
segunda-feira, julho 20, 2026
José Hermano Saraiva morreu há catorze anos...

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Marcadores: crise académica de 1969, História, José Hermano Saraiva, TV
terça-feira, março 24, 2026
Hoje é Dia Nacional do Estudante...!
A história do Dia Nacional do Estudante
Celebra-se hoje a data que simboliza o papel dos estudantes na sociedade. Uma ação que, ao longo das décadas, transformou Portugal. Conhece alguns desses momentos.

Foi a 8 de maio de 1987 que a Assembleia da República Portuguesa estabeleceu o dia 24 de março como Dia Nacional do Estudante. O decreto (n.º 77/IV) consagra a data, tendo como objetivos "o estímulo à participação dos estudantes na vida escolar e da sociedade" e a "cooperação e convivência entre os estudantes".
1962: Contra a proibição
Foi nesta mesma data que, em 1962, um conflito nasceria entre os
estudantes universitários portugueses e o regime do Estado Novo. Depois
da proibição das comemorações do Dia do Estudante, milhares de
estudantes realizaram "uma concentração na Cidade Universitária, como protesto às determinações do Ministro da Educação", destacava o Jornal O Século. A crise duraria vários meses, incluindo greves às aulas, cargas policiais e detenções de estudantes.
Arquivo fotográfico da Torre do Tombo da Crise Académica de 1962 (Fonte: ANTB)
O regime acabaria por retomar o controlo no final desse ano. Contudo, como escreve a TSF, "a longa crise estudantil marcou o despertar para a atividade política de uma geração
que, em anos futuros, mostraria ser um dos setores mais ativos da
resistência ao Estado Novo". Uma resistência que se voltaria a
evidenciar alguns anos mais tarde.
1969: Os estudantes tomam a palavra
No dia 17 de abril de 1969, foi inaugurado o Edifício das Matemáticas, na Universidade de Coimbra. Na véspera, o reitor negou o pedido dos estudantes para ter a palavra durante a cerimónia.
Nessa noite, sete agentes da PIDE detêm Alberto Martins. Um grupo de estudantes exige a sua libertação e é carregado pela policia. Cinco dias depois, é decretado Luto Académico. Estava aberta a crise académica de 1969 – um período que se alargaria pelo restante ano e que incluiria greves estudantis, um cerco da Guarda Nacional Republicana à Universidade de Coimbra e o aumento da chamada de estudantes para a Guerra Colonial.
Incluiria também uma final da Taça de Portugal em futebol, no Estádio Nacional, no Jamor, marcada pelas mensagens de protesto e pelo forte contingente policial. A Académica de Coimbra perderia 2-1 com o Benfica e, no final, os jogadores colocaram a capa aos ombros, em sinal de luto.
1992: "Alunos voltam à rua"
Foi também no Dia Nacional do Estudante, em 1992, que milhares de estudantes do secundário e da universidade saíram à rua em protesto. "Alunos voltam à rua" titulava o Diário de Notícias, no dia seguinte. As manifestações (em Lisboa, Coimbra, Porto e Aveiro) protestavam o aumento de propinas anunciado por Aníbal Cavaco Silva e a existência da PGA (Prova Geral de Acesso): uma prova de cultura geral obrigatória para quem queria entrar no Ensino Superior que existiu entre 1989 e 1993.
Os protestos estudantis iriam continuar durante o resto do ano, bem como durante 1993 (maio e novembro). A manifestação de novembro de 1993, em frente à Assembleia da República, seria mesmo carregada violentamente pela polícia. Em 1994, alguns milhares de estudantes manifestam-se no mesmo local, desta feita protestando as Provas Globais, criando uma imagem icónica: virados de costas para o Parlamento, alguns estudantes baixam as calças e mostram o rabo.
Postado por Fernando Martins às 00:00 0 comentários
Marcadores: crise académica de 1962, crise académica de 1969, Dia Nacional do Estudante
quinta-feira, abril 17, 2025
Os estudantes de Coimbra começaram uma crise académica há 56 anos...
A crise académica de 1969 começou quando não foi permitido aos estudantes o uso da palavra durante uma inauguração. À greve e à falta aos exames assumidos pelos estudantes respondeu o governo com a prisão e a mobilização para a guerra do ultramar.
NOTA: A sala onde a crise começou não é desconhecida para os Geopedrados - eu, por exemplo, fiz o meu último exame, como estudante da licenciatura em Geologia, no edifício das Matemáticas da FCTUC, numa sala chamada, naturalmente, de 17 de abril...
Postado por Fernando Martins às 00:56 0 comentários
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segunda-feira, março 24, 2025
Hoje é Dia Nacional do Estudante...!
A história do Dia Nacional do Estudante
Celebra-se hoje a data que simboliza o papel dos estudantes na sociedade. Uma ação que, ao longo das décadas, transformou Portugal. Conhece alguns desses momentos.

Foi a 8 de maio de 1987 que a Assembleia da República Portuguesa estabeleceu o dia 24 de março como Dia Nacional do Estudante. O decreto (n.º 77/IV) consagra a data, tendo como objetivos "o estímulo à participação dos estudantes na vida escolar e da sociedade" e a "cooperação e convivência entre os estudantes".
1962: Contra a proibição
Foi nesta mesma data que, em 1962, um conflito nasceria entre os
estudantes universitários portugueses e o regime do Estado Novo. Depois
da proibição das comemorações do Dia do Estudante, milhares de
estudantes realizaram "uma concentração na Cidade Universitária, como protesto às determinações do Ministro da Educação", destacava o Jornal O Século. A crise duraria vários meses, incluindo greves às aulas, cargas policiais e detenções de estudantes.
Arquivo fotográfico da Torre do Tombo da Crise Académica de 1962 (Fonte: ANTB)
O regime acabaria por retomar o controlo no final desse ano. Contudo, como escreve a TSF, "a longa crise estudantil marcou o despertar para a atividade política de uma geração
que, em anos futuros, mostraria ser um dos setores mais ativos da
resistência ao Estado Novo". Uma resistência que se voltaria a
evidenciar alguns anos mais tarde.
1969: Os estudantes tomam a palavra
No dia 17 de abril de 1969, foi inaugurado o Edifício das Matemáticas, na Universidade de Coimbra. Na véspera, o reitor negou o pedido dos estudantes para ter a palavra durante a cerimónia.
Nessa noite, sete agentes da PIDE detêm Alberto Martins. Um grupo de estudantes exige a sua libertação e é carregado pela policia. Cinco dias depois, é decretado Luto Académico. Estava aberta a crise académica de 1969 – um período que se alargaria pelo restante ano e que incluiria greves estudantis, um cerco da Guarda Nacional Republicana à Universidade de Coimbra e o aumento da chamada de estudantes para a Guerra Colonial.
Incluiria também uma final da Taça de Portugal em futebol, no Estádio Nacional, no Jamor, marcada pelas mensagens de protesto e pelo forte contingente policial. A Académica de Coimbra perderia 2-1 com o Benfica e, no final, os jogadores colocaram a capa aos ombros, em sinal de luto.
1992: "Alunos voltam à rua"
Foi também no Dia Nacional do Estudante, em 1992, que milhares de estudantes do secundário e da universidade saíram à rua em protesto. "Alunos voltam à rua" titulava o Diário de Notícias, no dia seguinte. As manifestações (em Lisboa, Coimbra, Porto e Aveiro) protestavam o aumento de propinas anunciado por Aníbal Cavaco Silva e a existência da PGA (Prova Geral de Acesso): uma prova de cultura geral obrigatória para quem queria entrar no Ensino Superior que existiu entre 1989 e 1993.
Os protestos estudantis iriam continuar durante o resto do ano, bem como durante 1993 (maio e novembro). A manifestação de novembro de 1993, em frente à Assembleia da República, seria mesmo carregada violentamente pela polícia. Em 1994, alguns milhares de estudantes manifestam-se no mesmo local, desta feita protestando as Provas Globais, criando uma imagem icónica: virados de costas para o Parlamento, alguns estudantes baixam as calças e mostram o rabo.
Postado por Fernando Martins às 00:00 0 comentários
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quarta-feira, abril 17, 2024
Há um novo mural em Coimbra a celebrar o 55º aniversário da crise académica de 1969...
Postado por Fernando Martins às 22:33 0 comentários
Marcadores: Alberto Martins, Américo Thomaz, Associação Académica de Coimbra, Coimbra, crise académica de 1969, edifício das matemáticas, Graffiti, José Hermano Saraiva, mural, Universidade de Coimbra
A Crise Académica de 1969, que abalou o Estado Novo, em filme de tvAAC
Postado por Fernando Martins às 16:00 0 comentários
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Coimbra começou uma crise académica há 55 anos...
A crise académica de 1969 começou quando não foi permitido aos estudantes o uso da palavra durante uma inauguração. À greve e à falta aos exames assumidos pelos estudantes respondeu o governo com a prisão e a mobilização para a guerra do ultramar.
NOTA: A sala onde a crise começou não é desconhecida para os Geopedrados - eu, por exemplo, fiz o meu último exame, como estudante da licenciatura em Geologia, no edifício das Matemáticas da FCTUC, numa sala chamada, naturalmente, de 17 de abril...
Postado por Fernando Martins às 00:55 0 comentários
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segunda-feira, abril 17, 2023
Há 54 anos começou uma crise académica em Coimbra...
A crise académica de 1969 começou quando não foi permitido aos estudantes o uso da palavra durante uma inauguração. À greve e à falta aos exames assumidos pelos estudantes respondeu o governo com a prisão e a mobilização para a guerra do ultramar.
NOTA: A sala onde a crise começou não me é desconhecida - fiz o meu último exame, como estudante da licenciatura em Geologia, no edifício das Matemáticas da FCTUC, numa sala chamada de 17 de abril...
Postado por Fernando Martins às 00:54 0 comentários
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quarta-feira, julho 20, 2022
José Hermano Saraiva morreu há dez anos...
Postado por Fernando Martins às 00:10 0 comentários
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domingo, abril 17, 2022
Há 53 anos começou uma crise académica em Coimbra...
A crise académica de 1969 começou quando não foi permitido aos estudantes o uso da palavra durante uma inauguração. À greve e à falta aos exames assumidos pelos estudantes respondeu o governo com a prisão e a mobilização para a guerra do ultramar.
Postado por Fernando Martins às 00:53 0 comentários
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terça-feira, julho 20, 2021
José Hermano Saraiva morreu há nove anos
Postado por Fernando Martins às 00:09 0 comentários
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sábado, abril 17, 2021
A crise académica de 1969 começou há 52 anos
A crise académica de 1969 começou quando não foi permitido aos estudantes o uso da palavra durante uma inauguração. À greve e à falta aos exames assumidos pelos estudantes respondeu o governo com a prisão e a mobilização para a guerra do ultramar.
Postado por Fernando Martins às 00:52 0 comentários
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segunda-feira, julho 20, 2020
José Hermano Saraiva morreu há oito anos
Postado por Fernando Martins às 08:00 0 comentários
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quarta-feira, abril 17, 2019
Hoje é dia de recordar a última crise académica...
"Em representação dos estudantes da Universidade de Coimbra, peço licença a Vossa Excelência..."
Postado por Pedro Luna às 05:00 0 comentários
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Faz hoje cinquenta anos que começou a crise académica de 1969
A crise académica de 1969 começou quando não foi permitido aos estudantes o uso da palavra durante uma inauguração. À greve e à falta aos exames assumidos pelos estudantes respondeu o governo com a prisão e a mobilização para a guerra do ultramar.
Postado por Fernando Martins às 00:50 0 comentários
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sexta-feira, outubro 03, 2014
José Hermano Saraiva nasceu há 95 anos
Postado por Fernando Martins às 09:50 0 comentários
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sábado, julho 21, 2012
Adeus José Hermano Saraiva
Nascido em Leiria, a 3 de outubro de 1919, começou os seus estudos na cidade natal. Ingressou mais tarde na Universidade de Lisboa, onde se licenciou em Ciências Histórico-Filosóficas, em 1941, e em Ciências Jurídicas, em 1942.
Começou a sua carreira como professor, acrescentando depois ao seu currículo a advocacia. Entrada depois na política durante o Estado Novo, tendo em 1957 sido deputado à Assembleia Nacional e procurador às cortes. Ainda antes do 25 de Abril assumiu os cargos de procurador à Câmara Corporativa e ministro da Educação, entre 1968 e 1970, cargo no qual foi substituído por Veiga Simão após a crise académica de 1969. Em 1972 passaria a a ser o embaixador de Portugal em Brasília.
Depois do cargo diplomático, José Hermano Saraiva iniciou uma colaboração com a RTP em 1971 que se manteve até hoje. Primeiro com “Horizontes da Memória”, depois com “Gente de Paz”, “O Tempo e a Alma”, “Histórias que o Tempo Apagou” e “A Alma e a Gente”.
Um dos seus livros mais conhecidos é a “História concisa de Portugal”, já na 25.ª edição, com um total de cerca de 180 mil exemplares vendidos. Editado pela primeira vez em 1978, este título foi já traduzido em espanhol, italiano, alemão, búlgaro e chinês.
José Hermano Saraiva dirigiu também uma outra História de Portugal em seis volumes, publicada em 1981 pelas Edições Alfa. Na área da História, José Hermano Saraiva publicou perto de 20 títulos, entre eles “Uma carta do Infante D. Henrique”, “O tempo e alma”, “Portugal - Os últimos 100 anos”, “Vida ignorada de Camões” ou “Ditos portugueses dignos de memória”.
O historiador foi distinguido com a Grã-Cruz da Ordem da Instrução Pública, a Grã-Cruz da Ordem do Mérito do Trabalho, a Comenda da Ordem de N.ª S.ª da Conceição de Vila Viçosa e a Grã-Cruz da Ordem de Rio Branco (Brasil).
Ficou no 26º lugar no concurso da RTP os "Cem Grandes Portugueses", ganho por António Oliveira Salazar.
José Hermano Saraiva discorre sobre a "História essencial" de Portugal - este é o primeiro tomo do programa
Postado por Fernando Martins às 01:00 0 comentários
Marcadores: comunicador, crise académica de 1969, História, José Hermano Saraiva, Universidade de Coimbra





