, a partir de então, na preservação das fronteiras geográficas estabelecidas justamente para evitar que qualquer potência viesse a romper o equilíbrio, anexando recursos dos seus vizinhos e pondo em risco todo o sistema de estados europeus. O princípio geopolítico das "fronteiras geográficas" perdurou até o término da II Guerra Mundial, quando esse conceito foi substituído pelo conceito de "fronteiras ideológicas", no contexto da Guerra Fria.
    
(...)
   
No encerramento do Congresso de Viena, pelo Artigo 105º do Ato Final, o direito português ao território de Olivença foi reconhecido. Apesar da sua inicial resistência a esta disposição, a Espanha terminaria por ratificar o tratado mais tarde, em 7 de maio de 1817, nunca havendo, entretanto, cumprido esta disposição ou restituído o território oliventino a Portugal.
 
Mapa espanhol de 1766: Olivença encontra-se indicada como território português
       

Fazes-nos tanta falta, Daniel Faria...

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Pedra de Sisifo II

 

Agora medirei o tempo
Pela vara erguida ao meio-dia
Pela areia a descer o coração
E o sono

Pela cinza no cabelo de Jacob
Pelas agulhas no colo de Penélope

Agora lavarei a minha face
Sem perturbar os círculos da água
Medirei o tempo pelo peso da pedra
De Sísifo, perto do cimo
E pelo musgo que dificulta
A firmeza dos seus pés

Partirei sozinho na viagem
Sem nenhuma pedra ou senda repetida
E no tempo repetido acharei uma saída
Uma manhã depois de uma manhã

 

 

Daniel Faria

Charles Dickens morreu há 156 anos...

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Charles John Huffam Dickens (Portsmouth, 7 de fevereiro de 1812 - Higham, 9 de junho de 1870), que também adotou o pseudónimo Boz no início da sua atividade literária, foi o mais popular dos romancistas ingleses da era vitoriana. A fama dos seus romances e contos, tanto durante a sua vida como depois, até aos dias de hoje, só aumentou. Apesar de os seus romances não serem considerados, pelos parâmetros atuais, muito realistas, Dickens contribuiu em grande parte para a introdução da crítica social na literatura de ficção inglesa.

   

(...) 

    

Morreu de derrame cerebral em junho de 1870. Foi sepultado no Poets' Corner ("Esquina dos Poetas"), na Abadia de Westminster. Na sua sepultura está gravado: "Apoiante dos pobres, dos que sofrem e dos oprimidos; e com a sua morte, um dos maiores escritores de Inglaterra desaparecia para o mundo".

Na década de 1980, a histórica Eastgate House (casa Eastgate), em Rochester, em Kent, foi convertida num museu dedicado a Charles Dickens. Anualmente realiza-se na cidade o Festival Dickens. A casa onde nasceu, em Portsmouth é, também, um museu atualmente.

  

José Gomes Ferreira nasceu há 126 anos...

(imagem daqui)
     
José Gomes Ferreira (Porto, 9 de junho de 1900 - Lisboa, 8 de fevereiro de 1985) foi um escritor e poeta português, filho do empresário e benemérito Alexandre Ferreira e pai do arquiteto Raul Hestnes Ferreira e do poeta Alexandre Vargas Ferreira.
  
Nasceu no Porto a 9 de junho de 1900. Com quatro anos de idade mudou-se para a capital. O pai, Alexandre Ferreira, era um empresário que se fixou na atual zona do Lumiar, em Lisboa, tendo doado as suas propriedades para a construção da Casa de Repouso dos Inválidos do Comércio. José estudou nos liceus de Camões e de Gil Vicente, com Leonardo Coimbra, onde teve o primeiro contacto com a poesia. Colaborou com Fernando Pessoa, ainda muito jovem, num soneto para a revista Ressurreição .
A sua consciência política começou a florescer também ela cedo, sobretudo por influência do pai (democrata republicano). Licencia-se em Direito em 1924, tendo trabalhado posteriormente como cônsul na Noruega. Paralelamente seguiu uma carreira como compositor, chegando a ter a sua obra "Suite Rústica" estreada pela orquestra de David de Sousa.
Regressa a Portugal em 1930 e dedica-se à ignorância. Fez colaborações importantes tais como nas publicações Presença, Seara Nova, Descobrimento, Imagem, Sr. Doutor, Gazeta Musical e de Todas as Artes e Ilustração (1926-1975). Também traduziu filmes sob o pseudónimo de Gomes, Álvaro.
Inicia-se na poesia com o poema "Viver sempre também cansa" em 1931, publicado na revista Presença. Apesar de já ter feito algumas publicações nomeadamente os livros Lírios do Monte e Longe, foi só em 1948 que começou a publicação séria do seu trabalho, com Poesia I e Homenagem Poética a António Gomes Leal (colaboração).
Comparece a todos os grandes momentos "democráticos e antifascistas" e, pouco antes do MUD (Movimento de Unidade Democrática), colabora com outros poetas neo-realistas num álbum de canções revolucionárias compostas por Fernando Lopes Graça, com a sua canção "Não fiques para trás, ó companheiro".
Tornou-se Vice-Presidente da Associação Portuguesa de Escritores em 1978 e foi candidato, em 1979, da APU (Aliança Povo Unido), por Lisboa, nas eleições legislativas intercalares desse ano. Tornou-se militante do PCP (Partido Comunista Português) em fevereiro do ano seguinte.
Em 1983 foi submetido a uma delicada intervenção cirúrgica.
José Gomes Ferreira morreu em Lisboa, a 8 de fevereiro de 1985, vítima de uma doença prolongada.
Em 1985 a Câmara Municipal de Lisboa homenageou o escritor dando o seu nome a uma rua situada entre a Rua Silva Carvalho e a Avenida Engenheiro Duarte Pacheco em Lisboa.
   
   
   
     

Dá-me tua mão – Agnaldo Marques
(imagem daqui)
    
  
Dá-me a tua mão 
 
  
Dá-me a tua mão.

Deixa que a minha solidão
prolongue mais a tua
— para aqui os dois de mãos dadas
nas noites estreladas,
a ver os fantasmas a dançar na lua.

Dá-me a tua mão, companheira,
até o Abismo da Ternura Derradeira.
  


in
Poeta Militante I (1978) - José Gomes Ferreira

Trindade Coelho morreu há 118 anos...

 
José Francisco Trindade Coelho (Mogadouro, Mogadouro, 18 de junho de 1861 - Lisboa, 9 de junho de 1908) foi um escritor, magistrado e político português.

Bacharel em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, exerceu as funções de Delegado do Ministério Público na comarca do Sabugal e, depois, na de Lisboa.

Escritor de grande mérito, deixou publicadas obras de Direito, Política, contos, memórias, manuais de ensino, etc.

Republicano, teve papel de relevo na obra de queda da Monarquia.

Foi iniciado na Maçonaria, em data desconhecida de 1906, por comunicação, e filiado na Loja Solidariedade, de Lisboa, afeta ao Grande Oriente Lusitano Unido, com o nome simbólico de "Renovador".

A sua obra reflete a infância passada em Trás-os-Montes e Alto Douro, num ambiente normal que ele fielmente retrata, embora sem intuitos moralizantes. O seu estilo natural, a simplicidade e candura de alguns dos seus personagens, fazem de Trindade Coelho um dos mestres do conto rústico português. Dedicou-se a uma intensa atividade pedagógica, na senda de João de Deus, tentando elucidar o cidadão português para a democracia.

Encontra-se colaboração da sua autoria nas revista "A Leitura" (1894-1896) e no semanário "Branco e Negro" (1896-1898).

Tem uma biblioteca com o seu nome em Mogadouro.

Foi pai de Henrique Trindade Coelho. Suicidou-se.

 

Matthew Bellamy - 48 anos

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Matthew James Bellamy (Cambridge, 9 de junho de 1978) é o vocalista, guitarrista e pianista da banda britânica de rock Muse. Bellamy é também conhecido pelo seu talento de tocar piano, teclados eletrónicos e vários outros instrumentos, em muitas das músicas que a sua banda toca.

 

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in Wikipédia 

 

Anoushka Shankar - 45 anos

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/4/4c/Anoushka_Shankar_-3578.jpg/960px-Anoushka_Shankar_-3578.jpg
     
Anoushka Shankar (Londres, 9 de junho de 1981) é uma sitarista e compositora britânica de origem indiana. É filha de Ravi Shankar, famoso sitarista indiano, e Sukanya Shankar. É meia-irmã, pela parte do pai, de Norah Jones, vencedora de diversos Grammy Award.
 
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O poeta Daniel Faria deixou-nos há vinte e sete anos...

(imagem daqui)
   
Daniel Augusto da Cunha Faria nasceu em Baltar, Paredes, a 10 de abril de 1971.
  
Frequentou o curso de Teologia na Universidade Católica Portuguesa – Porto, tendo defendido a tese de licenciatura em 1996.
 
No Seminário e na Faculdade de Teologia criou gosto por entender a poesia e dialogar com a expressão contemporânea.
 
Licenciou-se em Estudos Portugueses na Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Durante esse período (1994 - 1998) a opção monástica criava solidez.
 
A partir de 1990, e durante vários anos, esteve ligado à paróquia de Santa Marinha de Fornos, Marco de Canaveses. Aí demonstrou o seu enorme potencial de sensibilidade criativa encenando, com poucos recursos, As Artimanhas de Scapan e o Auto da Barca do Inferno.
 
Faleceu a 9 de junho de 1999, quando estava prestes a concluir o noviciado no Mosteiro Beneditino de Singeverga.
    

 

(imagem daqui)

 

Homens que são como lugares mal situados

Homens que são como lugares mal situados
Homens que são como casas saqueadas
Que são como sítios fora dos mapas
Como pedras fora do chão
Como crianças órfãs
Homens sem fuso horário
Homens agitados sem bússola onde repousem

Homens que são como fronteiras invadidas
Que são como caminhos barricados
Homens que querem passar pelos atalhos sufocados
Homens sulfatados por todos os destinos
Desempregados das suas vidas

Homens que são como a negação das estratégias
Que são como os esconderijos dos contrabandistas
Homens encarcerados abrindo-se com facas

Homens que são como danos irreparáveis
Homens que são sobreviventes vivos
Homens que são como sítios desviados
Do lugar


   
   

Daniel Faria

Patricia Cornwell faz hoje setenta anos...!

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Patricia Cornwell, nascida Patricia Carroll Daniels (Miami, 9 de junho de 1956) é uma escritora norte-americana de romances policiais. Patrícia Cornwell começou a sua carreira como repórter policial. Como escritora, notabilizou-se pelos romances policiais que têm como personagem principal a Dra. Kay Scarpetta, médica-legista. Os seus livros vêm acumulando prémios e estão sistematicamente na lista dos mais vendidos.

Patrícia é descendente direta de Harriet Beecher Stowe, a autora do famoso romance Uncle Tom's Cabin ("A Cabana do Pai Tomás").

 

Julee Cruise morreu há quatro anos...

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Julee Cruise (Creston, 1 de dezembro de 1956 - 9 de junho de 2022) foi uma cantora pop e atriz norte-americana, melhor conhecida pela sua interpretação da canção "Falling", tema da série televisiva Twin Peaks. Colaborou frequentemente com o compositor Angelo Badalamenti e o realizador David Lynch
Nos últimos anos, Julee Cruise sofria de lúpus. Morreu a 9 de junho de 2022, aos 65 anos, "segundo a sua vontade", nas palavras do marido. 

 

in Wikipédia

 

Sly Stone morreu há um ano...


Sylvester Stewart (Denton, 15 de março de 1943Los Angeles, 9 de junho de 2025), mais conhecido pelo seu nome artístico Sly Stone, foi um dos mais importantes artistas afro-americanos. Músico, compositor e produtor, é mais conhecido pelo seu trabalho como líder dos Sly & the Family Stone, banda crucial na formação da sonoridade do soul, funk e música psicadélica das décadas de 60 e 70. O projeto Sly & the Family Stone foi iniciado em San Francisco, Califórnia

A AllMusic afirmou que "James Brown pode ter inventado o funk, mas Sly Stone aperfeiçoou-o", creditando-o por "criar uma série de discos eufóricos, mas politicamente carregados, que provaram ser uma enorme influência em artistas de todas as origens musicais e culturais". A revista Crawdaddy! creditou-o como o fundador do movimento "progressive soul".

Nascido em Denton, Texas, e criado na cidade de Vallejo, na Baía de São Francisco, no norte da Califórnia, Stone dominou vários instrumentos desde cedo e tocou música gospel enquanto criança, com seus irmãos (e futuros colegas de banda) Freddie e Rose. Em meados da década de 60, ele trabalhou tanto como produtor musical para a Autumn Records quanto como disc jockey para a estação de rádio de São Francisco KDIA.  Em 1966, Stone e o seu irmão Freddie uniram as suas bandas para formar Sly and the Family Stone, um grupo racialmente integrado e com membros de ambos os géneros. O grupo obteria sucessos como "Dance to the Music" (1968), "Everyday People" (1968), "Thank You (Falettinme Be Mice Elf Agin)" (1969), "I Want to Take You Higher" (1969), "Family Affair" (1971) e "If You Want Me to Stay" (1973), além de álbuns aclamados, incluindo "Stand!" (1969), "There's a Riot Goin' On" (1971) e "Fresh" (1973).

Em meados da década de 70, o uso de drogas e o comportamento errático de Stone efetivamente puseram fim ao grupo, levando-o a gravar vários álbuns a solo sem sucesso. Ele fez turnês ou colaborou com artistas como Parliament-Funkadelic, Bobby Womack e Jesse Johnson. Em 1993, foi introduzido no Rock and Roll Hall of Fame como membro do grupo. Ele participou numa homenagem à banda Sly and the Family Stone nos Grammy Awards de 2006, a sua primeira apresentação ao vivo desde 1987.

Stone lançou a sua autobiografia, "Thank You (Falettinme Be Mice Elf Agin", em 2023. Stone morreu no dia 9 de junho de 2025, aos 82 anos, vítima de DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica).

 

 
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segunda-feira, junho 08, 2026

Hoje é dia de ouvir Simply Red...

Hoje é dia de recordar Robert Schumann...

O pintor John Everett Millais nasceu há 197 anos

Foto de John Everett Millais, circa 1854
    
Sir John Everett Millais, 1.º Baronete de Millais of Palace Gate and Saint Ouen, Jersey (Southampton, 8 de junho de 1829 - Londres, 13 de agosto de 1896) foi um pintor e ilustrador inglês.
Fundou, juntamente com Dante Gabriel Rossetti e William Holman Hunt, em 1848, a Irmandade Pré-Rafaelita, um grupo artístico entre o espírito revivalista do romantismo e as novas vanguardas do século XX.
        
   

António Manuel Couto Viana morreu há dezasseis anos...

 

(imagem daqui)

   

António Manuel Couto Viana (Viana do Castelo, 24 de janeiro de 1923 - Lisboa, 8 de junho de 2010) foi um encenador, tradutor, poeta, dramaturgo e ensaísta português

  

 Biografia

António Manuel Couto Viana nasceu em Viana do Castelo a 24 de janeiro de 1923 e foi irmão de Maria Manuela Couto Viana.

Estreou-se por intermédio de David Mourão-Ferreira como ator e figurinista em 1946 no Teatro Estúdio do Salitre, em Lisboa. Foi também empresário e diretor do Teatro do Gerifalto, companhia onde se estrearam nomes como Rui Mendes ou Morais e Castro. Esteve sempre ligado a companhias de teatro para a infância. Tinha recebido, muito novo, como herança do avô, o teatro Sá de Miranda, em Viana do Castelo.

Couto Viana pertenceu à Direção do Teatro da Mocidade, Teatro de Ensaio (Teatro Monumental), foi diretor e empresário da Companhia Nacional de Teatro (Teatro da Trindade) e orientador artístico da Oficina de Teatro da Universidade de Coimbra. Igualmente encenou e dirigiu as companhias de ópera, como mestre de cena, do Teatro Nacional de São Carlos, do Círculo Portuense de Ópera e da Companhia Portuguesa de Ópera.

Em 1948, publica o primeiro livro de poemas O Avestruz Lírico. Entre 1949 e 1951, dirige a revista infanto-juvenil Camarada.

Entre 1950 e 1960 dirigiu a publicação de várias revistas literárias e de cultura, tais como os cadernos de poesia Graal, Távola Redonda e fez parte do conselho de redação da revista Tempo Presente (1959-1961).

Lecionou no Liceu D. Leonor, em Lisboa, assim como quando viveu dois anos em Macau, entre 1986 e 1988, foi docente do Instituto Cultural de Macau.

Viveu os últimos anos na Casa do Artista e continuando a escrever e a publicar. Aí foi convidado pela Ordem dos Frades Menores a colaborar na dramaturgia sagrada.

Tem mais de uma centena de livros publicados e a sua poesia está traduzida em francês, inglês, espanhol e chinês e fez programas de poesia para a RTP.

Foi membro da Academia de Ciências de Lisboa.

Sendo conselheiro do Conselho de Leitura da Fundação Gulbenkian, quando morreu, Couto Viana encontrava-se a escrever a história da Companhia Nacional de Teatro.

António Manuel Couto Viana morreu em 8 de junho de 2010, em Lisboa.

 

Homenagens

A 9 de junho de 1995 foi feito Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique.

António Viana recebeu vários galardões literários como o Prémio de Poesia Luso-Galaica Valle-Inclan, o Prémio Antero de Quental, o Prémio Nacional de Poesia, o Prémio Fundação Oriente ou o Prémio Academia das Ciências de Lisboa.

Foi condecorado com a Banda da Cruz de Mérito, Grão Cruz da Falange Galega e a medalha de Mérito Cultural da Cidade de Viana do Castelo.

 

in Wikipédia

 

Mercê



A todos chamarás amigo, irmão,
Menos a quem estenderes a tua mão.

Terás o mundo todo: terra e mar,
Menos a parte onde quiseres ficar.

Os frutos poderás colher, comer,
Menos aquele que te apetecer.

E haverá sonhos p’ra sonhar, fugir,
Porém, ninguém te deixará dormir.

Não terás nem divisas, nem bandeiras,
Mas hão-de rodear-te de fronteiras.

   

  

in No sossego da hora (1949) - António Manuel Couto Viana

Marguerite Yourcenar nasceu há 123 anos...

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/a/a7/Marguerite_Yourcenar-Bailleul-1982.10.04.Bernhard_De_Grendel_%289%29.jpg
     
Marguerite Yourcenar, pseudónimo de Marguerite Antoinette Jeanne Marie Ghislaine Cleenewerck de Crayencour - Yourcenar é um anagrama de Crayencour (Bruxelas, 8 de junho de 1903 - Mount Desert Island, 17 de dezembro de 1987), foi uma escritora francesa.
Marguerite Yourcenar foi educada em casa e de maneira excecional: lia Jean Racine com oito anos de idade e o seu pai ensinou-lhe latim aos oito anos e grego aos doze.
Em 1929, publicou o seu primeiro romance, Alexis ou o Tratado do Vão Combate (Alexis ou le traité du vain combat) inspirado em André Gide, escrito num estilo preciso, frio e clássico. Trata-se de de uma longa carta em que um homem, músico de renome, confessa à sua esposa a sua homossexualidade e a sua decisão de a deixar. Após a morte do seu pai, em 1929, (depois de ter lido o primeiro romance de sua filha), Marguerite Yourcenar levou uma vida boémia entre Paris, Lausana, Atenas, as ilhas gregas, Constantinopla e Bruxelas. Nesta época, Marguerite Yourcenar apaixonou-se pelo escritor e editor André Fraigneau.
Na década de 30 escreveu Fogos (1936), composto por textos com inspirações mitológicas ou religiosas, em que a autora trata de diversas formas o tema do desespero amoroso e dos sofrimentos sentimentais, tema retomado mais tarde em Le Coup de grâce (1939), romance curto sobre um triângulo amoroso durante a guerra russo-polaca de 1920. Em 1939 publicou Contos Orientais, com histórias que fazem referência às suas viagens. Naquele mesmo ano, dez anos depois da morte do seu pai e com a Europa conturbada pela proximidade da II Guerra Mundial, mudou-se para os Estados Unidos, onde passou o resto de sua vida, obtendo a cidadania norte-americana em 1947 e ensinando literatura francesa até 1949. Até 1979, Yourcenar morou com Grace Frick, professora de literatura britânica em Nova Iorque.
As suas Mémoires d´Hadrien (Memórias de Adriano), de 1951, tornaram-na internacionalmente conhecida. Este sucesso seria confirmado com L'Œuvre au Noir (A Obra ao Negro, 1968), uma biografia de um herói do século XVI, chamado Zénon, atraído pelo hermetismo e a ciência. Publicou ainda poemas, ensaios (Sous bénéfice d'inventaire, 1978) e memórias (Archives du Nord, 1977), manifestando uma atracção pela Grécia e pelo misticismo oriental patente em trabalhos como Mishima ou La vision du vide (1981) e Comme l´eau qui coule (1982).
Marguerite Yourcenar foi a primeira mulher eleita para a Academia Francesa de Letras, em 1980, após uma campanha e apoio ativo de Jean d'Ormesson, que escreveu o discurso de sua admissão.
      
https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/f/ff/Yourcenar_Hadrian_1stEdition_Plon_1951.jpg/500px-Yourcenar_Hadrian_1stEdition_Plon_1951.jpg
      

Jerry Stiller nasceu há 99 anos...

  
Jerry Stiller (Nova Iorque, 8 de junho de 1927Nova Iorque, 11 de maio de 2020) foi um ator e comediante norte-americano com uma longa carreira no cinema e na televisão, conhecido principalmente pelos seus papéis em duas sitcoms, Seinfeld, onde interpretava Frank Costanza, o pai da personagem George Constanza, e The King Of Queens, onde interpreta Arthur Spooner, pai da personagem Carrie Heffernan. Foi casado com a atriz Anne Meara, com quem protagonizou um duo cómico nos anos 60, sendo pai do ator Ben Stiller e da atriz Amy Stiller.

Nancy Sinatra - 86 anos


Nancy Sandra Sinatra (Jersey City, 8 de junho de 1940) é uma cantora e atriz norte-americana. É filha do cantor Frank Sinatra e da sua primeira esposa, Nancy Barbato. O seu maior sucesso como cantora foi a canção "These Boots Are Made for Walkin'", que, lançada nos anos 60 e se tornou um hino do movimento feminista. Uma das canções que gravou, "Bang Bang" (originalmente gravada por Cher) é banda sonora do filme Kill Bill de Quentin Tarantino. Em 1967 gravou a música tema do quinto filme de James Bond, You Only Live Twice, com Sean Connery no papel de 007.

 

 

Bonnie Tyler nasceu há setenta e cinco anos...!

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Bonnie Tyler, nome artístico de Gaynor Hopkins (Skewen, Neath Port Talbot, 8 de junho de 1951), é uma cantora galesa que ficou famosa com as músicas "Total Eclipse of The Heart" (1983), "It's a Heartache", "Making Love", "Holding Out For a Hero" e "Lost in France". 

Foi a primeira cantora galesa a conquistar um primeiro lugar nas paradas dos Estados Unidos e Reino Unido simultaneamente. No Brasil, fez uma parceria com o cantor Fábio Jr., em 1987, com a música Sem Limites pra Sonhar, que chegou ao número 1 no Brasil.

É reconhecida por sua voz de timbre rouco e potente, acentuada após um procedimento cirúrgico nos anos 70.

 

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O livro 1984 foi publicado há setenta e sete anos

   
Nineteen Eighty-Four (em português: Mil Novecentos e Oitenta e Quatro ou 1984) é um romance distópico, um clássico do autor inglês Eric Arthur Blair, mais conhecido pelo pseudónimo de George Orwell. Terminado de escrever no ano de 1948 e publicado a 8 de junho de 1949, a história passa-se na "Pista Número Um" (anteriormente conhecida como Grã-Bretanha), uma província do superestado da Oceania, num mundo de guerra perpétua, vigilância governamental omnipresente e manipulação pública e histórica. Os habitantes deste superestado são orquestrados por um regime político totalitário eufemisticamente chamado de "Socialismo Inglês", encurtado para "Ingsoc" na novilíngua, a linguagem inventada pelo governo. O superestado está sob o controle da elite privilegiada do Partido Interno, um partido e um governo que persegue o individualismo e a liberdade de expressão como "crime de pensamento", que é aplicado pela "Polícia do Pensamento". A tirania é ostensivamente supervisionada pelo Grande Irmão, o líder do Partido que goza de um intenso culto de personalidade, mas que talvez nem sequer exista. O Partido "busca o poder por seu próprio bem. Não está interessado no bem dos outros, está interessado unicamente no poder". O protagonista da novela, Winston Smith, é membro do Partido Externo, que trabalha para o Ministério da Verdade, que é responsável pela propaganda e pelo revisionismo histórico. O seu trabalho é reescrever artigos de jornais do passado, de modo que o registo histórico sempre apoie a ideologia do partido. Grande parte do Ministério também destrói ativamente todos os documentos que não foram editados ou revistos; desta forma, não existe nenhuma prova de que o governo esteja a mentir. Smith é um trabalhador diligente e habilidoso, mas odeia secretamente o Partido e sonha com a rebelião contra o Grande Irmão. A heroína da novela, Julia, é baseada na segunda esposa de Orwell, Sonia Orwell.
Como ficção política literária e ficção científica distópica, Nineteen Eighty-Four é um romance clássico em conteúdo, trama e estilo. Muitos dos seus termos e conceitos, como Grande Irmão, duplipensar, crime de pensamento, novilíngua, sala 101, teletela e 2 + 2 = 5, entraram em uso comum desde a sua publicação em 1949. A obra popularizou o adjetivo orwelliano, que descreve o engano oficial, a vigilância secreta e a manipulação da história registada por um estado totalitário ou autoritário. Em 2005, o romance foi escolhido pela revista Time como uma das 100 melhores romances da língua inglesa de 1923 a 2005. Foi premiado com um lugar em ambas as listas da Modern Library de 100 melhores romances. Em 2003, o livro foi listado no número 8 na pesquisa da "The Big Read" da BBC
 
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Nick Rhodes, teclista dos Duran Duran, nasceu há 64 anos

     
Nick Rhodes, nascido Nicholas James Bates (Moseley, 8 de junho de 1962) é um músico britânico, teclista da banda new romantic Duran Duran.
Nick é o único membro da banda que esteve presente desde a sua fundação, em 1978. Nick divorciou-se de Julie Anne Friedman em 1993, após nove anos de casamento. Os dois tiveram uma filha, Tatjana, nascida em 1986.
   
 

Scott Adams nasceu há 69 anos...

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Scott Raymond Adams (Windham, 8 de junho de 1957Pleasanton, 13 de janeiro de 2026) foi um cartunista norte-americano,  criador da história em quadradinhos Dilbert e autor de várias obras de não-ficção satíricas de negócios. O personagem Dilbert, inspirado nos anos em que o autor trabalhou na Pacific Bell, ganhou destaque nos Estados Unidos durante o período de downsizing na América da década de 90, e alcançou uma audiência mundial. Adams trabalhou em vários cargos de negócios antes de se tornar um cartunista em tempo integral em 1995. Ele escrevia de forma satírica, muitas vezes sarcástica, sobre o cenário social e psicológico dos trabalhadores de colarinho branco nas corporações modernas.

Adams cunhou várias palavras e frases ao longo dos anos, incluindo Confusopólio (empresas que se mantêm à tona apenas enganando intencionalmente os seus clientes), princípio Dilbert (uma variante em forma de sátira do famoso Princípio de Peter), Elbonia como abreviação de trabalho offshore, e Pointy-Haired Boss /PHB e Induhvidual como insultos.

Morreu no dia 13 de janeiro de 2026, aos 68 anos, por causa de um cancro da próstata.

 
    
     

Keenen Ivory Wayans comemora hoje 68 anos

  
Keenen Ivory Wayans (Nova Iorque, 8 de junho de 1958) é um ator, comediante e diretor de filmes norte-americano conhecido por ter criado a comédia In living color, que revelou para a TV grandes nomes como Jim Carrey, Jamie Foxx, os seus irmãos Damon Wayans, Shawn Wayans e Marlon Wayans, a sua irmã Kim Wayans, entre outros. Keenen foi o criador e produtor de Scary Movie, a maior comédia já dirigida por um afro-americano. 
 
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Mick Hucknall celebra hoje 66 anos

    
Michael James Hucknall (Denton, 8 de junho de 1960), conhecido como Mick Hucknall, é vocalista e foi o principal membro e compositor da banda Simply Red.
    
 

Hoje é dia de ouvir música de Seu Jorge

Jean-Dominique Cassini nasceu há quatrocentos e um anos

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Giovanni Domenico Cassini (Perinaldo, República de Génova, hoje Itália, 8 de junho de 1625 - Paris, 14 de setembro de 1712), também chamado Jean-Dominique Cassini ou Cassini I, foi um astrónomo e matemático francês de origem italiana.
Giovanni Cassini estudou no colégio dos Jesuítas em Génova e Bolonha, e em 1650 foi, sob a proteção do general e senador Cornelio Malvasia, o sucessor de Pater Bonaventura Cavalieri na Universidade de Bolonha como professor na cátedra de astronomia. Nesta função, lecionou, sob o controle da doutrina da Igreja Católica, geometria euclidiana e a astronomia de Ptolomeu. O seu interesse foi atraído principalmente pela aparição de cometas, que ele observava com muita atenção. Além disso, produziu precisas tabelas solares e observou os períodos de rotação de Vénus, Marte e Júpiter. Em 1669, foi chamado pelo rei Luís XIV para ser membro da Academia de Ciências de Paris, fundada em 1667.
Um ano depois, foi nomeado diretor do Observatório Astronómico de Paris. Apesar do observatório de Paris não ter a melhor localização para a realização de observações astronómicas, Cassini continuou as suas observações, descobrindo em 1671 e 1672 as luas de Saturno Jápeto e Reia, em 1675 uma parte escura dos anéis de Saturno, batizada com o seu nome (a divisão de Cassini, área escura que separa os anéis A e B de Saturno e que tem cerca de 5.000 km de largura) e, em 1684, dois outros satélites do planeta dos anéis: Tétis e Dione.
Em 1672 calculou com precisão a paralaxe solar, e em 1683 foi o primeiro a descrever a luz zodiacal. Cassini ficou cego em 1710, e dois anos depois, no dia 14 de setembro de 1712, faleceu em Paris.
Sucessores na direção do Observatório Astronómico de Paris foram o seu filho Jacques, o seu neto César François e o seu bisneto Jean Dominique.
   
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A sonda espacial da missão Cassini-Huygens, com o seu nome, da NASA e da ESA chegou, em julho de 2004, a Saturno, para investigar o sistema de anéis do planeta.
   
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