domingo, abril 21, 2024
Mark Twain morreu há 114 anos...
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Anthony Quinn nasceu há 109 anos...
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Manfred von Richthofen, o Barão Vermelho, fez o derradeiro voo há 106 anos...
Em vez de usar táticas agressivas e arriscadas, como seu irmão Lothar (40 vitórias), Manfred seguia apenas uma série de orientações básicas (conhecidas como "Dicta Boelcke") para assegurar o sucesso do esquadrão e dos seus pilotos. Na verdade não era um piloto espetacular ou acrobata, como o seu irmão ou o aviador de renome Werner Voss. Por outro lado, era um estratega notável, um excelente líder de esquadrão e um ótimo atirador. Geralmente atacava de cima para ter a vantagem do Sol atrás dele, com outros pilotos cobrindo a sua retaguarda e flancos.
Em 23 de novembro de 1916, Richthofen abateu o seu oponente mais famoso, o ás britânico, major Lanoe Hawker, detentor de uma Cruz Vitória, descrito por Richthofen como "o Boelcke britânico". Essa vitória ocorreu enquanto Richthofen voava com um Albatros D.II e Hawker voava num DH.2. Depois de um longo combate aéreo, Hawker foi morto com uma bala na cabeça quando tentava escapar de volta para as suas próprias linhas. Depois desse combate, Richthofen ficou convencido de que precisava de um avião de caça com maior agilidade, mesmo com perda de velocidade. Ele trocou o seu avião por um Albatros D.III em janeiro de 1917, obtendo duas vitórias antes de sofrer uma quebra do suporte da asa inferior em voo, em 24 de janeiro. Richthofen voltou a usar o Albatros D.II ou Halberstadt D.II nas cinco semanas seguintes. Ele estava a voar no seu Halberstadt quando, em 6 de março, em combate com alguns F.E.8 do 40º esquadrão RFC, o seu avião foi atingido no tanque de combustível, provavelmente por Edwin Benbow, que foi creditado com essa vitória. Richthofen conseguiu, nessa oportunidade, pousar o seu avião sem que ele ardesse. Richthofen obteve outra vitória eno seu Albatros D.II, a 9 de março, mas como o seu Albatros D.III ficaria em terra no resto do mês, voltou a usar o Halberstadt D.II.
Depois de sua 18ª vitória (a 24 de janeiro de 1917), von Richthofen recebeu o Pour le Mérite, a honraria militar mais elevada da Alemanha na época. Ele retornou ao seu Albatros D.III a 2 de abril de 1917 e obteve 22 vitórias com ele, antes de trocar para o Albatros D.V no final de junho. Em 6 de julho, Richthofen foi abatido durante um confronto com alguns F.E.2 do 20º esquadrão RFC quando um deles, pilotado por Donald Cunnell conseguiu atingi-lo. Depois de recuperar dos graves ferimentos decorrentes, Richthofen passou a voar com o muito reconhecido triplanoFokker Dr.I, o característico avião com o qual ele é normalmente associado, mas com o qual só passou a voar de forma exclusiva, depois que ele foi reformado e teve as asas reforçadas em novembro.
Apesar da associação feita pelo público em geral entre Richthofen e o Fokker Dr.I, apenas 19 das suas 80 vitórias foram obtidas com esse tipo de avião. Foi o seu Albatros D.III, número de série 789/16 que recebeu a pintura em vermelho brilhante pela primeira vez, no final de janeiro de 1917, e com o qual ele obteve a sua alcunha e reputação.
Richthofen contribuiu para o desenvolvimento do Fokker D.VII com sugestões para superar as deficiências dos caças alemães daquela época. No entanto, não chegou a ter a oportunidade de voar o novo modelo em combate, pois foi abatido e morto dias antes que ele entrasse em serviço.
Manfred, como muitos de seus companheiros pilotos, era muito supersticioso. Ele nunca saia em missão sem ser beijado por alguém querido. Isto tornou-se rapidamente um hábito difundido entre todos os pilotos de combate.
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A ditadura dos coronéis começou na Grécia há 57 anos...
A Junta militar grega de 1967-1974, alternativamente ditadura dos coronéis ou junta dos coronéis ou ainda regime dos coronéis refere-se ao período compreendido entre 1967 e 1974, quando a Grécia foi submetida a uma ditadura militar de extrema-direita. Nesse período, o poder foi exercido por juntas militares, que se sucederam no exercício do poder.
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François Duvalier, o Papa Doc, o ditador que rebentou com o Haiti, morreu há 53 anos
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Ludovico Carracci nasceu há 469 anos
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Oparin morreu há quarenta e quatro anos
Aleksandr Ivanovich Oparin (Uglitch, 2 de março, ou 18 de fevereiro, no calendário juliano, de 1894 - Moscovo, 21 de abril de 1980) foi um biólogo e bioquímico russo considerado um dos precursores dos estudos sobre a origem da vida.
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A manifestação policial dos Secos e Molhados foi há 35 anos
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Nina Simone morreu há vinte e um anos...
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Prince morreu há oito anos...
Filho de pais músicos, Prince teve bastante contacto com instrumentos desde pequeno. O primeiro instrumento que ele aprendeu a tocar foi o piano, com apenas 7 anos de idade, herdado de seu pai, quando este se separou de sua mãe. Com o passar do tempo aderiu a diversos outros instrumentos, como o baixo, bateria, percussão, guitarra e muitos outros. Adquiriu reconhecimento através do convívio com esses diversos instrumentos musicais, o que lhe permitiu, já no seu primeiro disco, intitulado "For You", gravar tudo sozinho. Além de tocar todos os instrumentos, ele também compôs a maioria das letras, bem como produziu o álbum. Esse padrão estendeu-se durante toda a sua carreira: ele não permitia que ninguém interferisse no seu processo criativo. Seguiu compondo, produzindo, tocando e ditando as regras em todos os seus trabalhos artísticos. Gravou compulsivamente a maior parte da vida, e sempre esteve trabalhando quase até à exaustão no seu estúdio pessoal em Paisley Park. Por causa disso, Prince ganhou fama de "workaholic", ou seja, de pessoa obcecada pelo trabalho.
O seu álbum de maior sucesso foi Purple Rain, de 1984, que veio acompanhado de um filme de mesmo nome. Purple Rain vendeu mais de 21 milhões de cópias e ajudou a aumentar a influência de Prince na década de 80 como um dos maiores ícones da música pop norte-americana. Nos anos 90, Prince teve um período de baixa popularidade, devido principalmente às disputas com a sua gravadora na época, a Warner Bros. Ele acreditava que a gravadora estava usando o seu nome, que lhe havia sido concedido ao nascer, como uma "máquina de fazer dinheiro". Além de que, também não possuía os direitos autorais da sua música, e tudo isso levou-o a mudar o seu nome para um símbolo impronunciável (
Prince é considerado um dos maiores ícones da música de todos os tempos. Ele é aclamado pelos críticos, que elogiam o seu trabalho pela versatilidade em compor, tocar, cantar e dançar, e pelas suas performances, descritas por anos como sendo algo extraordinário. O seu trabalho tem influenciado diversos músicos especialmente da black music norte-americana, como Bruno Mars, Beyoncé e The Weeknd. O público, por sua vez, deu prestígio a Prince fazendo dele um dos recordistas de vendas de discos: foram mais de 100 milhões de álbuns e 60 milhões de singles vendidos ao longo de sua carreira. Várias instituições da música reconhecem o seu trabalho, também. Ele ganhou 7 Grammys, além de possuir dois álbuns no Grammy Hall Of Fame. Em 2003, a prestigiada revista Rolling Stone colocou Purple Rain em 72° em sua lista de 500 melhores álbuns de todos os tempos, sendo que a revista Time já o tinha classificado em 15°. Além de Purple Rain, a Time anexou Sign O the Times' nesta lista. Em 2008, Prince foi eleito o 30º maior cantor de todos os tempos pela Rolling Stone. Em 2012, Prince foi eleito o 28° maior artista de todos os tempos também pela Rolling Stone, e em 2011, a mesma Rolling Stone ainda o colocaria em 33º em sua lista de melhores guitarristas. A lista foi compilada a partir dos votos de vários outros guitarristas famosos, como Tony Iommi, Eddie Van Halen e Brian May. Prince ainda figuraria a 6° posição em uma lista com o mesmo tema feita pela SPIN, a 14° na lista a Gibson de maiores guitarristas e a 10° na lista da Time. O SPIN ainda incluiria Prince em primeiro lugar na sua lista de 'maiores frontman' de todos os tempos. Em 2004, Prince foi introduzido ao "Rock and Roll Hall of Fame", uma espécie de "museu da música" que perpetua os mais importantes nomes da indústria fonográfica, artistas que de alguma forma tiveram impacto na cultura norte-americana. Na ocasião, o músico fez um mesh-up de "The Glamorous Life", "Let's Go Crazy", ""Sign 'O' the Times," e finalizou com "Kiss". Mais tarde no mesmo dia, na nomeação de George Harrison para o Hall of Fame, Prince tocou o solo de "While My Guitar Gently Weeps", que lhe rendeu muitos elogios. Em 2006, Prince leva um Globo de Ouro pela canção "The Song Of the Heart", banda sonora da animação Happy Feet. Levou também um Academy Music Awards, prestigiado prémio dado pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Los Angeles. Em 2013, Prince foi eleito o segundo melhor artista de se assistir ao vivo pela revista Rolling Stone. Em 21 de abril de 2016, Prince foi encontrado desmaiado na sua mansão, em Minneapolis. Uma ligação para o serviço de emergência foi feita às 09.43 da manhã, mas os médicos não puderam reanimá-lo e Prince foi declarado morto, devido a uma overdose de fentanil, às 10.07 horas. A morte do músico repercutiu no mundo todo e sobretudo no meio artístico, com homenagens de diversos artistas como Stevie Wonder, Elton John, Paul McCartney, Mick Jagger, Madonna e Lenny Kravitz. O seu corpo foi cremado numa cerimónia para amigos mais íntimos e parentes. Como não deixou descendentes, a fortuna de Prince, estimada em 300 milhões de dólares, foi dividida entre os seus seis irmãos.
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Música de aniversariante de hoje...
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Robert Smith, o vocalista e líder dos The Cure, celebra hoje 65 anos...!
O seu reconhecimento, ainda que algo tardio, surgiu em força nos anos 2000 com diversas homenagens tanto à sua banda como à sua pessoa e de onde se podem destacar os tributos da revista Q, MTV, NME, Rock Walk of Fame e Ivor Novello.
Robert Smith é também famoso pela sua imagem de marca, v.g. lábios borratados de batom, olhos pintados e, especialmente, o seu cabelo no ar, completamente despenteado.
Postado por Fernando Martins às 00:06 0 comentários
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sábado, abril 20, 2024
Notícia sobre quirópteros madeirenses...
Pequenos, peludos e voadores: os morcegos caçam pragas agrícolas na Madeira
Morcego-arborícola-da-madeira, uma subespécie endémica da ilha Ricardo Rocha
Estudo de cientistas portugueses conclui que 40% da dieta das três espécies destes mamíferos da ilha da Madeira é composta por insetos prejudiciais para a agricultura.
Na ilha da Madeira, há três espécies de morcegos que se alimentam de insetos. E uma equipa de cientistas portugueses investigou a dieta destes pequenos mamíferos voadores, recorrendo a uma avançada técnica genética, e concluiu que pelo menos 40% dos insetos que fazem parte da sua dieta são pragas agrícolas ou florestais, ou até vetores para a transmissão de doenças aos seres humanos.
A maior componente da dieta das três espécies de morcegos nativas da Madeira é composta por borboletas noturnas. Mas, embora a contribuição dos morcegos não seja muito conhecida, dão uma enorme ajuda aos agricultores, e ao controlo de outros insetos prejudiciais para a saúde humana. “Não estávamos à espera de que uma percentagem tão grande de presas correspondesse a pragas agrícolas ou florestais, prováveis, ou confirmadas”, disse Angelina Gonçalves, da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto e do laboratório associado CIBIO - Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos, citada num comunicado de imprensa.
“As presas dos morcegos alimentam-se de um vasto leque de espécies, incluindo muitas de elevado interesse económico, como a bananeira, a estrelícia, e a cana-de-açúcar”, explicou ao Azul Ricardo Rocha, da Universidade de Oxford, no Reino Unido, coordenador do trabalho publicado na semana passada na revista científica Journal of Mammology. Uma delas é a traça-da-bananeira (Opogona sacchari), que não só afecta as plantações de bananeiras, como também várias espécies ornamentais, como a famosa flor da Madeira, a estrelícia.
Mas quem são os morcegos madeirenses? “O morcego-da-madeira (Pipistrellus maderensis) habita apenas na Macaronésia, nos arquipélagos da Madeira, Canárias e provavelmente Açores”, explicou ao Azul Ricardo Rocha, “explorador” da National Geographic.
O morcego-arborícola-da-madeira (Nyctalus leisleri verrucosus) é uma subespécie endémica da Madeira. “Isto quer dizer que, apesar de a espécie ter uma distribuição mais ampla, as populações na Madeira são suficientemente diferentes para terem uma classificação própria”, indicou Ricardo Rocha.
Por fim, o morcego-orelhudo-cinzento (Plecotus austriacus), que tem uma distribuição muito mais alargada, pois existe em grande parte da Europa Ocidental, é o menos abundante na Madeira.
Código de barras genético
Como é que os cientistas analisaram a dieta destes voadores noturnos? Começaram por ter de apanhar um número significativo de morcegos das três espécies, usando redes colocadas em vários locais no Parque Ecológico do Funchal. “Foram muitas noites de trabalho árduo, mas com muito esforço conseguimos capturar mais de cem morcegos, o que nos permitiu examinar as diferenças alimentares entre as várias espécies”, adiantou Angelina Gonçalves, que é a primeira autora do estudo publicado na revista científica Journal of Mammology.
O método tradicional para perceber de que se alimenta um animal é analisar as suas fezes, quer por observação direta, quer ao microscópio, procurando vestígios daquilo de que se alimentou. “Mas como a maior parte dos morcegos caça no ar à noite e mastiga os fragmentos maiores das suas presas, estes métodos não são particularmente eficazes para analisar a sua dieta”, escrevem os investigadores no artigo.
Decidiram, portanto, usar uma técnica desenvolvida nos primeiros anos do século XXI, o código de barras de ADN. “Esta técnica tem vindo a ser cada vez mais usada em estudos de dieta”, comentou Ricardo Rocha, que dá uma explicação simples do que se trata: “De forma muito resumida, identificam-se segmentos de ADN que permitem diagnosticar determinados grupos taxonómicos – atuam como uma espécie de código de barras. Com isso, conseguimos perceber que presas foram consumidas pelos morcegos com uma resolução muito maior do que conseguíamos no passado.
“Este estudo foi um dos primeiros a usar este método do código de barras genético para avaliar a dieta de morcegos que vivem em ilhas, salientam os autores do artigo. Assim, avança em muito o conhecimento relativo à ecologia trófica [de alimentação] e serviços de supressão de pragas prestados por estes mamíferos ainda mal conhecidos”, escrevem no artigo científico.
Discretos e pouco estudados
Porque são os morcegos mal conhecidos? Responde Ricardo Rocha: “No geral, os morcegos são pouco estudados. Tendem a ser espécies pequenas, noturnas, e bastante discretas.” No caso de espécies insulares, que vivem em ilhas, essa falta de estudos é particularmente aguda, salienta.
“Este não é o padrão exclusivo dos morcegos. É um padrão geral dos vertebrados em ilhas. Salvo raras exceções, como por exemplo os tentilhões das Galápagos [aves], ou algumas aves marinhas, as espécies insulares tendem a ser particularmente pouco estudadas, se compararmos com as as espécies continentais”, explica Ricardo Rocha.
Os demais mamíferos da Madeira não são nativos. Alguns, como os gatos, são predadores de morcegos e outras espécies nativas, o que pode afetar eventuais serviços de ecossistema – como o potencial controlo de pragas, associado ao consumo de insetos nefastos à agricultura
Postado por Fernando Martins às 20:02 0 comentários
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O primeiro conto policial foi publicado há 183 anos
The Murders in the Rue Morgue (Os Crimes da Rua Morgue, em Portugal) é um conto escrito por Edgar Allan Poe e que foi publicado pela primeira vez na Graham's Magazine, em 20 de abril de 1841.
Conta a história de dois brutais assassinatos de mulheres na Rua Morgue, em Paris, casos que parecem insolúveis até que o detetive C. Auguste Dupin assume o caso e, usando a sua estupenda inteligência, desvenda esse grande mistério.
O detetive Dupin é considerado o precursor de Sherlock Holmes. Os métodos de investigação são semelhantes ao do detetive inglês e, as histórias policiais em que aparece, encontram-se no período da génese da literatura policial internacional.
Apesar dessas qualidades, Dupin é pouco conhecido pois o seu criador escreveu apenas três contos com ele (a obra completa de Poe é pequena, por causa da sua morte precoce, aos quarenta anos, além de mais identificada com contos de terror e suspense, outra criação literária do genial autor norte-americano).
Postado por Fernando Martins às 18:30 0 comentários
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Há novidades científicas na área das vacinas...!
Cientistas revelam vacina universal contra todo o tipo de vírus

“Esta pode ser a vacina universal que procurávamos”, diz autor de novo estudo. Nova estratégia eliminará a necessidade de criar vacinas diferentes. “É eficaz contra qualquer variante e segura para um amplo espetro de pessoas”.
Cientistas da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos (EUA), revelaram uma nova estratégia para a vacina baseada em RNA que é eficaz contra qualquer estirpe de um vírus e segura até para bebés e para quem tem o sistema imunitário enfraquecido.
A vacina, como funciona e uma demonstração da sua eficácia em ratos são descritas num artigo publicado esta segunda-feira na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences, indica um comunicado da Universidade da Califórnia - Riverside (UCR).
“O que quero destacar em relação a esta estratégia de vacina é que ela é ampla (…) aplicável a qualquer número de vírus, (…) eficaz contra qualquer variante de um vírus e segura para um amplo espetro de pessoas. Esta pode ser a vacina universal que procurávamos”, disse Rong Hai, virologista da UCR e autor do artigo, citado no comunicado.
Todos os anos, os investigadores tentam prever as quatro estirpes do vírus da gripe com maiores possibilidades de prevalecer na próxima temporada da doença e a vacina atualizada deve ser tomada anualmente. O mesmo aconteceu com as vacinas contra o SARS-CoV-2, coronavírus que causa a covid-19, que foram sendo reformuladas para atingir subvariantes das estirpes dominantes em circulação.
Ao visar uma parte do genoma viral que é comum a todas as estirpes de um vírus, a nova estratégia eliminará a necessidade de criar vacinas diferentes.
“Tradicionalmente, as vacinas contêm uma versão viva, morta ou modificada de um vírus. O sistema imunológico do corpo reconhece uma proteína no vírus e organiza uma resposta imunológica”, produzindo “células T que atacam o vírus e impedem a sua propagação” e “células B ‘de memória’ que treinam o sistema imunológico” para evitar futuros ataques.
A vacina agora revelada “utiliza uma versão viva modificada de um vírus”, mas “não depende” da referida resposta imunitária - por isso pode ser tomada por bebés com um incipiente sistema imunitário ou por imunocomprometidos - mas sim de pequenas moléculas de RNA que silenciam os genes causadores da doença.
“Um hospedeiro - uma pessoa, um rato, quem quer que esteja infetado - produzirá pequenos RNAs interferentes como resposta imunológica à infeção viral. Esses RNAi então abatem o vírus”, explicou Shouwei Ding, professor de microbiologia da UCR e principal autor do artigo, citado no comunicado.
Dado que os vírus causam doenças porque produzem proteínas que bloqueiam a resposta de RNAi do hospedeiro, a criação de um vírus mutante que não consegue produzir a proteína para suprimir o RNAi, enfraquece o vírus.
“Ele pode-se replicar até certo ponto, mas depois perde a batalha para a resposta do RNAi do hospedeiro”, disse ainda Ding, acrescentando: “Um vírus enfraquecido desta forma pode ser usado como vacina para reforçar o nosso sistema imunitário RNAi.”
A nova estratégia foi testada em ratos mutantes, sem células T e B, e descobriu-se que com uma injeção de vacina os ratos ficavam protegidos de uma dose letal do vírus não modificado durante pelo menos 90 dias (alguns estudos mostram que nove dias em ratos equivalem aproximadamente a um ano humano). Mesmo os ratos recém-nascidos produzem pequenas moléculas de RNAi, pelo que a vacina também os protegeu.
A UC Riverside já obteve uma patente nos EUA para esta tecnologia de vacina RNAi e o próximo passo dos investigadores é criar uma vacina contra a gripe para proteger as crianças.
“Se tivermos sucesso, as crianças deixarão de depender dos anticorpos das mães”, referiu Ding.
Os cientistas dizem ainda ser pequena a hipótese de um vírus ter uma mutação para evitar esta estratégia de vacinação. “Os vírus podem sofrer mutações em áreas não visadas pelas vacinas tradicionais. No entanto, neste caso, o alvo dos milhares de pequenos RNAs é todo o seu genoma. Eles não podem escapar ”, disse Hai.
Com um processo de “corta e cola” da estratégia, os investigadores acreditam igualmente poder fazer uma vacina única para qualquer tipo de vírus. “Existem vários patógenos humanos bem conhecidos, como o dengue e o SARS. Todos eles têm funções virais semelhantes”, pelo que a nova estratégia “deve ser adequada a esses vírus”, adiantou Ding.


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