segunda-feira, abril 15, 2024

Goya morreu há 196 anos...

Retrato de Goya feito por Vicente López Portaña em 1826
   
Francisco José de Goya y Lucientes (Fuendetodos, 30 de março de 1746  - Bordéus, 15 ou 16 de abril de 1828) foi um pintor e gravador espanhol.
 
Três de maio de 1808 em Madrid: os fuzilamentos na montanha do Príncipe Pío, de Francisco de Goya - Museu do Prado

           

Mais uma explicação para uma extinção no Câmbrico...

Gás venenoso poderá ter dizimado metade de toda a vida marinha

 

 

Há cerca de 510 milhões de anos, durante a primeira grande extinção da Terra, quase metade de toda a vida marinha pereceu devido a uma combinação letal de baixos níveis de oxigénio e altos níveis de sulfeto de hidrogénio.

Este evento devastador teve lugar após a explosão câmbrica, ocorrida há cerca de 530 milhões de anos, que testemunhou um aumento notável na diversidade da vida marinha, incluindo trilobites, camarões grandes e vermes com espinhos afiados.

Os registos fósseis revelam que, em 20 milhões de anos, 45% das criaturas oceânicas foram extintas.

Originalmente, os cientistas acreditavam que esta grande mortandade teria sido causada por condições anóxicas - escassez de oxigénio - possivelmente desencadeadas por um aumento súbito da decomposição de matéria orgânica proveniente de plantas e animais mortos, esgotando o oxigénio do oceano.

No entanto, um estudo recentemente publicado na revista “Geophysical Research Letters” propõe uma causa diferente: um aumento de sulfeto de hidrogénio, um gás tóxico letal para a vida marinha.

“Este químico é letal para todas as formas de vida marinha”, explica Chao Chang, geoquímico da Universidade do Noroeste, em Xi’an, na China, e coautor do estudo, ao Live Science. “Basicamente, nenhum animal poderia sobreviver num ambiente destes durante muito tempo.

A equipa de investigadores analisou o registo geológico do Cambriano na Plataforma do Yangtze, no sul da China, e identificou as concentrações de molibdénio nos sedimentos, que servem como indicador das condições oceânicas passadas.

Os níveis elevados de molibdénio encontrados nas amostras do período de extinção em massa indicaram a presença de sulfeto de hidrogénio na água. Esta conclusão baseia-se no facto de o molibdénio reagir com o enxofre para formar compostos que se depositam nos sedimentos, particularmente em águas sulfídicas.

A causa da expansão destas águas sulfídicas permanece incerta, mas pode estar ligada ao défice de oxigénio criado pela decomposição da matéria orgânica.

Esta decomposição teria alimentado micróbios, que por sua vez converteram sulfatos naturais presentes na água do mar em sulfeto de hidrogénio, enchendo as águas com este gás tóxico.

Os resultados do estudo, embora baseados em amostras da China, sugerem um impacto global, uma vez que o molibdénio tem um longo tempo de residência no oceano — o que implica que os níveis de isótopos de molibdénio numa área de sedimentos oceânicos podem refletir as condições de todo o oceano.

 

in ZAP

Novidades na paleontologia europeia...

Desvendado mistério de fósseis gigantes na Europa que intrigam cientistas há 150 anos

 

Reconstituição de um ictiossauro gigante

 

Um estudo da Universidade de Bona encontrou finalmente explicação para a origem misteriosa de vários fragmentos de ossos fósseis de grandes dimensões que intrigam os paleontólogos há 150 anos.

Durante a segunda metade do século XIX foram descobertos de grandes dimensões, muito semelhantes,  em várias regiões da Europa Ocidental e Central.

O grupo animal a que pertenciam foi até agora objeto de grande debate na comunidade científica.

Um novo estudo, conduzido por investigadores da Universidade de Bona e  publicado esta semana na revista PeerJ, concluiu agora que a microestrutura dos fósseis indica que provêm da mandíbula inferior de ictiossauros.

Estes animais podiam atingir 25 a 30 metros de comprimento, um tamanho semelhante ao da baleia azul atual.

Em 1850, o naturalista britânico Samuel Stutchbury relatou numa revista científica um misterioso achado: um grande fragmento de osso cilíndrico tinha sido descoberto em Aust Cliff, um depósito de fósseis perto de Bristol.

Desde então, foram encontrados fragmentos de ossos semelhantes em vários locais diferentes da Europa, incluindo Bonenburg, na Renânia do Norte – Vestefália, na Alemanha, e na região da Provença, em França.

Há mais de 200 milhões de anos, estas zonas estavam submersas num enorme oceano que cobria vastas áreas da Europa Ocidental e Central. Os restos fósseis do mundo animal dessa época, incluindo os habitantes marinhos e costeiros, estão preservados nos sedimentos.

Ainda hoje se discute a que grupo animal pertenciam estes grandes ossos fossilizados. Stutchbury supôs, ao examinar os primeiros achados, que eram provenientes de um labyrinthodontia, uma criatura terrestre extinta, semelhante a um crocodilo.

No entanto, esta hipótese foi contestada por outros investigadores, que acreditavam que os fósseis provinham de dinossauros de pescoço comprido (saurópodes), de estegossauros ou de um grupo de dinossauros ainda completamente desconhecido.

“Já no início do século XX, outros investigadores tinham teorizado que os fósseis poderiam pertencer a um ictiossauro gigantesco“, explica em comunicado da Universidade de Bona o autor principal do estudo, Marcello Perillo.

O investigador tem estado a estudar esta teoria no âmbito da sua tese de mestrado no grupo de investigação liderado pelo Professor Martin Sander no Instituto de Geociências da Universidade de Bona.

No  seu trabalho, examinou a microestrutura do tecido ósseo fossilizado. “Os ossos de espécies semelhantes têm geralmente uma estrutura semelhante. Desta forma, a osteohistologia, ou análise do tecido ósseo, permite tirar conclusões sobre o grupo de animais de onde provém o achado”, explica Perillo.

O paleobiólogo começou por recolher amostras de ossos que até agora não tinham sido classificados.

“Comparei espécimes do sudoeste de Inglaterra, de França e de Bonenburg. Todos eles apresentavam uma combinação muito específica de propriedades. Esta descoberta indicou que poderiam provir do mesmo grupo animal”, conta o investigador.

Em seguida, Marcello Perillo verificou, com um microscópio especial, que a parede do osso tinha uma estrutura muito invulgar: continha longos fios de colagénio mineralizado, uma fibra proteica, que se entrelaçavam de uma forma caraterística que ainda não tinha sido encontrada noutros ossos.

Curiosamente, os grandes fósseis de ictiossauros do Canadá também têm uma estrutura de parede óssea muito semelhante. É assim provável que os fósseis provenham da mandíbula inferior de uma criatura marinha.

“No entanto, esta estrutura não se encontra em amostras de fósseis de outros grupos animais que estudei”, sublinha Perillo. “Por isso, parece muito provável que os fragmentos também pertençam a um ictiossauro e que os resultados refutem a afirmação de que os ossos são de um dinossauro terrestre.”

Comparando o tamanho dos fragmentos com as mandíbulas de outras espécies deste grupo animal, é possível deduzir o comprimento dos animais: poderiam ter atingido um comprimento de 25 a 30 metros, como inicialmente proposto pelos defensores da teoria dos ictiossauros. especulado num estudo anterior.

“No entanto, este valor é apenas uma estimativa e está longe de ser certo, até encontrarmos restos fósseis mais completos”, diz Perillo. Mas eram certamente excecionalmente grandes.

Os primeiros ictiossauros viveram nos oceanos antigos, no início do Triássico, há cerca de 250 milhões de anos. Espécies tão grandes como as baleias existiram desde o início, mas as maiores criaturas só apareceram há cerca de 215 milhões de anos. Quase todas as espécies de ictiossauros foram extintas no final do período Triássico, há mais de 200 milhões de anos.

A estrutura invulgar das suas paredes ósseas, semelhante a materiais reforçados com fibra de carbono, manteve provavelmente o osso muito estável e, ao mesmo tempo, permitiu um crescimento rápido.

“Estas enormes mandíbulas teriam sido expostas a forças de cisalhamento significativas, mesmo quando o animal estava a comer normalmente”, diz Perillo.

“É possível que estes animais também usassem o focinho para abocanhar as presas, à semelhança das orcas atuais. No entanto, isto continua a ser pura especulação, nesta altura”, conclui o investigador.

 

in ZAP

João Braga comemora hoje 79 anos

(imagem daqui)

 

João de Oliveira e Costa Braga (Lisboa, 15 de abril de 1945), conhecido como João Braga, é um fadista português

 

Natural do bairro de Alcântara, filho de Óscar José da Costa Braga (1907 - 1985) e de sua mulher Maria de Lourdes de Oliveira e Costa (c. 1920 - 1988), estreou-se em público aos nove anos, como solista do coro do Colégio de São João de Brito. Em 1957 a sua família mudou-se para Cascais, vila onde começou a cantar em casas de fado amador.

Em junho de 1964 João Braga inaugura o Estribo como casa de fados, em parceria com Francisco Stoffel, mudando-se ambos para o bar Cartola, em novembro do mesmo ano. Em 1965 recebe o seu primeiro cachet (mil escudos) nas Festas de Nossa Senhora do Castelo, em Coruche. Conhece Carlos Ramos, João Ferreira Rosa e Carlos do Carmo. É convidado a cantar, juntamente com Teresa Tarouca e António de Mello Corrêa, na festa dos 50 anos de toureio de mestre João Branco Núncio.

Em 1966 abandona os estudos de Direito, que iniciara na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. É também nesse ano que Alfredo Marceneiro, à mesa da casa de fados Tipóia, lhe dita a glosa de Carlos Conde É Tão Bom Ser Pequenino, que João Braga viria a gravar em dezembro do mesmo ano.

1967 é o ano do lançamento de João Braga como intérprete profissional, com o disco É Tão Bom Cantar o Fado, a que se juntam, no mesmo ano, três EP: Tive um Barco, Sete Esperanças, Sete Dias e Jardim Abandonado; e um LP: A Minha Cor.

No mesmo ano, na televisão, João Braga estreia-se a cantar num programa apresentado por Júlio Isidro, na RTP.

Conciliando a música com as atividades de redator d'O Século Ilustrado e d'O Volante, conhece em 1968 Luís Villas-Boas, que viria a tornar-se seu produtor e parceiro na organização do I Festival Internacional de Jazz de Cascais, realizado em 1971. Ainda em 1970, porém, participa no Festival RTP da Canção e funda a revista Musicalíssimo, de que foi editor até 1974.

A 4 de outubro de 1971, em Lisboa, casou com Ana Maria de Melo e Castro (Nobre) Guedes (Lisboa, 23 de abril de 1945), irmã de Luís Nobre Guedes. Com a Revolução dos Cravos, é emitido um mandato de captura em seu nome, o que leva a família a fixar-se em Madrid, até fevereiro de 1976.

Quando voltou do exílio, abriu o restaurante O Montinho, em Montechoro, que esteve em atividade apenas durante um verão. Em 1978, regressou à capital portuguesa, integrando o elenco do restaurante de fados Pátio das Cantigas, em Lisboa, até 1982.

Desde finais da década de 70 João Braga dedica-se exclusivamente à sua carreira musical, como assinala o lançamento sucessivo de novos álbuns: Canção Futura (1977), Miserere (1978), Arraial (1980), Na Paz do Teu Amor (1982), Do João Braga Para a Amália (1984), Portugal/Mensagem, de Pessoa (1985) e O Pão e a Alma (1987).

Após o encerramento do Pátio das Cantigas, centrou a sua atividade nos concertos e na composição. Em 1984, surgiu pela primeira vez como autor de melodias, musicando os poemas de Fernando Pessoa, "O Menino da Sua Mãe" e "Prece", o fado "Ai, Amália", de Luísa Salazar de Sousa, e o poema "Ciganos", de Pedro Homem de Mello, num álbum a que chamou Do João Braga para a Amália Também a partir da década de 80 foi contribuindo para a renovação do panorama fadista, através de convites a jovens intérpretes para integrarem os seus espetáculos, como surgiu com Maria Ana Bobone, Mafalda Arnauth, Ana Sofia Varela, Mariza, Cristina Branco, Katia Guerreiro, Nuno Guerreiro, Joana Amendoeira, Ana Moura ou Diamantina.

Em 1990, o seu primeiro CD, Terra de Fados, que superou as 30 mil cópias vendidas, incluiu poemas inéditos de Manuel Alegre, que pela primeira vez escreveu expressamente para um cantor. Seguiram-se Cantigas de Mar e Mágoa (1991), Em Nome do Fado (1994), Fado Fado (1997), Dez Anos Depois (2001), Fados Capitais (2002), Cem Anos de Fado - vol. 1 (1999) e vol. 2 (2001) - e Cantar ao Fado (2000), onde reúne poemas de Fernando Pessoa, Alexandre O'Neill, Miguel Torga, David Mourão-Ferreira, Manuel Alegre, entre outros.

Além do fado, interpreta um repertório diversificado, incluindo música francesa, brasileira e anglo-saxónica. O seu emocionado estilo interpretativo é caraterizado por um timbre bem pessoal, pela primazia do texto e por uma abordagem melódica imaginativa, sempre atualizada e de constante improviso (muito «estilada», em jargão fadista).

Desde os tempos da Musicalíssimo que desenvolveu atividade na imprensa escrita, tendo sido cronista das revistas Eles & Elas e Sucesso, e dos jornais O Independente, Diário de Notícias, Euronotícias e A Capital. Em 2006, publicou o livro Ai Este Meu Coração. Participa em tertúlias desportivas na televisão, onde defende o seu Sporting Clube de Portugal.

Tem dois filhos, Filipe e Miguel Nobre Guedes Braga.

    

in Wikipédia

 


Phil Mogg, vocalista dos UFO, celebra hoje 76 anos

     
Phillip John Mogg (Wood Green, London, 15 April 1948) is an English singer and the lead vocalist for English rock band UFO, which he co-founded with longtime friends Pete Way, Andy Parker and Mick Bolton.

    

in Wikipédia

 


Pedro Infante morreu há 67 anos...


José Pedro Infante Cruz (Mazatlán, 18 de novembro de 1917 - Mérida, 15 de abril de 1957) mais conhecido como Pedro Infante, é talvez o mais famoso ator e cantor do chamado anos dourados do cinema mexicano e foi ídolo do povo mexicano, juntamente com Jorge Negrete e Javier Solís, que eram chamados de Tres Gallos Mexicanos (Os Três Galos Mexicanos). Nasceu em Mazatlán, Sinaloa, México e radicou-se em Guamúchil. Morreu a 15 de abril de 1957, em Mérida, Yucatão, num desastre aéreo durante um voo em que ele mesmo pilotava, a caminho da Cidade do México.

A sua carreira cinematográfica começou em 1939 e durante esta atuou em mais de sessenta filmes e, a partir de 1943, gravou cerca de 350 músicas. Pela sua atuação no filme Tizoc, foi agraciado com o urso de prata de 1957 de melhor ator do Festival internacional de Cinema de Berlim.

 

O incêndio na Catedral de Notre-Dame de Paris foi há cinco anos...

   

O incêndio da Catedral de Notre-Dame de Paris foi um incêndio violento que se deflagrou na Catedral de Notre-Dame de Paris em 15 de abril de 2019. Teve início ao fim da tarde no telhado do edifício, e causou danos consideráveis. A agulha da catedral e o telhado colapsaram, e o interior e alguns dos artefactos que albergava foram gravemente danificados.

    

(...)  

   

As causas do incêndio ainda não estão determinadas, presumindo-se que o fogo possa estar relacionado com as obras de restauro em curso no edifício.

Estima-se que o fogo tenha deflagrado às 18.50, hora de Paris, no sótão da catedral, perto da hora em que o edifício fechava aos turistas. Uma missa estava programada para essa hora, entre as 18.15 e as 19h00. De acordo com quem se encontrava no local, as portas da catedral foram abruptamente fechadas à sua saída e fumo branco começou a sair dos telhados.

 

in Wikipédia

Leonhard Euler nasceu há 317 anos

  
Leonhard Paul Euler (Basileia, 15 de abril de 1707  – São Petersburgo, 18 de setembro de 1783) foi um matemático e físico suíço de língua alemã que passou a maior parte de sua vida na Rússia e na Alemanha. Ele fez importantes descobertas em várias áreas da matemática como o cálculo e a teoria dos grafos. Ele também introduziu muitas das terminologias da matemática moderna e da notação matemática, particularmente na análise matemática, como também no conceito de função matemática. Ele é também reconhecido por seus trabalhos na mecânica, dinâmica de fluidos, ótica, astronomia e teoria da música.
Euler é considerado um dos mais proeminentes matemáticos do século XVIII e também é considerado como um dos grandes matemáticos de todos os tempos, com Isaac Newton, Arquimedes e Carl Friedrich Gauss. Foi um dos mais prolíficos matemáticos, calcula-se que toda a sua obra reunida teria entre 60 e 80 volumes. Viveu a maior parte da vida em São Petersburgo, na Rússia, e em Berlim, na época capital da Prússia.
  
Selo soviético comemorando os 250 anos do nascimento de Euler

Lincoln morreu há 159 anos...

 

    
Abraham Lincoln (Hodgenville, 12 de fevereiro de 1809 - Washington, 15 de abril de 1865) foi um político norte-americano. Foi o 16° presidente dos Estados Unidos, posto que ocupou de 4 de março de 1861 até ao seu assassinato em 15 de abril de 1865. Lincoln liderou o país de forma bem-sucedida durante sua maior crise interna, a Guerra Civil Americana, preservando a União e abolindo a escravidão, fortalecendo o governo nacional e modernizando a economia. Criado numa família carente na fronteira oeste, Lincoln foi autodidata, tornou-se um advogado, líder do Partido Whig, deputado estadual de Illinois durante os anos de 1830, e membro da Câmara dos Representantes por um mandato durante a década de 1840.
Após uma série de debates em 1858, que se repercutiu em todo o país, mostrando a sua oposição à escravidão, Lincoln perdeu uma disputa para o Senado para o seu arquirrival Stephen A. Douglas. Lincoln, um moderado de um swing state (estado decisivo), garantiu a nomeação para a candidatura presidencial de 1860 pelo Partido Republicano. Com quase nenhum apoio do Sul do País, ele percorreu o Norte e foi eleito presidente. A sua eleição fez com que sete estados esclavagistas do sul declarassem secessão à União e formassem os Estados Confederados da América. A rutura com os sulistas fez com que o partido de Lincoln obtivesse amplo controle do Congresso, mas nenhuma ação ou reconciliação foi feita. Em seu segundo discurso de posse, ele explicou que "ambas as partes depreciaram a guerra, mas um deles faria guerra ao invés de permitir a sobrevivência da Nação, e o outro aceitaria a guerra ao invés de deixar esta perecer, e veio a guerra."
Quando o Norte, com entusiasmo, optou pela União Nacional, após o ataque confederado ao Forte Sumter, em 12 de abril de 1861, Lincoln concentrou os esforços militares e políticos na guerra. O seu objetivo nesse momento era unir a nação. Como o Sul estava em rebelião, Lincoln exerceu a sua autoridade para suspender o habeas corpus, prender e deter temporariamente milhares de separatistas suspeitos sem julgamento. Lincoln evitou o reconhecimento do Reino Unido dos Confederados, tendo habilmente lidado com o conflito diplomático do incidente Trent Affair, no final de 1861. Os seus esforços para a abolição da escravatura, incluiu a assinatura da lei de Proclamação de Emancipação, em 1863, encorajando os estados esclavocratas de fronteira (border states) a tornarem a escravidão ilegal, e dando impulso ao Congresso para a aprovação da Décima Terceira Emenda à Constituição dos Estados Unidos, que finalmente pôs fim a escravatura, em dezembro de 1865. Lincoln supervisionou ostensivamente os esforços de guerra, especialmente na escolha de generais importantes, incluindo o comandante geral Ulysses S. Grant. Lincoln reuniu os líderes das maiores fações do seu partido no seu governo e pressionou-os a cooperarem. Sob a liderança de Lincoln, a União criou um bloqueio naval que fechou o comércio normal com o Sul, assumiu o controle dos border states no início da guerra, ganhou o controle das comunicações com canhoneiras nos sistemas fluviais do Sul, e tentou, repetidamente, capturar a capital confederada de Richmond (Virgínia). A cada general que não obteve sucesso, Lincoln foi-os substituindo até que, finalmente, Grant obteve êxito em 1865.
Um político excecionalmente astuto e profundamente envolvido com questões de poder em cada estado, Lincoln apoiou os War Democrats e conseguiu a sua reeleição em 1864. Como líder de um facção moderada do Partido Republicano, Lincoln notou que as suas políticas e personalidade haviam "explodido para todos os lados": os "Republicanos Radicais" exigiam um severo tratamento com o Sul, os War Democrats desejavam um maior comprometimento (os "Copperheads", democratas pacifistas, desprezavam os membros do seu partido que defendiam o conflito), e os secessionistas irreconciliáveis, que tramaram o seu assassinato. Politicamente, Lincoln reagiu, colocando os seus oponentes uns contra os outros, e apelando ao povo americano com o seu poder de oratória. O seu Discurso de Gettysburg, de 1863, tornou-se um dos discursos mais citados na história desta nação e é um ícone de demonstração dos princípios de nacionalismo, republicanismo, igualdade, liberdade e democracia. No fim da guerra, Lincoln teve uma visão moderada sobre a Reconstrução, buscando reunir a nação rapidamente através de uma política de reconciliação generosa, em face da persistente e amarga divisão. Seis dias depois de o general Robert E. Lee, das forças confederadas, se render, Lincoln foi assassinado pelo ator e simpatizante confederado John Wilkes Booth, sendo o primeiro presidente dos Estados Unidos a ser assassinado e fazendo o país entrar em luto. Lincoln tem sido consistentemente considerado por estudiosos e pelo povo como um dos três maiores presidentes dos Estados Unidos (em conjunto com George Washington e Franklin D. Roosevelt, pela opinião de estudiosos, e Ronald Reagan e Bill Clinton, pela avaliação popular).
       

Khrushchov, o homem que teve a coragem de denunciar os crimes de Estaline, nasceu há cento e trinta anos...

  
Nikita Sergueievitch Khrushchov
(também grafado Khrushchev ou Cruschev, Kalinovka, Oblast de Kursk, 15 de abril de 1894 - Moscovo, 11 de setembro de 1971) foi secretário-geral do Partido Comunista da União Soviética (PCUS) entre 1953 e 1964 e líder político do mundo comunista até ser afastado do poder por causa da sua perspetiva reformista e substituído na direção da URSS pelo político Leonid Brejnev.
  
Biografia
Khrushchov nasceu na pequena vila de Kalinovka, perto da cidade de Kursk, na então Rússia imperial no fim do século XIX. Ainda criança, sua família mudou-se para a cidade de Donetsk, na Ucrânia, onde recebeu apenas dois anos de educação escolar; apesar de ser considerada uma criança inteligente, Nikita só receberia instrução completa já na casa dos vinte anos.
Na sua adolescência e juventude, trabalhou em fábricas e minas e após a revolução bolchevique de 1917 integrou-se no Exército Vermelho, tornando-se membro do Partido Comunista em 1918 passando a exercer diversas atividades políticas na Ucrânia, durante os anos 20.
Nos anos 1930, Khrushchov foi transferido para Moscovo, continuando a exercer funções de comando dentro da burocracia governamental soviética e em 1939 entrou para o Politburo, o órgão máximo do Partido Comunista da URSS.
Durante a II Guerra Mundial, ficou famoso como comissário político (maior autoridade do Partido Comunista na região) de Estaline durante a sangrenta Batalha de Estalingrado, que virou a sorte da guerra em favor da União Soviética, e após esse triunfo passou o resto do conflito como principal líder político no sul do país.
Com a morte de Estaline em 1953, Khrushchov chegou ao poder como líder do PCUS, vencendo uma sangrenta disputa interna com políticos poderosos da era estalinista - como Gueórgui Malenkov, Lazar Kaganovitch, Viatcheslav Molotov e Nikolai Bulganin. A disputa culminou na prisão e execução de Laurenti Béria, o líder da temida NKVD - a polícia política da URSS - e Ministro do Interior.
Khrushchov iniciou uma série de reformas no país, priorizando a fabricação de bens de consumo para a população soviética ao invés da ênfase no desenvolvimento da indústria pesada.
Em 23 de fevereiro de 1956, durante o XX Congresso do PCUS, Khrushchov chocaria a nação e o mundo ao fazer seu famoso “discurso secreto”, no qual acusava José Estaline do crime de genocídio durante as grandes purgas realizados nos anos 30 na URSS e denunciava o culto da personalidade que o cercava.
O seu ato acabou afastando-o dos líderes soviéticos mais conservadores, mas ele acabou derrotando-os numa disputa interna que visava derrubá-lo do poder em 1957.
Em 1958, Khrushchov substituiu Nikolai Bulganin como primeiro-ministro da União Soviética. Ao se tornar o líder incontestado da URSS, teve condições para dar maior agilidade ao processo de implementação das suas reformas.
Khrushchov era um líder pouco diplomático, de instrução apenas básica, a quem faltavam entendimento e conhecimento da história e do mundo fora de suas fronteiras, apesar de reconhecidamente inteligente por seus adversários, dentro e fora da URSS. Ficou conhecido no período da Guerra Fria por suas atitudes anticonvencionais e grosseiras, famoso por interromper oradores de outros países em eventos internacionais para insultá-los e por suas atitudes insólitas como tirar os sapatos e batê-los na mesa de discussões durante sessões do Conselho de Segurança das Nações Unidas ou brandir uma bota na cara do líder chinês Mao Tsé Tung ou ainda fazer comentários xenófobos e racistas sobre o povo búlgaro para o próprio primeiro-ministro da Bulgária.
Em 1959 foi-lhe atribuído o Prémio Lenine da Paz. Neste mesmo ano, em visita aos EUA, um repórter anónimo perguntou-lhe: "O que o senhor fez durante a época de Estaline?" Sem conseguir identificar o autor da pergunta, Khrushchov respondeu:
Bem, fiz o mesmo que a pessoa que perguntou acabou de fazer. Fiquei de boca fechada.
Conjuntamente com erros estratégicos, tanto na condução da economia agrícola soviética, como na derrota política sofrida frente aos Estados Unidos na crise dos mísseis de Cuba (1962), o seu comportamento e suas atitudes humilhavam os seus camaradas do Politburo e acabaram por causar a sua queda.
A 14 de outubro de 1964, Khrushchov foi derrubado do poder na União Soviética pelos seus adversários do Politburo, acusado de erros políticos graves e desorganização da economia soviética, a principal acusação foi de se meter numa guerra armamentista, iniciada pela invasão da Baía dos Porcos, cuja atribuição, segundo os soviéticos, foi única e exclusiva de John F. Kennedy, iniciando-se a chamada Guerra Fria. Khrushchov seria substituído por Leonid Brejnev e passaria os restantes sete anos de sua vida em prisão domiciliar, até morrer, em Moscovo, a 11 de setembro de 1971.
Foi sepultado no Cemitério Novodevichy, em Moscovo, na Rússia.
   

Fernando Pessa nasceu há 122 anos...

(imagem daqui)
  
Fernando Luís de Oliveira Pessa (Vera Cruz, Aveiro, 15 de abril de 1902 - Lisboa, 29 de abril de 2002) foi o mais velho jornalista português no ativo.
A mãe era natural de São Tomé. O pai era médico militar mas, devido à falta de dinheiro, pediu licença do exército e partiu para a colónia de São Tomé e Príncipe, deixando a mulher e os três filhos em Portugal.
Fernando Pessa viveu em Aveiro até aos dois anos. Foi em Penela, vila do distrito de Coimbra, que o jornalista recebeu a instrução primária. Fez o exame da 4ª classe em 1911, em Coimbra, onde viveu até 1921.
Concluídos os estudos secundários, em que se preparara para os exames de admissão à "Escola de Guerra", tentou o ingresso na carreira militar como oficial de Cavalaria. Porém, como resultado da Primeira Guerra Mundial, havia oficiais em excesso e só era admitido quem frequentasse o Colégio Militar de Lisboa.
Antes de embarcar na carreira jornalística, trabalhou numa companhia de seguros e num banco, ainda em Coimbra, onde esteve pouco tempo. Em 1926 foi trabalhar para outra companhia de seguros, no Brasil, de onde regressou em 1934.
Em 1934 candidatou-se aos quadros da recém criada Emissora Nacional, tendo ficado classificado em segundo lugar e, como gostava de sublinhar, “sem cunhas”. Iniciou, assim, uma carreira que nunca tinha pensado seguir. E assim transformou-se no primeiro locutor da Emissora Nacional.
Com uma semana de rádio, Pessa fez a sua primeira reportagem: a cobertura de um festival de acrobacia área na antiga Porcalhota, atual Amadora.
Após quatro anos na Emissora Nacional, foi convidado para trabalhar na BBC, em Londres. Começou por trabalhar com sotaque na secção brasileira e só quando um colega português adoeceu foi chamado para ler o noticiário. Neste ambiente sofreu os bombardeamentos alemães sobre Londres e se profissionalizou e notabilizou como correspondente durante a Segunda Guerra Mundial.
A censura e a restrição das liberdades civis da ditadura de António de Oliveira Salazar acabaram por contribuir para o crescendo de popularidade das transmissões em português da BBC.
Conheceu a sua esposa, Simone Alice Roufier, uma brasileira de ascendência inglesa e norte-americana, em Londres. Casou-se em 1947, no novo regresso a Portugal.
No regresso a Lisboa, em 1947, a sua reentrada na rádio Emissora Nacional foi vedada por influência do regime, sendo forçado a voltar ao ramo dos seguros. Nesta época também fez dobragens de filmes e documentários, nomeadamente O Último Temporal - Cheias do Tejo e Portugal já faz automóveis, do cineasta Manoel de Oliveira. Acabou por participar do Plano Marshall de ajuda económica à Europa, quando Portugal se envolveu.
Depois da notoriedade enquanto repórter de guerra na BBC, realizou a primeira emissão em direto da RTP, em 7 de março de 1957, na Feira Popular de Lisboa.
Entrou para os quadros da RTP apenas a 1 de janeiro de 1976, já com 74 anos.
A célebre expressão “E esta, hein?” marcou a sua carreira como repórter televisivo. A expressão surgiu como substituto dos palavrões que tinha vontade de dizer quando denunciava situações menos agradáveis do quotidiano do país nos seus "bilhetes postais". Neste contexto, era por vezes criticado por privilegiar nas suas sátiras os políticos cuja ideologia não partilhava, poupando em geral os que pudessem ser conotados com a esquerda.
Pelo seu trabalho como correspondente da Segunda Guerra Mundial, Fernando Pessa foi distinguido com a Ordem do Império Britânico. E, em Portugal, a 10 de junho de 1981, o Presidente da República, Ramalho Eanes, atribui-lhe o título de da Ordem do Infante D. Henrique.
Reformou-se em 1995, com 93 anos de idade.
Fernando Pessa faleceu a 29 de abril de 2002, no Hospital Curry Cabral, em Lisboa, poucos dias depois de completar 100 anos.
      

Fernando Namora nasceu há 105 anos

  
Fernando Namora (Condeixa-a-Nova, 15 de abril de 1919 - Lisboa, 31 de janeiro de 1989) de nome completo Fernando Gonçalves Namora, foi um médico e escritor português, autor de uma extensa obra, das mais divulgadas e traduzidas nos anos 70 e 80.
 
Licenciado em Medicina (1942) pela Universidade de Coimbra, pertenceu à geração de 40, grupo literário que reuniu personalidades marcantes como Carlos de Oliveira, Mário Dionísio, Joaquim Namorado ou João José Cochofel, moldando-o, certamente, como homem, à semelhança do exercício da profissão médica, primeiro na sua terra natal depois nas regiões da Beira Baixa e Alentejo, em locais como Tinalhas, Monsanto e Pavia, até que, em 1951, acabaria por se instalar em Lisboa - onde, curiosamente, muito jovem estudara, no Liceu Camões - como médico assistente do Instituto Português de Oncologia.
O seu volume de estreia foi Relevos (1937), livro de poesia, porventura sob a influência de Afonso Duarte e do grupo da Presença. Mas já publicara em conjunto com Carlos de Oliveira e Artur Varela, um pequeno livro de contos Cabeças de Barro. Em (1938) surge o seu primeiro romance As Sete Partidas do Mundo que viria a ser galardoado com o Prémio Almeida Garrett no mesmo ano em que recebe o Prémio Mestre António Augusto Gonçalves, de artes plásticas - na categoria de pintura. Ainda estudante e com outros companheiros de geração funda a revista Altitude e envolve-se activamente no projecto do Novo Cancioneiro (1941), colecção poética de 10 volumes que se inicia com o seu livro-poema Terra, assinalando o advento do neo-realismo, tendo esta iniciativa colectiva, nascida nas tertúlias de Coimbra, de João José Cochofel, demarcado esse ponto de viragem na literatura portuguesa. Na mesma linha estética, embora em ficção, é lançada a colecção dos Novos Prosadores (1943), pela Coimbra Editora, reunindo os romances Fogo na Noite Escura, do biografado, Casa na Duna, de Carlos de Oliveira, Onde Tudo Foi Morrendo, de Vergílio Ferreira, Nevoeiro, de Mário Braga ou O Dia Cinzento, de Mário Dionísio, entre outros.
Com uma obra literária que se desenvolve ao longo de cinco décadas é de salientar a sua precoce vocação artística, de feição naturalista e poética, tal como a importância do período de formação em Coimbra, mais as suas tertúlias e movimentos estudantis. Ao dar-se o amadurecimento estético do neo-realismo e coincidente com as vivências dos anos 50, enveredaria por novos caminhos, através de uma interpretação pessoal da narrativa, que o levaria a situar-se entre a ficção e a análise social. Os muitos textos que escreveu, nos diferentes momentos ou fases da vida literária, apresentam retratos com aspectos de picaresco, observações naturalistas e algum existencialismo. Independentemente do enquadramento, Namora foi um escritor dotado de uma profunda capacidade de análise psicológica, inseparável de uma grande sensibilidade e linguagem poética. Escreveu, para além de obras de poesia e romances, contos, memórias e impressões de viagem, com destaque para os cadernos de um escritor, que proporcionam um diálogo vivo com o leitor, a abertura a outras culturas, terras e gentes, a visão de um mundo em transformação, de uma realidade emergente, expressa em Estamos no Vento (Fevereiro de 1974).
Entre os muitos títulos que publica em prosa contam-se Fogo na Noite Escura (1943), Casa da Malta (1945), As Minas de S. Francisco (1946), (capítulo inédito publicado no nº 16 da revista Mundo literário existente entre 1946 e 1948), Retalhos da Vida de um Médico (1949 e 1963), A Noite e a Madrugada (1950), O Trigo e o Joio (1954), O Homem Disfarçado (1957), Cidade Solitária (1959), Domingo à Tarde (1961, Prémio José Lins do Rego), Os Clandestinos (1972), Resposta a Matilde (1980) e O Rio Triste (1982, Prémio Fernando Chinaglia, Prémio Fialho de Almeida e Prémio D. Dinis). Ou, as biografias romanceadas de Deuses e Demónios da Medicina (1952). Além dos títulos já referidos, publicou em poesia Mar de Sargaços (1940), Marketing (1969) e Nome para uma Casa (1984) . Toda a sua produção poética seminal foi reunida numa antologia(1959) denominada As Frias Madrugadas. Escreveu ainda sobre o mundo e a sociedade em geral, na forma de narrativas romanceadas ou de anotações de viagem e reflexões críticas, sendo disso exemplo Diálogo em Setembro (1966), Um Sino na Montanha (1968), Os Adoradores do Sol (1971), Estamos no Vento (1974), A Nave de Pedra (1975), Cavalgada Cinzenta (1977), URSS, Mal Amada, Bem Amada e Sentados na Relva, ambos de (1986). Porém, foram romances como os Retalhos da Vida de um Médico, O Trigo e o Joio, Domingo à Tarde, O Homem Disfarçado ou O Rio Triste, que vieram a ser traduzidos em diversas línguas, tendo inclusive, em 1981, sido proposto para o Prémio Nobel da Literatura, pela Academia das Ciências de Lisboa e pelo PEN Clube.
    

Profecia 

Nem me disseram ainda
para o que vim.
Se logro ou verdade,
se filho amado ou rejeitado.
Mas sei
que quando cheguei
os meus olhos viram tudo
e tontos de gula ou espanto
renegaram tudo
— e no meu sangue veias se abriram
noutro sangue...
A ele obedeço,
sempre,
a esse incitamento mudo.
Também sei
que hei-de perecer, exangue,
de excesso de desejar;
mas sinto,
sempre,
que não posso recuar.

Hei-de ir contigo
bebendo fel, sorvendo pragas,
ultrajado e temido,
abandonado aos corvos,
com o pus dos bolores
e o fogo das lavas.
Hei-de assustar os rebanhos dos montes
ser bandoleiro de estradas.
— Negro fado, feia sina,
mas não sei trocar a minha sorte!

Não venham dizer-me
com frases adocicadas
(não venham que os não oiço)
que levo caminho errado,
que tenho os caminhos cerrados
à minha febre!
Hei-de gritar,
cair, sofrer
— eu sei.
Mas não quero ter outra lei,
outro fado, outro viver.
Não importa lá chegar...
O que eu quero é ir em frente
sem loas, ópios ou afagos
dos lábios que mentem.

É esta, não é outra, a minha crença.
Raios vos partam, vós que duvidais,
raios vos partam, cegos de nascença!
 
 
in Relevos (1927) - Fernando Namora

Samantha Fox faz hoje 58 anos

  
Samantha Karen "Sam" Fox (Londres, 15 de abril de 1966) é uma modelo e cantora britânica de grande sucesso na década de 80. A sua carreira musical começou em 1986 e logo atingiu grande sucesso mundial com êxitos como Touch Me (I Want Your Body) e Nothing's Gonna Stop Me Now. Embora se tenha mantido ativa musicalmente, lançando diversos álbuns, nunca mais atingiu o êxito inicial. Em 1999 surgiram rumores de que seria bissexual, apesar de na altura não comentar, em 2003 Samantha disse em entrevista ao jornal britânico The Mail on Sunday que não o podia continuar a negar.