sábado, janeiro 31, 2026

John Wetton morreu há nove anos...

Apesar de ter nascido em Derby, Wetton cresceu em Bournemouth, no condado de Dorset.
Ele era um músico profissional desde o fim da década de 1960, e foi membro de grupos como Mogul Trash, Phenomena, Family, King Crimson (trabalhando ao lado do amigo de infância Robert Fripp), Roxy Music, Uriah Heep, UK, Asia e Wishbone Ash. Wetton trabalhou a solo desde a sua segunda saída dos Asia, em 1992.
Wetton inicialmente era conhecido pelo seu som potente de baixo e suas habilidades de improvisação (vistas claramente em discos ao vivo dos King Crimson como o box-set The Great Deceiver), mas desde a década de 80, os seus trabalhos seguiam uma linha mais comercial. Nesses tempos, ele  concentrava-se menos no baixo, dando mais favoritismo ao seu lado de cantor/compositor, em que frequentemente usava guitarra acústica e piano.
Na carreira de Wetton, destacavam-se os discos Larks' Tongues in Aspic (1973), dos King Crimson e os discos de estreia (e homónimos) dos grupos UK, de 1978, e Asia, de 1982, sendo este último o mais vendido de toda a sua carreira.
Wetton enfrentou problemas com alcoolismo. Aparentemente, ele obteve sucesso, e voltou aos Asia no verão de 2006 , com a formação original. Em 2015 Wetton passou por uma cirurgia para remoção de um cancro.
Morreu em 31 de janeiro de 2017, depois de uma longa batalha contra um cancro do cólon.
     

   

Terry Kath nasceu há oitenta anos...

Kath wearing a Chicago Blackhawks hockey jersey in 1975.


Terry Alan Kath (Chicago, Illinois, 31 de janeiro de 1946 - Woodland Hills, Califórnia, 23 de janeiro de 1978)  foi um músico e compositor americano, mais conhecido como membro fundador da banda de rock Chicago. Ele tocou guitarra e foi a voz principal em muitos dos primeiros singles da banda. Foi elogiado pela banda por suas habilidades na guitarra e pelo seu estilo vocal, com influências de Ray Charles.
Crescendo numa família musical, Kath passou por uma variedade de instrumentos na sua adolescência, incluindo a bateria e o banjo. Tocou baixo em várias bandas em meados da década de 60, antes de se estabelecer na guitarra quando formou o grupo que se tornou os Chicago. A sua guitarra foi um componente importante do som do grupo desde o início de sua carreira e ele cantou em vários singles do grupo. Ele usou várias guitarras diferentes, mas acabou se identificando com a Fender Telecaster equipada com uma picape humbucker e decorada com vários adesivos. Kath também foi segundo alguns o guitarrista favorito de Jimi Hendrix.
Kath lutou com problemas de saúde e abuso de drogas no final da década de 70. Ele morreu em janeiro de 1978, de um tiro acidental na cabeça. O luto levou os Chicago a considerar a possibilidade de se extinguirem, mas decidiram retomar o trabalho com a canção memorial "Alive Again". Para comemorar a sua musicalidade, eles lançaram o álbum The Innovative Guitar of Terry Kath em 1997.
As circunstâncias de sua morte renderam-lhe o dúbio prestígio de ser a primeira celebridade a vencer um Prémio Darwin.
https://upload.wikimedia.org/wikipedia/en/6/61/Terry_Kath.jpg
     

 

John Lydon, vocalista dos Sex Pistols, comemora hoje setenta anos...!

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John Joseph Lydon (Holloway, London, 31 January 1956), also known by his former stage name Johnny Rotten, is a British-born singer, songwriter, author, and television personality. He was the lead vocalist of the punk rock band the Sex Pistols, which was active from 1975 to 1978, and again for various revivals during the 1990s and 2000s. He is also the lead vocalist of post-punk band Public Image Ltd (PiL), which he founded and fronted from 1978 until 1993, and again since 2009. 

 

 

Lydon's outspoken personality, rebellious image and fashion style convinced Sex Pistols manager Malcolm McLaren to invite Lydon to join the group as its lead vocalist. With the Sex Pistols, he co-wrote singles including "Anarchy in the U.K.", "God Save the Queen", and "Holidays in the Sun", the content of which precipitated what one commentator described as the "last and greatest outbreak of pop-based moral pandemonium" in Britain. The band scandalised much of the media, and Lydon was seen as a figurehead of the burgeoning punk movement.  Due to their controversial lyrics and disrepute at the time, they are regarded as one of the most influential acts in the history of popular music.

After the Sex Pistols disbanded in 1978, Lydon founded his own band, Public Image Ltd, which was far more experimental in nature and described in a 2005 review by NME as "arguably the first post-rock group". The band produced eight studio albums and a string of singles, including "Public Image", "Death Disco", and "Rise", before they went on hiatus in 1993, reforming in 2009. In subsequent years, Lydon has hosted television series in the UK, US, and Belgium, in 2004 appeared on I'm a Celebrity...Get Me Out of Here! in the UK, appeared in advertisements on UK television promoting Country Life, a brand of British butter, written two autobiographies, and produced solo musical work, such as the studio album Psycho's Path (1997). In 2005, he released a compilation album, The Best of British £1 Notes.

    

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In 2015, there was a revival of a 1980s movement to have Lydon knighted for his achievements with the Sex Pistols, although he declined an MBE for services to music. Q magazine remarked that "somehow he's assumed the status of national treasure".

  

Lydon performing in 2013

   

in Wikipédia

 

sexta-feira, janeiro 30, 2026

A Tempestade Kristin em Leiria...


Que mensagem incrível mandou a  Natureza, para os que insistem em brincar e dar cabo de tudo - em impermeabilizar tudo, em ocupar leitos de cheia, em negar as alterações climáticas, em persistir nos consumos de combustíveis fósseis. Tive sorte de não ter prejuízo, mas tenho centenas de vizinhos que tiveram o azar de ver carros destruídos, telhados para reparar, placas de vidro e janelas partidas, painéis solares desaparecidos, casas inundadas, terrenos com as árvores caídas... Sem luz e telecomunicações, com a água a acabar, sem supermercados abertos (ou poucos que estão a ficar sem stock de muita coisa, sem bombas de combustível abertas) tive de fugir...

 

Que pena os nossos decisores não aprenderem umas coisas com estes eventos... 

 




  

 

Kristin: “A força da natureza associada à incompetência e irresponsabilidade”

Félix Grande morreu há doze anos...

 

(imagem daqui)


Félix Grande Lara (Mérida, Badajoz, 4 de febrero de 1937 - Madrid, 30 de enero de 2014)​ fue un poeta, flamencólogo y crítico español, que se dio a conocer a partir de la década de los sesenta. 

 

Biografía

Hijo de republicanos - su madre trabajó en un hospital durante la guerra civil mientras su padre combatía en el frente​ -, nació en Mérida, Badajoz, pero vivió su infancia y juventud - desde los dos hasta los 20 años - en Tomelloso (Ciudad Real), donde su abuelo era cabrero. Era guitarrista flamenco cuando, según contó él mismo, decidió cambiar ese instrumento por la literatura, que en su pluma posee mucha relación con la música. En Tomelloso fue jornalero y descubrió el amor.

En 1957 se muda a Madrid, donde "sigue empleado en menesteres alejados del ejercicio profesional de la literatura hasta que en 1961 comenzó a trabajar como redactor en Cuadernos Hispanoamericanos", revista de la que llegará a ser director (1983-1996; a la caída del Gobierno socialista fue destituido y pleiteó para ser restituido a su cargo, lo que consiguió). Dirigió asimismo la revista de arte Galería (1989) y la colección El Puente Literario de la editorial Edhasa (1969-1971).

Comenzó su carrera literaria con la poesía y obtuvo su primer premio, el Adonáis en 1963, por Las piedras, "libro de talante existencial en el que explora el tema de la soledad". Dos años después, en 1965, ganaría su primer galardón de narrativa, el Premio Eugenio d'Ors por su novela corta Las calles.

Destaca también su obra Persecución, cantada por Juan Peña “El Lebrijano” en su álbum homónimo. Su obra evolucionó desde la inspiración machadiana y el compromiso social del poemario Las piedras hasta una reflexión sobre el lenguaje y el erotismo.

En 1968 fue incluido en la Antología de la nueva poesía española. Se le concedió el premio Nacional de Poesía en 1978 por Las rubáiyatas de Horacio Martín, en que prolonga la tradición del heterónimo, a partir del Abel Martín de Machado y el Ricardo Reis horaciano de Fernando Pessoa.

Como narrador, destacan sus obras Por ejemplo, doscientos (1968), Parábolas (1975), Lugar siniestro este mundo, caballeros (1980), Fábula (1991), Decepción (1994), El marido de Alicia (1995), Sobre el amor y la separación (1996) y La balada del abuelo palancas (2003).

Aficionado a la música, letrista y guitarrista él mismo, como flamencólogo escribió García Lorca y el flamenco (1992), Agenda flamenca (1987), Memoria del flamenco (1995), que obtuvo el premio nacional de Flamencología, y Paco de Lucía y Camarón de la Isla (2000). Es miembro de número de la Cátedra de Flamencología y estudios folclóricos.

Félix Grande señalaba que los poetas que le marcaron fueron Antonio Machado, Luis Rosales - de quien fue discípulo y amigo y del que había prologado y seleccionado los poemas de la antología Porque la muerte no interrumpe nada -, y César Vallejo, entre otros.

Después de Las rubáiyatas de Horacio Martín no había vuelto a escribir poesía, pero ese silencio de más de 30 años terminó en 2010, cuando incorporó su nuevo poema La cabellera de la Shoá en la antología Biografía y a fines del año siguiente salió Libro de familia.

Estaba casado con la poeta Francisca Aguirre (como él Premio Nacional de Poesía) con la que tuvo una hija, la también poeta, Guadalupe Grande.

Falleció el 30 de enero de 2014 en Madrid de un cáncer de páncreas. Sus restos mortales reposan en el cementerio de Tomelloso.

 

in Wikipédia

 

EL BUEN SELVAJE



Llegué a creer que la felicidad
no es un asunto de los seres humanos
Y le llamé conocimiento
a una escarcha diaria y contagiosa
cuyo nombre es claudicación

Por todas partes me nacían camaradas
Veían grandeza en mi preocupación
llamaban madurez a mi infortunio
La miseria siempre ha gozado
de un raro y comunal prestigio

Ahora, cuando tu piel me dio el coraje
para agredir a la resignación
y bramar por la dicha en medio de las plazas

seres, instituciones, todo
me rehúye o me segrega
todo se aparta de mi lado, hiedo
Soy un peligro público que expande
la pestilencia de la libertad


Félix Grande


 
O bom selvagem


Cheguei a crer que a felicidade
não é coisa de seres humanos
E chamei conhecimento
a um orvalho diário contagioso
que leva o nome de claudicação

Por todo lado me nasciam camaradas
Viam grandeza em minha inquietação
chamando maturidade ao meu infortúnio
Sempre a miséria gozou
de estranho e vulgar prestígio

Agora, que a tua pele me deu a coragem
de agredir a resignação
e gritar pela fortuna em todas as ruas e praças

seres e instituições, tudo
me recusa ou discrimina,
tudo se afasta de mim, cheiro mal
Sou um perigo público soltando
a pestilência da liberdade
 
 

Félix Grande  (tradução Albino M.)

Música adequada à data...

 

Sunday, bloody Sunday - U2

 

I can't believe the news today
Oh, I can't close my eyes and make it go away

   

How long, how long must we sing this song?
How long? How long?
'Cause tonight, we can be as one
Tonight

   

Broken bottles under children's feet
Bodies strewn across the dead end street
But I won't heed the battle call
It puts my back up
Puts my back up against the wall

  

Sunday, bloody Sunday
Sunday, bloody Sunday
Sunday, bloody Sunday
Sunday, bloody Sunday
Alright, let's go!

  

And the battle's just begun
There's many lost, but tell me, who has won?
The trench is dug within our hearts
And mothers, children, brothers, sisters
Torn apart

  

Sunday, bloody Sunday
Sunday, bloody Sunday

  

How long, how long must we sing this song?
How long, how long?
'Cause tonight, we can be as one
Tonight, tonight

  

Sunday, bloody Sunday
Sunday, bloody Sunday (tonight, tonight)
Come get some!

  

Wipe the tears from your eyes
Wipe your tears away
Oh, wipe your tears away
Oh, wipe your tears away
Oh, wipe your bloodshot eyes

  

(Sunday, bloody Sunday)
(Sunday, bloody Sunday)
(Sunday, bloody Sunday)
Sunday, bloody Sunday

  

(Sunday, bloody Sunday)
Sunday, bloody Sunday
Alright, let's go!

  

And it's true, we are immune
When fact is fiction and TV reality
And today, the millions cry
We eat and drink while tomorrow, they die
The real battle just begun (Sunday, bloody Sunday)
To claim the victory Jesus won (Sunday, bloody Sunday)
On

 

Sunday, bloody Sunday
Sunday, bloody Sunday

Marty Balin, fundador dos Jefferson Airplane, nasceu há 84 anos...

     
Marty Balin, nome artístico de Martyn Jerel Buchwald (Cincinnati, 30 de janeiro de 1942 - Tampa, 27 de setembro de 2018) foi um cantor dos Estados Unidos, conhecido por ter sido fundador e vocalista da banda Jefferson Airplane. Morreu no dia 27 de setembro de 2018 aos 76 anos
     

A última grande batalha naval da II Guerra Mundial foi há 83 anos

  
A Batalha da Ilha Rennell teve lugar entre 29 e 30 de janeiro de 1943 e foi a última grande batalha naval entre a Marinha dos Estados Unidos e da Marinha Imperial Japonesa durante a longa campanha de Guadalcanal, nas Ilhas Salomão, durante a II Guerra Mundial. A batalha ocorreu no Pacífico Sul entre a ilha Rennell e Guadalcanal, no sul das Ilhas Salomão. Nos combates, a marinha japonesa conseguiu forçar os americanos a recuar temporariamente, protegendo a operação para evacuar as suas forças terrestres de Guadalcanal.
    

  

Steve Marriott nasceu há oitenta e um anos...

    
Stephen Peter Marriott (Bow, Londres, 30 de janeiro de 1945 - Essex, 20 de abril de 1991), popularmente conhecido como Steve Marriott, foi um versátil cantor, compositorguitarrista britânico, mais lembrado pela sua poderosa voz e a sua técnica de guitarra agressiva em grupos como os Small Faces (1965-1969) e os Humble Pie (1969-1975).

 

in Wikipédia

 

Boris Spassky nasceu há 89 anos...

Boris Spassky em 1984
  
Boris Vasilievich Spassky (Leningrado, atualmente São Petersburgo, 30 de janeiro de 1937Moscovo, 27 de fevereiro de 2025) foi um grande mestre de xadrez russo naturalizado francês e décimo campeão mundial de xadrez.
   

Phil Collins faz hoje setenta e cinco anos

   
Philip David Charles Collins
(Londres, 30 de janeiro de 1951), mais conhecido como Phil Collins, é um músico britânico. Foi baterista e vocalista da banda Genesis, mas também atingiu êxito numa carreira a solo. Também atuou em alguns filmes e programas de televisão.
Phil Collins já colaborou com vários artistas conhecidos, como Bone Thugs'N'Harmony, Paul McCartney, George Harrison, Eric Clapton, Roland Orzabal, Roger Taylor, Robert Plant, Ringo Starr, John Lennon, Elton John, Mike Oldfield, Sting, Anni-Frid Lyngstad (dos ABBA), Mark Knopfler, Peter Gabriel e Bee Gees. Fez uma participação especial em Woman in Chains, dos Tears for Fears, também participou no álbum Break Every Rule, de Tina Turner, tocando bateria em músicas como Typical Male e Girls, e também colaborou com a banda Led Zeppelin, no Live Aid, tocando bateria. Também participou na música Home, do grupo de rap Bone Thugs'N'Harmony.
Depois de Peter Gabriel deixar os Genesis, em 1975, Collins passou a ser o seu vocalista. Esse foi o período de maior sucesso comercial desta banda, que continuou através dos anos 80. Enquanto trabalhava como vocalista e baterista, dava os primeiros passos de uma bem-sucedida carreira a solo.
    
 

Gandhi foi assassinado há 78 anos...

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Mohandas Karamchand Gandhi (Porbandar, 2 de outubro de 1869 - Nova Déli, 30 de janeiro de 1948), mais conhecido popularmente por Mahatma Gandhi (do sânscrito "Mahatma", "A Grande Alma") foi o idealizador e fundador do moderno Estado indiano e o maior defensor do Satyagraha (princípio da não-agressão, forma não-violenta de protesto) como um meio de revolução.
O princípio do satyagraha, frequentemente traduzido como "o caminho da verdade" ou "a busca da verdade", também inspirou gerações de ativistas democráticos e anti-racismo, incluindo Martin Luther King Jr. e Nelson Mandela. Frequentemente Gandhi afirmava a simplicidade de seus valores, derivados da crença tradicional hindu: verdade (satya) e não-violência (ahimsa).
        
(...)
            
Gandhi teve grande influência entre as comunidades hindu e muçulmana da Índia. Costumava-se dizer que ele terminava rixas apenas com a sua presença. Gandhi posicionou-se veementemente contra qualquer plano que dividisse a Índia em dois estados, o que efetivamente aconteceu, criando a Índia - predominantemente hindu - e o Paquistão - predominantemente muçulmano.
No dia da transferência de poder, Gandhi não celebrou a independência com o resto da Índia, mas ao contrário, lamentou sozinho a partilha do país em Calcutá.
Gandhi tinha iniciado um jejum no dia 13 de janeiro de 1948 em protesto contra as violências cometidas por hindus e muçulmanos. No dia 20 daquele mês, sofreu um atentado: uma bomba foi lançada na sua direção, mas ninguém ficou ferido.
Entretanto, no dia 30 de janeiro de 1948, Gandhi foi assassinado a tiros, em Nova Déli, por Nathuram Godse, um hindu radical que responsabilizava Gandhi pelo enfraquecimento do novo governo ao insistir no pagamento de certas dívidas ao Paquistão. Godse foi depois julgado, condenado e enforcado, a desrespeito do último pedido de Gandhi, que foi justamente a não-punição do seu assassino.
O corpo do Mahatma foi cremado e as suas cinzas foram atiradas ao sagrado rio Ganges.
É significativo sobre a longa busca de Gandhi pelo seu deus interior o facto das suas últimas palavras serem um mantra popular na conceção hindu de um deus conhecido como Rama: "Hai Ram!" Este mantra é visto como um sinal de inspiração, tanto para o espírito como para o idealismo político, associado a uma possibilidade de paz na unificação.
      

Orville Wright, pioneiro da aviação, morreu há 78 anos...

 
Os Irmãos Wright, Wilbur (Millville, 16 de abril de 1867 - Dayton, 30 de maio de 1912) e Orville (Dayton, 19 de agosto de 1871 - Dayton, 30 de janeiro de 1948), foram dois irmãos norte americanos, inventores e pioneiros da aviação aos quais foi concedido o crédito pelo desenvolvimento da primeira máquina voadora mais pesada que o ar, que efetuou um voo controlado, em 17 de dezembro de 1903.
A principal realização dos irmãos foi a invenção do controle em três eixos, que permitiu ao piloto controlar a aeronave de forma efetiva e manter o seu equilíbrio. Esse método se tornou e permanece sendo o padrão em aeronaves de asa fixa de qualquer tipo. Desde o início do seu trabalho em aeronáutica, os irmãos Wright focaram no desenvolvimento de um método confiável de controle de pilotagem. Essa abordagem diferia bastante dos outros experimentos da época, que colocavam mais ênfase no desenvolvimento de motores mais potentes. Usando um pequeno túnel de vento caseiro, eles obtiveram uma grande quantidade de dados científicos como nunca antes, o que os permitiu desenhar e construir asas e hélices mais eficientes que todos até então. A primeira patente deles, a de Número 821.393, não requeria a invenção de uma máquina voadora, mas sim a invenção de uma sistema de controle aerodinâmico que manipulava as superfícies de uma máquina voadora.
  
O primeiro voo do Wright Flyer I, 17 de dezembro de 1903, com Orville a pilotar e Wilbur a correr perto da asa
    

Mahatma Gandhi foi assassinado há 78 anos...

Gandhi fiando, foto de 1946

Mohandas Karamchand Gandhi (Porbandar, 2 de outubro de 1869 - Nova Déli, 30 de janeiro de 1948), mais conhecido popularmente por Mahatma Gandhi (do sânscrito "Mahatma", "A Grande Alma") foi o idealizador e fundador do moderno Estado indiano e o maior defensor do Satyagraha (princípio da não-agressão, forma não-violenta de protesto) como um meio de revolução.
O princípio do satyagraha, frequentemente traduzido como "o caminho da verdade" ou "a busca da verdade", também inspirou gerações de ativistas democráticos e anti-racismo, incluindo Martin Luther King Jr. e Nelson Mandela. Frequentemente Gandhi afirmava a simplicidade de seus valores, derivados da crença tradicional hindu: verdade (satya) e não-violência (ahimsa).

(...)

Gandhi teve grande influência entre as comunidades hindu e muçulmana da Índia. Costuma-se dizer que ele terminava rixas apenas com a sua presença. Gandhi posicionou-se veementemente contra qualquer plano que dividisse a Índia em dois estados, o que efetivamente aconteceu, criando a Índia - predominantemente hindu - e o Paquistão - predominantemente muçulmano.
No dia da transferência de poder, Gandhi não celebrou a independência com o resto da Índia, mas ao contrário, lamentou sozinho a partilha do país em Calcutá.
Gandhi tinha iniciado um jejum no dia 13 de janeiro de 1948 em protesto contra as violências cometidas por hindus e muçulmanos. No dia 20 daquele mês, sofreu um atentado: uma bomba foi lançada na sua direção, mas ninguém ficou ferido.
Entretanto, no dia 30 de janeiro de 1948, Gandhi foi assassinado, a tiro, em Nova Déli, por Nathuram Godse, um hindu radical que responsabilizava Gandhi pelo enfraquecimento do novo governo ao insistir no pagamento de certas dívidas ao Paquistão. Godse foi depois julgado, condenado e enforcado, a desrespeito do último pedido de Gandhi, que foi justamente a não-punição do seu assassino.
O corpo do Mahatma foi cremado e as suas cinzas foram tiradas ao sagrado rio Ganges.
É significativo sobre a longa busca de Gandhi pelo seu deus interior o facto das suas últimas palavras serem um mantra popular na conceção hindu de um deus conhecido como Rama: "Hai Ram!" Este mantra é visto como um sinal de inspiração, tanto para o espírito como para o idealismo político, associado a uma possibilidade de paz na unificação.

Luís Filipe Barros - 77 anos...!


 (imagem daqui)

 

Luís Filipe Barros (Lisboa, 30 de janeiro de 1949), é um dos nomes míticos da rádio portuguesa, fundador, por exemplo, do aclamado "Rock Em Stock", na Rádio Comercial, entre 1979 e 1982 e entre 1986 e 1993. "O verdadeiro Rei da Rádio", na expressão de Ruy Castelar, outro homem da rádio.

É realizador-chefe da RDP, reformado, e, atualmente, explora a rádio 105.4, em Cascais. É casado, tem um filho, Rui, e uma neta, Maria.

 

Percurso

Luís Filipe dos Prazeres Domingues Barros nasceu numa moradia, já demolida, na Avenida Duque de Ávila, em Lisboa, no dia 30 de janeiro de 1949.

Estudou no Externato Cristal, em Lisboa, com António Sérgio e perdia os dias a ouvir a Radio Caroline, de Londres, a sua grande aprendizagem e influência.

Começou a fazer rádio em 1968, na Rádio Renascença, por sua iniciativa.

“A Renascença era a minha estação preferida e eu ia lá bater à porta, falar com os locutores, etc. Um dia, o Armando Marques Ferreira convidou-me a fazer uma rubrica”.

A rubrica era aos domingos à noite e chamava-se "FES-Festival", onde já passava Led Zeppelin. Ganhava 400 escudos.

Na mesma altura, iniciou o curso de 3 anos de locutor na Rádio Universidade (RU), tendo tido como colegas de curso, entre outros, Henrique Garcia, Dina Aguiar, Fernando de Sousa, Ricardo Saló e Luís Paixão Martins. O monitor era Fernando Balsinha.

Na RU, no final do curso, em 1971, assinava um programa de 13 minutos intitulado "Paralelo 71". "Won't Get Fooled Again", dos Who, era então uma das suas canções preferidas.

Um dos seus primeiros trabalhos foi uma entrevista a Maurice Gibb, dos Bee Gees, que veio a Portugal em lua de mel com a sua mulher, Lulu, vencedora do Festival da Eurovisão em 1969 com "Boom Bang-A-Bang".

Tornou-se locutor profissional em 1971 e o seu primeiro ofício foi no "Tempo ZIP" (estreado no dia 29 de março de 1970, na Rádio Renascença), onde, a convite de José Fialho Gouveia, foi substituir José Nuno Martins, chamado para cumprir o serviço militar obrigatório. Quando chegou a altura de também ir para a tropa, Luís Filipe Barros foi substituído no programa por Pedro Castelo.

"Estive três meses no programa com Joaquim Furtado (todos os outros já tinham saído) e depois também fui chamado para a tropa".

Luís Filipe Barros esteve em Angola durante 29 meses, entre 1 de novembro de 1971 e 1 de janeiro de 1974. No dia 25 de abril de 1974, já estava na vida civil.

No regresso de Angola, voltou à Renascença, em maio de 1974, e fez, com António Sérgio, o programa "Zero Duas", que era transmitido da meia-noite às duas da manhã e onde estreou nomes como Supertramp ou Yes e também passava rock alemão.

"Foi a primeira experiência que tive a passar a música de que efetivamente gostava. Bandas de que não gosto, não passo. Escusam de vir com elas".

Saiu da Rádio Renascença em 1975 durante o PREC (Processo Revolucionário Em Curso) e integrou a redação do jornal "Página Um", de extrema-esquerda, juntamente com Artur Albarran, Artur Queirós, Luís Paixão Martins e Fernando de Sousa, entre outros, e, posteriormente, a redação do "Extra" que albergou os jornalistas suspensos do "Diário de Notícias" na sequência dos acontecimentos do 25 de Novembro, entre os quais, José Saramago.

Fez parte depois, até 1978, do Gabinete de Defesa do Consumidor (com Beja Santos), o primeiro do País, no ministério do Comércio e Turismo de Mota Pinto (I Governo Constitucional, 1976-1977), onde fez os programas "Toma Lá Dá Cá" e "Pão Pão Queijo Queijo".

No dia 9 de abril de 1979 começou a apresentar o programa "Rock Em Stock" (nome que José Nuno Martins foi buscar a um programa francês) que se tornou um dos programas mais emblemáticos dessa época.

Foi o último programa a arrancar na nova Rádio Comercial, que iniciara as suas emissões a 1 de março, substituindo o Rádio Clube Português, sendo diretor João David Nunes. O horário da emissão era das 15.00 às 18.00.

O contrato para a realização do programa foi assinado por Luís Filipe Barros com Humberto Augusto Lopes e Rui Ressurreição, administradores da RDP, no dia 31 de maio de 1979, por 70 euros por cada programa.

Além de Luís Filipe Barros, arrancaram com o programa Jaime Fernandes, Jorge Fallorca, Rui Morrison e Paulo Coelho (que também ia ao microfone), a que se juntaram, a curto prazo, Rui Neves e Ricardo Camacho, este último que viria a ser peça fundamental na Sétima Legião, médico, tido como um dos maiores especialistas portugueses na investigação da SIDA.

O indicativo do programa era "I'm OK", dos Styx, e a primeira música transmitida foi "Turn Me On", dos Tubes. Também foi a última em 1982, antes do hino nacional.

"Rock em Stock" é dos principais programas de rádio jamais realizados em Portugal, ombreando com "Em Órbita", inicialmente no Rádio Clube Português (1965) e depois também na Rádio Comercial.

Inovador, foi pioneiro no "estilo Radio Caroline" em Portugal e, como viria a dizer David Ferreira, antigo editor e radiolojista na Antena 1, disco que não passasse no "Rock em Stock" era como se não existisse.

"Rock em Stock" foi igualmente decisivo no relançamento do rock feito em Portugal, nascido a 28 de outubro de 1960 com a edição do EP "Caloiros da Canção", com os Conchas e Daniel Bacelar.

Os discos de estreia de Rui Veloso, UHF, Xutos e Pontapés foram insistentemente passados no programa.

Esta primeira fase de "Rock em Stock" terminou no dia 30 de janeiro de 1982 (na data do 31º aniversário do autor) e Luís Filipe Barros foi tomar conta das manhãs da Rádio Comercial com o seu "Café Com Leite", onde lançou, por exemplo, "Por Este Rio Acima", de Fausto (1984).

"Vamos dar nas vistas", prometia Luís Filipe Barros e deu com os "pequenos-almoços extraordinários" que organizava em direto, como as sardinhas assadas na Feira Popular (de Lisboa), ou a distribuição de sacas de batatas quando havia escassez do produto. Carlos Ribeiro era o seu repórter de rua, "a sua muleta".

"Arranjavam-se umas pastelarias e os ouvintes iam lá. Às tantas eram sardinhas e bacalhau às sete da manhã. Foi a maior loucura que houve neste País, muito maior do que o 'Rock em Stock'".

No Verão de 1983, Luís Filipe Barros estreou-se na televisão com Manuela Moura Guedes com "Berros & Bocas" que só durou uns 3/4 meses. O popular locutor não guarda as melhores recordações desta sua passagem pela TV, acusando a sua parceira de boicotar o programa com o seu excesso de protagonismo que minava as apresentações musicais.

"Ainda hoje, só os meus amigos me podem tratar por "berros". Fui o primeiro locutor a ter um "nickname", mas "afinava" com ele".

"Fazia um barulho infernal. Ninguém estava habituado. Com o 'Rock em Stock' passaram a vender-se mais aparelhos de rádio, mais gira-discos, mais discos".

Sportinguista confesso e dedicado, co-produziu em 1982 com Jaime Lopes, outro sportinguista e seu camarada na Rádio Comercial, um curioso vinil verde de 45 rotações, "Em Frente Sporting", com a equipa campeã nacional do Sporting, onde pontificavam nomes como Meszaros, Manuel Fernandes, António Oliveira, Carlos Xavier, Jordão, Augusto Inácio e José Eduardo. Foi também o autor da letra portuguesa do original "Allez Les Verts", de Jacques Monty e Jean-Louis D'Onorio (1976), hino do clube francês Saint Étienne.

Em 1983 editou, em nome próprio, o que é considerado o primeiro disco português de rap, "Os Lusitansos", que usava a base musical de "Rapper's Delight", dos Sugar Hill Gang. Com letra do próprio Luís Filipe Barros, que demorou seis meses a concluí-la, "Os Lusitansos" conta a História de Portugal até ao III Governo Constitucional, de Mário Soares (1978), e foi número um de vendas.

Em 1984 apresentou na Rádio Comercial a primeira série do programa Ondas Luisianas (1984-1986), onde passava Bruce Springsteen, U2, Bryan Adams à tarde e Depeche Mode, New Order à noite.

"Era um programa na esteira do "Rock em Stock", mas dava muito mais trabalho. Cheguei a gastar 9 horas para gravar 45 minutos de programa".

Em 1986, durante algum tempo, alternou com Herman José as manhãs da Comercial e depois fez "No Calor da Noite", das 03.00 às 06.00, a "maior realização radiofónica de então".

"Tinha uma equipa fantástica: Fernando Correia, João Perestrelo, Jaime Lopes, Carlos do Carmo, Henrique Viana e Francisco Nicholson. Foi com este programa, sobretudo com Carlos do Carmo, que comecei a gostar de fado".

De 1986 a 1993 liderou uma segunda fase de "Rock em Stock", com João Menezes e António Freitas, dedicada a um rock mais duro, mais pesado, com Metallica, Judas Priest ou Guns 'n' Roses. O programa terminou com a venda da Rádio Comercial (maio de 1993) a Carlos Barbosa.

Luís Filipe Barros não quis permanecer na rádio privada e, a convite de Jaime Fernandes, foi diretor-adjunto de programas da RDP (Pedro Castelo era o diretor), onde chefiou o arranque da Antena 3 (26 de abril de 1994), da qual foi chefe do departamento de programas, depois de ter conduzido a emissão das 10.00 às 13.00.

Deixou de fazer programas diários de rádio em 1993 quando assumiu funções superiores, mantendo-se porém aos microfones da Antena 1 com programas semanais como "Sol da Meia-Noite" (com música dos anos 50 e 60) e "Duas Horas Com Luís Filipe Barros".

De 2004 a 2011 voltou com um novo formato das "Ondas Luisianas" (segunda série), a par de "Classe 70", programa dedicado ao rock progressivo, após o que se reformou.

Do vastíssimo curriculum de Luís Filipe Barros, consta ainda uma participação no filme "O Lugar do Morto" (1984), de António Pedro Vasconcelos, onde faz o papel de "ele próprio", variadíssimos prémios (mas nunca o "Sete de Ouro" - "iam sempre para o Carlos Cruz") e outras atividades. Era, por exemplo, a voz de "Action Man" em Portugal.

Produziu ou co-produziu discos dos Street Kids, Frodo, Roxigénio, Go Graal Blues Band, bem como o LP de estreia dos UHF, "À Flor da Pele" (1981), foi a voz oficial da RTP no tempo de José Eduardo Moniz.

No seu escritório em casa tem exposto na parede um disco de ouro pelas vendas superiores a 20 mil cópias do I volume de "Rock em Stock" (1999) e um disco de prata pelas vendas superiores a 10 mil cópias do II volume (2000). Nas estantes, entre outras distinções, o Prémio Caravela, atribuído pela Câmara Municipal de Lisboa.

Escreveu dois livros, "Mais Estórias da Música", DisLivro, 2006, 216 páginas, com prefácio de Francisco José Viegas ("Luís Filipe Barros é meu pastor, com ele nada me faltará") e "Mais Estórias do Rock", Contralto, 2013, 108 páginas.

Em 2010, a convite dos CTT, escolheu as 7 bandas portuguesas que fizeram parte de uma emissão filatélica especial, "Rock em Portugal": Quarteto 1111 ("A Lenda de El-Rei D. Sebastião"), Rui Veloso ("Ar de Rock"), Heróis do Mar ("Heróis do Mar"), GNR ("Psicopátria"), UHF ("À Flor da Pele"), Xutos e Pontapés ("Compacto 88") e Moonspell ("Wolfheart").

"Rock em Stock" é uma marca registada em nome de Luís Filipe Barros.

"Fiz do meu "hobby" preferido a minha profissão", clama, ufano. 

 

 

in Wikipédia 

Francis Poulenc morreu há 63 anos...

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Poulenc e Wanda Landowska
    
Francis Jean Marcel Poulenc (Paris, 7 de janeiro de 1900 – Paris, 30 de janeiro de 1963) foi um compositor e pianista francês, membro do grupo Les Six, autor de obras que abarcam a maior parte dos géneros musicais, incluindo canção, música de câmara, oratório, ópera, música para bailado e música orquestral. O crítico Claude Rostand, num artigo do Paris-Presse, de julho de 1950, descreveu Poulenc como "meio monge, meio mau rapaz" ("le moine et le voyou"), uma etiqueta que lhe ficou associada para o resto da vida.
Poulenc aprendeu piano com a sua mãe e começou a compor com sete anos de idade. Aos quinze anos estudou com Ricardo Vinhes, que encorajou a sua ambição de compor e o apresentou a Satie, Casella, Auric e outros. Em 1917 a sua Rapsodie Nègre deu-lhe uma proeminência notável em Paris, como um dos compositores encorajados por Satie e Cocteau, que os designava como "Les Nouveaux Jeunes" (Os novos jovens). Mesmo assim os seus conhecimentos técnicos eram escassos - Poulenc nunca frequentou o Conservatório - pelo que em 1920 decidiu estudar harmonia durante três anos com Charles Koechlin, mas nunca estudou Contraponto nem Orquestração, pelo que parte dos seus conhecimentos eram intuitivos. Em 1920 um crítico musical, Henri Collete escolheu 6 destes "Nouveaux Jeunes" e chamou-lhes "Les Six"; Poulenc fazia parte deste grupo. Deram concertos juntos, sendo um dos seus artigos de fé que se inspiravam no «folclore parisiense», isto é, nos músicos de rua, nos teatros musicais, nas bandas de circo.
A vida de Poulenc foi uma vida de constante luta interna ("meio monge, meio mau rapaz"). Tendo nascido e sido educado na religião católica, Poulenc debatia-se com a conciliação dos seus desejos sexuais pouco ortodoxos à luz das suas convicções religiosas. Poulenc referiu a Chanlaire que "Sabes que sou sincero na minha fé, sem excessos de messianismo, tanto como sou sincero na minha sexualidade parisiense." Alguns autores consideram mesmo que Poulenc foi o primeiro compositor abertamente homossexual, embora o compositor tenha mantido relações sentimentais e físicas com mulheres e tenha sido pai de uma filha, Marie-Ange.
A sua primeira relação afectiva importante foi com o pintor Richard Chanlaire, a quem dedicou o seu Concert champêtre: "Mudaste a minha vida, és o sol dos meus trinta anos, uma razão para viver e trabalhar." Em 1926, Francis Poulenc conhece o barítono Pierre Bernac, com o qual estabelece uma forte relação afectiva, e para quem compõe um grande número de melodias. Alguns autores indicam que esta relação tinha carácter sexual, embora a correspondência entre os dois, já publicada, sugira fortemente que não. A partir de 1935 e até à sua morte, em 1963, acompanha Bernac ao piano em recitais de música francesa por todo o mundo. Pierre Bernac é considerado como "a musa" de Poulenc.
Poulenc foi profundamente afectado pela morte de alguns dos seus amigos mais próximos. O primeiro foi a morte prematura de Raymonde Linossier, uma jovem com quem Poulenc tinha esperanças de casar. Embora Poulenc tivesse admitido que não tinha nenhum interesse sexual em Linossier, eram amigos de longa data. Em 1923, Poulenc ficou chocado e inanimado durante um par de dias depois da sua morte, aos 20 anos, na sequência de febre tifóide, do seu amigo, o romancista Raymond Radiguet. Já em 1936, o seu grande amigo Pierre-Octave Ferroud morreu num acidente de automóvel na Hungria, na sequência do qual visitou a Virgem Negra de Rocamadour. Em 1949, a morte de outro grande amigo, o artista Christian Bérard, esteve na origem da composição do seu Stabat Mater.
O ambiente parisiense da época é fielmente representado na versão de Poulenc de "Cocards" de Cocteau. Esta obra chamou a atenção de Stravinski que recomendou Poulenc a Sergei Diaguilev, sendo o resultado desta colaboração o ballet "Les Biches", no qual ele expressa a sofisticação frágil dos ano 20, uma compreensão verdadeira do idioma do jazz e (no adagietto) do lirismo romântico que cada vez mais influenciou a sua obra.
As suas obras mais conhecidas são talvez as canções para voz e piano, em especial as escritas a partir de 1935, quando começou a acompanhar o grande barítono francês Pierre Bernac. As suas versões de poemas de Apollinaire e do seu amigo Paul Eluard são particularmente boas, cobrindo uma vasta gama de emoções.
Compôs três óperas, sendo a mais conhecida "Les Dialogues des Carmélites" (1953-56), baseada em trágicos acontecimentos da Revolução Francesa, e as suas obras religiosas têm um toque de êxtase como o que apenas se encontra nas obras de Haydn. Das suas obras instrumentais, o concerto para órgão (1938) é muito original no tratamento do instrumento solista.
A sua música, eclética e ao mesmo tempo pessoal, é essencialmente diatónica e melodiosa, embelezada com dissonâncias do século XX. Tem talento, elegância, profundidade de sentimento e um doce-amargo que são derivados da sua personalidade alegre e melancólica. A morte acidental do seu grande amigo Pierre-Octave Ferroud conjugada com uma peregrinação à Virgem Negra de Rocamadour, em 1935, levaram Poulenc a regressar ao catolicismo, resultando em composições em tom mais austero e sombrio.
    
 

Marcelo Bonfá, fundador e baterista da Legião Urbana, celebrahoje 61 anos

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Marcelo Augusto Bonfá (Itapira, 30 de janeiro de 1965) é um baterista brasileiro, célebre como membro fundador da banda de rock alternativo Legião Urbana.