domingo, setembro 28, 2025

André Breton morreu há 59 anos...

  

André Breton (Tinchebray, 19 de fevereiro de 1896 - Paris, 28 de setembro de 1966) foi um escritor francês, poeta e teórico do surrealismo.

De origem modesta, iniciou sem entusiasmo estudos em Medicina sob pressão da família. Mobilizado para o exército na qualidade de enfermeiro para a cidade de Nantes em 1916, travou ali conhecimento com Jacques Vaché, filho espiritual de Alfred Jarry, um jovem sarcástico e niilista que viveu a vida como se de uma obra de arte se tratasse e que morreu aos 24 anos em circunstâncias bastante suspeitas (a tese do suicídio é controversa). Jacques Vaché, que não mais deixou do que cartas de guerra, teve uma enorme influência no espírito criativo de Breton: enfraquecendo a influência de Paul Valéry e, deste modo, determinando tanto a sua conceção de "Poète" (Le Pohète segundo Vaché) como a de humor e de arte.

Em 1919, Breton funda com Louis Aragon e Philippe Soupault a revista Littérature e entra também em contacto com Tristan Tzara, fundador do Dadaismo.

Em Les Champs magnétiques (escrito em colaboração com Soupault), coloca em prática o princípio da escrita automática. Breton publica o Primeiro Manifesto Surrealista, em 1924.

Um grupo se constitui em torno de Breton: Philippe Soupault, Louis Aragon, Paul Éluard, René Crevel, Michel Leiris, Robert Desnos, Benjamin Péret. No afã de juntar a ideia de «Mudar a vida» de Rimbaud e a de «Transformar o mundo» de Marx, Breton adere ao Partido Comunista em 1927, do qual será excluído em 1933.

Viveu sobretudo da venda de quadros na sua galeria de arte. Sob o seu impulso, o surrealismo torna-se um movimento europeu que abrange todos os domínios da arte e coloca profundamente em questão o entendimento humano e o olhar dirigido às coisas ou acontecimentos. Inquieto por causa do governo de Vichy, Breton refugia-se, em 1941, nos Estados Unidos da América e retorna a Paris em 1946, onde permaneceu até à sua morte, a animar um segundo grupo surrealista, sob a forma de exposições ou de revistas (La Brèche, 1961-1965). 

 

A Manifestação da Maioria Silenciosa foi proibida (pela extrema-esquerda) há 51 anos...

(imagem daqui)

 

Maioria silenciosa é a designação pela qual ficou conhecida em Portugal a iniciativa política de alguns sectores conservadores da sociedade portuguesa, civil e militar, que decidiram organizar uma manifestação, em 28 de setembro de 1974, de apoio ao então Presidente da República General Spínola. A manifestação visava o reforço de posição política deste militar.

Dia 9 de Setembro reúnem-se para preparar a manifestação da “maioria silenciosa”, elementos dos partidos PP/MFP, PDC e PL, tendo sido escolhidos para a comissão organizadora José Filipe Rebelo Pinto, António Sousa Macedo, Manuel Sá Coutinho, Francisco de Bragança van Uden, António da Costa Félix e Manuel João Ramos de Magalhães, que viria a ser presidida por Fernando José Pereira Marques Cavaleiro, na sequência de contactos entre o Tenente-coronel António Figueiredo e o general Kaúlza de Arriaga.

No dia 10 de Setembro, nas instalações da SINASE, o tenente-coronel Figueiredo, Almeida Araújo e António Ávila reúnem-se com os membros da Comissão Organizadora da manifestação, distribuindo tarefas. A 13 de Setembro, o Partido Liberal distribui uma carta-circular apelando à participação na manifestação de apoio ao Presidente da República que seria denominada de “maioria silenciosa” e a realizar em data a anunciar.

Dia 23 o Governador Civil de Lisboa autoriza a manifestação.

Na tarde de 26 tem lugar o Concurso Hípico Internacional de Lisboa em que Spínola recebe um cartaz da “maioria silenciosa” entre os aplausos dos presentes. Nessa ocasião, Galvão de Melo, trajado de cavaleiro, declara o seu apoio à manifestação. Passados dois dias, estando ele enquanto chefe de Estado numa corrida de touros no Campo Pequeno, será a vez do cavaleiro tauromáquico José João Zoio fazer o mesmo.

No dia 27, o Brigadeiro Otelo Saraiva de Carvalho, do COPCON, e o Ministro da Defesa Mário Firmino Miguel reagem, com o conhecimento de Costa Gomes. Otelo monta uma operação visando a prisão de antigos membros da Legião Portuguesa, de pessoas ligadas ao Estado Novo e dos envolvidos na preparação da manifestação.

O Ministro da Comunicação Social lê um comunicado do Governo Provisório na Emissora Nacional, emitido de meia em meia hora. A manifestação é interditada pelo MFA. Os partidos políticos de esquerda distribuem entretanto comunicados apelando “à vigilância popular” e denunciam as tentativas contra-revolucionárias dessa minoria tenebrosa. São levantadas barricadas populares nos acessos a Lisboa e noutras localidades. Durante a noite, grupos de militares tomam o lugar dos ativistas civis. São detidas várias figuras políticas afetas ao velho regime, quadros da Legião Portuguesa e alguns manifestantes.

António de Spínola tenta, entretanto, reforçar o poder da Junta de Salvação Nacional, que comanda, e, em vão, estabelecer o estado de sítio. Em consequência disso, a Comissão Coordenadora do MFA impõe-lhe a demissão dos três generais mais conservadores do grupo: Galvão de Melo, Manuel Diogo Neto e Jaime Silvério Marques. Derrotado, Spínola demite-se, a 30 de setembro, do cargo de Presidente da República, sendo substituído pelo general Costa Gomes. No seu discurso de renúncia, Spínola denuncia certas políticas do governo e prenuncia o caos, a anarquia e “novas formas de escravatura”.

Com a “vitória sobre a reação” e a derrota da direita civil, declaradas pelo então Primeiro Ministro Vasco Gonçalves, fecha-se assim o que seria considerado o primeiro ciclo do PREC. Vários apoiantes militares de Spínola fogem para o estrangeiro.

 

O Papa João Paulo I morreu há 47 anos...

   

João Paulo I, nascido Albino Luciani (Forno di Canale, 17 de outubro de 1912Vaticano, 28 de setembro de 1978) e oriundo de família humilde, foi Papa da Igreja Católica. Governou a Santa Sé durante apenas 33 dias, entre 26 de agosto de 1978 até a data da sua morte. Tornou-se rapidamente conhecido na Cúria Romana pela alcunha de "Papa do Sorriso", pela sua afabilidade. Foi proclamado venerável na sessão ordinária da Congregação para a Causa dos Santos no dia 7 de novembro de 2017 sendo a última etapa antes da beatificação. Foi beatificado, no dia 4 de setembro de 2022, pelo Papa Francisco, na Praça de São Pedro.

Foi o primeiro Papa desde Clemente V a recusar uma coroação formal, cerimónia não oficialmente abolida, ficando a cargo do eleito escolher como quer iniciar o seu pontificado. Contudo, desde então, os papas eleitos têm optado por uma cerimónia de "início do pontificado", com a respetiva entronização e o juramento de fidelidade. Não aceitava ser carregado numa liteira como os outros papas, por uma questão de humildade. Também foi pioneiro ao adotar um nome papal duplo. Foi, também, o último papa italiano.

Antes de ser Papa, Luciani foi Patriarca de Veneza e não tinha ambição alguma, nunca tendo sonhado em ser papa. Foi o primeiro Papa a nascer no século XX. O seu nome papal duplo foi uma homenagem aos seus dois antecessores, Paulo VI e João XXIII.

O Papa Francisco reconheceu, em 13 de outubro de 2021, um milagre atribuído à sua intercessão, sendo beatificado em 4 de setembro de 2022.


HVMILITAS
Lema e Brasão do Papa João Paulo I
     

Miles Davis morreu há trinta e quatro anos...

    
Miles Dewey Davis Jr (Alton, 26 de maio de 1926Santa Mónica, 28 de setembro de 1991) foi um trompetista, compositor e bandleader de jazz norte-americano.
Considerado um dos mais influentes músicos do século XX, Davis esteve na vanguarda de quase todos os desenvolvimentos do jazz desde a II Guerra Mundial até à década de 90. Ele participou de várias gravações do bebop e das primeiras gravações do cool jazz. Foi parte do desenvolvimento do jazz modal, e também do jazz fusion que originou-se do trabalho dele com outros músicos, no final da década de 60 e no começo da década de 70.
Miles Davis pertenceu a uma classe tradicional de trompetistas de jazz, que começou com Buddy Bolden e desenvolveu-se com Joe "King" Oliver, Louis Armstrong, Roy Eldridge e Dizzy Gillespie. Ao contrário desses músicos ele nunca foi considerado com tendo um alto nível de habilidade técnica. O seu grande êxito como músico, entretanto, foi ir mais além do que ser influente e distinto no seu instrumento, e moldar estilos inteiros e maneiras de fazer música através dos seus trabalhos. Muitos dos mais importantes músicos de jazz fizeram o seu nome na segunda metade do século XX nos grupos de Miles Davis, incluindo Joe Zawinul, Chick Corea e Herbie Hancock, os saxofonistas John Coltrane, Wayne Shorter, George Coleman e Kenny Garrett, o baterista Tony Williams e o guitarrista John McLaughlin.
Como trompetista Davis tinha um som puro e claro, mas também uma pouco comum liberdade de articulação e altura. Ele ficou conhecido por ter um registo baixo e minimalista de tocar, mas também era capaz de conseguir alta complexidade e técnica com o seu trompete.
Em 13 de março de 2006, Davis foi postumamente incluído no Rock and Roll Hall of Fame. Ele foi também incluído no St. Louis Walk of Fame, Big Band and Jazz Hall of Fame, e no Down Beat's Jazz Hall of Fame.
        
    
   
 

O ferry boat Estonia naufragou há 31 anos...

   
MS Estonia, previously Viking Sally (1980–1990), Silja Star (−1991), and Wasa King (−1993), was a cruise ferry built in 1979/80 at the German shipyard Meyer Werft in Papenburg. The ship's sinking on 28 September 1994, in the Baltic Sea between Sweden, Åland, Finland and Estonia, was one of the worst maritime disasters of the 20th century, claiming 852 lives.

The official report concluded that the bow door had separated from the vessel, pulling the ramp ajar. The ship was already listing because of poor cargo distribution, and the list increased rapidly, flooding the decks and the cabins. Shortly, power failed altogether, inhibiting search and rescue, and a full-scale emergency was not declared for 90 minutes. Of the 989 on board, 138 were rescued. The report criticised the passive attitude of the crew, failing to notice that water was entering the vehicle deck, delaying the alarm, and providing minimal guidance from the bridge.

  

A Rainha D.ª Amélia nasceu há cento e sessenta anos...

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Maria Amélia Luísa Helena de Orleães (Twickenham, 28 de setembro de 1865 - Le Chesnay, 25 de outubro de 1951) foi a última Rainha de facto de Portugal.
Durante a sua vida, Amélia perdeu todos os seus familiares diretos: defrontou-se com o assassinato do marido, o Rei D. Carlos I, e do filho mais velho, D. Luís Filipe (episódio conhecido como regicídio de 1908); vinte e quatro anos mais tarde, recebeu a notícia da morte do segundo e último filho, o futuro rei Manuel II; e também ficou de luto com a morte de sua filha, a infanta Maria Ana de Bragança, nascida de parto prematuro, e, em 1920, com a morte do cunhado, o infante Afonso, Duque do Porto, único irmão do rei D. Carlos I.
Ela foi o único membro da família real portuguesa exilada após a implantação da república - facto ocorrido a 5 de outubro de 1910 - que visitou Portugal em vida, bem como o último membro a morrer, aos oitenta e seis anos. Amélia de Orleães viveu sofridas décadas de exílio, entre Inglaterra e França, onde aguentou a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
Esta frase estava entre as suas últimas palavras:
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Quero bem a todos os portugueses, mesmo àqueles que me fizeram mal.
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Reconciliação familiar
Pouco antes da sua visita a Portugal, D. Amélia aceitara ser madrinha de batismo de Duarte Pio de Bragança, confirmando a reconciliação dos dois ramos da família Bragança.
   
Morte
No dia 25 de outubro de 1951, a rainha D. Amélia faleceu na sua residência em Versalhes, aos oitenta e seis anos. Tinha sido atingida por um fatal ataque de uremia, morrendo às 09.35 horas da manhã. O corpo da rainha foi então trasladado, pela fragata Bartolomeu Dias, para junto do marido e dos filhos, no Panteão Real da Dinastia de Bragança, no Mosteiro de São Vicente de Fora. Esse foi o seu último desejo na hora de sua morte. O funeral teve honras de Estado e foi visto por grande parte do povo de Lisboa, numa multidão nunca vista.
   
  
Títulos
  • 1865-1886: Sua Alteza Real a princesa Amélia de Orleães
  • 1886-1889: Sua Alteza Real a Princesa Real D. Amélia, Duquesa de Bragança
  • 1889-1908: Sua Majestade a Rainha
  • 1908-1910: Sua Majestade a rainha D. Amélia
  • 1910-1951: Sua Majestade a rainha D. Amélia de Portugal
Brasão da Rainha Dona Amélia
         

Víctor Jara nasceu há noventa e três anos...


     
Víctor Lidio Jara Martínez (San Ignacio, 28 de septiembre de 1932 - Santiago, 16 de septiembre de 1973) fue un músico, cantautor, profesor, director de teatro, activista político y militante del Partido Comunista de Chile.
La figura de Víctor Jara es un referente internacional de la canción protesta y de cantautor, y uno de los artistas más emblemáticos del movimiento músico-social llamado «Nueva Canción Chilena». Su ideología comunista se refleja en su obra artística, de la que fue pieza central.
Tras el golpe de Estado que derrocó al gobierno de Salvador Allende el 11 de septiembre de 1973, Jara fue detenido por las fuerzas represivas de la dictadura militar recién establecida. Fue torturado y posteriormente asesinado en el antiguo Estadio Chile, que con el retorno de la democracia fue renombrado «estadio Víctor Jara».

Muerte
El golpe de Estado encabezado por el general Augusto Pinochet contra el presidente Salvador Allende, el 11 de septiembre de ese año, lo sorprende en la Universidad Técnica del Estado. Fue detenido junto a profesores y alumnos. Lo llevaron al Estadio Chile (actualmente estadio Víctor Jara, lugar en el que hay una placa en su honor con su último poema), donde permaneció detenido durante cuatro días. Lo torturaron durante horas (entre otras torturas le realizaron quemaduras con cigarrillo y simulacros de fusilamiento), le cortaron los dedos y la lengua, y finalmente el 16 de septiembre lo acribillaron junto al director de la Empresa de Ferrocarriles del Estado. El cuerpo fue encontrado el día 19 del mismo mes con 44 impactos de bala.
Estando preso escribió su último poema y testimonio «Somos cinco mil», también conocido como «Estadio Chile».
Somos cinco mil
en esta pequeña parte de la ciudad.
Somos cinco mil
¿Cuántos seremos en total
en las ciudades y en todo el país?
Solo aquí
diez mil manos siembran
y hacen andar las fábricas.
¡Cuánta humanidad
con hambre, frío, pánico, dolor,
presión moral, terror y locura!

Víctor Jara, «Somos cinco mil»

 

Para celebrar o aniversário de BB...

Saudades de Ben E. King...

Michael Gambon faleceu há dois anos...

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Sir Michael John Gambon (Dublin, 19 de outubro de 1940 - Witham, 28 de setembro de 2023) foi um ator irlandês. É mais conhecido por interpretar Albus Dumbledore a partir do terceiro filme da saga Harry Potter, após a morte de Richard Harris, que interpretou essa personagem nos dois primeiros filmes.

Nasceu em Dublin, capital da Irlanda, e emigrou para o Reino Unido em 1945 com cinco anos. Ele estudou numa escola católica. 

     

(...)   

    

Por suas atuações, recebeu da Rainha Isabel II o título de "Sir".     

    

(...)   


Gambon morreu num hospital, em 28 de setembro de 2023, aos 82 anos, após uma tentativa de tratamento de uma pneumonia.

 

Kris Kristofferson morreu há um ano...

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Kris Kristofferson (Brownsville, 22 de junho de 1936Maui, 28 de setembro de 2024) foi um cantor, compositor e ator norte-americano. Teve como parceiros musicais vários artistas country famosos na capital norte-americana desse género musical: Johnny Cash, Shel Silverstein e Fred Foster, entre outros.

 

Morte

Kristofferson morreu em 28 de setembro de 2024, aos 88 anos, em Maui.

 

 

in Wikipédia

 


sábado, setembro 27, 2025

O Pacto do Eixo foi assinado há 84 anos...

Bandeiras do Terceiro Reich, Japão e de Itália em Berlim, em setembro de 1940
       
O Pacto do Eixo foi assinado em Berlim a 27 de setembro de 1940, durante a Segunda Guerra Mundial, pelos representantes da Alemanha nazi, da Itália fascista e do Império do Japão e formalizou a aliança conhecida como Eixo. Foi idealizado por Hitler para intimidar os Estados Unidos e tentar mantê-lo como país neutro durante a guerra mas, na prática, acabou legitimando a entrada dos Estados Unidos no conflito europeu, quando este declarou guerra ao Japão, após o ataque japonês a Pearl Harbor.
   

A resistente polaca Irena Bobowska foi guilhotinada pelos nazis há 83 anos...

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Irena Bobowska (Poznań, 3 September 1920 – Plötzensee Prison/Berlin, 27 September 1942) was a Polish poet and member of the Polish resistance. Her callsign was "Otter". Though paralyzed from the waist down by childhood illness she participated in the resistance to the German occupation of Poland, before capture and execution at the age of 22. 

 

Early life

Bobowska was born and educated in Poznań, the daughter of Teodor Bobowski and Zofia Kraszewska. She was known to her friends and family as "Nenia". At the age of two she contracted poliomyelitis, as result of which she was forced to use a wheelchair for the rest of her life. In the 1930s she frequented the Dąbrówka High School in Poznań. She initiated the establishment of the first youth library in Warsaw District in Poznań. In the summer of 1939 she signed with the Polish Navy to become one of the "live torpedoes" – an unrealised project intended to create human-piloted torpedoes to be used against Nazi Germany's navy. She kept her request secret from her family. 

 

Resistance work

After the Invasion of Poland in 1939, Bobowska joined the Polish resistance against German occupation. From November 1939 she served as chief editor of the underground newspaper Pobudka (Awakening). She wrote articles and was involved in the newspaper's production and distribution. She also took part in the transportation of documents and weapons for the resistance. 

 

Capture and imprisonment

Bobowska was captured by German officials on 20 June 1940, along with other Pobudka staff. They were interned in Fort VII, from where Bobowska was transported to Wronki prison and finally to Moabit in Berlin. Throughout her imprisonment German officers subjected her to physical and mental torture, including the removal of her wheelchair, leaving her to crawl on the floor of her damp, vermin-infested cell. She was denied visits from her family. She nonetheless managed to smuggle out of the prison a number of poems, some of which – including "Bo ja się uczę", a poem advising women on mental survival in German prisons – reached Polish women prisoners in Auschwitz and other prisons. 

 

Final trial and execution

Bobowska was tried on 12 August 1942, and was allowed to make a speech in her defense. She spoke for 30 minutes, during which she neither pleaded for mercy nor offered justification of her acts. Instead she listed German atrocities in the Second World War, Bismarck's oppression of Poles, episodes of German oppression during the Partitions of Poland, and the attempted Germanization of the Polish population. She concluded her speech "Today you judge me, but one day you will be judged by somebody higher" and pleaded guilty to the charges she faced. The German court sentenced her to death. She was executed by beheading on the guillotine.

Bobowska's legacy includes the poems she wrote and pictures she drew while in prison, depicting the inner struggle to retain dignity when faced with inhuman conditions. 

 

in Wikipédia 

 

Because I am learning

 

... Because I'm learning the greatest art of life:
Smile always and everywhere
And bear the pain without despair,
And don't regret what happened,
And don't be afraid of what will happen!

I got to know the taste of hunger
And sleepless nights (that was a long time ago)
And I know how the cold stings
When you want to curl up in a ball,
Protect yourself from the cold.
And I know what it means to shed tears of helplessness
On many a bright day,
Many a dark night.

And I learned to rush my thoughts
Time, which ruthlessly likes to extend
And I know how hard it is to fight with yourself,
So as not to fall and get tired
The drugs seem endless...

And I continue to learn the greatest art of life:
Smile always and everywhere
And bear the pain without despair,
And don't regret what happened,
And don't be afraid of what will happen!

Meat Loaf nasceu há 78 anos...


Michael Lee Aday (born Marvin Lee Aday; Dallas, Texas, September 27, 1947 – Nashville, Tennessee, January 20, 2022), known professionally as Meat Loaf, was an American rock singer and actor known for his powerful, wide-ranging voice and theatrical live shows. He is on the list of bestselling music artists. His Bat Out of Hell trilogy - Bat Out of Hell (1977), Bat Out of Hell II: Back into Hell (1993), and Bat Out of Hell III: The Monster Is Loose (2006)  - has sold more than 100 million records worldwide. The first album stayed on the charts for over nine years, as of 2016 still sold an estimated 200,000 copies annually, and is on the list of bestselling albums.

After the commercial success of Bat Out of Hell and Bat Out of Hell II: Back Into Hell, and earning a Grammy Award for Best Solo Rock Vocal Performance for the song "I'd Do Anything for Love", Meat Loaf nevertheless experienced some difficulty establishing a steady career within the United States. The key to this success was his popularity in Europe, especially in the United Kingdom and Ireland. He received the 1994 Brit Award in the United Kingdom for bestselling album and single. He appeared in the 1997 film Spice World and he ranked 23rd for the number of weeks spent on the UK charts in 2006. He ranks 96th on VH1's "100 Greatest Artists of Hard Rock".

Meat Loaf appeared in over 50 films and television shows, sometimes as himself or as characters resembling his stage persona. His film roles included Eddie in The Rocky Horror Picture Show (1975) and Robert Paulson in Fight Club (1999). His early stage work included dual roles in the original Broadway cast of The Rocky Horror Show. He also appeared in the musical Hair, both on and Off-Broadway

    

(...)   

       

Meat Loaf died in Nashville, Tennessee, on the evening of January 20, 2022, at the age of 74. No official cause of death was released. He was reportedly ill with COVID-19 earlier in January and reporting by TMZ suggested that he died from COVID-19 complications. After his health rapidly declined, his two daughters rushed to see him in the hospital with his wife being beside him as he died. His daughter had posted to Instagram in early January that: "We are not sick, but we have too many friends and family testing positive [for COVID-19] right now, positive but doing OK". Notable people who posted tributes include Bonnie Tyler, Cher, Brian May, Boy George, Piers Morgan, Travis Tritt, Marlee Matlin, Stephen Fry, his Rocky Horror co-star Nell Campbell, and Donald Trump. The Queen's Guard performed a rendition of "I'd Do Anything for Love (But I Won't Do That)".

  
   
 

O livro Primavera Silenciosa foi publicado há 63 anos...


Pesticidas 

Rachel Carson desafiou a indústria química há 60 anos. Faz-nos falta ler hoje Primavera Silenciosa? 

 

Há seis décadas, o Primavera Silenciosa alertava-nos para como o uso excessivo de pesticidas estava a destruir ecossistemas e a própria saúde humana. O livro de Rachel Carson impulsionou a proibição do DDT e o movimento ambientalista. Hoje, está indisponível em Portugal. O que esta obra nos pode ensinar em tempos de crise climática? 

No dia 27 de setembro de 1962, chegava às livrarias nos Estados Unidos Primavera Silenciosa, de Rachel Carson. Tinha uma capa verde-clara, com a ilustração de um ribeiro tímido e plantas aquáticas – uma aparência despretensiosa para uma obra tão controversa, que trazia em si a semente de uma revolução social e acabaria por condicionar o curso da História. 

As 368 páginas do livro encerravam uma mensagem que não era nova para muitos leitores. Capítulos do livro já haviam sido publicados em série na revista New Yorker em junho de 1962, inflamando um debate nacional à volta do uso desregrado de pesticidas e mobilizando cidadãos para aquele que viria a ser o movimento ambientalista moderno. No mês seguinte, a manchete do New York Times condensava o ar do tempo: “Primavera Silenciosa é agora um Verão barulhento”. Em 1972, uma década depois, foi banido nos Estados Unidos o diclorodifeniltricloroetano (DDT).

Primavera Silenciosa tornou-se rapidamente um bestseller e, em 1963, já estava traduzido em 14 línguas. Só foi publicado em Portugal em 1966, pela Editorial Pórtico, com tradução de Raúl Correia. Hoje o título está indisponível no mercado nacional, embora algumas livrarias online vendam a edição brasileira. Faz-nos falta ler hoje Primavera Silenciosa? O que a obra nos ensina em tempos de crise climática? 

O filósofo Viriato Soromenho Marques acredita que os portugueses têm “todas as razões” para ler ou revisitar Primavera Silenciosa. O professor catedrático da Universidade de Lisboa explica que Rachel Carson, quando aponta o dedo para a indústria química, não se limita a mostrar falhas técnicas ou científicas.“Ela vai mais longe”, diz. 

Rachel Carson denuncia “a escassa capacidade humana” de produzir mecanismos de regulação para as tecnologias que a própria humanidade engendrou. “Cabe a nós, 60 anos depois, numa situação muito mais dramática do que aquela que o mundo se encontrava em 1962, redobrar e prosseguir continuamente [esse esforço]”, afirma o filósofo português ao PÚBLICO. 

Viriato Soromenho Marques, que ensina Filosofia da Natureza na universidade, lamenta que Primavera Silenciosa não seja lido no país como título de divulgação científica. “O público leitor em Portugal acaba por ser mais académico, infelizmente”, refere o professor da Universidade de Lisboa. 

Soromenho Marques leu o texto original, em inglês, uma edição comemorativa publicada em 1992 e comprada pelo docente durante uma viagem a Berkeley, nos Estados Unidos. O livro está todo sublinhado, anotado. “A primeira leitura teve um impacto enorme em mim”, confessa. 

 O facto de Primavera Silenciosa estar indisponível não só nas livrarias, mas também para empréstimo em bibliotecas também prejudica a democratização do texto no país. “Acredito que há muitos leitores de Rachel Carson em Portugal, mas o objetivo de chegar ao grande público ainda não foi conseguido”, afirma o filósofo português numa conversa com o PÚBLICO, que pode ser ouvida na íntegra no mais recente episódio do podcast do Azul.

Christof Mauch, diretor do Centro Rachel Carson da Universidade de Munique, na Alemanha, corrobora a ideia de que, passadas seis décadas, Primavera Silenciosa continua a ser uma leitura necessária. “Acredito que a popularidade de Carson só vai aumentar no futuro, em parte porque há algo de profético na sua escrita”, afirma ao PÚBLICO. 

“Os textos de Rachel Carson não são apenas [a exposição de] factos. Eles combinam uma advertência e uma visão do amanhã; ensinam-nos, acima de tudo, que os humanos são organismos como todos os outros e que, para termos um futuro, nós precisamos utilizar os recursos da Terra sem perturbar o equilíbrio geral”, refere Christof Mauch. 

Para celebrar as seis décadas do livro, o Centro Rachel Carson está a organizar para a segunda quinzena de outubro uma conferência intitulada “Primaveras Silenciosas” – assim mesmo, no plural –, com um programa no qual serão exploradas “histórias globais sobre pesticidas e sobre o nosso mundo tóxico”. As narrativas que emergiram da obra clássica dos anos 60 parecem mostrar como Rachel Carson transformou a forma como escrevemos hoje sobre a natureza.

“Carson tem sido uma inspiração maior. Os seus textos estão na mente de muitos romancistas também – como Margaret Atwood, Richard Powers e muitos outros. Acredito que nenhum outro autor teve um impacte parecido nas humanidades ligadas ao ambiente, seja porque a autora concilia ciência pura com filosofia, seja porque Carson tem um entendimento profundo da complexidade da vida – do microscópico ao macroscópico”, observa Christof Mauch. 

 

 

Conferência programada para outubro em Munique, na Alemanha

 

Tornar o microscópico visível

Os 17 capítulos de Primavera Silenciosa têm, entre tantas outras coisas, o condão de tornar compreensíveis eventos moleculares que não são visíveis a olho nu. Na parte intitulada “Elixires da morte”, Rachel Carson demonstra a omnipresença do DDT. “Pela primeira vez na história do mundo, todos os seres humanos estão agora sujeitos ao contacto com químicos perigosos, desde o momento da fecundação até à morte”, lê-se nas primeiras linhas do texto.

A autora prossegue citando vários estudos que atestam que o corpo humano não possui uma barreira protetora; aquilo que é capaz de matar insetos também afeta todas as formas de vida num ecossistema, persistindo em tecidos e fluidos impensáveis como a placenta e o leite materno. O leitor do século XXI, que lê Primavera Silenciosa enquanto o planeta não para de aquecer, fará talvez um paralelo imediato com os microplásticos. Tal como o DDT, a poluição plástica está por todo lado, do gelo do Ártico ao sangue humano.

Hoje parece-nos óbvio que haja moléculas persistentes nos solos, alimentos e organismos vivos. Contudo, nos anos 60, em que os pesticidas modernos eram vistos como o único caminho para uma agricultura capaz de alimentar o mundo, esta não era uma ideia dominante no imaginário coletivo. O DDT era apresentado ainda como a panaceia para a malária em países africanos – e, por isso, os detratores acusaram Rachel Carson de “assassinar” milhões de crianças afetadas pela doença.

Como o próprio nome “pesticidas” sugere, estes produtos deveriam matar apenas pestes agrícolas. Daí Rachel Carson ter dito certa vez que a denominação induzia em erro, e que a molécula deveria ser chamada de biocida, e não pesticida. Porque não mata apenas insetos – também aniquila ou causa dano a outras formas de vida, alterando processos celulares em plantas, animais e seres humanos.

O título do livro remete exatamente para a potência destruidora dos inseticidas. Se moléculas desenhadas para aniquilar pestes são dispersas de forma desregrada, as aves também serão afetadas e a Primavera chegará sem o canto destes animais.

Esta imagem emerge de uma balada de John Keats, cujos versos servem de epígrafe ao livro: “O carriço desapareceu do lago / E nenhum pássaro canta.” Com a metáfora do silêncio, Carson conseguiu transformar uma denúncia grave, alicerçada em sólidos argumentos científicos, numa clara mensagem de causa e efeito.

“Rachel Carson mostrou com muita coragem nos anos 60 – e ainda hoje há poucas pessoas que o fazem – que, se nós analisarmos, dos departamentos e institutos que trabalham na área dos insetos [nos Estados Unidos], só 2% focam-se em controlo biológico (controlo natural das pragas), sendo que os restantes 98% recebem financiamento da indústria química. E esta entrada em cena do dinheiro faz toda a diferença”, afirma Soromenho Marques.

O lobby da indústria química nos Estados Unidos não tardou a reagir, tentando desacreditar não apenas o livro mas também a autora. Um sector que movimentava milhões de dólares não poderia permitir que, nos anos 60, uma mulher solteira, sem um doutoramento ou afiliação a uma universidade (Carson interrompeu os estudos para sustentar a família), denunciasse os mecanismos que permitiam expor populações inteiras a agentes tóxicos.

  

Um texto fundador do ambientalismo

Robert Musil explica, no livro Rachel Carson and Her Sisters, por que razão a obra é considerada o texto fundador do ambientalismo contemporâneo. Primeiro, porque consegue aliar boa ciência a uma escrita impecável. Por mais urgente que seja uma mensagem, ela não chegará ao destinatário se não for bem articulada, encapsulada pelo emissor. E aí residia uma das destrezas de Carson: dominava, desde muito nova, a arte da comunicação de ciência.

Carson nasceu a 27 de maio de 1907 em Springdale, Pensilvânia. Cresceu numa casa repleta de livros e era encorajada por uma mãe culta, Maria McLean Carson. Ainda muito jovem, publicou artigos de história natural no jornal The Baltimore Sun e, já madura, fez carreira como editora-chefe das publicações do Departamento de Pescas e Natureza do Governo norte-americano.

Antes de Primavera Silenciosa, já era uma celebridade literária: o livro The Sea Around Us foi publicado em capítulos na The New Yorker, em 1951, e granjeou uma resposta calorosa dos leitores. Carson venceu prémios e repetiu o sucesso editorial com The Edge of the Sea. Por outras palavras, a autora conhecia bem os meandros editoriais – e isto nos leva à segunda razão, de acordo com Robert Musil, para o livro de 1962 tornar-se um marco da literatura ambiental.

O lançamento de Primavera Silenciosa foi cuidadosamente desenhado para ser uma ferramenta de ativismo ambiental, sugere Musil. Carson movia-se bem tanto na academia como na política. A bióloga rodeou-se de cientistas de peso como George Wallace, na Universidade de Michigan, e Edward O. Wilson, na de Harvard. Contava ainda com apoiantes nas associações civis.

 

Rachel Carson aos 55 anos, com binóculos para observação da natureza

 

O terreno foi bem preparado; os próprios editores sabiam que a obra seria atacada pelo poderoso sector da indústria química. Eles tentaram, por isso, dissociar o livro de expressões ecologistas vistas como radicais – como o vegetarianismo, por exemplo.

“Carson esteve a pensar nas recomendações para a legislação e mudanças de políticas públicas desde o início da investigação, cinco anos antes. Durante a escrita de Primavera Silenciosa, contactou vários especialistas para discutir as suas ideias de reformas. Rachel queria que o seu testemunho oferecesse recomendações específicas que pudessem trazer melhorias mas que, ao mesmo tempo, fossem politicamente exequíveis”, escreve a biógrafa Linda Lear no livro Rachel Carson: Witness for Nature.

Num laborioso trabalho de marketing, os simpatizantes de Carson terão feito circular exemplares da obra nos circuitos de poder. Primavera Silenciosa terá chegado às mãos de figuras políticas de relevo como congressistas, secretários do Governo de Kennedy e líderes associativos influentes. A erradicação do DDT nos Estados Unidos não aconteceu num vácuo sociopolítico. Se por um lado esta vitória deve muito a Rachel Carson, por outro, seria ingénuo ignorar que a rede de contactos foi previamente sensibilizada em prol da proteção dos ecossistemas.

“Rachel Carson não acordou de repente um movimento de conservação meio adormecido, vamos salvar os papinhos e os falcões, nem baniu o DDT sozinha. Ela teve ajuda. Mesmo muita”, defende Robert Musil, que hoje dirige o Rachel Carson Council em Maryland, nos Estados Unidos.

Viriato Soromenho Marques concorda com a ideia de que “Rachel Carson não está sozinha”, citando, por exemplo, o trabalho precursor do naturalista e filósofo Aldo Leopold (1887-1948), que fazia o elogio de uma “ética da terra”. Há um lastro prévio mas, do ponto de vista de transposição das ideias para as políticas públicas, Rachel Carson afirma-se como uma divisora de águas.

“A lei-quadro do ambiente, de 1969, e o Dia da Terra, [celebrado pela primeira vez a 22 de abril de 1970], por exemplo, têm a sua marca”, recorda Soromenho Marques. Carson, que já escreveu o livro com um cancro de mama avançado, não sobreviveu para testemunhar estas vitórias. Morreu em 1964, dois anos após a publicação de Primavera Silenciosa.

Carson inspirou gerações de ativistas e ecólogos, sobretudo nos Estados Unidos. A ambientalista Erin Greeson, hoje com 45 anos, vê desde muito jovem Rachel Carson como “uma heroína”. “Rachel Carson incentivou os movimentos. Ela seria inspirada pelos movimentos que acontecem hoje, em grande parte encabeçados por jovens líderes que se recusam a aceitar o mundo fraturado e os sistemas destrutivos que lhes estamos a entregar”, diz ao PÚBLICO diretora de comunicação do Instituto para as Energias Renováveis e a Vida Selvagem, sediado em Washington.

Para Greeson, a voz de Carson continua a ecoar hoje e, de algum modo, deu-nos ferramentas enquadrar e comunicar os riscos que a crise climática coloca à humanidade. Ainda assim, parece faltar-nos uma metáfora poderosa para condensar a urgência de um planeta a arder, cada vez mais fustigado com eventos climáticos extremos.

“Talvez não precisemos mais de metáforas. Rachel Carson descrevia em Primavera Silenciosa algo que ainda não podia ser realmente visto. Carson falava sobre futuro. Agora, temos muitos exemplos de incêndios e inundações – as metáforas tornaram-se desnecessárias”, afirma o escritor e ativista climático Bill McKibben, à margem de uma entrevista ao PÚBLICO.

Já Soromenho Marques, acredita que “a crise climática é uma janela perturbante, gravíssima para algo mais amplo: a crise global do ambiente”. Por isso, quando enunciamos o problema em busca de soluções, devemos nos desviar de “expressões redutoras” como “transição energética” e focar no primordial: “a nossa principal crise é a do modo como habitamos a Terra”.

A solução passa, portanto, pela transformação, pela possibilidade – que ainda temos – de escolher outra estrada. Para Soromenho Marques, trata-se de um ensinamento válido que, seis décadas depois, Primavera Silenciosa continua a oferecer. Como nestas palavras de Rachel Carson, que o filósofo português lê em voz alta: “A estrada pela qual temos estado a viajar por tão longo tempo é ilusoriamente fácil: uma auto-estrada de pavimentação lisa, pela qual avançamos em grande velocidade; mas, na sua extremidade final, o que há é o desastre.”

 

in Público (2022)

A erupção do vulcão dos Capelinhos começou há 68 anos...

Vista do Vulcão dos Capelinhos, a partir do Cais Comprido
              
O Vulcão dos Capelinhos, também referido na literatura vulcanológica como Mistério dos Capelinhos, localiza-se na Ponta dos Capelinhos, freguesia do Capelo, na Ilha do Faial, nos Açores. Constitui-se em uma das maiores atrações turísticas do Atlântico, nomeadamente dos Açores, pela singularidade de sua beleza paisagística e da génese muito recente e quase virgem.
Geologicamente insere-se no complexo vulcânico do Capelo, constituído por cerca de 20 cones de escórias e respetivos derrames lávicos, ao longo de um alinhamento vulcano-tectónico de orientação geral WNW-ESE. O nome Capelinhos deveu-se à existência de dois ilhéus , chamados de "Ilhéus dos Capelinhos", no local, em frente ao Farol dos Capelinhos.
O vulcão manteve-se em atividade durante cerca de 13 meses, entre 27 de setembro de 1957 e 24 de outubro de 1958. A erupção dos Capelinhos, provavelmente terá sido uma sobreposição de duas erupções distintas, uma começada a 27 de setembro de 1957 e a segunda a 14 de maio de 1958. A partir de 25 de outubro, o vulcão entrou em fase de repouso. Do ponto de vista vulcanológico, este vulcão é considerado um vulcão ativo.
     
(...)
       
Vulcão dos Capelinhos, Centro Interpretativo do Vulcão (museu subterrâneo do vulcão)
       
Próximo situava-se o Museu Geológico do Vulcão, inaugurado a 24 de março de 1964, que documentava toda a sua atividade eruptiva e cujo acervo passou para o novo Centro Interpretativo do Vulcão. A área em torno do vulcão, classificada como paisagem protegida de elevado interesse geológico e biológico, integra a Rede Natura 2000. O Farol dos Capelinhos foi transformado num miradouro, e junto/por baixo deste, funciona o Centro Interpretativo do Vulcão, que foi inaugurado em maio de 2008.
Em resultado da erupção, entre os meses de maio a outubro de 1958, a área total da ilha (de 171,42 km²) aumentou em cerca de 2,50 km² (para 173,02 km²). Atualmente, essa área foi reduzida para cerca de metade (aproximadamente 172,42 km²) devido à natureza pouco consolidada das rochas e à ação erosiva das ondas. A escalada do vulcão apresenta alguns riscos, devendo por isso ser efetuada nos trilhos indicados e sob orientação de um guia credenciado. Convém mencionar que o respiradouro do Vulcão, situado no seu Cabeço Norte, liberta vapor de água e gases tóxicos com temperaturas na ordem dos 180 a 200 °C.
      

Saudades de Lhasa de Sela...

 

Lhasa de Sela - Rising

 

I got caught in a storm
And carried away
I got turned, turned around

I got caught in a storm
That's what happened to me
So I didn't call
And you didn't see me for a while

I was rising up
Hitting the ground
And breaking and breaking

I got caught in a storm
Things were flying around
Doors were slamming
And windows were breaking
And I couldn't hear what you were saying
I couldn't hear what you were saying
I couldn't hear what you were saying

I was rising up
Hitting the ground
And breaking and breaking

Rising up
Rising up

Hoje é dia de escutar Avril Lavigne...