terça-feira, agosto 25, 2026
O incêndio do Chiado foi há 38 anos...
Postado por Fernando Martins às 00:38 0 comentários
Marcadores: incêndio, Incêndio do Chiado, Lisboa, Nuno Abecassis, O Pai Tirano, Siza Vieira
quarta-feira, junho 17, 2026
Pedrógão Grande? Não esquecemos...
Os tempos não
Os tempos não vão bons para nós, os mortos.
Fala-se de mais nestes tempos (inclusive cala-se).
As palavras esmagam-se entre o silêncio
que as cerca e o silêncio que transportam.
É pelo hálito que te conheço....no entanto
o mesmo escultor modelou os teus ouvidos
e a minha voz, agora silenciosa porque nestes tempos
fala-se de mais são tempos de poucas palavras.
Falo contigo de mais assim me calo e porque
te pertence esta gramática assim te falta
e eis por que não temos nada a perder e por que é
cada vez mais pesada a paz dos cemitérios.
in Todas as palavras - Poesia reunida (2012) - Manuel António Pina
Postado por Pedro Luna às 09:00 0 comentários
Marcadores: bombeiros, fotografia, incêndio, incêndio florestal de Pedrógão Grande, Joaquim Dâmaso, Pedrogão Grande, poesia, Região de Leiria, tragédia
O incêndio de Pedrógão Grande foi há nove anos...
No rescaldo do incêndio, a causa apontada pelas autoridades foi trovoada seca que, conjugada com temperaturas muito elevadas (superiores a 40 graus Celsius) e vento muito intenso e variável, fez deflagrar e propagar rapidamente o fogo. No entanto, o presidente da Liga dos Bombeiros, Jaime Marta Soares, acredita que este incêndio não teve origem em causas naturais já que, segundo a perceção de alguns habitantes de Pedrógão Grande, o fogo já estaria ativo duas horas antes da altura em que ocorreu a trovoada seca nesta zona. A Procuradoria-Geral da República confirmou que o Ministério Público estava a investigar as causas do incêndio. Um relatório técnico independente publicado em outubro aponta como causa da ignição o contacto entre a vegetação e uma linha elétrica de média tensão da empresa Energias de Portugal, resultado da falta de limpeza da zona de proteção.
Como resposta à catástrofe, o governo de Portugal decretou três dias de luto nacional, de 18 a 20 de junho de 2017, enquanto várias autoridades internacionais enviaram mensagens de solidariedade.
Postado por Fernando Martins às 00:09 0 comentários
Marcadores: bombeiros, incêndio, incêndio florestal de Pedrógão Grande, Pedrógão Grande, tragédia
quarta-feira, abril 15, 2026
O incêndio na Catedral de Notre-Dame de Paris foi há sete anos...
O incêndio da Catedral de Notre-Dame de Paris foi um incêndio violento que se deflagrou na Catedral de Notre-Dame de Paris em 15 de abril de 2019. Teve início ao fim da tarde no telhado do edifício, e causou danos consideráveis. A agulha da catedral e o telhado colapsaram, e o interior (e alguns dos artefactos que albergava) foram gravemente danificados.
(...)
![]()
As causas do incêndio ainda não estão determinadas, presumindo-se que o fogo possa estar relacionado com as obras de restauro em curso no edifício.
Estima-se que o fogo tenha deflagrado às 18.50, hora de Paris, no sótão da catedral, perto da hora em que o edifício fechava aos turistas. Uma missa estava programada para essa hora, entre as 18.15 e as 19.00 horas. De acordo com quem se encontrava no local, as portas da catedral foram abruptamente fechadas à sua saída e fumo branco começou a sair dos telhados.
in Wikipédia
Postado por Fernando Martins às 07:00 0 comentários
Marcadores: França, incêndio, incêndio da Catedral de Notre-Dame de Paris, Paris
sexta-feira, fevereiro 20, 2026
Um incêndio matou cem pessoas, numa discoteca norte-americana, há 23 anos...
Número de vítimas encontradas por localização (saída principal na parte inferior central)
Um intenso fumo negro engolfou o clube em cinco minutos e meio. Imagens de vídeo do incêndio mostram a sua ignição e crescimento rápido. O fumo rapidamente tornou a fuga impossível e bloqueou a saída, o que atrapalhou ainda mais a evacuação.
O fumo tóxico, o calor e a corrida humana resultante do pânico, em direção à saída principal, mataram 100 pessoas; 230 ficaram feridos e outros 132 escaparam ilesos. Muitos dos sobreviventes ficaram com transtorno de stress pós-traumático após o evento. Este incêndio foi o quarto mais letal numa discoteca na história dos Estados Unidos e o segundo mais letal na Nova Inglaterra, apenas superado pelo incêndio em Cocoanut Grove, em 1942 , que resultou em 492 mortes.
Postado por Fernando Martins às 00:23 0 comentários
Marcadores: discoteca, incêndio, The Station Nightclub, USA
quarta-feira, outubro 15, 2025
Há oito anos um apocalipse do fogo (e muita incúria...) martirizaram Portugal...
Os incêndios florestais em Portugal de outubro de 2017 deflagraram no dia 15 de outubro de 2017 no centro e norte do país, bem como na Galiza, Espanha. 440 incêndios estiveram ativos em Portugal (523 ocorrências, segundo o primeiro-ministro), dos quais 33 de tamanho importante. A porta-voz da proteção civil descreveu este dia como "o pior dia do ano em matéria de incêndios florestais".
- Lousã, onde perto de 700 bombeiros combateram as chamas.
- Pampilhosa da Serra, o fogo começou no concelho da Sertã acabando por passar para o concelho da Pampilhosa, onde se perderam cerca de 500 infraestruturas e arderam 30.000 hectares, deixando apenas 20% do município por arder.
- Marinha Grande e Vieira de Leiria , mais precisamente no Pinhal de Leiria onde cerca de 500 bombeiros estiveram no terreno e onde o bombeiro Hélio Madeiras tirou a famosa fotografia do pinhal em chamas.
- Seia, com mais de 400 bombeiros a tentar travar o incêndio. Neste concelho houve dois incêndios em pontos distantes das populações mais próximas a horas distintas, na área do Sabugueiro e depois em Sandomil. Apenas uma das duas ignições fez chegar o fogo aos concelhos de Mangualde, Gouveia; ambas fizeram depois uma única frente de fogo que atingiu o concelho de Nelas.
- Nelas, onde o fogo consumiu grande parte da zona sul do concelho, provocando uma vítima mortal, na aldeia de Caldas da Felgueira.
- Mangualde.
- Gouveia.
- Oliveira do Hospital, este concelho foi fustigado por dois incêndios, um vindo de Seia e outro resultado de um reacendimento na Serra do Açor .
- Tábua.
- Penacova, São Pedro de Alva, onde o fogo provocou 5 vítimas mortais e consumiu 28 habitações permanentes, cerca de uma dezena de empresas e seis mil hectares de floresta.
- Mortágua.
- Santa Comba Dão.
- Tondela.
- Arganil, Coja, onde cerca de 200 homens combateram o incêndio.
- Vale de Cambra, onde também perto de 200 homens estiveram no terreno.
- Sertã, com mais de 200 bombeiros no combate às chamas.
- Monção, que destruiu casas nas localidades de Bela e Longos Vales.
- Quiaios, Tocha, Mira, Vagos e Ílhavo, com 115 operacionais, onde arderam cerca de 25.000 hectares de floresta.
- Carregal do Sal, o incêndio consumiu cerca de 70 a 80% da mancha florestal de Carregal do Sal, uma dezena de casas e vitimou uma pessoa.
No concelho de Oliveira do Hospital, 12 pessoas morreram e mais de uma centena de famílias foram desalojadas.
| Concelho | Locais | Vítimas mortais |
|---|---|---|
| Sertã | 1 | 1 |
| Arganil | 4 | 4 |
| Oliveira do Hospital | 10 | 12 |
| Pampilhosa da Serra | 1 | 1 |
| Penacova | 4 | 5 |
| Tábua | 2 | 3 |
| Gouveia | 1 | 1 |
| Seia | 2 | 3 |
| Carregal do Sal | 1 | 1 |
| Nelas | 1 | 1 |
| Oliveira de Frades | 1 | 1 |
| Santa Comba Dão | 2 | 3 |
| Tondela | 3 | 4 |
| Vouzela | 5 | 8 |
No mesmo distrito, vários estabelecimentos de ensino foram fechados devido às dificuldades de respiração causadas pelas nuvens de fumo nas cidades de Leiria e Marinha Grande e em Vieira de Leiria, entre outras localidades.
Outro incêndio ocorrido no mesmo dia, iniciado em Quiaios destruiu a Mata Nacional da região, e progrediu para norte, destruindo quase por completo as zonas florestais da Tocha e de Mira. O Parque de Campismo da Praia da Tocha foi evacuado ao final da tarde de dia 15 de outubro e a estrada de acesso à praia foi cortada, isolando os habitantes da localidade. A mesma foi reaberta por volta da 01:20 de segunda-feira, 16 de outubro. A Zona Industrial de Mira foi afetada por este incêndio, tal como a Zona Industrial da Tocha, onde ardeu a fábrica da Sanindusa, provocando um prejuízo de mais de 25 milhões de euros. Esta área florestal já tinha ardido em julho de 1993, com a diferença de que esse incêndio tinha começado a norte, perto de Mira, evoluindo para o sul.
Postado por Fernando Martins às 00:08 0 comentários
Marcadores: 15 de outubro de 2017, António Costa, incêndio, incúria, PS
segunda-feira, agosto 25, 2025
O incêndio do Chiado foi há 37 anos...
Postado por Fernando Martins às 00:37 0 comentários
Marcadores: incêndio, Incêndio do Chiado, Lisboa, Nuno Abecassis, O Pai Tirano, Siza Vieira
terça-feira, junho 17, 2025
Pedrógão Grande? Não esquecemos, nem perdoamos...
Os tempos não
Os tempos não vão bons para nós, os mortos.
Fala-se de mais nestes tempos (inclusive cala-se).
As palavras esmagam-se entre o silêncio
que as cerca e o silêncio que transportam.
É pelo hálito que te conheço....no entanto
o mesmo escultor modelou os teus ouvidos
e a minha voz, agora silenciosa porque nestes tempos
fala-se de mais são tempos de poucas palavras.
Falo contigo de mais assim me calo e porque
te pertence esta gramática assim te falta
e eis por que não temos nada a perder e por que é
cada vez mais pesada a paz dos cemitérios.
in Todas as palavras - Poesia reunida (2012) - Manuel António Pina
Postado por Pedro Luna às 13:13 0 comentários
Marcadores: bombeiros, fotografia, incêndio, incêndio florestal de Pedrógão Grande, Joaquim Dâmaso, Pedrogão Grande, poesia, Região de Leiria, tragédia
O incêndio de Pedrógão Grande começou há oito anos...
No rescaldo do incêndio, a causa apontada pelas autoridades foi trovoada seca que, conjugada com temperaturas muito elevadas (superiores a 40 graus Celsius) e vento muito intenso e variável, fez deflagrar e propagar rapidamente o fogo. No entanto, o presidente da Liga dos Bombeiros, Jaime Marta Soares, acredita que este incêndio não teve origem em causas naturais já que, segundo a perceção de alguns habitantes de Pedrógão Grande, o fogo já estaria ativo duas horas antes da altura em que ocorreu a trovoada seca nesta zona. A Procuradoria-Geral da República confirmou que o Ministério Público estava a investigar as causas do incêndio. Um relatório técnico independente publicado em outubro aponta como causa da ignição o contacto entre a vegetação e uma linha elétrica de média tensão da empresa Energias de Portugal, resultado da falta de limpeza da zona de proteção.
Como resposta à catástrofe, o governo de Portugal decretou três dias de luto nacional, de 18 a 20 de junho de 2017, enquanto várias autoridades internacionais enviaram mensagens de solidariedade.
Postado por Fernando Martins às 00:08 0 comentários
Marcadores: bombeiros, incêndio, incêndio florestal de Pedrógão Grande, Pedrógão Grande, tragédia
terça-feira, abril 15, 2025
O incêndio na Catedral de Notre-Dame de Paris foi há seis anos...
O incêndio da Catedral de Notre-Dame de Paris foi um incêndio violento que se deflagrou na Catedral de Notre-Dame de Paris em 15 de abril de 2019. Teve início ao fim da tarde no telhado do edifício, e causou danos consideráveis. A agulha da catedral e o telhado colapsaram, e o interior (e alguns dos artefactos que albergava) foram gravemente danificados.
(...)
As causas do incêndio ainda não estão determinadas, presumindo-se que o fogo possa estar relacionado com as obras de restauro em curso no edifício.
Estima-se que o fogo tenha deflagrado às 18.50, hora de Paris, no sótão da catedral, perto da hora em que o edifício fechava aos turistas. Uma missa estava programada para essa hora, entre as 18.15 e as 19.00 horas. De acordo com quem se encontrava no local, as portas da catedral foram abruptamente fechadas à sua saída e fumo branco começou a sair dos telhados.
in Wikipédia
Postado por Fernando Martins às 00:06 0 comentários
Marcadores: França, incêndio, incêndio da Catedral de Notre-Dame de Paris, Paris
quinta-feira, fevereiro 20, 2025
Há 22 anos um incêndio matou cem pessoas, numa discoteca norte-americana...
Número de vítimas encontradas por localização (saída principal na parte inferior central)
Um intenso fumo negro engolfou o clube em cinco minutos e meio. Imagens de vídeo do incêndio mostram a sua ignição e crescimento rápido. O fumo rapidamente tornou a fuga impossível e bloqueou a saída, o que atrapalhou ainda mais a evacuação.
O fumo tóxico, o calor e a corrida humana resultante do pânico, em direção à saída principal, mataram 100 pessoas; 230 ficaram feridos e outros 132 escaparam ilesos. Muitos dos sobreviventes ficaram com transtorno de stress pós-traumático após o evento. Este incêndio foi o quarto mais letal numa discoteca na história dos Estados Unidos e o segundo mais letal na Nova Inglaterra, apenas superado pelo incêndio em Cocoanut Grove, em 1942 , que resultou em 492 mortes.
Postado por Fernando Martins às 00:22 0 comentários
Marcadores: discoteca, incêndio, The Station Nightclub, USA
terça-feira, outubro 15, 2024
Um apocalipse do fogo e muita incúria governamental martirizaram Portugal há sete anos...
Os incêndios florestais em Portugal de outubro de 2017 deflagraram no dia 15 de outubro de 2017 no centro e norte do país, bem como na região da Galiza em Espanha. 440 incêndios estavam ativos em Portugal (523 ocorrências, segundo o primeiro-ministro), dos quais 33 de tamanho importante. A porta-voz da proteção civil descreveu este dia como "o pior dia do ano em matéria de incêndios florestais".
- Lousã, onde perto de 700 bombeiros combateram as chamas.
- Pampilhosa da Serra, o fogo começou no concelho da Sertã acabando por passar para o concelho da Pampilhosa, onde se perderam cerca de 500 infraestruturas e arderam 30.000 hectares, deixando apenas 20% do município por arder.
- Marinha Grande e Vieira de Leiria , mais precisamente no Pinhal de Leiria onde cerca de 500 bombeiros estiveram no terreno e onde o bombeiro Hélio Madeiras tirou a famosa fotografia do pinhal em chamas.
- Seia, com mais de 400 bombeiros a tentar travar o incêndio. Neste concelho houve dois incêndios em pontos distantes das populações mais próximas a horas distintas, na área do Sabugueiro e depois em Sandomil. Apenas uma das duas ignições fez chegar o fogo aos concelhos de Mangualde, Gouveia; ambas fizeram depois uma única frente de fogo que atingiu o concelho de Nelas.
- Nelas, onde o fogo consumiu grande parte da zona sul do concelho, provocando uma vítima mortal, na aldeia de Caldas da Felgueira.
- Mangualde.
- Gouveia.
- Oliveira do Hospital, este concelho foi fustigado por dois incêndios, um vindo de Seia e outro resultado de um reacendimento na Serra do Açor .
- Tábua.
- Penacova, São Pedro de Alva, onde o fogo provocou 5 vítimas mortais e consumiu 28 habitações permanentes, cerca de uma dezena de empresas e seis mil hectares de floresta.
- Mortágua.
- Santa Comba Dão.
- Tondela.
- Arganil, Coja, onde cerca de 200 homens combateram o incêndio.
- Vale de Cambra, onde também perto de 200 homens estiveram no terreno.
- Sertã, com mais de 200 bombeiros no combate às chamas.
- Monção, que destruiu casas nas localidades de Bela e Longos Vales.
- Quiaios, Tocha, Mira, Vagos e Ílhavo, com 115 operacionais, onde arderam cerca de 25.000 hectares de floresta.
- Carregal do Sal, o incêndio consumiu cerca de 70 a 80% da mancha florestal de Carregal do Sal, uma dezena de casas e vitimou uma pessoa.
No concelho de Oliveira do Hospital, 10 pessoas morreram, e mais de uma centena de famílias foram desalojadas.
| Concelho | Locais | Vítimas mortais |
|---|---|---|
| Sertã | 1 | 1 |
| Arganil | 4 | 4 |
| Oliveira do Hospital | 10 | 12 |
| Pampilhosa da Serra | 1 | 1 |
| Penacova | 4 | 5 |
| Tábua | 2 | 3 |
| Gouveia | 1 | 1 |
| Seia | 2 | 3 |
| Carregal do Sal | 1 | 1 |
| Nelas | 1 | 1 |
| Oliveira de Frades | 1 | 1 |
| Santa Comba Dão | 2 | 3 |
| Tondela | 3 | 4 |
| Vouzela | 5 | 8 |
No mesmo distrito, vários estabelecimentos de ensino foram fechados devido às dificuldades de respiração causadas pelas nuvens de fumo nas cidades de Leiria e Marinha Grande e em Vieira de Leiria, entre outras localidades.
Outro incêndio ocorrido no mesmo dia, iniciado em Quiaios destruiu a Mata Nacional da região, e progrediu para norte, destruindo quase por completo as zonas florestais da Tocha e de Mira. O Parque de Campismo da Praia da Tocha foi evacuado ao final da tarde de dia 15 de outubro e a estrada de acesso à praia foi cortada, isolando os habitantes da localidade. A mesma foi reaberta por volta da 01:20 de segunda-feira, 16 de outubro. A Zona Industrial de Mira foi afetada por este incêndio, tal como a Zona Industrial da Tocha, onde ardeu a fábrica da Sanindusa, provocando um prejuízo de mais de 25 milhões de euros. Esta área florestal já tinha ardido em julho de 1993, com a diferença de que esse incêndio tinha começado a norte, perto de Mira, evoluindo para o sul.
Postado por Fernando Martins às 00:07 0 comentários
Marcadores: 15 de outubro de 2017, António Costa, incêndio, incúria, PS
domingo, agosto 25, 2024
O Incêndio do Chiado foi há 36 anos...
Postado por Fernando Martins às 00:37 0 comentários
Marcadores: incêndio, Incêndio do Chiado, Lisboa, Nuno Abecassis, O Pai Tirano, Siza Vieira
segunda-feira, junho 17, 2024
Porque não esquecemos - nem perdoamos...
Os tempos não
Os tempos não vão bons para nós, os mortos.
Fala-se de mais nestes tempos (inclusive cala-se).
As palavras esmagam-se entre o silêncio
que as cerca e o silêncio que transportam.
É pelo hálito que te conheço....no entanto
o mesmo escultor modelou os teus ouvidos
e a minha voz, agora silenciosa porque nestes tempos
fala-se de mais são tempos de poucas palavras.
Falo contigo de mais assim me calo e porque
te pertence esta gramática assim te falta
e eis por que não temos nada a perder e por que é
cada vez mais pesada a paz dos cemitérios.
in Todas as palavras - Poesia reunida (2012) - Manuel António Pina
Postado por Pedro Luna às 23:32 0 comentários
Marcadores: bombeiros, fotografia, incêndio, incêndio florestal de Pedrógão Grande, Joaquim Dâmaso, Pedrogão Grande, poesia, Região de Leiria, tragédia
O incêndio de Pedrógão Grande começou faz hoje sete anos...
No rescaldo do incêndio, a causa apontada pelas autoridades foi trovoada seca que, conjugada com temperaturas muito elevadas (superiores a 40 graus Celsius) e vento muito intenso e variável, fez deflagrar e propagar rapidamente o fogo. No entanto, o presidente da Liga dos Bombeiros, Jaime Marta Soares, acredita que este incêndio não teve origem em causas naturais já que, segundo a perceção de alguns habitantes de Pedrógão Grande, o fogo já estaria ativo duas horas antes da altura em que ocorreu a trovoada seca nesta zona. A Procuradoria-Geral da República confirmou que o Ministério Público estava a investigar as causas do incêndio. Um relatório técnico independente publicado em outubro aponta como causa da ignição o contacto entre a vegetação e uma linha elétrica de média tensão da empresa Energias de Portugal, resultado da falta de limpeza da zona de proteção.
Como resposta à catástrofe, o governo de Portugal decretou três dias de luto nacional, de 18 a 20 de junho de 2017, enquanto várias autoridades internacionais enviaram mensagens de solidariedade.
Postado por Fernando Martins às 00:07 0 comentários
Marcadores: bombeiros, incêndio, incêndio florestal de Pedrógão Grande, Pedrógão Grande, tragédia
segunda-feira, abril 15, 2024
O incêndio na Catedral de Notre-Dame de Paris foi há cinco anos...
O incêndio da Catedral de Notre-Dame de Paris foi um incêndio violento que se deflagrou na Catedral de Notre-Dame de Paris em 15 de abril de 2019. Teve início ao fim da tarde no telhado do edifício, e causou danos consideráveis. A agulha da catedral e o telhado colapsaram, e o interior e alguns dos artefactos que albergava foram gravemente danificados.
(...)
As causas do incêndio ainda não estão determinadas, presumindo-se que o fogo possa estar relacionado com as obras de restauro em curso no edifício.
Estima-se que o fogo tenha deflagrado às 18.50, hora de Paris, no sótão da catedral, perto da hora em que o edifício fechava aos turistas. Uma missa estava programada para essa hora, entre as 18.15 e as 19h00. De acordo com quem se encontrava no local, as portas da catedral foram abruptamente fechadas à sua saída e fumo branco começou a sair dos telhados.
in Wikipédia
Postado por Fernando Martins às 05:00 0 comentários
Marcadores: França, incêndio, incêndio da Catedral de Notre-Dame de Paris, Paris
terça-feira, fevereiro 20, 2024
Um incêndio matou cem pessoas, numa discoteca norte-americana, há 21 anos...
Número de vítimas encontradas por localização (saída principal na parte inferior central)
Um intenso fumo negro engolfou o clube em cinco minutos e meio. Imagens de vídeo do incêndio mostram a sua ignição e crescimento rápido. O fumo rapidamente tornou a fuga impossível e bloqueou a saída, o que atrapalhou ainda mais a evacuação.
O fumo tóxico, o calor e a corrida humana resultante do pânico, em direção à saída principal, mataram 100 pessoas; 230 ficaram feridos e outros 132 escaparam ilesos. Muitos dos sobreviventes ficaram com transtorno de stress pós-traumático após o evento. Este incêndio foi o quarto mais letal numa discoteca na história dos Estados Unidos e o segundo mais letal na Nova Inglaterra, apenas superado pelo incêndio em Cocoanut Grove, em 1942 , que resultou em 492 mortes.
Postado por Fernando Martins às 00:21 0 comentários
Marcadores: discoteca, incêndio, The Station Nightclub, USA
domingo, outubro 15, 2023
Um apocalipse do fogo e muita incúria do governo martirizaram Portugal há seis anos...
Os incêndios florestais em Portugal de outubro de 2017 deflagraram no dia 15 de outubro de 2017 no centro e norte do país, bem como na região da Galiza em Espanha. 440 incêndios estavam ativos em Portugal (523 ocorrências, segundo o primeiro-ministro), dos quais 33 de tamanho importante. A porta-voz da proteção civil descreveu este dia como "o pior dia do ano em matéria de incêndios florestais".
- Lousã, onde perto de 700 bombeiros combateram as chamas.
- Pampilhosa da Serra , o fogo começou no concelho da Sertã acabando por passar para o concelho da Pampilhosa onde se perderam cerca de 500 infraestruturas e arderam 30.000 hectares, deixando apenas 20% do município por arder.
- Marinha Grande e Vieira de Leiria , mais precisamente no Pinhal de Leiria onde cerca de 500 bombeiros estiveram no terreno e onde o bombeiro Hélio Madeiras tirou a famosa fotografia do pinhal em chamas.
- Seia, com mais de 400 bombeiros a tentar travar o incêndio. Neste concelho houve dois incêndios em pontos distantes das populações mais próximas a horas distintas, na área do Sabugueiro e depois em Sandomil. Apenas uma das duas ignições fez chegar o fogo aos concelhos de Mangualde, Gouveia; ambas fizeram depois uma única frente de fogo que atingiu o concelho de Nelas.
- Nelas, onde o fogo consumiu grande parte da zona sul do concelho, provocando uma vítima mortal, na aldeia de Caldas da Felgueira.
- Mangualde.
- Gouveia.
- Oliveira do Hospital, este concelho foi fustigado por dois incêndios, um vindo de Seia e outro resultado de um reacendimento na Serra do Açor .
- Tábua.
- Penacova, São Pedro de Alva, onde o fogo provocou 5 vítimas mortais e consumiu 28 habitações permanentes, cerca de uma dezena de empresas e seis mil hectares de floresta.
- Mortágua.
- Santa Comba Dão.
- Tondela.
- Arganil, Coja, onde cerca de 200 homens combateram o incêndio.
- Vale de Cambra, onde também perto de 200 homens estiveram no terreno.
- Sertã, com mais de 200 bombeiros no combate às chamas.
- Monção, que destruiu casas nas localidades de Bela e Longos Vales.
- Quiaios, Tocha, Mira, Vagos e Ílhavo, com 115 operacionais, onde arderam cerca de 25.000 hectares de floresta.
- Carregal do Sal, o incêndio consumiu cerca de 70 a 80% da mancha florestal de Carregal do Sal, uma dezena de casas e vitimou uma pessoa.
No concelho de Oliveira do Hospital, 10 pessoas morreram, e mais de uma centena de famílias foram desalojadas.
| Concelho | Locais | Vítimas mortais |
|---|---|---|
| Sertã | 1 | 1 |
| Arganil | 4 | 4 |
| Oliveira do Hospital | 10 | 12 |
| Pampilhosa da Serra | 1 | 1 |
| Penacova | 4 | 5 |
| Tábua | 2 | 3 |
| Gouveia | 1 | 1 |
| Seia | 2 | 3 |
| Carregal do Sal | 1 | 1 |
| Nelas | 1 | 1 |
| Oliveira de Frades | 1 | 1 |
| Santa Comba Dão | 2 | 3 |
| Tondela | 3 | 4 |
| Vouzela | 5 | 8 |
No mesmo distrito, vários estabelecimentos de ensino foram fechados devido às dificuldades de respiração causadas pelas nuvens de fumo nas cidades de Leiria e Marinha Grande e em Vieira de Leiria, entre outras localidades.
Outro incêndio ocorrido no mesmo dia, iniciado em Quiaios destruiu a Mata Nacional da região, e progrediu para norte, destruindo quase por completo as zonas florestais da Tocha e de Mira. O Parque de Campismo da Praia da Tocha foi evacuado ao final da tarde de dia 15 de outubro e a estrada de acesso à praia foi cortada, isolando os habitantes da localidade. A mesma foi reaberta por volta da 01:20 de segunda-feira, 16 de outubro. A Zona Industrial de Mira foi afetada por este incêndio, tal como a Zona Industrial da Tocha, onde ardeu a fábrica da Sanindusa, provocando um prejuízo de mais de 25 milhões de euros. Esta área florestal já tinha ardido em julho de 1993, com a diferença de que esse incêndio tinha começado a norte, perto de Mira, evoluindo para o sul.
Postado por Fernando Martins às 06:00 0 comentários
Marcadores: 15 de outubro de 2017, António Costa, incêndio, incúria, PS





