sábado, março 15, 2025

Há 64 anos milhares de portugueses e angolanos foram massacradas em Angola...


15 de março de 1961

A 15 de março de 1961, cinco a seis mil portugueses foram assassinados em Angola. Esses mortos nunca estiveram no lugar certo. Antes do 25 de Abril de 1974 eles foram inconvenientes porque, numa primeira fase, atestavam a imprevidência do regime que não acautelara a segurança daquelas pessoas, como era sua obrigação, e posteriormente porque a vontade de mostrar que a guerra estava reduzida à Guiné e a algumas zonas de Moçambique levava a que estes mortos fossem esquecidos.
Após o 25 de Abril estes portugueses continuaram a ser omitidos, pois os seus corpos repetidamente violados, empalados e queimados atestavam na brutalidade de que tinham sido vítimas que aquilo a que se chamava movimentos de libertação não tinham nada de libertadores nem de civilização. Antes pelo contrário. E sobretudo porque esses cadáveres de brancos, pretos e mulatos não se coadunavam com o decálogo revolucionário que transformava os fazendeiros brancos em opressores contra os quais se tinham levantado os seus trabalhadores negros.
A forma como gerimos a memória da guerra do Ultramar entre 1961 e 1975 e como escamoteámos os outros períodos de guerra nesses mesmos territórios durante o século XX são sintomáticas de um dos nossos erros mais trágicos como país: identificamos quem governa com o povo. Confundimos o regime com o país. Em resumo, não distinguimos a política da História. Dos Descobrimentos aos Lusíadas, sem esquecer Aljubarrota ou a Mensagem de Pessoa, tudo é sujeito a essa captura da História pela política.

in Blasfémias - ler o resto aqui


A Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA) é um movimento político de Angola. Foi fundada em 1957 com o nome de União das Populações do Norte de Angola (UPNA), assumindo em 1958 o nome de União das Populações de Angola (UPA). Em 1961, a UPA e um outro grupo anti-colonial, o Partido Democrático de Angola (PDA), constituíram conjuntamente a FNLA.

O FNLA foi um dos movimentos nacionalistas angolanos durante a guerra anticolonial de 1961 a 1974, juntamente com o MPLA e a UNITA. No processo de descolonização de Angola, em 1974/1975, bem como na Guerra Civil Angolana de 1975 a 2002, combateu o MPLA ao lado da UNITA. Desde 1991 é um partido político cuja importância tem vindo a diminuir drasticamente, em função dos seus fracos resultados nas eleições legislativas de 1992 e 2008.

 
A UPA, enraizada principalmente entre os Bakongo mas com aderentes também entre os Ambundu e os Ovimbundu, iniciou a sua luta armada na região do norte de Angola em 15 de março de 1961, nomeadamente no concelho do Uíge estendendo-se mais tarde para o sul, até à atual província do Bengo. Ela teve como retaguarda de luta o ex-Congo Belga, atual República Democrática do Congo, a seu tempo liderado pelo general Mobutu Sese Seko que - no quadro da sua política regional - manteve boas relações com o líder da UPA/FNLA, Holden Roberto. Este apoio possibilitou a constituição em Léopoldville (hoje Kinshasa), imediatamente depois da formação da FNLA, do GRAE (Governo Revolucionário Angolano no Exílio), cujos vice-presidentes eram de proveniência ambundu, e cujo secretário geral era Jonas Savimbi, Ocimbundu e posteriormente fundador da UNITA. O braço armado do GRAE era o ELNA (Exército de Libertação Nacional de Angola) cujos comandantes provinham de várias partes de Angola, inclusive de Cabinda. Nem o MPLA nem a FLEC quiseram participar do GRAE, o que viria a ser decisivo para a complexa e contraditória configuração da luta anti-colonial em Angola.

Terence Trent D'Arby faz hoje 63 anos


Sananda Francesco Maitreya, nascido Terence Trent Howard (Nova Iorque, 15 de março de 1962), mais conhecido pelo seu antigo nome artístico Terence Trent D'Arby, é um cantor e compositor norte-americano. Ele é reconhecido pela marca registada que é a sua voz, que lembra a de Sam Cooke, e pelo facto de que, tal como os artistas Stevie Wonder, Todd Rundgren e Prince antes dele, produz os seus próprios álbuns e toca a maioria dos instrumentos.
   
 

A Mafalda (do Quino...) comemora hoje 63 anos

(imagem daqui)
50 anos de Mafalda

O seu criador, o cartunista Joaquín Salvador Lavado, mais conhecido pelo nome artístico, Quino, trabalhava com publicidade

É possível que a personagem Mafalda comentasse com ironia delicada o contexto de sua criação, no dia 15 de março de 1962, há 50 anos, como peça de uma campanha publicitária para máquinas de lavar que nunca foi lançada. Na época, o seu criador, o cartunista Joaquín Salvador Lavado, mais conhecido pelo apelido, Quino, trabalhava com publicidade. Foi pouco mais de dois anos depois, em setembro de 1964, que Mafalda estreou na revista semanal Primera Plana. A tirinha durou até 1973, terminando, segundo o próprio autor, por “esgotamento de ideias”. Nesse período de quase 10 anos Mafalda serviu como meio para crítica sensível não apenas do contexto político e económico da Argentina, mas também da evolução social, dos novos tipos de relações formadas entre as pessoas e o mundo, uma mistura incrível entre pessimismo e humanismo de certa forma universal. Quino criou habilmente metáforas para falar sobre assuntos que se encarados de frente poderiam ser censurados pelo sistema da época, personagens enterrados na burocracia de seus erros, a influência muitas vezes absurda da hierarquia social em questões pequenas do quotidiano, assuntos tratados por Quino com um tipo delicado e criticamente desperto de inteligência. No Brasil, um dos bons lançamentos com Mafalda é “10 Anos com Mafalda” (Martins Fontes, 2010). 

Bret Michaels comemora hoje sessenta e dois anos


Bret Michael Sychak
, mais conhecido como Bret Michaels, (Butler, Pensilvânia, 15 de março de 1963) é um cantor de hard rock, popular por fazer parte da banda Poison; também é um aclamado cantor, especialmente do género glam metal, o qual a banda Poison popularizou, mas o seu trabalho a solo tem  blues e country combinados com heavy metal.
É considerado o 40º dos "100 melhores vocalistas do Heavy Metal" superando muitos cantores excelentes e já vendeu mais de 35 milhões de cópias com os Poison. A sua carreira a solo começou em 1998 e também esteve bem no álbum que lançou em 2008 intitulado "Rock My World". Em 2010 lançou o seu novo álbum "Custom Built", com músicas novas e outras pré-gravadas, mas fez novas versões.
Era conhecido pelo alcunha de "Bad Boy", devido ao facto de possuir diabetes e, antes dos shows do Poison, injetar em si mesmo a insulina, confundindo os media, que declaravam que ele usava drogas.
 
 

Rockwell celebra hoje sessenta e um anos

(imagem daqui)
    
Rockwell, nome artístico de Kennedy William Gordy, é um cantor afro-americano de Rhythm & Blues (R&B), nascido a 15 de março de 1964, em Detroit, Michigan, nos Estados Unidos.
Rockwell é o filho de Berry Gordy, fundador da gravadora Motown mas, ao contrário do que se poderia pensar, o seu pai não teve influência no contrato do filho. De facto, para evitar a proteção paterna, Rockwell escondeu do pai até ao último momento as suas negociações com a Motown.
Assim, em 1984, Rockwell lança o álbum Somebody's Watching Me, cuja faixa-título contava com a participação dos seus amigos Michael Jackson e Jermaine Jackson nos coros do refrão. Somebody's Watching Me alcançou o Top 10 dos Estados Unidos e na Inglaterra e chegou à posição de número 1 como melhor canção R&B. Neste mesmo álbum, teve muito sucesso com a faixa romântica Knife.
Foi após o estrondoso sucesso de Somebody's Watching Me é que Berry descobriu, ao ver a capa do disco, que o tal Rockwell era o seu próprio filho.
   
 

Joaquim de Almeida nasceu há 68 anos

 
Joaquim de Almeida, nome profissional e artístico de Joaquim António Portugal Baptista de Almeida (Lisboa, 15 de março de 1957), é um ator luso/norte-americano

 

Salvator Rosa morreu há 352 anos

       
Salvator Rosa (Arenella, Nápoles, 20 de junho de 1615 - Roma, 15 de março de 1673) foi um pintor, poeta, ator e músico italiano do período barroco.
Estudou pintura em Nápoles, sob a influência do pintor e gravurista espanhol José de Ribera. Em Florença, Rosa dispôs do financiamento do cardeal Giovanni Carlo de' Medici e transformou a sua própria casa num círculo artístico, literário e musical conhecido como Accademia dei Percossi.
 
Alegoria da Fortuna, 1658, Louvre
  
Paisagem, circa 1670, Musée des Beaux-Arts de Strasbourg
     

Nicolas-Louis de Lacaille, padre católico e astrónomo, nasceu há 312 anos

  

Nicolas-Louis de La Caille, comummente apelidado de Lacaille (Rumigny, 15 de março de 1713 - Paris, 21 de março de 1762), foi um astrónomo francês, conhecido principalmente pelo seu trabalho de catalogação de estrelas (cerca de 10.000) e por ter nomeado 14 constelações das 88 atuais. Calculou e colocou em tabela uma lista de eclipses para 1.800 anos.

  
Biografia 
Lacaille estudou Teologia, Matemática e Astronomia no College de Lisieux em París. No ano de 1739 foi ajudante de Cassini na determinação do meridiano de Paris e em 1741 foi eleito membro da Academia de París. Durante os anos de 1750-1754 dedicou-se a estudar as estrelas e constelações do hemisfério austral, com este intuito viajou até ao Cabo da Boa Esperança na parte mais austral do continente africano. Com base nestas observações publicou o Coelum Australe Stelliferum, a sua obra mais importante.
 
    

O primeiro metorito a ser reconhecido pelos cientistas como tal caiu em Alais, na França, há 219 anos

   
La météorite d'Alais est la première météorite de type chondrite carbonée identifiée. Elle est tombée en 1806 près d'Alès, en plusieurs fragments d'une masse totale de 6 kg, dont seulement 0,26 kg a été conservé jusqu'à aujourd'hui. La météorite contient un certain nombre d'éléments chimiques dans des proportions similaires au Système solaire dans son état primordial. Elle contient également des composés organiques et de l'eau. Elle s'est avérée être l'une des météorites les plus importantes découvertes en France. 
Le à 17 h, deux détonations se font entendre près d'Alès dans le Gard (France). Peu de temps après, deux pierres noires et légères sont découvertes sur les communes de Saint-Étienne-de-l'Olm et Valence, pesant respectivement 4 et 2 kg. Les fragments ont été collectés par des personnes qui ont observé l'impact et les ont remis à deux scientifiques locaux. La météorite a été analysée par Louis Jacques Thénard, qui a publié en 1807 une étude montrant qu'elle avait une forte teneur en carbone. Il a été initialement mis en doute que les fragments étaient d'origine non terrestre car ils étaient trop différents des météorites alors connues, puis on s'est rendu compte qu'il s'agissait d'un nouveau type de météorite, rare.  

Aperçu

La météorite d'Alais est l'une des météorites les plus importantes de France. Elle est noire avec une texture friable et lâche, et une faible densité, inférieure à 1,7 g/cm3. Initialement composée de fragments pesant au total 6 kg, elle a fait l'objet d'un examen scientifique approfondi et il n'en reste actuellement que 260 g. Un fragment de 39,3 g est détenu par le Muséum national d'histoire naturelle à Paris. 

 

Composition et classification

La météorite est l'une des cinq météorites connues appartenant au groupe des chondrites CI. Ce groupe est remarquable pour avoir une distribution élémentaire qui a la plus forte similitude avec celle de la nébuleuse solaire. À l'exception de certains éléments volatils, comme le carbone, l'hydrogène, l'oxygène, l'azote et les gaz rares, qui ne sont pas présents dans la météorite, les rapports des éléments sont très similaires. La météorite contient de la cubanite, de la dolomite, de la favorite, de la pyrrhotite et du zircon parmi d'autres minéraux. 

 

Controverse sur l'origine de la vie

La météorite a été au centre d'affirmations controversées sur une origine extraterrestre de la vie depuis la découverte de matière organique sur la météorite par Jöns Jacob Berzelius. Des composés organiques, des acides aminés et de l'eau ont été trouvés dans la météorite. Cependant, les études font la différence entre la matière organique et la matière biologique, cette dernière n'étant pas présente.

 

John Snow, médico anestesista e epidemiologista, nasceu há 212 anos

      
John Snow (York15 de março de 1813 – Londres16 de junho de 1858) foi um médico inglês, considerado pai da epidemiologia moderna. Em 1853 receberia o título de sir, após ter anestesiado a rainha Vitória no parto sem dor do seu oitavo filho, Leopoldo de Albany, facto que ajudou a divulgar a técnica entre os médicos da época.
Demonstrou que a cólera era causada pelo consumo de águas contaminadas com matérias fecais, ao comprovar que os casos dessa doença se agrupavam nas zonas onde a água consumida estava contaminada com fezes, na cidade de Londres, no ano de 1854. Nesse ano cartografou, num mapa do distrito do Soho, os poços de água, localizando como culpado o poço existente em Broad Street, em pleno coração da epidemia. Snow recomendou à comunidade fecha-lo, com o que foram diminuindo os casos da doença. Este episódio é considerado como um dos exemplos mais precoces no uso do método geográfico para a descrição de casos de uma epidemia.
   

Mário Eloy nasceu há 125 anos...

Autorretrato, circa 1936-39, óleo sobre tela

 

Mário Eloy de Jesus Pereira (Algés, 15 de março de 1900 - Lisboa, 5 de setembro de 1951) foi um pintor modernista português

Em 1900 nasce em Algés um dos mais importantes representantes do segundo Modernismo português: Mário Eloy de Jesus Pereira. Filho de um ourives e neto de atores, herda dessa parte da família o gosto pela arte cénica, passando por uma breve aprendizagem de representação em palco.

Mário Eloy irá revelar-se essencialmente um irreverente autodidata. Em 1913 deixa o liceu para ingressar na Escola de Belas-Artes de Lisboa, que também abandonaria, dois anos mais tarde, por lhe desagradar o ensino demasiado retrógrado e academicista, numa atitude semelhante à de tantos outros da sua geração, como Bernardo Marques ou Carlos Botelho.

Nos anos que se seguem é um "adolescente, boémio e diletante, que tem como único amigo artista o futuro arquiteto Jorge Segurado".

Em 1919 cede às pressões familiares e emprega-se numa casa Bancária no Chiado, mas no final do ano parte aventurosamente para Madrid e depois para Sevilha. Visita assiduamente museus, nomeadamente o Museu do Prado. Quando finalmente cede aos apelos de regresso por parte da sua família vai trabalhar para o ateliê que Augusto Pina põe à sua disposição no Teatro D. Maria II, em Lisboa. O regresso associa-se a uma mudança de atitude; Eloy "empenha-se decididamente numa carreira. Frequenta a elite dos espíritos sensíveis que se reunia no Teatro D. Maria, […] apaixona-se por artistas e pinta os seus retratos a óleo, apropriando a estética penumbrista de Columbano Bordalo Pinheiro mas […] procurando empiricamente modernizá-la". Nesse período as oscilações de humor levam-no já à destruição de muitas obras, mas isso não o impede de evoluir, e será sobretudo o exemplo de Eduardo Viana a marcar essa fase de aprendizagem, libertando-o das limitações do claro-escuro e perspetiva tradicionais.

Quando parte para Paris em 1925, as suas obras mais avançadas "mostravam que, apesar do autodidatismo e do temperamento instável, rapidamente pudera percorrer e já ultrapassar as possibilidades da aprendizagem lisboeta".

Em Paris tem acesso a um meio socialmente elitista. Recebe encomendas, pinta retratos e abre-se-lhe a possibilidade de uma carreira artística mais convencional; mas, simultaneamente, mergulha nos museus e nas galerias, tentando aprofundar conhecimentos. Estuda os grandes, de El Greco a Cézanne, de Van Gogh a Picasso ou Matisse.

Em 1927 expõe na galeria Au Sacre du Printemps em conjunto com dois artistas hoje esquecidos – Hélène Puciatieka e Erwin Singer –, repetindo a mesma mostra individualmente na Chez Fast dois meses mais tarde.

Não são muito numerosos os trabalhos desta fase, e o que mais importa notar é a sua progressiva "descoberta e valorização das poéticas expressionistas" de Kokoschka ou do cubismo de Picasso, influências que serão determinantes para o intenso ciclo de produção imediatamente anterior à partida para Berlim, no final de 1927, e que irá prolongar-se nos primeiros meses de permanência na Alemanha.

Os anos de 1927-1931 são passados entre Lisboa e Berlim. Eloy empenha-se em "temáticas sociais, tratadas com irrisão […] revelando [também] a primeira transmutação plástica de fantasmas pessoais".

Entretanto o seu trabalho começa a infletir; a mudança traduz-se numa acalmia a que não serão alheios os paradigmas de regresso à ordem que marcaram a arte europeia dos anos 20. A sua aproximação formal à arte alemã, e em especial à Nova Objetividade (Neue Sachlichkeit), não anulou, no entanto, a sua forte ligação às origens, à "maneira de ver, portuguesa e meridional" que atravessa toda a sua obra.

Em janeiro de 1929 casa-se com Theodora Severin, poucos dias depois do nascimento do seu filho Mário António. Nesse mesmo ano expõe na galeria de Berlim de Alfred Fleshteim juntamente com nomes de vulto da vanguarda europeia como Braque, Picasso, Matisse ou Giorgio de Chirico. Em 1930 participa no I Salão dos Independentes, em Lisboa, e regressa a Portugal com a família no ano imediato, ao que se seguirá uma fase de estabilidade que dura aproximadamente 4 anos.

Nas obras mais relevantes desta fase – como no autorretrato de 1930-32 –, afasta-se da intensidade expressionista anterior e opta por uma matriz próxima do Picasso neoclássico, sintetizando as suas referências principais: "o cubismo, em primeiro lugar, assumido na simplificação e geometrização da cabeça […]; o expressionismo alemão da Nova Objetividade, em segundo lugar, pela subtil inquietação que se adivinha no próprio fazer, concentrado e obsessivo".

Em 1934 expõe individualmente na Galeria UP. Em 1935 colabora na revista Sudoeste (dirigida por Almada Negreiros) e, nesse mesmo ano, é-lhe atribuído o 1º Prémio Amadeo de Souza-Cardoso na 1º Exposição de Arte Moderna do SPN. O acolhimento crítico positivo não impede, no entanto, que a sua obra seja invadida por uma insatisfação progressiva, que eclode logo em 1936, com um regresso à "instabilidade compositiva e desrealização das cores [idêntica à] de dez anos antes".

Bailarico no bairro, c.1936, é um "ponto de chegada de resolução plástica", e nele vemos confluir "diversos recursos poéticos desenvolvidos anteriormente [...]. O casario cubista, modelado por uma fria poada de azul, recorda as experiências de dez anos antes [...]. Quanto às personagens, elas refluem de dezenas de desenhos caricaturais, feitos antes e depois, a partir de memórias de Berlim e, cada vez mais, da emergência de fantasmas pessoais".

E se a dimensão alegórica das suas pinturas se intensifica na segunda metade da década de 30 em obras como o Poeta, Da minha janela, ou A Fuga (a sua última grande pintura), essa inquietação ganha contornos mais negros quando "a perda de um centro dá lugar ao exaustivo preenchimento da superfície com formas inominadas, de pendor fantasmático", como acontece nos desenhos finais. Em 1943 António Dacosta afirmará: "A pintura de Eloy aperta como um nó cego uma humanidade atual e confusa, triste e emudecida".

No final da década de 30 e na de 40 a sua obra continua a ser apresentada publicamente em Lisboa em mostras coletivas e individuais. Mas a sua capacidade de produção é profundamente afetada pela progressão da doença de que padecia – coreia, ou Doença de Huntington, uma doença de evolução lenta mas inexorável, caracterizada por crescente descontrolo motor e demência. A pintura torna-se rara e Eloy concentra-se no desenho, que adquire um pendor marcadamente surrealizante, povoado de monstros e alusões sexuais. O desfile de figuras inclui "grosseiros nus femininos, mulheres que perderam o torso, homens lutando, cabeças deformadas".

"Os monstros que instigam o inconsciente de Eloy povoam os seus desenhos com ameaças de morte, de sofrimento, de vazio [...] . A morte, portanto, nas mais variadas manifestações. Sem faltar mesmo o momento em que se concretiza (Suicídio, cat. 322). O instante dramático em que a mulher (grávida?) levanta o punhal contra si", no meio de um grupo de figuras aterrorizadas, informes, com as "bocas abertas, em medo e gritos".

É internado em 1945 na Casa de Saúde do Telhal. Em 1950 é representado na Bienal de Veneza com duas obras, e no ano seguinte na Bienal de S. Paulo. A sua situação clínica torna-se crítica, vindo a morrer em 1951.

Encontra-se colaboração da sua autoria na revista Litoral (1944-1945).

 

Bailarico no Bairro, circa 1936, óleo sobre tela

 

Gilberto Freyre nasceu há 125 anos...

undefined

    
Gilberto de Mello Freyre (Recife, 15 de março de 1900 - Recife, 18 de julho de 1987) foi um polímata brasileiro.

Como escritor, dedicou-se à ensaística da interpretação do Brasil sob ângulos da sociologia, antropologia, geografia e história. Foi também autor de ficção, jornalista, poeta e pintor. É considerado um dos mais importantes sociólogos do século XX.[2][3]

Gilberto Freyre foi o intelectual mais premiado da história do país; laureado com o Prémio Aspen, honraria que consagra "indivíduos notáveis por contribuições excecionalmente valiosas para a cultura humana”, e com o prémio italiano La Madonnina. Dentre outros prémios e honrarias, recebeu a Ordem do Império Britânico, o Prémio Jabuti de Literatura, o Prémio Machado de Assis da Academia Brasileira de Letras, o Prémio de Excelência Literária da Academia Paulistana de Letras, medalhas de Portugal e da Espanha e a Ordem Nacional da Legião de Honra da França. Sagrou-se ainda imortal da Academia Pernambucana de Letras.

Sobre Freyre, falou Monteiro Lobato:

"O Brasil do futuro não vai ser o que os velhos historiadores disserem e os de hoje repetem. Vai ser o que Gilberto Freyre disser. Freyre é um dos génios de paleta mais rica e iluminante que estas terras antárticas ainda produziram".

   

 

 

O outro Brasil que vem aí

Eu ouço as vozes
eu vejo as cores
eu sinto os passos
de outro Brasil que vem aí
mais tropical
mais fraternal
mais brasileiro.
O mapa desse Brasil em vez das cores dos Estados
terá as cores das produções e dos trabalhos.
Os homens desse Brasil em vez das cores das três raças
terão as cores das profissões e regiões.
As mulheres do Brasil em vez das cores boreais
terão as cores variamente tropicais.
Todo brasileiro poderá dizer: é assim que eu quero o Brasil,
todo brasileiro e não apenas o bacharel ou o doutor
o preto, o pardo, o roxo e não apenas o branco e o semibranco.
Qualquer brasileiro poderá governar esse Brasil
lenhador
lavrador
pescador
vaqueiro
marinheiro
funileiro
carpinteiro
contanto que seja digno do governo do Brasil
que tenha olhos para ver pelo Brasil,
ouvidos para ouvir pelo Brasil
coragem de morrer pelo Brasil
ânimo de viver pelo Brasil
mãos para agir pelo Brasil
mãos de escultor que saibam lidar com o barro forte e novo dos Brasis
mãos de engenheiro que lidem com ingresias e tratores europeus e norte-americanos a serviço do Brasil
mãos sem anéis (que os anéis não deixam o homem criar nem trabalhar).
mãos livres
mãos criadoras
mãos fraternais de todas as cores
mãos desiguais que trabalham por um Brasil sem Azeredos,
sem Irineus
sem Maurícios de Lacerda.
Sem mãos de jogadores
nem de especuladores nem de mistificadores.
Mãos todas de trabalhadores,
pretas, brancas, pardas, roxas, morenas,
de artistas
de escritores
de operários
de lavradores
de pastores
de mães criando filhos
de pais ensinando meninos
de padres benzendo afilhados
de mestres guiando aprendizes
de irmãos ajudando irmãos mais moços
de lavadeiras lavando
de pedreiros edificando
de doutores curando
de cozinheiras cozinhando
de vaqueiros tirando leite de vacas chamadas comadres dos homens.
Mãos brasileiras
brancas, morenas, pretas, pardas, roxas
tropicais
sindicais
fraternais.
Eu ouço as vozes
eu vejo as cores
eu sinto os passos
desse Brasil que vem aí.
   


Gilberto Freyre

Lightnin Sam Hopkins nasceu há 113 anos...


Sam John Hopkins ou como ficou mais conhecido "Lightnin" Sam Hopkins nasceu em Centerville, Texas em 15 de março de 1912 e foi um influente guitarrista, cantor e compositor de country blues norte-americano. Foi colocado na posição 71 da lista de 100 melhores guitarristas de todos os tempos da revista Rolling Stone.
Hopkins morreu a 30 de janeiro de 1982, vítima de cancro no esófago, aos 69 anos, em Houston, Texas. Foi-lhe feita, como homenagem, uma estátua na cidade de Crockett, Texas.
         
 
 

Nicolau II, o último Czar da Rússia, abdicou há 108 anos...

 
Nicolau II foi o último Imperador da Rússia, Rei da Polónia e Grão-Duque da Finlândia. Nasceu no Palácio de Catarina, em Tsarskoye Selo, próximo de São Petersburgo, em 18 de maio (6 de maio no calendário juliano) de 1868. É também conhecido como São Nicolau o Portador da Paixão pela Igreja Ortodoxa Russa. Oficialmente, era chamado Nicolau II, Imperador e Autocrata de Todas as Rússias.
Filho de Alexandre III, governou desde a morte do pai, em 1 de novembro de 1894, até à sua abdicação, em 15 de março de 1917, quando renunciou. em seu nome e em nome do seu herdeiro.

(...)

O seu reinado terminou com a Revolução Russa de 1917, quando, tentando retornar do quartel-general para a capital, o seu comboio foi detido em Pskov e ele foi obrigado a abdicar. A partir daí, o czar e a a sua família foram aprisionados, primeiro no Palácio de Alexandre em Tsarskoye Selo, depois na Casa do Governador em Tobolsk e finalmente na Casa Ipatiev em Ecaterimburgo. Nicolau II, a sua mulher, o seu filho, as suas quatro filhas, o médico da família imperial, um servo pessoal, a camareira da imperatriz e o cozinheiro da família foram executados na cave da casa pelos bolcheviques, na madrugada de 16 para 17 de julho de 1918. É reconhecido que o massacre foi ordenado a partir de Moscovo por Lenine e pelo também líder bolchevique Yakov Sverdlov. Mais tarde Nicolau II, a sua mulher e os seus filhos foram canonizados como neomártires por grupos ligados à Igreja Ortodoxa Russa no exílio. 
    
     

will.i.am celebra hoje cinquenta anos...!


William James Adams Junior, estilizado como will.i.am, ocasionalmente conhecido como Zuper Blahq (Los Angeles, 15 de março de 1975) é um rapper, compositor, cantor, ator, DJ e produtor musical norte-americano. will.i.am ganhou destaque, na década de 90, como membro do grupo de hip hop Black Eyed Peas, juntamente com apl.de.ap, Taboo e, mais tarde, a cantora Fergie

Como produtor musical, ele produziu outros artistas, incluindo Michael Jackson, Lady Gaga, Britney Spears, U2, Rihanna, Usher, Nicole Scherzinger, Justin Timberlake, Nicki Minaj, Cheryl Cole 2NE1, Daddy Yankee e Juanes.
         
in Wikipédia
 

Joe Hahn, DJ dos Linkin Park, faz hoje 48 anos

   

Joseph Hahn (Dallas, March 15, 1977) is an American musician, DJ, director and visual artist best known as the DJ of the American rock band Linkin Park, doing the scratching, turntables, sampling, and programming for all seven of Linkin Park's albums. Hahn, along with bandmate Mike Shinoda, are responsible for most of Linkin Park's album artwork. Hahn also directed many of the band's music videos.

 

Sá de Miranda morreu há 467 anos...

   
Francisco de Sá de Miranda (Coimbra, 28 de agosto de 1481 - Amares, 15 de março de 1558) foi um poeta português, introdutor do soneto e do Dolce Stil Nuovo na nossa língua.
Francisco de Sá de Miranda nasceu em Coimbra: possivelmente em 28 de agosto de 1481 (data em que D. João II subiu ao trono, dizem os biógrafos). Outros autores apontam para a data de "27 de outubro de 1495". Meio-irmão de Mem de Sá, era filho de Gonçalo Mendes de Sá, cónego da Sé de Coimbra e de Inês de Melo, solteira, nobre, e neto paterno de João Gonçalves de Crescente, cavaleiro fidalgo da Casa Real, e de sua mulher Filipa de Sá que viveram em São Salvador do Campo em Barcelos e em Coimbra, no episcopado de D. João Galvão. Estudou Gramática, Retórica e Humanidades na Escola de Santa Cruz. Frequentou depois a Universidade, ao tempo estabelecida em Lisboa, onde fez o curso de Leis alcançando o grau de doutor em Direito, passando de aluno aplicado a professor considerado e frequentando a Corte até 1521, datando-se de então a sua amizade com Bernardim Ribeiro, para o Paço, compôs cantigas, vilancetes e esparsas, ao gosto dos poetas do século XV. O Cancioneiro Geral de Garcia de Resende, impresso em 1516, publica treze poesias do Doutor Francisco de Sá. Os seus versos, à maneira dos trovadores da época, já revelam o carácter do homem e a vivacidade e cultura do seu espírito. Sá de Miranda começou imitando os poetas do Cancioneiro General de Hernan Castillo, impresso em 1511, glosando, em castelhano, os motes ou cantigas de Jorge Manrique e de Garcia Sanchez. Nunca abandonou as formas tradicionais da redondilha, antes e depois de conhecer e aceitar a escola italiana, e de introduzir em Portugal o verso decassílabo.
  
(...)
  
Influenciou decisivamente escritores seus contemporâneos e posteriores, como António Ferreira, Diogo Bernardes, Pero Andrade de Caminha, Luís de Camões, D. Francisco Manuel de Melo ou ainda, mais recentemente, Jorge de Sena, Gastão Cruz e Ruy Belo, entre outros, manifestando alguns textos destes autores nítida intertextualidade com textos mirandinos, sobretudo com o tão conhecido soneto «O Sol é grande, caem co'a calma as aves».
  
   
 
Que Farei quando Tudo Arde?

 
Desarrezoado amor, dentro em meu peito,
tem guerra com a razão. Amor, que jaz
i já de muitos dias, manda e faz
tudo o que quer, a torto e a direito.

Não espera razões, tudo é despeito,
tudo soberba e força; faz, desfaz,
sem respeito nenhum; e quando em paz
cuidais que sois, então tudo é desfeito.

Doutra parte, a Razão tempos espia,
espia ocasiões de tarde em tarde,
que ajunta o tempo; enfim vem o seu dia:

Então não tem lugar certo onde aguarde
Amor; trata traições, que não confia
nem dos seus. Que farei quando tudo arde?

 

Sá de Miranda

John Bull morreu há 397 anos...

  
John Bull (Somerset, 1562Antuérpia, 15 de março de 1628) foi um compositor inglês, músico e organista.

O local de nascimento é incerto. Num artigo de 1952, Thurston Dart presume a origem da família Bull em Somerset, onde provavelmente o compositor nasceu. Foi no século XVII que o antiquário Anthony Wood, que primeiro o terá relacionado com a família de Peglich Bull, Somerset, mas, em 1959, Dart escreveu que Bull foi provavelmente o filho de um ourives de Londres… Depois, na segunda edição da Biografia de John Bull, por Thurston Dart foi proposta uma terceira possibilidade. Em 1573 entrou no coro da catedral Hereford, e no ano seguinte ingressou na Capela Real, em Londres, onde estudou com John Blitheman e William Hunnis; além de cantar aprendeu a tocar órgão. Depois de ter sido nomeado para o Merchant Taylor's Company, em 1577-78, recebeu sua primeira nomeação como organista da Catedral de Hereford em 1582, onde depois se tornou mestre. Em 1591 tornou-se organista na Capela Real, em 1592 obteve o seu doutoramento de Oxford, em 1596 tornou-se o primeiro professor de música no Gresham College, com a recomendação da Rainha Isabel I, que ele muito admirava. Com a morte da Rainha Isabel I, entrou ao serviço do Rei James I de Inglaterra. Casou-se com Elizabeth Walter, em 1607, de quem teve uma filha.
Bull foi um dos mais famosos compositores da música para teclado do século XVII, só ultrapassado por Sweelinck na Holanda, e na Itália por Frescobaldi, e, pelo seu conterrâneo e ancião, o célebre William Byrd. Deixou muitas composições para teclado, alguns dos quais foram recolhidos no livro Fitzwilliam Virginal.
É-lhe atribuído o God Save the King, o Hino Nacional Britânico.

 

Tim Maia morreu há vinte e sete anos...

 
Tim Maia
, nome artístico de Sebastião Rodrigues Maia (Rio de Janeiro, 28 de setembro de 1942 - Niterói, 15 de março de 1998), foi um cantor, compositor, maestro, produtor musical, instrumentista e empresário brasileiro, responsável pela introdução do estilo soul na música popular brasileira e reconhecido mundialmente como um dos maiores ícones da música no Brasil. As suas músicas eram marcadas pela rouquidão da sua voz, sempre grave e carregada, conquistando o público e consagrando muitos sucessos.
   
(...)
   
Em 8 março de 1998, enquanto gravava um show para a televisão no Teatro Municipal de Niterói, Tim Maia se sentiu mal e foi internado com crise hipertensiva e edema pulmonar. Um quadro grave de infeção desenvolveu-se nos dias seguintes e acabou morrendo, com 55 anos, em 15 de março daquele ano, causando grande comoção no Rio de Janeiro e em todo o Brasil.
   
  

Acautelai-vos com os Idos de Março - Júlio César foi assassinado há 2069 anos...

  
Caio Júlio César
(em latim: Caius ou Gaius Iulius Caesar ou IMP•C•IVLIVS•CÆSAR•DIVVS; Roma, 13 de julho, 100 a.C. – Roma, 15 de março de 44 a.C.), foi um patrício, líder militar e político romano. Desempenhou um papel crítico na transformação da República Romana no Império Romano.
As suas conquistas na Gália estenderam o domínio romano até o oceano Atlântico: um feito de consequências dramáticas na história da Europa. No fim da vida, lutou numa guerra civil com a fação conservadora do senado romano, cujo líder era Pompeu. Depois da derrota dos optimates, tornou-se ditador (no conceito romano do termo) vitalício e iniciou uma série de reformas administrativas e económicas em Roma.
O seu assassinato, nos idos de março de 44 a.C. por um grupo de senadores, travou o seu trabalho e abriu caminho a uma instabilidade política que viria a culminar no fim da República e início do Império Romano. Os feitos militares de César são conhecidos através do seu próprio punho e de relatos de autores como Suetónio e Plutarco.
     
        

Judd Hirsch nasceu há noventa anos...!


Judd Seymore Hirsch (The Bronx, New York, March 15, 1935) is an American actor known for playing Alex Rieger on the television comedy series Taxi (1978–1983), John Lacey on the NBC series Dear John (1988–1992), and Alan Eppes on the CBS series Numb3rs (2005–2010). He is also well known for his career in theatre and for his roles in films such as Ordinary People (1980), Running on Empty (1988), Independence Day (1996), A Beautiful Mind (2001) and Independence Day: Resurgence (2016).

He has twice won the Primetime Emmy Award for Outstanding Lead Actor in a Comedy Series, twice won the Tony Award for Best Actor in a Play, won the Golden Globe Award for Best Actor – Television Series Musical or Comedy and has been nominated for the Academy Award for Best Supporting Actor