terça-feira, junho 30, 2026
Yitzhak Shamir morreu há catorze anos...
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Dave Van Ronk nasceu há noventa anos...
David Kenneth Ritz Van Ronk (Brooklyn, New York City, June 30, 1936 – New York City,February 10, 2002) was an American folk singer. An important figure in the American folk music revival and New York City's Greenwich Village scene in the 1960s, he was nicknamed the "Mayor of MacDougal Street".
Van Ronk's work ranged from old English ballads to blues, gospel, rock, New Orleans jazz, and swing. He was also known for performing instrumental ragtime guitar music, especially his transcription of "St. Louis Tickle" and Scott Joplin's "Maple Leaf Rag". Van Ronk was a widely admired avuncular figure in "the Village", presiding over the coffeehouse folk culture and acting as a friend to many up-and-coming artists by inspiring, assisting, and promoting them. Folk performers he befriended include Bob Dylan, Tom Paxton, Patrick Sky, Phil Ochs, Ramblin' Jack Elliott, and Joni Mitchell. Dylan recorded Van Ronk's arrangement of the traditional song "House of the Rising Sun" on his first album, which the Animals turned into a chart-topping rock single in 1964, helping inaugurate the folk-rock movement.
Hang me, Oh Hang Me - Dave Van Ronk
I'll be dead and gone
Hang me oh hang me
I'll be dead and gone
Wouldn't mind the hanging
But the laying in the grave so long
Poor boy
I've been all around this world
I've been all around Cape Girardeau
Parts of Arkansas
All around Cape Girardeau
Parts of Arkansas
Got so goddamn hungry
I could hide behind a straw
I've been all around this world
Went up on a mountain
There I made my stand
Went up on a mountain
There I made my stand
Rifle on my shoulder
And a dagger in my hand
Poor boy
I've been all around this world
I'll be dead and gone
Hang me oh hang me
I'll be dead and gone
Wouldn't mind the hanging
But the laying in the grave so long
Poor boy
I've been all around this world
Put the rope around my neck
Hung me up so high
Put the rope around my neck
Hung me up so high
Last words I heard him say:
Won't be long now 'fore you die
Poor boy
I've been all around this world
Hang me oh hang me
And I'll be dead and gone
Hang me oh hang me
I'll be dead and gone
Wouldn't mind the hanging
But the laying in the grave so long
Poor boy
I've been all around this world
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Marcadores: Dave Van Ronk, folk, Hang me Oh Hang Me, música, saudades, USA
Hoje é o Dia Internacional do Asteroide...!
O Dia Internacional dos Asteroides celebra-se anualmente a 30 de junho, data que corresponde ao aniversário do impacto de um asteroide sobre Tungusta, Sibéria, a 30 de junho de 1908.
Estes objetos, quando próximos da Terra, podem representar uma ameaça de impacto. Desta possibilidade, embora remota, decorre a necessidade de planear e tentar, dentro do possível, a sua prevenção. São, assim, necessárias ações de carácter cooperativo no interesse da segurança pública para poder proteger o planeta destas situações.
2029 - Ano Internacional de Sensibilização para os Asteroides e Defesa Planetária
A 13 de abril de 2029, o asteroide «99942 Apophis» passará, em segurança, a uma distância de cerca de 32.000 quilómetros acima da superfície da Terra, dentro da órbita geoestacionária, não representando qualquer ameaça para o planeta. Esta aproximação fará com que o asteroide seja visível a olho nu para milhares de milhões de pessoas no céu noturno.
Este será um acontecimento único no milénio e uma ocasião única para uma campanha mundial de sensibilização para os asteroides, o seu valor científico e em termos de recursos e o perigo potencial que representam.
Assim, em 2024, a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) declarou que 2029 seria «Ano Internacional da Sensibilização para os Asteroides e da Defesa Planetária». Esta iniciativa visa destacar os esforços na atenuação dos potenciais perigos dos objetos próximos da Terra, proporcionando simultaneamente uma oportunidade para uma campanha educativa global.
Este Dia foi proclamado através da Resolução 71/90, adotada na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas de 6 de dezembro de 2016.
in EuroCid
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segunda-feira, junho 29, 2026
Notícia sobre previsão de sismos...
Porque conseguimos prever eclipses ao segundo - mas não os terramotos
Da rede de telemóveis Android que alertou utilizadores na Venezuela aos sistemas públicos do México e do Japão, a tecnologia não é capaz de prever terramotos: apenas tenta comprar-nos alguns segundos depois de o sismo começar — e transformar esses segundos em proteção.
Os dois sismos que atingiram o norte da Venezuela a 24 de junho voltaram a expor uma frustração antiga: a ciência calcula eclipses com séculos de antecedência e antecipa furacões com dias, mas continua incapaz de dizer quando a Terra vai tremer.
A explicação dos sismólogos é direta - é possível saber onde e com que frequência ocorrem grandes terramotos, mas não o dia nem a hora. E essa limitação não nasce de falta de tecnologia: está na própria natureza do fenómeno.
Ainda assim, segundo o El País, alguns segundos antes de o abalo ser sentido em várias zonas, milhões de utilizadores Android receberam um aviso no telemóvel. Não foi uma previsão - foi deteção em tempo real.
Num país sem qualquer sistema oficial de alerta sísmico precoce, foi um sistema da Google, assente nos sensores de milhões de telemóveis Android, que deu a algumas pessoas os poucos segundos que em alguns casos fizeram a diferença.
Para perceber a aparente contradição, é preciso separar três coisas que se confundem com frequência:
- Uma é prever: dizer quando, onde e com que magnitude vai ocorrer um sismo, dentro de margens úteis — algo que hoje não se consegue fazer.
- Outra é estimar o risco: calcular a probabilidade de um grande abalo numa região ao longo de décadas — isso faz-se, e é o que sustenta os códigos de construção antissísmica.
- A terceira é alertar: detetar um sismo que já começou e avisar antes da chegada das ondas mais destrutivas — e isso funciona.
A previsão é o elo impossível. A rutura que origina um grande sismo ocorre a vários quilómetros de profundidade, longe de qualquer instrumento que a meça diretamente, e comporta-se como um sistema caótico: uma pequena fratura tanto pode travar como propagar-se e desencadear um abalo devastador — e não há maneira de saber, à partida, qual dos dois caminhos vai seguir.
Ao longo das últimas décadas, foram sendo testados supostos sinais precursores — como emanações de radão no solo, alterações em águas subterrâneas, comportamento anómalo dos animais, perturbações eletromagnéticas, as chamadas “luzes de terramoto“. Nenhum se mostrou fiável e repetível.
Quanto aos abalos premonitórios, só se identificam como tal depois do grande sismo: a esmagadora maioria dos pequenos tremores não é seguida de nada.
A confusão entre previsão e comunicação de risco já teve consequências graves. Três anos depois do sismo de L’Aquila, em 2009, que matou mais de 300 pessoas, sete membros da Comissão Italiana de Grandes Riscos (seis cientistas e um responsável da Proteção Civil) foram condenados por homicídio involuntário.
Ao contrário do que muitas vezes se repetiu, estes peritos não foram julgados por não terem previsto o terramoto, mas pela forma como comunicaram o risco à população, depois de uma série de pequenos abalos ter sido descrita como não representando perigo iminente.
As condenações dos seis cientistas acabariam por ser anuladas em recurso e a absolvição foi confirmada pelo supremo tribunal italiano. Restou apenas a condenação, parcial, de Bernardo de Bernardinis, o responsável da Proteção Civil — mas o caso serviu de aviso para os perigos de transmitir falsas certezas.
Se não se pode prever, pode detetar-se
Os sistemas de alerta precoce tiram partido de uma corrida desigual entre os diferentes tipos de ondas sísmicas.
Quando um sismo começa, liberta primeiro as ondas P, rápidas (cerca de seis km/s) mas pouco destrutivas, e só depois as ondas S e de superfície, mais lentas (3 a 4 km/s) e responsáveis pela maior parte dos estragos.
Como os dados digitais viajam muito mais depressa do que qualquer onda sísmica, um sensor próximo do epicentro pode detetar as ondas P e disparar um alerta que chega às zonas mais distantes antes de o impacto mais forte do abalo se fazer sentir, explica o USGS.
São alguns segundos de avanço, por vezes dezenas de segundos — o suficiente para parar comboios, imobilizar elevadores ou procurar abrigo.
O México foi pioneiro nos sistemas públicos de alerta sísmico precoce: o seu sistema SASMEX funciona desde o início dos anos 1990 e pode dar à Cidade do México até 60 segundos de aviso, com alertas por sirenes e rádio.
O Japão, com centenas de estações, incluindo sensores no fundo do mar, envia os avisos diretamente para os telemóveis; nos Estados Unidos, o ShakeAlert cobre a costa oeste e chega a parar o metro automaticamente.
Portugal dispõe de vigilância sísmica e informação em tempo quase real através do IPMA, mas não de um sistema público massificado que avise a população segundos antes da chegada do abalo. Para tsunamis, existe um sistema de alerta operado pelo IPMA e integrado no NEAMTWS.
A Venezuela não tinha um sistema oficial de alerta precoce deste tipo. Situado entre as placas das Caraíbas e sul-americana, o país é sismicamente ativo, mas a sua rede nacional de estações de monitorização é limitada, e não dispõe de um sistema oficial de alerta: o organismo de vigilância FUNVISIS monitoriza e informa, mas não emite avisos antecipados.
O que funcionou foi o sistema de alertas da Google para Android, que transforma os acelerómetros de mais de dois mil milhões de telemóveis em minissismógrafos: quando um número suficiente de aparelhos na mesma zona deteta em simultâneo um padrão sísmico, um servidor central confirma o evento e dispara o aviso.
Segundo um estudo publicado na Science em 2025, o sistema já detetou mais de 18 mil sismos desde 2021 e mostrou que os telemóveis podem complementar as redes sísmicas convencionais, sobretudo em regiões sem sistemas oficiais de alerta precoce.
O sistema não é infalível, e foi criticado pelo desempenho insuficiente nos sismos da Turquia e da Síria em 2023, quando subestimou a magnitude e não enviou alertas de nível máximo à maioria dos utilizadores em risco. Mas, na ausência de alternativa, foi o que deu a muitos, em Caracas, alguns segundos para procurar proteção.
Até a ciência aprender a ler a Terra antes de ela se mexer, “prever” um terramoto continua a resumir-se a uma única certeza: a de que vai acontecer.
in ZAP
Postado por Fernando Martins às 17:57 0 comentários
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O megalitismo alentejano, em roteiro e mapa...
Um trabalho bem feito, com a maioria dos monumentos megalíticos (e não só) e algumas rotas, no nosso belíssimo Alentejo...
Postado por Fernando Martins às 15:57 0 comentários
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Hoje é dia de recordar um principezinho...

Depois ela acrescentou:
- Vai rever as rosas. Tu compreenderás que a tua é a única no mundo. Tu voltarás para me dizer adeus, e eu te darei de presente um segredo.
Foi o principezinho rever as rosas:
- Vós não sois absolutamente iguais à minha rosa, vós não sois nada ainda. Ninguém ainda vos cativou, nem cativastes a ninguém. Sois como era a minha raposa. Era uma raposa igual a cem mil outras. Mas eu fiz dela um amigo. Ela á agora única no mundo.
E as rosas estavam desapontadas.
- Sois belas, mas vazias, disse ele ainda. Não se pode morrer por vós. Minha rosa, sem dúvida um transeunte qualquer pensaria que se parece convosco. Ela sozinha é, porém, mais importante que vós todas, pois foi a ela que eu reguei. Foi a ela que pus sob a redoma. Foi a ela que abriguei com o pára-vento. Foi dela que eu matei as larvas (excepto duas ou três por causa das borboletas). Foi a ela que eu escutei queixar-se ou gabar-se, ou mesmo calar-se algumas vezes. É a minha rosa.
E voltou, então, à raposa:
- Adeus, disse ele...
- Adeus, disse a raposa. Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos.
- O essencial é invisível para os olhos, repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
- Foi o tempo que perdeste com tua rosa que fez tua rosa tão importante.
- Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
- Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela rosa...
- Eu sou responsável pela minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
Postado por Pedro Luna às 11:11 0 comentários
Marcadores: Antoine de Saint Exupery, O Principezinho, raposa, Saint-Exupéry
O fadista Rodrigo nasceu há oitenta e cinco anos...!
Rodrigo nasceu no 29 de junho de 1941, em Lisboa, no bairro da Graça.
Estreou-se com o quinteto Os Cinco Rei quando tinha dezoito anos, que chegou a gravar um EP para a Valentim de Carvalho.
Dois anos mais tarde, com vinte anos, começa a cantar fado de forma amadora. Tornar-se-á profissional na década de 70, em 1975, com um repertório assente em letras de poetas populares, entre eles: João Dias, Artur Ribeiro e Barbosa Linhares.
Foi uma das cinquenta figuras do fado e da guitarra portuguesa homenageadas, em 2012, aquando da celebração do primeiro aniversário do fado enquanto Património Imaterial da Humanidade, tendo nessa altura recebido a Medalha Municipal de Mérito (Grau Ouro), da cidade de Lisboa.
Postado por Fernando Martins às 08:50 0 comentários
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Paul Klee morreu há 86 anos...
Postado por Fernando Martins às 08:06 0 comentários
Marcadores: Bauhaus, cubismo, expressionismo, Paul Klee, pintura, Surrealismo
José Rico, da dupla sertaneja Milionário & José Rico, nasceu há oitenta anos...
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José Rico, nome artístico de José Alves dos Santos (São José do Belmonte, 29 de junho de 1946 - Americana, 3 de março de 2015), foi um cantor e instrumentista brasileiro de música sertaneja. Fez parte da importante dupla sertaneja Milionário & José Rico. José Rico também foi um conhecido compositor, e a canção Estrada da Vida, de sua autoria, é um dos maiores sucessos da carreira da dupla, que deu título ao filme Na estrada da vida, dirigido por Nelson Pereira dos Santos, importante cineasta brasileiro e estrelado pelos mesmos. A dupla também atuou em outro filme, Sonhei com você, dirigido por Ney Sant'Anna.
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Colin Hay, o vocalista dos Men at Work, celebra hoje setenta e três anos

Postado por Fernando Martins às 07:30 0 comentários
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Ian Paice, baterista dos Deep Purple, nasceu há 78 anos
Ian Anderson Paice (Nottingham, 29 de junho de 1948) é um baterista britânico, famoso pela sua participação na banda Deep Purple, na qual é o último integrante da formação original. O seu primeiro contacto com a música foi ao tocar violino, mas, aos 15 anos de idade, escolheu a bateria como instrumento. Começou a sua carreira como baterista tocando na banda de dança do seu pai, no começo dos anos 60. Depois, ingressou em mais um projeto musical chamado "Georgie & the Rave-Ons", até fundar os Deep Purple. Antes de chegarem à sua formação atual, a banda passou por algumas mudanças de formação, sendo Paice o último membro da formação original dos Deep Purple que permanece ativo até hoje na banda.
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Postado por Fernando Martins às 07:08 0 comentários
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Eric Dolphy morreu há 62 anos...
Postado por Fernando Martins às 06:20 0 comentários
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Dado Villa-Lobos faz hoje sessenta e um anos
Postado por Fernando Martins às 06:10 0 comentários
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Rosa Mota comemora hoje 68 anos
Rosa Mota começou a correr quando ainda frequentava o liceu. Começou com o Futebol Clube da Foz em 1974 onde esteve até 1977. Em 1978 vai para o Futebol Clube do Porto onde fica até 1980, onde teve um problema de saúde relativo à asma.
A partir de 1981 começou a competir pelo Clube de Atletismo do Porto conhecido por CAP, onde esteve até ao final da sua carreira atlética.
Em 1980 conheceu José Pedrosa, que viria a ser o seu treinador durante toda a sua carreira. A primeira maratona feminina que existiu, decorreu em Atenas na Grécia durante o Campeonato Europeu de Atletismo em 1982, foi também a primeira maratona em que Rosa Mota participou; embora não fizesse parte do lote das favoritas, Rosa bateu facilmente Ingrid Kristiansen e ganhou assim a sua primeira maratona.
O sucesso passou a ser uma das imagens de marca de Rosa Mota que invariavelmente, termina bem classificada em todas as maratonas de prestígio. Na primeira maratona olímpica que decorreu em Los Angeles em 1984, ganhou a medalha de bronze. O seu recorde pessoal da distância foi conseguido em 1985 na maratona de Chicago com o tempo de 2 horas, 23 minutos e 29 segundos.
Em 1986 foi campeã da Europa e em 1987 campeã mundial em Roma; em 1988 ganhou o ouro olímpico em Seul, quando a 2 quilómetros da meta atacou Lisa Martin, ganhando com treze segundos de avanço.
Em 1990 voltou a Boston para ganhar esta corrida pela terceira vez, vencendo desta vez Uta Pippig. Depois disso, Rosa foi a Split, defender o seu título de Campeã Europeia da Maratona. Atacando desde o início, Rosa Mota chegou a ter um avanço de um minuto e meio sobre Valentina Yegorova que, no entanto, aos 35 quilómetros conseguiu apanhá-la; as duas lutaram arduamente pela vitória que, no final, sorriu a Rosa Mota com apenas cinco segundos de vantagem. Até 2005, a conquista da maratona por três vezes em campeonatos europeus de atletismo, tanto feminino como masculino, é exclusivo de Rosa Mota.
Apesar de todo este sucesso, Rosa Mota sofria de ciática, o que não a impediu de continuar a colecionar triunfos, como fez em 1991, na Maratona de Londres; ainda nesse ano, disputando o Campeonato Mundial de Atletismo em Tóquio, Rosa viu-se obrigada a abandonar a corrida e finalmente retirou-se das competições quando não conseguiu terminar a Maratona de Londres, no ano seguinte.
Em 2004, a maratonista Rosa Mota promoveu a maior corrida feminina em Portugal, com um pelotão de cerca de dez mil mulheres ajudando a arrecadar fundos para combater o cancro da mama. "Isso é mais que uma corrida, isso é uma caminhada para ajudar a combater o cancro da mama" disse a maratonista.
Rosa Mota disputou 21 maratonas entre 1982 e 1992, numa média de duas maratonas por ano. Ganhou 14 dessas 21 corridas.
Considerada uma Embaixatriz do Desporto, ganhou o Prémio Abebe Bikila pela sua contribuição no desenvolvimento do treino das corridas de longa-distância. Este prémio foi-lhe atribuído no final da Corrida Internacional da Amizade, patrocinada pelas Nações Unidas e entregue antes da maratona de Nova Iorque.
A nossa Rosinha, como é carinhosamente apelidada por muitos portugueses, é uma das personalidades mais populares do desporto em Portugal no século XX, juntamente comEusébio, Carlos Lopes, Luís Figo e Cristiano Ronaldo.
Em 2004, Rosa Mota transportou a chama olímpica pelas ruas de Atenas antes das Olimpíadas de 2004.
No Brasil, Rosa Mota também tem grande popularidade já que é a maior vencedora feminina de todos os tempos da mais famosa corrida de rua do país, a Corrida de São Silvestre, disputada nas ruas de São Paulo anualmente no último dia de cada ano. Rosa venceu a prova por seis vezes e de forma consecutiva, iniciando tal feito em 1981.
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Postado por Fernando Martins às 06:08 0 comentários
A rainha mãe de D. João III nasceu há 544 anos
Maria de Aragão e Castela faleceu em 1517, com apenas 35 anos, de causas naturais. Foi sepultada no Convento da Madre de Deus, donde foi trasladada para o mosteiro de Belém.
- João III de Portugal, Rei de Portugal (1502 - 1557);
- Isabel de Portugal, esposa do rei espanhol e imperador romano-germânico Carlos V (mãe de Filipe I de Portugal);
- Beatriz de Portugal, Duquesa de Saboia (Lisboa, 31 de dezembro de 1504 - Nice, 8 de janeiro de 1538), casada com Carlos III, Duque de Saboia;
- Luís de Portugal, Duque de Beja, (1506 - 1555), pai de António de Portugal, Prior do Crato;
- Fernando, Duque da Guarda e Senhor de Trancoso (Abrantes, 5 de junho de 1507 - Abrantes, 7 de novembro de 1534), casado com Guiomar Coutinho, Condessa de Marialva;
- Afonso, Cardeal do Reino (Évora, 23 de abril de 1509 - Lisboa, 21 de abril de 1540). Sepultado na Sé de Lisboa, foi trasladado para o Mosteiro dos Jerónimos;
- Maria de Portugal (1511 - 1513);
- Henrique, Cardeal e Rei de Portugal como Henrique I (30 de janeiro de 1512 - 30 de janeiro de 1580);
- Duarte, Duque de Guimarães (1515 - 1540), casado com Isabel de Bragança, bisavô do rei D. João IV de Portugal;
- António de Portugal (9 de setembro de 1516 - viveu poucos dias).
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Postado por Fernando Martins às 05:44 0 comentários
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Antoine de Saint-Exupéry nasceu há 126 anos...
Postado por Fernando Martins às 01:26 0 comentários
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A Segunda Guerra Balcânica, percursora da I Grande Guerra, começou há 113 anos...
Apesar de ter conseguido estabilizar a frente na Macedónia, o governo búlgaro aceitou um armistício ao ser levado por eventos que ocorriam bem logo do coração dos Balcãs. A Roménia invadiu a Bulgária entre 27 de junho e 10 de julho, datas do calendário juliano, ocupando o sul de Dobruja, que estava sem defesas, e marchando pelo norte da Bulgária tendo em vista uma invasão da capital, Sofia. O Império Otomano também tomou vantagem da situação para recuperar algumas possessões da Trácia que havia perdido na Primeira Guerra Balcânica, e ordenou que seus exércitos marchassem para Yambol e a Trácia Ocidental. Como os exércitos búlgaros estavam completamente ocupados com os exércitos sérvios e gregos, as armadas dos otomanos e romenos não sofreram nenhum dado de combate, apesar de uma epidemia de cólera ter se espalhado entre os soldados.
Um armistício geral foi planeado entre 18 e 31 de julho de 1913 (datas segundo o calendário juliano, então em vigor nos estados ortodoxos), e os territórios foram redivididos sob os termos dos Tratados de Bucareste e de Constantinopla. A Bulgária acabou por perder a maior parte do território conquistado na Primeira Guerra Balcânica, incluindo a Dobruja do sul (para a Roménia), boa parte da Macedónia e da Trácia Oriental para os turcos-otomanos. Ainda assim, os búlgaros conseguiram manter a Trácia Ocidental, o porto de Dedeagach e partes do litoral do mar Egeu sob seu domínio. A Sérvia ganhou territórios no norte da Macedónia, enquanto a Grécia recebeu a parte sul do território.
As fronteiras definidas nos tratados de Bucareste e Constantinopla foram apenas temporárias; dez meses depois elas começaram a mudar novamente, e uma nova guerra foi iniciada nos Balcãs, com o início da I Guerra Mundial.
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José Leitão de Barros morreu há 59 anos...
Com o documentário Nazaré (1927), retomando um tema já explorado pelo francês Roger Lion em 1923, registou aspetos de rude beleza plástica e de aguda observação humana, tal como no filme Lisboa, Crónica Anedótica de uma Capital (1930), em que misturou atores conhecidos com a gente da rua, antecipando assim tendências modernas. No mesmo ano, rodou ainda na Nazaré a Maria do Mar. Depois filmou A Severa (1931), o primeiro filme sonoro português. Ala Arriba! (1942), escrito por Alfredo Cortês, apresentava os pescadores da Póvoa de Varzim com uma força dramática pouco vulgares. A Bienal de Veneza deu-lhe um dos seus prémios. Seria, a partir dos anos sessenta, um dos cineastas preferidos do regime. Publicou também Elementos de História de Arte e, em livro, Os Corvos (crónicas publicadas no jornal Diário de Notícias).
A 4 de setembro de 1935 foi feito Comendador da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada e a 4 de março de 1941 foi feito Grande-Oficial da Ordem Militar de Cristo.
Uma vasta obra e fervilhantes décadas de produção marcaram a vida deste homem, desde a aguarela ao cinema, passando pelo ensino e arquitetura. Aos 70 anos, viria a falecer, de um tumor retroperitoneal, na sempre sua cidade, em 1967, estando sepultado no Cemitério dos Prazeres.

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