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sábado, outubro 17, 2026

Um notícia interessante sobre Paleontologia...

Algumas aves sobreviveram ao asteroide que extinguiu os dinossauros. Fezes fossilizadas podem ajudar a explicar porquê

 

 

Vestígios de dinossauros

 

Pequenas penas preservadas em fezes fossilizadas estão a ajudar os cientistas a compreender por que razão algumas aves sobreviveram à extinção em massa que eliminou os dinossauros e outras não.

Desenterrado no Montana, o achado de penas pertencia a uma ave que tinha sido devorada e posteriormente excretada por um dinossauro predador — possivelmente um Tyrannosaurus rex ou um parente mais pequeno — pouco antes do impacto do asteroide que desencadeou o evento de extinção, há 66 milhões de anos, segundo um novo estudo publicado na revista Current Biology. Os restos incluem a pena mais bem preservada alguma vez extraída de depósitos do Mesozoico, ou rochas da era dos dinossauros, e a descoberta oferece um raro vislumbre de um momento decisivo para muitas espécies.

“É uma pena tão bonita e bem preservada, proveniente de uma fonte tão inesperada, e é emocionante pensar que pode ajudar-nos a responder a esta enorme questão da paleontologia”, afirmou a principal autora do estudo, Jingmai O’Connor, curadora associada de répteis fósseis no Field Museum de Chicago, num comunicado de imprensa.

No entanto, o impressionante espécime representa provavelmente uma espécie que não sobreviveu ao impacto do asteroide, de acordo com a equipa responsável pela nova investigação. Com base na análise dos ossos encontrados juntamente com as penas dentro do coprólito - o termo científico para fezes fossilizadas - os autores do estudo acreditam que as penas pertenciam a uma pequena ave mergulhadora que não voava, semelhante aos atuais mergulhões, que faziam parte de um grupo atualmente extinto conhecido como Hesperornithiformes.

Os paleontólogos estabeleceram há décadas que as aves evoluíram a partir dos dinossauros. Isso significa que as espécies de aves que hoje esvoaçam pelos quintais são, na prática, os únicos dinossauros sobreviventes. No entanto, de forma intrigante, todas as aves atuais descendem de apenas um grupo de aves da era dos dinossauros, os Neornithes, um parente próximo dos Hesperornithiformes.

As condições infernais desencadeadas pela colisão do planeta com a rocha espacial do tamanho de uma cidade extinguiram todas as outras aves e dinossauros, observou O’Connor. As penas agora descobertas podem conter uma pista para o desaparecimento dos Hesperornithiformes.


O coprólito foi desenterrado num local do Montana, na Formação Hell Creek

 

Penas primitivas

O’Connor afirmou que algumas das penas eram muito semelhantes às que existem atualmente nas aves modernas, com uma haste central de secção quadrada que teria ajudado a tornar a pena rígida, mas leve. No entanto, outras apresentavam uma estrutura mais primitiva - eram mais pequenas e felpudas - e não seriam tão eficazes no isolamento térmico como as penas corporais das aves modernas, acrescentou.

“As penas corporais primitivas dos hesperornitiformes não eram um problema para estas aves durante o mundo de efeito de estufa do Mesozoico, mas o impacto do asteroide desencadeou um inverno de impacto e as temperaturas globais desceram significativamente”, explicou por email.

Os cientistas acreditam que a colisão libertou milhares de milhões de toneladas de poeiras, enxofre e outros gases para a atmosfera, bloqueando o sol e provocando um arrefecimento dramático do clima da Terra. As plantas foram incapazes de realizar a fotossíntese, um processo biológico fundamental para a vida, durante quase dois anos depois do impacto, sugerem investigações.

“Agora, as penas corporais primitivas e o seu isolamento menos eficaz são um problema - é necessária mais energia para se manterem quentes, mas há menos alimento disponível através do qual possam obter essa energia.”

 

Um grande plano de uma pena fossilizada encontrada preservada em fezes de dinossauro

 

A investigadora afirmou que um padrão semelhante tinha sido observado noutras aves do Cretácico, chamadas enantiornithines. A sua plumagem foi preservada em pedaços de âmbar - resina de árvores pré-históricas.

O’Connor considera que uma das principais razões pelas quais o ramo Neornithes da família das aves sobreviveu à extinção em massa se deve às diferenças existentes nas suas penas. Outros cientistas tinham concluído que, como as espécies de Neornithes viviam perto da água, algo relacionado com este habitat as ajudou a proteger dos efeitos devastadores da extinção em massa. No entanto, os Hesperornithiformes também viviam junto à água e desapareceram.

Para confirmar a sua hipótese, os paleontólogos teriam de encontrar um fóssil de Neornithes de pouco antes do impacto do asteroide e analisar a sua plumagem para confirmar que não conserva penas com características primitivas, afirmou O’Connor.

“Teria de estar preservado em âmbar ou noutro coprólito excecionalmente preservado, para que as penas fossem preservadas em três dimensões e com osso suficiente para termos a certeza da identificação”, observou.

“Quem sabe, talvez alguém já tenha encontrado um coprólito com estes vestígios no seu interior.”

 

Uma ilustração de um tiranossauro a atacar uma antiga ave mergulhadora

 

Achado raro

Espécimes de penas tão bem preservados não aparecem com frequência, e mesmo os que foram estudados na nova investigação não eram imediatamente evidentes. David DeMar Jr., paleontólogo da Universidade de Washington, em Seattle, encontrou em 2016 o coprólito que as preservava, enquanto recolhia fósseis de peixes no Montana, na Formação Hell Creek.

Como nunca tinham sido encontradas penas na Hell Creek, apesar de 150 anos de procura de fósseis no local, O’Connor afirmou que o primeiro pensamento de DeMar foi que talvez a fissura no nódulo castanho-avermelhado que encontrou num afloramento rochoso contivesse uma planta. Mas uma observação mais atenta revelou que se tratava de uma pena.

“Peguei nela e examinei a sua superfície através da minha lupa de mão e foi então que não consegui acreditar no que estava a ver: uma pequena pena fossilizada”, afirmou DeMar, coautor do estudo, no comunicado de imprensa.

No entanto, só quando os investigadores obtiveram imagens das fezes fossilizadas num scanner de micro-TC perceberam que o espécime continha várias penas, ossos das pernas e até vestígios do conteúdo do estômago da ave. Muitos dos restos estavam excecionalmente preservados em três dimensões.

As fezes fossilizadas do dinossauro também preservaram duas minúsculas escamas em forma de diamante de um peixe conhecido como peixe-agulha, que ainda existe atualmente. O peixe seria demasiado pequeno para satisfazer um dinossauro predador e, por isso, terá provavelmente constituído a última refeição da ave antes de ser devorada pelo T. rex, segundo o estudo.

“Se não fosse a fratura que expôs as penas, continuaríamos sem saber que os coprólitos podem ser uma fonte deste tipo de informação”, afirmou O’Connor.

“Continuo maravilhado com os tipos de coisas que encontramos no registo fóssil e que nunca se pensou serem possíveis”, afirmou Anthony Fiorillo, professor adjunto de investigação na Southern Methodist University e diretor executivo do New Mexico Museum of Natural History & Science, que não esteve envolvido na investigação.

 

in MSN Feed

domingo, outubro 04, 2026

As coisas que se descobre no Google Maps...

Google Maps encontra buraco: é uma cratera de meteorito com 390 milhões de anos



Foi detetada por acaso, no Canadá. Tem um diâmetro de cerca de 25 quilómetros. A descoberta já começou em 2024.

Uma formação circular detetada por acaso através do Google Maps revelou-se uma das mais recentes crateras de impacto de meteorito confirmadas pela comunidade científica.

A estrutura, situada na região de Côte-Nord, na província canadiana do Quebec, terá sido formada há cerca de 390 milhões de anos e mede aproximadamente 25 quilómetros de diâmetro, descreve o Live Science.

A descoberta começou em 2024, quando o astrónomo amador Joël Lapointe observava imagens de satélite para planear um percurso de campismo. A forma invulgar do terreno despertou a sua atenção e levou-o a contactar especialistas, que decidiram investigar a origem da estrutura.

“Esta foi uma das expedições mais árduas que já fiz”, admite.

Numa expedição realizada ao local, os investigadores recolheram diversas evidências geológicas compatíveis com um impacto meteorítico.

Entre elas destacam-se os chamados cones de estilhaçamento - formações rochosas produzidas exclusivamente por ondas de choque extremamente intensas -, bem como afloramentos de rocha fundida e minerais alterados pelas elevadas temperaturas e pressões geradas no momento da colisão.

 

in ZAP

Novos dados sobre a (rápida) formação da Lua...

E se a Lua se formou inteira em apenas cinco horas?

 

 


Um impacto gigante pode ter formado uma Lua intacta em cinco horas, sugere uma nova simulação.

Novas simulações do Southwest Research Institute (SwRI), realizadas num estudo liderado por cientistas da Universidade do Arizona, mostram diferenças fundamentais na forma como a Lua se terá formado a partir do impacto gigante que criou o sistema Terra-Lua.

Os resultados recorreram a técnicas de computação de ponta que têm em conta a resistência dos materiais dos dois planetas em colisão.

Estas simulações, que foram apresentadas num artigo publicado há algum tempo na revista The Astrophysical Journal Letters, podem mudar a forma como os investigadores entendem a formação da Lua e ajudar a precisar quando ocorreu o acontecimento.

“Descobrimos que a geologia prévia da proto-Lua, do tamanho de Marte, conta”, disse Adeene Denton, antiga bolseira do Programa de Pós-Doutoramento da NASA no SwRI e agora investigadora de pós-doutoramento na Divisão de Ciência e Exploração do Sistema Solar do SwRI.

“Quando simulamos a Terra e a Lua como corpos em colisão, com propriedades geológicas, isso muda a forma como a Lua se forma a partir desse impacto, algo que antes considerávamos desnecessário”, acrescenta Denton, citada pelo Phys.org.

Entre os estudos anteriores sobre o cenário do impacto gigante está um artigo de de 2001, de Robin Canup, vice-presidente da Divisão de Ciência e Exploração do Sistema Solar do SwRI, em Boulder, no Colorado, e Erik Asphaug, professor na Universidade do Arizona e coautor do estudo.

Esse trabalho concluiu que um objeto do tamanho de Marte, Theia, pode ter embatido na Terra e criado o sistema Terra-Lua. Mas essas simulações, e as posteriores, ignoravam a resistência dos materiais, tida por insignificante em acontecimentos de tão alta energia.

Denton e a sua equipa retomaram esta hipótese com métodos de computação modernos que, pela primeira vez, incorporam a resistência geológica em função da temperatura.

 

O calor muda o resultado

Debton explica que os modelos evoluíram para incluir a resistência dos materiais, algo muito importante quando se estudam colisões entre corpos mais pequenos, como asteroides, ou no meu artigo anterior sobre a formação do sistema Plutão-Caronte”. “Não tínhamos a certeza se isso teria importância para a Lua. Quando fizemos as simulações, percebemos que conta bastante”.

Os corpos mais quentes são mais frágeis do que os mais frios, e a equipa concluiu que a formação da Lua é sensível à temperatura dos corpos em colisão.

Nalguns cenários, uma Lua totalmente intacta surge poucas horas após o impacto. Noutros, forma-se um disco protolunar à volta da Terra que, com o tempo, acaba por dar origem à Lua.

Como os protoplanetas costumam começar quentes e arrefecer com a idade, isto cria uma nova e importante ligação entre o momento do impacto gigante e o estado inicial da Lua e o modo como se formou.

“Consoante a temperatura da Terra e de Theia antes da colisão, o impacto pode destruir Theia e produzir este enorme disco de detritos que, mais tarde, forma a Lua”, explica Denton. “Mas quando usei os mesmos parâmetros da modelização original, até às estruturas de temperatura iguais no interior dos dois corpos, ao fim de cerca de cinco horas surgiu uma Lua intacta”.

 

Nova modelação do Southwest Research Institute, que tem em conta a resistência do material

 

Uma pista sobre quando se formou a Lua

Já se tinham observado, em simulações anteriores, casos em que a Lua se forma intacta.

Mas este é o primeiro trabalho a mostrar que a resistência dos materiais e a temperatura são decisivas para que a Lua se forme intacta ou seja montada a partir de material processado num disco protolunar.

“Estes novos resultados, surpreendentes e entusiasmantes, sugerem uma possível ligação entre as propriedades físicas da Lua atual, talvez incluindo o seu teor de voláteis, e o estado térmico da Terra e de Theia na altura do impacto gigante”, explica Canup.

Segundo Canup, isto pode ajudar os cientistas a precisar melhor quando ocorreu o acontecimento que formou a Lua

Tal como nos modelos anteriores, explicar a grande semelhança de composição entre a Terra e a Lua continua a ser uma questão em aberto. Uma explicação possível é que Theia e a proto-Terra se formaram a partir de uma mesma região do disco protoplanetário, enquanto Marte, cuja composição é distinta da da Terra e da Lua, se formou mais longe.

“Como a Terra e Marte se formaram no mesmo bairro do sistema solar, são como irmãos”, conclui Denton. “A Lua e a Terra são mais como gémeos falsos“.

 

in ZAP

sábado, setembro 26, 2026

O meteorito que matou os Dinossários era um condrito...

Researchers identify class of ‘oddball’ meteorite that killed the dinosaurs

 

Residue of the Cretaceous-Paleogene impact. Dark clay-rich KT boundary layer in Stevn's Klint, Denmark used in the study. Credit: Dr. Philippe Claeys.

Residue of the Cretaceous-Paleogene impact. Dark clay-rich KT boundary layer in Stevn’s Klint, Denmark used in the study (credit: Dr. Philippe Claeys)
 

A rare CO chondrite meteorite was the probable impacter that struckEarth 66 million years ago, wiping out 75% of  Earth’s species, including nonavian dinosaurs. These findings are published in  Science Advances. Researchers at the University of British Columbia (UBC), Paris, Brussels and Vienna, used advanced nickel isotope analysis of samples to narrow down the composition of the deadly Cretaceous-Paleogene meteorite.

“Carbonaceous chondrites of the Ornans class are definitely not like the typical meteors you find in museum collections,” says Dr. Philippe Claeys, who worked on the study as a visiting professor at UBC.

“A CO contains much less volatile elements—like carbon, zinc, water and particularly sulfur—than other classes of meteorites we’ve discovered so far on Earth. It doesn’t alter our theory of what caused the extinction event—but it makes it less likely that sulfur contained in the impacter was the smoking gun. The fine debris thrown into the atmosphere would have been the primary factor.”

Researchers from Institut de Physique du Globe and Université de Paris conducted high-precision nickel isotope measurements of samples collected over years from a thin layer of clay created across the globe by the impact.

“This is challenging work,” adds Claeys, a professor with Vrije Universiteit Brussel currently visiting the Pacific Center for Isotopic and Geochemical Research with Earth, Ocean and Atmospheric Sciences at UBC. “Only a minute fraction of the projectile is preserved in the planet’s KT clay layer because the entire meteorite vaporized upon impact.”

Many questions remain about the origins of the world-shattering meteorite. Potential sources include distant, debris-rich regions of the outer solar system or even the outer area of the asteroid belt near Jupiter.

 

A rare impacter

Carbonaceous chondrites make up only 5% of meteorites so far sampled on Earth. Carbonaceous chondrites of the Ornans class—CO chondrites—make up a tiny fraction of that group. They are some of the most primitive and untouched materials in the solar system.

“Being impacted by such a rare, distant projectile really underscores how unlucky the dinosaurs were,” says Claeys.

The Cretaceous-Paleogene impacter was roughly 10–15 kilometers or 6 miles wide. It hit at an estimated 64,000 km/h (40,000 mph), forming the massive Chicxulub crater. The impact zone is buried underneath the Yucatán Peninsula in Mexico.

Reference:
Georgy Makhatadze, The origin of Cretaceous-Palaeogene impactor revealed by nickel isotopes, Science Advances (2026). DOI: 10.1126/sciadv.aef4858.


 in Geology Page

quinta-feira, agosto 13, 2026

O Evento do Curuçá, conhecido como o Tunguska brasileiro, foi há 96 anos

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O Tunguska brasileiro, ou evento do Curuçá, são os termos pelo qual ficou conhecido o evento de impacto ocorrido no estado brasileiro do Amazonas no dia 13 de agosto de 1930, análogo ao evento de Tunguska. Trata-se de uma queda cósmica que teria ocorrido na região do Rio Curuçá, localizada no município brasileiro de Atalaia do Norte, no estado do Amazonas. À época, ribeirinhos e indígenas da região afirmaram que viram "bolas de fogo" caindo do céu, tendo estas atingido a margem direita do rio Curuçá.

O fenómeno ficou esquecido por mais de cinquenta anos, tendo sido "reavivado" após o astrónomo inglês M. E. Bailey ter encontrado nos arquivos do Vaticano uma edição de 1931 do L'Osservatore Romano que continha registos do monge capuchinho-franciscano Fedele d'Alviano, que visitou a região apenas cinco dias após o ocorrido. Na época, Fedele d'Alviano entrevistou diversas pessoas da região, que lhe disseram que ficaram assustadas com o ocorrido. Segundo Bailey, o evento do Rio Curuçá foi uma das quedas cósmicas mais importantes do século XX. Investigando a data do evento, acredita-se tratar-se de um meteorito proveniente da chuva de meteoros das Perseidas, que riscam os céus no mês de agosto.
Inspirado no artigo de Bailey e baseado em imagens dos satélites LANDSAT, o astrofísico brasileiro Ramiro de la Reza conseguiu identificar um astroblema de 1 km de diâmetro, localizado a sudeste da localidade de Argemiro, nas seguintes coordenadas geográficas: 5° 11 S, 71° 38 W.
Na primeira semana de junho de 1997, de la Reza liderou uma expedição organizada pela Rede Globo e co-financiada pela ABC-TV da Austrália, até a região onde ocorreu o fenómeno. A suposta cratera realmente foi encontrada, mas no entanto ainda faltam provas que atestem o facto de que ela surgiu a partir do impacto do meteorito relatado em 1930. No entanto um registo do Observatório Sismológico San Calixto em La Paz e interpretado por A. Vega, da mesma instituição, mostrou que aquela cratera poderia ter sido criada na mesma data, sugerindo que o registo sísmico estaria relacionado com o impacto de um meteorito daquele tamanho. No entanto um grupo mexicano recentemente contestou que a cratera e o registo sísmico estivessem relacionados ao evento.

terça-feira, junho 30, 2026

O evento de Tunguska foi há 118 anos

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/a/a4/Tunguska_Ereignis-1.jpg/960px-Tunguska_Ereignis-1.jpg
Árvores caídas após a explosão (foto tirada durante a expedição de Kulik, em 1927)
   
O Evento de Tunguska foi uma queda de um objeto celeste que aconteceu em uma região da Sibéria próxima ao rio Podkamennaya Tunguska, em 30 de junho de 1908. A queda provocou uma grande explosão, devastando uma área de milhares de quilómetros quadrados. A ausência de uma cratera e de evidências diretas do objeto que teria causado a explosão levou a uma grande quantidade de teorias especulativas sobre a causa do evento. Apesar de ainda ser assunto de debate, segundo os estudos mais recentes a destruição provavelmente foi causada pelo deslocamento de ar subsequente a uma explosão de um meteoroide ou fragmento de cometa, a uma altitude de 5 a 10 km na atmosfera, devido ao atrito da reentrada. Diferentes estudos resultaram em estimativas para o tamanho do objeto, variando em torno de algumas dezenas de metros.
Estima-se que a energia da explosão está entre 5 megatoneladas e 30 megatoneladas de TNT, com 10 a 15 megatoneladas sendo o valor mais provável. Isso é aproximadamente igual a mil vezes a bomba lançada em Hiroshima, na segunda guerra mundial, e aproximadamente um terço da Bomba Czar, a mais poderosa arma nuclear já detonada. A explosão tinha energia suficiente para destruir uma grande área metropolitana e derrubou cerca de 80 milhões de árvores numa área de 2.150 quilómetros quadrados, estimando-se que tenha provocado um terramoto de aproximadamente magnitude 5 na escala Richter.
Apesar de ser considerado o maior impacto terrestre na história recente da Terra, impactos de intensidade similar, em regiões remotas, teriam passado despercebidos antes do advento do controle global por satélite, nas décadas de 60 e 70.
    
Localização aproximada de Tunguska, na Sibéria
         

Hoje é o Dia Internacional do Asteroide...!

 

 

O Dia Internacional dos Asteroides celebra-se anualmente a 30 de junho, data que corresponde ao aniversário do impacto de um asteroide sobre Tungusta, Sibéria, a 30 de junho de 1908.

Estes objetos, quando próximos da Terra, podem representar uma ameaça de impacto. Desta possibilidade, embora remota, decorre a necessidade de planear e tentar, dentro do possível, a sua prevenção. São, assim, necessárias ações de carácter cooperativo no interesse da segurança pública para poder proteger o planeta destas situações.

 

2029 - Ano Internacional de Sensibilização para os Asteroides e Defesa Planetária

A 13 de abril de 2029, o asteroide «99942 Apophis» passará, em segurança, a uma distância de cerca de 32.000 quilómetros acima da superfície da Terra, dentro da órbita geoestacionária, não representando qualquer ameaça para o planeta. Esta aproximação fará com que o asteroide seja visível a olho nu para milhares de milhões de pessoas no céu noturno.

Este será um acontecimento único no milénio e uma ocasião única para uma campanha mundial de sensibilização para os asteroides, o seu valor científico e em termos de recursos e o perigo potencial que representam.

Assim, em 2024, a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) declarou que 2029 seria «Ano Internacional da Sensibilização para os Asteroides e da Defesa Planetária». Esta iniciativa visa destacar os esforços na atenuação dos potenciais perigos dos objetos próximos da Terra, proporcionando simultaneamente uma oportunidade para uma campanha educativa global.

Este Dia foi proclamado através da Resolução 71/90, adotada na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas de 6 de dezembro de 2016.

   

in EuroCid

domingo, março 08, 2026

O maior meteorito alguma vez recuperado caiu há cinquenta anos em Jilin, na China

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Cráter de meteorito
 
Meteorito Jilin 1
Meteorito pedregoso que cayó el 8 de marzo de 1976 en los suburbios de la Ciudad de Jilin, China.
 
El Meteorito Jilin 1 es un meteorito pétreo que cayó en las afueras de la Jilin City , China, el 8 de marzo de 1976, con un peso de 1770 kilogramos, siendo el meteorito pétreo más pesado descubierto en el mundo hasta la fecha. Durante su caída, formó una nube de polvo con forma de hongo, y tras impactar en la capa de suelo congelado, solo una parte quedó expuesta. Tras su excavación, se confirmó que el cráter tenía una profundidad de aproximadamente 4 metros. El meteorito tiene unas dimensiones de 117×93×84 centímetros cúbicos, con una superficie de color marrón oscuro y una corteza de fusión con textura similar a huellas dactilares.
La lluvia de meteoritos cubrió un área de 72 kilómetros de este a oeste y 8.5 kilómetros de norte a sur, con una superficie total de aproximadamente 500 kilómetros cuadrados. Se recolectaron un total de 138 especímenes de meteoritos y más de 3000 fragmentos, con un peso total de 2700 kilogramos. Miles de personas en las cercanías presenciaron su caída. Entre ellos, seis jóvenes intelectuales urbanos (zhiqing) fueron los más cercanos al punto de impacto, recogieron pequeños fragmentos de meteorito en el lugar y los reportaron. La caída del meteorito no causó daños personales ni materiales. Actualmente se encuentra exhibido en el Jilin City Museum .
Este meteorito cuenta con registros científicos completos de su observación, y su proceso de caída fue documentado en detalle, convirtiéndose en la primera pieza de exhibición museística en China centrada en una lluvia de meteoritos. Un fragmento del meteorito, de aproximadamente 5 centímetros de largo y con un peso notable, conservado por la testigo Zhang Cuihua, corrobora las características de densidad del meteorito. Este fenómeno de lluvia de meteoritos, por su escala e integridad, se ha convertido en un caso de estudio importante para la investigación internacional de meteoritos.
 
 
Introducción Básica
Un meteorito de color marrón oscuro levantó una nube de humo en forma de hongo.
 
 
 
Recientemente, Zhang Cuihua, una entusiasta del coleccionismo de Harbin, mostró a un periodista un meteorito y relató todo el proceso de cómo presenció la caída del Meteorito Jilin y lo recolectó.
 
 
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Zhang Cuihua le contó al periodista que el 8 de marzo de 1976, cuando tenía 18 años, era una joven educada enviada al campo en un colectivo juvenil en los suburbios de la Ciudad de Jilin. Como ese día era el Día de la Mujer, las jóvenes educadas terminaron el trabajo antes y regresaron al dormitorio. Cuando estaban a poca distancia de la puerta del colectivo juvenil, vieron una bola de fuego acercarse por el frente derecho, que explotó en el aire, seguida inmediatamente por un fuerte estruendo. La bola de fuego se transformó en un resplandor que cayó a unos 100 metros de donde ellas estaban, y el suelo tembló como en un terremoto. Zhang Cuihua y las otras jóvenes se quedaron paralizadas del susto, pensando que era un avión que se había estrellado. Más tarde, al ver que el lugar del impacto levantaba una columna de polvo y humo en forma de hongo de más de 50 metros de altura, sospecharon que era una explosión atómica lanzada por un país enemigo. El joven educado masculino más valiente fue el primero en llegar al lugar y, después de un rato, gritó para que los demás se acercaran: "¡No es una bomba atómica, es una estrella que cayó del cielo!". Zhang Cuihua y los demás corrieron hacia allí y vieron que el meteorito estaba incrustado en la tierra congelada, con solo una esquina de más de 10 centímetros asomando. Al ver pequeños fragmentos esparcidos alrededor del meteorito, Zhang Cuihua y otras cinco personas recogieron cada una un pedazo. En ese momento, aunque hacía frío, las piedras estaban muy calientes, tanto que quemaban a través de los guantes. Informaron de la situación al comité del partido de la brigada. Al día siguiente, la Ciudad de Jilin envió personal para excavar el meteorito. Los fragmentos que recogieron los jóvenes educados eran pequeños. Zhang Cuihua dijo: "Más tarde, supimos que este meteorito es el más grande conocido en el mundo: el Meteorito Jilin. En algunos libros se dice que 'el meteorito atravesó 1.7 metros de capa congelada y penetró más de 6 metros bajo tierra'. Siempre pensé que esas cifras no eran precisas. Nosotras vimos el meteorito, no estaba a seis metros de profundidad. La capa de suelo congelado aquí es de 1.4 metros, no de 1.7 metros. Después de sacar el meteorito, el cráter que quedó tenía solo algo más de 4 metros de profundidad".
Este meteorito, que Zhang Cuihua ha atesorado hasta hoy, mide aproximadamente 5 centímetros de largo y 3 centímetros de ancho, es más pesado que una roca común de masa equivalente y es de color marrón oscuro.
Según se informa, el Meteorito Jilin 1 es excepcionalmente raro en el mundo debido a su amplia área de dispersión, su gran peso, los miles de testigos presenciales y los registros científicos precisos. Agricultores del Condado de Bayan, Provincia de Heilongjiang, que estaban trabajando en el campo, también vieron pasar un largo dragón de fuego. Cerca de mil personas en la Ciudad de Jilin presenciaron cómo el meteorito se enterró en el suelo y levantó una nube de humo en forma de hongo similar a la de una explosión atómica. Zhang Cuihua y los otros cinco jóvenes educados fueron los testigos más cercanos al punto de impacto del meteorito.
 
Contexto de noticias
El meteorito de Jilin se conserva actualmente en el Jilin City Museum . Este fue el primer museo de China dedicado específicamente a exhibir una lluvia de meteoritos. El 23 de mayo de 1976, la Exposición de la Lluvia de Meteoritos de Jilin anunció al mundo: el 8 de marzo de 1976, los meteoritos que cayeron en forma de lluvia sobre el área de la Ciudad de Jilin tuvieron un peso total de 2700 kilogramos, de los cuales el meteorito más grande, el número 1, tenía un peso de 1770 kilogramos y un volumen de 117×93×84 centímetros cúbicos. Según la investigación confirmada por expertos, el área de caída de la Lluvia de Meteoritos de Jilin abarcaba: 72 kilómetros de este a oeste, 8.5 kilómetros de norte a sur, cubriendo un área aproximada de 500 kilómetros cuadrados; se recolectaron 138 especímenes de meteoritos de diversos tamaños y más de 3000 fragmentos; la corteza de fusión de los meteoritos de la Lluvia de Meteoritos de Jilin es de color marrón oscuro, cubierta de huellas digitales con forma de hoyuelos. Durante la caída de la Lluvia de Meteoritos de Jilin, ni una sola persona, animal u objeto resultó dañado, un hecho extremadamente raro en la historia registrada de lluvias de meteoritos en el mundo.
 

sábado, outubro 11, 2025

Eles andam aí - os asteroides...

 Um asteroide acabou de passar a rasar a Terra (e só percebemos depois)

 

A linha verde mostra a trajetória do 2025 TF, que quase atingiu a Terra

  

Uma tangente mais próxima da Terra do que a distância Porto-Algarve: 430 km que nos “salvaram” de um asteróide.

A 430 km da Terra, um asteroide acaba de passar um “voo rasante” ao nosso planeta e tornar-se segunda passagem mais próxima registada até hoje (apenas superado pelo 2020 VT4, que passou a apenas 368 quilómetros da Terra há 5 anos).

Agora, o 2025 TF, passou sobre a Antártida às 00:47:26 UTC de quarta-feira, 1 de outubro, a uma altitude de cerca de 428 quilómetros, explica a Science Alert. E foi mesmo uma tangente: a ilustração da capa mostra que o asteroide se desviou da Terra mesmo a tempo de não a atingir.

Mas não era caso para preocupações: Mesmo que tivesse atingido o planeta, o 2025 TF não representaria perigo algum, explicam os cientistas, que só detetaram o fenómeno depois de este ter acontecido.

A rocha mede apenas entre 1 e 3 metros de diâmetro, o que significaria, no máximo, um espetáculo luminoso no céu e talvez um pequeno meteorito perdido na Antártida.

O Observatório Kitt Peak-Bok, no Arizona (EUA), foi o primeiro a reportar o evento, às 6:36 UTC, mas dados anteriores do Catalina Sky Survey revelaram que o objeto tinha sido captado duas horas depois da sua máxima aproximação.

Atualmente, o 2025 TF segue a alta velocidade rumo ao espaço profundo… mas deverá voltar a aproximar-se no futuro. Este asteroide parece gostar da Terra, mas o nosso planeta não se deixa apanhar: dessa vez,esta rocha deverá passar a 8 milhões de quilómetros, o que equivale a 21 vezes a distância entre a Terra e a Lua.

 

in ZAP 

quarta-feira, agosto 13, 2025

O Evento do Curuçá, conhecido como o Tunguska brasileiro, foi há 95 anos

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O Tunguska brasileiro, ou evento do Curuçá, são os termos pelo qual ficou conhecido o evento de impacto ocorrido no estado brasileiro do Amazonas no dia 13 de agosto de 1930, análogo ao evento de Tunguska. Trata-se de uma queda cósmica que teria ocorrido na região do Rio Curuçá, localizada no município brasileiro de Atalaia do Norte, no estado do Amazonas. À época, ribeirinhos e indígenas da região afirmaram que viram "bolas de fogo" caindo do céu, tendo estas atingido a margem direita do rio Curuçá.

O fenómeno ficou esquecido por mais de cinquenta anos, tendo sido "reavivado" após o astrónomo inglês M. E. Bailey ter encontrado nos arquivos do Vaticano uma edição de 1931 do L'Osservatore Romano que continha registos do monge capuchinho-franciscano Fedele d'Alviano, que visitou a região apenas cinco dias após o ocorrido. Na época, Fedele d'Alviano entrevistou diversas pessoas da região, que lhe disseram que ficaram assustadas com o ocorrido. Segundo Bailey, o evento do Rio Curuçá foi uma das quedas cósmicas mais importantes do século XX. Investigando a data do evento, acredita-se tratar-se de um meteorito proveniente da chuva de meteoros das Perseidas, que riscam os céus no mês de agosto.
Inspirado no artigo de Bailey e baseado em imagens dos satélites LANDSAT, o astrofísico brasileiro Ramiro de la Reza conseguiu identificar um astroblema de 1 km de diâmetro, localizado a sudeste da localidade de Argemiro, nas seguintes coordenadas geográficas: 5° 11 S, 71° 38 W.
Na primeira semana de junho de 1997, de la Reza liderou uma expedição organizada pela Rede Globo e co-financiada pela ABC-TV da Austrália, até a região onde ocorreu o fenómeno. A suposta cratera realmente foi encontrada, mas no entanto ainda faltam provas que atestem o facto de que ela surgiu a partir do impacto do meteorito relatado em 1930. No entanto um registo do Observatório Sismológico San Calixto em La Paz e interpretado por A. Vega, da mesma instituição, mostrou que aquela cratera poderia ter sido criada na mesma data, sugerindo que o registo sísmico estaria relacionado com o impacto de um meteorito daquele tamanho. No entanto um grupo mexicano recentemente contestou que a cratera e o registo sísmico estivessem relacionados ao evento.