domingo, outubro 09, 2022
John Lennon nasceu há oitenta e dois anos
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Cantiga de amigo, para recordar um grande Rei...
O que vos nunca cuidei a dizer
O que vos nunca cuidei a dizer,
com gram coita, senhor, vo-lo direi,
porque me vejo já por vós morrer;
ca sabedes que nunca vos falei
de como me matava voss'amor;
ca sabe Deus bem que doutra senhor,
que eu nom havia, mi vos chamei.
E tod[o] aquesto mi fez fazer
o mui gram medo que eu de vós hei
e des i por vos dar a entender
que por outra morria - de que hei,
bem sabedes, mui pequeno pavor;
e des oimais, fremosa mia senhor,
se me matardes, bem vo-lo busquei.
E creede que haverei prazer
de me matardes, pois eu certo sei
que esso pouco que hei de viver
que nẽum prazer nunca veerei;
e porque sõo desto sabedor,
se mi quiserdes dar morte, senhor,
por gram mercee vo-lo [eu] terrei.
D. Dinis
Postado por Fernando Martins às 00:07 0 comentários
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John Entwistle, o baixista dos The Who, nasceu há 78 anos
John Alec Entwistle (Chiswick, Londres, 9 de outubro de 1944 - Las Vegas, 27 de junho de 2002) foi um baixista, compositor, cantor e trompetista britânico, mais conhecido pelo seu trabalho no baixo com a banda de rock The Who.
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sábado, outubro 08, 2022
Damas nasceu há 75 anos...
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Sigourney Weaver - 73 anos
Susan Alexandra "Sigourney" Weaver (New York City, October 8, 1949) is an American actress. A figure in science fiction and popular culture, she has received various accolades, including a British Academy Film Award, two Golden Globe Awards, and a Grammy Award, in addition to nominations for three Academy Awards, four Primetime Emmy Awards, and a Tony Award. She was voted Number 20 in Channel 4's countdown of the 100 Greatest Movie Stars of All Time, being one of only two women in the Top 20.
Weaver rose to prominence for playing Ellen Ripley in the science fiction film Alien (1979), which earned her a nomination for the BAFTA Award for Most Promising Newcomer. She reprised the role with a critically acclaimed performance in Aliens (1986), for which she received her first Academy Award nomination. She returned to the role in two more sequels: Alien 3 (1992) and Alien Resurrection (1997). The character is regarded as a significant female protagonist in cinema history. Her other franchise roles include Dana Barrett in Ghostbusters (1984), Ghostbusters II (1989), Ghostbusters (2016), and Ghostbusters: Afterlife (2021), and Dr. Grace Augustine in Avatar (2009) - which remained the highest-grossing film of all time for a decade - and its multiple sequels scheduled to be released throughout the 2020s. Although Dr. Augustine died in the first film, Weaver has been retained to portray a different character via motion capture in upcoming installations. Her work in the Broadway play Hurlyburly (1984) earned her a Tony Award nomination.
Further acclaim came with playing primatologist Dian Fossey in Gorillas in the Mist (1988), for which she won a Golden Globe Award, and in the same year, winning another Golden Globe Award for her performance in Working Girl. Weaver was the first actor to have two acting wins at the Golden Globes in the same year; she also received an Academy Award nomination for both films. Weaver collaborated with Ridley Scott again, appearing as Queen Isabella in 1492: Conquest of Paradise (1992) and appeared in Death and the Maiden. She went on to win the BAFTA Award for her role in The Ice Storm (1997).
Although best known for her role in the Alien franchise, Weaver has fostered a prolific filmography, appearing in more than 60 films. She has done extensive voiceover work and has had multiple roles in animated films, including The Tale of Despereaux (2008) and Pixar films WALL-E (2008) and Finding Dory (2016). She has worked in several documentaries, such as the BBC series Planet Earth (2006) and The Beatles: Eight Days a Week (2016). She has also lent her voice to three audiobooks, four film soundtracks, and two video games – James Cameron's Avatar: The Game (2009) and Alien: Isolation (2014) – and voice acted on the television shows Futurama, Penn Zero: Part-Time Hero, and SpongeBob SquarePants, among others.
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O Cego do Maio nasceu há 205 anos
Postado por Fernando Martins às 02:05 0 comentários
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O Grande Incêndio de Chicago foi há cento e cinquenta e um anos
Muita ajuda fluiu para a cidade de localidades próximas e de longínquas após o incêndio. O governo da cidade melhorou os códigos de construção para impedir a rápida propagação de futuros incêndios e reconstruiu rapidamente para esses padrões mais elevados.
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Perón nasceu há 127 anos
Em 1929, Perón casou-se pela primeira vez com Aurélia Tizón, que morreu em 1937, ainda jovem, vítima de cancro no útero.
O seu segundo casamento durou sete anos, de 1945 a 1952, com Eva Perón, mais conhecida como Evita. Eles também tentaram ter filhos, mas a esposa não conseguiu engravidar e, assim como Aurélia, também morreu de cancro no útero, com 33 anos.
Em 1961 casou-se pela terceira vez, agora com Maria Estela Martínez, mais conhecida como Isabelita Perón. O matrimónio durou treze anos. Juan também tentou novamente ser pai, mas a esposa não conseguiu engravidar. A união durou até à sua morte, em 1974. A sua esposa sucedeu-lhe na presidência da Argentina até 1976.
Devido à falta de filhos, afirmou em entrevistas que a pátria argentina era a sua herdeira.Retrato del Presidente Juan Domingo Perón y su señora esposa María Eva Duarte de Perón, obra de Numa Ayrinhac, 1948
Postado por Fernando Martins às 01:27 0 comentários
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Hoje é dia de recordar os Ramones...!
Postado por Fernando Martins às 00:57 0 comentários
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Clement Attlee morreu há 55 anos
Postado por Fernando Martins às 00:55 0 comentários
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Che Guevara foi capturado há 55 anos...
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Bruno Mars - 37 anos
Postado por Fernando Martins às 00:37 0 comentários
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José Saramago ganhou o Nobel da Literatura há vinte e quatro anos...
Já ouço gritos ao longe
Já diz a voz do amor
A alegria do corpo
O esquecimento da dor
Já os ventos recolheram
Já o verão se nos oferece
Quantos frutos quantas fontes
Mais o sol que nos aquece
Já colho jasmins e nardos
Já tenho colares de rosas
E danço no meio da estrada
As danças prodigiosas
Já os sorrisos se dão
Já se dão as voltas todas
Ó certeza das certezas
Ó alegria das bodas
in Provavelmente Alegria (1970) - José Saramago
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O Padre Luís Archer, pioneiro no estudo da genética, faleceu há onze anos
Luís Jorge Peixoto Archer, S.J. (Porto, Nevogilde, 5 de maio de 1926 - Lisboa, 8 de outubro de 2011) foi um padre jesuíta e cientista português
Luís Archer concluiu os estudos liceais no "Liceu Rodrigues de Freitas" e estudou piano no Conservatório de Música do Porto entre 1936 e 1945. Terminou a licenciatura em Ciências Biológicas na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto no ano de 1947 com a média final de 18 valores, pelo que ganhou o prémio, atribuído pelo Rotary Club, de melhor estudante dessa Faculdade.
No dia 7 de dezembro de 1947, e depois de já ter sido contratado como Assistente Extraordinário por Américo Pires de Lima, entrou no noviciado da Companhia de Jesus, em Guimarães (onde estudou humanidades durante dois anos). Nos anos seguintes estudou filosofia (1951-1954) na Faculdade Pontifícia de Braga (atualmente Universidade Católica Portuguesa) e teologia (1956-1959) na Alemanha, em Frankfurt am Main, onde foi ordenado sacerdote no dia 31 de julho de 1959.
No ano de 1964 começou a estudar bioquímica e genética na Universidade de Georgetown nos Estados Unidos, onde fez o doutoramento em genética molecular em 1967. A partir de 1968 Archer introduziu em Portugal a investigação em genética molecular, tendo fundado os laboratórios de Genética Molecular do Instituto Gulbenkian de Ciência e do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar da Universidade do Porto. Durante vinte anos trabalhou no Instituto Gulbenkian de Ciência e foi professor catedrático de
Genética Molecular na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa de 1979 a 1996.
Foi diretor da série de Ciências Naturais da revista Brotéria entre 1962 e 1979. Entre 1980 e 2002 dirigiu a Brotéria-Genética, instituída em 1980 como órgão oficial da Sociedade Portuguesa de Genética, de que foi presidente entre 1978 e 1981.
No final dos anos setenta, e sem que abandonasse a sua atividade científica, Luís Archer começou a dirigir os seus interesses intelectuais para a Bioética, área em que desempenharia um papel pioneiro em Portugal. A sua obra concentrou-se em três grandes áreas: a reprodução humana artificial; a terapia génica; e o conhecimento do genoma humano e suas implicações éticas.
A 26 de abril de 1991 foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada.
Em homenagem a Luís Archer, a Sociedade Portuguesa de Genética criou o Prémio Prof. Doutor Luís Archer.
Morreu aos 85 anos, após ter sido transportado para o Hospital de Santa Maria em Lisboa, devido a uma indisposição.
Postado por Fernando Martins às 00:11 0 comentários
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sexta-feira, outubro 07, 2022
Edgar Allan Poe morreu há 173 anos
Numa meia-noite agreste, quando eu lia, lento e triste,
Vagos, curiosos tomos de ciências ancestrais,
E já quase adormecia, ouvi o que parecia
O som de alguém que batia levemente a meus umbrais
«Uma visita», eu me disse, «está batendo a meus umbrais.
.............. É só isso e nada mais.»
Ah, que bem disso me lembro! Era no frio dezembro,
E o fogo, morrendo negro, urdia sombras desiguais.
Como eu qu'ria a madrugada, toda a noite aos livros dada
P'ra esquecer (em vão) a amada, hoje entre hostes celestiais —
Essa cujo nome sabem as hostes celestiais,
.............. Mas sem nome aqui jamais!
Como, a tremer frio e frouxo, cada reposteiro roxo
Me incutia, urdia estranhos terrores nunca antes tais!
Mas, a mim mesmo infundindo força, eu ia repetindo,
«É uma visita pedindo entrada aqui em meus umbrais;
Uma visita tardia pede entrada em meus umbrais.
.............. É só isso e nada mais».
E, mais forte num instante, já nem tardo ou hesitante,
«Senhor», eu disse, «ou senhora, decerto me desculpais;
Mas eu ia adormecendo, quando viestes batendo,
Tão levemente batendo, batendo por meus umbrais,
Que mal ouvi...» E abri largos, franquendo-os, meus umbrais.
.............. Noite, noite e nada mais.
A treva enorme fitando, fiquei perdido receando,
Dúbio e tais sonhos sonhando que os ninguém sonhou iguais.
Mas a noite era infinita, a paz profunda e maldita,
E a única palavra dita foi um nome cheio de ais —
Eu o disse, o nome dela, e o eco disse aos meus ais.
.............. Isto só e nada mais.
Para dentro estão volvendo, toda a alma em mim ardendo,
Não tardou que ouvisse novo som batendo mais e mais.
«Por certo», disse eu, «aquela bulha é na minha janela.
Vamos ver o que está nela, e o que são estes sinais.»
Meu coração se distraía pesquisando estes sinais.
.............. «É o vento, e nada mais.»
Abri então a vidraça, e eis que, com muita negaça,
Entrou grave e nobre um corvo dos bons tempos ancestrais.
Não fez nenhum cumprimento, não parou nem um momento,
Mas com ar solene e lento pousou sobre meus umbrais,
Num alvo busto de Atena que há por sobre meus umbrais.
.............. Foi, pousou, e nada mais.
E esta ave estranha e escura fez sorrir minha amargura
Com o solene decoro de seus ares rituais.
«Tens o aspecto tosquiado», disse eu, «mas de nobre e ousado,
Ó velho corvo emigrado lá das trevas infernais!
Dize-me qual o teu nome lá nas trevas infernais.»
.............. Disse-me o corvo, «Nunca mais».
Pasmei de ouvir este raro pássaro falar tão claro,
Inda que pouco sentido tivessem palavras tais.
Mas deve ser concedido que ninguém terá havido
Que uma ave tenha tido pousada nos seus umbrais,
Ave ou bicho sobre o busto que há por sobre seus umbrais,
.............. Com o nome «Nunca mais».
Mas o corvo, sobre o busto, nada mais dissera, augusto,
Que essa frase, qual se nela a alma lhe ficasse em ais.
Nem mais voz nem movimento fez, e eu, em meu pensamento
Perdido, murmurei lento, «Amigo, sonhos — mortais
Todos — todos lá se foram. Amanhã também te vais».
.............. Disse o corvo, «Nunca mais».
A alma súbito movida por frase tão bem cabida,
«Por certo», disse eu, «são estas vozes usuais.
Aprendeu-as de algum dono, que a desgraça e o abandono
Seguiram até que o entono da alma se quebrou em ais,
E o bordão de desesp'rança de seu canto cheio de ais
.............. Era este «Nunca mais».
Mas, fazendo inda a ave escura sorrir a minha amargura,
Sentei-me defronte dela, do alvo busto e meus umbrais;
E, enterrado na cadeira, pensei de muita maneira
Que qu'ria esta ave agoureira dos maus tempos ancestrais,
Esta ave negra e agoureira dos maus tempos ancestrais,
.............. Com aquele «Nunca mais».
Comigo isto discorrendo, mas nem sílaba dizendo
À ave que na minha alma cravava os olhos fatais,
Isto e mais ia cismando, a cabeça reclinando
No veludo onde a luz punha vagas sombras desiguais,
Naquele veludo onde ela, entre as sombras desiguais,
.............. Reclinar-se-á nunca mais!
Fez-me então o ar mais denso, como cheio dum incenso
Que anjos dessem, cujos leves passos soam musicais.
«Maldito!», a mim disse, «deu-te Deus, por anjos concedeu-te
O esquecimento; valeu-te. Toma-o, esquece, com teus ais,
O nome da que não esqueces, e que faz esses teus ais!»
.............. Disse o corvo, «Nunca mais».
«Profeta», disse eu, «profeta — ou demónio ou ave preta!
Pelo Deus ante quem ambos somos fracos e mortais,
Dize a esta alma entristecida se no Éden de outra vida
Verá essa hoje perdida entre hostes celestiais,
Essa cujo nome sabem as hostes celestiais!»
.............. Disse o corvo, «Nunca mais».
«Que esse grito nos aparte, ave ou diabo!, eu disse. «Parte!
Torna à noite e à tempestade! Torna às trevas infernais!
Não deixes pena que ateste a mentira que disseste!
Minha solidão me reste! Tira-te de meus umbrais!»
.............. Disse o corvo, «Nunca mais».
E o corvo, na noite infinda, está ainda, está ainda
No alvo busto de Atena que há por sobre os meus umbrais.
Seu olhar tem a medonha dor de um demónio que sonha,
E a luz lança-lhe a tristonha sombra no chão mais e mais,
E a minh'alma dessa sombra, que no chão há mais e mais,
.............. Libertar-se-á... nunca mais!
Postado por Fernando Martins às 17:30 0 comentários
Marcadores: Edgar Allan Poe, literatura, literatura fantástica, poesia, romantismo, USA
O poeta Cristovam Pavia nasceu há 89 anos
Além do pseudónimo Cristovam Pavia, António Flores Bugalho assinou composições com os pseudónimos Sisto Esfudo, Marcos Trigo e Dr. Geraldo Menezes da Cunha Ferreira.
Para José Bento, "A poesia de Cristovam Pavia é a revelação de si próprio, de uma personalidade em conflito com o mundo em que vive e que procura uma fuga pela recuperação da infância morta, pela aceitação do seu conhecer-se diferente e despojado do que lhe é mais caro (a infância, o amor, o espaço e o tempo em que ambos se situavam), a transformação do seu próprio ser pelo sofrimento, num movimento de ascese e de autodestruição, quando o poeta atinge a consciência de si próprio e da sua voz."
Ao meu cão
Deixei-te só, à hora de morrer.
Não percebi o desabrigado apelo dos teus olhos
Humaníssimos, suaves, sábios, cheios de aceitação
De tudo... e apesar disso, sem o pedir, tentando
Insinuar que eu ficasse perto,
Que, se me fosse, a mesma era a tua gratidão.
Não percebi a evidência de que ias morrer
E gostavas da minha companhia por uma noite,
Que te seria tão doce a minha simples presença
Só umas horas, poucas.
Não percebi, por minha grosseira incompreensão,
Não percebi, por tua mansidão e humildade,
Que já tinhas perdoado tudo à vida
E começavas a debater-te na maior angústia, a debater-te com a morte.
E deixei-te só, à beira da agonia, tão aflito, tão só e sossegado.
Cristovam Pavia
Postado por Fernando Martins às 08:09 2 comentários
Marcadores: Cristovam Pavia, poesia
John Cougar Mellencamp faz hoje setenta e um anos
Postado por Fernando Martins às 07:10 0 comentários
Marcadores: folk rock, heartland rock, Hurts So Good, John Cougar Mellencamp, John Mellencamp, música, Rock, Roots rock











