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sexta-feira, fevereiro 13, 2026

Hoje foi o Dia Mundial da Rádio...

  

O Dia Mundial da Rádio (em francês: Le jour mondial de la radio) é um dia internacional comemorado a 13 de fevereiro de cada ano. O Dia foi decidido pela UNESCO, a 3 de novembro de 2011, durante a sua 36ª conferência. 

 

Origem

A pedido da Academia Espanhola da Rádio, a 20 de setembro de 2010, Espanha propôs que o Conselho Executivo da UNESCO incluísse um item na agenda sobre a proclamação de um Dia Mundial da Rádio. O item para a proclamação de um “Dia Mundial do Rádio” foi adicionado à agenda provisória a 29 de setembro de 2011. A UNESCO realizou uma ampla consulta em 2011 com diversas partes interessadas, como associações de radiodifusão, agências da ONU, fundos e programas, ONGs relevantes, fundações e agências bilaterais de desenvolvimento, bem como Delegações Permanentes da UNESCO e Comissões Nacionais para a UNESCO. Entre as respostas, 91% foram a favor do projeto, incluindo o apoio oficial da União de Radiodifusão dos Estados Árabes (ASBU), da União de Radiodifusão da Ásia-Pacífico (ABU), da União Africana de Radiodifusão (AUB), da União de Radiodifusão do Caribe ( CBU), a União Europeia de Radiodifusão (EBU), a International Association of Broadcasting (IAB), a Associação Norte-Americana de Radiodifusoras (NABA), a Organización de Telecomunicaciones Ibeoramericanas (OTI), BBC, URTI, Rádio Vaticano, entre outras. Os resultados desta consulta estão disponíveis no documento 187 EX/13 da UNESCO.

Em dezembro de 2012, a Assembleia Geral da ONU endossou a proclamação do Dia Mundial do Rádio, que assim se tornou um dia a ser comemorado por todas as agências, fundos e programas da ONU e seus parceiros. Vários órgãos da indústria da rádio em todo o mundo, apoiam a iniciativa, incentivando estações em países desenvolvidos a ajudar aqueles no mundo em desenvolvimento. Na UNESCO, a consulta, a proclamação e as comemorações ficaram a cargo de Mirta Lourenço, Chefe do Setor de Desenvolvimento de Média.

 

Temas do Dia Mundial da Rádio

2012 Dia Mundial do Rádio 2012
2013 Dia Mundial do Rádio 2013
2014 Igualdade de género no rádio
2015 Jovens e rádio
2016 O rádio em tempos de desastre e emergência
2017 O rádio és tu
2018 Rádio e desporto
2019 Diálogo, tolerância e paz
2020 Diversidade
2021 Novo mundo, novo rádio
2022 O rádio e a confiança
2023 O rádio e a Paz
2024 Rádio: Um século informando, entretendo e educando
2025 Rádio e mudanças climáticas
2026 Rádio e Inteligência Artificial

  

 in Wikipédia

 

sexta-feira, janeiro 30, 2026

Luís Filipe Barros - 77 anos...!


 (imagem daqui)

 

Luís Filipe Barros (Lisboa, 30 de janeiro de 1949), é um dos nomes míticos da rádio portuguesa, fundador, por exemplo, do aclamado "Rock Em Stock", na Rádio Comercial, entre 1979 e 1982 e entre 1986 e 1993. "O verdadeiro Rei da Rádio", na expressão de Ruy Castelar, outro homem da rádio.

É realizador-chefe da RDP, reformado, e, atualmente, explora a rádio 105.4, em Cascais. É casado, tem um filho, Rui, e uma neta, Maria.

 

Percurso

Luís Filipe dos Prazeres Domingues Barros nasceu numa moradia, já demolida, na Avenida Duque de Ávila, em Lisboa, no dia 30 de janeiro de 1949.

Estudou no Externato Cristal, em Lisboa, com António Sérgio e perdia os dias a ouvir a Radio Caroline, de Londres, a sua grande aprendizagem e influência.

Começou a fazer rádio em 1968, na Rádio Renascença, por sua iniciativa.

“A Renascença era a minha estação preferida e eu ia lá bater à porta, falar com os locutores, etc. Um dia, o Armando Marques Ferreira convidou-me a fazer uma rubrica”.

A rubrica era aos domingos à noite e chamava-se "FES-Festival", onde já passava Led Zeppelin. Ganhava 400 escudos.

Na mesma altura, iniciou o curso de 3 anos de locutor na Rádio Universidade (RU), tendo tido como colegas de curso, entre outros, Henrique Garcia, Dina Aguiar, Fernando de Sousa, Ricardo Saló e Luís Paixão Martins. O monitor era Fernando Balsinha.

Na RU, no final do curso, em 1971, assinava um programa de 13 minutos intitulado "Paralelo 71". "Won't Get Fooled Again", dos Who, era então uma das suas canções preferidas.

Um dos seus primeiros trabalhos foi uma entrevista a Maurice Gibb, dos Bee Gees, que veio a Portugal em lua de mel com a sua mulher, Lulu, vencedora do Festival da Eurovisão em 1969 com "Boom Bang-A-Bang".

Tornou-se locutor profissional em 1971 e o seu primeiro ofício foi no "Tempo ZIP" (estreado no dia 29 de março de 1970, na Rádio Renascença), onde, a convite de José Fialho Gouveia, foi substituir José Nuno Martins, chamado para cumprir o serviço militar obrigatório. Quando chegou a altura de também ir para a tropa, Luís Filipe Barros foi substituído no programa por Pedro Castelo.

"Estive três meses no programa com Joaquim Furtado (todos os outros já tinham saído) e depois também fui chamado para a tropa".

Luís Filipe Barros esteve em Angola durante 29 meses, entre 1 de novembro de 1971 e 1 de janeiro de 1974. No dia 25 de abril de 1974, já estava na vida civil.

No regresso de Angola, voltou à Renascença, em maio de 1974, e fez, com António Sérgio, o programa "Zero Duas", que era transmitido da meia-noite às duas da manhã e onde estreou nomes como Supertramp ou Yes e também passava rock alemão.

"Foi a primeira experiência que tive a passar a música de que efetivamente gostava. Bandas de que não gosto, não passo. Escusam de vir com elas".

Saiu da Rádio Renascença em 1975 durante o PREC (Processo Revolucionário Em Curso) e integrou a redação do jornal "Página Um", de extrema-esquerda, juntamente com Artur Albarran, Artur Queirós, Luís Paixão Martins e Fernando de Sousa, entre outros, e, posteriormente, a redação do "Extra" que albergou os jornalistas suspensos do "Diário de Notícias" na sequência dos acontecimentos do 25 de Novembro, entre os quais, José Saramago.

Fez parte depois, até 1978, do Gabinete de Defesa do Consumidor (com Beja Santos), o primeiro do País, no ministério do Comércio e Turismo de Mota Pinto (I Governo Constitucional, 1976-1977), onde fez os programas "Toma Lá Dá Cá" e "Pão Pão Queijo Queijo".

No dia 9 de abril de 1979 começou a apresentar o programa "Rock Em Stock" (nome que José Nuno Martins foi buscar a um programa francês) que se tornou um dos programas mais emblemáticos dessa época.

Foi o último programa a arrancar na nova Rádio Comercial, que iniciara as suas emissões a 1 de março, substituindo o Rádio Clube Português, sendo diretor João David Nunes. O horário da emissão era das 15.00 às 18.00.

O contrato para a realização do programa foi assinado por Luís Filipe Barros com Humberto Augusto Lopes e Rui Ressurreição, administradores da RDP, no dia 31 de maio de 1979, por 70 euros por cada programa.

Além de Luís Filipe Barros, arrancaram com o programa Jaime Fernandes, Jorge Fallorca, Rui Morrison e Paulo Coelho (que também ia ao microfone), a que se juntaram, a curto prazo, Rui Neves e Ricardo Camacho, este último que viria a ser peça fundamental na Sétima Legião, médico, tido como um dos maiores especialistas portugueses na investigação da SIDA.

O indicativo do programa era "I'm OK", dos Styx, e a primeira música transmitida foi "Turn Me On", dos Tubes. Também foi a última em 1982, antes do hino nacional.

"Rock em Stock" é dos principais programas de rádio jamais realizados em Portugal, ombreando com "Em Órbita", inicialmente no Rádio Clube Português (1965) e depois também na Rádio Comercial.

Inovador, foi pioneiro no "estilo Radio Caroline" em Portugal e, como viria a dizer David Ferreira, antigo editor e radiolojista na Antena 1, disco que não passasse no "Rock em Stock" era como se não existisse.

"Rock em Stock" foi igualmente decisivo no relançamento do rock feito em Portugal, nascido a 28 de outubro de 1960 com a edição do EP "Caloiros da Canção", com os Conchas e Daniel Bacelar.

Os discos de estreia de Rui Veloso, UHF, Xutos e Pontapés foram insistentemente passados no programa.

Esta primeira fase de "Rock em Stock" terminou no dia 30 de janeiro de 1982 (na data do 31º aniversário do autor) e Luís Filipe Barros foi tomar conta das manhãs da Rádio Comercial com o seu "Café Com Leite", onde lançou, por exemplo, "Por Este Rio Acima", de Fausto (1984).

"Vamos dar nas vistas", prometia Luís Filipe Barros e deu com os "pequenos-almoços extraordinários" que organizava em direto, como as sardinhas assadas na Feira Popular (de Lisboa), ou a distribuição de sacas de batatas quando havia escassez do produto. Carlos Ribeiro era o seu repórter de rua, "a sua muleta".

"Arranjavam-se umas pastelarias e os ouvintes iam lá. Às tantas eram sardinhas e bacalhau às sete da manhã. Foi a maior loucura que houve neste País, muito maior do que o 'Rock em Stock'".

No Verão de 1983, Luís Filipe Barros estreou-se na televisão com Manuela Moura Guedes com "Berros & Bocas" que só durou uns 3/4 meses. O popular locutor não guarda as melhores recordações desta sua passagem pela TV, acusando a sua parceira de boicotar o programa com o seu excesso de protagonismo que minava as apresentações musicais.

"Ainda hoje, só os meus amigos me podem tratar por "berros". Fui o primeiro locutor a ter um "nickname", mas "afinava" com ele".

"Fazia um barulho infernal. Ninguém estava habituado. Com o 'Rock em Stock' passaram a vender-se mais aparelhos de rádio, mais gira-discos, mais discos".

Sportinguista confesso e dedicado, co-produziu em 1982 com Jaime Lopes, outro sportinguista e seu camarada na Rádio Comercial, um curioso vinil verde de 45 rotações, "Em Frente Sporting", com a equipa campeã nacional do Sporting, onde pontificavam nomes como Meszaros, Manuel Fernandes, António Oliveira, Carlos Xavier, Jordão, Augusto Inácio e José Eduardo. Foi também o autor da letra portuguesa do original "Allez Les Verts", de Jacques Monty e Jean-Louis D'Onorio (1976), hino do clube francês Saint Étienne.

Em 1983 editou, em nome próprio, o que é considerado o primeiro disco português de rap, "Os Lusitansos", que usava a base musical de "Rapper's Delight", dos Sugar Hill Gang. Com letra do próprio Luís Filipe Barros, que demorou seis meses a concluí-la, "Os Lusitansos" conta a História de Portugal até ao III Governo Constitucional, de Mário Soares (1978), e foi número um de vendas.

Em 1984 apresentou na Rádio Comercial a primeira série do programa Ondas Luisianas (1984-1986), onde passava Bruce Springsteen, U2, Bryan Adams à tarde e Depeche Mode, New Order à noite.

"Era um programa na esteira do "Rock em Stock", mas dava muito mais trabalho. Cheguei a gastar 9 horas para gravar 45 minutos de programa".

Em 1986, durante algum tempo, alternou com Herman José as manhãs da Comercial e depois fez "No Calor da Noite", das 03.00 às 06.00, a "maior realização radiofónica de então".

"Tinha uma equipa fantástica: Fernando Correia, João Perestrelo, Jaime Lopes, Carlos do Carmo, Henrique Viana e Francisco Nicholson. Foi com este programa, sobretudo com Carlos do Carmo, que comecei a gostar de fado".

De 1986 a 1993 liderou uma segunda fase de "Rock em Stock", com João Menezes e António Freitas, dedicada a um rock mais duro, mais pesado, com Metallica, Judas Priest ou Guns 'n' Roses. O programa terminou com a venda da Rádio Comercial (maio de 1993) a Carlos Barbosa.

Luís Filipe Barros não quis permanecer na rádio privada e, a convite de Jaime Fernandes, foi diretor-adjunto de programas da RDP (Pedro Castelo era o diretor), onde chefiou o arranque da Antena 3 (26 de abril de 1994), da qual foi chefe do departamento de programas, depois de ter conduzido a emissão das 10.00 às 13.00.

Deixou de fazer programas diários de rádio em 1993 quando assumiu funções superiores, mantendo-se porém aos microfones da Antena 1 com programas semanais como "Sol da Meia-Noite" (com música dos anos 50 e 60) e "Duas Horas Com Luís Filipe Barros".

De 2004 a 2011 voltou com um novo formato das "Ondas Luisianas" (segunda série), a par de "Classe 70", programa dedicado ao rock progressivo, após o que se reformou.

Do vastíssimo curriculum de Luís Filipe Barros, consta ainda uma participação no filme "O Lugar do Morto" (1984), de António Pedro Vasconcelos, onde faz o papel de "ele próprio", variadíssimos prémios (mas nunca o "Sete de Ouro" - "iam sempre para o Carlos Cruz") e outras atividades. Era, por exemplo, a voz de "Action Man" em Portugal.

Produziu ou co-produziu discos dos Street Kids, Frodo, Roxigénio, Go Graal Blues Band, bem como o LP de estreia dos UHF, "À Flor da Pele" (1981), foi a voz oficial da RTP no tempo de José Eduardo Moniz.

No seu escritório em casa tem exposto na parede um disco de ouro pelas vendas superiores a 20 mil cópias do I volume de "Rock em Stock" (1999) e um disco de prata pelas vendas superiores a 10 mil cópias do II volume (2000). Nas estantes, entre outras distinções, o Prémio Caravela, atribuído pela Câmara Municipal de Lisboa.

Escreveu dois livros, "Mais Estórias da Música", DisLivro, 2006, 216 páginas, com prefácio de Francisco José Viegas ("Luís Filipe Barros é meu pastor, com ele nada me faltará") e "Mais Estórias do Rock", Contralto, 2013, 108 páginas.

Em 2010, a convite dos CTT, escolheu as 7 bandas portuguesas que fizeram parte de uma emissão filatélica especial, "Rock em Portugal": Quarteto 1111 ("A Lenda de El-Rei D. Sebastião"), Rui Veloso ("Ar de Rock"), Heróis do Mar ("Heróis do Mar"), GNR ("Psicopátria"), UHF ("À Flor da Pele"), Xutos e Pontapés ("Compacto 88") e Moonspell ("Wolfheart").

"Rock em Stock" é uma marca registada em nome de Luís Filipe Barros.

"Fiz do meu "hobby" preferido a minha profissão", clama, ufano. 

 

 

in Wikipédia 

quinta-feira, janeiro 29, 2026

Oprah Winfrey celebra hoje 72 anos

 https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/2/22/Oprah_Winfrey.jpg

 
Oprah Gail Winfrey (Kosciusko, 29 de janeiro de 1954), mais conhecida simplesmente por Oprah Winfrey, é uma apresentadora de televisão e empresária dos Estados Unidos, vencedora de múltiplos prémios Emmy pelo seu programa The Oprah Winfrey Show, o talk-show com maior audiência da história da televisão americana.

É também uma influente crítica de livros, uma atriz indicada a um Óscar pelo filme A cor púrpura e editora da revista The Oprah Magazine. De acordo com a revista Forbes, Winfrey foi eleita a mulher mais rica do ramo de entretenimento no mundo durante o século XX, uma das maiores filantropas de todos os tempos e a primeira mulher negra a ser incluída na lista de bilionários, em 2003. Em 2010 era a única mulher a permanecer no topo da lista por quatro anos.

O The Oprah Winfrey Show foi transmitido durante vinte e cinco anos. O seu último programa foi para o ar em 25 de maio de 2011. Winfrey passou a dedicar-se à sua própria rede, Oprah Winfrey Network (OWN) e outros projetos pessoais.

Oprah foi a apresentadora mais bem paga da história da televisão norte-americana, ganhando cerca de 50 milhões de dólares por mês com todas as suas incumbências profissionais.

    

quinta-feira, dezembro 25, 2025

Artur Agostinho nasceu há 105 anos...

(imagem daqui)
 
Artur Fernandes Agostinho (Lisboa, 25 de dezembro de 1920 - Lisboa, 22 de março de 2011) foi um jornalista, radialista, escritor e um premiado ator português.

Biografia
Artur Agostinho fez parte do departamento desportivo da Rádio Renascença, nos anos 80 do século XX, depois de ter sido um dos mais brilhantes relatores desportivos de sempre aos microfones da Emissora Nacional de Radiodifusão.
Foi proprietário de uma agência de publicidade, a Sonarte, e jornalista. Dirigiu o diário desportivo Record, entre 1963 e 1974, tendo regressado ao jornal como colunista e patrono do prémio destinado a premiar o desportista do ano, em 2005. Entretanto, foi também diretor do jornal do Sporting.

Após o 25 de abril, por ter trabalhado como repórter em trabalhos com pessoas do antigo regime, foi preso a 28 de setembro de 1974, ficando três meses em Caxias. Em agosto de 1975 decide emigrar devido à falta de trabalho que vivia, indo para o Rio de Janeiro, no Brasil, até 1981. Lá trabalhou num banco e fez dois programas desportivos sobre o futebol português para a Globo.

Apresentou o primeiro concurso da televisão portuguesa, o "Quem Sabe, Sabe", e participou em programas como "O Senhor que se Segue", "No Tempo Em Que Você Nasceu", "Curto-Circuito" e ainda em séries e telenovelas.

Escreveu os livros Até na prisão fui roubado! (1976), Português sem Portugal (1977) e, em 2009, lançou o livro Bela, riquíssima e além disso… viúva.

Artur Agostinho morreu a 22 de março de 2011, com 90 anos de idade, no Hospital de Santa Maria onde estava internado já há uma semana. O corpo do comunicador foi ainda durante o próprio dia para a capela da Igreja de São João de Deus, em Lisboa.
 
Prémios e homenagens

Foi atribuído a Artur Agostinho o Óscar da Imprensa (1962), ou Prémio Bordalo, na categoria Rádio, a par de Maria Leonor como "Melhores locutores". Entregues pela Casa da Imprensa no Pavilhão dos Desportos de Lisboa, em 14 de Fevereiro de 1963, os percursores dos "Prémios da Imprensa" distinguiriam ainda, nesta categoria, o programa Melodias de Sempre, de António Miguel, e como "Melhor Produtor" Francisco Mata.

Em 2005, o jornal desportivo Record instituiu o "Prémio Artur Agostinho" destinado a premiar o desportista do ano.

Em maio de 2006, CNID - Associação dos Jornalistas de Desporto atribuiu-lhe o "Prémio de Carreira Fernando Soromenho".

Em maio de 2010, Artur Agostinho foi distinguido com Prémio Mérito e Excelência no portugueses Globos de Ouro.

Em 28 de dezembro de 2010 foi feito Comendador da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada.

Desde 2012, o CNID atribui o nome de Artur Agostinho à categoria Rádio dos seus prémios anuais. 


quinta-feira, outubro 30, 2025

Há 87 anos Orson Welles causou o pânico na América com um programa de rádio...!

         
The War of the Worlds (A Guerra dos Mundos) é um romance de ficção científica de Herbert George Wells (H. G. Weels), um escritor britânico e membro da Sociedade Fabiana, lançado no ano de 1898.
É uma história sobre a invasão da Terra por marcianos inteligentes, dotados de um poderoso raio carbonizador e máquinas assassinas, semelhantes a caixas de água sobre tripés. Foi adaptado diversas vezes para o cinema, a última em 2005, por Steven Spielberg, com Tom Cruise no papel principal, Dakota Fanning e Justin Chatwin.
      
Marciano, desenho de Warwick Goble em 1897 para a revista Pearson's Magazine
   
 
Enredo
A ação começa nos inícios do século XX, nos arredores de Londres. O narrador e personagem principal, que não é identificado no livro, é convidado para ir ao observatório de Ottershaw, onde observa a primeira de uma série de explosões na superfície de Marte. Mais tarde, aquilo que se pensa ter sido a queda de um meteoro perto da casa do narrador, acaba por ser a queda de um cilindro metálico. O cilindro abre-se, e de lá dentro saem os marcianos, que destroem todos os humanos que se aproximam com o raio da morte.
O narrador foge então com a sua mulher para Leatherhead, mas tem que voltar a casa para devolver a carruagem que tinha pedido emprestado. Nessa altura, repara que os marcianos se locomovem em máquinas com tripés metálicos - os tripods - passando facilmente pela resistência militar oferecida pelos humanos. Têm além disso uma nova arma que dispara bombas de fumo negro, que matam todos os humanos que entram em contacto com ela. O narrador encontra então um artilheiro em fuga, que lhe diz que caiu outro cilindro, cortando o caminho de regresso à sua mulher. Os dois decidem viajar juntos, mas um ataque dos marcianos acaba por os separar.
A narração passa então para a história da evacuação em massa de Londres, devido à queda de mais cilindros nos seus arredores, contada pelo irmão do narrador, que acaba por conseguir escapar de barco.
Voltando ao narrador, este acaba por ficar encurralado numa casa em ruínas destruída pela queda de um dos cilindros, acompanhado por um cura. Nessa altura ele observa os costumes dos marcianos, constatando que eles usam os humanos como alimento, absorvendo o seu sangue diretamente. No entanto, o cura, traumatizado pelos acontecimentos, enlouquece, fazendo com que os marcianos entrem na casa e acabem por o capturar. Finalmente os marcianos abandonam a cratera e o narrador consegue deixar a casa em ruínas. Quando chega a Londres, deserta, repara que as plantas marcianas começam a morrer, assim como os marcianos. Estavam a morrer devido a uma bactéria contra a qual não tinham imunidade. O narrador regressa então a casa, onde, para sua surpresa, encontra a sua mulher.
     
Orson Welles explica aos jornalistas a transmissão de "A Guerra dos Mundos" em 30 de outubro de 1938
  
Quando o enredo se tornou realidade - Orson Welles gera o pânico em Nova Iorque
Em 30 de outubro de 1938 a rede de rádio CBS interrompeu a sua programação para noticiar uma suposta invasão alienígena. Na verdade, nada mais era que um programa semanal, onde a história de A Guerra dos Mundos era dramatizada pelo jovem Orson Welles na forma de programa jornalístico. Entretanto, houve grande pânico, devido a um mal-entendido: cerca de 6 milhões de pessoas sintonizaram o programa e metade delas fê-lo depois da introdução, em que se explicava que não passava de uma peça de ficção, calculou a própria CBS. Pelo menos 1,2 milhão de pessoas acreditou ser um facto real, meio milhão teve a certeza de que o perigo era iminente, entrando em pânico, sobrecarregando as linhas telefónicas, com aglomerações nas ruas e congestionamentos, causados por ouvintes tentando fugir do perigo. O caos paralisou três cidades. O programa foi um sucesso de audiência, fazendo a CBS bater a emissora concorrente NBC.
       

sexta-feira, outubro 10, 2025

Orson Welles morreu há quarenta anos...

   
Também foi roteirista, produtor e ator. Iniciou a sua carreira no teatro, em Nova Iorque, em 1934.
   
Biografia
Órfão aos quinze anos, após a morte do seu pai (sua mãe morreu quando ainda tinha 9 anos), George Orson Welles começou a estudar pintura em 1931, primeira arte em que se envolveu. Adolescente, não via interesse nos estudos e em pouco tempo passou a atuar. Tal paixão o levou a criar sua própria companhia de teatro em 1937. Em 1938, Orson Welles produziu uma transmissão radiofónica intitulada A Guerra dos Mundos, adaptação da obra homónima de Herbert George Wells e que ficou famosa mundialmente por provocar pânico nos ouvintes, que imaginavam estar enfrentando uma invasão de extraterrestres. Um Exército que ninguém via, mas que, de acordo com a dramatização radiofónica, em tom jornalístico, acabara de desembarcar no nosso planeta. O sucesso da transmissão foi tão grande que no dia seguinte todos queriam saber quem era o responsável pela tal "partida". A fama do jovem Welles começava. Foi casado com a atriz Rita Hayworth e tiveram uma filha, Rebecca. O casal divorciou-se em 1948.
    
Citizen Kane
Sua estreia no cinema, em filmes de longa metragem, ocorreu em 1941 com Citizen Kane (em Portugal, "O Mundo a seus Pés" e no Brasil, "Cidadão Kane"), considerado pela crítica como um dos melhores filmes de todos os tempos e o mais importante dirigido por Welles.
Os elogios a Citizen Kane, originaram por três motivos:

Inovação
Welles inovou a estética do cinema com técnicas até então raríssimas nas produções cinematográficas. Algumas delas são:
  • Ângulos de câmara (uso de plongée e contra-plongée).
  • Exploração do campo (campo e contra-campo).
  • Narrativa (narrativa não linear).
  • Edição/Montagem (muito sofisticada para e época de sua realização, devido a não linearidade da narrativa).

    
Coragem
Orson Welles retratou em "Citizen Kane" a vida e a decadência de um magnata da comunicação norte-americana, baseado na história do milionário William Randolph Hearst. Esse filme foi um marco na carreira do ator. Mesmo estando pronto, "Cidadão Kane" quase não saiu, fruto de problemas com Hearst. Ele teve nove indicações para o Óscar, mas venceu apenas um, o de melhor roteiro original. Sua coragem de realizar esta obra prima acabou resultando no encerramento de muitas portas no futuro, beirando ao ostracismo no fim da vida. 
    
Dinamismo
Foi diretor, co-roteirista, produtor e ator em "Citizen Kane". O que é surpreendente, pois no cinema a acumulação de funções acaba influenciando de maneira negativa no resultado final. Mas no caso de Welles surgiu uma obra completamente à frente do seu tempo.
    
Depois de Citizen Kane
Logo após "Citizen Kane", Welles passou uma temporada no Brasil, onde pretendia filmar o famoso carnaval carioca para acrescentar ao seguimento My Friend Bonito, do documentário It's All True. Mas algo desastroso ocorreu. Sobre o fato, Welles comentou em entrevista ao crítico de cinema, André Bazin: "Era co-dirigido por mim e Norman Foster. Era uma história entre um pobre menino e seu touro. Depois fizeram outra versão, modificando todas as ideias e refazendo tudo ao modo deles. Eu tinha rodado durante três meses, mas a RKO (estúdio) me despediu. Quando retomaram a ideia não queriam saber mais nada de mim. Tampouco me pagaram nenhum tipo de direitos e atuaram como se fosse uma história original". Esse tipo de problema iria ser uma constante na carreira de Welles, que logo após o fracasso de público de A Dama de Xangai (1948) raramente conseguiria realizar um filme à sua maneira, dirigindo quase sempre em condições precárias.
Para se ter um exemplo, as filmagens de Dom Quixote (1959-1972) (Don Quijote de Orson Welles) duraram mais de dez anos, e mesmo assim somente a cópia do filme pode ser visto (hoje já está disponível em DVD).
Tentando continuar sua carreira, ele passou as décadas seguintes aceitando papéis de ator, no qual sua presença e voz marcante, mesmo quando as participações eram pequenas, nunca passavam sem chamar atenção. Ao voltar a Hollywood depois de uma temporada na Europa, Welles atuaria como um dos co-protagonistas do premiado The Long, Hot Summer (1958), dirigiu e atuou em A Marca da Maldade, famoso por ter incluído um plano-sequência de três minutos com um desfecho com impacto, e teria um de seus melhores desempenhos em cena no filme Compulsion, de 1959.
Em 1962 realizou "The Trial", filme baseado na obra " O Processo" de Franz Kafka. Welles considerou este um dos seus mais gratificantes filmes realizados. Em 1979 teve um pequeno papel no filme "The Secret Life of Nikola Tesla."
Orson Welles morreu de ataque cardíaco em sua casa em Hollywood, Califórnia em 10 de outubro de 1985, aos 70 anos, e, segundo a lenda, teria feito o seguinte comentário sobre sua profissão antes de morrer: "Esse é o maior comboio elétrico que um menino já teve."
Seu último trabalho foi dobrando a voz do planeta Unicron na longa metragem de desenhos animados de 1986 The Transformers: The Movie.
   

domingo, julho 20, 2025

Marconi morreu há 88 anos...

  
Guglielmo Marconi (Bolonha, 25 de abril de 1874 - Roma, 20 de julho de 1937) foi um físico e inventor italiano. Em língua portuguesa é por vezes referido por Guilherme Marconi e foi o inventor do primeiro sistema prático de telegrafia sem fios (TSF), em 1896.
 
(...)  
 
Marconi morreu em Roma, a 20 de julho de 1937, aos 63 anos, após um ataque cardíaco fatal, o nono, e seu país fez-lhe um funeral de Estado. 
   

terça-feira, maio 06, 2025

Orson Welles nasceu há 110 anos...

    
George Orson Welles (Kenosha, Wisconsin, 6 de maio de 1915 - Hollywood, 10 de outubro de 1985) foi um cineasta dos Estados Unidos.
Também foi roteirista, produtor e ator. Iniciou a sua carreira no teatro, em Nova Iorque, em 1934.
  
Biografia
Órfão aos quinze anos, após a morte do seu pai (a sua mãe morreu quando ainda tinha 9 anos), George Orson Welles começou a estudar pintura em 1931, primeira arte em que se envolveu. Adolescente, não via interesse nos estudos e em pouco tempo passou a atuar. Tal paixão levou-o a criar a sua própria companhia de teatro em 1937. Em 1938, Orson Welles produziu uma transmissão radiofónica intitulada A Guerra dos Mundos, adaptação da obra homónima de H. G, Wells e que ficou famosa mundialmente por provocar pânico nos ouvintes, que imaginavam estar enfrentando uma verdadeira invasão de extraterrestres. Um exército que ninguém via, mas que, de acordo com a dramatização radiofónica, em tom jornalístico, acabara de desembarcar no nosso planeta. O sucesso da transmissão foi tão grande que, no dia seguinte, todos queriam saber quem era o responsável pela tal "partida". A fama do jovem Welles começava. Foi casado com a atriz Rita Hayworth e tiveram uma filha, Rebecca. O casal divorciou-se em 1948.

Citizen Kane
A sua estreia no cinema, em filmes de longa metragem, ocorreu em 1941 com Citizen Kane (Em Portugal, "O Mundo a seus Pés"; no Brasil, "Cidadão Kane"), considerado pela crítica como um dos melhores filmes de todos os tempos e o mais importante dirigido por Welles.
Os elogios a Citizen Kane, surgiam por três motivos:
   
Inovação
Welles inovou a estética do cinema com técnicas até então raríssimas nas produções cinematográficas. Algumas delas são:
  • Ângulos de câmara (uso de plongée e contra-plongée).
  • Exploração do campo (campo e contra-campo).
  • Narrativa (narrativa não linear).
  • Edição e montagem (muito sofisticada para e época de sua realização, devido a não linearidade da narrativa).
     
Coragem 
Orson Welles retratou, em "Citizen Kane", a vida e a decadência de um magnata da comunicação norte-americana, baseado na história do milionário William Randolph Hearst. Esse filme foi um marco na carreira do ator. Mesmo estando pronto, "Cidadão Kane" quase não pode ser visto, fruto de problemas com Hearst. Ele teve nove indicações para o Óscar, mas venceu apenas um, o de melhor roteiro original. A sua coragem de realizar esta obra prima acabou resultando no encerramento de muitas portas no futuro, beirando o ostracismo no fim da vida.
    
Dinamismo
Foi diretor, co-roteirista, produtor e ator em "Citizen Kane", o que é surpreendente, pois no cinema acumular funções acaba influenciando de maneira negativa o resultado final. Mas no caso de Welles surgiu uma obra completamente à frente do seu tempo.  
      
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terça-feira, abril 29, 2025

Fernando Pessa morreu há vinte e três anos...

(imagem daqui)

Fernando Luís de Oliveira Pessa (Vera Cruz, Aveiro, 15 de abril de 1902 - Lisboa, 29 de abril de 2002) foi o mais idoso jornalista português.
  
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Depois da notoriedade enquanto repórter de guerra na BBC, realizou a primeira emissão em direto da RTP, em 7 de março de 1957, na Feira Popular de Lisboa. Entrou para os quadros da RTP apenas a 1 de janeiro de 1976, já com 74 anos.
A célebre expressão “E esta, hein?” marcou a sua carreira como repórter televisivo. A expressão surgiu como substituto dos palavrões que tinha vontade de dizer quando denunciava situações menos agradáveis do quotidiano do país nos seus "bilhetes postais". Neste contexto, era por vezes criticado por privilegiar nas suas sátiras os políticos cuja ideologia não partilhava, poupando em geral os que pudessem ser conotados com a esquerda.
Pelo seu trabalho como correspondente da Segunda Guerra Mundial, Fernando Pessa foi distinguido com a Ordem do Império Britânico. E, em Portugal, a 10 de junho de 1981, o Presidente da República, Ramalho Eanes, atribui-lhe o título de comendador.

Reformou-se em 1995, com 93 anos de idade. Fernando Pessa faleceu a 29 de abril de 2002, no Hospital Curry Cabral, em Lisboa, poucos dias depois de completar cem anos.

terça-feira, abril 15, 2025

Fernando Pessa nasceu há 123 anos...

(imagem daqui)
  
Fernando Luís de Oliveira Pessa (Vera Cruz, Aveiro, 15 de abril de 1902 - Lisboa, 29 de abril de 2002) foi o mais velho jornalista português no ativo.
A mãe era natural de São Tomé. O pai era médico militar mas, devido à falta de dinheiro, pediu licença do exército e partiu para a colónia de São Tomé e Príncipe, deixando a mulher e os três filhos em Portugal.
Fernando Pessa viveu em Aveiro até aos dois anos. Foi em Penela, vila do distrito de Coimbra, que o jornalista recebeu a instrução primária. Fez o exame da 4ª classe em 1911, em Coimbra, onde viveu até 1921.
Concluídos os estudos secundários, em que se preparara para os exames de admissão à "Escola de Guerra", tentou o ingresso na carreira militar como oficial de Cavalaria. Porém, como resultado da Primeira Guerra Mundial, havia oficiais em excesso e só era admitido quem frequentasse o Colégio Militar de Lisboa.
Antes de embarcar na carreira jornalística, trabalhou numa companhia de seguros e num banco, ainda em Coimbra, onde esteve pouco tempo. Em 1926 foi trabalhar para outra companhia de seguros, no Brasil, de onde regressou em 1934.
Em 1934 candidatou-se aos quadros da recém criada Emissora Nacional, tendo ficado classificado em segundo lugar e, como gostava de sublinhar, “sem cunhas”. Iniciou, assim, uma carreira que nunca tinha pensado seguir. E assim transformou-se no primeiro locutor da Emissora Nacional.
Com uma semana de rádio, Pessa fez a sua primeira reportagem: a cobertura de um festival de acrobacia área na antiga Porcalhota, atual Amadora.
Após quatro anos na Emissora Nacional, foi convidado para trabalhar na BBC, em Londres. Começou por trabalhar com sotaque na secção brasileira e só quando um colega português adoeceu foi chamado para ler o noticiário. Neste ambiente sofreu os bombardeamentos alemães sobre Londres e se profissionalizou e notabilizou como correspondente durante a Segunda Guerra Mundial.
A censura e a restrição das liberdades civis da ditadura de António de Oliveira Salazar acabaram por contribuir para o crescendo de popularidade das transmissões em português da BBC.
Conheceu a sua esposa, Simone Alice Roufier, uma brasileira de ascendência inglesa e norte-americana, em Londres. Casou-se em 1947, no novo regresso a Portugal.
No regresso a Lisboa, em 1947, a sua reentrada na rádio Emissora Nacional foi vedada por influência do regime, sendo forçado a voltar ao ramo dos seguros. Nesta época também fez dobragens de filmes e documentários, nomeadamente O Último Temporal - Cheias do Tejo e Portugal já faz automóveis, do cineasta Manoel de Oliveira. Acabou por participar do Plano Marshall de ajuda económica à Europa, quando Portugal se envolveu.
Depois da notoriedade enquanto repórter de guerra na BBC, realizou a primeira emissão em direto da RTP, em 7 de março de 1957, na Feira Popular de Lisboa.
Entrou para os quadros da RTP apenas a 1 de janeiro de 1976, já com 74 anos.
A célebre expressão “E esta, hein?” marcou a sua carreira como repórter televisivo. A expressão surgiu como substituto dos palavrões que tinha vontade de dizer quando denunciava situações menos agradáveis do quotidiano do país nos seus "bilhetes postais". Neste contexto, era por vezes criticado por privilegiar nas suas sátiras os políticos cuja ideologia não partilhava, poupando em geral os que pudessem ser conotados com a esquerda.
Pelo seu trabalho como correspondente da Segunda Guerra Mundial, Fernando Pessa foi distinguido com a Ordem do Império Britânico. E, em Portugal, a 10 de junho de 1981, o Presidente da República, Ramalho Eanes, atribui-lhe o título de da Ordem do Infante D. Henrique.
Reformou-se em 1995, com 93 anos de idade.
Fernando Pessa faleceu a 29 de abril de 2002, no Hospital Curry Cabral, em Lisboa, poucos dias depois de completar 100 anos.
      

sábado, março 22, 2025

Artur Agostinho morreu há catorze anos...

(imagem daqui)
   
Artur Fernandes Agostinho (Lisboa, 25 de dezembro de 1920 - Lisboa, 22 de março de 2011) foi um jornalista, radialista, escritor e um premiado ator português.

Artur Agostinho fez parte do departamento desportivo da Rádio Renascença, nos anos 80 do século XX, depois de ter sido um dos mais brilhantes relatores desportivos de sempre aos microfones da Emissora Nacional de Radiodifusão.
Foi proprietário de uma agência de publicidade, a Sonarte, e jornalista. Dirigiu o diário desportivo Record, entre 1963 e 1974, tendo regressado ao jornal como colunista e patrono do prémio destinado a premiar o desportista do ano, em 2005. Entretanto, foi também diretor do Jornal do Sporting.
Apresentou o primeiro concurso da televisão portuguesa, o "Quem Sabe, Sabe", e participou em programas como "O Senhor que se Segue", "No Tempo Em Que Você Nasceu" e "Curto-Circuito" e ainda nas séries e telenovelas:
Na ressaca da revolução de abril escreveu os livros «Até na prisão fui roubado!» (1976), «Português sem Portugal» (1977), e, em 2009, lançou o livro «Bela, riquíssima e além disso ...viúva».
Foi agraciado com a comenda da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada em 28 de dezembro de 2011. Morreu a 22 de março de 2011, com 90 anos de idade, no Hospital de Santa Maria onde estava internado já há uma semana.

quarta-feira, fevereiro 26, 2025

Saudades de José Freire...

José Freire morreu há catorze anos...

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Morreu o fadista José Freire

 
O fadista José Freire, 65 anos, faleceu na sexta-feira ao final da tarde, vítima de doença prolongada, no Hospital do Barreiro, disse este sábado à Lusa um familiar.

O corpo do fadista é este sábado velado na capela mortuária de Alcochete, segundo  a mesma fonte que não adiantou a data do funeral.  

José Freire começou a cantar nas casas de fado lisboetas no final da década de 60, altura em que entrou para os quadros do Rádio Clube Português como locutor. Posteriormente apresentou-se também aos microfones da Rádio Difusão Portuguesa e da Rádio Comercial.  

José Freire foi o criador do ‘Fado das Iscas’, entre outros êxitos como  ‘As Duas Padroeiras’, ‘Saudades do Futuro’ e ‘Lágrima Preta’.  

Este ano o fadista recebeu a Medalha do Concelho de Alcochete, "como reconhecimento do seu valor como artista e pelo seu amor e generosidade a Alcochete e às suas gentes", segundo nota do executivo alcochetano.  

A presidente da Associação Portuguesa dos Amigos do Fado, Julieta Estrela de Castro, disse à Lusa que José Freire "foi das figuras mais características do meio fadista na década de 70".  

A responsável salientou ainda "a boa dicção e uma cor de voz muito bonita o que facilitou a carreira quer de fadista quer de profissional de rádio". 

"Tinha uma voz naturalmente velada, o que se tornava muito agradável ao ouvido, pois era muito musical e facilitava a interpretação", acrescentou. 

‘Nasci a ouvir o fado’, ‘Ronda a Lisboa’, ‘O Meio Dia da Vida’ e ‘Os  Feiticeiros’ foram outros êxitos do fadista.   

  

 in CM

   

quinta-feira, fevereiro 13, 2025

Hoje é o Dia Mundial da Rádio...

  

O Dia Mundial da Rádio (em francês: Le jour mondial de la radio) é um dia internacional comemorado a 13 de fevereiro de cada ano. O Dia foi decidido pela UNESCO, a 3 de novembro de 2011, durante a sua 36ª conferência. 

 

Origem

A pedido da Academia Espanhola da Rádio, a 20 de setembro de 2010, Espanha propôs que o Conselho Executivo da UNESCO incluísse um item na agenda sobre a proclamação de um Dia Mundial da Rádio. O item para a proclamação de um “Dia Mundial do Rádio” foi adicionado à agenda provisória a 29 de setembro de 2011. A UNESCO realizou uma ampla consulta em 2011 com diversas partes interessadas, como associações de radiodifusão, agências da ONU, fundos e programas, ONGs relevantes, fundações e agências bilaterais de desenvolvimento, bem como Delegações Permanentes da UNESCO e Comissões Nacionais para a UNESCO. Entre as respostas, 91% foram a favor do projeto, incluindo o apoio oficial da União de Radiodifusão dos Estados Árabes (ASBU), da União de Radiodifusão da Ásia-Pacífico (ABU), da União Africana de Radiodifusão (AUB), da União de Radiodifusão do Caribe ( CBU), a União Europeia de Radiodifusão (EBU), a International Association of Broadcasting (IAB), a Associação Norte-Americana de Radiodifusoras (NABA), a Organización de Telecomunicaciones Ibeoramericanas (OTI), BBC, URTI, Rádio Vaticano, entre outras. Os resultados desta consulta estão disponíveis no documento 187 EX/13 da UNESCO.

Em dezembro de 2012, a Assembleia Geral da ONU endossou a proclamação do Dia Mundial do Rádio, que assim se tornou um dia a ser comemorado por todas as agências, fundos e programas da ONU e seus parceiros. Vários órgãos da indústria da rádio em todo o mundo, apoiam a iniciativa, incentivando estações em países desenvolvidos a ajudar aqueles no mundo em desenvolvimento. Na UNESCO, a consulta, a proclamação e as comemorações ficaram a cargo de Mirta Lourenço, Chefe do Setor de Desenvolvimento de Média.

 

Temas do Dia Mundial da Rádio

Ano Tema
2012 Dia Mundial do Rádio 2012
2013 Dia Mundial do Rádio 2013
2014 Igualdade de género no rádio
2015 Jovens e rádio
2016 O rádio em tempos de desastre e emergência
2017 O rádio és tu
2018 Rádio e desporto
2019 Diálogo, tolerância e paz
2020 Diversidade
2021 Novo mundo, novo rádio
2022 O rádio e a confiança
2023 O rádio e a Paz
2024 Rádio: Um século informando, entretendo e educando
2025 Rádio e mudanças climáticas

 

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