terça-feira, junho 30, 2026

Yitzhak Shamir morreu há catorze anos...

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/5/55/Yitzhak_Shamir_1992_Dan_Hadani_Archive.jpg/500px-Yitzhak_Shamir_1992_Dan_Hadani_Archive.jpg
 
Yitzhak Shamir, nascido Icchak Jeziernicky (Ruzhany, 22 de outubro de 1915 - Tel Aviv, 30 de junho de 2012) foi um político israelita, membro do partido conservador Likud, tendo sido primeiro-ministro de Israel em duas legislaturas.
Ex-integrante do Lehi, grupo armado sionista que operava clandestinamente na Palestina Mandatária, entre 1940 e 1948, Shamir foi um dos autores morais do assassinato do diplomata conde Folke Bernadotte, nomeado pelas Nações Unidas para mediar o conflito entre árabes e judeus em 1948, no final do Mandato Britânico da Palestina.
   

Dave Van Ronk nasceu há noventa anos...

 

David Kenneth Ritz Van Ronk (Brooklyn, New York City, June 30, 1936 – New York City,February 10, 2002) was an American folk singer. An important figure in the American folk music revival and New York City's Greenwich Village scene in the 1960s, he was nicknamed the "Mayor of MacDougal Street".

Van Ronk's work ranged from old English ballads to blues, gospel, rock, New Orleans jazz, and swing. He was also known for performing instrumental ragtime guitar music, especially his transcription of "St. Louis Tickle" and Scott Joplin's "Maple Leaf Rag". Van Ronk was a widely admired avuncular figure in "the Village", presiding over the coffeehouse folk culture and acting as a friend to many up-and-coming artists by inspiring, assisting, and promoting them. Folk performers he befriended include Bob Dylan, Tom Paxton, Patrick Sky, Phil Ochs, Ramblin' Jack Elliott, and Joni Mitchell. Dylan recorded Van Ronk's arrangement of the traditional song "House of the Rising Sun" on his first album, which the Animals turned into a chart-topping rock single in 1964, helping inaugurate the folk-rock movement.

Van Ronk received a Lifetime Achievement Award from the American Society of Composers, Authors and Publishers (ASCAP) in December 1997. He died in a New York hospital of cardiopulmonary failure while undergoing postoperative treatment for colon cancer.
 

 

 

Hang me, Oh Hang Me - Dave Van Ronk

 

Hang me oh hang me
I'll be dead and gone
Hang me oh hang me
I'll be dead and gone
Wouldn't mind the hanging
But the laying in the grave so long
Poor boy

I've been all around this world

I've been all around Cape Girardeau
Parts of Arkansas
All around Cape Girardeau
Parts of Arkansas

Got so goddamn hungry
I could hide behind a straw
I've been all around this world

Went up on a mountain
There I made my stand
Went up on a mountain
There I made my stand
Rifle on my shoulder
And a dagger in my hand
Poor boy
I've been all around this world
Hang me oh hang me
I'll be dead and gone
Hang me oh hang me
I'll be dead and gone
Wouldn't mind the hanging
But the laying in the grave so long
Poor boy
I've been all around this world

Put the rope around my neck
Hung me up so high
Put the rope around my neck
Hung me up so high
Last words I heard him say:
Won't be long now 'fore you die
Poor boy
I've been all around this world

Hang me oh hang me
And I'll be dead and gone
Hang me oh hang me
I'll be dead and gone
Wouldn't mind the hanging
But the laying in the grave so long
Poor boy
I've been all around this world

Hoje é o Dia Internacional do Asteroide...!

 

 

O Dia Internacional dos Asteroides celebra-se anualmente a 30 de junho, data que corresponde ao aniversário do impacto de um asteroide sobre Tungusta, Sibéria, a 30 de junho de 1908.

Estes objetos, quando próximos da Terra, podem representar uma ameaça de impacto. Desta possibilidade, embora remota, decorre a necessidade de planear e tentar, dentro do possível, a sua prevenção. São, assim, necessárias ações de carácter cooperativo no interesse da segurança pública para poder proteger o planeta destas situações.

 

2029 - Ano Internacional de Sensibilização para os Asteroides e Defesa Planetária

A 13 de abril de 2029, o asteroide «99942 Apophis» passará, em segurança, a uma distância de cerca de 32.000 quilómetros acima da superfície da Terra, dentro da órbita geoestacionária, não representando qualquer ameaça para o planeta. Esta aproximação fará com que o asteroide seja visível a olho nu para milhares de milhões de pessoas no céu noturno.

Este será um acontecimento único no milénio e uma ocasião única para uma campanha mundial de sensibilização para os asteroides, o seu valor científico e em termos de recursos e o perigo potencial que representam.

Assim, em 2024, a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) declarou que 2029 seria «Ano Internacional da Sensibilização para os Asteroides e da Defesa Planetária». Esta iniciativa visa destacar os esforços na atenuação dos potenciais perigos dos objetos próximos da Terra, proporcionando simultaneamente uma oportunidade para uma campanha educativa global.

Este Dia foi proclamado através da Resolução 71/90, adotada na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas de 6 de dezembro de 2016.

   

in EuroCid

segunda-feira, junho 29, 2026

Notícia sobre previsão de sismos...

Porque conseguimos prever eclipses ao segundo - mas não os terramotos

 

 

 

Da rede de telemóveis Android que alertou utilizadores na Venezuela aos sistemas públicos do México e do Japão, a tecnologia não é capaz de prever terramotos: apenas tenta comprar-nos alguns segundos depois de o sismo começar — e transformar esses segundos em proteção.

Os dois sismos que atingiram o norte da Venezuela a 24 de junho voltaram a expor uma frustração antiga: a ciência calcula eclipses com séculos de antecedência e antecipa furacões com dias, mas continua incapaz de dizer quando a Terra vai tremer.

A explicação dos sismólogos é direta - é possível saber onde e com que frequência ocorrem grandes terramotos, mas não o dia nem a hora. E essa limitação não nasce de falta de tecnologia: está na própria natureza do fenómeno.

Ainda assim, segundo o El País, alguns segundos antes de o abalo ser sentido em várias zonas, milhões de utilizadores Android receberam um aviso no telemóvel. Não foi uma previsão - foi deteção em tempo real.

Num país sem qualquer sistema oficial de alerta sísmico precoce, foi um sistema da Google, assente nos sensores de milhões de telemóveis Android, que deu a algumas pessoas os poucos segundos que em alguns casos fizeram a diferença.

Para perceber a aparente contradição, é preciso separar três coisas que se confundem com frequência:

  • Uma é prever: dizer quando, onde e com que magnitude vai ocorrer um sismo, dentro de margens úteis — algo que hoje não se consegue fazer.
  • Outra é estimar o risco: calcular a probabilidade de um grande abalo numa região ao longo de décadas — isso faz-se, e é o que sustenta os códigos de construção antissísmica.
  • A terceira é alertar: detetar um sismo que já começou e avisar antes da chegada das ondas mais destrutivas — e isso funciona.

A previsão é o elo impossível. A rutura que origina um grande sismo ocorre a vários quilómetros de profundidade, longe de qualquer instrumento que a meça diretamente, e comporta-se como um sistema caótico: uma pequena fratura tanto pode travar como propagar-se e desencadear um abalo devastador — e não há maneira de saber, à partida, qual dos dois caminhos vai seguir.

Ao longo das últimas décadas, foram sendo testados supostos sinais precursores — como emanações de radão no solo, alterações em águas subterrâneas, comportamento anómalo dos animais, perturbações eletromagnéticas, as chamadas “luzes de terramoto“. Nenhum se mostrou fiável e repetível.

Quanto aos abalos premonitórios, só se identificam como tal depois do grande sismo: a esmagadora maioria dos pequenos tremores não é seguida de nada.

A confusão entre previsão e comunicação de risco já teve consequências graves. Três anos depois do sismo de L’Aquila, em 2009, que matou mais de 300 pessoas, sete membros da Comissão Italiana de Grandes Riscos (seis cientistas e um responsável da Proteção Civil)  foram condenados por homicídio involuntário.

Ao contrário do que muitas vezes se repetiu, estes peritos não foram julgados por não terem previsto o terramoto, mas pela forma como comunicaram o risco à população, depois de uma série de pequenos abalos ter sido descrita como não representando perigo iminente.

As condenações dos seis cientistas acabariam por ser anuladas em recurso e a absolvição foi confirmada pelo supremo tribunal italiano. Restou apenas a condenação, parcial, de Bernardo de Bernardinis, o responsável da Proteção Civil — mas o caso serviu de aviso para os perigos de transmitir falsas certezas.

 

Se não se pode prever, pode detetar-se

Os sistemas de alerta precoce tiram partido de uma corrida desigual entre os diferentes tipos de ondas sísmicas.

Quando um sismo começa, liberta primeiro as ondas P, rápidas (cerca de seis km/s) mas pouco destrutivas, e só depois as ondas S e de superfície, mais lentas (3 a 4 km/s) e responsáveis pela maior parte dos estragos.

Como os dados digitais viajam muito mais depressa do que qualquer onda sísmica, um sensor próximo do epicentro pode detetar as ondas P e disparar um alerta que chega às zonas mais distantes antes de o impacto mais forte do abalo se fazer sentir, explica o USGS.

São alguns segundos de avanço, por vezes dezenas de segundos — o suficiente para parar comboios, imobilizar elevadores ou procurar abrigo.

O México foi pioneiro nos sistemas públicos de alerta sísmico precoce: o seu sistema SASMEX funciona desde o início dos anos 1990 e pode dar à Cidade do México até 60 segundos de aviso, com alertas por sirenes e rádio.

O Japão, com centenas de estações, incluindo sensores no fundo do mar, envia os avisos diretamente para os telemóveis; nos Estados Unidos, o ShakeAlert cobre a costa oeste e chega a parar o metro automaticamente.

Portugal dispõe de vigilância sísmica e informação em tempo quase real através do IPMA, mas não de um sistema público massificado que avise a população segundos antes da chegada do abalo. Para tsunamis, existe um sistema de alerta operado pelo IPMA e integrado no NEAMTWS.

A Venezuela não tinha um sistema oficial de alerta precoce deste tipo. Situado entre as placas das Caraíbas e sul-americana, o país é sismicamente ativo, mas a sua rede nacional de estações de monitorização é limitada, e não dispõe de um sistema oficial de alerta: o organismo de vigilância FUNVISIS monitoriza e informa, mas não emite avisos antecipados.

O que funcionou foi o sistema de alertas da Google para Android, que transforma os acelerómetros de mais de dois mil milhões de telemóveis em minissismógrafos: quando um número suficiente de aparelhos na mesma zona deteta em simultâneo um padrão sísmico, um servidor central confirma o evento e dispara o aviso.

Segundo um estudo publicado na Science em 2025, o sistema já detetou mais de 18 mil sismos desde 2021 e mostrou que os telemóveis podem complementar as redes sísmicas convencionais, sobretudo em regiões sem sistemas oficiais de alerta precoce.

O sistema não é infalível, e foi criticado pelo desempenho insuficiente nos sismos da Turquia e da Síria em 2023, quando subestimou a magnitude e não enviou alertas de nível máximo à maioria dos utilizadores em risco. Mas, na ausência de alternativa, foi o que deu a muitos, em Caracas, alguns segundos para procurar proteção.

Até a ciência aprender a ler a Terra antes de ela se mexer, “prever” um terramoto continua a resumir-se a uma única certeza: a de que vai acontecer.

 

in ZAP

O megalitismo alentejano, em roteiro e mapa...

 

 

Um trabalho bem feito, com a maioria dos monumentos megalíticos (e não só) e algumas rotas, no nosso belíssimo Alentejo...

 

MAPA - LINK

 

Hoje é dia de recordar um principezinho...

 https://triplov.pt/walkyria/saint_exupery/pics/image89.gif

 
E foi então que apareceu a raposa:

- Bom dia, disse a raposa.
- Bom dia, respondeu polidamente o principezinho, que se voltou mas não viu nada.
- Eu estou aqui, disse a voz, debaixo da macieira.
- Quem és tu? - perguntou o principezinho. Tu és bem bonita...
- Sou uma raposa, disse a raposa.
- Vem brincar comigo, propôs o principezinho. Estou tão triste...
- Eu não posso brincar contigo, disse a raposa. Não me cativaram ainda.
- Ah! desculpa, disse o principezinho.

Após uma reflexão, acrescentou:

- Que quer dizer “cativar”?
- Tu não és daqui, disse a raposa. Que procuras?
- Procuro os homens, disse o principezinho. Que quer dizer “cativar”?
- Os homens, disse a raposa, têm armas e caçam. É bem incómodo! Criam galinhas também. É a única coisa interessante que eles fazem. Tu procuras galinhas?
- Não, disse o principezinho. Eu procuro amigos. Que quer dizer “cativar”?
- É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Significa “criar laços...”
- Criar laços?
- Exactamente, disse a raposa. Tu não és ainda para mim senão um menino inteiramente igual a cem mil outros meninos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens também necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo...
- Começo a compreender, disse o principezinho. Existe uma flor... eu creio que ela me cativou...
- É possível, disse a raposa. Vê-se tanta coisa na Terra...
- Oh! não foi na Terra, disse o principezinho.

A raposa pareceu intrigada:

- Noutro planeta?
- Sim.
- Há caçadores nesse planeta?
- Não.
- Que bom! E galinhas?
- Também não.
- Nada é perfeito, suspirou a raposa.

Mas a raposa voltou à sua ideia.

- Minha vida é monótona. Eu caço as galinhas e os homens caçam-me. Todas as galinhas se parecem e todos os homens se parecem também. E é por isso que eu me aborreço um pouco. Mas se tu me cativares, a minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos fazem-me entrar na toca. Os teus chamar-me-ão para fora da toca, como se fosse música. E depois, olha! Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa nenhuma. E isso é triste! Mas tu tens cabelo cor de ouro. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado, fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo...

A raposa calou-se e considerou por muito tempo o príncipe:

- Por favor... cativa-me! disse ela.
- Bem quisera, disse o principezinho, mas eu não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.
- A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa nenhuma. Compram tudo já pronto nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens já não têm amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!
- Que é preciso fazer? perguntou o principezinho.
- É preciso ser paciente, respondeu a raposa. Tu sentar-te-ás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu olhar-te-ei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, sentar-te-ás cada vez mais perto...

No dia seguinte o principezinho voltou.

- Teria sido melhor voltares à mesma hora, disse a raposa. Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde às três eu começarei a ser feliz. Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estaria inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade! Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar o coração... É preciso rituais.
- Que é um ritual? perguntou o principezinho.
- É uma coisa muito esquecida também, disse a raposa. É o que faz com que um dia seja diferente dos outros dias; uma hora, das outras horas. Os meus caçadores, por exemplo, possuem um ritual. Dançam na quinta-feira com as moças da aldeia. A quinta-feira então é o dia maravilhoso! Vou passear até à vinha. Se os caçadores dançassem qualquer dia, os dias seriam todos iguais, e eu não teria férias!

Assim o principezinho cativou a raposa. Mas, quando chegou a hora da partida, a raposa disse:

- Ah! Eu vou chorar.
- A culpa é tua, disse o principezinho, eu não te queria fazer mal; mas tu quiseste que eu te cativasse...
- Quis, disse a raposa.
- Mas tu vais chorar! disse o principezinho.
- Vou, disse a raposa.
- Então, não ganhaste nada.
- Eu lucro, disse a raposa, por causa da cor do trigo.

Depois ela acrescentou:
- Vai rever as rosas. Tu compreenderás que a tua é a única no mundo. Tu voltarás para me dizer adeus, e eu te darei de presente um segredo.
Foi o principezinho rever as rosas:
- Vós não sois absolutamente iguais à minha rosa, vós não sois nada ainda. Ninguém ainda vos cativou, nem cativastes a ninguém. Sois como era a minha raposa. Era uma raposa igual a cem mil outras. Mas eu fiz dela um amigo. Ela á agora única no mundo.
E as rosas estavam desapontadas.
- Sois belas, mas vazias, disse ele ainda. Não se pode morrer por vós. Minha rosa, sem dúvida um transeunte qualquer pensaria que se parece convosco. Ela sozinha é, porém, mais importante que vós todas, pois foi a ela que eu reguei. Foi a ela que pus sob a redoma. Foi a ela que abriguei com o pára-vento. Foi dela que eu matei as larvas (excepto duas ou três por causa das borboletas). Foi a ela que eu escutei queixar-se ou gabar-se, ou mesmo calar-se algumas vezes. É a minha rosa.
E voltou, então, à raposa:
- Adeus, disse ele...
- Adeus, disse a raposa. Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos.
- O essencial é invisível para os olhos, repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
- Foi o tempo que perdeste com tua rosa que fez tua rosa tão importante.
- Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
- Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela rosa...
- Eu sou responsável pela minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.

in O Principezinho - Antoine de Saint Exupery

 

O fadista Rodrigo nasceu há oitenta e cinco anos...!

   
Rodrigo Ferreira Inácio, mais conhecido apenas por Rodrigo (Lisboa, 29 de junho de 1941) é um fadista português.

Rodrigo nasceu no 29 de junho de 1941, em Lisboa, no bairro da Graça.

Estreou-se com o quinteto Os Cinco Rei quando tinha dezoito anos, que chegou a gravar um EP para a Valentim de Carvalho.

Dois anos mais tarde, com vinte anos, começa a cantar fado de forma amadora. Tornar-se-á profissional na década de 70, em 1975, com um repertório assente em letras de poetas populares, entre eles: João Dias, Artur Ribeiro e Barbosa Linhares.

Foi uma das cinquenta figuras do fado e da guitarra portuguesa homenageadas, em 2012, aquando da celebração do primeiro aniversário do fado enquanto Património Imaterial da Humanidade, tendo nessa altura recebido a Medalha Municipal de Mérito (Grau Ouro), da cidade de Lisboa.

  

 

Paul Klee morreu há 86 anos...

   
Paul Klee (Münchenbuchsee, 18 de dezembro de 1879 - Muralto, 29 de junho de 1940) foi um pintor e poeta suíço naturalizado alemão. O seu estilo, fortemente individualista, foi influenciado por várias tendências artísticas diferentes, incluindo o expressionismo, cubismo e surrealismo. Ele foi um estudante do orientalismo e um desenhador nato, que realizou experiências e dominou a teoria das cores, assunto sobre o qual escreveu extensivamente. As suas obras refletem o seu humor seco e, às vezes, a sua perspetiva infantil, os seus ânimos e suas crenças pessoais e a sua musicalidade. Ele, e o pintor russo Wassily Kandinsky, seu amigo, também eram famosos por terem dado aulas na escola de arte e arquitetura Bauhaus.

  

   
      
Senecio2, 1922
    
Angelus novus, 1920

José Rico, da dupla sertaneja Milionário & José Rico, nasceu há oitenta anos...

 https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/c/cf/Milionario_e_Jose_Rico_revista_Moda_e_Viola_1980_%28cropped%29.jpg/500px-Milionario_e_Jose_Rico_revista_Moda_e_Viola_1980_%28cropped%29.jpg

 

José Rico, nome artístico de José Alves dos Santos (São José do Belmonte, 29 de junho de 1946 - Americana, 3 de março de 2015), foi um cantor e instrumentista brasileiro de música sertaneja. Fez parte da importante dupla sertaneja Milionário & José Rico. José Rico também foi um conhecido compositor, e a canção Estrada da Vida, de sua autoria, é um dos maiores sucessos da carreira da dupla, que deu título ao filme Na estrada da vida, dirigido por Nelson Pereira dos Santos, importante cineasta brasileiro e estrelado pelos mesmos. A dupla também atuou em outro filme, Sonhei com você, dirigido por Ney Sant'Anna.

 

in Wikipédia

 

Colin Hay, o vocalista dos Men at Work, celebra hoje setenta e três anos

undefined

 

Colin Hay é um músico escocês, mas conhecido como australiano, já que, desde a adolescência, mora na Austrália. 
O seu nome de batismo é Colin James Hay e nasceu a 29 de junho de 1953, em Saltcoats, uma localidade da Escócia. A sua família mudou-se para a Austrália quando tinha 14 anos. Nessa época, Colin começou a interessar-se em tocar guitarra e cantar. Em 1979, juntamente com Ron Strykert (guitarra), Greg Ham (sax, flauta, teclado e harmónica), John Rees (baixo) e Jerry Speiser (bateria), formaram os Men at Work, que se tornou um sucesso e um ícone do surf-rock.
Colin Hay esteve à frente da banda como vocalista, guitarrista e principal compositor até metade dos anos 80, quando a banda se desfez. Depois, seguiu uma carreira a solo.
      
 

Ian Paice, baterista dos Deep Purple, nasceu há 78 anos

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/b/b7/Deep_Purple_-_MN_Gredos_-_05.jpg/960px-Deep_Purple_-_MN_Gredos_-_05.jpg

Ian Anderson Paice (Nottingham, 29 de junho de 1948) é um baterista britânico, famoso pela sua participação na banda Deep Purple, na qual é o último integrante da formação original. O seu primeiro contacto com a música foi ao tocar violino, mas, aos 15 anos de idade, escolheu a bateria como instrumento. Começou a sua carreira como baterista tocando na banda de dança do seu pai, no começo dos anos 60. Depois, ingressou em mais um projeto musical chamado "Georgie & the Rave-Ons", até fundar os Deep Purple. Antes de chegarem à sua formação atual, a banda passou por algumas mudanças de formação, sendo Paice o último membro da formação original dos Deep Purple que permanece ativo até hoje na banda. 

 

in Wikipédia

 

Eric Dolphy morreu há 62 anos...

    
Eric Allan Dolphy, Jr. (Los Angeles, June 20, 1928 – Berlin, June 29, 1964) was an American jazz alto saxophonist, bass clarinetist and flautist. On a few occasions, he also played the clarinet and piccolo. Dolphy was one of several multi-instrumentalists to gain prominence around the same time. His use of the bass clarinet in jazz performance probably finally established the instrument in the music, and he extended the vocabulary and boundaries of the alto saxophone, and was among the earliest significant jazz flute soloists.
His improvisational style was characterized by the use of wide intervals, in addition to using an array of extended techniques to emulate the sounds of human voices and animals. Although Dolphy's work is sometimes classified as free jazz, his compositions and solos were often rooted in conventional (if highly abstracted) tonal bebop harmony and melodic lines that suggest the influences of modern classical composers such as Béla Bartók and Igor Stravinsky.
   
 

Dado Villa-Lobos faz hoje sessenta e um anos

    
Eduardo Dutra Villa-Lobos, conhecido artisticamente por Dado Villa-Lobos (Bruxelas, 29 de junho de 1965), é um músico brasileiro nascido na Bélgica, mais conhecido pelo seu trabalho como guitarrista na banda de rock de Brasília Legião Urbana, e também por ser sobrinho-neto do compositor clássico Heitor Villa-Lobos,  sendo, consequentemente, descendente de espanhóis e indígenas.
       
 

Rosa Mota comemora hoje 68 anos

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/1/18/Rosa_Mota_na_Exponor.JPG/500px-Rosa_Mota_na_Exponor.JPG
    
Rosa Maria Correia dos Santos Mota (Porto, 29 de junho de 1958) é uma ex-atleta portuguesa campeã olímpica, europeia e mundial da maratona. Tornou-se conhecida principalmente pelas suas prestações nesta prova, sendo considerada pela AIMS (Associação Internacional de Maratonas e Provas de Estrada) a melhor maratonista de todos os tempos. Foi distinguida com a Medalha Olímpica Nobre Guedes em 1981.

Rosa Mota começou a correr quando ainda frequentava o liceu. Começou com o Futebol Clube da Foz em 1974 onde esteve até 1977. Em 1978 vai para o Futebol Clube do Porto onde fica até 1980, onde teve um problema de saúde relativo à asma.

A partir de 1981 começou a competir pelo Clube de Atletismo do Porto conhecido por CAP, onde esteve até ao final da sua carreira atlética.

Em 1980 conheceu José Pedrosa, que viria a ser o seu treinador durante toda a sua carreira. A primeira maratona feminina que existiu, decorreu em Atenas na Grécia durante o Campeonato Europeu de Atletismo em 1982, foi também a primeira maratona em que Rosa Mota participou; embora não fizesse parte do lote das favoritas, Rosa bateu facilmente Ingrid Kristiansen e ganhou assim a sua primeira maratona.

O sucesso passou a ser uma das imagens de marca de Rosa Mota que invariavelmente, termina bem classificada em todas as maratonas de prestígio. Na primeira maratona olímpica que decorreu em Los Angeles em 1984, ganhou a medalha de bronze. O seu recorde pessoal da distância foi conseguido em 1985 na maratona de Chicago com o tempo de 2 horas, 23 minutos e 29 segundos.

Em 1986 foi campeã da Europa e em 1987 campeã mundial em Roma; em 1988 ganhou o ouro olímpico em Seul, quando a 2 quilómetros da meta atacou Lisa Martin, ganhando com treze segundos de avanço.

Em 1990 voltou a Boston para ganhar esta corrida pela terceira vez, vencendo desta vez Uta Pippig. Depois disso, Rosa foi a Split, defender o seu título de Campeã Europeia da Maratona. Atacando desde o início, Rosa Mota chegou a ter um avanço de um minuto e meio sobre Valentina Yegorova que, no entanto, aos 35 quilómetros conseguiu apanhá-la; as duas lutaram arduamente pela vitória que, no final, sorriu a Rosa Mota com apenas cinco segundos de vantagem. Até 2005, a conquista da maratona por três vezes em campeonatos europeus de atletismo, tanto feminino como masculino, é exclusivo de Rosa Mota.

Apesar de todo este sucesso, Rosa Mota sofria de ciática, o que não a impediu de continuar a colecionar triunfos, como fez em 1991, na Maratona de Londres; ainda nesse ano, disputando o Campeonato Mundial de Atletismo em Tóquio, Rosa viu-se obrigada a abandonar a corrida e finalmente retirou-se das competições quando não conseguiu terminar a Maratona de Londres, no ano seguinte.

Em 2004, a maratonista Rosa Mota promoveu a maior corrida feminina em Portugal, com um pelotão de cerca de dez mil mulheres ajudando a arrecadar fundos para combater o cancro da mama. "Isso é mais que uma corrida, isso é uma caminhada para ajudar a combater o cancro da mama" disse a maratonista.

Rosa Mota disputou 21 maratonas entre 1982 e 1992, numa média de duas maratonas por ano. Ganhou 14 dessas 21 corridas.

Considerada uma Embaixatriz do Desporto, ganhou o Prémio Abebe Bikila pela sua contribuição no desenvolvimento do treino das corridas de longa-distância. Este prémio foi-lhe atribuído no final da Corrida Internacional da Amizade, patrocinada pelas Nações Unidas e entregue antes da maratona de Nova Iorque.

A nossa Rosinha, como é carinhosamente apelidada por muitos portugueses, é uma das personalidades mais populares do desporto em Portugal no século XX, juntamente comEusébio, Carlos Lopes, Luís Figo e Cristiano Ronaldo.

Em 2004, Rosa Mota transportou a chama olímpica pelas ruas de Atenas antes das Olimpíadas de 2004.

No Brasil, Rosa Mota também tem grande popularidade já que é a maior vencedora feminina de todos os tempos da mais famosa corrida de rua do país, a Corrida de São Silvestre, disputada nas ruas de São Paulo anualmente no último dia de cada ano. Rosa venceu a prova por seis vezes e de forma consecutiva, iniciando tal feito em 1981. 

 

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/b/b6/Rosa_Mota_carried_the_Olympic_Flame_%2827962033086%29.jpg/500px-Rosa_Mota_carried_the_Olympic_Flame_%2827962033086%29.jpg

    

A rainha mãe de D. João III nasceu há 544 anos

    
Maria de Aragão e Castela ou Maria de Trastâmara y Trastâmara (Córdova, Reino de Córdova, Coroa de Castela, 29 de junho de 1482Lisboa, 7 de março de 1517) foi uma infanta aragonesa, segunda esposa de Manuel I de Portugal, a qual viria a ser rainha de Portugal, desde 1501 até à sua morte. Era filha dos Reis Católicos, Isabel I de Castela e Fernando II de Aragão.

Maria de Aragão e Castela faleceu em 1517, com apenas 35 anos, de causas naturais. Foi sepultada no Convento da Madre de Deus, donde foi trasladada para o mosteiro de Belém.

 
Descendência

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/d/df/Coat_of_Arms_of_Maria_of_Aragon%2C_queen_of_Portugal.svg/500px-Coat_of_Arms_of_Maria_of_Aragon%2C_queen_of_Portugal.svg.png

   

Antoine de Saint-Exupéry nasceu há 126 anos...

    
Antoine-Jean-Baptiste-Marie-Roger Foscolombe de Saint-Exupéry (Lyon, 29 de junho de 1900 - Mar Mediterrâneo, 31 de julho de 1944) foi um escritor, ilustrador e piloto francês, terceiro filho do conde Jean Saint-Exupéry e da condessa Marie Foscolombe.
    
Biografia
Apaixonado desde a infância pela mecânica, começou por estudar no colégio jesuíta de Notre-Dame de Saint-Croix, em Mans, de 1909 a 1914. Neste ano da Primeira Guerra Mundial, juntamente com seu irmão François, transfere-se para o colégio dos Maristas, em Friburgo, na Suíça, onde permanece até 1917. Quatro anos mais tarde, em abril de 1921, Antoine inicia o serviço militar no 2º Regimento de Aviação de Estrasburgo, depois de reprovado nos exames para admissão da Escola Naval.
Em 17 de junho, obtém em Rabat, para onde fora mandado, o brevet de piloto civil. No ano seguinte, 1922, já é piloto militar com brevet, com o posto de subtenente da reserva. Em 1926, recomendado por amigo, o Abade Sudour, é admitido na Sociedade Latécoère de Aviação (depois conhecida como Aéropostale), onde começa então sua carreira como piloto de linha, voando entre Toulouse, Casablanca e Dakar, na mesma equipa dos pioneiros Vacher, Mermoz, Guillaumet e outros. Foi por essa época, quando chefiou o posto de Cabo Juby, no sul de Marrocos e então uma colónia espanhola, que os mouros lhe deram o cognome de senhor das areias. Permaneceu 18 meses no Cabo Juby, durante os quais escreveu o romance Courrier sud ("Correio do Sul") e negociou com as tribos mouras insubmissas a libertação de pilotos que tinham sido detidos após acidentes ou aterragens forçadas.
Após quase 25 meses na América do Norte, Saint-Exupéry regressou à Europa para voar com as Forças Francesas Livres e lutar com os Aliados num esquadrão do Mediterrâneo. Então com 43 anos, ele era mais velho que a maioria dos homens designados para funções, e sofria de dores, devido às suas muitas fraturas. Ele foi designado com um número de outros pilotos para pilotar aviões P-38 Lightning.
A última tarefa de Saint-Exupéry foi recolher informação sobre os movimentos de tropas alemãs em torno do Vale do Ródano antes da invasão aliada do sul da França ("Operação Dragão"). Na noite de 31 de julho de 1944, ele descolou de uma base aérea na Córsega e não regressou. Uma mulher relatou ter visto um acidente de avião em torno de meio-dia de 1 de agosto, perto da Baía de Carqueiranne, Toulon. Um corpo não identificável, ​​usando cores francesas foi encontrado vários dias depois a leste do arquipélago Frioul ao sul de Marselha e enterrado em Carqueiranne em setembro.
O alemão Horst Rippert assumiu ser o autor dos tiros responsáveis pela queda do avião e disse ter lamentado a morte de Saint-Exupéry. Em 3 de novembro, em homenagem póstuma, recebeu as maiores honras do exército. Em 2004, os destroços do avião que pilotava foram achados a poucos quilómetros da costa de Marselha. O seu corpo nunca foi encontrado.

   

 


Cquote1.svg O essencial é invisível aos olhos. Cquote2.svg
- Antoine de Saint-Exupéry

A Segunda Guerra Balcânica, percursora da I Grande Guerra, começou há 113 anos...


  

A Segunda Guerra Balcânica, também conhecida como Segunda Guerra dos Balcãs, ocorreu entre 29 de junho de 1913 e 10 de agosto de 1913 (no calendário gregoriano, mas de 16 de junho de 1913 a 18 de julho de 1913 no calendário juliano, que ainda vigorava nos países ortodoxos) e foi um conflito entre a Bulgária, de um lado, contra os seus antigos aliados da Liga Balcânica - Sérvia, Grécia e Montenegro - somados à Roménia e ao Império Otomano de outro. O resultado desta guerra tornou a Sérvia, um importante aliado da Rússia, numa potência regional dos Bálcãs, alarmando a Áustria-Hungria e indiretamente tornando-se mais uma causa para a I Guerra Mundial
    
(...)   
    

Apesar de ter conseguido estabilizar a frente na Macedónia, o governo búlgaro aceitou um armistício ao ser levado por eventos que ocorriam bem logo do coração dos Balcãs. A Roménia invadiu a Bulgária entre 27 de junho e 10 de julho, datas do calendário juliano, ocupando o sul de Dobruja, que estava sem defesas, e marchando pelo norte da Bulgária tendo em vista uma invasão da capital, Sofia. O Império Otomano também tomou vantagem da situação para recuperar algumas possessões da Trácia que havia perdido na Primeira Guerra Balcânica, e ordenou que seus exércitos marchassem para Yambol e a Trácia Ocidental. Como os exércitos búlgaros estavam completamente ocupados com os exércitos sérvios e gregos, as armadas dos otomanos e romenos não sofreram nenhum dado de combate, apesar de uma epidemia de cólera ter se espalhado entre os soldados.

Um armistício geral foi planeado entre 18 e 31 de julho de 1913 (datas segundo o calendário juliano, então em vigor nos estados ortodoxos), e os territórios foram redivididos sob os termos dos Tratados de Bucareste e de Constantinopla. A Bulgária acabou por perder a maior parte do território conquistado na Primeira Guerra Balcânica, incluindo a Dobruja do sul (para a Roménia), boa parte da Macedónia e da Trácia Oriental para os turcos-otomanos. Ainda assim, os búlgaros conseguiram manter a Trácia Ocidental, o porto de Dedeagach e partes do litoral do mar Egeu sob seu domínio. A Sérvia ganhou territórios no norte da Macedónia, enquanto a Grécia recebeu a parte sul do território.

As fronteiras definidas nos tratados de Bucareste e Constantinopla foram apenas temporárias; dez meses depois elas começaram a mudar novamente, e uma nova guerra foi iniciada nos Balcãs, com o início da I Guerra Mundial.

   

in Wikipédia

José Leitão de Barros morreu há 59 anos...

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/d/db/Leitaodebarros.jpg/500px-Leitaodebarros.jpg
   
José Júlio Marques Leitão de Barros (Lisboa, Santa Isabel, 22 de outubro de 1896 - Lisboa, 29 de junho de 1967) foi um professor, cineasta, jornalista, dramaturgo e pintor português, que se distingue dos da sua geração pelo sentido estético das suas obras e por antecipar, sem bases teóricas, todo um movimento cinematográfico que se dedicou à prática da antropologia visual. É o autor da primeira docuficção portuguesa e segunda etnoficção mundial na história do cinema (Maria do Mar - 1930).

Biografia
Filho de José Joaquim de Barros e de sua mulher Júlia Marques Leitão, o seu irmão Carlos Joaquim Marques Leitão de Barros foi Tenente, Cavaleiro (5 de outubro de 1931) e Oficial (22 de outubro de 1945) da Ordem Militar de Avis e Oficial (29 de abril de 1947) da Ordem de Benemerência, e a sua irmã Teresa Emília Marques Leitão de Barros foi Dama da Ordem Militar de Sant’Iago da Espada, a 5 de outubro de 1931.
Frequentou a Faculdade de Ciências e também a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Depois de concluir um curso da Escola Normal Superior de Lisboa, foi professor do ensino secundário (desenho, matemática). Tirou também o curso de arquitetura na Escola de Belas-Artes. Expôs várias obras de pintura em museus portugueses, em Espanha, no Museu de Arte Contemporânea de Madrid e ainda no Brasil.
Casou em Oeiras, Oeiras e São Julião da Barra, a 17 de agosto de 1923 com Helena Roque Gameiro, com descendência.
Dramaturgo, peças suas subiram à cena em Lisboa, no Teatro Nacional e noutras salas. Cenógrafo, responsabilizou-se pela montagem de muitas peças. Jornalista, dirigiu a revista Notícias Ilustrado (1928-1935) e colaborou, por exemplo, nos jornais O Século, A Capital, e ABC, na revista Contemporânea (1915-1926). Fundou e dirigiu O Domingo Ilustrado (1925-1927), e Século Ilustrado. O seu nome consta da lista de colaboradores da revista de cinema Movimento (1933-1934). Foi o principal animador da construção dos estúdios da Tobis Portuguesa, concluídos em 1933 em conjunto com a qual realizou mais tarde, em 1966, o filme "A Ponte Salazar sobre o Rio Tejo em Portugal".
Celebrizado pela sua carreira cinematográfica, Leitão de Barros deixou também marcas duradouras no jornalismo português. Em 1938, foi protagonista de uma longa entrevista à rainha Dona Amélia em Paris, publicada nas páginas de "O Século" e "O Século Ilustrado". A peça terá sido um instrumento de propaganda para aproximar a rainha viúva do Estado Novo e a monarca aproveitou a oportunidade para gabar algumas das obras do salazarismo. Anos antes, em 1932, quando ainda trabalhava no "Notícias Ilustrado", Leitão de Barros protagonizou outro caso célebre, dando cobertura à alegação infantil de que um sósia de António Oliveira Salazar estava representado nos Painéis de São Vicente. A informação foi relatada entusiasticamente pelo suplemento do Diário de Notícias, conferindo uma aura providencial ao ditador.
Organizou, a partir de 1934, vários cortejos históricos e marchas populares das Festas da Cidade, atividade que regularmente manteve durante a década seguinte. Foi secretário-geral da Exposição do Mundo Português e responsável pela organização da ‘’Feira Popular’’ de Lisboa (1943). Foi diretor da Sociedade Nacional de Belas-Artes.
Interessou-se entretanto pelo cinema: Malmequer e Mal de Espanha (1918) foram os seus primeiros filmes. Neles se salientam duas tendências: a evocação histórica dos temas e a crónica anedótica. Assimilou, por influência de Rino Lupo, o conceito de filme pictórico, desenvolvido por Louis Feuillade, o do Film Esthétique, e depois algumas das ideias formais do cinema soviético teorizadas por Eisenstein.

Com o documentário Nazaré (1927), retomando um tema já explorado pelo francês Roger Lion em 1923, registou aspetos de rude beleza plástica e de aguda observação humana, tal como no filme Lisboa, Crónica Anedótica de uma Capital (1930), em que misturou atores conhecidos com a gente da rua, antecipando assim tendências modernas. No mesmo ano, rodou ainda na Nazaré a Maria do Mar. Depois filmou A Severa (1931), o primeiro filme sonoro português. Ala Arriba! (1942), escrito por Alfredo Cortês, apresentava os pescadores da Póvoa de Varzim com uma força dramática pouco vulgares. A Bienal de Veneza deu-lhe um dos seus prémios. Seria, a partir dos anos sessenta, um dos cineastas preferidos do regime. Publicou também Elementos de História de Arte e, em livro, Os Corvos (crónicas publicadas no jornal Diário de Notícias).

A 4 de setembro de 1935 foi feito Comendador da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada e a 4 de março de 1941 foi feito Grande-Oficial da Ordem Militar de Cristo.

Uma vasta obra e fervilhantes décadas de produção marcaram a vida deste homem, desde a aguarela ao cinema, passando pelo ensino e arquitetura. Aos 70 anos, viria a falecer, de um tumor retroperitoneal, na sempre sua cidade, em 1967, estando sepultado no Cemitério dos Prazeres