quarta-feira, setembro 30, 2026

Henrique IV, irmão de Filipa de Lencastre, tornou-se rei da Inglaterra há 627 anos

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Henrique IV (Bolingbroke, 15 de abril de 1367 - Londres, 20 de março de 1413), também chamado de Henrique de Bolingbroke, foi Rei da Inglaterra de 1399 até à sua morte. Henrique era filho de João de Gante, Duque de Lancaster, e neto do rei Eduardo III de Inglaterra. Nasceu no castelo de Bolingbroke no Lincolnshire e, de acordo com o costume da época, passou a ser conhecido como Henrique Bolingbroke.
Apesar de apoiar o primo Ricardo II de Inglaterra no início do reinado deste, depressa os dois entraram em conflito. Henrique acabou mesmo expulso do país e deserdado em 1398. No ano seguinte, o seu pai morre na Aquitânia e Ricardo II confisca todos os seus bens para a coroa. Mas o monarca não era popular nem considerado competente e Henrique valeu-se disso para iniciar uma revolta aberta em 30 de setembro de 1399. O golpe é bem sucedido e Henrique é coroado rei de Inglaterra a 13 de outubro, na Abadia de Westminster, iniciando a dinastia de Lancaster. Ricardo II foi deposto e assassinado, por precaução, no ano seguinte.
Em 1380, Henrique casou com Maria de Bohun, de quem teve vários filhos e filhas. Já rei, Henrique desposou a princesa Joana de Navarra, filha do rei Carlos II, com quem não teve descendência.
O reinado de Henrique foi marcado por várias insurreições populares, nomeadamente no País de Gales e em Inglaterra. O insucesso destas rebeliões deveu-se em parte à habilidade militar do seu herdeiro, o futuro Henrique V.
O fim da vida de Henrique IV foi marcado por problemas graves de saúde devidos a uma doença de pele, possivelmente psoríase ou um sintoma de sífilis. Henrique morreu em 1413 e encontra-se sepultado na catedral da Cantuária.
A sua vida encontra-se retratada em Henrique IV, uma peça em duas partes de William Shakespeare.
Henrique IV era irmão da Rainha de Portugal, D. Filipa de Lencastre, a primeira rainha da dinastia de Avis.
  

Xororó celebra hoje 69 anos

Chitãozinho (esquerda) e Xororó (direita) em 2007
   
Chitãozinho & Xororó é uma dupla brasileira de música sertaneja formada pelos irmãos José Lima Sobrinho (Astorga, 5 de maio de 1954) e Durval de Lima (Astorga, 30 de setembro de 1957). Chitãozinho & Xororó são recordistas em vendas de discos no Brasil: venderam mais de 40 milhões de álbuns e ganharam cinco prémios Grammy Latino. São tidos como a dupla que abriu as portas das rádios FM para a música sertaneja, no início da década de 80.
 

 

Quino, o criador da Mafalda, morreu há seis anos...

   
Joaquín Salvador Lavado Tejón (Mendoza, 17 de julho de 1932 - Mendoza, 30 de setembro de 2020), mais conhecido como Quino, foi um pensador, historiador, gráfico e cartunista argentino conhecido pela criação de suas histórias em quadradinhos.

A obra mais famosa de Quino é a tira cómica Mafalda, publicada entre os anos 1964 e 1973. Editada em tiras nos jornais, Mafalda questionava todos os problemas políticos, de género e até científicos que afligiam sua alma infantil e, ao mesmo tempo, refletia o conflito que as pessoas da época enfrentavam, sobretudo com a progressiva mudança dos costumes e a já incipiente introdução da tecnologia no quotidiano.
   
  

São Francisco de Bórgia, quarto Duque de Gândia, morreu há 454 anos

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São Francisco de Borja por Alonso Cano, Museu de Belas Artes de Sevilha

   
Francisco de Borja e Aragão, São Francisco de Borja (Gandia, Valência, Espanha, 28 de outubro de 1510 – Roma, 30 de setembro de 1572) foi Duque de Gândia, bisneto do Papa Alexandre VI e bisneto do rei Fernando II de Aragão, que se fez jesuíta logo após enviuvar. Francisco de Borja foi canonizado em 1671. Exerceu o cargo de Vice-rei da Catalunha.

  
   
Desde pequeno era muito piedoso e desejou tornar-se monge, a sua família porém enviou-o para a corte do imperador Carlos V. Ali se destacaria acompanhando o imperador nas suas campanhas e casando-se com uma nobre portuguesa: Eleonor de Castro Melo e Menezes, com a qual teve oito filhos: Carlos, Isabel, João, Álvaro, Fernando, Afonso, Joana e Dorotéia.
Nobre e considerado "grande de Espanha", em 1539 escoltou o corpo da imperatriz Isabel de Portugal ao seu túmulo em Granada. Diz-se que, quando viu o efeito da morte sobre o corpo daquela que tinha sido uma bela imperatriz, decidiu "nunca mais servir a um senhor que me possa morrer". Ainda jovem foi nomeado vice-rei da Catalunha, província que administrou com grande eficiência. Quando o seu pai morreu, recebeu por herança o título de Duque de Gandía, retirou-se para a sua terra natal e aí levaria, com a sua família, uma vida entregue puramente à religião.
Em 1546 a sua esposa Eleanor morreu e Francisco decidiu entrar na recentemente fundada Companhia de Jesus. Ajustou as contas com os seus assuntos mundanos, renunciou aos seus títulos em favor do seu primogénito, Carlos e, imediatamente, foi-lhe oferecido o título de cardeal. Recusou, preferindo a vida de um pregador itinerante. Os seus amigos conseguiram convencê-lo a aceitar o título para aquilo que a natureza e as circunstâncias o haviam predestinado: em 1554, converteu-se no Comissário Geral dos Jesuítas na Espanha, e em 1565, em Superior Geral da Ordem. 
     
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Em 1565, a Congregação Geral II de Jesuítas se curvou evidentemente na eleição pelo enorme prestígio do outrora Duque de Gandia. O eleito revisou as regras da Ordem e, por influência das práticas de certos jesuítas espanhóis, aumentou o tempo dedicado à oração. Preocupou-se que cada Província tivesse o seu noviciado: pessoalmente fundou o Noviciado de Sant'Andrea al Quirinale, no qual se formaram S. Estanislau Kostka, o pregador polaco Piotr Skarga e o futuro Padre Geral Cláudio Aquaviva.

Uma das tarefas mais delicadas deste governo foi negociar com São Pio V, o qual desejava reintroduzir a função litúrgica cantada na Companhia. De facto, esta medida começou em maio de 1569, mas somente nas casas professas e sem interferir em outras tarefas. É por isso que todos os jesuítas deveriam exercer três votos solenes até que o Papa Gregório XIII restaurou a prática original tal como estava nas Constituições escritas por Santo Inácio.

Os Colégios prosperaram: de 50 em 1556 passaram a 163 em 1574. Borja promulgou a primeira Ratio Studiorum em 1569. Para seu governo apoiou visitantes. Iniciou-se a remodelação da Igreja de Jesus, em Roma. O Geral seguiu de muito perto a evolução da Contrarreforma na Alemanha. Muitas fundações jesuítas serviram para reforçar a causa católica.

Deu grande impulso às missões. Uma expedição missionária enviada por ele ao Brasil foi exterminada pelos protestantes em alto-mar (Inácio de Azevedo e os seus companheiros mártires, em 5 de junho de 1570).

Borja recebeu missões especiais de Sua Santidade, assim como com Laínez. De viagem a Portugal e Espanha - apesar de acusações - foi muito recetivo. Tomou conta de negócios da Companhia e delicados cargos diplomáticos nas cortes. A volta a Roma foi difícil; chegou à Cidade Eterna em situação má, mas feliz por ter obedecido até ao fim. Morreu em 1572.

Durante a sua chefia o número de jesuítas se expandiu, de 1.000 para 4.000.

Em 1671, foi canonizado.
    


Hans Geiger nasceu há 144 anos

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Johannes (Hans) Wilhelm Geiger (Neustadt an der Weinstrasse, 30 de setembro de 1882 - Potsdam, 24 de setembro de 1945) foi um físico alemão. Juntamente com Walther Müller, desenvolveu o contador Geiger.
Em 1902 Geiger começou a estudar Física e Matemática em Erlangen, obtendo um doutoramento em 1906.
Em 1907 começou a trabalhar com Ernest Rutherford na Universidade de Manchester. Em 1909 participou na Experiência de Geiger-Marsden, também conhecido como experiência da folha de ouro ou experiência de Rutherford, uma experiência científica realizada conjuntamente com Ernest Marsden com o objetivo de investigar a estrutura do átomo. A experiência foi realizado sob a supervisão de Rutherford nos laboratórios de Física da Universidade de Manchester, no Reino Unido.
Em 1912 tornou-se líder da Physical-Technical Reichsanstalt de Berlim, em 1925 professor na Universidade de Kiel, em 1929 professor em Tübingen e, a partir de 1936, em Berlim. Em Berlim desenvolveu, em conjunto com o então estudante de graduação, Walther Müller, o contador Geiger.
Descobriu com Mitchell Nuttall a lei Geiger-Nuttall e realizou experiências que levaram ao modelo atómico de Rutherford. Ele era também membro do Uranverein (Clube do Urânio) na Alemanha nazi, o grupo de físicos alemães que, durante a Segunda Guerra Mundial, trabalhou, sem êxito, na construção da bomba atómica alemã.
A sua lealdade ao Partido Nazi levou-o a trair os seus colegas judeus.
Editou, juntamente com Karl Scheel, entre 1926 e 1933, o Handbuch der Physik, composto por 24 volumes.
  
(...)   
       

Embora Geiger tenha assinado uma petição contra a interferência do governo nazi nas universidades, ele não apoiou o colega Hans Bethe (vencedor do Prémio Nobel de Física em 1967) quando foi demitido por ser judeu.

Geiger suportou a Batalha de Berlim e a subsequente ocupação soviética, entre abril e maio de 1945. Dois meses depois mudou-se para Potsdam, morrendo lá, dois meses após os bombardeamentos atómicos de Hiroshima e Nagasaki no Japão.

 
   

Santa Teresinha do Menino Jesus morreu há 129 anos...

   
Teresa de Lisieux, nascida Marie-Françoise-Thérèse Martin, conhecida como Santa Teresinha do Menino Jesus e da Santa Face (Alençon, 2 de janeiro de 1873  - Lisieux, 30 de setembro de 1897), foi uma freira carmelita descalça francesa, conhecida como um dos mais influentes modelos de santidade para católicos e religiosos em geral, pela sua "maneira prática e simples de abordar a vida espiritual". Juntamente com São Francisco de Assis, é uma das santas mais populares da história da Igreja. O papa Pio X chamou-a de "a maior entre os santos modernos".
Teresa recebeu cedo o seu chamamento para a vida religiosa e, depois de superar inúmeros obstáculos, conseguiu, em 1888, com apenas quinze anos, tornar-se freira, para juntar-se às suas duas irmãs mais velhas, na comunidade carmelita enclausurada em Lisieux, na Normandia. Depois de nove anos, tendo ocupado funções como sacristã e assistente da mestra das noviças, Teresa passou os seus últimos dezoito meses numa "noite de fé" e morreu, de tuberculose, com apenas vinte e quatro anos de idade.
O impacto de sua "A História de uma Alma", uma coleção dos seus manuscritos autobiográficos, publicados e distribuídos um ano depois de sua morte, foi enorme e rapidamente se tornou um dos santos mais populares do século XX. Pio XI fez dela a "estrela do seu pontificado", beatificando-a em 1923 e canonizando-a dois anos depois. Teresa foi também declarada co-padroeira das missões com São Francisco Xavier em 1927 e nomeada co-padroeira da França (com Santa Joana d'Arc) em 1944. Em 19 de outubro de 1997, o papa São João Paulo II proclamou Teresa a trigésima-terceira Doutora da Igreja, a pessoa mais jovem e a terceira mulher a ter recebido o título na época.
Além da sua popular autobiografia, Teresa deixou também cartas, poemas, peças religiosas e orações. As suas últimas conversas foram também preservadas por suas irmãs. Pinturas e fotografias - a maioria de autoria de sua irmã Céline - ajudaram a aumentar ainda mais a popularidade de Teresa por todo o mundo.
  
(...)
  
A Basílica de Lisieux é o segundo mais popular destino de peregrinação na França, depois do Santuário de Lourdes.
   

Buddy Rich nasceu há 109 anos...

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Bernard "Buddy" Rich (Brooklyn, Nova Iorque, 30 de setembro de 1917 - Los Angeles, 2 de abril de 1987) foi um baterista dos Estados Unidos do estilo jazz da era do swing.
O seu estilo notável era caracterizado por uma incrível velocidade e habilidade, mesmo em temas mais complexos, tornando-os claros e precisos.
   
 

Truman Capote nasceu há cento e dois anos...


Truman Streckfus Persons, mais conhecido como Truman Capote (Nova Orleans, 30 de setembro de 1924 - Los Angeles, 25 de agosto de 1984) foi um escritor, roteirista e dramaturgo norte-americano, escritor de vários contos, romances e peças teatrais, reconhecidas como clássicos literários, incluindo a novela Boneca de Luxo (Breakfast at Tiffany's - 1958). Foi o pioneiro do jornalismo literário com A Sangue Frio (1966), classificado por ele como um romance de não-ficção.
Capote teve uma infância perturbada pelo divórcio dos seus pais, uma longa separação de sua mãe e múltiplas migrações. Descobriu o seu interesse pela literatura aos 11 anos e pelo resto da sua infância aperfeiçoou as suas habilidades literárias. Capote iniciou sua carreira profissional escrevendo contos. O sucesso crítico de um conto, Miriam (1945), atraiu a atenção do editor Benett Cerf, da Random House, e resultou num contrato para escrever o romance Outras Vozes, Outros Lugares (1948). Capote ganhou grande parte da sua fama com A Sangue Frio, uma obra jornalística sobre o assassinato de uma família camponesa do Kansas na sua casa. Capote passou quatro anos escrevendo o livro, ajudado pela sua grande amiga Harper Lee, que escreveu Por Favor, Não Matem a Cotovia (1960). Um marco na cultura popular, A Sangue Frio foi o ápice da carreira literária de Capote; foi o seu último livro completamente publicado em vida. Nos anos 70, ele manteve o status de celebridade, aparecendo em talk shows. 

 

Tico Santa Cruz, o vocalista dos Detonautas Roque Clube, celebra hoje 49 anos

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Luis Guilherme Brunetta Fontenelle de Araújo (Rio de Janeiro, 30 de setembro de 1977), mais conhecido pelo seu nome artístico de Tico Santa Cruz, é um músico, compositor e escritor brasileiro. É o vocalista da banda Detonautas Roque Clube. Estudou Ciências Sociais na UFRJ, Comunicação e Educação Física, mas não chegou a concluir nenhum dos cursos, por dedicação à sua carreira artística.

   

 

A EXPO'98 terminou há vinte e oito anos

        
A EXPO'98, Exposição Mundial de 1998, ou, oficialmente, Exposição Internacional de Lisboa de 1998, cujo tema foi "Os oceanos: um património para o futuro", realizou-se em Lisboa, Portugal de 22 de maio a 30 de setembro de 1998.
A zona escolhida para albergar o recinto foi o limite oriental da cidade junto ao rio Tejo. Foram construídos diversos pavilhões, alguns dos quais ainda permanecem ao serviço dos habitantes e visitantes, integrados no agora designado Parque das Nações, destacando-se o Oceanário (o maior aquário do Mundo, com a reprodução de 5 oceanos distintos e numerosas espécies de mamíferos e peixes, do arquiteto Peter Chermayeff) um pavilhão de múltiplas utilizações (Pavilhão Atlântico, do arquiteto Regino Cruz) e um complexo de transportes com metropolitano e ligações ferroviárias (Estação do Oriente, do arquiteto Santiago Calatrava).
A EXPO'98 atraiu cerca de 11 milhões de visitantes, apesar de previsões iniciais apontarem para cerca de 15 milhões, o que veio a justificar algumas opções de gestão de carácter duvidoso, e, acima de tudo, ruinosas para a empresa e seus acionistas. Parte do seu sucesso ficou a dever-se à vitalidade cultural que demonstrou - por exemplo, os seus cerca de 5000 eventos musicais constituíram um dos maiores festivais musicais da história da humanidade. Arquitetonicamente, a Expo revolucionou esta parte da cidade e influenciou os hábitos de conservação urbana dos portugueses - pode dizer-se que o Parque das Nações é um exemplo de conservação bem-sucedida dum espaço urbano.
Foi considerado pelo BIE (o organismo internacional que elege as cidades a receberem as exposições) como a melhor Exposição Mundial de sempre.
A utilização pioneira de ferramentas de design para grandes projetos de arquitetura, engenharia e construção transformou a EXPO'98 num caso de estudo internacional na área do desenho assistido por computador (CAD). O exemplo pegou e outras obras seguiram também a mesma metodologia, desta experiência transformada já em «case study».
O pioneirismo da EXPO foi, aliás, ressaltado por um trabalho de reportagem intitulado 'A Tale of Two Cities' publicado na edição de junho de 1999, da Computer Graphics World (volume 22, nº6), a revista de referência internacional do sector.
«Os clássicos estiradores foram substituídos por estações de trabalho. Estávamos em 1993, o que provocou uma verdadeira revolução no modo de trabalhar típico deste sector e representou uma situação ímpar na história de grandes projetos no nosso país». O homem no centro desta operação foi José da Conceição Silva, um especialista de Informática da área de CAD/AEC, do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), de Lisboa, requisitado para a Parque Expo para responsável pelo Departamento de CAD, GIS, Web e Multimédia.
  
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Vista geral do zona central da EXPO'98
  
Antes da Expo
A ideia de organizar uma Exposição Internacional em Portugal surgiu em 1989, da parte de António Mega Ferreira e Vasco Graça Moura. Ambos estavam à frente da comissão para as comemorações dos 500 anos dos Descobrimentos portugueses, liderada por Francisco Faria Paulino, diretor do Pavilhão de Portugal na Exposição de Sevilha, tendo também desempenhado as funções de Secretário-Executivo e Comissário-Geral Adjunto da Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses entre 1988 e 1996 e com as funções de diretor do Pavilhão de Portugal na Exposição Universal de Sevilha e de Comissário-Geral Adjunto do Pavilhão de Portugal na Exposição Internacional de Génova em 1992. Em 2008, foi também Comissário Executivo das Comemorações dos 500 anos da Cidade do Funchal.
Uma vez obtido o apoio do Governo, Mega Ferreira apresentou o projeto ao Bureau International d'Expositions. A candidatura de Lisboa ganhou à de Toronto. Criou-se uma empresa, Parque Expo, com vista a criar um evento auto-sustentável que obtivesse receitas de bilhetes vendidos e pela venda de terrenos adjacentes à exposição.
O primeiro comissário da EXPO'98 foi António Cardoso e Cunha. Foi substituído em 1997 por José de Melo Torres Campos, já sob o governo do Partido Socialista.
Decidiu-se construir a exposição na zona oriental de Lisboa, que vira através dos anos uma degradação crescente. A antiga Doca dos Olivais, contacto privilegiado com o rio onde outrora atracavam hidroaviões, estava transformada num terreno industrial bastante degradado. A zona de 50 hectares onde hoje está o recinto era, no fim dos anos oitenta, um campo de contentores, matadouros e indústrias poluentes. Toda a exposição foi construída do zero. A torre da refinaria da Petrogal, única estrutura conservada, ficou como lembrança do espaço antes da intervenção. Houve um grande cuidado para que quase todos os equipamentos do recinto tivessem utilização posterior, evitando assim o seu abandono e a degradação, como aconteceu em Sevilha em 1992.
Em paralelo, lançaram-se grandes obras públicas. Entre as maiores estão a Ponte Vasco da Gama (a maior da Europa à data), uma nova linha de metro com sete estações e um interface rodo-ferroviário, a Gare do Oriente.
   
Bilhetes
Foram emitidos bilhetes de um dia (5.000$00 - 25 euros), três dias (12.500$00 - 62,35 euros), e bilhetes diários apenas para a parte da noite (2.500$00 - 12,50 euros). Existia também um passe livre com acesso ilimitado à exposição durante três meses (50.000$00 - 250 euros).
A Swatch lançou alguns meses antes da exposição o modelo Adamastor, que continha um chip carregado com um bilhete de um dia. Para entrar, bastava encostar o relógio ao sensor presente em todos os molinetes de entrada.
  

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Símbolos
O tema musical da exposição foi composto em 1996 por Nuno Rebelo. A peça, de seu nome "Pangea" (o nome do super-continente mesozoico, de onde derivaram os atuais), misturava sobre guitarras portuguesas e uma base sinfónica de cariz épico muitas e díspares sonoridades, reminiscentes dos quatro cantos do mundo.
O logótipo da EXPO'98, representando o mar e o sol, foi concebido por Augusto Tavares Dias, diretor criativo de publicidade.
A mascote, concebida pelo pintor António Modesto e pelo escultor Artur Moreira, foi selecionada de entre 309 propostas e batizada de Gil (em homenagem a Gil Eanes), por José Luís Coelho, um estudante do 2º ciclo, num concurso que envolveu escolas de todo o país.
 

Um terramoto atingiu a ilha de Sumatra há 17 anos...


O sismo de Sumatra de 2009 foi um sismo de magnitude 7,6  (com violentas réplicas) que afetou Sumatra às 17.16.10, hora local, em 30 de setembro de 2009 e teve uma magnitude de momento de 7,6. O epicentro localizou-se 45 km a oeste-noroeste de Padang, na ilha de Samatra, e 220 km a sudoeste de Pekanbaru, também em Sumatra. A estimativa do número de mortos varia de 770 a 1.100. Milhares de pessoas ficaram presas entre os escombros. Só em Sumatra Ocidental e Jambi foram confirmados 716 mortos.
 
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Hoje é dia de escutar Johnny Mathis...!

O Botswana tornou-se independente há sessenta anos...!


Botswana, oficialmente República do Botswana (em inglês: Republic of Botswana; em tsuana: Lefatshe la Botswana), é um país sem costa marítima da África Austral. Anteriormente um protetorado britânico chamado Bechuanalândia, adotou o seu novo nome após tornar-se independente, em 30 de setembro de 1966. Desde a sua independência, o país teve governos democráticos e eleições ininterruptas, sem sofrer qualquer golpe de estado. A sua capital é Gaborone, que é também a maior cidade do país.

O relevo de Botsuana é plano e sua superfície é coberta em até 70% pelo deserto de Kalahari. Faz fronteira com a África do Sul a sul e sudeste, com a Namíbia a oeste e ao norte e com o Zimbábue a nordeste. A sua fronteira com a Zâmbia ao norte, perto de Kazungula, não é bem definida, mas uma curta faixa de aproximadamente 750 metros, ao longo do rio Zambeze, com travessia feita por ferry-boat, é comummente usada para marcar a fronteira com este país.

O Botsuana é um dos países mais escassamente povoados no mundo, sendo habitado por pouco mais de 2 milhões de habitantes. Quando conquistou a independência do Reino Unido, em 1966, a nação era a segunda mais pobre do mundo, com um PIB per capita de cerca de 70 dólares por ano. Desde então, o Botsuana transformou-se numa das economias de mais rápido crescimento no continente, com um PIB per capita de cerca de 16,4 mil dólares em 2013, um alto rendimento nacional bruto, o quarto maior da África, dando ao país um padrão de vida modesto.
     
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Começou a Festa das Latas e Imposição de Insígnias de 2026...

Às 24.00 horas de 30 de setembro, com as badaladas da velha cabra, começa outra Festa das Latas e Imposição de Insígnias da Associação Académica de Coimbra, com a tradicional Serenata, novamente na praça da Sé  Nova.

Programa longo, com quatro grupos da Secção de Fado da Associação Académica de Coimbra: Madrugada, Passatempo, Nox Aurea e Última Luz.

Infelizmente esta serenata não será transmitida pela televisão - mas podem assistir, via Internet, no Youtube ou Facebook da tvAAC ou de alguns jornais locais, ou ouvir na rádio da Academia, a RUC.


terça-feira, setembro 29, 2026

Hoje há Serenata da Festa das Latas e Imposição de Insígnias em Coimbra...!


 



Miguel de Unamuno nasceu há cento e sessenta e dois anos...

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Miguel de Unamuno y Jugo (Bilbau, 29 de setembro de 1864 – Salamanca, 31 de dezembro de 1936) foi um ensaísta, romancista, dramaturgo, poeta e filósofo espanhol. Foi também deputado entre 1931 a 1933 pela região de Salamanca. É o principal representante espanhol do existencialismo cristão, sendo conhecido principalmente por sua obra O sentimento trágico da vida, que lhe valeu a condenação do Santo Ofício. Tendo apoiado inicialmente o franquismo, passaria seus últimos dias de vida em prisão domiciliar.
    
Biografia
Nasceu na Calle Ronda, no bairro de Casco Viejo (Bilbau), sendo o terceiro filho do comerciante Félix de Unamuno Larraza e da sua sobrinha, Salomé Jugo Unamuno. Ao concluir os seus estudos fundamentais, testemunha o assédio da sua cidade durante a Terceira Guerra Carlista, o que se refletirá no seu primeiro romance, Paz na guerra.
É considerado como a figura mais completa da Generación del 98 - um grupo constituído por nomes como Antonio Machado, Azorín, Pío Baroja, Ramón del Valle-Inclán, Ramiro de Maetzu, Angel Ganivet, entre outros.
Estudou na Universidade de Madrid, onde concluiu o curso de Filosofia e Letras em 1883. No ano seguinte, obtém seu doutorado com uma tese sobre a língua basca: Crítica del problema sobre  el origen y prehistoria de la raza vasca, na qual antecipa as suas ideias sobre a origem dos bascos - contrárias àquelas que nos anos seguintes irão alimentar o nacionalismo basco, fundado pelos irmãos Arana Goiri, que defenderão uma "raça basca" (no sentido de etnia), não contaminada por outras.
Em 1891 obteve a cátedra de Grego clássico na Universidade de Salamanca. Em 1900, com apenas 36 anos de idade, é nomeado Reitor, cargo que exerceria por mais duas vezes.
Conhecido também pelos sucessivos ataques à monarquia de Afonso XIII de Espanha, viveu no exílio, de 1926 a 1930, primeiro nas Ilhas Canárias e depois em França, de onde só voltaria depois da queda do general Primo de Rivera. Mais tarde o General Francisco Franco, cujo golpe Unamuno inicialmente apoiara, afastou-o novamente da vida pública, devido a críticas duras feitas pelo filósofo ao General Millán-Astray. Unamuno passaria os seus últimos dias de vida em prisão domiciliar, na cidade de Salamanca.
      

Hoje é dia de recordar Cervantes...

(imagem daqui)


 

Exortação a Sancho

 

Senhor meu, Sancho Pança enlouquecido
Servo vencido
Na terra sonhada
Olha esta Ibéria que te foi roubada,
E que só terá paz quando for tua.

Ergue a fronte dobrada
E começa a façanha prometida!
Cumpre o voto da nova arremetida,
Feito aos pés de quem foi
O destemido herói
Da batalha de ser fiel à vida!

Nega-te a ser passiva testemunha
Do amor cobiçoso
Que os falsos namorados
Fazem crer impoluto e arrebatado
Àquele que reflecte o céu lavado
Nos olhos confiados.

Venha o teu grito de transfigurado:
Ai, no se muera!... E a Donzela acorda
E renega o idílio traiçoeiro.
Venha o Sancho da lança e do arado,
E a Dulcineia terá, vivo a seu lado,
O senhor D. Quixote verdadeiro!



in Poemas Ibéricos (1965) - Miguel Torga

Poema para recordar o Infante Santo...

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D. Fernando Infante de Portugal

 

Deu-me Deus o seu gládio, porque eu faça
A sua santa guerra.
Sagrou-me seu em honra e em desgraça,
Às horas em que um frio vento passa
Por sobre a fria terra.

Pôs-me as mãos sobre os ombros e doirou-me
A fronte com o olhar;
E esta febre de Além, que me consome,
E este querer-grandeza são Seu nome
Dentro em mim a vibrar.

E eu vou, e a luz do gládio erguido dá
Em minha face calma.
Cheio de Deus, não temo o que virá,
Pois venha o que vier, nunca será
Maior do que a minha alma.

 

in Mensagem (1934) - Fernando Pessoa

Hoje é preciso recordar Miguel de Unamuno...

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Unamuno visto por Ramon Casas
  
    
Unamuno
 
 
D. Miguel…
Fazia pombas brancas de papel
Que voavam da Ibéria ao fim do mundo…
Unamuno Terceiro!
(Foi o Cid o primeiro,
D. Quixote o segundo.)

Amante duma outra Dulcineia,
Ilusória, também
(Pátria, mãe,
Ideia
E namorada),
Era seu defensor quando ninguém
Lhe defendia a honra ameaçada!

Chamado pelo aceno da miragem,
Deixava o Escorial onde vivia,
E subia, subia,
A requestar na carne da paisagem
A alma que, zeloso, protegia.

Depois, correspondido,
Voltava à cela desse nosso lar
Por Filipe Segundo construído
Com granito da fé peninsular.

E falava com Deus em castelhano.
Contava-lhe a patética agonia
Dum espírito católico, romano,
Dentro dum corpo quente de heresia.

Até que a madrugada o acordava
Da noite tumular.
E lá ia de novo o cavaleiro andante
Desafiar
Cada torvo gigante
Que impedia o delírio de passar.

Unamuno Terceiro!
Morreu louco.
O seu amor, por ser demais, foi pouco
Para rasgar o ventre da Donzela.
D. Miguel…
Fazia pombas brancas de papel,
E guardava a mais pura na lapela.



in
Poemas Ibéricos (1965) - Miguel Torga

Samora Machel nasceu há noventa e três anos...

https://thumb.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/c/cf/Samora_Moises_Machel_detail_DF-SC-88-01383.jpg/500px-Samora_Moises_Machel_detail_DF-SC-88-01383.jpg?utm_source=pt.wikipedia.org&utm_campaign=imageinfo&utm_content=thumbnail

   
Samora Moisés Machel (Chilembene, Gaza, 29 de setembro de 1933 - Mbuzini, Montes Libombos, 19 de outubro de 1986) foi um militar moçambicano, líder revolucionário de inspiração socialista, que liderou a Guerra da Independência de Moçambique e se tornou o seu primeiro presidente após a sua independência, de 1975 a 1986.
Carinhosamente conhecido como "Pai da Nação", morreu quando o avião em que regressava ao Maputo se despenhou, em território sul-africano. Em 1975-1976 foi-lhe atribuído o Prémio Lenine da Paz.
 
(...)
  
Na frente externa, Samora sempre seguiu uma política de angariar amizades e apoio para Moçambique, não só entre os «amigos» tradicionais, os países do «bloco soviético» e os países vizinhos unidos numa frente de integração regional, a SADCC, mas até entre os seus «inimigos», sendo inclusivamente recebido (embora com frieza) por Ronald Reagan e tendo assinado um acordo de boa-vizinhança com Pieter Botha, presidente da África do Sul nos últimos anos do apartheid (o Acordo de Nkomati). Apesar disso, Samora não conseguiu suster a guerra que, iniciada logo a seguir à independência pelos vizinhos regimes racistas (a África do Sul e a Rodésia de Ian Smith), se tornou uma verdadeira guerra civil dirigida por um movimento de resistência armada (a RENAMO). A guerra civil durou 16 anos, provocou cerca de um milhão de mortos e cinco milhões de deslocados e destruiu grande parte das infraestruturas do país.
A partida da comunidade portuguesa, o insucesso da política de socialização e a guerra levaram a um colapso económico, e Samora, nos últimos anos, teve de abrandar a política de orientação comunista, permitindo aos «quadros» acesso a bens que estavam vedados ao comum dos cidadãos, encetando conversações com a RENAMO e, finalmente, organizando acordos com o Banco Mundial e o FMI, no sentido de estancar a guerra e relançar a economia.
     
     
Samora Machel não conseguiu, no entanto, ver realizados os seus propósitos, uma vez que, em 19 de outubro de 1986, quando se encontrava de regresso de uma reunião internacional em Lusaka, o Tupolev 134 cedido pela União Soviética em que seguia, juntamente com muitos dos seus colaboradores, se despenhou em Mbuzini, nos montes Libombos (território sul-africano, perto da fronteira com Moçambique). O acidente foi atribuído a erros do piloto russo, mas ficou provado que este tinha seguido um rádio-farol, cuja origem não foi determinada. Este facto levou a especulações sobre uma possível cumplicidade do governo sul-africano, que nunca se conseguiu provar.
Em 2010, o jornalista português José Milhazes, que vivia em Moscovo desde 1977 e trabalha atualmente para o diário português Público e como correspondente da cadeia portuguesa de televisão SIC, publicou o livro «Samora Machel: Atentado ou Acidente?», no qual sustenta que a queda do avião nada teve a ver com um atentado ou uma falha mecânica, mas sim com diversos erros da tripulação russa: em lugar de executar corretamente as operações de voo, os membros da tripulação, incluindo o piloto, estavam entretidos com futilidades, como a partilha de bebidas alcoólicas e outras, que não era possível obter em Moçambique e que eles traziam da Zâmbia. Segundo Milhazes, tanto os soviéticos como os moçambicanos teriam interesse em divulgar a tese de um atentado perpetrado pelo governo racista da África do Sul: a URSS quereria salvaguardar a sua reputação (qualidade mecânica do aparelho e profissionalismo da tripulação), ao passo que o governo de Moçambique quereria criar um herói.
No entanto, em 2007, Jacinto Veloso, um dos mais fieis aliados de Machel no seio da Frelimo, tinha já publicado as suas Memórias em Voo Rasante, nas quais sustenta que a morte do presidente de Moçambique se deveu a uma conspiração entre os serviços secretos sul-africanos e os soviéticos, que, uns e outros, teriam razões para o eliminar.
Segundo Veloso, o embaixador soviético pediu certa vez uma audiência ao Presidente para lhe comunicar a apreensão da URSS face ao aparente «deslizamento» de Moçambique para o Ocidente, ao que Machel teria respondido «Vai à merda!», ordenando em seguida ao intérprete que traduzisse e abandonando a sala. Convencidos de que Machel se afastara irrevogavelmente da sua órbita, os soviéticos não teriam hesitado em sacrificar o piloto e toda a equipagem do seu próprio avião.
A viúva de Samora, Graça Machel (Simbine de seu nome de solteira), com quem ele se casara em 1977 sendo ela Ministra da Educação, casou-se em 1998 com Nelson Mandela.
      
      
     

Jerry Lee Lewis nasceu há noventa e um anos...

    

Jerry Lee Lewis (Ferriday, 29 de setembro de 1935 – DeSoto, 28 de outubro de 2022) foi um cantor, compositor e pianista norte-americano de rock and roll, considerado um dos pioneiros do género. Foi introduzido ao Rock and Roll Hall of Fame em 1986. Em 2004, a revista Rolling Stone colocou-o em vigésimo quarto lugar no seu ranking dos cem melhores artistas de todos os tempos. Apelidado de The Killer, foi descrito como "o primeiro grande homem selvagem do rock n' roll e um dos pianistas mais influentes do século XX". Um pioneiro do rock and roll e do rockabilly, Lewis fez as suas primeiras gravações em 1956. na Sun Records em Memphis, Tennessee. "Crazy Arms" vendeu 300.000 cópias no Sul, mas foi seu hit de 1957 "Whole Lotta Shakin' Goin' On" que levou Lewis à fama mundial. Ele seguiu isso com os grandes sucessos "Great Balls of Fire", "Breathless" e "High School Confidential". A sua carreira no rock and roll teve uma quebra após o seu casamento com Myra Gale Brown, sua prima de 13 anos.

A sua popularidade rapidamente diminuiu após o escândalo e, com poucas exceções, como um cover de "What'd I Say", de Ray Charles, ele não teve muito sucesso nas paradas no início dos anos 60. As suas performances ao vivo neste momento eram cada vez mais selvagens e enérgicas. O seu álbum ao vivo de 1964, Live at the Star Club, Hamburg, é considerado por muitos jornalistas de música e fãs em geral como um dos melhores e mais loucos álbuns de rock ao vivo de todos os tempos. Em 1968, Lewis fez uma transição para a música country e teve sucessos com músicas como "Another Place, Another Time". Isso reacendeu a sua carreira e, ao longo do final dos anos 60 e 70, liderou regularmente as paradas country-western; ao longo de sua carreira de sete décadas, Lewis teve 30 músicas alcançando o Top 10 na Billboard Country and Western Chart. Os seus hits country número 1 incluíram "To Make Love Sweeter for You", "There Must Be More to Love Than This", "Would You Take Another Chance on Me" e "Me and Bobby McGee".

Os sucessos de Lewis continuaram ao longo das décadas e ele abraçou seu passado no rock and roll com músicas como um cover de "Chantilly Lace" de The Big Bopper e "Rockin' My Life Away" de Mack Vickery. No século 21, Lewis continuou a fazer turnês pelo mundo e lançou novos álbuns. O seu álbum de 2006 Last Man Standing foi seu lançamento mais vendido, com mais de um milhão de cópias em todo o mundo. Isto foi seguido por Mean Old Man em 2010, outro de seus álbuns mais vendidos. Jerry Lee Lewis Lewis teve vários discos de ouro no rock e na música country. Ele ganhou quatro prémios Grammy, e dois Grammy Hall of Fame Awards. Lewis foi introduzido no Rock and Roll Hall of Fame em 1986 e sua contribuição pioneira para o género foi reconhecida pelo Rockabilly Hall of Fame. Ele também foi membro da classe inaugural introduzida no Hall da Fama da Música de Memphis. Ele foi introduzido no Country Music Hall of Fame em 2022. Em 1989, sua vida foi narrada no filme Great Balls of Fire, feito por Dennis Quaid. Em 2003, a Rolling Stone listou seu box set All Killer, No Filler: The Anthology no número 242 na sua lista dos "500 Maiores Álbuns de Todos os Tempos". Em 2004, eles o classificaram em 24º lugar em sua lista dos 100 Maiores Artistas de Todos os Tempos. Lewis foi o último membro sobrevivente do Million Dollar Quartet da Sun Records e do álbum Class of '55, que também incluía Johnny Cash, Carl Perkins, Roy Orbison e Elvis Presley. O crítico de música Robert Christgau disse sobre Lewis: "A sua força, o seu timing, o seu poder vocal improvisado, o seu inconfundível piano boogie e a sua absoluta confiança em face do vazio faziam de Jerry Lee o rock and roll por excelência".