domingo, dezembro 01, 2013
David Ben-Gurion, o primeiro chefe do governo de Israel, faleceu há 40 anos
Postado por Fernando Martins às 16:00 0 comentários
Marcadores: David Ben-Gurion, Israel, Partido Trabalhista, primeiro-ministro, sionismo
Há 58 anos, uma mulher chamada Rosa Parks começou uma revolução pacífica na América
- 1976 Detroit renomeou a 12th Street com Rosa Parks Boulevard
- 1979 A NAACP premiou Parks com a Spingarn Medal, a sua mais elevada distinção
- 1980 Foi-lhe atribuída a Martin Luther King Jr. Award
- 1983 Ela foi colocada no Women's Hall of Fame do estado do Michigan, pelos pelos seus feitos na luta pelos direitos civis
- 1990
- Parks foi convidada para fazer parte do grupo que deu as boas vindas a Nelson Mandela, depois de libertado da prisão na África do Sul
- Parks deu o nome a parte da estrada Interstate 475, fora de Toledo, Ohio, que assim a homenageou
- 1992: Foi-lhe atribuída a Peace Abbey Courage of Conscience Award, em conjunto com Benjamin Spock e outros, no Kennedy Library and Museum, em Boston, Massachusetts
- 1996: Foi-lhe atribuída a Medalha Presidencial da Liberdade, do Presidente Bill Clinton
- 1998: Primeira pessoa a receber o International Freedom Conductor Award, dado pelo National Underground Railroad Freedom Center
- 1999: Medalha de Ouro do Congresso
- 2005: Após a sua morte, a empresa americana de computadores Apple Inc. fez-lhe uma homenagem no seu site, publicando a sua foto enquanto jovem, num autocarro. Acima da foto, o logo da empresa e o mundialmente famoso slogan Think Different e por baixo da foto, a inscrição Rosa Parks: 1913 - 2005.
Postado por Fernando Martins às 10:58 0 comentários
Marcadores: Boicote aos Autocarros de Montgomery, direitos humanos, Martin Luther King, NAACP, Rosa Parks, segregação racial
Hoje é 1 de Dezembro!
Liberté
Sur mes cahiers d’écolier
Sur mon pupitre et les arbres
Sur le sable de neige
J’écris ton nom
Sur toutes les pages lues
Sur toutes les pages blanches
Pierre sang papier ou cendre
J’écris ton nom
Sur les images dorées
Sur les armes des guerriers
Sur la couronne des rois
J’écris ton nom
Sur la jungle et le désert
Sur les nids sur les genêts
Sur l’écho de mon enfance
J’écris ton nom
Sur les merveilles des nuits
Sur le pain blanc des journées
Sur les saisons fiancées
J’écris ton nom
Sur tous mes chiffons d’azur
Sur l’étang soleil moisi
Sur le lac lune vivante
J’écris ton nom
Sur les champs sur l’horizon
Sur les ailes des oiseaux
Et sur le moulin des ombres
J’écris ton nom
Sur chaque bouffées d’aurore
Sur la mer sur les bateaux
Sur la montagne démente
J’écris ton nom
Sur la mousse des nuages
Sur les sueurs de l’orage
Sur la pluie épaisse et fade
J’écris ton nom
Sur les formes scintillantes
Sur les cloches des couleurs
Sur la vérité physique
J’écris ton nom
Sur les sentiers éveillés
Sur les routes déployées
Sur les places qui débordent
J’écris ton nom
Sur la lampe qui s’allume
Sur la lampe qui s’éteint
Sur mes raisons réunies
J’écris ton nom
Sur le fruit coupé en deux
Du miroir et de ma chambre
Sur mon lit coquille vide
J’écris ton nom
Sur mon chien gourmand et tendre
Sur ses oreilles dressées
Sur sa patte maladroite
J’écris ton nom
Sur le tremplin de ma porte
Sur les objets familiers
Sur le flot du feu béni
J’écris ton nom
Sur toute chair accordée
Sur le front de mes amis
Sur chaque main qui se tend
J’écris ton nom
Sur la vitre des surprises
Sur les lèvres attendries
Bien au-dessus du silence
J’écris ton nom
Sur mes refuges détruits
Sur mes phares écroulés
Sur les murs de mon ennui
J’écris ton nom
Sur l’absence sans désir
Sur la solitude nue
Sur les marches de la mort
J’écris ton nom
Sur la santé revenue
Sur le risque disparu
Sur l’espoir sans souvenir
J’écris ton nom
Et par le pouvoir d’un mot
Je recommence ma vie
Je suis né pour te connaître
Pour te nommer
Liberté
in Poésies et vérités (1942) - Paul Eluard
Postado por Fernando Martins às 00:01 0 comentários
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sábado, novembro 30, 2013
Billy Idol - 58 anos
Postado por Fernando Martins às 23:58 0 comentários
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Porque hoje é dia de recordar Fernando Pessoa
Aniversário
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu era feliz e ninguém estava morto.
Na casa antiga, até eu fazer anos era uma tradição de há séculos,
E a alegria de todos, e a minha, estava certa com uma religião qualquer.
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu tinha a grande saúde de não perceber coisa nenhuma,
De ser inteligente para entre a família,
E de não ter as esperanças que os outros tinham por mim.
Quando vim a ter esperanças, já não sabia ter esperanças.
Quando vim a olhar para a vida, perdera o sentido da vida.
Sim, o que fui de suposto a mim-mesmo,
O que fui de coração e parentesco.
O que fui de serões de meia-província,
O que fui de amarem-me e eu ser menino,
O que fui — ai, meu Deus!, o que só hoje sei que fui…
A que distância!…
(Nem o acho…)
O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!
O que eu sou hoje é como a humidade no corredor do fim da casa,
Pondo grelado nas paredes…
O que eu sou hoje (e a casa dos que me amaram treme através das minhas
lágrimas),
O que eu sou hoje é terem vendido a casa,
É terem morrido todos,
É estar eu sobrevivente a mim-mesmo como um fósforo frio…
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos…
Que meu amor, como uma pessoa, esse tempo!
Desejo físico da alma de se encontrar ali outra vez,
Por uma viagem metafísica e carnal,
Com uma dualidade de eu para mim…
Comer o passado como pão de fome, sem tempo de manteiga nos dentes!
Fernando Pessoa
Postado por Pedro Luna às 23:50 0 comentários
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Dougie Poynter, baixista dos McFly, faz hoje 26 anos
Postado por Fernando Martins às 23:26 0 comentários
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Roger Glover, dos Deep Purple, faz hoje 68 anos
Postado por Fernando Martins às 23:06 0 comentários
Marcadores: Black Night, blues rock, Deep Purple, guitarra, hard rock, heavy metal, música, pop rock, Rock Progressivo, Roger Glover
O último dos Cinco Violinos, Jesus Correia, faleceu há dez anos
in Wikipédia
Postado por Fernando Martins às 10:00 0 comentários
Marcadores: campeão, Cinco Violinos, futebol, Hóquei em Patins, Paço de Arcos, SCP. Sporting
Há um século Charlie Chaplin começou ser filmado pela primeira vez
- Charles Chaplin: Slicker, o repórter
- Virginia Kirtley: Jovem
- Alice Davenport: Mãe
- Henry Lehrman: Repórter
- Minta Durfee: Mulher
- Chester Conklin: Polícia / Vagabundo
Postado por Fernando Martins às 10:00 0 comentários
Marcadores: Charlie Chaplin, Charlot, cinema, cinema mudo, Humor
Pequeno sismo sentido no Faial - Açores
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera informa que no dia 29.11.2013 pelas 11.44 (hora local) foi registado nas estações da Rede Sísmica do Arquipélago dos Açores, um sismo de magnitude 2.6 (Richter) e cujo epicentro se localizou a cerca de 4 km a Este da Ribeirinha (Faial).Este sismo, de acordo com a informação disponível até ao momento, não causou danos pessoais ou materiais e foi sentido com intensidade máxima III (escala de Mercalli modificada) na região de Horta, Ilha do Faial.Se a situação o justificar serão emitidos novos comunicados.Sugere-se o acompanhamento da evolução da situação através da página do IPMA na Internet (www.ipma.pt) e a obtenção de eventuais recomendações junto do Serviço Regional de Proteção Civil e Bombeiros dos Açores (www.prociv.azores.gov.pt).
Postado por Fernando Martins às 09:59 0 comentários
Marcadores: Açores, Faial, IPMA, Ribeirinha, sismo, sismologia
Fernando Pessoa morreu há 78 anos
(...)
Morte
Pessoa foi internado no dia 29 de novembro de 1935, no Hospital de São Luís dos Franceses, em Lisboa, com diagnóstico de "cólica hepática" causada por cálculo biliar, associado a cirrose hepática, diagnóstico que é hoje contestado por estudos médicos, embora o excessivo consumo de álcool ao longo da sua vida seja consensualmente considerado como um importante factor causal. Segundo um desses estudos, Pessoa não revelava alguns dos sintomas mais típicos de cirrose hepática, tendo provavelmente sido vítima de uma pancreatite aguda. Morreu no dia 30 de novembro, com 47 anos de idade. A sua última frase foi escrita na cama do hospital, em inglês, com a data de 29 de novembro de 1935: "I know not what tomorrow will bring" ("Não sei o que o amanhã trará").
Legado
Pode-se dizer que a vida do poeta foi dedicada a criar e que, de tanto criar, criou outras vidas através dos seus heterónimos, o que foi a sua principal característica e motivo de interesse pela sua pessoa, aparentemente muito pacata. Alguns críticos questionam se Pessoa realmente teria transparecido o seu verdadeiro eu ou se tudo não teria passado de um produto, entre tantos, da sua vasta criação. Ao tratar de temas subjectivos e usar a heteronímia, torna-se enigmático ao extremo. Este fato é o que move grande parte das buscas para estudar a sua obra. O poeta e crítico brasileiro Frederico Barbosa declara que Fernando Pessoa foi "o enigma em pessoa". Escreveu sempre, desde o primeiro poema aos sete anos, até ao leito de morte. Importava-se com a intelectualidade do homem, e pode-se dizer que a sua vida foi uma constante divulgação da língua portuguesa: nas próprias palavras do heterónimo Bernardo Soares, "a minha pátria (sic) é a língua portuguesa". O mesmo empenho é patente no seguinte poema:
| Agora, tendo visto tudo e sentido tudo, tenho o dever de me fechar em casa no meu espírito e trabalhar, quanto possa e em tudo quanto possa, para o progresso da civilização e o alargamento da consciência da humanidade |
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- Fernando Pessoa, carta a Armando Côrtes-Rodrigues de 19 de janeiro de 1915.
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O poeta mexicano Octavio Paz, laureado com o Nobel de Literatura, diz que "os poetas não têm biografia. A sua obra é a sua biografia" e que, no caso de Fernando Pessoa, "nada na sua vida é surpreendente - nada, excepto os seus poemas". Em The Western Canon, Harold Bloom incluiu-o entre os cânones ocidentais, no capítulo Borges, Neruda e Pessoa: o Whitman Hispano-Português (pg. 451, 1995).
Na comemoração do centenário do nascimento de Pessoa, em 1988, o seu corpo foi trasladado para o Mosteiro dos Jerónimos, confirmando o reconhecimento que não teve em vida.
Não sei quantas almas tenho
Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem acabei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,
Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem;
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.
Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que segue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo: “Fui eu?”
Deus sabe, porque o escreveu.
Fernando Pessoa
Postado por Fernando Martins às 07:08 0 comentários
Marcadores: Alberto Caeiro, Álvaro de Campos, Fernando Pessoa, modernismo, poesia, Ricardo Reis
George Harrison morreu há 12 anos
Postado por Fernando Martins às 01:30 0 comentários
Marcadores: George Harrison, guitarra, música experimental, Rock, rock psicadélico, sitar, Something, The Beatles, world music
Charles-Valentin Alkan nasceu há dois séculos!
Nascido Charles-Henri-Valentin Morhange, Alkan adotou o primeiro nome do pai, professor de música, como seu sobrenome. Foi um prodígio. Entrou no Conservatório de Paris aos seis anos de idade, onde estudou órgão e piano. Aos nove anos, Luigi Cherubini descreveu sua técnica e habilidade como extraordinárias. Seu opus 1 data de 1828, quando possuía apenas 14 anos.
Foi amigo de Frédéric Chopin, George Sand, Victor Hugo e Franz Liszt, que certa vez disse que Alkan possuía a mais perfeita técnica que ele já tinha visto. Isolou-se quase completamente quando possuía por volta de 25 anos de idade, devido a diversos problemas pessoais. Viveu assim até quase o final de sua vida.
Pouco se sabe sobre este período da vida de Alkan, exceto que estudou profundamente o Talmude e a Bíblia, tendo completado a tradução para o francês tanto do Antigo quanto do Novo Testamento, a partir de suas línguas originais. Assim como muitas de suas composições, essas traduções foram perdidas. Entre as obras que não sobreviveram ao tempo, há sextetos para cordas e uma sinfonia para orquestra completa.
Acredita-se que o pianista Elie-Miriam Delaborde (1839–1913) tenha sido filho ilegítimo de Alkan. Aprendeu a tocar com o suposto pai, além de ter apresentado e editado muitas de suas obras.
Charles-Valentin Alkan morreu em Paris aos 74 anos. Por muitos anos acreditou-se que sua morte foi causada pela queda de uma estante em sua casa, facto que Hugh MacDonald provou ser falso em 1978. Alkan está enterrado no Cemitério de Montmartre.
Alkan escreveu quase exclusivamente para piano, órgão e pédalier, requerendo um grande virtuosismo. Musicalmente, muitas das suas ideias foram inovadoras.
Alkan teve poucos seguidores, dentre os quais Ferruccio Busoni, Anton Rubinstein e Kaikhosru Shapurji Sorabji.
Muitos anos após sua morte, a obra de Alkan esteve completamente esquecida. Foi sendo redescoberta durante o século XX. Peças de sua autoria foram gravadas por músicos como Egon Petri, John Ogdon, Raymond Lewenthal, Ronald Smith, Jack Gibbons e Marc-André Hamelin, entre outros.
Postado por Fernando Martins às 00:02 0 comentários
Marcadores: Alkan Concerto for Solo Piano, Charles-Valentin Alkan, França, judeus, música, piano, romantismo
sexta-feira, novembro 29, 2013
Monteverdi morreu há 370 anos
Postado por Fernando Martins às 23:37 0 comentários
Marcadores: Claudio Monteverdi, Itália, L'Orfeo, Monteverdi, Ópera, Renascimento, viola da gamba
Donizetti nasceu há 216 anos
Postado por Fernando Martins às 21:06 0 comentários
Marcadores: Donizetti, Il dolce suono, Joan Sutherland, Lucia di Lammermoor, música, Ópera, romantismo
Puccini morreu há 89 anos
Postado por Fernando Martins às 20:09 0 comentários
Marcadores: Anna Netrebko, Giacomo Puccini, Itália, La Bohème, música, Ópera, Quando m'en vo' soletta







