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domingo, setembro 28, 2025
El-Rei D. Carlos I nasceu há 162 anos...
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Postado por Fernando Martins às 16:20 0 comentários
Marcadores: D. Carlos I, D. Manuel II, dinastia de Bragança, Dona Amélia, El-Rei, Monarquia, pintura, regicídio
Os normando invadiram a Inglaterra há 959 anos
CRONOLOGIA
- 5 de janeiro – morte do rei da Inglaterra Eduardo o Confessor, sem descendentes diretos. O seu parente mais próximo é Edgar Atheling, um rapaz de 12 anos;
- 6 de janeiro – dada a iminência de uma invasão norueguesa, a assembleia dos nobres ingleses nomeia e coroa Haroldo Godwinson, Conde de Wessex e East Anglia, como rei de Inglaterra;
- Início do Verão – Haroldo II da Noruega invade a Inglaterra com a ajuda de Tostig Godwinson, ex-Conde da Nortúmbria e irmão renegado de Haroldo I;
- 25 de setembro - Batalha de Stamford Bridge - o exército de Haroldo Godwinson derrota os invasores noruegueses; morte em batalha de Haroldo II da Noruega e Tostig Godwinson;
- 28 de setembro - Guilherme I, Duque da Normandia invade Inglaterra com 7.000 homens e 600 barcos, dando início à invasão; Haroldo inicia uma marcha forçada para sul, a fim de enfrentar a ameaça;
- 14 de outubro - Batalha de Hastings: Guilherme da Normandia derrota o exército de Haroldo I de Inglaterra, que morre na batalha.
- Uma assembleia de nobres ingleses nomeia Edgar Atheling rei de Inglaterra; Edgar e os seus regentes não são capazes de fazer frente a Guilherme e Edgar abdica das suas pretensões, pouco tempo depois, sem nunca ter sido coroado;
- 25 de dezembro - Guilherme da Normandia é coroado rei de Inglaterra, na Abadia de Westminster, dando início à Dinastia Normanda.
Postado por Fernando Martins às 09:59 0 comentários
Marcadores: anglo-saxões, Conquista normanda, Guilherme I, Inglaterra, normandos
Música para recordar Víctor Jara, no seu aniversário...
Postado por Pedro Luna às 09:30 0 comentários
Marcadores: Chile, comunistas, Deja la vida volar, música, música de protesto, Nueva Canción Chilena, Víctor Jara
Brigitte Bardot nasceu há noventa e um anos
Postado por Fernando Martins às 09:10 0 comentários
Marcadores: anos 60, BB, Brigitte Bardot, cinema, direitos dos animais, França, música, sex symbol
Tim Maia nasceu há oitenta e três anos...
Postado por Fernando Martins às 08:30 0 comentários
Marcadores: Azul da Cor do Mar, baião, Brasil, disco, funk, MPB, música, Rock, Samba Funk, soul, Tim Maia
Ben E. King nasceu há 87 anos...
Ben E. King começou como cantor de soul no início dos anos 60. Em 1958, Ben Nelson juntou-se a um grupo de "doo wop" chamado "The Five Crowns". Mais tarde, naquele ano, o agente do "The Drifters" despediu todos os membros e trocou-os pelos membros dos "The Five Crowns". Nelson ajudou a escrever "There Goes My Baby", o primeiro sucesso dessa nova versão dos "The Drifters". Também fez o vocal solo em "Save the Last Dance for Me", uma canção escrita por Doc Pomus e Mort Shuman. Cantou, também, em "Dance With Me", "This Magic Moment", "I Count the Tears" e "Lonely Winds". Ben E. King gravou dez canções com os "The Drifters".
Em 1960, ele deixou os "The Drifters" após não ter conseguido um aumento de salário. Neste ponto ele assumiu o nome de Ben E. King, em preparação para a carreira a solo. Permanecendo na Atlantic Records, King acertou no seu primeiro sucesso com estilo: a balada "Spanish Harlem" (1961). "Stand by Me" foi a sua próxima gravação. Escrita por King junto com Jerry Leiber e Mike Stoller, "Stand by Me" foi votada com uma das Canções do Século pela "Recording Industry Association of America".
"Stand by Me" e "Spanish Harlem" foram nomeadas como duas das "500 Canções que Moldaram o Rock and Roll" pelo "Rock and Roll Hall of Fame" e, ambas, ganharam um "Grammy Hall of Fame Award".
Os seus outros clássicos são "Don't Play That Song (You Lied)" (que foi regravada por Aretha Franklin), "Love", "Seven Letters", "How Can I Forget", "On the Horizon", "Young Boy Blues", e outras.
As gravações de King continuaram indo bem até 1964. As bandas pop inglesas começaram então a dominar o cenário musical, mas King continuou a fazer sucesso no "R&B". No verão de 1963, Ben E. King colocou uma canção entre as 30 mais: a poderosa "I (Who Have Nothing)", (que até os Status Quo regravaram). Outros sucessos foram: "What is Soul?" (1967), "Supernatural Thing, part 1" (1975), e a reedição, em 1986, de "Stand by Me", que foi parte da banda sonora do filme com o mesmo nome, chamado, no Brasil, de "Conta Comigo" (filme baseado no conto "The Body" de Stephen King).
Em 1998, gravou um álbum infantil intitulado "I Have Songs In My Pocket", escrito e produzido por Bobby Susser, o qual ganhou um prémio "Best Vacation Products Award For Children". Em 2007, King apresentou "Stand By Me" no programa "Late Show with David Letterman". Ahmet Ertegün disse que King tem uma das grandes vozes na história do soul.
Até à sua morte, King trabalhou na sua fundação: a "Stand By Me Foundation".
Morte
Ben E. King morreu no dia 30 de abril de 2015, aos 76 anos, de doença arterial coronária.
Stand by me - Ben E. King
When the night has come
And the land is dark
And the moon is the only light we'll see
No I won't be afraid, no I won't be afraid
Just as long as you stand, stand by me
And darlin', darlin', stand by me, oh now now stand by me
Stand by me, stand by me
If the sky that we look upon
Should tumble and fall
And the mountains should crumble to the sea
I won't cry, I won't cry, no I won't shed a tear
Just as long as you stand, stand by me
And darlin', darlin', stand by me, oh stand by me
Stand by me, stand by me, stand by me-e, yeah
Whenever you're in trouble won't you stand by me, oh now now stand by me
Oh stand by me, stand by me, stand by me
Darlin', darlin', stand by me-e, stand by me
Oh stand by me, stand by me, stand by me
Postado por Fernando Martins às 08:07 0 comentários
Marcadores: Ben E. King, contemporary rhythm and blues, Doo Wop, música, soul, Stand by me
Sylvia Kristel nasceu há setenta e três anos...
Postado por Fernando Martins às 07:30 0 comentários
Marcadores: actriz, Emmanuelle, Sylvia Kristel
Edwin Hubble morreu há setenta e dois anos...
Postado por Fernando Martins às 07:20 0 comentários
Marcadores: astronomia, Edwin Hubble, HST, Hubble, Lei de Hubble, Telescópio Espacial Hubble
Jennifer Rush celebra hoje 65 anos...!
Jennifer Rush, born Heidi Stern, (Queens, New York, September 28, 1960) is an American pop and rock singer. She achieved success during the
mid-1980s around the world, with the release of a number of singles and
albums including the million-selling single "The Power of Love", which she co-wrote and released in 1984. She saw her greatest success in Europe, particularly Germany.
Postado por Fernando Martins às 06:50 0 comentários
Marcadores: anos 80, música, pop, pop rock, Rock, slows, The Power of Love
O pintor Bernardo Marques morreu há 63 anos...
Bernardo Loureiro Marques (Silves, 21 de novembro de 1898 - Lisboa, 28 de setembro de 1962) foi um pintor, ilustrador e artista gráfico português.

Sem título,1922
Postado por Fernando Martins às 06:30 0 comentários
Marcadores: Bernardo Marques, modernismo, pintura
Pasteur morreu há 130 anos...
Exerceu o cargo de professor de química em Dijon e depois em Estrasburgo. Casou-se com Marienne Laurente, filha do reitor da Academia. Em 1854 foi nomeado decano da Faculdade de Ciências na Universidade de Lille.
A pedido dos vinicultores e cervejeiros da região, começou a investigar a razão pela qual azedavam os vinhos e a cerveja. De novo, utilizando o microscópio, conseguiu identificar a bactéria responsável pelo processo. Propôs eliminar o problema aquecendo a bebida lentamente até alcançar 48° C, matando, deste modo, as bactérias, e encerrando o líquido posteriormente em cubas hermeticamente seladas para evitar uma nova contaminação. Este processo originou a atual técnica de pasteurização dos alimentos. Demonstrou, desta forma, que todo processo de fermentação e decomposição orgânica ocorre devido à ação de organismos vivos.
Na Inglaterra, em 1865, o cirurgião Joseph Lister aplicou os conhecimentos de Pasteur para eliminar os micro-organismos vivos em feridas e incisões cirúrgicas. Em 1871, o próprio Pasteur obrigou os médicos dos hospitais militares a ferver os instrumentos cirúrgicos e os pensos que seriam utilizados nos procedimentos médicos.
Expôs a "teoria germinal das enfermidades infecciosas", segundo a qual toda enfermidade infecciosa tem sua causa (etiologia) num micróbio com capacidade de propagar-se entre as pessoas. Deve-se buscar o micróbio responsável por cada enfermidade para se determinar um modo de combatê-lo.
Pasteur passou a investigar os microscópicos agentes patogénicos, terminando por descobrir vacinas, em especial a anti-rábica. Fundou em 1888 o Instituto Pasteur, um dos mais famosos centros de pesquisa da atualidade.
Pasteur foi quem derrubou definitivamente a ideia da abiogénese, com a utilização material em vidro chamado pescoço de cisne. Pasteur colocou um caldo nutritivo em um balão de vidro, de pescoço curvo. Ferveu o caldo existente no balão, o suficiente para matar todos os possíveis microrganismos que poderiam existir nele. Cessado o aquecimento, vapores da água proveniente do caldo condensaram-se no pescoço do balão e se depositaram, sob forma líquida, na sua curvatura inferior.
Como os frascos ficavam abertos, não se podia falar da impossibilidade da entrada do "princípio ativo" do ar. Com a curvatura do gargalo, os micro-organismos do ar ficavam retidos na superfície interna húmida e não alcançavam o caldo nutritivo. Quando Pasteur quebrou o pescoço do balão, permitindo o contacto do caldo existente dentro dele com o ar, constatou que o caldo se contaminou com microrganismos provenientes do ar.
Morreu em Villeneuve-L'Etang, no dia 28 de setembro de 1895. Encontra-se sepultado no Instituto Pasteur, em Paris.
Postado por Fernando Martins às 01:30 0 comentários
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Machado de Assis morreu há 117 anos...
Joaquim Maria Machado de Assis (Rio de Janeiro, 21 de junho de 1839 – Rio de Janeiro, 29 de setembro de 1908) foi um escritor brasileiro, considerado por muitos críticos, estudiosos, escritores e leitores o maior nome da literatura brasileira. Escreveu em praticamente todos os géneros literários, sendo poeta, romancista, cronista, dramaturgo, contista, folhetinista, jornalista e crítico literário. Testemunhou a abolição da escravatura e a mudança política no país quando a República substituiu o Império, além das mais diversas reviravoltas pelo mundo em finais do século XIX e início do XX, tendo sido grande comentador e relator dos eventos político-sociais de sua época.
Nascido no Morro do Livramento, Rio de Janeiro, de uma família pobre, mal estudou em escolas públicas e nunca frequentou universidade. Para o considerado crítico literário norte-americano Harold Bloom, Machado de Assis é o maior escritor negro de todos os tempos, embora outros estudiosos prefiram especificar que Machado era mestiço, filho de um descendente de negros alforriados com portugueses e de uma lavadeira portuguesa. Os seus biógrafos notam que, interessado pela boémia e pela corte, lutou para subir socialmente abastecendo-se de superioridade intelectual e da cultura da capital brasileira. Para isso, assumiu diversos cargos públicos, passando pelo Ministério da Agricultura, do Comércio e das Obras Públicas, e conseguindo precoce notoriedade em jornais onde publicava suas primeiras poesias e crônicas. Machado de Assis pôde assistir, durante sua vida, que abarca o final da primeira metade do século XIX até os anos iniciais do século XX, a enormes mudanças históricas na política, na economia e na sociedade brasileira e também mundial. Em sua maturidade, reunido a intelectuais e colegas próximos, fundou e foi o primeiro presidente, por unanimidade, da Academia Brasileira de Letras.
A extensa obra machadiana constitui-se de dez romances, 205 contos, dez peças teatrais, cinco coletâneas de poemas e sonetos, e mais de seiscentas crónicas. Machado de Assis é considerado o introdutor do realismo no Brasil, com a publicação de Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881). Este romance é posto ao lado de todas suas produções posteriores, Quincas Borba, Dom Casmurro, Esaú e Jacó e Memorial de Aires, ortodoxamente conhecidas como pertencentes à sua segunda fase, em que notam-se traços de crítica social, ironia e até pessimismo, embora não haja rompimento de resíduos românticos. Dessa fase, os críticos destacam que suas melhores obras são as do que se passou a chamar de "Trilogia Realista". A sua primeira fase literária é constituída de obras como Ressurreição, A Mão e a Luva, Helena e Iaiá Garcia, onde se notam características herdadas do romantismo, ou "convencionalismo", como prefere a crítica moderna.
A sua obra foi de fundamental importância para as escolas literárias brasileiras do século XIX e do século XX e surge nos dias de hoje como de grande interesse académico e público para entender o Brasil e o mundo. Influenciou grandes nomes das letras, como Olavo Bilac, Lima Barreto, Drummond de Andrade, John Barth, Donald Barthelme e muitos outros. Ainda em vida, alcançou fama e prestígio pelo Brasil e países vizinhos. Hoje em dia, por sua inovação literária e por sua audácia em temas sociais e precoces, é frequentemente visto como o escritor brasileiro de produção sem precedentes, de modo que, recentemente, seu nome e sua obra têm alcançado diversos críticos, influenciados, estudiosos e admiradores do mundo inteiro. Machado de Assis é considerado um dos grandes génios da história da literatura, ao lado de autores como Dante, Shakespeare e Camões. Machado de Assis e Eça de Queiroz são considerados os dois maiores escritores em língua portuguesa do século XIX. Foi incluído na lista oficial dos Heróis Nacionais do Brasil e é homenageado pelo principal prémio literário brasileiro, o Prémio Machado de Assis.
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A Carolina
Querida, ao pé do leito derradeiro
Em que descansas dessa longa vida,
Aqui venho e virei, pobre querida,
Trazer-te o coração do companheiro.
Pulsa-lhe aquele afeto verdadeiro
Que, a despeito de toda a humana lida,
Fez a nossa existência apetecida
E num recanto pôs um mundo inteiro.
Trago-te flores, — restos arrancados
Da terra que nos viu passar unidos
E ora mortos nos deixa e separados.
Que eu, se tenho nos olhos malferidos
Pensamentos de vida formulados,
São pensamentos idos e vividos.
Machado de Assis
Postado por Fernando Martins às 01:17 0 comentários
Marcadores: Brasil, literatura, Machado de Assis
Saudades de Kris Kristofferson...
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Marcadores: actor, country, Help Me Make It Through The Night, Kris Kristofferson, música
André Breton morreu há 59 anos...
André Breton (Tinchebray, 19 de fevereiro de 1896 - Paris, 28 de setembro de 1966) foi um escritor francês, poeta e teórico do surrealismo.
De origem modesta, iniciou sem entusiasmo estudos em Medicina sob pressão da família. Mobilizado para o exército na qualidade de enfermeiro para a cidade de Nantes em 1916, travou ali conhecimento com Jacques Vaché, filho espiritual de Alfred Jarry, um jovem sarcástico e niilista que viveu a vida como se de uma obra de arte se tratasse e que morreu aos 24 anos em circunstâncias bastante suspeitas (a tese do suicídio é controversa). Jacques Vaché, que não mais deixou do que cartas de guerra, teve uma enorme influência no espírito criativo de Breton: enfraquecendo a influência de Paul Valéry e, deste modo, determinando tanto a sua conceção de "Poète" (Le Pohète segundo Vaché) como a de humor e de arte.
Em 1919, Breton funda com Louis Aragon e Philippe Soupault a revista Littérature e entra também em contacto com Tristan Tzara, fundador do Dadaismo.
Em Les Champs magnétiques (escrito em colaboração com Soupault), coloca em prática o princípio da escrita automática. Breton publica o Primeiro Manifesto Surrealista, em 1924.
Um grupo se constitui em torno de Breton: Philippe Soupault, Louis Aragon, Paul Éluard, René Crevel, Michel Leiris, Robert Desnos, Benjamin Péret. No afã de juntar a ideia de «Mudar a vida» de Rimbaud e a de «Transformar o mundo» de Marx, Breton adere ao Partido Comunista em 1927, do qual será excluído em 1933.
Viveu sobretudo da venda de quadros na sua galeria de arte. Sob o seu impulso, o surrealismo torna-se um movimento europeu que abrange todos os domínios da arte e coloca profundamente em questão o entendimento humano e o olhar dirigido às coisas ou acontecimentos. Inquieto por causa do governo de Vichy, Breton refugia-se, em 1941, nos Estados Unidos da América e retorna a Paris em 1946, onde permaneceu até à sua morte, a animar um segundo grupo surrealista, sob a forma de exposições ou de revistas (La Brèche, 1961-1965).
Postado por Fernando Martins às 00:59 0 comentários
Marcadores: André Breton, França, literatura, poesia, Surrealismo
A Manifestação da Maioria Silenciosa foi proibida (pela extrema-esquerda) há 51 anos...
(imagem daqui)
Maioria silenciosa é a designação pela qual ficou conhecida em Portugal a iniciativa política de alguns sectores conservadores da sociedade portuguesa, civil e militar, que decidiram organizar uma manifestação, em 28 de setembro de 1974, de apoio ao então Presidente da República General Spínola. A manifestação visava o reforço de posição política deste militar.
Dia 9 de Setembro reúnem-se para preparar a manifestação da “maioria silenciosa”, elementos dos partidos PP/MFP, PDC e PL, tendo sido escolhidos para a comissão organizadora José Filipe Rebelo Pinto, António Sousa Macedo, Manuel Sá Coutinho, Francisco de Bragança van Uden, António da Costa Félix e Manuel João Ramos de Magalhães, que viria a ser presidida por Fernando José Pereira Marques Cavaleiro, na sequência de contactos entre o Tenente-coronel António Figueiredo e o general Kaúlza de Arriaga.
No dia 10 de Setembro, nas instalações da SINASE, o tenente-coronel Figueiredo, Almeida Araújo e António Ávila reúnem-se com os membros da Comissão Organizadora da manifestação, distribuindo tarefas. A 13 de Setembro, o Partido Liberal distribui uma carta-circular apelando à participação na manifestação de apoio ao Presidente da República que seria denominada de “maioria silenciosa” e a realizar em data a anunciar.
Dia 23 o Governador Civil de Lisboa autoriza a manifestação.
Na tarde de 26 tem lugar o Concurso Hípico Internacional de Lisboa em que Spínola recebe um cartaz da “maioria silenciosa” entre os aplausos dos presentes. Nessa ocasião, Galvão de Melo, trajado de cavaleiro, declara o seu apoio à manifestação. Passados dois dias, estando ele enquanto chefe de Estado numa corrida de touros no Campo Pequeno, será a vez do cavaleiro tauromáquico José João Zoio fazer o mesmo.
No dia 27, o Brigadeiro Otelo Saraiva de Carvalho, do COPCON, e o Ministro da Defesa Mário Firmino Miguel reagem, com o conhecimento de Costa Gomes. Otelo monta uma operação visando a prisão de antigos membros da Legião Portuguesa, de pessoas ligadas ao Estado Novo e dos envolvidos na preparação da manifestação.
O Ministro da Comunicação Social lê um comunicado do Governo Provisório na Emissora Nacional, emitido de meia em meia hora. A manifestação é interditada pelo MFA. Os partidos políticos de esquerda distribuem entretanto comunicados apelando “à vigilância popular” e denunciam as tentativas contra-revolucionárias dessa minoria tenebrosa. São levantadas barricadas populares nos acessos a Lisboa e noutras localidades. Durante a noite, grupos de militares tomam o lugar dos ativistas civis. São detidas várias figuras políticas afetas ao velho regime, quadros da Legião Portuguesa e alguns manifestantes.
António de Spínola tenta, entretanto, reforçar o poder da Junta de Salvação Nacional, que comanda, e, em vão, estabelecer o estado de sítio. Em consequência disso, a Comissão Coordenadora do MFA impõe-lhe a demissão dos três generais mais conservadores do grupo: Galvão de Melo, Manuel Diogo Neto e Jaime Silvério Marques. Derrotado, Spínola demite-se, a 30 de setembro, do cargo de Presidente da República, sendo substituído pelo general Costa Gomes. No seu discurso de renúncia, Spínola denuncia certas políticas do governo e prenuncia o caos, a anarquia e “novas formas de escravatura”.
Com a “vitória sobre a reação” e a derrota da direita civil, declaradas pelo então Primeiro Ministro Vasco Gonçalves, fecha-se assim o que seria considerado o primeiro ciclo do PREC. Vários apoiantes militares de Spínola fogem para o estrangeiro.
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Marcadores: 25 de Abril, António de Spínola, Manifestação da Maioria Silenciosa, PREC
O Papa João Paulo I morreu há 47 anos...
João Paulo I, nascido Albino Luciani (Forno di Canale, 17 de outubro de 1912 – Vaticano, 28 de setembro de 1978) e oriundo de família humilde, foi Papa da Igreja Católica. Governou a Santa Sé durante apenas 33 dias, entre 26 de agosto de 1978 até a data da sua morte. Tornou-se rapidamente conhecido na Cúria Romana pela alcunha de "Papa do Sorriso", pela sua afabilidade. Foi proclamado venerável na sessão ordinária da Congregação para a Causa dos Santos no dia 7 de novembro de 2017 sendo a última etapa antes da beatificação. Foi beatificado, no dia 4 de setembro de 2022, pelo Papa Francisco, na Praça de São Pedro.
Foi o primeiro Papa desde Clemente V a recusar uma coroação formal, cerimónia não oficialmente abolida, ficando a cargo do eleito escolher como quer iniciar o seu pontificado. Contudo, desde então, os papas eleitos têm optado por uma cerimónia de "início do pontificado", com a respetiva entronização e o juramento de fidelidade. Não aceitava ser carregado numa liteira como os outros papas, por uma questão de humildade. Também foi pioneiro ao adotar um nome papal duplo. Foi, também, o último papa italiano.
Antes de ser Papa, Luciani foi Patriarca de Veneza e não tinha ambição alguma, nunca tendo sonhado em ser papa. Foi o primeiro Papa a nascer no século XX. O seu nome papal duplo foi uma homenagem aos seus dois antecessores, Paulo VI e João XXIII.
O Papa Francisco reconheceu, em 13 de outubro de 2021, um milagre atribuído à sua intercessão, sendo beatificado em 4 de setembro de 2022.
Postado por Fernando Martins às 00:47 0 comentários
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