As circunstâncias do acidente levaram Hugh Cairns, neurologista que atendeu Lawrence, a realizar um estudo sobre a adoção de capacete motociclístico por civis e militares, concluindo que a prática poderia diminuir drasticamente o número de fatalidades causadas por traumatismo craniano. A morte de Lawrence e o subsequente trabalho de Cairns contribuiu largamente para a adoção de capacetes entre motociclistas, trabalhadores e desportistas em todo o mundo.
terça-feira, maio 19, 2026
Lawrence da Arábia morreu há 91 anos...
As circunstâncias do acidente levaram Hugh Cairns, neurologista que atendeu Lawrence, a realizar um estudo sobre a adoção de capacete motociclístico por civis e militares, concluindo que a prática poderia diminuir drasticamente o número de fatalidades causadas por traumatismo craniano. A morte de Lawrence e o subsequente trabalho de Cairns contribuiu largamente para a adoção de capacetes entre motociclistas, trabalhadores e desportistas em todo o mundo.
Postado por Fernando Martins às 09:10 0 comentários
Marcadores: Arqueologia, espionagem, I Grande Guerra, Lawrence da Arábia, Revolta Árabe de 1916/18, SM
Pete Townshend comemora hoje oitenta e um anos...!
Postado por Fernando Martins às 08:10 0 comentários
Marcadores: art rock, guitarra, hard rock, música, Pete Townshend, pop rock, Reino Unido, Rock, The Who, Won't Get Fooled Again
Catarina Eufémia foi assassinada há 72 anos...
Na sequência dos distúrbios do funeral, nove camponeses foram acusados de desrespeito à autoridade; a maioria destes foi condenada a dois anos de prisão com pena suspensa. O tenente Carrajola foi transferido para Aljustrel, mas nunca veio a ser sequer julgado em tribunal. Faleceu em 1964.
Ao torná-la numa lenda da resistência antifascista, o PCP teria adulterado alguns pormenores da vida e morte de Catarina Eufémia. Designadamente, fez-se crer que Catarina era militante do Partido Comunista, no comité local de Baleizão, desde 1953, o que é, possivelmente, falso. A escolha de Catarina para porta-voz das ceifeiras terá sido mesmo influenciada pelo facto de não existirem as mínimas suspeitas de ser comunista. Aliás, Mariana Janeiro, uma militante comunista várias vezes presa pela PIDE, sempre rejeitou a hipótese de que Catarina estivesse ao serviço do partido. Por seu lado, António Gervásio, antigo dirigente do PCP no Alentejo, afirma que Catarina era de facto membro do comité local de Baleizão do PCP desde 1953. Também a União Democrática Popular reivindicou a militância de Catarina (embora a UDP só tenha surgido em 1974, tentou reclamar Catarina como um dois exemplos da linha comunista não-estalinista e comunista não-interclassista, que antecedeu a União Democrática Popular e o seu precursor, o PC-R), tendo, mesmo, erigido um pequeno monumento em sua memória, que foi destruído por apoiantes do PCP em 23 de maio de 1976. Os familiares de Catarina, especialmente os filhos, chegaram a apoiar ou filiar-se na UDP. UDP e PCP continuam a disputar Catarina (que segundo conhecidos não seria militante comunista, mas sendo altamente politizada, seria simpatizante com bastante certeza).
Afirmou-se também que Catarina Eufémia estaria grávida de alguns meses no momento em que foi assassinada. Aparentemente, essa informação teria vindo de outras ceifeiras, a quem Catarina alguns dias antes de ser assassinada teria revelado o seu estado amenorreico. Durante a autópsia, o povo de Baleizão juntou-se no largo da Sé de Beja, a poucos metros do Hospital da Misericórdia, clamando em desespero e revolta: "Não foi uma, foram duas mortes!". No entanto, o médico legista que a autopsiou, Henriques Pinheiro, afirmou repetidamente, inclusive depois da revolução de 1974, que as referências a uma gravidez eram falsas.
Postado por Fernando Martins às 07:20 0 comentários
Marcadores: Alentejo, assassinato, Baleizão, Catarina Eufémia, estado novo, José Dias Coelho
Phil Rudd, baterista dos AC/DC, faz hoje setenta e dois anos
Postado por Fernando Martins às 07:20 0 comentários
Marcadores: AC/DC, Austrália, bateria, blues-rock, hard rock, música, Phil Rudd, Rock, Thunderstruck
Marku Ribas nasceu há 79 anos...
Marco Antonio Ribas mais conhecido como Marku Ribas (Pirapora, 19 de maio de 1947 - Belo Horizonte, 6 de abril de 2013) foi um cantor, compositor, ator, dançarino e percussionista brasileiro.
Grace Jones - 78 anos
![]()
Grace Beverly Jones (Spanish Town, Jamaica, 19 de maio 1948) é uma modelo, cantora e atriz jamaicana radicada nos Estados Unidos. Nascida na Jamaica, ela e a sua família mudaram-se para Syracuse, Nova Iorque nos Estados Unidos, quando ela ainda era adolescente. Grace começou a sua carreira como modelo no estado de Nova Iorque, depois em Paris, trabalhando para casas de moda francesas de grande prestígio, como Yves Saint Laurent e Kenzo, e aparecendo em capas de revista como Elle e Vogue.
Notavelmente trabalhou como fotógrafos de renome como Jean-Paul Goude, Helmut Newton, Guy Bourdin, e Hans Feurer, e ficou conhecido pela sua aparência andrógena e a sua cabeça rapada.
Primeiros anos
Jones assinou um contrato com a Island Records em 1977, o que resultou num sucesso de hits Disco e Dance e um resposta positiva do público. Os três álbuns Disco que ela gravou - Portfolio (1977), Fame (1978) e Muse (1979) - geraram grande sucesso no mercado da época. Durante esse período, também se tornou uma musa para Andy Warhol, que a fotografou incontáveis vezes. Jones também o acompanhou em várias ocasiões no famoso clube Studio 54 em Nova York.
No final dos anos 70, Jones se adaptou à música New Wave e decidiu criar um estilo diferente para ela. Ainda na Island Records, lançou os álbuns Warm Leatherette (1980) e Nightclubbing (1981). Tais álbuns incluíram readaptações de canções do The Pretenders, Sting, Iggy Pop, Roxy Music, Flash and the Pan, The Normal, Ástor Piazzolla e Tom Petty. Jones ainda marcou presença nas banda sonoras de novelas brasileiras. "That's The Trouble" fez parte da música de Locomotivas, de 1977; "I Need a Man", de Sem Lenço, Sem Documento (1977/1978); em 1978, "La Vie En Rose" foi hit em O Pulo do Gato, e "Do Or Die" fez parte da banda sonora internacional da novela Pecado Rasgado.
Em paralelo com a sua transformação musical, Jones também mudou o seu visual dramaticamente, criado em parceria com o estilista Jean-Paul Goude, com quem ela eventualmente se casou e de quem teve um filho. Jones adotou um look severo e andrógino, com um corte de cabelo em formato quadrado e roupas acolchoadas. As capas icónicas de Nightclubbing e, em seguida, Slave To The Rhythm (1985) exemplificaram essa nova identidade. Até hoje, Grace Jones é tanto conhecida pelo seu look único como pela sua música. A sua colaboração com Sadkin e Blackwell continuou com o álbum Living My Life (1982), influenciado pelo dub-reggae.
Na metade dos anos 80, ela trabalhou com Trevor Horn para o álbum Slave To The Rhythm e com o produtor Nile Rodgers para o álbum Inside Story (1986) - o seu primeiro álbum após sair da Island Records. Inside Story produziu o seu mais recente hit que entrou na Billboard Hot 100, I'm Not Perfect (But I'm Perfect For You), uma das diversas canções que ela co-escreveu com Bruce Woolley. O álbum Bulletproof Heart (1989) atingiu o primeiro lugar nas paradas Hot Dance Music/Club Play com o hit Love On Top Of Love. Jones também alcançou grande sucesso no Reino Unido. Até hoje, Grace Jones lançou 43 singles e muitas de suas canções são consideradas como clássicos nos dias de hoje. Recentemente Grace participou do novo álbum de inéditas da banda de trip rock Gorillaz com a canção "Charger" lançado no dia 28 de abril de 2017.
Estilo e imagem e voz
O visual andrógino de Grace Jones, que inclui roupas, maneiras e estatura (1,79m), foi uma grande influência no movimento "power dressing" dos anos 80, e também em artistas como Cher, Annie Lennox (Eurythmics) e Claudie Fritsch-Mentrop (Desireless). Ela também exemplificou o corte de cabelo em "caixa" dos anos 70, que seria usado em seguida por muitos negros da América na próxima década. Ela manteve uma carreira de atriz em paralelo com a sua música. A sua forte presença e visual foram levados ao seu trabalho de palco rapidamente: as suas performances mostraram diversas personagens com roupas peculiares e forte atitude. Um bom exemplo disso foi a sua colaboração com o artista visual Keith Haring, que pintou o seu corpo com símbolos tribais e a vestiu com uma armadura de fios. O artista também pintou o corpo de Jones no clipe de I'm Not Perfect (But I'm Perfect For You).
Miss Jones é uma cantora contralto e domina algumas técnicas de soprano. Sua extensão vocal mede (ao total) 5,4 oitavas. São duas as formas de cantar que predominam em seu trabalho: o monótono canto falado, fraseado como nas canções Corporate Cannibal e Walking In The Rain, e o modo quase soprano como em La Vie En Rose e Slave To The Rhythm. Além de ser dona de vocais fortes, autoritários e hipnóticos, Jones também toca acordeão.
Em 2000, Grace Jones gravou The Perfect Crime, uma canção up-tempo para a TV dinamarquesa, escrita pelo compositor Floppy M. No dia 20 de outubro de 2006, o CD triplo Ultimate Collection foi lançado na Europa pela CCM, numa edição limitada. No dia 3 de novembro do mesmo ano, Jones compareceu a uma reunião de pessoas que compartilhavam do mesmo sobrenome, cantando Slave To The Rhythm e Pull Up To The Bumper.
Embora o seu último álbum de estúdio tenha saído em 1989, Grace Jones nunca deixou de se apresentar ao vivo. Prefere seguir o estilo underground nos seus shows, sem grandes divulgações, o que coloca os seus fãs em uma "emocionante caçada". Num honroso comeback, o produtor Ivor Guest confirmou que ela já terminou de gravar seu novo álbum, com a canção Corporate Cannibal como primeiro single. Nick Hooker dirigiu o primeiro clipe para o novo álbum. Outros participantes desse lançamento são Sly and Robbie, Brian Eno, Wally Badarou, Tricky, Uzziah "Sticky" Thompson, Mikey "Mao" Chung, Barry Reynolds, John Justin, Martin Slattery, Philip Sheppard, Paulo Goude, Robert Logan, Don-E e Tony Allen, sob os cuidados de Cameron "Engine" Craig. Em outubro 2008 ela volta com o álbum Hurricane.
Atuação
O trabalho de Jones como atriz em grandes filmes começou com o papel de Zula, uma amazona no filme Conan, o Destruidor (1984), ao lado de Arnold Schwarzenegger e a lenda da NBA Wilt Chamberlain. Antes disso ela havia aparecido em filmes de produção baixa, frequentemente com conteúdo sexualmente explícito. Em seguida ela fez o papel de May Day, no filme 007: A View To A Kill (1985).
Jones também apareceu em vários outros filmes, incluindo Vamp (1986), onde ela interpretou uma exótica dançarina vampírica chamada Katrina, usando a pintura corporal de Keith Haring. Ela também fez o papel de Helen Strange no filme Boomerang, de Eddie Murphy - para o qual gravou a canção-título do filme, 7 Day Weekend - em 1992. Em 2001, ela apareceu junto com Tim Curry em Wolf Girl (a.k.a Blood Moon), como um travesti e aberração de circo chamado Christoph/Christine. Apareceu num episódio da série Beastmaster como Guerreira Impatra.

in Wikipédia
Postado por Fernando Martins às 07:08 0 comentários
Marcadores: actriz, Grace Jones, música, Pull Up To The Bumper
Dusty Hill, o baixo dos ZZ Top, nasceu há 77 anos...
in Wikipédia
Postado por Fernando Martins às 07:07 0 comentários
Marcadores: blues rock, country rock, Dusty Hill, guitarra, hard rock, música, Rock, Sharp Dressed Man, Southern Rock, ZZ Top
Andy Rourke, baixista dos The Smiths, morreu há três anos...

Nascido em 1964, o pai de Rourke era irlandês enquanto a sua mãe era inglesa. Ele recebeu uma viola de seus pais quando tinha sete anos de idade. Aos 11 anos ele fez amizade com um jovem John Maher (o futuro Johnny Marr) com quem compartilhava um interesse pela música. A dupla passava os intervalos para o almoço na escola improvisando e tocando nas suas guitarras. Quando Marr formou uma banda, convidou Rourke (ainda um guitarrista) para experimentar o baixo, pelo qual se apaixonou e ficou com ele desde então.
Aos 15 anos Rourke abandonou a escola. Passou por uma série de empregos domésticos e tocou guitarra e baixo em várias bandas de rock, bem como na banda funk de curta duração Freak Party, com seu amigo de escola Johnny Marr.
Marr mais tarde juntou-se a Morrissey para formar os Smiths. Rourke juntou-se à banda após o seu primeiro show e permaneceu durante a maior parte da sua existência. Rourke foi brevemente afastado da banda, supostamente recebendo a notícia num bilhete deixado sob o limpador de parabrisas do seu carro: "Andy, você deixou os Smiths. Boa sorte e adeus, Morrissey". Morrissey negou isso. Em maio de 1986, Rourke voltou para os Smiths, pouco antes de gravar The Queen Is Dead. Marr descreveu a contribuição de Rourke para esse álbum como "algo que nenhum outro baixista poderia igualar". Os Smiths lançaram Strangeways, Here We Come em 1987 para aclamação da crítica, mas dividiram-se logo em seguida.
Imediatamente após o rompimento, Rourke e o baterista dos Smiths, Mike Joyce, tocaram com Sinéad O'Connor - Rourke (mas não Joyce) aparece no álbum I Do Not Want What I Haven't Got (1990). Junto com Craig Gannon, eles forneceram a secção rítmica para dois singles do ex-vocalista dos Smiths Morrissey - "Interesting Drug" e "The Last of the Famous International Playboys" (ambos de 1989). Rourke também tocou baixo em "November Spawned a Monster" e "Piccadilly Palare" (ambos de 1990) e compôs a música para os singles de Morrissey "Yes, I Am Blind" (o lado B de "Ouija Board, Ouija Board", 1989); "Girl Least Likely To" (um lado B no single de 12 de "November Spawned a Monster"; também lançado como faixa bônus na reedição de Viva Hate em 1997); e "Get Off the Stage" (o lado B de "Picadilly Palare").
Rourke também tocou e gravou com a banda The Pretenders (aparecendo nalgumas das faixas de Last of the Independents de 1994); Killing Joke, Badly Drawn Boy (com quem Rourke fez uma turnê por dois anos), Aziz Ibrahim (ex-Stone Roses) e ex-guitarrista do Oasis Bonehead como Moondog One, que também incluía Mike Joyce e Craig Gannon. Rourke também tocou baixo para Ian Brown, tanto em turnê quanto no álbum de Brown, The World Is Yours.
Em março de 1996, Rourke e Mike Joyce iniciaram processos judiciais contra Morrissey e Marr por royalties. Enquanto Joyce continuou com a ação, Rourke resolveu fora do tribunal por £ 83 000. Tendo gasto o acordo, Rourke mais tarde foi declarado falido na sequência de uma petição da Receita Federal em 25 de janeiro de 1999.
Rourke formou o supergrupo Freebass com os baixistas Gary Mounfield (ex-Stone Roses) e Peter Hook (ex-New Order) em 2007 e permaneceu ativo no grupo até agosto de 2010. No início de 2009, ele mudou-se para a cidade de Nova York, onde teve um programa na East Village Radio e trabalhava como DJ de clube, com Olé Koretsky, sob o nome de Jetlag. Isso levou Rourke e Koretsky a formarem a banda D.A.R.K. com a vocalista Dolores O'Riordan dos The Cranberries. O trio lançou o seu primeiro álbum, Science Agrees, em 9 de setembro de 2016.Postado por Fernando Martins às 03:00 0 comentários
Marcadores: alternative Rock, Andy Rourke, baixo, Indie pop, música, Reino Unido, The Smiths, There is a light that never goes out
Mário de Sá-Carneiro nasceu há 136 anos...
(...)
Uma vez que a vida que trazia não lhe agradava, e aquela que idealizava tardava em se concretizar, Sá-Carneiro entrou numa cada vez maior angústia, que viria a conduzi-lo ao seu suicídio prematuro, perpetrado no Hotel de Nice, no bairro de Montmartre, em Paris, com o recurso a cinco frascos de arseniato de estricnina. Embora tivesse adiado por alguns dias o dramático desfecho da sua vida, numa «carta de despedida» para Fernando Pessoa, Mário de Sá-Carneiro revela as suas razões para se suicidar:
Meu querido Amigo:
A menos de um milagre na próxima segunda-feira, 3 (ou mesmo na véspera), o seu Mário de Sá-Carneiro tomará uma forte dose de estricnina e desaparecerá deste mundo. É assim tal e qual – mas custa-me tanto a escrever esta carta pelo ridículo que sempre encontrei nas «cartas de despedida»... Não vale a pena lastimar-me, meu querido Fernando: afinal tenho o que quero: o que tanto sempre quis – e eu, em verdade, já não fazia nada por aqui... Já dera o que tinha a dar. Eu não me mato por coisa nenhuma: eu mato-me porque me coloquei pelas circunstâncias – ou melhor: fui colocado por elas, numa áurea temeridade – numa situação para a qual, a meus olhos, não há outra saída. Antes assim. É a única maneira de fazer o que devo fazer. Vivo há quinze dias uma vida como sempre sonhei: tive tudo durante eles: realizada a parte sexual, enfim, da minha obra – vivido o histerismo do seu ópio, as luas zebradas, os mosqueiros roxos da sua Ilusão. Podia ser feliz mais tempo, tudo me corre, psicologicamente, às mil maravilhas, mas não tenho dinheiro. [...]
Mário de Sá-Carneiro, carta para Fernando Pessoa, 31 de março de 1916
Contava tão-só vinte e cinco anos. Extravagante tanto na morte como em vida (de que o poema Fim é um dos mais belos exemplos), convidou para presenciar a sua agonia o seu amigo José de Araújo. E apesar de o grupo modernista português ter perdido um dos seus mais significativos colaboradores, nem por isso o entusiasmo dos restantes membros esmoreceu – no segundo número da revista Athena, Pessoa dedicou-lhe um belo texto, apelidando-o de «génio não só da arte como da inovação dela», e dizendo dele, retomando um aforismo das Báquides (IV, 7, 18), de Plauto, que «Morre jovem o que os Deuses amam» (tradução literal de Quem di diligunt adulescens moritur).
Um pouco mais de sol - eu era brasa,
Um pouco mais de azul - eu era além.
Para atingir, faltou-me um golpe d'asa...
Se ao menos eu permanecesse aquém...
Assombro ou paz? Em vão... Tudo esvaído
Num baixo mar enganador de espuma;
E o grande sonho despertado em bruma,
O grande sonho - ó dor! - quási vivido...
Quási o amor, quási o triunfo e a chama,
Quási o princípio e o fim - quási a expansão...
Mas na minh'alma tudo se derrama...
Entanto nada foi só ilusão!
De tudo houve um começo... e tudo errou...
- Ai a dor de ser-quási, dor sem fim... -
Eu falhei-me entre os mais, falhei em mim,
Asa que se elançou mas não voou...
Momentos d'alma que desbaratei...
Templos aonde nunca pus um altar...
Rios que perdi sem os levar ao mar...
Ânsias que foram mas que não fixei...
Se me vagueio, encontro só indícios...
Ogivas para o sol - vejo-as cerradas;
E mãos de herói, sem fé, acobardadas,
Puseram grades sobre os precipícios...
Num ímpeto difuso de quebranto,
Tudo encetei e nada possuí...
Hoje, de mim, só resta o desencanto
Das coisas que beijei mas não vivi...
. . . . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . . . . . . .
Um pouco mais de sol - e fora brasa,
Um pouco mais de azul - e fora além.
Para atingir, faltou-me um golpe de asa...
Se ao menos eu permanecesse aquém...
in Dispersão - Mário de Sá-Carneiro
Postado por Fernando Martins às 01:36 0 comentários
Marcadores: Fernando Pessoa, literatura, Mário de Sá-Carneiro, modernismo, Orpheu, poesia
Ho Chi Minh nasceu há 136 anos
Postado por Fernando Martins às 01:36 0 comentários
Marcadores: comunismo, França, guerra do Vietname, Ho Chi Minh, Saigão, USA, Vietcong, Vietminh, Vietname, Vietname do Norte
José Martí morreu há 131 anos...
José Julián Martí Pérez (Havana, 28 de janeiro de 1853 - Dos Ríos, 19 de maio de 1895) foi um político nacionalista, intelectual, jornalista, filósofo, poeta e maçom cubano, criador do Partido Revolucionário Cubano (PRC) e organizador da Guerra de 1895 ou Guerra Necessária. Seu pensamento transcendeu as fronteiras de sua Cuba natal para adquirir um caráter universal. Em seu país natal, também é conhecido como «El apóstol».
Vida
Era filho de Mariano Martí, natural de Valência, e de Leonor Pérez Cabrera, natural de Tenerife, nas ilhas Canárias.
José Martí foi o grande mártir da Independência de Cuba em relação à Espanha. Além de poeta e pensador fecundo, desde sua mocidade demonstrou sua inquietude cívica e sua simpatia pelas ideias revolucionárias que surgiam entre os cubanos.
Influenciado pelas ideias de independência de Rafael María de Mendive, um seu mestre na escola secundária de Havana, iniciou a sua participação política escrevendo e distribuindo jornais com conteúdo separatista no início da Guerra dos Dez Anos. Com a prisão e deportação de seu mestre Mendive, cristalizou-se a atitude de rebeldia que Martí nutria contra a dominação espanhola.
Em 1869, com apenas dezasseis anos, publicou a folha impressa separatista "El Diablo Cojuelo" e o primeiro e único número da revista "La Patria Libre". No mesmo ano, passou a distribuir um periódico manuscrito intitulado "El Siboney". Pouco depois, foi preso e processado pelo governo espanhol por estar de posse de papéis considerados revolucionários. Foi condenado a seis anos de trabalhos forçados mas passou somente seis meses na prisão. Em 1871, com a saúde debilitada, sua família conseguiu um indulto e obteve a permuta da pena original pela deportação para Espanha. Na Espanha, Martí publicou, naquele mesmo ano, o seu primeiro trabalho de importância: "El Presidio Político en Cuba", no qual expôs as crueldades e os horrores vividos no período em que esteve na prisão. Nesta obra, já se encontravam presentes o idealismo e o estilo vigoroso que tornariam Martí conhecido nos círculos intelectuais de sua época. Mais tarde, dedicou-se ao estudo do Direito, obtendo um doutoramento em Leis, Filosofia e Letras da Universidade de Saragoça em 1874.
A 19 de maio de 1895, ao comando de um pequeno contingente de patriotas cubanos, após um encontro inesperado com tropas espanholas, nas proximidades do vilarejo de Dos Ríos, José Martí foi atingido e veio a falecer em seguida. O seu corpo, mutilado pelos soldados espanhóis, foi exibido à população e posteriormente sepultado na cidade de Santiago de Cuba, em 27 de maio do mesmo ano.
Postado por Fernando Martins às 01:31 0 comentários
Marcadores: Cuba, José Martí, revolucionário
Abraham Pais nasceu há 108 anos...

Postado por Fernando Martins às 01:08 0 comentários
Marcadores: Abraham Pais, Física, judeus, marranos, Países Baixos, Prémio Nobel
O genocida Pol Pot nasceu há cento e um anos...
Postado por Fernando Martins às 01:01 0 comentários
Marcadores: Camboja, genocídio cambojano, Khmer Vermelhos, Pol Pot
Malcolm X nasceu há 101 anos
Postado por Fernando Martins às 01:01 0 comentários
Marcadores: afro-americanos, assassinato, direitos humanos, Islão, Malcolm X, USA







