O Curso de Geologia de 85/90 da Universidade de Coimbra escolheu o nome de Geopedrados quando participou na Queima das Fitas. Ficou a designação, ficaram muitas pessoas com e sobre a capa intemporal deste nome, agora com oportunidade de partilhar as suas ideias, informações e materiais sobre Geologia, Paleontologia, Mineralogia, Vulcanologia/Sismologia, Ambiente, Energia, Biologia, Astronomia, Ensino, Fotografia, Humor, Música, Cultura, Coimbra e AAC, para fins de ensino e educação.
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Em 1932, publicou o seu primeiro livro, Fantoches, e em 1938 obteve sucesso com o romance Olhai os Lírios do Campo, que lhe deu projeção nacional como escritor. "Posso afirmar que só depois do aparecimento de 'Olhai os Lírios do Campo' é que pude fazer profissão da literatura". O seu trabalho mais conhecido, todavia, é a trilogia O Tempo e o Vento, publicada entre 1949 e 1962. Trata-se de um romance histórico que se situa em diversos momentos da história do Rio Grande do Sul. Embora não possuísse diploma de curso superior, Verissimo lecionou literatura brasileira nos Estados Unidos e foi diretor de revistas. Em 1971, lançou Incidente em Antares, uma obra crítica à ditadura militar brasileira.
Na periodização literária, Verissimo pode ser enquadrado na segunda fase do modernismo no Brasil, caracterizado pelos romances regionalistas. Verissimo retratou em suas obras aspetos sociais, políticos e históricos do Rio Grande do Sul. Seus romances são marcados pela abordagem realista dos personagens e da sociedade, explorando temáticas como as desigualdades sociais, as relações familiares, o contexto político e as transformações históricas. Um dos principais aspetos de sua escrita é a capacidade de retratar a psicologia dos personagens, explorando suas motivações, dilemas e conflitos internos. Além disso, Verissimo demonstra sensibilidade ao retratar o quotidiano, a vida simples e os dramas humanos.
Verissimo também escreveu obras em outros géneros, como ficção didática (Viagem à Aurora do Mundo), literatura infantil (Os Três Porquinhos Pobres) e uma autobiografia (Solo de Clarineta).
A falta de Érico Veríssimo
Falta alguma coisa no Brasil
depois da noite de sexta-feira.
Falta aquele homem no escritório
a tirar da máquina elétrica
o destino dos seres,
a explicação antiga da terra.
Falta uma tristeza de menino bom
caminhando entre adultos
na esperança da justiça
que tarda – como tarda!
a clarear o mundo.
Falta um boné, aquele jeito manso,
aquela ternura contida, óleo
a derramar-se lentamente.
Falta o casal passeando no trigal.
Falta um solo de clarineta.
Carlos Drummond de Andrade
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Fernando Lemos, de seu nome verdadeiro José Fernandes de Lemos (Lisboa, 3 de maio de 1926 - 17 de dezembro de 2019), foi um pintor, artista gráfico e fotógrafo luso-brasileiro.
Pertence à terceira geração de artistas modernistas portugueses.
Fixou residência no Brasil em 1953 e adquiriu nacionalidade brasileira
alguns anos mais tarde. Desenvolveu uma atividade multifacetada,
dedicando-se em particular às artes plásticas (pintura, desenho,
fotografia) e ao design (gráfico e industrial), mas também à escrita, ao
ensino, etc.
Des-Aceleração (1991), lajotas cerâmicas de 50 x 50 cm pintadas à revolver, formado um painel de 20 m x 2 x. Exposta na Estação Brigadeiro do Metropolitano de São Paulo
in Wikipédia
Não Há Tempo
Não há tempo
há horas
Não há um relógio
há
hábitos que
me habitam
O poema dói
o ponteiro corta
a hora que queima
a morte simula
respira
para não me distrair
Fernando Lemos
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Alfa Anderson (Augusta, Georgia, September 7, 1946 – December 17, 2024) was an American singer and educator, best known as one of the lead vocalists of the 1970s band Chic.
in Wikipédia
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Palavras
As palavras do amor expiram como os versos,
Com que adoço a amargura e embalo o pensamento:
Vagos clarões, vapor de perfumes dispersos,
Vidas que não têm vida, existências que invento;
Esplendor cedo morto, ânsia breve, universos
De pó, que o sopro espalha ao torvelim do vento,
Raios de sol, no oceano entre as águas imersos
-As palavras da fé vivem num só momento...
Mas as palavras más, as do ódio e do despeito,
O "não!" que desengana, o "nunca!" que alucina,
E as do aleive, em baldões, e as da mofa, em risadas,
Abrasam-nos o ouvido e entram-nos pelo peito:
Ficam no coração, numa inércia assassina,
Imóveis e imortais, como pedras geladas.
Olavo Bilac
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Afonso de Albuquerque
Quando esta escrevo a Vossa Alteza
Estou com um soluço que é sinal de morte.
Morro à vista de Goa, a fortaleza
Que deixo à Índia a defender-lhe a sorte.
Morro de mal com todos que servi,
Porque eu servi o Rei e o povo todo.
Morro quase sem mancha, que não vi
Alma sem mancha à tona deste lodo.
De Oeste a Leste a Índia fica vossa;
De Oeste a Leste o vento da traição
Sopra com força para que não possa
O Rei de Portugal tê-la na mão.
Em Deus e em mim o império tem raízes
Que nem um furacão pode arrancar...
Em Deus e em mim, que temos cicatrizes
Da mesma lança que nos fez lutar.
Em mais alguém, Senhor, em mais ninguém
O meu sonho cresceu e avassalou
A semente daninha que de além
A tua mão, Senhor, lhe semeou.
Por isso a Índia há de acabar em fumo
Nesses doirados paços de Lisboa;
Por isso a pátria há de perder o rumo
Das muralhas de Goa.
Por isso o Nilo há de correr no Egito
E Meca há de guardar o muçulmano
Corpo dum moiro que gerou meu grito
De cristão lusitano.
Por isso melhor é que chegue a hora
E outra vida comece neste fim...
Do que fiz não cuido agora:
A Índia inteira falará por mim.
in Poemas Ibéricos (1965) - Miguel Torga
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After supper, we went to sleep as usual: about ten o'clock, and in the night I was awakened by the most tremendous noise, accompanied by an agitation of the boat so violent, that it appeared in danger of upsetting ... I could distinctly see the river as if agitated by a storm; and although the noise was inconceivably loud and terrific, I could distinctly hear the crash of falling trees, and the screaming of the wild fowl on the river, but found that the boat was still safe at her moorings.
By the time we could get to our fire, which was on a large flag in the stern of the boat, the shock had ceased; but immediately the perpendicular banks, both above and below us, began to fall into the river in such vast masses, as nearly to sink our boat by the swell they occasioned ... At day-light we had counted twenty-seven shocks.
On the 16th of December, 1811, about two o'clock, a.m., we were visited by a violent shock of an earthquake, accompanied by a very awful noise resembling loud but distant thunder, but more hoarse and vibrating, which was followed in a few minutes by the complete saturation of the atmosphere, with sulphurious vapor, causing total darkness. The screams of the affrighted inhabitants running to and fro, not knowing where to go, or what to do—the cries of the fowls and beasts of every species—the cracking of trees falling, and the roaring of the Mississippi— the current of which was retrograde for a few minutes, owing as is supposed, to an irruption in its bed— formed a scene truly horrible.
On the night of 16th November [sic], 1811, an earthquake occurred, that produced great consternation amongst the people. The centre of the violence was in New Madrid, Missouri, but the whole valley of the Mississippi was violently agitated. Our family all were sleeping in a log cabin, and my father leaped out of bed crying aloud "the Indians are on the house" ... We laughed at the mistake of my father, but soon found out it was worse than the Indians. Not one in the family knew at the time that it was an earthquake. The next morning another shock made us acquainted with it, so we decided it was an earthquake. The cattle came running home bellowing with fear, and all animals were terribly alarmed on the occasion. Our house cracked and quivered, so we were fearful it would fall to the ground. In the American Bottom many chimneys were thrown down, and the church bell in Cahokia sounded by the agitation of the building. It is said the shock of an earthquake was felt in Kaskaskia in 1804, but I did not perceive it. The shocks continued for years in Illinois, and some have experienced it this year, 1855.
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