domingo, março 08, 2026
O maior meteorito alguma vez recuperado caiu há cinquenta anos em Jilin, na China
Postado por Fernando Martins às 00:50 0 comentários
Marcadores: China, condrito, impactismo, Jilin, meteorito
sábado, outubro 11, 2025
Eles andam aí - os asteroides...
Um asteroide acabou de passar a rasar a Terra (e só percebemos depois)

A linha verde mostra a trajetória do 2025 TF, que quase atingiu a Terra
Uma tangente mais próxima da Terra do que a distância Porto-Algarve: 430 km que nos “salvaram” de um asteróide.
A 430 km da Terra, um asteroide acaba de passar um “voo rasante” ao nosso planeta e tornar-se segunda passagem mais próxima registada até hoje (apenas superado pelo 2020 VT4, que passou a apenas 368 quilómetros da Terra há 5 anos).
Agora, o 2025 TF, passou sobre a Antártida às 00:47:26 UTC de quarta-feira, 1 de outubro, a uma altitude de cerca de 428 quilómetros, explica a Science Alert. E foi mesmo uma tangente: a ilustração da capa mostra que o asteroide se desviou da Terra mesmo a tempo de não a atingir.
Mas não era caso para preocupações: Mesmo que tivesse atingido o planeta, o 2025 TF não representaria perigo algum, explicam os cientistas, que só detetaram o fenómeno depois de este ter acontecido.
A rocha mede apenas entre 1 e 3 metros de diâmetro, o que significaria, no máximo, um espetáculo luminoso no céu e talvez um pequeno meteorito perdido na Antártida.
O Observatório Kitt Peak-Bok, no Arizona (EUA), foi o primeiro a reportar o evento, às 6:36 UTC, mas dados anteriores do Catalina Sky Survey revelaram que o objeto tinha sido captado duas horas depois da sua máxima aproximação.
Atualmente, o 2025 TF segue a alta velocidade rumo ao espaço profundo… mas deverá voltar a aproximar-se no futuro. Este asteroide parece gostar da Terra, mas o nosso planeta não se deixa apanhar: dessa vez,esta rocha deverá passar a 8 milhões de quilómetros, o que equivale a 21 vezes a distância entre a Terra e a Lua.
in ZAP
Postado por Fernando Martins às 13:15 0 comentários
Marcadores: asteróide, impactismo
quarta-feira, agosto 13, 2025
O Evento do Curuçá, conhecido como o Tunguska brasileiro, foi há 95 anos
Postado por Fernando Martins às 09:50 0 comentários
Marcadores: evento de Tunguska, Evento do Curuçá, impactismo
segunda-feira, junho 30, 2025
Hoje é o Dia Internacional do Asteroide...

O Dia Internacional dos Asteroides celebra-se anualmente a 30 de junho, data que corresponde ao aniversário do impacto de um asteroide sobre Tunguska, Sibéria, a 30 de junho de 1908.
Estes objetos, quando próximos da Terra, podem representar uma ameaça de impacto. Desta possibilidade, embora remota, decorre a necessidade de planear e tentar, dentro do possível, a sua prevenção. São, assim, necessárias ações de carácter cooperativo no interesse da segurança pública para poder proteger o planeta destas situações.
Este Dia foi foi proclamado através da Resolução 71/90, adotada na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas de 6 de dezembro de 2016.
in EuroCid
Postado por Fernando Martins às 19:08 0 comentários
Marcadores: asteróide, astronomia, Dia Internacional do Asteroide, evento de Tunguska, impactismo
sábado, março 08, 2025
O maior meteorito alguma vez recuperado caiu há 49 anos na China

Postado por Fernando Martins às 00:49 0 comentários
Marcadores: China, condrito, impactismo, Jilin, meteorito
sexta-feira, março 07, 2025
A morfologia da Lua é uma lição sobre impactismo...
A Lua tem dois enormes desfiladeiros. Foram esculpidos em 10 minutos catastróficos

Formação lunar Vallis Schrödinger
“Há cerca de quatro mil milhões de anos um asteroide ou cometa sobrevoou o polo sul lunar, passou pelos cumes das montanhas de Malapert e Mouton e atingiu a superfície lunar. O impacto ejetou fluxos de rocha de alta energia que esculpiram dois desfiladeiros que rivalizam com o tamanho do Grand Canyon da Terra”.
Parece o início de uma história de ficção, mas é mesmo verdade, segundo conta à Universe Today o astrónomo David Kring.
“Enquanto o Grand Canyon levou milhões de anos a formar-se, os dois grandes desfiladeiros da Lua foram esculpidos em menos de 10 minutos“, conta ainda.Os dois desfiladeiros são chamados de Vallis Schrödinger e Vallis Planck. O primeiro, formado na margem exterior da bacia do Pólo Sul-Aitken (SPA), chega a ter quase 300 quilómetros de comprimento, 20 quilómetros de largura e 2,7 quilómetros de profundidade.
Existe ainda uma fila de crateras “secundárias” formadas pela queda de rochas que foram projetadas pelo impacto. A parte do desfiladeiro tem cerca de 280 quilómetros de profundidade, 27 quilómetros de largura e 3,5 quilómetros de profundidade, conta a Universe Today.

Formações lunares Vallis Schrödinger e Vallis Planck
O Schrödinger tem um anel exterior, produzido pelo colapso de uma elevação central após o impacto, que terá provocado fluxos de lava basáltica — a atividade vulcânica terminou há cerca de 3,7 mil milhões de anos.
“A cratera Schrödinger é semelhante, em muitos aspetos, à cratera Chicxulub, na Terra, que matou os dinossauros. Ao mostrar como se formaram os desfiladeiros de Schrödinger, com quilómetros de profundidade, este trabalho ajudou a iluminar o quão energética pode ser a ejeção destes impactos”, explica um dos membros da equipa de investigação do Instituto Lunar e Planetário de Houston, Gareth Collins.
A equipa publicou um estudo na revista Nature no dia 4 de fevereiro sobre estes “Canyons”.
E estes “Canyons” podem ser bem úteis na exploração futura da superfície lunar: a sua bacia é a segunda mais antiga da Lua, o que permite o acesso a amostras subjacentes da crosta primordial da Lua sem ser necessário escavar em rochas mais recentes.
Podem, ainda, esconder alguns segredos sobre os impactos na Terra, e ajudar na sua caracterização.
in ZAP
Postado por Fernando Martins às 18:05 0 comentários
Marcadores: asteróides, astronomia, formação do sistema solar, impactismo, Lua, Vallis Planck, Vallis Schrödinger
domingo, outubro 06, 2024
Há ideias novas sobre a formação da Lua
Nova teoria desafia tudo o que sabemos sobre a origem da Lua

Uma nova pesquisa desafia a hipótese dominante, que defende que a Lua se formou a partir de material ejetado após o choque da Terra com um antigo planeta hipotético chamado Theia.
Um estudo recente disponível em pré-publicação pôs em causa a teoria dominante de que a Lua se formou a partir de material ejetado quando um objeto da dimensão de Marte, Theia, colidiu com a proto-Terra.
Esta hipótese tem sido amplamente aceite na ciência planetária, mas a nova investigação sugere que a Lua pode ter a mesma idade da Terra, em vez de ser algumas centenas de milhões de anos mais nova, como se pensava anteriormente.
A hipótese Theia ganhou força devido à necessidade de explicar o facto de a Lua da Terra ser invulgarmente grande em comparação com outros planetas do Sistema Solar. A maioria dos planetas interiores, como Vénus, não tem luas, e as luas de Marte são minúsculas em comparação, escreve o IFLScience.
A lua da Terra, com um tamanho relativamente próximo do planeta, é excecional, levando a especulações sobre a sua formação. A existência de um satélite tão grande pode ter sido crucial para o desenvolvimento de vida complexa na Terra, estabilizando o clima e a inclinação axial do planeta.
Um elemento chave da hipótese de Theia é a expectativa de que a Terra e a Lua teriam diferenças subtis de composição. Se Theia se formou noutro local do Sistema Solar, a sua composição isotópica deveria ser ligeiramente diferente da da Terra.
No entanto, o investigadores descobriram que a Terra e a Lua têm uma composição surpreendentemente semelhante, especialmente nos seus isótopos de oxigénio, crómio e titânio.
O estudo revelou que as rochas lunares partilham rácios isotópicos quase idênticos aos do manto da Terra, desafiando a ideia de que Theia introduziu uma assinatura isotópica única.
A principal diferença entre os dois corpos é a quantidade de ferro, com a Lua a conter significativamente menos (7,5% em comparação com os 33% em peso da Terra). Os modelos anteriores esforçaram-se por explicar esta mistura de semelhanças e diferenças sob a hipótese de Theia.
Os investigadores analisaram 70 elementos em rochas lunares e descobriram que os elementos mais propensos a transformarem-se em gás estavam em falta na Lua, provavelmente devido à sua menor gravidade.
Os elementos que se vaporizam a temperaturas superiores a 1130°C permaneceram em quantidades semelhantes nos dois corpos. Isto sugere que a Lua e a Terra se formaram a partir do mesmo material, sendo o núcleo mais pequeno da Lua responsável por outras variações.
Os autores propõem que a Terra e a Lua podem ter-se formado independentemente, mas a partir de material da mesma região do Sistema Solar.
Esta teoria contrasta com a hipótese prevalecente de Theia, que postula um impacto cataclísmico. No entanto, levanta novas questões sobre como é que ambos os corpos acabaram por ter composições tão semelhantes.
in ZAP
Postado por Fernando Martins às 18:59 0 comentários
Marcadores: astronomia, geologia planetária, impactismo, Lua, planetologia, Terra, Theia
terça-feira, agosto 13, 2024
O Evento do Curuçá, conhecido como o Tunguska brasileiro, foi há 94 anos
Postado por Fernando Martins às 09:40 0 comentários
Marcadores: evento de Tunguska, Evento do Curuçá, impactismo

