terça-feira, março 24, 2026

O geólogo Luis Mendes-Victor morreu há treze anos...

(imagem daqui)
    
Faleceu hoje, 24 de março de 2013, o Professor Luis Alberto Mendes Victor
   
Luis Mendes-Victor dedicou uma carreira de mais de 40 anos à investigação nas diversas áreas da Geofísica. Professor Catedrático da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa desde 1991, ensinando Geofísica, Sismologia, Prospeção Geofísica, Hidrologia e Física dos Recursos Naturais. Na Universidade de Lisboa, foi Diretor do Instituto Geofísico Infante Dom Luiz, e Presidente do Instituto de Ciências da Terra e do Espaço, introduzindo em Portugal o ensino e a investigação moderna em Geofísica, e dirigindo o grupo de investigação mais representativo nesta área científica. Foi fundador do Laboratório Associado Instituto Dom Luiz.
Luis Mendes-Victor ocupou lugares de grande responsabilidade internacional na área da Geofísica e Meteorologia, em particular como Diretor Geral do Instituto Nacional de Meteorologia e Geofísica (1977-1987), Vice-presidente e Presidente da Associação Regional VI da OMM (1980-1986), Membro do Conselho Executivo da OMM (1984-1986), Presidente do Centro Europeu de Previsão do Tempo a Médio Prazo (1984-1986), Presidente do Comité ad-hoc para a Investigação dos Sismos do Conselho da Europa (1980-1983), membro do Comité de Aconselhamento para a Europa da Associação Geofísica Americana, Presidente do conselho de coordenação científica do Centro Universitário Europeu para o Património Cultural (Ravello), e Presidente do Comité Consultivo Europeu para a Avaliação da Previsão de Sismos (Conselho da Europa).
No sistema português de investigação, Luis Mendes-Victor foi Secretário do Centro de Geofísica da Universidade de Lisboa, Presidente da Secção Portuguesa da União Internacional de Geofísica e Geodesia, membro do Comité Nacional de Geotermia (1975-1978), representante oficial do conselho de investigação científica da NATO (1978-1985) e Presidente do Comité Português para o Estudo do Espaço Exterior (1983-1986).
Em 1996, e como reconhecimento desta actividade, a Sociedade Europeia de Geofísica atribuiu-lhe a Medalha Sergey Soloviev, “for his distinguished work on seismic, tsunami, hydrological and geological hazards in complex environments at an interdisciplinary and international level”. Em 2005 foi agraciado com o grau de Comendador da Ordem de Santiago de Espada, por ocasião do Ano Internacional da Física.
 
in IPMA

O paleontólogo Harry Whittington nasceu há cento e dez anos...

(imagem daqui)

      
Harry Blackmore Whittington (Birmingham, 24 de março de 1916 - Cambridge, 20 de junho de 2010) foi um paleontólogo britânico.
Professor no Departamento de Ciências da Terra, Cambridge, membro do Colégio Sidney Sussex. Frequentou a Escola Handsworth Grammar em Birmingham, seguido por sua licenciatura e doutoramento em Geologia na Universidade de Cambridge, onde foi professor de 1966 a 1983 (continuando a publicar mesmo depois de reformado). Durante a sua carreira paleontológica, que abrange mais de sessenta anos, o Dr. Whittington conseguiu brilhantes resultados no estudo de fósseis de artrópodes do início da Era Paleozóica, com foco particular nas trilobites. Entre as suas principais realizações estão:
Entre os seus muitos prémios, recebeu o International Prize for Biology de 2001 e a Medalha Wollaston, também em 2001.
 
 Anomalocaris canadensis - espécie estudada por Whittington
 
   
Opabinia - género estudado por Whittington
       

Hoje é dia de ouvir The Corrs...!

Hoje é Dia Nacional do Estudante...!

A história do Dia Nacional do Estudante

 

Celebra-se hoje a data que simboliza o papel dos estudantes na sociedade. Uma ação que, ao longo das décadas, transformou Portugal. Conhece alguns desses momentos. 

 

 

Foi a 8 de maio de 1987 que a Assembleia da República Portuguesa estabeleceu o dia 24 de março como Dia Nacional do Estudante. O decreto (n.º 77/IV) consagra a data, tendo como objetivos "o estímulo à participação dos estudantes na vida escolar e da sociedade" e a "cooperação e convivência entre os estudantes".

O decreto destaca também como metas "a democratização e o desenvolvimento do ensino", bem como "a ligação dos estudantes com a comunidade". A história do Dia Nacional do Estudante é, contudo, anterior ao diploma que o institui. Conhece alguns dos principais marcos do seu trajeto.

 

1962: Contra a proibição

Foi nesta mesma data que, em 1962, um conflito nasceria entre os estudantes universitários portugueses e o regime do Estado Novo. Depois da proibição das comemorações do Dia do Estudante, milhares de estudantes realizaram "uma concentração na Cidade Universitária, como protesto às determinações do Ministro da Educação", destacava o Jornal O Século. A crise duraria vários meses, incluindo greves às aulas, cargas policiais e detenções de estudantes. 

 

Dia Nacional do Estudante

Arquivo fotográfico da Torre do Tombo da Crise Académica de 1962 (Fonte: ANTB)

  

O regime acabaria por retomar o controlo no final desse ano. Contudo, como escreve a TSF, "a longa crise estudantil marcou o despertar para a atividade política de uma geração que, em anos futuros, mostraria ser um dos setores mais ativos da resistência ao Estado Novo". Uma resistência que se voltaria a evidenciar alguns anos mais tarde. 

 

1969: Os estudantes tomam a palavra

No dia 17 de abril de 1969, foi inaugurado o Edifício das Matemáticas, na Universidade de Coimbra. Na véspera, o reitor negou o pedido dos estudantes para ter a palavra durante a cerimónia.

Durante a inauguração, o presidente da Associação Académica de Coimbra, Alberto Martins, dirige-se ao Presidente da República, Américo Thomaz: "em nome de todos os estudantes da Universidade de Coimbra, peço para usar da palavra". Vendo o seu pedido ignorado, Alberto Martins coloca-se em pé, em cima de uma cadeira, e faz o seu próprio discurso, oferecendo a palavra a outros estudantes. 

Nessa noite, sete agentes da PIDE detêm Alberto Martins. Um grupo de estudantes exige a sua libertação e é carregado pela policia. Cinco dias depois, é decretado Luto Académico. Estava aberta a crise académica de 1969 – um período que se alargaria pelo restante ano e que incluiria greves estudantis, um cerco da Guarda Nacional Republicana à Universidade de Coimbra e o aumento da chamada de estudantes para a Guerra Colonial.

Incluiria também uma final da Taça de Portugal em futebol, no Estádio Nacional, no Jamor, marcada pelas mensagens de protesto e pelo forte contingente policial. A Académica de Coimbra perderia 2-1 com o Benfica e, no final, os jogadores colocaram a capa aos ombros, em sinal de luto. 

 

1992: "Alunos voltam à rua"

Foi também no Dia Nacional do Estudante, em 1992, que milhares de estudantes do secundário e da universidade saíram à rua em protesto. "Alunos voltam à rua" titulava o Diário de Notícias, no dia seguinte. As manifestações (em Lisboa, Coimbra, Porto e Aveiro) protestavam o aumento de propinas anunciado por Aníbal Cavaco Silva e a existência da PGA (Prova Geral de Acesso): uma prova de cultura geral obrigatória para quem queria entrar no Ensino Superior que existiu entre 1989 e 1993.

Os protestos estudantis iriam continuar durante o resto do ano, bem como durante 1993 (maio e novembro). A manifestação de novembro de 1993, em frente à Assembleia da República, seria mesmo carregada violentamente pela polícia. Em 1994, alguns milhares de estudantes manifestam-se no mesmo local, desta feita protestando as Provas Globais, criando uma imagem icónica: virados de costas para o Parlamento, alguns estudantes baixam as calças e mostram o rabo


in Fórum Estudante

segunda-feira, março 23, 2026

O czar Paulo I da Rússia foi assassinado há 225 anos...

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Paulo I (São Petersburgo, 1 de outubro de 1754 – São Petersburgo, 23 de março de 1801) foi o Imperador da Rússia de 1796 até ao seu assassinato. Era o único filho do imperador Pedro III e da imperatriz Catarina II. Ele permaneceu na sombra de sua mãe até finalmente ascender ao trono. Como monarca, a sua maior realização foi instituir as Leis Paulinas para regular a sucessão ao trono russo. Paulo acabou alienando os seus conselheiros e a nobreza com as suas políticas, vistas como incómodas, sendo assassinado pelos condes Peter Ludwig von der Pahlen e Nikita Petrovich Panin e pelo almirante espanhol José de Ribas.

Através da numerosa família que Paulo I constituiu com a sua segunda esposa, atualmente quase todas as famílias reais da Europa (incluindo algumas não-reinantes) são descendentes diretas do antigo czar Paulo. São seus descendentes diretos o rei Guilherme Alexandre dos Países Baixos, a rainha Margarida II da Dinamarca, o rei Carlos XVI Gustavo da Suécia, Carlos III do Reino Unido (através do seu pai, o príncipe Filipe da Grécia e Dinamarca) e o rei Filipe VI da Espanha (através de sua mãe, a princesa Sofia da Grécia e Dinamarca). Também os herdeiros do trono de algumas nações onde a monarquia foi abolida são seus descendentes: Rússia, Alemanha, Grécia, Roménia e Sérvia. 

 


Stendhal morreu há cento e oitenta e quatro anos...

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Henri-Marie Beyle, mais conhecido como Stendhal (Grenoble, 23 de janeiro de 1783 - Paris, 23 de março de 1842) foi um escritor francês. Os seus romances de formação O Vermelho e o Negro (1830), A Cartuxa de Parma (1839) e Lucien Leuwen (inacabado) fizeram dele, ao lado de Flaubert, Victor Hugo, Balzac e Zola, um dos grandes romancistas franceses do século XIX. Em seus romances, caracterizados por um estilo económico e deliberadamente seco, Stendhal busca "a verdade, a dura verdade" no campo psicológico e, essencialmente, aborda jovens com aspirações românticas de vitalidade, força de sentimento e sonhos de glória.
      
         

Herberto Helder morreu há onze anos...

(imagem daqui)

   

Herberto Helder de Oliveira (Funchal, São Pedro, 23 de novembro de 1930Cascais, Cascais, 23 de março de 2015) foi um poeta português, considerado por alguns o "maior poeta português da segunda metade do século XX" e um dos mentores da Poesia Experimental Portuguesa

 

Originário da Ilha da Madeira, de família de origem judaica, viajou para o Continente no final dos anos 40.

Concluiu o ensino liceal no Liceu Camões. Ingressou, a seguir, no curso de Direito da Universidade de Coimbra, mudando-se, ao fim de um ano, para Filologia Românica, que frequentou durante cerca de três anos.

Os seus primeiros poemas surgiram nas antologias Arquipélago (1952) e Poemas Bestiais (1954), ambas do Funchal, e, depois, no jornal A Briosa (1954), publicado em Coimbra.

Na mesma década de 50 colaborou nas revistas Re-nhau-nhau (1955) e Búzio (1956), editada por António Aragão e com a colaboração de Edmundo de Bettencourt.

O seu primeiro livro, O Amor em Visita, data de 1958.

Nesses anos, o poeta frequentava o círculo surrealista do Café Gelo, ao Rossio, em Lisboa, convivendo com personalidades como Mário Cesariny, Luiz Pacheco, Hélder Macedo e João Vieira.

Partiria, pouco depois, Europa fora, deambulando por França, Holanda e Bélgica, exercendo para seu sustento, profissões sem qualquer relação com as letras.

Repatriado em 1960, regressou então a Portugal.

Na entrada dessa década teve colaboração na efémera revista Pirâmide (1959-1960).

Após desempenhar funções como encarregado nas Bibliotecas Itinerantes da Fundação Calouste Gulbenkian (1960-62), ligou-se a radio e a televisão, nos ofícios de redator do noticiário internacional da Emissora Nacional (1964-66) e de colaborador em programas da RTP, fazendo igualmente publicidade (1967-68).

Em 1964 organizou, com António Aragão, o "1.º Caderno Antológico de Poesia Experimental" (Cadernos de Hoje, MONDAR editores), marco histórico da poesia portuguesa (ver: Poesia Experimental Portuguesa).[2]

Em 1968 foi alvo de um processo judicial, desencadeado com a publicação da tradução de Filosofia na Alcova, do Marquês de Sade (como intermediário entre tradutor e editor), no qual foi condenado a pena suspensa. Também nesta data, o seu livro Apresentação do Rosto foi apreendido pela censura, nunca tendo sido reeditado.

Uma ficha na PIDE identificava Herberto Helder, no período anterior ao 25 de Abril de 1974, como alguém com “características comunistas”. O poeta chegaria, de facto, a filiar-se no Partido Comunista Português, mas nunca teve atividade efetiva como militante do partido.

Diretor literário da Editorial Estampa, onde começou a publicar a obra completa de Almada Negreiros, em 1969, decidiu sair novamente do pais, e estabelecer-se em Angola, onde, sob diversos nomes, fez reportagens para a revista Notícia, editada em Luanda.

Encontrava-se em Luanda quando, em 1971, sofreu um acidente grave.

Regressado a capital, assumiu agora o oficio de revisor tipográfico na Editora Arcádia (1973) e, novamente, de redator de notícias na RDP (1974).

Um dos mais originais poetas de língua portuguesa, a critica insere a sua escrita, inicialmente, no âmbito de um surrealismo tardio. Depois, identifica na sua linguagem poética traços de alquimia, da mística, da mitologia edipiana e da imagem de Mãe.  Quer do surrealismo quer da poesia experimental, o poeta terá retirado o postulado da «liberdade, liberdades» como fator determinante na construção do seu percurso.

Na sua obra Os Passos em Volta, retratou, em vários contos, as viagens deambulatórias de uma personagem por entre cidades e quotidianos, vivendo ao mesmo tempo incertezas acerca da identidade própria de cada ser humano. Poesia Toda é o título de uma antologia pessoal de poesia, que foi sendo depurada ao longo dos anos. Alguns dos seus livros desapareceram das edições mais recentes edições da obra, que entretanto também foi rebatizada de Ofício Cantante (nomeadamente Vocação Animal e Cobra).

Ao longo dos anos, Herberto Helder converteu-se numa figura hermética e misantropa, que recusava homenagens, prémios ou condecorações, assim como se negava a dar entrevistas ou a ser fotografado. Em 1994 recusou o Prémio Pessoa, que lhe foi então atribuído.

Herberto Helder faleceu a 23 de março de 2015, vítima de ataque cardíaco, aos 84 anos, na sua casa em Cascais.

Menos de dois meses após a sua morte, em maio de 2015, foi publicado o último livro de originais do poeta, "Poemas canhotos", que tinha terminado pouco antes de morrer.

 

in Wikipédia  

 

 

Há cidades cor de pérola onde as mulheres

V



Há cidades cor de pérola onde as mulheres
existem velozmente. Onde
às vezes param, e são morosas
por dentro. Há cidades absolutas,
trabalhadas interiormente pelo pensamento
das mulheres.
Lugares límpidos e depois nocturnos,
vistos ao alto como um fogo antigo,
ou como um fogo juvenil.
Vistos fixamente abaixados nas águas
celestes.
Há lugares de um esplendor virgem,
com mulheres puras cujas mãos
estremecem. Mulheres que imaginam
num supremo silêncio, elevando-se
sobre as pancadas da minha arte interior.

Há cidades esquecidas pelas semanas fora.
Emoções onde vivo sem orelhas
nem dedos. Onde consumo
uma amizade bárbara. Um amor
levitante. Zona
que se refere aos meus dons desconhecidos.
Há fervorosas e leves cidades sob os arcos
pensadores. Para que algumas mulheres
sejam cândidas. Para que alguém
bata em mim no alto da noite e me diga
o terror de semanas desaparecidas.
Eu durmo no ar dessas cidades femininas
cujos espinhos e sangues me inspiram
o fundo da vida.
Nelas queimo o mês que me pertence.
o minha loucura, escada
sobre escada.

Mulheres que eu amo com um des-
espero .fulminante, a quem beijo os pés
supostos entre pensamento e movimento.
Cujo nome belo e sufocante digo com terror,
com alegria. Em que toco levemente
Imente a boca brutal.
Há mulheres que colocam cidades doces
e formidáveis no espaço, dentro
de ténues pérolas.
Que racham a luz de alto a baixo
e criam uma insondável ilusão.

Dentro de minha idade, desde
a treva, de crime em crime - espero
a felicidade de loucas delicadas
mulheres.
Uma cidade voltada para dentro
do génio, aberta como uma boca
em cima do som.
Com estrelas secas.
Parada.

Subo as mulheres aos degraus.
Seus pedregulhos perante Deus.
É a vida futura tocando o sangue
de um amargo delírio.
Olho de cima a beleza genial
de sua cabeça
ardente: - E as altas cidades desenvolvem-se
no meu pensamento quente.

  

in
Lugar (1962) - Herberto Helder 

Ana de Castro Osório morreu há 91 anos...

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Ana de Castro Osório (Mangualde, 18 de junho de 1872 - Lisboa, 23 de março de 1935) foi uma escritora, especialmente no domínio da literatura infantil, jornalista, pedagoga, feminista e ativista republicana portuguesa.

Nascida em Mangualde, a 18 de junho de 1872, Ana de Castro Osório era filha de João Baptista de Castro (1845-1920), reputado bibliófilo, notário e magistrado, natural de Eucísia, Alfândega da Fé, e de Mariana Adelaide Osório de Castro Cabral de Albuquerque Moor Quintins (1842-1917), ativista feminista, natural de São Jorge de Arroios, Lisboa. A sua mãe era filha do Tenente-General José Osório de Castro Cabral de Albuquerque (1799-1857), governador de Macau, e de Ana Doroteia Moore Quintius, de nacionalidade holandesa. Sobre o seu pai sabe-se ainda que publicou um livro sobre "Questões Jurídicas" (1868) durante a sua estadia universitária em Coimbra, quando este era companheiro de casa de Teófilo Braga, e que, em 1911 julgou, e aprovou, o pedido de Carolina Beatriz Ângelo para ser incluída nas listas de recenseamento eleitoral, tornando-se assim na primeira mulher a votar no país. Ana era também a mais nova dos quatro filhos do casal, sendo irmã de Alberto Osório de Castro (1868-1946), juiz, maçon e poeta, João Osório de Castro (1869-1939), juiz e escritor, e de Jerónimo Osório de Castro (1871-1935), comandante e presidente da Liga dos Combatentes da Grande Guerra, sendo ainda tia do engenheiro e empresário industrial Jerónimo Pereira Osório de Castro (1902-1957), do médico veterinário, professor e autor Jerónimo de Melo Osório de Castro (1910-1976), do dramaturgo e escritor João Osório de Castro (1926-2007) e do ex-bastonário da Ordem dos Advogados e poeta, António Osório (1933-2021).

A 10 de março de 1898, com 25 anos de idade, Ana de Castro Osório casou-se com Francisco Paulino Gomes de Oliveira (1864-1914), poeta, publicista e membro do Partido Republicano Português, comummente conhecido como Paulino de Oliveira, na igreja paroquial de Nossa Senhora da Anunciada, em Setúbal. Anos antes, tinha recusado veementemente o pedido de casamento do poeta Camilo Pessanha, contudo, a amizade entre os dois manteve-se até à morte deste, em 1926.

Do seu casamento, teve dois filhos: o poeta, dramaturgo, historiador literário, ensaísta e político, dirigente do Nacionalismo Lusitano, João de Castro Osório (1899-1970) e o escritor, jornalista e crítico literário José Osório de Castro (1900-1964), pai da atriz Isabel de Castro (1931-2005).

Da sua imensa obra literária, que conta com mais de cinquenta títulos, incluindo ensaios, romances e contos, algumas obras de destaque são: "Em Tempo de Guerra" (1918), "A Verdadeira Mãe" (1925), "Viagens Aventurosas de Felício e Felizarda" (1923), "A Grande Aliança" (1924), "Mundo Novo" (1927), "A Capela das Rosas" (1931), "O Príncipe das Maçãs de Oiro" (1935), e "Histórias Maravilhosas da Tradição Popular Portuguesa" (2 volumes, compilada somente em 1952); assim como várias publicações periódicas de destaque onde colaborou como: "A Ave azul" (1899-1900), "Branco e Negro" (1896-1898), "Brasil-Portugal" (1899-1914), "A Leitura" (1894-1896), "Serões" (1901-1911), "A Farça" (1909-1910) e "Terra portuguesa" (1916-1927).

Para além dessas obras, e de o título de criadora da literatura infantil portuguesa, é lhe reconhecida uma extensa e intensiva recolha dos contos da tradição oral do país, e a tradução e publicação de vários contos dos irmãos Grimm assim como muitos outros autores estrangeiros de literatura para crianças.

A Ana de Castro Osório ainda se deve a compilação, organização, edição e publicação de "Clepsidra", o único livro de Camilo Pessanha, em 1920, na editora por ela criada, Lusitânia.

 

Juan Gris morreu há 99 anos...

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Juan Gris, pseudónimo de Juan José Victoriano González (Madrid, 23 de março de 1887 - Boulogne-Sur-Seine, 11 de maio de 1927), foi um dos mais famosos e versáteis pintores e escultores cubistas espanhóis. Apesar de ter falecido jovem, Juan Gris representa o expoente máximo do cubismo sintético.
Iniciou a sua formação ingressando na Real Academia de Belas-Artes de São Fernando. Após este período tornou-se aluno do pintor José Moreno Carbonero, começando também a ilustrar algumas revistas modernistas de poesia da época.
No ano de 1906, mudou-se para Paris, a "cidade-luz", centro mundial das artes. Ali conhece artistas como Guillaume Apollinaire, André Salmon, Max Jacob e, o que mais o marcou e influenciou, Pablo Picasso. Através deste último, conhece também Georges Braque.
Em 1912, passou, finalmente, a integrar o movimento cubista, tornando-se assim, conhecido em todo o mundo. Celebrou também, a sua primeira exposição individual, realizada na Galeria Sagot.
Continuou a expor nas melhores galerias de arte até 1927, ano em que faleceu, com apenas quarenta anos de idade.
        
Mujer sentada, 1917. Colección Carmen Thyssen-Bornemisza. 
Mulher sentada (1917)
   
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Retrato de Pablo Picasso, por Juan Gris (1912)
           

Chaka Khan celebra hoje setenta e três anos

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Chaka Khan (Chicago, 23 de março de 1953) é o pseudónimo da cantora norte-americana Yvette Marie Stevens.
Khan chamou atenção do mundo da música pela primeira vez como cantora, na banda funk Rufus, em meados dos anos 70. Com a ajuda de Stevie Wonder, despontou nas tops de sucesso pop e R&B em 1974, com a canção "Tell Me Something Good".
Em 1978 teve grande sucesso interpretando "I'm Every Woman", canção disco composta pela dupla Ashford & Simpson. Outras músicas de sucesso suas incluem "Do you love what you feel" (1979) e "I Feel for you" (1984).
A carreira de Chaka Khan tem sido irregular em termos de vendas de discos, porém tem continuado a gravar e sua marca como ícone da música negra norte-americana, especialmente do soul, é indiscutível. A sua versatilidade permitiu-lhe ainda fazer música de disco', hip hop, jazz, R&B e funk.
 
Chaka Kahn during inaugural activities on the National Mall in Washington, D.C. on January 20, 1997
   
   in Wikipédia

Música de aniversariante de hoje...

Hoje é um bom dia para ouvir ZZ Top...

 
 

William Smith, o fundador da cartografia geológica na Inglaterra, nasceu há 257 anos

 
William Smith, conhecido como Strata Smith, (Churchill, Oxfordshire, 23 de março de 1769 - Northampton, Northamptonshire, 28 de agosto de 1839) foi um geólogo britânico. É considerado o "pai da geologia inglesa".
O seu trabalho mais famoso é conhecido como "The Map That Changed the World" (O mapa que mudou o Mundo), um mapa geológico detalhado da Inglaterra, do País de Gales e de uma parte da Escócia. O seu trabalho, no início, não recebeu o devido valor; foi plagiado, e, arruinado financeiramente, passou muito tempo na prisão. A nova ciência da Geologia e as realizações de Smith só foram reconhecidas no final da sua vida.
Recebeu a primeira Medalha Wollaston, concedida pela Sociedade Geológica de Londres, em 1831.
   
O famoso mapa geológico de Smith da Grã-Bretanha (1815)
   

Nicolas Isouard morreu há 208 anos...

     
Nicolas Isouard (Malta, 18 de maio de 1773 - Paris, 23 de março de 1818), foi um compositor francês.
Estudou em Palermo, com Giuseppe Amendola, e em Nápoles, com Nicola Sala e Pietro Alessandro Guglielmi. Compôs inúmeras obras religiosas na qualidade de mestre de capela e organista da Igreja de São João de Jerusalém, em La Valetta, bem como duas óperas em italiano: Artaserse e Il Barbiere di Siviglia ("O Barbeiro de Sevilha"), de acordo com Beaumarchais (1796).

Mudou-se para Paris em 1799, onde se tornou amigo do compositor Rodolphe Kreutzer. Ambos colaboraram em várias óperas, entre elas Le Petit Page ou la Prison d'État (1800) e Flaminius à Corinthe (1801). A ópera italiana dominou a cena lírica francesa e, por esta razão, Isouard adotou o pseudónimo "Nicolo" e rapidamente obteve sucesso no campo da opéra-comique, com obras como Michel-Ange (1802) e L'Intrigue aux fenêtres (1805). Isouard tornou-se, com François-Adrien Boïeldieu, um dos fornecedores do Théâtre de l'Opéra-Comique, para o qual compôs cerca de trinta obras. Entre elas podem ser citadas Les Rendez-vous bourgeois (1807), Cendrillon (1810), de acordo com Charles Perrault, Joconde (1814) e Aladin ou la lampe merveilleuse (1822, obra póstuma).

Relegado por Boieldieu na escolha para substituir Étienne Nicolas Méhul por um cargo no Instituto da França, desapareceu de forma precoce, deixando duas filhas, Sophie-Nicole (1809-?), compositora de romances e Annette-Julie (1814-76), pianista e também compositora. Teve um irmão, Joseph Isouard (1794-1863), que teve uma boa carreira como cantor e diretor de ópera antes de ser nomeado inspetor de Monumentos Históricos em Rouen.

  
 

Calouste Gulbenkian nasceu há 157 anos

     
Calouste Sarkis Gulbenkian (Üsküdar, 23 de março de 1869 - Lisboa, 20 de julho de 1955), foi um engenheiro e empresário arménio otomano, naturalizado britânico (1902), ativo no sector do petróleo e um dos pioneiros no desenvolvimento desse setor no Médio Oriente. Foi também um mecenas, tendo dado um grande contributo para o fomento da cultura em Portugal. A sua herança esteve na origem da constituição da Fundação Calouste Gulbenkian.
       
      

Werner von Braun nasceu há 114 anos...


Wernher Magnus Maximilian von Braun (Wirsitz, 23 de março de 1912 - Alexandria, 16 de junho de 1977) foi um engenheiro alemão e uma das principais figuras no desenvolvimento do foguete V-2, na Alemanha nazi, e do foguetão Saturno V, nos Estados Unidos.
Um pioneiro e visionário das viagens espaciais, é mundialmente conhecido pela sua liderança do projeto aeroespacial americano durante a Corrida Espacial, tendo trabalhado como projetista chefe do primeiro foguete de grande porte movido a combustível líquido produzido em série, o Aggregat 4, e por liderar o desenvolvimento do foguete Saturno V, que levou os astronautas dos Estados Unidos à Lua, em julho de 1969. O seu rival, do lado soviético, foi o engenheiro Sergei Korolev.
     

Hoje é dia de recordar um Poeta...

 

 

(simília similibus)

Quem deita sal na carne crua deixa
a lua entrar pela oficina e encher o barro forte:
vasos redondos, os quadris
das fêmeas - e logo o meu dedo se poe a luzir
ao fôlego da boca: onde
o gargalo se estrangula e entre as coxas a fenda
é uma queimadura
vizinha
do coração - toda a minha mão se assusta,
transmuda,
se torna transparente e viva, por essa força que a traga
até dentro,
onde o sangue mulheril queimado
a arrasta pelos rins e aloja, brilhando
como um coração,
na garganta - o sal que se deita cresce sempre
ao enredo dos planetas: com unhas
frias e nuas
retrato as lunações, talho a carne límpida
- porque eu sou o teu nome quando
te chamas a toda a altura
dos espelhos e até ao fundo, se teus dedos abertos tocam
a estrela
como uma pedra fechada no seu jardim selvagem
entre a água: tu tocas
onde te toco, e os remoinhos da luz e do sal se tocam
na carne profunda: como em toda a olaria o movimento
toca a argila e a torna
atenta
à translação da casa pela paisagem rodando sobre si
mesma - a teia sensível,
que se fabrica no mundo entre a mão no sal
e a potência
múltipla de que esta escrita é a simetria,
une
tudo boca a boca: o verbo que estás a ser cada
tua morte
ao que ouço, quando a luz se empina e a noite inteira
se despenha
para dentro do dia: ou a mão que lanço sobre
esse cabelo animal
que respira no sono, que transpira
como barro ou madeira ou carne salgada
exposta
a toda a largura da lua: o que é grave, amargo, sangrento.
   


in
PHOTOMATON & VOX (1995) - Herberto Helder

A cantora Poe celebra hoje 58 anos

   
Poe (Annie Decatur Danielewski, Nova Iorque, 23 de março de 1968) é uma cantora e compositora americana, filha do diretor cinematográfico polaco Tad Danielewski e irmã do escritor Mark Z. Danielewski.

O estilo musical de Poe é uma mistura de rock, jazz, electro, folk e elementos de hip hop, combinadas com composições líricas íntimos. Muitas das canções de Poe foram utilizados em filmes e na televisão. Poe teve o primeiro hit nos tops de rock moderno em 1995.


 

Damon Albarn - 58 anos

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Damon Albarn
(Londres, 23 de março de 1968) é um cantor britânico, mais conhecido por ser vocalista das bandas Blur e Gorillaz. Na juventude participou das bandas Circus, Real Lives e The Aftermath. Nos anos 90 ganhou notoriedade como o líder e vocalista dos Blur, uma das mais importantes e emblemáticas bandas inglesas do chamado Britpop. Formado por Graham Coxon (guitarra e voz), Alex James (baixo), Dave Rowntree (bateria) e Damon Albarn (voz e teclado), os Blur lançaram oito álbuns: Leisure (1991), Modern Life Is Rubbish (1993), Parklife (1994), The Great Escape (1995), Blur (1997), 13 (1999), Think Tank (2003) e The Magic Whip (2015), além de inúmeros hits no topo das paradas de sucesso entre eles "There's No Other Way", "Girls And Boys", "Song 2" e "Coffee And TV". 
   
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Damon esteve a dedicar-se, desde 2003, a outros projetos de sucesso comercial e/ou da crítica. O primeiro deles foi os Gorillaz, banda virtual, criada em parceria com o cartunista Jamie Hewlett, onde os músicos são desenhos animados. Os Gorillaz lançaram, desde 2001, seis álbuns de estúdio e contaram com a participação de diversos artistas como Miho Hatori, De La Soul, Neneh Cherry, Shaun Ryder, Lou Reed e Snoop Dogg, entre outros. 

 

Assinatura de Gorillaz

  

Em 2002, Damon lançou Mali Music, álbum gravado durante uma viagem que fez em apoio a ONG Oxfam, em 2000. O projeto contou com a participação de músicos locais e tem a sua sonoridade baseada na música de Mali e no britpop.

Em 2006, ele lançou o projeto The Good, the Bad & the Queen, banda que tem na sua formação, além de Damon (voz e piano), o baixista Paul Simonon (The Clash), o guitarrista Simon Tong (The Verve) e o baterista Tony Allen (Fela Kuti). O grupo lançou o disco homónimo que estreou em janeiro de 2007.

Em 2008, formou o supergrupo Rocket Juice and The Moon junto com o baixista do Red Hot Chili Peppers, Flea e o baterista Tony Allen. O único álbum do grupo foi lançado em março de 2012.

Em 2012, ainda lançou, pelos Blur, o single Under the Westway.

Mesmo com os Blur reunindo e realizando concertos por todo o mundo em turnês, Damon Albarn ainda se dedica a outros projetos como os Gorillaz, além da sua carreira individual. Ele lançou o seu primeiro álbum solo, Everyday Robots, em abril de 2014.

Em abril de 2015, é lançado um novo álbum de música inédita com os Blur, The Magic Whip, o primeiro álbum lançado pelo grupo em 12 anos, e também o primeiro após o retorno da banda, em 2009.

Em 2017 e 2018, novamente com os Gorillaz, lança respetivamente os álbuns Humanz e The Now Now.

Em novembro de 2018, ele retoma as atividades com a banda The Good, the Bad and the Queen lançando Merrie Land, o primeiro material de inéditos do grupo desde 2007.

Em 22 de junho de 2021, Damon Albarn anuncia o lançamento do seu segundo álbum a solo, The Nearer the Fountain, More Pure the Stream Flows, lançado em 12 de novembro do mesmo ano.

Em 2023, retorna com os Blur com o álbum The Ballad of Darren, indicado para o Brit Award para Álbum Britânico do Ano e com os Gorillaz, lançando Cracker Island, álbum nomeado para o Grammy Awards como Melhor Álbum de Música Alternativa.

Em 27 de fevereiro de 2026, novamente com os Gorillaz, lança o álbum The Mountain.

 
 

 

Os ZZ Top lançaram o álbum Eliminator há 43 anos

   

Eliminator is the eighth studio album by American rock band ZZ Top. It was released on March 23, 1983, by Warner Bros. Records, and rose high on the charts in many countries. Four hit singles were released—"Gimme All Your Lovin'" which reached the American Top 40, "Sharp Dressed Man", "TV Dinners" and their most successful single, "Legs". Eliminator is ZZ Top's most commercially successful release, with sales of 11 million and diamond certification in the US.

Since El Loco in 1981, the bandleader, Billy Gibbons, had been moving ZZ Top's boogie and blues rock style towards the popular new wave style. For Eliminator, he increased the tempo and used more synthesizers and drum machines, producing a "tighter" album with a steady, driving beat. The pre-production engineer Linden Hudson collaborated with Gibbons in Texas on the tempo and songs. The producer Bill Ham and the engineer Terry Manning joined Gibbons in Memphis, Tennessee, to edit the songs, replacing much of the contributions of bassist Dusty Hill and drummer Frank Beard. Ham claimed the album was solely the work of ZZ Top, but in 1986 Hudson won a lawsuit establishing himself as composer of the song "Thug".

Music videos for "Gimme All Your Lovin'", "Sharp Dressed Man" and "Legs" received regular rotation on MTV and helped ZZ Top gain popularity with a younger base. A customized 1933 Ford coupe, depicted on the album cover, appeared in the videos. Following Eliminator's release, ZZ Top embarked on a worldwide concert tour.

The video for "Legs" earned the band the MTV Video Music Award for Best Group. Rolling Stone named Eliminator number 398 on its list of the 500 Greatest Albums of All Time. It was listed at number 39 in The 100 Greatest Albums of the 80s, and it was also included in Robert Dimery's book 1001 Albums You Must Hear Before You Die. A remastered version was released in 2008. 

 

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Laplace nasceu há 277 anos

    
Pierre Simon, Marquês de Laplace (Beaumont-en-Auge, 23 de março de 1749 - Paris, 5 de março de 1827) foi um matemático, astrónomo e físico francês que organizou a astronomia matemática, sintetizando e ampliando o trabalho de seus predecessores nos cinco volumes da sua Mécanique Céleste (Mecânica Celeste) (1799-1825). Esta obra-prima traduziu o estudo geométrico da mecânica clássica usada por Isaac Newton para um estudo baseado em cálculo, conhecido como mecânica física.
Ele também formulou a equação de Laplace. A transformada de Laplace aparece em todos os ramos da física matemática - campo em que teve um papel principal na formação. O operador diferencial de Laplace, da qual depende muito a matemática aplicada, também recebeu o seu nome.
Ele foi elevado a conde do Império, em 1806, e foi elevado a marquês, em 1817, depois da restauração dos Bourbons.

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Brasão de Laplace
     
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