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sábado, abril 20, 2024

Há novidades científicas na área das vacinas...!

Cientistas revelam vacina universal contra todo o tipo de vírus

 

 

“Esta pode ser a vacina universal que procurávamos”, diz autor de novo estudo. Nova estratégia eliminará a necessidade de criar vacinas diferentes. “É eficaz contra qualquer variante e segura para um amplo espetro de pessoas”.

Cientistas da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos (EUA), revelaram uma nova estratégia para a vacina baseada em RNA que é eficaz contra qualquer estirpe de um vírus e segura até para bebés e para quem tem o sistema imunitário enfraquecido.

A vacina, como funciona e uma demonstração da sua eficácia em ratos são descritas num artigo publicado esta segunda-feira na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences, indica um comunicado da Universidade da Califórnia - Riverside (UCR).

“O que quero destacar em relação a esta estratégia de vacina é que ela é ampla (…) aplicável a qualquer número de vírus, (…) eficaz contra qualquer variante de um vírus e segura para um amplo espetro de pessoas. Esta pode ser a vacina universal que procurávamos”, disse Rong Hai, virologista da UCR e autor do artigo, citado no comunicado.

Todos os anos, os investigadores tentam prever as quatro estirpes do vírus da gripe com maiores possibilidades de prevalecer na próxima temporada da doença e a vacina atualizada deve ser tomada anualmente. O mesmo aconteceu com as vacinas contra o SARS-CoV-2, coronavírus que causa a covid-19, que foram sendo reformuladas para atingir subvariantes das estirpes dominantes em circulação.

Ao visar uma parte do genoma viral que é comum a todas as estirpes de um vírus, a nova estratégia eliminará a necessidade de criar vacinas diferentes.

“Tradicionalmente, as vacinas contêm uma versão viva, morta ou modificada de um vírus. O sistema imunológico do corpo reconhece uma proteína no vírus e organiza uma resposta imunológica”, produzindo “células T que atacam o vírus e impedem a sua propagação” e “células B ‘de memória’ que treinam o sistema imunológico” para evitar futuros ataques.

A vacina agora revelada “utiliza uma versão viva modificada de um vírus”, mas “não depende” da referida resposta imunitária - por isso pode ser tomada por bebés com um incipiente sistema imunitário ou por imunocomprometidos - mas sim de pequenas moléculas de RNA que silenciam os genes causadores da doença.

“Um hospedeiro - uma pessoa, um rato, quem quer que esteja infetado - produzirá pequenos RNAs interferentes como resposta imunológica à infeção viral. Esses RNAi então abatem o vírus”, explicou Shouwei Ding, professor de microbiologia da UCR e principal autor do artigo, citado no comunicado.

Dado que os vírus causam doenças porque produzem proteínas que bloqueiam a resposta de RNAi do hospedeiro, a criação de um vírus mutante que não consegue produzir a proteína para suprimir o RNAi, enfraquece o vírus.

“Ele pode-se replicar até certo ponto, mas depois perde a batalha para a resposta do RNAi do hospedeiro”, disse ainda Ding, acrescentando: “Um vírus enfraquecido desta forma pode ser usado como vacina para reforçar o nosso sistema imunitário RNAi.”

A nova estratégia foi testada em ratos mutantes, sem células T e B, e descobriu-se que com uma injeção de vacina os ratos ficavam protegidos de uma dose letal do vírus não modificado durante pelo menos 90 dias (alguns estudos mostram que nove dias em ratos equivalem aproximadamente a um ano humano). Mesmo os ratos recém-nascidos produzem pequenas moléculas de RNAi, pelo que a vacina também os protegeu.

A UC Riverside já obteve uma patente nos EUA para esta tecnologia de vacina RNAi e o próximo passo dos investigadores é criar uma vacina contra a gripe para proteger as crianças.

“Se tivermos sucesso, as crianças deixarão de depender dos anticorpos das mães”, referiu Ding.

Os cientistas dizem ainda ser pequena a hipótese de um vírus ter uma mutação para evitar esta estratégia de vacinação. “Os vírus podem sofrer mutações em áreas não visadas pelas vacinas tradicionais. No entanto, neste caso, o alvo dos milhares de pequenos RNAs é todo o seu genoma. Eles não podem escapar ”, disse Hai.

Com um processo de “corta e cola” da estratégia, os investigadores acreditam igualmente poder fazer uma vacina única para qualquer tipo de vírus. “Existem vários patógenos humanos bem conhecidos, como o dengue e o SARS. Todos eles têm funções virais semelhantes”, pelo que a nova estratégia “deve ser adequada a esses vírus”, adiantou Ding.

 

in ZAP

quarta-feira, fevereiro 28, 2024

Desextinguir animais será boa ideia...?

Descobertos os segredos que podem trazer de volta o extinto Tigre da Tasmânia

 

 

Tigre da Tasmânia, no Jardim Zoológico de Hobart, em 1933

 

Os cientistas descobriram segredos de RNA que os deixaram mais perto da recriação do Tigre da Tasmânia, extinto há quase 90 anos.

Pela primeira vez, investigadores conseguiram extrair RNA de um animal extinto, o Tigre da Tasmânia ou Tilacino.

Esta descoberta pode abrir caminho para uma compreensão mais profunda da espécie, extinta há quase de 90 anos.

Os Tilacinos, vulgarmente referidos como Tigres da Tasmânia eram marsupiais carnívoros nativos da Austrália, Tasmânia e Nova Guiné.

A extinção deste animal foi, fundamentalmente, consequência de fatores como a caça intensiva, doenças e alterações climáticas.

O último Tilacino conhecido morreu no Jardim Zoológico em Hobart, na Tasmânia, em 1936. No entanto, a espécie foi oficialmente declarada extinta apenas em 1982.

 

 

Descoberta pioneira

Emilio Mármol Sánchez e a sua equipa da Universidade de Estocolmo conseguiram agora extrair e analisar RNA de um exemplar de Tilacino, conservado no Museu Sueco de História Natural durante 130 anos.

Antes disto, a extração de RNA era “exclusiva” a seres vivos e a algumas plantas antigas. Os especialistas acreditavam que a recuperação de RNA de uma espécie tão antiga não era viável, devido à sua natureza mais frágil em comparação com o DNA.

O RNA oferece uma visão mais completa de um organismo do que o DNA.

O sucesso deste estudo indica potenciais oportunidades para extrair RNA de outras espécies preservadas, revolucionando potencialmente a nossa compreensão sobre espécies extintas.

Mármol Sánchez esclareceu, à New Scientist, que a recriação deste animal não é o principal foco dos investigadores.

O que vale a pena destacar, considera o cientista, são as pistas valiosas sobre o genoma do Tigre da Tasmânia que a investigação vem dar, enfatizando que o RNA vem fornecer uma visão mais abrangente de como as células de um organismo funcionam.

 

in ZAP