in Wikipédia
in Wikipédia
O Curso de Geologia de 85/90 da Universidade de Coimbra escolheu o nome de Geopedrados quando participou na Queima das Fitas. Ficou a designação, ficaram muitas pessoas com e sobre a capa intemporal deste nome, agora com oportunidade de partilhar as suas ideias, informações e materiais sobre Geologia, Paleontologia, Mineralogia, Vulcanologia/Sismologia, Ambiente, Energia, Biologia, Astronomia, Ensino, Fotografia, Humor, Música, Cultura, Coimbra e AAC, para fins de ensino e educação.
in Wikipédia
in Wikipédia
Postado por Fernando Martins às 06:20 0 comentários
Marcadores: astronautas, gémeos, genética, Mark Kelly, Scott Kelly
Postado por Fernando Martins às 17:08 0 comentários
Marcadores: Biologia, evolução, genética, Hugo de Vries, mutação, Países Baixos
Postado por Fernando Martins às 01:42 0 comentários
Marcadores: agostinianos, Áustria, evolução, genética, Gregor Mendel, hereditariedade, Igreja Católica, Leis de Mendel, Mendel
Haldane foi um dos fundadores, juntamente com Ronald Fisher e Sewall Wright, da genética populacional. Ajudou a desenvolver as tabelas de mergulho usadas pela Marinha Inglesa e Americana durante a II Guerra Mundial, que serviram de base para as tabelas usadas até hoje por todos os mergulhadores. Emigrou em 1957 para a Índia, obtendo a cidadania indiana. Haldane também lançou a ideia, aceite até hoje sobre a origem da vida, similar à teoria de Oparine. Além disso, no seu tratado intitulado "Enzimas" sugeriu que as interações fracas que se estabelecem entre a enzima e o seu substrato poderiam ser usadas para distorcer a molécula do substrato e catalisar a reação. Esse conhecimento representa o cerne da compreensão atual da catálise enzimática.
Postado por Fernando Martins às 06:10 0 comentários
Marcadores: genética, J. B. S. Haldane, Oparine, Origem da Vida
Postado por Fernando Martins às 13:30 0 comentários
Marcadores: Biologia, enzimas, genética, J. B. S. Haldane, Oparin
Luís Jorge Peixoto Archer, S.J. (Porto, Nevogilde, 5 de maio de 1926 - Lisboa, 8 de outubro de 2011) foi um padre jesuíta e cientista português
Luís Archer concluiu os estudos liceais no "Liceu Rodrigues de Freitas" e estudou piano no Conservatório de Música do Porto entre 1936 e 1945. Terminou a licenciatura em Ciências Biológicas na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto no ano de 1947 com a média final de 18 valores, pelo que ganhou o prémio, atribuído pelo Rotary Club, de melhor estudante dessa Faculdade.
No dia 7 de dezembro de 1947, e depois de já ter sido contratado como Assistente Extraordinário por Américo Pires de Lima, entrou no noviciado da Companhia de Jesus, em Guimarães (onde estudou humanidades durante dois anos). Nos anos seguintes estudou filosofia (1951-1954) na Faculdade Pontifícia de Braga (atualmente Universidade Católica Portuguesa) e teologia (1956-1959) na Alemanha, em Frankfurt am Main, onde foi ordenado sacerdote, no dia 31 de julho de 1959.
No ano de 1964 começou a estudar bioquímica e genética na Universidade de Georgetown nos Estados Unidos, onde fez o doutoramento em genética molecular em 1967. A partir de 1968 Archer introduziu em Portugal a investigação em genética molecular, tendo fundado os laboratórios de Genética Molecular do Instituto Gulbenkian de Ciência e do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar da Universidade do Porto. Durante vinte anos trabalhou no Instituto Gulbenkian de Ciência e foi professor catedrático de Genética Molecular na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa de 1979 a 1996.
Foi diretor da série de Ciências Naturais da revista Brotéria entre 1962 e 1979. Entre 1980 e 2002 dirigiu a Brotéria-Genética, instituída em 1980 como órgão oficial da Sociedade Portuguesa de Genética, de que foi presidente entre 1978 e 1981.
No final dos anos setenta, e sem que abandonasse a sua atividade científica, Luís Archer começou a dirigir os seus interesses intelectuais para a bioética, área em que desempenharia um papel pioneiro em Portugal. A sua obra concentrou-se em três grandes áreas: a reprodução humana artificial; a terapia génica; e o conhecimento do genoma humano e suas implicações éticas.
A 26 de abril de 1991 foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada.
Em homenagem a Luís Archer, a Sociedade Portuguesa de Genética criou o Prémio Prof. Doutor Luís Archer.
Morreu aos 85 anos, após ter sido transportado para o Hospital de Santa Maria em Lisboa, devido a uma indisposição.
Postado por Fernando Martins às 13:00 0 comentários
Marcadores: Biologia, genética, Igreja Católica, jesuítas, Luís Archer
Postado por Fernando Martins às 02:03 0 comentários
Marcadores: agostinianos, evolução, genética, Gregor Mendel, hereditariedade, Igreja Católica, Leis de Mendel, Mendel
in Wikipédia
in Wikipédia
Postado por Fernando Martins às 06:10 0 comentários
Marcadores: astronautas, gémeos, genética, Mark Kelly, Scott Kelly
Postado por Fernando Martins às 17:07 0 comentários
Marcadores: Biologia, evolução, genética, Hugo de Vries, mutação, Países Baixos
Postado por Fernando Martins às 01:41 0 comentários
Marcadores: agostinianos, Áustria, evolução, genética, Gregor Mendel, hereditariedade, Igreja Católica, Leis de Mendel, Mendel
Haldane foi um dos fundadores, juntamente com Ronald Fisher e Sewall Wright, da genética populacional. Ajudou a desenvolver as tabelas de mergulho usadas pela Marinha Inglesa e Americana durante a II Guerra Mundial, que serviram de base para as tabelas usadas até hoje por todos os mergulhadores. Emigrou em 1957 para a Índia, obtendo a cidadania indiana. Haldane também lançou a ideia, aceite até hoje sobre a origem da vida, similar à teoria de Oparine. Além disso, no seu tratado intitulado "Enzimas" sugeriu que as interações fracas que se estabelecem entre a enzima e o seu substrato poderiam ser usadas para distorcer a molécula do substrato e catalisar a reação. Esse conhecimento representa o cerne da compreensão atual da catálise enzimática.
Postado por Fernando Martins às 06:00 0 comentários
Marcadores: genética, J. B. S. Haldane, Oparine, Origem da Vida
Postado por Fernando Martins às 01:32 0 comentários
Marcadores: Biologia, enzimas, genética, J. B. S. Haldane, Oparin
Luís Jorge Peixoto Archer, S.J. (Porto, Nevogilde, 5 de maio de 1926 - Lisboa, 8 de outubro de 2011) foi um padre jesuíta e cientista português
Luís Archer concluiu os estudos liceais no "Liceu Rodrigues de Freitas" e estudou piano no Conservatório de Música do Porto entre 1936 e 1945. Terminou a licenciatura em Ciências Biológicas na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto no ano de 1947 com a média final de 18 valores, pelo que ganhou o prémio, atribuído pelo Rotary Club, de melhor estudante dessa Faculdade.
No dia 7 de dezembro de 1947, e depois de já ter sido contratado como Assistente Extraordinário por Américo Pires de Lima, entrou no noviciado da Companhia de Jesus, em Guimarães (onde estudou humanidades durante dois anos). Nos anos seguintes estudou filosofia (1951-1954) na Faculdade Pontifícia de Braga (atualmente Universidade Católica Portuguesa) e teologia (1956-1959) na Alemanha, em Frankfurt am Main, onde foi ordenado sacerdote, no dia 31 de julho de 1959.
No ano de 1964 começou a estudar bioquímica e genética na Universidade de Georgetown nos Estados Unidos, onde fez o doutoramento em genética molecular em 1967. A partir de 1968 Archer introduziu em Portugal a investigação em genética molecular, tendo fundado os laboratórios de Genética Molecular do Instituto Gulbenkian de Ciência e do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar da Universidade do Porto. Durante vinte anos trabalhou no Instituto Gulbenkian de Ciência e foi professor catedrático de Genética Molecular na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa de 1979 a 1996.
Foi diretor da série de Ciências Naturais da revista Brotéria entre 1962 e 1979. Entre 1980 e 2002 dirigiu a Brotéria-Genética, instituída em 1980 como órgão oficial da Sociedade Portuguesa de Genética, de que foi presidente entre 1978 e 1981.
No final dos anos setenta, e sem que abandonasse a sua atividade científica, Luís Archer começou a dirigir os seus interesses intelectuais para a bioética, área em que desempenharia um papel pioneiro em Portugal. A sua obra concentrou-se em três grandes áreas: a reprodução humana artificial; a terapia génica; e o conhecimento do genoma humano e suas implicações éticas.
A 26 de abril de 1991 foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada.
Em homenagem a Luís Archer, a Sociedade Portuguesa de Genética criou o Prémio Prof. Doutor Luís Archer.
Morreu aos 85 anos, após ter sido transportado para o Hospital de Santa Maria em Lisboa, devido a uma indisposição.
Postado por Fernando Martins às 00:12 0 comentários
Marcadores: Biologia, genética, Igreja Católica, jesuítas, Luís Archer
Estudo genético alargado revela costumes de acasalamento dos misteriosos cavaleiros Ávaros
Os investigadores descobriram que as longas árvores genealógicas surgiram de fundadores influentes, como este cavaleiro ávaro enterrado junto a um cavalo no século VII d.C. na Hungria
Uma análise de centenas de sepultamentos na região da Hungria revela a mais longa árvore genealógica conhecida – e a ausência de filhas na cultura dos cavaleiros Ávaros.
Em 568 d.C., de acordo com registos contemporâneos, cavaleiros guerreiros das estepes da Mongólia, chamados Ávaros, invadiram as planícies relvadas que ladeavam o rio Danúbio, mais ou menos no território da Hungria moderna.
Juntamente com outros grupos da Ásia Central, formaram um novo centro de poder na Europa, obrigando o Império Bizantino a pagar tributo. Mas não deixaram qualquer registo escrito.
Agora, usando amostras de ADN recolhidas em centenas de locais de sepultamento, incluindo cemitérios ávaros inteiros, uma equipa de investigadores preencheu algumas das lacunas que existiam no nosso conhecimento da cultura destes misteriosos cavaleiros.
Publicado em abril na revista Nature, o estudo, que inclui a mais longa árvore genealógica baseada em ADN já publicada, abrangendo nove gerações, usou dados de parentesco para reconstruir os padrões de acasalamento dos ávaros, a sua mobilidade e até a política local.
O estudo é o maior exemplo de uma nova tendência na investigação do ADN antigo: estudar não só indivíduos isolados, mas comunidades e famílias inteiras - como é o caso que o ZAP recentemente deu a conhecer do estudo da família de Alíria Rosa, a mulher colombiana que escapou ao Alzheimer.
“A ideia de fazer o cemitério inteiro é fantástica”, diz à Science Florin Curta, historiador da Universidade da Florida, que não esteve envolvido na investigação. “É uma forma de escrever história na ausência de fontes escritas“.
O ADN antigo dos ossos dos Ávaros já tinha ajudado a esclarecer a questão da origem deste povo nómada.
Num estudo anterior, os investigadores mostraram que muitos Ávaros enterrados na Hungria por volta de 600 d.C. partilhavam ascendência com pessoas enterradas na Mongólia apenas algumas décadas antes, o que implica uma migração de longa distância que cobriu mais de 7.000 quilómetros no espaço de uma geração.
Mas outras questões permaneciam, tais como a forma como os Ávaros organizaram a sua sociedade e se adaptaram os seus costumes ao seu novo lar.
Para saber mais, a equipa de geneticistas, arqueólogos e historiadores sequenciou o ADN de mais de 400 esqueletos de quatro cemitérios situados num raio de 200 quilómetros; a datação por radiocarbono mostrou que os enterramentos abrangeram os 250 anos de domínio dos Ávaros na região.
A equipa procurou então relações de primeiro ou segundo grau: mães e filhos, irmãos e irmãs, tias e tios. A abordagem de todo o cemitério tornou possível reconstruir árvores genealógicas inteiras, algumas contendo dezenas de indivíduos.
A árvore completa, abrangendo nove gerações, estendia-se desde um homem fundador enterrado pouco tempo depois da chegada dos Ávaros até um descendente enterrado 250 anos mais tarde.
“A abordagem comunitária fez com que estas pessoas ganhassem realmente vida para mim”, diz Zsófia Rácz, arqueóloga da Universidade Eötvös Lorán e co-autora do estudo.
“Detetámos que escavou um dos sítios. as suas comunidades – é algo que nunca teríamos visto apenas através de fontes escritas ou da arqueologia”, explica a investigadora, que participou nas escavações de um dos cemitérios.
Dezenas de cavaleiros ávaros enterrados no sítio de Rákóczifalva, na Hungria, que foi escavado no início dos anos 2000, tinham laços de parentesco entre si
O ADN também mostrou que os Ávaros enterravam pessoas com laços de parentesco próximos em conjunto, no que se poderia considerar como parcelas familiares.
“A nível cultural, isto mostra que o parentesco biológico era importante nesta sociedade, e sugere que a sociedade ávara enfatizava a filiação biológica”, diz Zuzana Hofmanová, geneticista do Instituto Max Planck de Antropologia Evolutiva e também a co-autora do estudo.
Todos os homens do estudo descendiam de um pequeno número de homens adultos, enterrados com ricos objetos, que se supõe serem os fundadores da comunidade.
Mas “todas as mulheres adultas são externas e não têm pais no cemitério”, diz o geneticista Guido Gnecchi-Ruscone, também investigador do Max Planck, que liderou o esforço para reconstruir as árvores genealógicas. Em vez disso, as mulheres tendem a ter parentes distantes noutros cemitérios.
Este padrão corresponde a uma prática que os etnógrafos designam por patrilocalidade, em que os homens permanecem no local enquanto as mulheres saem dos seus locais de nascimento para encontrar parceiros, um padrão também observado nos antigos agricultores europeus, entre outros.
O ADN também revelou poligamia e “uniões leviráticas”, em que homens estreitamente relacionados – irmãos, ou pai e filho – tinham filhos com a mesma mulher.
Este padrão era “arqueologicamente invisível, mas graças aos dados genéticos pudemos ver claramente o papel das mulheres”, diz Tivadar Vida, arqueólogo da Eötvös Loránd e coautor do novo artigo. “As mulheres estavam ligadas a diferentes comunidades”.
O sistema patrilinear rigoroso e os casamentos com mulheres não locais parecem ter ajudado os Avar a evitar a consanguinidade: depois de analisar o ADN de centenas de pessoas, a equipa não encontrou exemplos de crianças nascidas de parentes próximos ou mesmo de pessoas separadas por até cinco graus.
É provável que a tradição oral tenha ajudado os ávaros a manter as linhas de sangue corretas ao longo dos séculos, impedindo os casamentos com primos distantes. “Não sabemos muito sobre a língua ávara, mas parece que sabemos uma das coisas sobre as quais eles comunicavam”, diz Hofmanová.
Os investigadores encontraram mesmo evidências de mudanças políticas nos dados de ADN. Num dos cemitérios, várias gerações de homens estreitamente relacionados foram enterrados perto uns dos outros. Depois, após 650 d.C., já não há descendentes da linha masculina original enterrados no cemitério.
Assim, aparentemente uma nova linhagem masculina casa-se e os seus descendentes são enterrados a cerca de 100 metros de distância, sem os cavalos que normalmente acompanhavam os homens nas sepulturas anteriores, o que assinala uma mudança cultural.
Talvez um clã local tenha perdido o favor após uma mudança na liderança, por exemplo. Mas a rutura não é total: as duas partes do cemitério, e a longa árvore genealógica, estão ligadas por meios-irmãos maternos. “A ligação é feita através de uma mulher”, diz Hofmanová.
Os Ávaros mantiveram as suas práticas sociais mesmo quando outros aspetos da sua sociedade se alteraram drasticamente.
Por exemplo, com base na datação por radiocarbono e em mudanças nos padrões de assentamento e sepultamento, os arqueólogos sabem que cerca de 50 anos depois de chegarem à Europa, quando sofreram uma derrota retumbante às mãos do Império Bizantino, os Ávaros abandonaram o seu estilo de vida nómada, estabeleceram-se em aldeias e cultivaram cereais.
Mas o ADN mostra que as suas tradições patrilocais persistiram. “Apesar de se terem estabelecido, mantiveram as suas tradições de organização social”, diz Rácz.
Postado por Fernando Martins às 20:29 0 comentários
Marcadores: Ávaros, genética, Hungria, Idade Média
Postado por Fernando Martins às 02:02 0 comentários
Marcadores: agostinianos, evolução, genética, Gregor Mendel, hereditariedade, Igreja Católica, Leis de Mendel, Mendel
O último ancestral de todas as formas de vida surgiu muito antes do que se pensava

O organismo que deu origem a todas as formas de vida atuais na Terra – LUCA – pode ter aparecido muito mais cedo do que se pensava. O novo estudo revelou que esta forma de vida era, afinal, bastante sofisticada.
LUCA foi o último antepassado comum universal. Ou seja, foi a entidade que deu origem a todas as formas de vida atuais.
Um novo estudo, publicado esta sexta-feira na Nature Ecology & Evolution, teoriza que o LUCA surgiu muito mais cedo do que se pensava.
A nova estimativa acredita que este organismo viveu cerca de 4,2 mil milhões de anos atrás, logo após a formação da Terra, que data de 4,5 mil milhões de anos.
Conceções anteriores apontavam para o aparecimento de LUCA após o bombardeamento pesado tardio, um período de intensa colisão de meteoritos há aproximadamente 3,8 mil milhões de anos.
O estudo analisou a continuidade genética das várias formas de vida atuais.
Cerca de 2600 genes codificadores de proteínas (um número muito superior às estimativas anteriores de apenas 80) foram rastreados até LUCA. Isto sugere que este ancestral possuía uma complexidade biológica significativamente maior do que se pensava.
Mais sofisticado do que se pensava
Os genes estudados indicam que LUCA possuía mecanismos de defesa contra raios UV, sugerindo que habitava à superfície dos oceanos, e se alimentava primariamente de hidrogénio. Estes genes, juntamente com outros, indicam a presença de um ecossistema de células primitivas ao redor de LUCA, contrariando a ideia de que este antepassado existia isoladamente.
Surpreendentemente, os resultados também apontam para a presença de uma versão primitiva do sistema de defesa bacteriano CRISPR em LUCA, indicativo de que já há 4,2 mil milhões de anos, os organismos já enfrentavam ameaças virais.
“Mesmo há 4,2 mil milhões de anos, os nossos antepassados mais antigos lutam contra os vírus”, disse o líder da investigação, Edmund Moody, da Universidade de Bristol, à New Scientist.
Patrick Forterre, do Instituto Pasteur em Paris, França, criador do termo LUCA, considera esta teoria irrealista: “A afirmação de que o LUCA estava a viver antes do bombardeamento tardio há 3,9 mil milhões de anos é completamente irrealista para mim. Tenho a certeza de que a sua estratégia para determinar a idade e o conteúdo genético do LUCA tem algumas falhas”, disse, citado pela mesma revista.
in ZAP
NOTA - LUCA é um acrónimo - significa Last Universal Common Ancestor...
Postado por Fernando Martins às 15:04 0 comentários
Marcadores: bombardeamento tardio, evolução, genética, Hádico, Last Universal Common Ancestor, LUCA, Pré-Câmbrico
Para onde foram os primeiros humanos depois de África? Novo estudo dá a resposta

O novo estudo aponta que os humanos ancestrais foram para o Planalto Persa antes de iniciarem a colonização generalizada da Eurásia.
Um estudo revolucionário recentemente publicado na Nature Communications lança luz sobre um dos mistérios mais duradouros da pré-história humana: para onde foram primeiros humanos após deixarem África e antes de se dispersarem pela Eurásia?
A pesquisa, uma colaboração entre a Universidade de Pádua, a Universidade de Bolonha (Departamento de Património Cultural), a Universidade Griffith de Brisbane, o Instituto Max Planck de Jena e a Universidade de Turim, aponta o Planalto Persa como uma região chave durante as fases iniciais da colonização eurasiática.
As evidências genéticas combinadas com modelos paleoecológicos sugerem que, após saírem da África há entre 70 a 60 mil anos, os ancestrais das atuais populações eurasianas, americanas e oceânicas permaneceram como uma população homogénea no Planalto Persa por vários milénios antes de se expandirem por todo o continente e além.
Este período de estagnação, antes da divergência genética que deu origem às populações europeias e asiáticas orientais de hoje, é datado de há cerca de 45 mil anos, relata o Ancient Origins.
“A parte mais difícil foi desemaranhar os vários fatores de confusão constituídos por 45 mil anos de movimentos e misturas populacionais que ocorreram após a colonização do Centro”, afirma Leonardo Vallini, o primeiro autor do estudo.
A pesquisa também confirmou que as características paleoecológicas da área naquela época a tornavam adequada para ocupação humana, potencialmente capaz de sustentar uma população maior do que outras partes da Ásia Ocidental.
Este achado abre novas portas para a pesquisa arqueológica e paleoantropológica. O Planalto Persa será até o foco do projeto ERC Synergy, ‘Last Neanderthals‘, recentemente atribuído ao co-autor Stefano Benazzi, professor da Universidade de Bolonha.
O projeto busca explorar os eventos bioculturais complexos que ocorreram há entre 60.000 e 40.000 anos, com um foco especial no Planalto Persa.
Esta fase da jornada humana fora da África é particularmente fascinante, pois também incluiu o encontro e a mistura genética com os Neandertais.
A descoberta não apenas enriquece nosso entendimento sobre as migrações primitivas mas também enfatiza a importância do Planalto Persa como um ponto de convergência na pré-história global.
Entretanto, ficámos também a saber que a primeira coisa que os humanos que saíram de África fizeram ao chegar à Europa foi… “invadir” a Ucrânia.
Postado por Fernando Martins às 15:05 0 comentários
Marcadores: colonização, Eurásia, genética, Homo sapiens, neandertais, paleoantropologia
Há 700 milhões de anos, uma criatura simples criou as bases para a evolução humana

Uma nova pesquisa indica que um antepassado comum, há 700 milhões de anos, moldou os genes de várias espécies bilateria.
Um estudo recente publicado na revista Nature Ecology and Evolution por investigadores do Centro de Regulação Genómica (CRG), em Barcelona, fornece informações inovadoras sobre a forma como os eventos de duplicação de genes, ocorridos há centenas de milhões de anos, moldaram a evolução de formas de vida complexas, incluindo vertebrados e invertebrados.
Esta investigação traça o caminho evolutivo até um antepassado comum, há cerca de 700 milhões de anos, que exibiu o plano corporal básico que a maioria dos animais complexos herda atualmente.
Este último antepassado comum dos bilateria - um supergrupo que inclui diversas espécies, desde os seres humanos aos insetos - deixou um legado genético que ainda é observável em mais de 7.000 grupos de genes em 20 espécies estudadas.
Bilateria é um dos mais importantes grupos animais, cujos representantes apresentam simetria bilateral: Os seus corpos são divididos verticalmente em duas metades, direita e esquerda que se espelham uma na outra.
Estas espécies vão desde os humanos e os tubarões até aos polvos. O estudo salienta a forma como estes genes ancestrais foram adaptados e especializados, particularmente no cérebro e nos tecidos reprodutivos, para satisfazer as exigências de adaptação de vários organismos ao longo de milénios.
Uma das principais conclusões do estudo é que cerca de metade destes genes ancestrais foram adaptados para funções específicas em determinadas partes do corpo, desviando-se dos seus papéis generalistas originais.
Esta adaptação foi facilitada por erros fortuitos de “copiar-colar” durante a evolução, particularmente através de eventos de duplicação de todo o genoma. Estas duplicações permitiram que os organismos mantivessem uma cópia de um gene para funções essenciais enquanto desenvolviam a segunda cópia para novos papéis especializados.
Federica Mantica, investigadora do CRG e autora do estudo, compara este processo a ter duas cópias de uma receita. Uma pode manter o original, enquanto a outra pode ser modificada ao longo do tempo para criar algo bastante diferente, mas ainda assim relacionado, como a evolução de uma receita de paella para uma de risoto.
A especialização destes genes conduziu a inovações evolutivas significativas. Por exemplo, o estudo refere o desenvolvimento de genes críticos para a formação de bainhas de mielina em vertebrados, melhorando a transmissão de sinais nervosos, e a especialização de genes em polvos que permitem a perceção da luz na sua pele, ajudando na camuflagem e na comunicação.
Da mesma forma, nos insetos, genes específicos evoluíram para apoiar a função muscular e a formação da cutícula, crucial para o voo, explica o SciTech Daily.
Além disso, o estudo explora a forma como certos genes, como os genes TESMIN e tomb, evoluíram para desempenhar papéis especializados nos testículos em diferentes espécies, como os vertebrados e os insetos. Esta especialização é tão crítica que qualquer perturbação nestes genes pode levar a problemas de fertilidade.
Postado por Fernando Martins às 14:55 0 comentários
Marcadores: evolução, genética, Paleontologia, simetria bilateral