sexta-feira, junho 05, 2026
D. Fernando, o Infante Santo, morreu há 583 anos...
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sábado, maio 30, 2026
Joana d'Arc foi executada, na fogueira, há 595 anos...
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sábado, abril 25, 2026
Hoje é dia de São Marcos - o evangelista canónico morreu há 1958 anos...
São Marcos Evangelista (circa 10 a.c. - Alexandria, 25 de abril de 68) é o nome tradicional do autor de um dos Evangelhos. Ele é também um dos Setenta Discípulos e é considerado o fundador da Igreja de Alexandria, uma das principais sedes do cristianismo primitivo.
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São Marcos Evangelista - Il Pordenone (circa 1484–1539)
Ainda de acordo com a Igreja Copta, São Marcos nasceu em Cirene, na Pentápolis, na antiga Líbia. Esta tradição acrescenta ainda que ele para lá regressou mais tarde, após ter sido enviado por São Paulo para Colossos (Colossenses 4:10 e Filemon 24:1 - passagens que tratam de Marcos, primo de Barnabé) e de ter servido com ele em Roma (2 Timóteo 4:11). Da Pentápolis seguiu para Alexandria e, quando Marcos regressou, os pagãos da cidade ficaram ressentidos com os seus esforços para tentar afastar os alexandrinos da religião tradicional helénica. Conta esta tradição que lhe colocaram uma corda à volta de seu pescoço e o arrastaram pelas ruas até estar morto.
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quinta-feira, março 05, 2026
Rosa Luxemburgo nasceu há 155 anos...

Aqui jaz
Rosa Luxemburgo
Judia da Polónia
Vanguarda dos operários alemães
Morta por ordem
Dos opressores. Oprimidos
Enterrai as vossas desavenças!
Bertold Brecht
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segunda-feira, dezembro 29, 2025
São Thomas Becket foi martirizado há 855 anos...
Enquanto chanceler, Becket cobrou um imposto de proteção do reino contra invasores, uma tradição medieval cobrada de todos os proprietários de terras, incluindo igrejas e bispados, o que lhe criou dificuldades e ressentimentos do clero inglês. Becket aumentou ainda mais a sua imagem de homem secular ao tornar-se um cortesão bem sucedido e extravagante, e um alegre companheiro dos prazeres do rei. O jovem Thomas era dedicado aos interesses do seu soberano, de um modo tão firme apesar de diplomático, que quase ninguém, com a possível exceção de John of Salisbury, bispo de Chartres, duvidava da sua lealdade à coroa inglesa.
De modo a honrar o seu vassalo, e segundo o costume da época de crianças nobres serem educadas em outras casas nobres, o rei enviou o seu primogénito, Henrique, o Jovem para a casa de Becket. Posteriormente, essa seria uma das razões por que este se revoltaria contra o pai, tendo formado uma ligação emocional a Becket como figura parental. Conta-se que Henrique, o Jovem teria declarado que Becket lhe dera mais afeto paternal em um dia que o seu próprio pai durante toda a vida.
Arcebispado
Em 1162, Henrique II recompensou Becket fazendo-o arcebispo de Cantuária. A escolha terá sido olhada com desconfiança pelo clero inglês, e Thomas só conseguiu o cargo vários meses após a morte do anterior arcebispo, Teobaldo. O rei tencionava aumentar a sua influência ditando as ações do seu fiel e nomeado vassalo, e diminuir a independência e a influência da Igreja na Inglaterra.
Mas o carácter de Becket pareceu modificar-se imediatamente. Passou a viver uma vida de simplicidade e pobreza e, apesar de anteriormente ter ajudado Henrique a diminuir o poder dos bispos, passou a defender ativamente os direitos da Igreja.
Vários hagiógrafos do santo retratam-no de modos bastante diferentes: uns falam do comportamento virtuoso como parte do seu dia-a-dia de sempre (por exemplo, o uso de roupas grossas, desconfortáveis, por baixo das roupagens de cortesão); outros que a sua devoção cresceu em revolta contra o homem de paixões que era Henrique II; ainda outros acusam-no de ser motivado apenas pelos seus próprios interesses e pelo seu desejo de poder. A maioria dos relatos dos primeiros tempos de Thomas como arcebispo foram escritas depois da sua morte e influenciadas pelos respetivos ambientes políticos. As interpretações das políticas de Henrique II e do papado, e as implicações da sua canonização para ambos, foram de grande importância no jogo de poderes europeu.
Primeiro confuso com a atitude de Thomas, e depois sentindo-se traído pelo antigo companheiro, Henrique II viu o arcebispo afastar-se ainda mais quando este abandonou o seu cargo de chanceler e manteve os rendimentos das terras da Cantuária sob o seu controle. Começaram assim uma série de conflitos legais sobre a jurisdição dos tribunais seculares sobre o clero inglês. Em outubro de 1163, o rei tentou colocar a opinião e a influência dos outros bispados contra Thomas em Westminster, com o objetivo de obter a aprovação dos privilégios reais.
Em 30 de Janeiro de 1164, Henrique II da Inglaterra convocou uma assembleia no Palácio de Clarendon, em Wiltshire, onde apresentou as suas exigências em 16 constituições. Pretendia com isto diminuir a independência do clero e a influência de Roma na política inglesa. Henrique conseguiu negociar e pressionar o consentimento de todos, inclusivamente de Richer de L'aigle, o amigo de longa data da família de Thomas. Foi oficialmente exigido a Becket que assinasse as cartas do rei, caso contrário enfrentaria repercussões políticas e legais, graves para a sua pessoa e para a Igreja.
Por fim, até mesmo Becket expressou a sua disponibilidade em concordar com as constituições, mas quando chegou o momento da assinatura, recusou-se. Isto significava a guerra entre os dois poderes. Henrique instaurou um processo judicial contra o arcebispo e convocou-o a aparecer perante um concelho em Northampton, a 8 de outubro de 1164, para responder a alegações de desobediência à autoridade real e ilegalidades cometidas como chanceler do reino.
Fuga para França
Henrique perseguiu-o com uma série de editos, dirigidos também aos seus amigos e apoiantes, mas o seu rival Luís VII de França recebeu o arcebispo fugitivo e ofereceu-lhe proteção. Becket passou quase dois anos na abadia cistercense de Pontigny, até que as ameaças do rei contra a sua ordem o obrigaram a voltar a Sens.
Becket lutou com as armas legais da Igreja, pedindo ao papa Alexandre III a excomunhão de Henrique II da Inglaterra e o interdito (o equivalente à excomunhão para um território) da Inglaterra. Mas apesar de concordar com a posição do seu arcebispo, o papa preferia tentar uma solução mais diplomática. O papa e o arcebispo desentenderam-se, principalmente quando o primeiro enviou legados, em 1167 com a autoridade de agir como árbitros do conflito. Ressentido com esta limitação da sua jurisdição, e firme nos seus princípios, Becket não se submeteu aos enviados do papa, uma vez que a sua posição o obrigava a lealdade tanto com a coroa inglesa como com a Igreja.
A sua firmeza parecia ter compensado quando, em 1170, o papa parecia inclinado a promulgar o interdito contra a Inglaterra. Alarmado pela ideia, uma vez que isto implicava um conflito mais ou menos aberto com as nações europeias sujeitas a Roma, Henrique II decidiu elevar o seu filho e herdeiro Henrique, o Jovem a rei da Inglaterra, mantendo para si poder imperial. Uma vez que Becket estava no exílio, o arcebispo de York sagrou a coroação. Furioso, o arcebispo da Cantuária ameaçou excomungar o rei e todos os envolvidos na cerimónia. No entanto, seguiu-se uma débil reconciliação e Thomas voltou à Cantuária com a promessa de que poderia re-coroar o príncipe.
Assassinato
Assim que aportou em Sandwich, Kent, Becket mostrou que continuaria inflexível como sempre, excomungando os bispos envolvidos na coroação. Quando informado disto, o rei, furioso, terá dito qualquer coisa como "Não haverá ninguém capaz de me livrar deste padre turbulento?".
A maioria dos historiadores parece concordar que o rei não pretendia realmente o assassinato de Becket, apesar das suas duras palavras. Seja como for, quatro dos cavaleiros presentes (Reginald Fitzurse, Hugh de Moreville, William de Traci e Richard le Breton) terão interpretado isto como uma ordem. Responderam que sabiam como fazer isso e partiram para a Cantuária. Em 29 de dezembro de 1170, entraram na catedral e assassinaram Becket, segundo alguns nos degraus do altar, quando os monges cantavam as vésperas. Existem vários relatos contemporâneos do ato, em particular um de Edward Grim, um visitante da catedral que teria também sido ferido no ataque.
Canonização
Depois do assassinato, descobriu-se que Becket usava um cilício (neste contexto uma camisa de tecido grosso e desconfortável) por baixo das suas vestes de arcebispo. Em pouco tempo, a fiéis por toda a Europa começaram a venerar Thomas Becket como mártir, e em 1173, cerca de três anos após a sua morte, foi canonizado pelo papa Alexandre III, na Igreja de S. Pedro, em Segni.
Em 12 de julho de 1174, durante a revolta dos seus três filhos Henrique, o Jovem, Ricardo, futuro Coração de Leão e Geoffrey Plantageneta de 1173-1174, Henrique II da Inglaterra fez penitência pública junto ao túmulo de Becket, que se tornou num dos mais populares locais de peregrinação da Inglaterra até à sua destruição durante a Dissolução dos Mosteiros (1538 a 1541).
Em 1220, os restos de Becket foram transladados para um relicário na recentemente concluída Capela da Trindade, em Cambridge. O pavimento deste está hoje em dia assinalado com uma vela acesa. Os arcebispos atuais celebram a Eucaristia neste local para lembrar o martírio e a transladação.
Lendas
Depois da canonização, nasceram algumas lendas locais que, apesar de serem histórias hagiográficas típicas, também refletem a personalidade do arcebispo:
- O Poço de Becket, em Otford, Kent, foi criado quando Becket, desagradado com o gosto da água local, bateu no chão com o seu báculo (ceptro) episcopal. Teriam nascido imediatamente duas nascentes de água fresca no local.
- A ausência de rouxinóis na mesma localidade também lhe é atribuída. Becket, perturbado nas suas orações pelo seu chilrear, teria proibido para sempre os rouxinóis de cantar na cidade.
- Os bebés da cidade de Strood, também em Kent, teriam passado a nascer com caudas. Os homens de Strood tinham alinhado com o rei contra o arcebispo e, para demonstrar o seu apoio, teriam cortado a cauda do cavalo de Becket quando este passava pela cidade.
- As peregrinações à Catedral de Cantuária, para ver o túmulo de Thomas Becket, estão na origem dos Contos da Cantuária, coletânea de contos em forma lírica recolhidos e passados a escrito por Geoffrey Chaucer.
- No século XIX, Conrad Ferdinand Meyer escreveu a novela O Santo sobre o arcebispo.
- O romance Os Pilares da Terra (1989) de Ken Follett é um relato ficcional dos conflitos entre a Igreja e a nobreza, culminando no assassinato e martírio de Becket pelos homens de Henrique II da Inglaterra.
- Em 1935, T. S. Eliot escreveu a peça de teatro Assassinato na Catedral, adaptada em 1952 para o cinema.
- Também a peça de teatro Becket, de Jean Anouilh (1959), foi adaptada para um filme com o mesmo título em 1964.
Postado por Fernando Martins às 08:55 0 comentários
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domingo, dezembro 21, 2025
Thomas Becket nasceu há 897 anos...
Postado por Fernando Martins às 08:09 0 comentários
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sábado, dezembro 13, 2025
Hoje é dia de Santa Luzia...
Santa Lúcia de Siracusa (± 283 - † 304), mais conhecida simplesmente por Santa Luzia (santa de luz), segundo a tradição da Igreja Católica, foi uma jovem siciliana, nascida numa família rica de Siracusa, venerada pelos católicos como virgem e mártir cristã, que, segundo se conta, morreu por volta de 304 durante as perseguições de Diocleciano.
Na antiguidade cristã, juntamente com Santa Cecília, Santa Águeda e Santa Inês, a veneração a Santa Lúcia foi das mais populares e, como as primeiras, tinha ofício próprio. Chegou a ter vinte templos em Roma nomeados em sua memória.
O episódio da cegueira, ao qual a iconografia
a representa, deverá estar ligado ao seu nome Luzia (Lúcia) derivado
de lux (= luz), elemento indissolúvel ao sentido da vista, mas também à
faculdade espiritual de captar a realidade sobrenatural. Por este
motivo Dante Alighieri, na Divina Comédia, atribui-lhe a função de graça iluminadora.
É assim a padroeira dos oftalmologistas e daqueles que têm problemas de visão.
A sua festa é celebrada simbolicamente a 13 de dezembro, possivelmente doze dias antes do Natal, para indicar ao cristão a necessidade de preparação espiritual e sua iluminação correspondente para essa importante data que se avizinha.
Postado por Fernando Martins às 00:00 0 comentários
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segunda-feira, setembro 29, 2025
Poema para recordar o Infante Santo...
D. Fernando Infante de Portugal
Deu-me Deus o seu gládio, porque eu faça
A sua santa guerra.
Sagrou-me seu em honra e em desgraça,
Às horas em que um frio vento passa
Por sobre a fria terra.
Pôs-me as mãos sobre os ombros e doirou-me
A fronte com o olhar;
E esta febre de Além, que me consome,
E este querer-grandeza são Seu nome
Dentro em mim a vibrar.
E eu vou, e a luz do gládio erguido dá
Em minha face calma.
Cheio de Deus, não temo o que virá,
Pois venha o que vier, nunca será
Maior do que a minha alma.
in Mensagem (1934) - Fernando Pessoa
Postado por Pedro Luna às 14:02 0 comentários
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O Infante Santo nasceu há 623 anos...
Postado por Fernando Martins às 06:23 0 comentários
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segunda-feira, setembro 15, 2025
A Cosa Nostra assassinou o Padre Giuseppe Puglisi há 31 anos, no dia do seu aniversário...
Em 1990, Puglisi regressou ao seu antigo bairro Brancaccio e tornou-se pároco da Paróquia de San Gaetano. Ele se manifestou contra a máfia que controlava a área e abriu um abrigo para crianças carentes. Puglisi havia recebido outras paróquias da cúria local, em bairros menos problemáticos de Palermo, mas ele optou por San Gaetano.
Com pouco apoio da arquidiocese de Palermo, Puglisi tentou mudar a mentalidade de seus paroquianos, que estava condicionada pelo medo, pela passividade e pela palavra omertà (silêncio imposto). Nos seus sermões, ele apelou para dar pistas às autoridades sobre as atividades ilícitas da Máfia em Brancaccio, mesmo que não conseguissem citar nomes. Ele recusou o dinheiro deles quando oferecido para as celebrações tradicionais dos dias de festa e não permitiu que os "homens de honra" da Máfia marchassem à frente das procissões religiosas.
Ele tentou desencorajar as crianças a abandonarem a escola, roubarem, traficarem drogas e venderem cigarros contrabandeados. Ignorou uma série de avisos e recusou-se a adjudicar um contrato a uma construtora que lhe tinha sido "indicada" pela Máfia para a restauração da igreja, onde o telhado estava a ruir. Aos paroquianos que tentaram reformar a questão foram enviadas mensagens fortes. Um pequeno grupo que se organizou para a melhoria social encontrou as portas das suas casas incendiadas, os seus telefones recebendo ameaças e as suas famílias avisadas de que coisas piores estavam por vir.
Morto em 15 de setembro de 1993 – aniversário de 56 anos de Puglisi – ele foi morto fora de sua casa por um único tiro à queima-roupa. Ele foi levado inconsciente para um hospital local, onde os cirurgiões não conseguiram reanimá-lo. O assassinato foi ordenado pelos chefes da máfia local, os irmãos Filippo e Giuseppe Graviano. Um dos assassinos que mataram Puglisi, Salvatore Grigoli, mais tarde confessou e revelou as últimas palavras do padre quando seus assassinos se aproximaram: "Eu estava esperando por você."
O assassinato de Puglisi chocou a Itália. Houve um apelo imediato de oito padres em Palermo para que o papa viajasse a Palermo para estar presente no seu funeral. O Papa João Paulo II, porém, estava programado para estar na Toscana naquela data e não compareceu ao serviço fúnebre. Na missa fúnebre, o arcebispo de Palermo, cardeal Salvatore Pappalardo, pronunciou-se fortemente contra a máfia, fazendo eco às palavras do Papa numa visita a Agrigento, na Sicília, poucos meses antes.
Em 14 de abril de 1998, os mafiosos Gaspare Spatuzza, Nino Mangano, Cosimo Lo Nigro e Luigi Giacalone foram condenados à prisão perpétua pelo assassinato de Puglisi. Os irmãos Graviano também foram condenados à prisão perpétua por ordenarem o assassinato.in Wikipédia
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sábado, agosto 09, 2025
Edith Stein foi morta, pelos nazis, há 83 anos...
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Edith Theresa Hedwig Stein, O.C.D., canonizada como Santa Teresa Benedita da Cruz (Breslávia, 12 de outubro de 1891 – Auschwitz-Birkenau, 9 de agosto de 1942), foi uma santa, filósofa e teóloga alemã nascida judia que se converteu à Igreja Católica. Ela foi canonizada em 11 de outubro de 1998 pelo Papa João Paulo II, sendo mártir da Igreja e uma das seis santas co-padroeiras da Europa.
Nascida em uma família judia praticante, Edith era a filha mais nova de 11 irmãos. Nasceu no Yom Kippur, o Dia do Perdão para os judeus. Seu pai morreu quando ela tinha apenas dois anos, o que fez cair sobre sua mãe Auguste a responsabilidade sobre os negócios da família. Apesar de sua mãe ser muito devota, Edith perdeu a fé em Deus ainda jovem.
Em 1911, ingressou na Universidade de Breslávia para cursar alemão e história, apesar de seu verdadeiro interesse ser a filosofia. Movida pelas tragédias da Primeira Guerra Mundial, em janeiro de 1915, Edith interrompeu os seus estudos na Universidade de Gotinga e voluntariou-se como auxiliar de enfermagem num hospital de doenças infecciosas na Áustria. Edith concluiu o seu doutoramento com a tese Sobre o Problema da Empatia. Assim, Stein foi a segunda mulher a receber um doutoramento em Filosofia na Alemanha, além de se tornar assistente do mais eminente filósofo de seu tempo, Edmund Husserl. Ela foi a primeira estudiosa a pedir oficialmente que as mulheres recebessem o status de "professoras".
Teve uma grande mudança nas suas crenças no ano de 1921, a partir da leitura da autobiografia de Santa Teresa de Ávila, quando estava em casa da amiga Hedwig Conrad-Martius, em Bergzabern. Ela converteu-se ao catolicismo e foi batizada a 1 de janeiro de 1922, tomando a própria amiga como madrinha. Já religiosa, anotou: "A fé está mais próxima da sabedoria divina do que toda ciência filosófica e mesmo teológica".
Anos mais tarde, testemunhou a ascensão do Partido Nazi e a consequente perseguição aos judeus. Decidiu tornar-se freira Carmelita Descalça no mosteiro de Colónia em 1933. Com a crescente ameaça nazi na Alemanha, Edith e a sua irmã Rose são enviadas para o Carmelo da Holanda. Após a divulgação de uma carta da Igreja da Holanda, com críticas aos nazis, os cristãos judeus passaram a sofrer represálias, sendo Edith e sua irmã capturadas. Edith Stein morreu, aos 50 anos, no campo de concentração de Auschwitz-Birkenau, executada numa câmara de gás.
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quinta-feira, junho 05, 2025
D. Fernando, o Infante Santo, morreu há 582 anos...
Postado por Fernando Martins às 00:58 0 comentários
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