quarta-feira, agosto 24, 2022
Um terramoto afetou profundamente a Itália há seis anos
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A França detonou a primeira bomba nuclear há 54 anos
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Marcadores: bomba atómica, França, Pacífico, Polinésia
A Revolução Liberal do Porto foi há 202 anos
- Brigadeiro António da Silveira Pinto da Fonseca - Presidente
- Coronel Sebastião Drago Valente de Brito Cabreira - Vice-presidente
- Luís Pedro de Andrade e Brederode - Vogal representante do clero
- Pedro Leite Pereira de Melo - Vogal representante da nobreza
- Francisco de Sousa Cirne de Madureira - Vogal representante da nobreza
- Desembargador Manuel Fernandes Tomás - Vogal representante da magistratura
- Fr. Francisco de São Luís - Vogal representante da universidade
- João da Cunha Sotto Maior - Vogal representante da província do Minho
- José Maria Xavier de Araújo - Vogal representante da província do Minho
- José de Melo e Castro de Abreu - Vogal representante da província da Beira
- Roque Ribeiro de Abranches Castelo Branco - Vogal representante da província da Beira
- José Joaquim Ribeiro de Moura - Vogal representante da província de Trás-os-Montes
- José Manuel Ferreira de Sousa e Castro - Vogal representante da província de Trás-os-Montes
- Francisco José de Barros Lima - Vogal representante do comércio
- Coronel Bernardo Correia de Castro e Sepúlveda - Vogal nomeado depois de se constituir a Junta, mas no próprio dia 24
- José Ferreira Borges - Secretário com voto nas deliberações
- José da Silva Carvalho - Secretário com voto nas deliberações
- Francisco Gomes da Silva - Secretário com voto nas deliberações
- o imediato retorno da Corte para Portugal, visto como forma de restaurar a dignidade da antiga Metrópole, deslocada para o Brasil; e
- a restauração da exclusividade de comércio com o Brasil (reinstauração do Pacto Colonial).
Postado por Fernando Martins às 02:02 0 comentários
Marcadores: constituição, dinastia de Bragança, liberalismo, maçonaria, Monarquia Constitucional, Revolução liberal do Porto
Jorge Luis Borges nasceu há 123 anos
Segundo um estudo de António Andrade, Jorge Luis Borges tinha ascendência portuguesa: o bisavô de Borges, Francisco, teria nascido em Portugal em 1770 e vivido na localidade de Torre de Moncorvo, vila do norte de Portugal, antes de emigrar para a Argentina, onde teria casado com Cármen Lafinur.
Aos sete anos de idade, Borges já teria revelado ao pai que seria escritor. Aos nove, escreve seu primeiro conto, "La visera fatal", inspirado num episódio de Dom Quixote. Em 1914, muda-se, com os pais, para a Europa, morando inicialmente em Genebra, na Suíça, onde conclui seus estudos, e depois na Espanha. Em 1921, retorna a Buenos Aires, onde participa ativamente da efervescente vida cultural da cidade. Em 1923, publica seu primeiro livro de poemas, "Fervor de Buenos Aires". Iniciava-se, assim, uma das mais brilhantes carreiras literárias do século XX. Borges morreu em Genebra, com um cancro no fígado e um enfisema, onde ficou sepultado, por opção pessoal.
Bruscamente la tarde se ha aclarado
Porque ya cae la lluvia minuciosa.
Cae o cayó. La lluvia es una cosa
Que sin duda sucede en el pasado.
Quien la oye caer ha recobrado
El tiempo en que la suerte venturosa
Le reveló una flor llamada rosa
Y el curioso color del colorado.
Esta lluvia que ciega los cristales
Alegrará en perdidos arrabales
Las negras uvas de una parra en cierto
Patio que ya no existe. La mojada
Tarde me trae la voz, la voz deseada,
De mi padre que vuelve y que no ha muerto.
Postado por Fernando Martins às 01:23 0 comentários
Marcadores: Argentina, Jorge Luis Borges, literatura, literatura fantástica, literatura latino-americana, poesia
O primeiro Presidente da República Portuguesa foi eleito (ou lá o que era aquilo...) há 111 anos
ARRIAGA OU AS "HARMONIAS SOCIAIS"
Faz amanhã cem anos que foi eleito (eleito...) o primeiro titular da Presidência da República, o açoriano Manuel de Arriaga. Aquela República nada tem a ver com a de hoje. E o PR de hoje, desta constituição, nada tem a ver com lugar que, então, o infeliz do dr. Arriaga foi ocupar. A 1ª República não passou de uma tirania de cariz urbano centrada no PRP que, depois, com Afonso Costa, se chamou Partido Democrático e que de democrático nada tinha. Acabou tudo às mãos da tropa e de uma outra ditadura - militar - que adubou o caminho ao Doutor Salazar e à sua ditadura corporativa, mais conhecida por Estado Novo. Tudo visto e ponderado, não sobra motivo algum de especial alegria pela passagem do referido centenário. Como republicano, a 1ª República, de uma forma geral, não me convence a não ser pelo lado da rejeição não obstante aquela chalaça sempre comovente do Braga, de elétrico, a caminho de Belém. Vasco Pulido Valente, porventura o primeiro a "denunciar" cientificamente a ditadurazinha do PRP e do Partido Democrático - depois dele houve uns quantos "académicos" que se limitaram a copiá-lo - retratou adequadamente o dr. Arriaga e a sua impotência ornamental. «Em nenhum momento da sua longa vida excedera (ou haveria de exceder) uma mediocridade honesta. A seu favor contava-se apenas um passado de pioneiro, assaz diletante, e quase quatro décadas de fiel serviço ao Partido [Republicano]. Mas agora estava velho e cansado e a cada passo mostrava que não percebia nem se adaptava às duras realidades do mundo republicano. Sobrevivente de mais simples e tranquilos tempos, autor de um livro chamado Harmonias Sociais, entrou para a presidência em estado de inocência política e saiu para morrer, deixando atrás de si só desilusões e ruínas.» Comemorar o quê?
in portugal dos pequeninos - post de João Gonçalves
NOTA: é bonito ver um republicano assumir o que foi a I República - uma ditadura, contra a opinião da maioria da população portuguesa. Nós, que somos favoráveis a um plebiscito sobre se queremos uma República ou uma Monarquia Constitucional para o nosso país, somos de opinião que o modelo republicano (seja o da I, II ou III Repúblicas) fazem parte do problema (e não da solução) dos males que afligem o nosso país.
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Marcadores: ditaduras, Manuel de Arriaga, Monarquia, Presidente da República, República
Léo Ferré nasceu há 106 anos
Postado por Fernando Martins às 01:06 0 comentários
Marcadores: anarquismo, cantautor, chanson, França, Léo Ferré, Mónaco, música, Ni dieu ni maître
Andreas Kisser dos Sepultura faz hoje 54 anos
Postado por Fernando Martins às 00:54 0 comentários
Marcadores: Andreas Kisser, Brasil, death metal, groove metal, guitarra, heavy metal, Metal Alternativo, música, Refuse/Resist, Sepultura, Thrash metal
Catarina Furtado faz hoje cinquenta anos...!
Catarina Furtado, Catarina Cardoso Garcia da Fonseca Furtado, (Lisboa, 25 de agosto de 1972) é apresentadora de televisão e atriz.
Como apresentadora, trabalhou nos canais SIC e RTP. Ao longo da sua carreira tem abraçado diversos projetos como atriz. Foi também autora de contos infantis e letras de canções. Desde 2000 exerce a função de Embaixadora de Boa Vontade do UNFPA. É fundadora e presidente da Associação Corações com Coroa.
A presença forte dos avós, as fugidas de bicicleta, as mãos macias da minha professora da escola primária, as corridas de caricas nos passeios do Bairro Alto, a descoberta dos caminhos de Portugal com os meus pais numa 4L, a entrada tímida nos corredores da Escola de Dança do Conservatório Nacional, as coleções de tudo e mais alguma coisa (borrachas, autocolantes, sabonetes...), as noitadas em que os meus pais ficavam a falar de política e eu e os meus amigos Pedro e João Gomes (filhos do Adelino Gomes) explorávamos o mundo da ficção, a responsabilidade boa que eu sentia ter na educação da minha irmã Marta que mais depressa me obedecia a mim do que à minha mãe.
Nasceu em Lisboa no dia 25 de agosto de 1972, filha de Joaquim Furtado, jornalista, e de Helena Furtado, professora. Passou a infância no bairro de Campo de Ourique e no Bairro Alto. Aos nove anos era uma criança tímida para quem era difícil falar com pessoas estranhas. Os pais procuraram no ensino artístico a solução para o problema - "Eu não queria, mas ela" - a mãe - "fez um acordo comigo: se fizesse uma audição para piano e dança e ficasse uma semana, podia desistir se não gostasse. Foi um truque, porque passado uma semana não conseguia sair." Entre a música e a dança a Catarina escolheu o balé e entrou para a Escola de Dança do Conservatório Nacional de Lisboa ao mesmo tempo que frequentava o ensino regular no Liceu Passos Manuel, a escola no Bairro Alto onde o pai também havia estudado - "Eu e um grupo de colegas trazíamos a dança para as arcadas do Passos Manuel."
A minha maior formação foi o Conservatório. Foi o que determinou a minha personalidade.
Em 1987 participa, ainda adolescente, no teledisco dos Xutos & Pontapés Sai P'rá Rua, do álbum Circo de Feras.
Em 1990 teve uma curta aparição no filme ‘Non’, ou A Vã Glória de Mandar de Manoel de Oliveira. Nesse ano completou os oito anos de formação no Conservatório e ganhou uma bolsa de estudo de dança do Centro Nacional de Cultura. Durante o ensaio geral para um espetáculo, em que era coreografa e bailarina, cai sobre uma das traves do cenário e sofre um traumatismo lombar que a obriga a parar por alguns meses. Recusando a inatividade, vê no prazer e na dedicação do seu pai ao jornalismo uma possibilidade para si. Por sugestão de Adelino Gomes, amigo chegado da família, decide inscrever-se no CENJOR, escola recém criada de jornalismo. O pai só soube quando a filha concluiu os testes de admissão ao curso - "Mas apesar desta minha forma de lidar com o facto de ser filha do Joaquim Furtado, ele influenciou-me pela paixão com que sempre vivera o jornalismo, pela biblioteca enorme que ele tem, pela pesquisa, pela escrita, pelas viagens ao estrangeiro e voltar cheio de histórias para contar… era contagiante." - Durante o curso conhece o Nuno Markl, humorista, que a acompanha no estágio profissional no Correio da Manhã Rádio onde ambos trabalham sob a direção do editor de informação João Adelino Faria.
Ali ficou durante um ano, até ser selecionada numa audição para o programa Top+ da RTP. Ainda tentou desistir do projeto mas foi demovida dessa intenção. Ficou no canal estatal durante um ano. A convite de Maria Elisa, mudou-se para a SIC, em 1992, para apresentar um programa associado à MTV. Em 1993 foi convidada para apresentar “Chuva de Estrelas”, programa que se tornou um fenómeno de popularidade, tornando a SIC em líder de audiências pela primeira vez. Passou a ser um dos rostos mais populares da televisão portuguesa e ganhou o epíteto de “namoradinha de Portugal”. Após duas temporadas de “Chuva de Estrelas” procurou diversificar o seu trabalho com os programas “Caça ao Tesouro” e “Uma Noite de Sonho”.
Entretanto em 1994 participou na curta metragem “O Assassino da Voz Meiga”, juntamente com Vítor Norte e Sofia Leite. E em 1995, entrou em “Amor & Alquimia”, uma curta metragem de Fernando Fragata, na qual representou ao lado de Rui Poças e Diogo Infante. Ambicionando fazer uma carreira no mundo da representação muda-se para Londres, onde esteve dois anos, para estudar na London International School of Acting e no Actor’s Studio. Entretanto fez pontualmente reportagens para a SIC e regressou a Portugal sempre que necessário, para apresentar algumas das galas daquela estação, como os “Globos de Ouro“.
Em 1997, entrou nas curtas “Drinking & Bleeding” de Leonard Whybrow e “Killing Time” de Alexander Finbow. No mesmo ano, entrou ainda na produção televisiva “Fatima”, juntamente como Joaquim de Almeida e Diogo Infante. No ano seguinte, participou em “Siamese Cop”, “Longe da Vista” e “Sweet Nightmare”.
Voltou à apresentação, em 1999, com “Pequenos e Terríveis”. Nesse ano entrou na série “O Anjo da Guarda”. No ano seguinte participou em dois telefilmes da SIC: “O Lampião da Estrela” e “A Noiva”.
Foi nomeada embaixadora de Boa Vontade, do Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA). Estreou-se nas telenovelas em 2001, onde desempenhou o papel de protagonista em “Ganância”. Participou também no telefilme “Teorema de Pitágoras” (2001).
Em 2002 conduz o programa “Catarina.com” que foi o último para a SIC. Volta à RTP, em 2003, para apresentar o programa Operação Triunfo.
Em 2004 participa no filme “Maria E as Outras” e na série A Ferreirinha. Em 2005 apresenta o programa Música no Ar. Participa depois no telefilme Love Online (realizado por Mário Barroso) e em Animal de Rose Bosch.
Em 2006 inicia a primeira série do programa Príncipes do Nada. Assume também a condução do programa “Dança Comigo” o qual teve que abandonar precocemente, devido à gravidez do primeiro filho. Apresente depois programas como “Dá-me Música” (2009/2010), “Quem tramou Peter Pan?” (2011) e “A Voz de Portugal” (2011). Como atriz participe nas séries “Cidade Despida” (2010) e “Liberdade 21″ (2011).
Em 2013 apresenta os programas "Feitos Ao Bife" e "Chef's Academy". Em 2014 é a apresentadora do programa "The Voice Portugal". Em 2015 apresenta o programa "Cook-Off: Duelo de Sabores". Lança nesse ano o livro "O que vejo e não esqueço". Em 2015 e 2016 apresenta, com Vasco Palmeirim, novas edições de "The Voice Portugal".
Em 2018 apresenta o Festival Eurovisão da Canção 2018 juntamente com Daniela Ruah, Filomena Cautela e Sílvia Alberto.
Catarina Furtado casou-se com o também ator João Reis, com quem tem dois filhos: Maria Beatriz, nascida a 25 de maio de 2006 (16 anos) e João Maria, nascido a 27 de outubro de 2007 (14 anos).
Postado por Fernando Martins às 00:50 0 comentários
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Poema de aniversariante de hoje, cantado...
Letra e música de Paulo Leminski
De repente me lembro do verde
Da cor verde a mais verde que existe
A cor mais alegre, a cor mais triste
Verde que veste, verde que vestiste
No dia em que te vi
No dia em que me viste
De repente vendi meus filhos
Pra uma família americana
Eles tem carro, eles tem grana
Eles tem casa e a grama é bacana
Só assim eles podem voltar
E pegar um sol em Copacabana
Pegar um sol em Copacabana
Postado por Pedro Luna às 00:07 0 comentários
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Charlie Watts, o baterista dos Rolling Stones, morreu há um ano...
Postado por Fernando Martins às 00:01 0 comentários
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terça-feira, agosto 23, 2022
Hoje foi o Dia Europeu de Recordação das Vítimas do Estalinismo e Nazismo...
Postado por Pedro Luna às 22:22 0 comentários
Marcadores: Black Ribbon Day, comunismo, estalinismo, nazis, Pacto Molotov-Ribbentrop, Pacto Ribbentrop-Molotov
A propósito de tsunamis vulcânicos...
Onda criada por erupção de vulcão em Tonga atingiu 90 metros de altura
A onda inicial do tsunami criada pela erupção do vulcão submarino Hunga Tonga Há’apai em Tonga em janeiro de 2022 atingiu 90 metros de altura, o equivalente a um prédio de 30 andares. Isso significa que ela foi cerca de nove vezes mais alta do que a do altamente destrutivo tsunami de 2011 no Japão, segundo uma nova pesquisa publicada na revista Ocean Engineering.
Segundo a equipe de pesquisa internacional que realizou o estudo, a erupção deve servir como um alerta para grupos internacionais que procuram proteger as pessoas de eventos semelhantes no futuro, pois os sistemas de deteção e monitorização de tsunamis baseados em vulcões estão 30 anos atrás de ferramentas comparáveis usadas para detetar eventos baseados em terremotos.
O dr. Mohammad Heidarzadeh, secretário-geral da Comissão Internacional de Tsunami e professor catedrático do Departamento de Arquitetura e Engenharia Civil da Universidade de Bath (Reino Unido), foi o autor principal da pesquisa, trabalhando ao lado de colegas baseados no Japão, na Nova Zelândia, no Reino Unido e na Croácia.
Proximidade do litoral
Em comparação, as maiores ondas de tsunami devido a terremotos antes do evento de Tonga foram registadas após o terremoto de Tohoku perto do Japão em 2011 e o terremoto chileno de 1960, atingindo 10 metros de altura inicial. Essas foram mais destrutivas porque aconteceram mais perto da terra, com ondas mais largas.
De acordo com Heidarzadeh, o tsunami de Tonga deve servir como um alerta para mais preparação e compreensão das causas e sinais de tsunamis causados por erupções vulcânicas. Ele disse: “O tsunami de Tonga matou tragicamente cinco pessoas e causou destruição em grande escala, mas seus efeitos poderiam ter sido ainda maiores se o vulcão estivesse localizado mais perto das comunidades humanas. O vulcão está localizado a aproximadamente 70 km da capital tonganesa. Nuku’alofa – essa distância minimizou significativamente o seu poder destrutivo”.
Heidarzadeh prosseguiu: “Este foi um evento gigantesco, único e que destaca que internacionalmente devemos investir na melhoria dos sistemas para detetar tsunamis vulcânicos, pois atualmente eles estão cerca de 30 anos atrás dos sistemas que usamos para monitorizar terremotos. Estamos pouco preparados para tsunamis vulcânicos”.
Tsunami de mecanismo duplo
A pesquisa foi realizada analisando-se registos de dados de observação oceânica de mudanças de pressão atmosférica e oscilações do nível do mar, em combinação com simulações de computador validadas com dados do mundo real.
A equipe descobriu que o tsunami foi único, pois as ondas foram criadas não apenas pela água deslocada pela erupção do vulcão, mas também por enormes ondas de pressão atmosférica, que circularam ao redor do globo várias vezes. Esse “mecanismo duplo” criou um tsunami de duas partes – em que as ondas oceânicas iniciais criadas pelas ondas de pressão atmosférica foram seguidas mais de uma hora depois por uma segunda onda criada pelo deslocamento da água da erupção.
Essa combinação significou que os centros de alerta de tsunami não detetaram a onda inicial, pois são programados para detetar tsunamis com base em deslocamentos de água em vez de ondas de pressão atmosférica.
A equipe de pesquisa também descobriu que o evento de janeiro foi um dos poucos tsunamis poderosos o suficiente para viajar ao redor do globo – foi registado em todos os oceanos e grandes mares do mundo, desde o Japão e a costa oeste dos Estados Unidos, no Oceano Pacífico Norte, até as costas do Mar Mediterrâneo.
Monitorização necessária
Aditya Gusman, modelador de tsunamis no GNS Science da Nova Zelândia, disse: “As erupções do vulcão Anak Krakatau de 2018 e do vulcão Hunga Tonga-Hunga Ha’apai de 2022 nos mostraram claramente que as áreas costeiras ao redor das ilhas vulcânicas correm o risco de serem atingidas por tsunamis destrutivos. Embora possa ser preferível ter áreas costeiras baixas completamente livres de edifícios residenciais, tal política pode não ser prática para alguns lugares, pois tsunamis vulcânicos podem ser considerados eventos pouco frequentes”.
A coautora drª Jadranka Šepić, da Universidade de Split (Croácia), acrescentou: “O importante é ter sistemas de alerta eficientes, que incluam alertas em tempo real e educação sobre o que fazer em caso de tsunami ou alerta – tais sistemas salvam vidas. Além disso, em áreas vulcânicas, o monitoramento da atividade vulcânica deve ser organizado, e mais pesquisas de alta qualidade sobre erupções vulcânicas e áreas em risco são sempre uma boa ideia”.
Pesquisas separadas lideradas pelo dr. Corwin Wright, físico atmosférico da Universidade de Bath, e publicadas em junho descobriram que a erupção de Tonga desencadeou ondas de gravidade atmosférica que atingiram a borda do espaço.
Texto adaptado daqui
Postado por Fernando Martins às 18:37 0 comentários
Marcadores: Hunga Tonga Há’apai, Tonga, tsunami, Tsunami vulcânico
O infeliz Rei Luís XVI nasceu há 268 anos
Luís XVI (Versalhes, 23 de agosto de 1754 – Paris, 21 de janeiro de 1793) foi Rei da França e Navarra de 1774 até ser deposto em 1792 durante a Revolução Francesa, sendo executado no ano seguinte. Seu pai, Luís, Delfim de França, era o filho e herdeiro aparente do rei Luís XV. Como resultado da morte de seu pai, em 1765, Luís se tornou o novo delfim e sucedeu seu avô em 1774. Era irmão mais velho dos futuros reis Luís XVIII e Carlos X.
Nascido em Versalhes, recebeu o título de Duque de Berry. Após a morte repentina de seu pai Luís Fernando, tornou-se o novo herdeiro da França em 1765, e coroado rei aos 19 anos. A primeira parte de seu reinado foi marcada por tentativas de reformar a França, de acordo com os ideais iluministas. Estes incluíram esforços para abolir a servidão, remover a taille, e aumentar a tolerância em relação aos protestantes. A nobreza francesa reagiu com hostilidade às reformas propostas, e se opôs com sucesso a sua implementação. Em seguida ocorreu o aumento do descontentamento entre as pessoas comuns. Em 1776, Luís XVI apoiou ativamente os colonos norte-americanos, que buscavam sua independência da Grã-Bretanha, que foi realizada no Tratado de Paris de 1783.
A dívida e crise financeira que vieram em seguida contribuíram para a impopularidade do Antigo Regime, que culminou no Estado Geral de 1789. O descontentamento entre os membros das classes média e baixa da França resultou em reforçada oposição à aristocracia francesa e à monarquia absoluta, das quais Luís e sua esposa, a rainha Maria Antonieta, eram vistos como representantes. Em 1789, a tomada da Bastilha, durante os distúrbios em Paris, marcou o início da Revolução Francesa. A indecisão e conservadorismo de Luís levaram algumas perceções ao povo da França em vê-lo como um símbolo da tirania do Antigo Regime, e sua popularidade se deteriorou progressivamente. A sua desastrosa fuga de Varennes, em junho de 1791, quatro meses antes da monarquia constitucional ser declarada, parecia justificar os rumores de que o rei amarrou suas esperanças de salvação política nas perspetivas de alguma invasão estrangeira. Sua credibilidade foi extremamente comprometida. A abolição da monarquia e a instauração da república tornaram-se possibilidades cada vez maiores.
Em um contexto de guerra civil e internacional, o rei foi suspenso e preso na época da insurreição de 10 de agosto de 1792, um mês antes da monarquia constitucional ser abolida e a Primeira República Francesa ser proclamada em 21 de setembro. Foi julgado pela Convenção Nacional (auto-instituída como um tribunal para a ocasião), considerado culpado de alta traição e executado na guilhotina em 21 de janeiro de 1793 como um cidadão francês dessacralizado conhecido como "Cidadão Luís Capeto", um apelido em referência a Hugo Capeto, o fundador da dinastia capetiana — que os revolucionários interpretavam como o seu nome de família. Depois de inicialmente considerado tanto um traidor como um mártir, historiadores franceses têm adotado uma visão geral diferente de sua personalidade e papel como rei, descrevendo-o como um homem honesto impulsionado por boas intenções, mas que não estava à altura da tarefa hercúlea que teria sido uma profunda reforma da monarquia. Foi o único rei da França na história a ser executado, e sua morte pôs fim a mais de mil anos de monarquia francesa contínua.
in Wikipédia
Postado por Fernando Martins às 17:54 0 comentários
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Here's to you, Nicola and Bart...
Postado por Fernando Martins às 11:11 2 comentários
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Vergonha - Sacco e Vanzetti foram executados há 95 anos...
Postado por Fernando Martins às 09:50 0 comentários
Marcadores: anarquismo, Bartolomeo Vanzetti, cadeira elétrica, inocente, Nicola Sacco, pena de morte
Rodolfo Valentino morreu há 96 anos
Ele foi um dos primeiros ícones pop e um símbolo sexual da década de 20, que era conhecido em Hollywood como o "amante latino", ou simplesmente como "Valentino". A sua morte prematura, aos 31 anos, causou uma histeria em massa entre as suas fãs, e impulsionou ainda mais o seu status de ícone cultural do cinema.
Postado por Fernando Martins às 09:06 0 comentários
Marcadores: cinema, Rodolfo Valentino





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