domingo, março 08, 2026

O Duque de Ávila e Bolama nasceu há 219 anos

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António José de Ávila  (Horta, Ilha do Faial, Açores, 8 de março de 1807 - Lisboa, 3 de maio de 1881), 1.º conde de Ávila, 1.º marquês de Ávila e 1.º duque de Ávila e Bolama, foi um político conservador do tempo da Monarquia Constitucional em Portugal. Entre outras funções, foi ministro das Finanças e, por três vezes, Presidente do Conselho de Ministros (1868, 18701871 e 18771878). 

 

Vida

António José de Ávila nasceu a 8 de março de 1807, numa modestíssima habitação da Rua de Santo Elias, da freguesia da Matriz da então vila da Horta, Ilha do Faial, Açores, filho de Manuel José de Ávila, de ascendência nobre, filho segundo de fidalgos de Lisboa, que perdera tudo e tentara fortuna no arquipélago, e de Prudenciana Joaquina Cândida da Costa, oriunda de famílias da Matriz da Horta.

Dos dez filhos do casal, apenas quatro sobreviveram até atingir a idade adulta, o que diz das condições de vida da família. Entre os filhos que atingiram a idade adulta, António José, o futuro duque, era o rapaz mais velho, apenas precedido por sua irmã Joaquina Emerenciana (nascida em 1804). Os outros sobreviventes foram Maria do Carmo (nascida em 1815) e Manuel José, o último filho do casal (nascido em 1817).

Durante a infância de António José as condições económicas da família melhoraram substancialmente, tendo o pai enveredado pelo comércio e conseguido amealhar alguns recursos. Tanto assim é que, quando António José termina com excecional brilho os poucos estudos então disponíveis no Faial, já o pai dispunha de meios suficientes para lhe permitir estudos fora da ilha, o que então era privilégio de poucos.

Assim, com apenas 15 anos, Ávila matriculou-se na Universidade de Coimbra, onde estudou filosofia natural e os preparatórios de Matemática. Frequentou também naquela Universidade o primeiro ano de Medicina. Dos tempos de estudante não se lhe conhece qualquer militância política.

Com o início da Guerra Civil de 1832-34, regressou aos Açores, onde se achava o governo liberal no exílio, tornando-se um político local de grande sucesso.

Após o fim da guerra (1834), foi eleito pela primeira vez para as Cortes, pelo círculo dos Açores; durante 26 anos consecutivos, foi deputado da Nação ao Parlamento.

Em termos ideológicos, Ávila aproximou-se da fação mais conservadora dentro do liberalismo português, o cartismo, tornado-se oposição ao governo progressista que tomou o poder em Setembro de 1836, na sequência da Revolução de Setembro.

Com o fim dos ciclo de governos setembristas (com a subida ao poder, pela primeira vez, do cartista Joaquim António de Aguiar, em 1841), Ávila tornou-se ministro das Finanças, cargo que manteve durante os governos de Costa Cabral e do Duque da Terceira. Só com a subida ao poder de Saldanha, abandonou o governo. Em 1857, no primeiro governo do Duque de Loulé, voltou a assumir a pasta da Fazenda.

Por alvará de mercê nova de D. Pedro V de Portugal, de 9 de outubro de 1860, concederam-se a António José de Ávila as seguintes armas de Ávila: esquartelado, o 1.º e o 4.º de ouro, com uma águia estendida de negro, o 2.º e o 3.º de prata, com três faixas de vermelho, acompanhadas de quatro olhos sombreados de azul, alinhados em banda; timbre: a águia do escudo. Coroas: posteriormente de Conde, de Marquês e de Duque. Antes dessa Mercê, usava um escudo partido: a 1.ª de Ávila e a 2.ª da Costa; timbre: de Ávila.

Quando, em 4 de janeiro de 1868, se deu a Janeirinha, que pôs termo ao governo de coligação a que presida Joaquim António de Aguiar, Ávila foi chamado a exercer as funções de presidente do Conselho.

Enquanto chefe de governo, Ávila revogou o imposto que causara a impopularidade e queda do governo anterior, mas tal agravou as dificuldades financeiras do Estado, pelo que acabaria por cair em 22 de julho do mesmo ano.

Voltaria ainda a ser ministro das Finanças, e de novo presidente do Conselho entre 29 de outubro de 1870 e 13 de setembro de 1871, altura em que foi substituído por Fontes Pereira de Melo. Foi então designado para presidir à Câmara dos Pares, em substituição do Duque de Loulé.

Em 1877, devido ao descontentamento popular, o governo Fontes caiu, e Ávila foi de novo chamado a formar governo, o qual durou dez meses, até Fontes voltar ao poder.

No ano seguinte, foi nobilitado, com o título de 1.º duque de Ávila e Bolama, em recompensa pelos serviços prestados, especialmente pelo sucesso na negociações por ele encetadas que permitiram resolver a Questão de Bolama, um conflito diplomático entre Portugal e o Reino Unido sobre a posse da ilha de Bolama e territórios adjacentes, na então Guiné Portuguesa.

Faleceu pelas 21 horas e meia do dia 3 de maio de 1881 no primeiro andar da casa Nº 20, da Rua do Duque de Bragança, freguesia dos Mártires (Lisboa), tinha 74 anos. Não deixou filhos. O funeral realizou-se dia 5. A urna saiu da Basílica dos Mártires pelas 14 horas até chegar ao Cemitério dos Prazeres pelas 16, onde foi sepultado no jazigo nº 1870.

Encontravam-se no funeral Fontes e Sampaio, o Duque de Palmela, o Marquês de Ficalho e o Duque de Loulé, seguido por cerca de 500 carruagens, com mais de um milhar de pessoas, que incluíam representantes dos órgãos do Estado, da família real, associações e muitas classes da sociedade. Um criado da Casa Real foi fornecido para conduzir a carruagem funerária, seguido de uma carruagem com o vigário paroquial da Basílica dos Mártires e doze sacerdotes. Este transporte também foi seguido pelo sobrinho António José de Ávila, e outra carruagem com a coroa Ducal sobre uma almofada de veludo preto, seguido pelo Regimento de Cavalaria n.º 4 e banda.

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Berlioz morreu há 157 anos...

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Hector Berlioz (La Côte-Saint-André, 11 de dezembro de 1803 - Paris, 8 de março de 1869), músico romântico, autor da Sinfonia Fantástica e Grande Messe des morts, teve contribuições significativas para a orquestra moderna, com o seu Grand traité d'instrumentation et d'orchestration modernes. Ele criou música para enormes grupos orquestrais, para alguns dos seus trabalhos, e realizou vários concertos com mais de 1.000 músicos. Ele também compôs cerca de 50 canções. A sua influência foi fundamental para o desenvolvimento do romantismo, especialmente em compositores como Richard Wagner, Nikolai Rimsky-Korsakov, Franz Liszt, Richard Strauss, Gustav Mahler e muitos outros.
  
 

O dia triunfal para Fernando Pessoa foi há 112 anos

(imagem daqui)
  
Especialistas garantem que esse relato sobre o ‘aparecimento' de Alberto Caeiro, Ricardo Reis e Álvaro de Campos é uma ficção.
O nascimento dos heterónimos, tal como Fernando Pessoa o relatou em 1935, ano que viria a ser o da sua morte, era demasiado bom para ser verdade. O ‘Dia Triunfal', que terá acontecido há 100 anos, a 8 de março de 1914, não sobrevive à análise do espólio do poeta. Além das dúvidas quanto às datas de alguns manuscritos, há cartas do amigo Mário de Sá-Carneiro que fazem referência a obras que supostamente ainda não existiriam.

No entanto, aquilo que ficou para a história da literatura de Portugal, graças à carta que Fernando Pessoa escreveu ao crítico literário e amigo Adolfo Casais Monteiro, a 13 de janeiro de 1935, é que a génese dos heterónimos - apresentada como "o fundo traço de histeria que existe em mim" - teve o seu quê de épico: "Acerquei me de uma cómoda alta, e, tomando um papel, comecei a escrever, de pé, como escrevo sempre que posso. E escrevi trinta e tantos poemas a fio, numa espécie de êxtase cuja natureza não conseguirei definir. Foi o dia triunfal da minha vida, e nunca poderei ter outro assim."

A acreditar no poeta, que tinha então 46 anos, Alberto Caeiro foi o primeiro heterónimo a aparecer nesse dia. Ele, "que escrevia mal o português", o que era natural em quem não fora à escola, escreveu todos os poemas de ‘O Guardador de Rebanhos'.

Depois de encontrar o mestre, voltou a si próprio, escrevendo os seis poemas de ‘Chuva Oblíqua', mas ainda faltavam os discípulos. Ricardo Reis já estava latente, mas Pessoa garante ter-lhe então descoberto o nome, "porque nessa altura já o via". Depois, "num jato, e à máquina de escrever, sem interrupção nem emenda, surgiu a ‘Ode Triunfal' de Álvaro de Campos".

Teresa Rita Lopes contrapõe a realidade dos factos a essa narrativa. "Nesse dia só escreveu dois poemas enquanto Alberto Caeiro, e a ‘Chuva Oblíqua'", garante a especialista na obra de Fernando Pessoa, que vai estar hoje, às 16.30, a falar sobre o ‘Dia Triunfal', na livraria Culsete, em Setúbal. De igual forma, Álvaro de Campos só nasceria meses depois, em junho de 1914, seguindo-se Ricardo Reis. 
 

in CM - ler notícia

O Guardador de Rebanhos

I

Eu nunca guardei rebanhos,
Mas é como se os guardasse.
Minha alma é como um pastor,
Conhece o vento e o sol
E anda pela mão das Estações
A seguir e a olhar.
Toda a paz da Natureza sem gente
Vem sentar-se a meu lado.
Mas eu fico triste como um pôr de sol
Para a nossa imaginação,
Quando esfria no fundo da planície
E se sente a noite entrada
Como uma borboleta pela janela.
 
Mas a minha tristeza é sossego
Porque é natural e justa
E é o que deve estar na alma
Quando já pensa que existe
E as mãos colhem flores sem ela dar por isso.
 
Como um ruído de chocalhos
Para além da curva da estrada,
Os meus pensamentos são contentes.
 
Pensar incomoda como andar à chuva
Quando o vento cresce e parece que chove mais.
 
Não tenho ambições nem desejos
Ser poeta não é ambição minha
É a minha maneira de estar sozinho.
 
E se desejo às vezes
Por imaginar, ser cordeirinho
(Ou ser o rebanho todo
Para andar espalhado por toda a encosta
A ser muita coisa feliz ao mesmo tempo),
É só porque sinto o que escrevo ao pôr do sol,
Ou quando uma nuvem passa a mão por cima da luz
E corre um silêncio pela erva fora.
 
Quando me sento a escrever versos
Ou, passeando pelos caminhos ou pelos atalhos,
Escrevo versos num papel que está no meu pensamento,
Sinto um cajado nas mãos
E vejo um recorte de mim
No cimo dum outeiro,
Olhando para o meu rebanho e vendo as minhas ideias,
Ou olhando para as minhas ideias e vendo o meu rebanho,
E sorrindo vagamente como quem não compreende o que se diz
E quer fingir que compreende.
 
Saúdo todos os que me lerem,
Tirando-lhes o chapéu largo
Quando me vêem à minha porta
Mal a diligência levanta no cimo do outeiro.
Saúdo-os e desejo-lhes sol,
E chuva, quando a chuva é precisa,
E que as suas casas tenham
Ao pé duma janela aberta
Uma cadeira predileta
Onde se sentem, lendo os meus versos.
E ao lerem os meus versos pensem
Que sou qualquer cousa natural -
Por exemplo, a árvore antiga
À sombra da qual quando crianças
Se sentavam com um baque, cansados de brincar,
E limpavam o suor da testa quente
Com a manga do bibe riscado.


Alberto Caeiro

José Blanc de Portugal, o geólogo que era poeta, meteorologista e crítico musical, nasceu há 112 anos

(imagem daqui)
       
D. José Bernardino Blanc de Portugal nasceu em Lisboa em 8 de março de 1914 e faleceu em 5 de maio de 2000. Licenciou-se em Ciências Geológicas pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, que lhe concedeu o título de assistente-extraordinário. Cursou História da Música e Língua e Literatura Árabe, frequentando também cadeiras de Psicologia. Meteorologista da Pan American Airways, passou ao Serviço Meteorológico Nacional, onde desempenhou cargos diretivos na sede, Açores, Cabo Verde, Angola e Moçambique. Representou o país em reuniões técnicas da Organização Mundial de Aviação Civil e da Organização Meteorológica Mundial, em que foi vice-presidente da Associação Regional I (África). Nomeado Adido Cultural junto da Embaixada de Portugal em Brasília, pediu exoneração do cargo para assumir a vice-presidência do Instituto da Cultura Portuguesa. Desde os quinze anos que lecionou particularmente todas as cadeiras do curso liceal e algumas universitárias. Foi professor de Integração Cultural e Sociologia da Informação nos cursos de Formação Artística da Sociedade Nacional de Belas Artes. Desde os vinte anos que exerceu crítica musical, eventualmente de bailado, sendo posteriormente crítico musical do Diário de Notícias. Foi membro do Conselho das Ordens Nacionais, do Conselho Português da Música e do Conselho Português da Dança, filiados nos respetivos Conselhos Internacionais da UNESCO. Comendador da Ordem do Infante D. Henrique e medalha Oskar Nobiling, da Sociedade Brasileira de Língua e Literatura (Mérito Linguístico e Filológico). Fundador dos Cadernos de Poesia, com Ruy Cinatti e Tomaz Kim, aos quais, mais tarde, se associaram Jorge de Sena e José Augusto França.
Obras – Poesia: Parva Naturalia (Prémio Fernando Pessoa), 1960; O Espaço Prometido, 1960; Odes Pedestres, (Prémio Casa da Imprensa), 1965; Descompasso, 1986; Enéadas, 1959. Prémio do P.E.N. Club Português, pelo livro e pelo conjunto da obra. Ensaio: Anticrítico, 1960; Quatro Novíssimos da Música Actual, 1962. Traduções: de Shakespeare; T.S. Eliot, Christopher Fry, (Teatro); Pratolini, Coccioli, Truman Capote e Fernando Pessoa (The Mad Fiddler). Tem poemas seus traduzidos em, por ordem de publicação: francês, espanhol, inglês, alemão e sueco.
  

 

Ode a Lisboa


Ó cidade, ó miséria
Ó tudo que entediava
Meus dias perdidos no teu ventre
Ó tristeza, ó mesquinhez cativa
Ó perdidos passos meus cansados
Ó noites sem noite nem dia
Ó dias iguais às noites
Sem esperança de outros melhor haver
Ou, pior, esperando alguém que não havia
Ó cidade, ó meus amigos idos
(tive-os eu ao menos como tal um dia dia?)
Ó cansaço de tudo igual a chuva e o céu azul imenso
Igual em toda a volta, meses de calor,
Ou água suspensa, nuvens indistintas
Ou cordas de chuva a não poupar-me!
Igual, igual, igual por toda a banda
Ó miséria de sempre!
Tua miséria, ó cidade
Minha miséria igual em tudo
Igual às tuas ruas cheias
Igual às tuas ruas desertas
Igual às tuas ruas de dia
Igual às tuas ruas de noite
Igual à dos teus grandes
E das tuas prostitutas
Igual às dos teus homens corrompidos
E,
piormente igual à dos teus sábios!

Ó cidade igual inigualada
Por que te chamo perdidamente igual?

Tua miséria não é miséria,
Tua tristeza não é tristeza
Tudo que me perdeste para ti não é perdido:
Meus passos firmaram-te as pedras;
Tuas noites foram o meu sol;
Teus dias me foram descanso...
Iguais, dias, noites, minha desesperança
Era o próprio esperar doutras certezas:
A certeza de só poder tornar-se
O alguém que é forçoso haver!

Os meus amigos idos
Por tal seriam por certo perdidos
Sei — como não? que existiram:
Lá estão.

Ó cidade! o cansaço seguiu-me
— não era teu.
Igual o tempo está comigo
— não era teu...
Igual, igual, igual por toda a banda. . .
A miséria, o desalento aqui os tenho
— Também não eram teus.

Mas a gente era tua e eu também.
Lá ficou; e eu,
Ó cidade, ó miséria,
Ó tudo que me entediava,
Meus dias perdidos no teu ventre!...
Sei que nada me pertence
É tudo teu!
E eu me glorifico por eu e os meus
Sermos só de ti que és de Deus!

 

José Blanc de Portugal

Ruy Cinatti nasceu há cento e onze anos...

Foto
(imagem daqui)
    
Ruy Cinatti Vaz Monteiro Gomes (Londres, 8 de março de 1915 - Lisboa, 12 de outubro de 1986) foi um poeta, antropólogo e agrónomo português.
  
Ruy Cinatti escreveu sobre São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.
Foi co-fundador de Os Cadernos de Poesia (1940).
A 10 de junho de 1992 foi agraciado, a título póstumo, com a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique.
    

 

Poema do Pacto de Sangue

 

Nobres há muitos. É verdade.
Verdade. Homens muitos. É muito verdade.
Verdade que com um lenço velho
As nossas mãos foram enlaçadas.

Nós, como aliados, eu digo.
Panos, só um, tal qual afirmo.
A lua ilumina o meu feitio.
O sol ilumina o aliado.

Agua de Héler! Pelo vaso sagrado!
Nunca esqueça isto o aliado.
Juntos, combater, eu quero!
Com o aliado, derrotar, eu quero!

A lua ilumina o meu feitio.
O sol ilumina o aliado.
Poderemos, talvez, ser derrotados
Ou combatidos, mas somente unidos.
 
 

Ruy Cinatti

Ferdinand von Zeppelin morreu há 109 anos...

    
Ferdinand Adolf Heinrich August Graf von Zeppelin (Constança, 8 de julho de 1838 - Berlim, 8 de março de 1917) foi um nobre e militar, general alemão, fundador da companhia dirigível Zeppelin.
O nome da banda de rock britânica Led Zeppelin remete para os balões de Ferdinand. A Kriegsmarine desenvolveu o projeto para a construção de um porta-aviões batizado Graf Zeppelin em homenagem ao conde.
    
(...)
    
Primeira ascensão do LZ-1 em 2 de julho de 1900
  
Zeppelin, baseado nas ideias de Schwartz, um engenheiro austríaco que havia tentado construir um balão de alumínio em 1887, projetou um aeróstato sob comando, partindo então para tentativas arrojadas, em Friedrichshafen, onde morava.
Além de orientar a edificação de uma fábrica de alumínio, o ousado conde iniciou a construção e montagem dos primeiros dirigíveis rígidos em 1889, e, a despeito das dificuldades, terminou o seu primeiro modelo no ano seguinte. No entanto, o protótipo LZ-1 somente foi aprovado cinco anos depois, sendo que os modelos testados levavam as iniciais LZ, de Ludwig (assistente do conde) e do próprio Zeppelin, antecedendo a numeração.
Apesar do seu projeto ter sido rejeitado pelo Kaiser Guilherme II em 1894, o nobre militar, contando com o apoio da população do povoado na margem do Lago Constança e utilizando todos os seus recursos financeiros, empenhou-se na construção de aeronaves com estrutura rígida, numa época em que os balões carregados de gás tinham estrutura flexível.
Em 2 de julho de 1900, fez o voo inaugural do LZ-1, às margens do lago Constança. Porém, o tecido que cobria a estrutura de alumínio do balão rompeu-se na aterragem; mas o milionário não desistiu. Já estava na bancarrota quando, em 1908, ganhou fama com o LZ-4, ao cruzar os Alpes, numa viagem de 12 horas, sem escalas. Daí por diante, Zeppelin pôde contar com o dinheiro do governo alemão nas suas façanhas e os seus dirigíveis transformaram-se em orgulho nacional. Zeppelin instituiu a primeira companhia aérea, a Luftschiffbau-Zeppelin GmbH, em 1909, com uma frota de cinco dirigíveis. Até 1914, quando iniciou a Primeira Grande Guerra, foram mais de 150 mil quilómetros voados, 1.600 voos e mais de 37 mil passageiros transportados. Durante o conflito mundial, ao lado dos nascentes aviões, os dirigíveis alemães foram utilizados para bombardear Paris. Ao longo de sua vida, Zeppelin construiu mais de 100 dirigíveis.
     
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Brasão do Conde Ferdinand Adolf Heinrich August Graf von Zeppelin
 

Johannes Diderik van der Waals morreu há cento e três anos...

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Johannes Diderik van der Waals (Leiden, 23 de novembro de 1837 - Amesterdão, 8 de março de 1923) foi um físico teórico neerlandês que recebeu o Nobel de Física em 1910 "por seu trabalho na equação de estado para gases e líquidos". Van der Waals iniciou a sua carreira como professor escolar. Tornou-se o primeiro professor de física da Universidade de Amsterdão quando o seu status foi elevado para Universidade Municipal em 1877.

O seu nome está primariamente associado à equação de van der Waals, uma equação de estado que descreve o comportamento dos gases e sua condensação para a fase líquida. O seu nome também está associado com as forças de van der Waals (forças entre moléculas estáveis), com moléculas de van der Waals (pequenos aglomerados moleculares ligados por forças de van der Waals), e com o raio de van der Waals (tamanho das moléculas). James Clerk Maxwell certa vez disse que "não há dúvida de que o nome de Van der Waals estará em breve entre os principais na ciência molecular".

Em sua tese de 1873, Van der Waals notou a não idealidade dos gases reais e atribuiu isso à existência de interações intermoleculares. Ele introduziu a primeira equação de estado derivada pela suposição de um volume finito ocupado pelas moléculas constituintes. Liderada por Ernst Mach e Wilhelm Ostwald, uma forte corrente filosófica que negava a existência de moléculas surgiu no final do século XIX. A existência molecular era considerada não comprovada e a hipótese molecular desnecessária. Na época em que a tese de Van der Waals foi escrita (1873), a estrutura molecular dos fluidos não havia sido aceita pela maioria dos físicos, e líquido e vapor eram frequentemente considerados quimicamente distintos. Mas o trabalho de Van der Waals afirmou a realidade das moléculas e permitiu uma avaliação de seu tamanho e força atrativa. A sua nova fórmula revolucionou o estudo das equações de estado. Ao comparar sua equação de estado com dados experimentais, Van der Waals foi capaz de obter estimativas para o tamanho real das moléculas e a força de sua atração mútua.

O efeito do trabalho de Van der Waals na física molecular do século XX foi direto e fundamental. Ao introduzir parâmetros caracterizando o tamanho e a atração molecular na construção de sua equação de estado, Van der Waals estabeleceu o tom para a ciência molecular moderna. É considerado atualmente um axioma que aspetos moleculares como tamanho, forma, atração e interações multipolares devam formar a base para formulações matemáticas das propriedades termodinâmicas e de transporte dos fluidos.  Com a ajuda da equação de estado de Van der Waals, os parâmetros do ponto crítico dos gases poderiam ser previstos com precisão a partir de medições termodinâmicas feitas em temperaturas muito mais altas. Nitrogénio, oxigénio, hidrogénio e hélio subsequentemente sucumbiram à liquefação. Heike Kamerlingh Onnes foi significativamente influenciado pelo trabalho pioneiro de Van der Waals. Em 1908, Onnes foi o primeiro a obter hélio líquido; isso levou diretamente à sua descoberta de 1911 da supercondutividade.

     

O grupo terrorista do PCP, a Ação Revolucionária Armada (ARA), atacou a base de Tancos há 55 anos

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A Ação Revolucionária Armada (ARA) foi o braço armado do Partido Comunista Português, que esteve em atividade de 1970 a 1973, sobre a ditadura do Estado Novo, então liderada por Marcello Caetano.

 

(...) 

  

Operações

(...)

  • 8 de março de 1971 - Destruição de 28 aviões e helicópteros, com engenhos explosivos e incendiários, na base aérea de Tancos.

 

in Wikipédia

Ron Pigpen McKernan morreu há 53 anos...


     
Ronald Charles McKernan (San Bruno, California, September 8, 1945 – Corte Madera, California, March 8, 1973), known as Pigpen, was an American singer and musician. He was a founding member of the San Francisco band the Grateful Dead and played in the group from 1965 to 1972.
McKernan grew up heavily influenced by African-American music, particularly the blues, and enjoyed listening to his father's collection of records and taught himself how to play harmonica and piano. He began socializing around the San Francisco Bay Area, becoming friends with Jerry Garcia. After the pair had played in various folk and jug bands, McKernan suggested they form an electric group, which became the Grateful Dead. He was the band's original frontman as well as playing harmonica and electric organ, but Garcia and bassist Phil Lesh's influences on the band became increasingly stronger as they embraced psychedelic rock. McKernan struggled to keep up, causing the group to hire keyboardist Tom Constanten, with McKernan's contributions essentially limited to vocals, harmonica and percussion from November 1968 to January 1970. He continued to be a frontman in concert for some numbers, including covers of Bobby Bland's "Turn On Your Love Light" and the Rascals' "Good Lovin'".
Unlike the other members of the Grateful Dead, McKernan avoided psychedelic drugs, preferring to drink alcohol (namely whiskey and flavored fortified wine). By 1971, his health had been affected by alcoholism and liver damage and doctors advised him to stop touring. Following a four-month hiatus, he resumed touring with the group in December 1971 but was forced to retire from touring altogether in June 1972. McKernan was found dead of a gastrointestinal hemorrhage on March 8, 1973, aged 27, and is buried at Alta Mesa Memorial Park in Palo Alto.
 
 

O maior meteorito alguma vez recuperado caiu há cinquenta anos em Jilin, na China

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Cráter de meteorito
 
Meteorito Jilin 1
Meteorito pedregoso que cayó el 8 de marzo de 1976 en los suburbios de la Ciudad de Jilin, China.
 
El Meteorito Jilin 1 es un meteorito pétreo que cayó en las afueras de la Jilin City , China, el 8 de marzo de 1976, con un peso de 1770 kilogramos, siendo el meteorito pétreo más pesado descubierto en el mundo hasta la fecha. Durante su caída, formó una nube de polvo con forma de hongo, y tras impactar en la capa de suelo congelado, solo una parte quedó expuesta. Tras su excavación, se confirmó que el cráter tenía una profundidad de aproximadamente 4 metros. El meteorito tiene unas dimensiones de 117×93×84 centímetros cúbicos, con una superficie de color marrón oscuro y una corteza de fusión con textura similar a huellas dactilares.
La lluvia de meteoritos cubrió un área de 72 kilómetros de este a oeste y 8.5 kilómetros de norte a sur, con una superficie total de aproximadamente 500 kilómetros cuadrados. Se recolectaron un total de 138 especímenes de meteoritos y más de 3000 fragmentos, con un peso total de 2700 kilogramos. Miles de personas en las cercanías presenciaron su caída. Entre ellos, seis jóvenes intelectuales urbanos (zhiqing) fueron los más cercanos al punto de impacto, recogieron pequeños fragmentos de meteorito en el lugar y los reportaron. La caída del meteorito no causó daños personales ni materiales. Actualmente se encuentra exhibido en el Jilin City Museum .
Este meteorito cuenta con registros científicos completos de su observación, y su proceso de caída fue documentado en detalle, convirtiéndose en la primera pieza de exhibición museística en China centrada en una lluvia de meteoritos. Un fragmento del meteorito, de aproximadamente 5 centímetros de largo y con un peso notable, conservado por la testigo Zhang Cuihua, corrobora las características de densidad del meteorito. Este fenómeno de lluvia de meteoritos, por su escala e integridad, se ha convertido en un caso de estudio importante para la investigación internacional de meteoritos.
 
 
Introducción Básica
Un meteorito de color marrón oscuro levantó una nube de humo en forma de hongo.
 
 
 
Recientemente, Zhang Cuihua, una entusiasta del coleccionismo de Harbin, mostró a un periodista un meteorito y relató todo el proceso de cómo presenció la caída del Meteorito Jilin y lo recolectó.
 
 
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Zhang Cuihua le contó al periodista que el 8 de marzo de 1976, cuando tenía 18 años, era una joven educada enviada al campo en un colectivo juvenil en los suburbios de la Ciudad de Jilin. Como ese día era el Día de la Mujer, las jóvenes educadas terminaron el trabajo antes y regresaron al dormitorio. Cuando estaban a poca distancia de la puerta del colectivo juvenil, vieron una bola de fuego acercarse por el frente derecho, que explotó en el aire, seguida inmediatamente por un fuerte estruendo. La bola de fuego se transformó en un resplandor que cayó a unos 100 metros de donde ellas estaban, y el suelo tembló como en un terremoto. Zhang Cuihua y las otras jóvenes se quedaron paralizadas del susto, pensando que era un avión que se había estrellado. Más tarde, al ver que el lugar del impacto levantaba una columna de polvo y humo en forma de hongo de más de 50 metros de altura, sospecharon que era una explosión atómica lanzada por un país enemigo. El joven educado masculino más valiente fue el primero en llegar al lugar y, después de un rato, gritó para que los demás se acercaran: "¡No es una bomba atómica, es una estrella que cayó del cielo!". Zhang Cuihua y los demás corrieron hacia allí y vieron que el meteorito estaba incrustado en la tierra congelada, con solo una esquina de más de 10 centímetros asomando. Al ver pequeños fragmentos esparcidos alrededor del meteorito, Zhang Cuihua y otras cinco personas recogieron cada una un pedazo. En ese momento, aunque hacía frío, las piedras estaban muy calientes, tanto que quemaban a través de los guantes. Informaron de la situación al comité del partido de la brigada. Al día siguiente, la Ciudad de Jilin envió personal para excavar el meteorito. Los fragmentos que recogieron los jóvenes educados eran pequeños. Zhang Cuihua dijo: "Más tarde, supimos que este meteorito es el más grande conocido en el mundo: el Meteorito Jilin. En algunos libros se dice que 'el meteorito atravesó 1.7 metros de capa congelada y penetró más de 6 metros bajo tierra'. Siempre pensé que esas cifras no eran precisas. Nosotras vimos el meteorito, no estaba a seis metros de profundidad. La capa de suelo congelado aquí es de 1.4 metros, no de 1.7 metros. Después de sacar el meteorito, el cráter que quedó tenía solo algo más de 4 metros de profundidad".
Este meteorito, que Zhang Cuihua ha atesorado hasta hoy, mide aproximadamente 5 centímetros de largo y 3 centímetros de ancho, es más pesado que una roca común de masa equivalente y es de color marrón oscuro.
Según se informa, el Meteorito Jilin 1 es excepcionalmente raro en el mundo debido a su amplia área de dispersión, su gran peso, los miles de testigos presenciales y los registros científicos precisos. Agricultores del Condado de Bayan, Provincia de Heilongjiang, que estaban trabajando en el campo, también vieron pasar un largo dragón de fuego. Cerca de mil personas en la Ciudad de Jilin presenciaron cómo el meteorito se enterró en el suelo y levantó una nube de humo en forma de hongo similar a la de una explosión atómica. Zhang Cuihua y los otros cinco jóvenes educados fueron los testigos más cercanos al punto de impacto del meteorito.
 
Contexto de noticias
El meteorito de Jilin se conserva actualmente en el Jilin City Museum . Este fue el primer museo de China dedicado específicamente a exhibir una lluvia de meteoritos. El 23 de mayo de 1976, la Exposición de la Lluvia de Meteoritos de Jilin anunció al mundo: el 8 de marzo de 1976, los meteoritos que cayeron en forma de lluvia sobre el área de la Ciudad de Jilin tuvieron un peso total de 2700 kilogramos, de los cuales el meteorito más grande, el número 1, tenía un peso de 1770 kilogramos y un volumen de 117×93×84 centímetros cúbicos. Según la investigación confirmada por expertos, el área de caída de la Lluvia de Meteoritos de Jilin abarcaba: 72 kilómetros de este a oeste, 8.5 kilómetros de norte a sur, cubriendo un área aproximada de 500 kilómetros cuadrados; se recolectaron 138 especímenes de meteoritos de diversos tamaños y más de 3000 fragmentos; la corteza de fusión de los meteoritos de la Lluvia de Meteoritos de Jilin es de color marrón oscuro, cubierta de huellas digitales con forma de hoyuelos. Durante la caída de la Lluvia de Meteoritos de Jilin, ni una sola persona, animal u objeto resultó dañado, un hecho extremadamente raro en la historia registrada de lluvias de meteoritos en el mundo.
 

Tom Chaplin, vocalista dos Keane, comemora hoje 47 anos

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Tom Chaplin, nome artístico de Thomas Oliver Chaplin (Hastings, East Sussex, 8 de março de 1979) é um cantor, compositor e multi-instrumentista britânico, famoso por ser o vocalista da banda de rock Keane.  
   
 

Billy Eckstine morreu há trinta e três anos...

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Depois de ter estudado na Howard University de Washington, trabalhou como cantor e diretor de sala em vários clubes noturnos de Buffalo, Detroit e Chicago.
Barítono suave e com um vibrato distintivo, superou barreiras ao longo da década de 40, tornando-se o primeiro líder de uma grande banda e também como o primeiro homem negro na música popular romântica.
Entre 1944 e 1947, Eckstine liderou uma banda que reunia a maioria das estrelas do jazz de todos os tempos. Ao lado de Charlie Parker, Dizzy Gillespie, Art Blakey, Dexter Gordon, Miles Davis, Fats Navarro e Sarah Vaughan, Eckstine foi um dos precursores do bebop.
Realizou algumas excursões à Austrália e Europa e em 1966 participou de alguns shows nas orquestras de Maynard Ferguson e de Duke Ellington. Em 1974 voltou à Europa para uma série de concertos em memória de Charlie Parker.
Morreu no dia 8 de março de 1993, aos 78 anos, em consequência de um AVC.

 

Catarina Chitas morreu há vinte e três anos...

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Catarina Chitas, ou Ti Chitas (Penha Garcia, 30.01.1913 - 08.03.2003) como era conhecida, foi uma pastora de Penha Garcia que também cantava e tocava adufe.

As primeiras gravações terão sido feitas por Ernesto Veiga de Oliveira e Benjamim Pereira em 1963.  Em 1964, por ocasião do I Congresso Nacional de Turismo, a Fundação Gulbenkian levou a efeito uma exposição sobre Instrumentos Musicais. A Região da Beira Baixa esteve representada pela tocadora de adufe, Catarina Chitas. 

Michel Giacometti gravou em 1970 para a série produzida pela RTP “Povo que canta”, publicado em 1970/1996 - Antologia da Música Regional Portuguesa. Beira Alta. Beira Baixa. Beira Litoral.

Em 1982 por José Alberto Sardinha, em “Recolhas da Tradição Oral Portuguesa – Beira Baixa e Minho”, e em 1997, em “Portugal Raízes Musicais – nº 4 Beira Baixa e Beira Transmontana”. Em 1984 a Banda do Casaco editou o disco "Com Ti Chitas".

A Câmara Municipal de Idanha a Nova editou em 1991 um LP com 17 faixas, inteiramente dedicado a Catarina Chitas. Em 1992, é editado na Collection Dominique Buscall o CD “Music du Monde – Portugal: Chants et tambours de Beira Baixa”, em que Catarina Chitas canta em nove faixas.

Em 1994, um CD concebido e realizado por Jacques Erwain, “Voyage Musical Portugal – Le Portugal et les Iles”, inclui duas gravações de Catarina Chitas e um depoimento biográfico feito pela mesma.

Um dos destaques da edição de 2002 do Festival Cantigas de Maio foi a exposição "Coletores de Música Popular Portuguesa" com a orientação de Domingos Morais. Daí resultou a edição do primeiro CD da Associação José Afonso com gravações de Catarina Chitas (Ti Chitas).  

   

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Poema, cantado, adequado à data...

 

LÁGRIMA CELESTE

 

Lágrima celeste,

pérola do mar,

tu que me fizeste

para me encantar!

 

Ah! se tu não fosses

lágrima do céu,

lágrimas tão doces

não chorava eu.

 

Se eu nunca te visse,

bonina do vale,

talvez não sentisse

nunca amor igual.

 

Pomba debandada,

que é dos filhos teus?

Luz da madrugada,

luz dos olhos meus!

 

Meu suspiro eterno,

meu eterno amor,

de um olhar mais terno

que o abrir da flor.

 

Quando o néctar chora

que se lhe introduz

ao romper da aurora

e ao raiar da luz!

 

Esta voz te enleve,

este adeus lá soe,

o Senhor to leve

e Deus te abençoe.

 

O Senhor te diga

se te adoro ou não,

minha doce amiga

do meu coração!

 

Se de ti me esqueço

ou já me esqueci,

ou se mais lhe peço

do que ver-te a ti!

 

A ti, que amo tanto

como a flor a luz,

como a ave o canto,

e o Cordeiro a Cruz;

 

A campa o cipreste,

a rola o seu par,

lágrima celeste,

pérola do mar.

 

Lágrima celeste,

pérola do mar,

tu que me fizeste

para me encantar?

 

in Campo de Flores (1868) - João de Deus

Tonicha faz hoje oitenta anos...!

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Antónia de Jesus Montes Tonicha Viegas, mais conhecida como Tonicha (Beja, 8 de março de 1946) é uma cantora portuguesa

     

(...)

    

Conhece Ary dos Santos através do compositor Nuno Nazareth Fernandes. Os dois serão os autores de "Menina do Alto da Serra" que venceu o Festival RTP da Canção no ano de 1971. O tema fica em 9.º lugar no Festival da Eurovisão, em Dublin, o melhor resultado obtido até essa altura pelo nosso País.

 

in Wikipédia

 

Hoje é dia de ouvir Micky Dolenz...

Max von Sydow morreu há seis anos

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Max Carl Adolf von Sydow (Lund, 10 de abril de 1929Paris, 8 de março de 2020) foi um ator franco-sueco, conhecido pelos seus trabalhos com o cineasta Ingmar Bergman. Atuou em diversos países e em várias línguas, incluindo sueco, norueguês, dinamarquês, alemão, inglês, francês, italiano e espanhol.

Entre os filmes em que participou com Ingmar Bergman, estão O Sétimo Selo (1957), Ansiktet (1958) e Såsom i en Spegel (1961). Com outros realizadores, estão The Greatest Story Ever Told (1965), Äppelkriget (1971), Utvandrarna (1971), O Exorcista (1973), Three Days of the Condor (1975), Hannah and Her Sisters (1986) e Pelle erobreren (1987).

A sua carreira incluiu papéis tão diversos como o imperador Ming em Flash Gordon (1980), o artista Frederick em Hannah and Her Sisters (1986) ou o padre Lankester Merrin em O Exorcista (1973).

Foi nomeado para o Óscar de melhor ator pelo seu papel em Pelle erobreren (Pelle, o Conquistador, 1987), e para o de ator coadjuvante, pelo filme Extremely Loud and Incredibly Close, de 2012.

Em 2016, Sydow entrou para o elenco da série de televisão Game of Thrones da HBO, no papel de Corvo de Três Olhos, que lhe rendeu uma nomeação ao Primetime Emmy Award.

Foi casado com a realizadora francesa Catherine Brelet de 1997 até à sua morte, tendo dois filhos (Henrik e Claes) frutos do seu anterior casamento, com Kerstin Olin, de quem se divorciou em 1979. 

 

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Hoje é o Dia Internacional da Mulher...

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Poster alemão de 1914, de comemoração do Dia Internacional da Mulher, que reclama o direito ao voto feminino
        
O Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, tem como origem as manifestações das mulheres russas por melhores condições de vida e trabalho e contra a entrada da Rússia czarista na Primeira Guerra Mundial. Essas manifestações marcaram o início da Revolução de 1917. Entretanto a ideia de celebrar um dia da mulher já havia surgido desde os primeiros anos do século XX, nos Estados Unidos e na Europa, no contexto das lutas de mulheres por melhores condições de vida e trabalho, bem como pelo direito de voto. O Dia Internacional das Mulheres e a data de 8 de março são comumente associados a dois factos históricos que teriam dado origem à comemoração. O primeiro deles seria uma manifestação das operárias do setor têxtil nova-iorquino ocorrida em 8 de março de 1857 (segundo outras versões em 1908). O outro acontecimento é o incêndio de uma fábrica têxtil ocorrido na mesma data e na mesma cidade. Não existe consenso entre a historiografia para esses dois factos, nem sequer sobre as datas, o que gerou mitos sobre esses acontecimentos.
No Ocidente, o Dia Internacional da Mulher foi comemorado no início do século XX, até à década de 20.
Na antiga União Soviética, durante o estalinismo, o Dia Internacional da Mulher tornou-se elemento de propaganda partidária.
Nos países ocidentais, a data foi esquecida por longo tempo e somente recuperada pelo movimento feminista, já na década de 60. Na atualidade, a celebração do Dia Internacional da Mulher perdeu parcialmente o seu sentido original, adquirindo um caráter festivo e comercial. Nessa data, os empregadores, sem certamente pretender evocar o espírito das operárias grevistas do 8 de março de 1917, costumam distribuir rosas vermelhas ou pequenos mimos entre suas empregadas.
Em 1975, foi designado pela ONU como o Ano Internacional da Mulher e, em dezembro de 1977, o Dia Internacional da Mulher foi adotado pelas Nações Unidas, para lembrar as conquistas sociais, políticas e económicas das mulheres.
  
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