segunda-feira, novembro 17, 2025

Peter Cox, vocalista dos Go West, celebra hoje setenta anos...!


Peter John Cox (Kingston upon Thames, 17 November 1955) is an English singer-songwriter, best known as the lead vocalist of the English pop duo Go West. As a solo artist, he scored three top 40 hits on the UK Singles Chart in the 1990s. 

 

Early career and Go West

Peter John Cox sang in his school choir and later as a chorister at The Chapel Royal, Hampton Court Palace. In his early twenties, he worked in a cover band for the Mecca Organisation. In 1978, he joined Terra Nova, a band put together by former Manfred Mann's Earth Band members Chris Slade and Colin Pattenden; they released an album in 1980. While in residency in a Sheffield nightclub, Cox began writing with longtime collaborator Richard Drummie, with whom he eventually signed a publishing deal.

In 1982, Cox and Drummie formed the band Go West, with Cox as lead vocalist and Drummie on guitar and backing vocals. After Go West signed a deal with Chrysalis Records, "We Close Our Eyes" became a top 5 hit on the UK Singles Chart in 1985. Other Go West singles released that year included "Call Me" (1985) and "Don't Look Down". The following year, Go West was named 'Best Newcomer' at the 1986 Brit Awards.

In 1987, the band reached the top 40 in the US with the single "Don't Look Down – The Sequel". In 1990, Go West had a No. 8 hit in the US with "King of Wishful Thinking" from the film Pretty Woman. In 1992, the duo released their third studio album Indian Summer, which included "Faithful"; the song reached the top 20 in Canada and the United States.

 

Solo career

Cox moved to Los Angeles in 1993 to pursue a solo career. His self-titled debut studio album, Peter Cox, was released in 1997 to critical acclaim. Subsequent albums include Flame Still Burns (2001), Nine Miles High (2002), Desert Blooms (2002), Game for Fools (2005) and Motor City Music (2006). Cox also teamed up with Tony Hadley of Spandau Ballet on the album Tony Hadley vs Peter Cox & Go West, released in 2004.

In 2003, Cox replaced Then Jerico's Mark Shaw on the British reality television show Reborn in the USA after Shaw quit the series in the show's first few days. Even though Cox had achieved previous success across the Atlantic as the lead vocalist of Go West, he was able to appear on the show as he was unknown in the US as a solo artist. He was a favourite to win but was voted off in New York after he forgot the lyrics to the Norah Jones hit he was performing.

Other albums by Cox include The S1 Sessions (2010), Riding the Blinds (2012), and Damn the Brakes (2013).

Cox's voice has been described as "smooth as silk" with a "gritty underbelly".

 

in Wikipédia

 

A Rainha D.ª Leonor morreu há meio milénio...

Estátua da rainha D. Leonor em Beja, a sua cidade natal
    
Leonor de Avis, Leonor de Portugal, Leonor de Lencastre ou Infanta Leonor, e, mais recentemente, no estrangeiro, "Leonor de Viseu", do nome do título secundário do seu pai, o infante Fernando de Portugal, Duque de Viseu (Beja, 2 de maio de 1458 - Paço de Xabregas, Lisboa, 17 de novembro de 1525), foi uma princesa portuguesa da Casa de Avis e Rainha de Portugal, a partir de 1481, pelo casamento com o seu primo, El-Rei D. João II de Portugal, o Príncipe Perfeito. Pela sua vida exemplar, pela prática constante da misericórdia, e mais virtudes cristãs, alcançou de alguns historiadores o epíteto de "Princesa Perfeitíssima", inspirado no cognome do Rei seu marido, a cuja altura sempre se soube manter para o juízo da história.
A rainha D.ª Leonor de Avis é também a terceira e última rainha consorte de Portugal nascida em Portugal, tendo a primeira sido Leonor Teles e a segunda a sua tia, e sogra, Isabel de Avis, mulher de Afonso V. Com o seu casamento acaba o Século de Oiro Português, caracterizado por casamentos endogâmicos continuados entre os descendentes da Ínclita Geração, entre a prole de João I e da sua rainha Filipa de Lancastre. Leonor foi sem dúvida uma das mais notáveis soberanas portuguesas de todos os tempos, pela sua vida, importância, influência, obra, e legado aos vindouros.
Foi também a primeira dos ocupantes do trono português com sangue Bragança, pela sua avó materna, a infante Isabel de Barcelos, filha do 1º duque de Bragança - logo se lhe seguindo o seu irmão, El-Rei D. Manuel I, como primeiro rei reinante, e o seu sobrinho D. Jaime I, Duque de Bragança, como primeiro Bragança herdeiro jurado do trono, na permanente relação entre a Casa Real, de origem ilegítima, e o seu ramo Bragança, igualmente ilegítimo, sempre casando entre si.
     
(...)
   
Leonor reinou no apogeu da fortuna da expansão portuguesa, quando Lisboa se transformara na capital europeia do comércio de riquezas exóticas: e foi por isso mesmo no seu tempo a mais rica princesa da Europa, conforme demonstra uma obra recente a respeito da administração da sua grande casa.
Essa grande fortuna, que cresceu exponencialmente com a chegada à Índia e com o comércio ultramarino, visto seu pai ter sido filho adotivo e herdeiro universal do Infante D. Henrique, o Navegador, e das grandes mercês que recebeu dos reis seu marido e seu irmão, empregou-a depois de viúva na prática da caridade constante, da devoção verdadeira, no patrocínio de obras religiosas, e sobretudo na assistência social aos pobres: assim, encorajou, fomentou e financiou o projeto de Frei Miguel Contreiras de estabelecimento de Misericórdias gerida por irmandades em todo o reino, notável iniciativa precursora em toda a Europa. A rede de Misericórdias portuguesa chegou até aos nossos dias, sempre ativa no papel social e caritativo a que a Rainha a destinou.
        
Armas da Rainha D. Leonor de Avis, enquanto casada 
 

Brasão das Caldas da Rainha, cidade fundada pela "Princesa Perfeitíssima", baseado nas armas da soberana
        

Rock Hudson nasceu há um século...

   
Roy Harold Scherer Jr., conhecido profissionalmente como Rock Hudson (Winnetka, 17 de novembro de 1925 - Los Angeles, 2 de outubro de 1985), foi um ator norte-americano, famoso pelos dramas que fez com o diretor Douglas Sirk e pelas comédias românticas que fez ao lado de Doris Day.
Rock Hudson teve uma vida conturbada. Aos quatro anos foi abandonado pelo pai, Roy Harold Scherer, passando a ser educado com muita dificuldade pela mãe, Katherine Wood, uma empregada doméstica, na cama de quem dormiu até os quinze anos, no alojamento dos criados.
Estudou na New Trier High School, de Illinois. Ganhava algum dinheiro entregando jornais. Aos dezoito anos, alistou-se na Marinha dos Estados Unidos, servindo na lavandaria. Foi quando a sua sexualidade despertou. No meio de tantos rapazes, sentia-se inteiramente à vontade. Tentou até manter um comportamento viril, para se mostrar um deles. Entrou para a universidade e, orientado por um professor, tirou várias fotos e enviou-as para vários agentes de artistas de Hollywood.
Em 1946, após sair da Marinha, Roy foi para Los Angeles, onde trabalhou como camionista durante dois anos para se sustentar, até que um encontro fortuito com o observador de talentos Henry Wilson, em 1948, o tirou do anonimato. Wilson apresentou Roy a Ken Hodge, um produtor musical. Os dois tornaram-se amantes. E foi numa festa, no apartamento de Ken, que Roy Sherer se tornou Rock Hudson. Os convidados decidiram que, se ele queria se tornar ator, deveria "renascer" com um outro nome. Ken pronunciou aleatoriamente "Rock", por causa do som duro; "Hudson" foi escolhido na lista telefónica.
Hudson estreou no cinema como ator secundário no filme Sangue, Suor e Lágrimas (Fighter Squadron, 1948), de Raoul Walsh e assinou um contrato com os Estúdios Universal que lhe garantia a realização de vinte e dois filmes em quatro anos. O seu primeiro grande papel a chamar atenção da crítica e do público foi no drama Sublime Obsessão (Magnificent Obsession, 1954), de Douglas Sirk, com quem faria alguns de seus melhores filmes.
Bem apessoado e com 1,93 m de altura, a sua carreira começou como galã em vários westerns, dramas de guerra e comédias principalmente, mas não só, ao lado de Doris Day. Recebeu uma nomeação para o Óscar de Melhor Ator pelo clássico O Gigante (Giant, 1956), mas perdeu o prémio para Yul Brynner. O clássico, dirigido por George Stevens, também tinha James Dean e Elizabeth Taylor, que se transformaria numa de suas melhores amigas fora das telas.
Liz Taylor admitiu que, durante as filmagens de O Gigante, sentiu-se atraída por Hudson. Tudo inútil, pois havia para o ator alguém bem mais atraente que ela - James Dean. Este era um bissexual assumido e extrovertido. Porém, de acordo com a última biografia autorizada por Rock Hudson (Rock Hudson - História de Sua Vida), escrita pelo próprio Rock Hudson e Sara Davinson,  este diz: "Eu não simpatizava com ele (James Dean) pessoalmente", confessa Rock, "mas isso não tem importância". Rock não se dava bem com James Dean porque, na sua opinião, Dean não era "profissional". Durante as filmagens de "O Gigante", Rock Hudson e Elizabeth Taylor tiveram que passar o dia inteiro maquilhados e vestidos, esperando James Dean, que não chegava, pois assistia a uma corrida de carros noutra cidade.
Nas décadas de 50 e 60, figurou entre os dez astros de maior sucesso de bilheteira do cinema norte-americano. Quando os rumores começaram a circular em Hollywood que, ao contrário dos amantes românticos que ele interpretava no cinema, a sua orientação sexual era outra, o seu agente cinematográfico arranjou um pseudo-casamento de Hudson com Phyllis Gates, a sua secretária. Eles passaram a lua-de-mel na Jamaica e em Manhattan; o divórcio deu-se em 1958.
Na década de 70, a carreira de Hudson no cinema parecia estar no fim. Assinou então contrato para uma longa série televisiva. Para um astro de sua grandeza, era uma queda enorme. E o pior é que teria de participar de cenas na cama com a atriz Susan St. James. Eles inclusive teriam um filho na série. Para ele, era demais. Começou a beber e descuidou a sua aparência, sendo visto nos meios homossexuais de Los Angeles, São Francisco e Nova Iorque. A sua imagem ficou seriamente abalada quando se espalharam boatos de que teria se "casado" com o apresentador de um show da televisão, o ator Jim Nabors. Este acabou por perder o seu contrato quando o falatório chegou à CBS. Os dois não ousavam aparecer juntos e jamais se falaram novamente. Rock inclusive tinha medo de ir ao Havaí, pois sabia que Nabors tinha uma casa lá. Em 1982, uma revista anunciou o seu "divórcio".
A sua última aparição no cinema foi em O Embaixador (The Ambassador, 1984), de J. Lee Thompson, em que também aparecia Robert Mitchum. Desde o início da década de 80, já com os primeiros indícios de que havia contraído SIDA, o ator passou a fazer mais séries para a TV, como O Casal McMillan (McMillan & Wife, 1971-1977). Os seus últimos trabalhos foram a participação em vários capítulos da série Dinastia (Dinasty).
Rock Hudson só assumiu a doença três meses antes de morrer, ao anunciar que doaria 250 mil dólares para uma fundação recém-aberta para cuidar de pesquisas sobre o vírus da SIDA. Também estava escrevendo uma biografia, cujo título provisório era A Minha História, e cujos lucros seriam para essa fundação. Faleceu a 2 de outubro de 1985, em Los Angeles, nos Estados Unidos; o seu corpo foi cremado e as cinzas atiradas ao mar.
Ganhou quatro vezes o Golden Globe.
   

O cantor Paulo Alexandre morreu há um ano...

 Paulo Alexandre, pseudónimo artístico de Modesto Pereira da Silva Santos (Vouzela, 16 de fevereiro de 193117 de novembro de 2024[1]), foi um cantor português reconhecido especialmente pelo sucesso do tema "Verde Vinho", de 1977, uma adaptação do tema "Griechischer Wein", de autoria de Udo Jürgens e editado em 1974. 

 

Percurso

Paulo Alexandre nasceu em Vouzela, a 16 de fevereiro de 1931, mas cedo foi viver para Lisboa. Frequentou a Escola Comercial Veiga Beirão.

A sua carreira artística iniciou-se em 1954, na antiga Emissora Nacional, no programa "Ouvindo as Estrelas" ao lado de nomes como Luís Piçarra, Maria de Lourdes Resende, Isabel Wolmar e Rui de Mascarenhas. Na RCP faz uma espécie de magazine com Isabel Wolmar e Catarina Avelar. Previamente à carreira artística, já trabalhava como bancário, tendo começado por trabalhar aos 13 anos, em 1944, como paquete no banco Burnay, onde desde 1949 trabalhava como datilógrafo. Manteve sempre a música e a atividade bancária como ocupações paralelas.

Em 1958 junta-se a três solistas da Emissora nacional (Nuno d'Almeida, Américo Lima e Fernando La Rua) para formar o "Conjunto vocal 4 de Espadas".

Grava um EP com a Orquestra de João Nobre que incluía o tema "Agora Ou Nunca" de Nóbrega e Sousa e António José Lampreia.

Com os Telestars lança um EP que incluía temas como "Dancemos O Twist" e "Horizonte de Esperança". Na televisão foi o protagonista da opereta "Romance na Serra" de José de Oliveira Cosme e Alves Coelho Filho.

Grava versões dos temas das bandas sonoras dos filmes "Love Story" e "Romeu e Julieta".

Entretanto, na atividade bancária, foi nomeado, em 1965, subdiretor do Departamento de Operações com o Estrangeiro do banco Burnay. Em 1970, foi promovido a chefe da Direção de Crédito do então já designado Banco Fonsecas & Burnay, onde foi nomeado, em 1972, diretor-coordenador das direções Internacional, Operações Gerais e Operações com os Territórios Ultramarinos. Ainda em 1972, passou a trabalhar no Crédito Predial Português. Em 1974, a convite de Jorge de Brito, que havia conhecido na juventude, foi nomeado diretor do Departamento de Relações Internacionais do Banco Intercontinental Português (BIP), tendo sido destacado para o mercado do Médio Oriente. Em 1975, com a nacionalização da banca no âmbito do Processo Revolucionário em Curso (PREC), o seu salário de diretor foi reduzido para salário-base, implicando uma redução de mais de metade do seu salário; nesse ano, foi nomeado membro da administração do IAPMEI, em representação do Ministério das Finanças, tendo apresentado a demissão em janeiro de 1976 e regressado ao BIP. Em 1977, com a extinção do BIP, foi nomeado diretor das Relações Internacionais do Banco Pinto & Sotto Mayor. Aposentou-se da banca em 1981. Foi fundador do Forex Português, membro da Association Cambiste Internationale.

Com António Sala foi um dos fundadores da editora Rossil. O tema "Verde Vinho" de 1977 é um grande sucesso com dois "Discos de Ouro" em 1977 e 1978.

O disco foi durante largo tempo best-seller no Brasil onde conquistou o disco de Ouro. O sucesso do disco leva mesmo à realização de um filme com o mesmo nome protagonizado pelo ator Dionisio Azevedo e pelo próprio Paulo Alexandre. A banda sonora do filme inclui um dueto com Maria de Lourdes ("Desgarrada", da autoria de Mário Rocha) e ainda os temas "Verde Vinho", "Adeus Meu País", "Agora Ou Nunca" e "Voltei Para Ficar".

Lança o single "Voltei Para Ficar". Novo single com os temas "Oferece as Tuas Mãos" da dupla Nóbrega e Sousa e Eduardo Olimpio e "Foi Tudo" da autoria de António Sala.

A editora brasileira Chantecler lança em 1978 um álbum com os temas "Romance Romance", "Escravo", "Concerto para Ti", "Rosas Vermelhas para o Meu Amor", "Vem Valsar com o Papa", "Meu Refugio", "Oferece as Tuas Mãos", "Minha Noite está Vazia", "Agora ou Nunca", "Fui Tudo", "Nocturno" e "Verde Vinho".

O single "Meninos da Cidade" é mais uma versão de um tema estrangeiro. No lado B aparece "Gaiato de Lisboa" da autoria do maestro Belo Marques.

Paulo Alexandre canta Camões com o tema "Aquela Cativa". 1979 é o ano de "Vem Comigo a Portugal".

Na CBS lança o single "Verde Milho" e uma nova versão de "Verde Vinho". Grava o álbum Eu e o Outro para a editora Transmédia.

Em 1987 grava o single "Guitarra Minha Amiga" para a Polygram. Nesse ano foi ainda o autor de uma peça musical em que deu forma à Parte II da Mensagem de Fernando Pessoa: o videograma "Mar Português/Possessio Maris". A narrativa sinfónica contou com música do maestro Joaquim Luis Gomes.

Foi locutor e produtor radiofónico, na Rádio Renascença, Antena 1 e RDP Internacional.

Para a Videofono e RTP realiza vários programas de televisão, como "Portugal e o Mar", da autoria do almirante Vítor Crespo. Com Nuno Fortes produz a série "O Que É Feito de Si" com cerca de 120 programas. Trabalha também com Paula Aresta num programa de televisão.

Apresenta a narrativa na igreja da Graça em Santarém e abandona a carreira artística.

Em 2010 é editado o livro Duas Vidas numa Só, de subtítulo "Entre Cifrões e Canções", que inclui relatos da sua carreira artística e da sua também bem sucedida profissão como bancário. A Compact Records lança um CD com algumas das canções de maior sucesso do artista.

Morreu a 17 de novembro de 2024, aos 93 anos.

O seu falecimento foi anunciado pelo seu filho Alexandre Sanos, numa publicação no Facebook.

 

in Wikipédia

 


domingo, novembro 16, 2025

XXVII Feira de Minerais, Rochas e Fósseis Dr. Correia Mateus

 

 

Ira decorrer, de 17 a 28 de novembro de 2025, de 2ª a 6ª a XXVII Feira de Minerais, Rochas e Fósseis Dr. Correia Mateus no meu estabelecimento de ensino, em Leiria. Integrada nas comemorações da Semana da Ciência e Tecnologia e sendo preferencialmente para os alunos e comunidade escolar do Agrupamento Doutor Correia Mateus, está aberta, durante a semana, das 18.00 às 18.15 horas, a qualquer pessoa - estão convidados! 

 

 

Hoje é dia de recordar Saramago...

(imagem daqui)

 

No Coração, Talvez

No coração, talvez, ou diga antes:
Uma ferida rasgada de navalha,
Por onde vai a vida, tão mal gasta.
Na total consciência nos retalha.
O desejar, o querer, o não bastar,
Enganada procura da razão
Que o acaso de sermos justifique,
Eis o que dói, talvez no coração.



in
Os Poemas Possíveis (1966) - José Saramago

Hoje é dia de cantar a poesia de Saramago...

 

Nenhuma estrela caiu - Mísia
Letra (adaptada) de José Saramago e música de Franklin Rodrigues 
   
Janelas que me separam
Do vento frio da tarde
Num recanto de silêncio
Onde os gestos do pensar
São as traves duma ponte
Que não paro de lançar
  
Vem a noite e o seu recado
Sua negra natureza
Talvez a lua não falte
Ou venha a chuva de estrelas
Basta que o sono desperte
O sonho que deixa vê-las
  
Abro as janelas...
E o frio vento se esquece
Nenhuma estrela caiu
Nem a lua me ajudou
Mas a ruiva madrugada
Por trás da ponte aparece.

  
Janelas que me separam
Do vento frio da tarde
Num recanto de silêncio
Onde os gestos do pensar
São as traves duma ponte
Que não paro de lançar
  

  

NOTA: aqui fica a versão original do poema de Saramago, tão bem adaptado pela saudosa Mísia:

    
  
A ponte

   
  

Vidraças que me separam
Do vento fresco da tarde
Num casulo de silêncio
Onde os segredos e o ar
São as traves duma ponte
Que não paro de lançar
    
Fica-se a ponte no espaço
À espera de quem lá passe
Que o motivo de ser ponte
Se não pára a construção
Vai muito mais a vontade
De estarem onde não estão
    
Vem a noite e o seu recado
Sua negra natureza
talvez a lua não falte
Ou venha a chuva de estrelas
Basta que o sono consinta
A confiança de vê-las
      
Amanhã o novo dia
Se o merecer e me for dado
Um outro pilar da ponte
Cravado no fundo do mar
Torna mais breve a distância
Do que falta caminhar
       
Há sempre um ponto de mira
O mais comum horizonte
Nunca as pontes lá chegaram
Porque acaba o construtor
Antes que a ponte se entronque
Onde se acaba o transpor
      
Sobre o vazio do mar
Desfere o traço da ponte
Vá na frente a construção
Não perguntem de que serve
Esta humana teimosia
Que sobre a ponte se atreve
     
Abro as vidraças por fim
E todo o vento se esquece
Nenhuma estrela caiu
Nem a lua me ajudou
Mas a ruiva madrugada
Por trás da ponte aparece.
    
 
   
in Provavelmente Alegria (1970) - José Saramago

Totò Riina, mafioso da Cosa Nostra, nasceu há 95 anos...

  

Salvatore Riina, conhecido por Totò Riina (Corleone, 16 de novembro de 1930 - Parma, 17 de novembro de 2017), foi um criminoso italiano. Foi um membro da máfia siciliana Cosa Nostra.

Nascido numa família de camponeses, Totò perdeu o seu pai aos 13 anos, numa tentativa frustrada de remover pólvora de uma bomba da II Guerra Mundial que não explodira.

Mais tarde, logo após completar 18 anos - e ser preso pela primeira vez por homicídio - entra para a Cosa Nostra, sob a mão de Luciano Liggio, que mais tarde viria a ser o seu chefe.

Tornou-se o membro mais poderoso da organização criminosa no início de 1980, após a prisão de Liggio. Mafiosos companheiros o apelidaram de "A Besta" (La Belva), devido à sua natureza violenta, ou às vezes o chamavam de "O Curto" (U curtu), mas nunca em sua presença, devido à sua baixa estatura, de 1,58 m. Durante a sua carreira ao longo da vida no crime acredita-se que matou pessoalmente cerca de quarenta a sessenta pessoas e ordenou a morte de centenas de outras. Dentre as principais e mais notórias vítimas estão Michele Navarra (um dos mafiosos mais celebres de todos os tempos da Cosa Nostra e ex-chefe de Luciano Liggio e de todo o clã mais tarde chamado de "Corleonesi") e os juízes anti máfia Giovanni Falcone e Paolo Borsellino, quando os italianos viam a possível primeira grande queda da máfia siciliana ir por água abaixo em 1992.

Em 1969, Riina foi condenado pela primeira vez, mas conseguiu viver na clandestinidade vinte e cinco anos. Assumiu o comando da Cosa Nostra em 1974, substituindo Liggio. No mesmo ano, casou-se com a professora Antonietta Bagarella, que pertencia a uma grande família mafiosa. Tiveram quatro filhos, dois deles também mafiosos: Giovanni, nascido em 1976, foi condenado a prisão perpétua por assassinato, e Giuseppe Salvatore, nascido em 1977, condenado a oito anos e 10 meses de prisão, por associação mafiosa. Nos anos 80, Riina deu início a uma sangrenta disputa interna na máfia. Vencendo o confronto entre as "famílias palermitanas", em 1982 assumiu o controle de todas as atividades mais rentáveis da máfia, como tráfico de drogas e sequestros, tornando-se o chefe da "Cúpula" da Cosa Nostra.

À frente da Cosa Nostra, Totò iniciou uma caçada a funcionários do Estado, mas acabou preso, em 15 de janeiro de 1993, num subúrbio de Palermo, graças à colaboração de criminosos arrependidos e de seu motorista pessoal. Totò e todo o clã dos Corleonesi nunca falaram a respeito de qualquer atividade mafiosa, negando a sua participação na Cosa Nostra. Em 2009, porém, Riina afirmou que os Corleonesi nunca haviam mandado matar o procurador anti máfia Paolo Borsellino, e que isso teria sido um golpe do próprio Estado, assumindo assim o seu papel dentro da máfia. A justiça confiscou-lhe uma fortuna de 125 milhões de euros.

Salvatore veio a morrer, por causa de um cancro, no dia 17 de novembro de 2017, na casa prisional onde se encontrava a cumprir pena, em Parma, na Itália. Apesar de estar preso, Totò não arrependia-se dos crimes praticados. Numa mensagem intercetada pela polícia, meses antes de sua morte, disse que "Nunca poderão lidar comigo, mesmo que me condenem a 3 mil anos de prisão".

A sua carreira criminosa é relatada na televisão, com a série Il capo dei capi

  

Hubert Sumlin nasceu há 94 anos...

   
Hubert Sumlin (Greenwood, 16 de novembro de 1931 - Wayne, 4 de dezembro de 2011) foi um guitarrista de blues conhecido como tanto artista solo e elemento central da banda de apoio de Howlin' Wolf.
Considerado o 43º melhor guitarrista do mundo pela revista norte-americana Rolling Stone, ele é citado como grande influência de vários artistas, incluindo Eric Clapton, Keith Richards, Stevie Ray Vaughan, Jimmy Page e Jimi Hendrix.
   
   
 

Martin Scorsese comemora hoje 83 anos

      

Martin Scorsese (Queens, Nova Iorque, 17 de novembro de 1942) é um cineasta americano. Uma das principais figuras da era da Nova Hollywood, ele recebeu muitas honrarias, incluindo um Óscar, quatro prémios BAFTA, três prémios Emmy, um prémio Grammy e três prémios Globo de Ouro. Ele foi homenageado com o prémio AFI Life Achievement em 1997, o tributo da Film Society of Lincoln Center em 1998, o Kennedy Center Honor em 2007, o prémio Cecil B. DeMille em 2010 e o BAFTA Fellowship em 2012. Quatro de seus filmes foram incluídos no National Film Registry pela Biblioteca do Congresso como "culturalmente, historicamente ou esteticamente significativos".

Scorsese recebeu um mestrado em Artes pela Steinhardt School of Culture, Education, and Human Development da Universidade de Nova Iorque em 1968. Sua estreia como diretor, Who's That Knocking at My Door (1967), foi aceita no Festival Internacional de Cinema de Chicago. Nas décadas de 1970 e 1980, os filmes de Scorsese, muito influenciados por sua origem ítalo-americana e criação em Nova Iorque, centraram-se num homem estereotipado, explorando o crime, o machismo, o niilismo e os conceitos católicos de culpa e redenção. Seus estilos característicos de uso extensivo de câmara lenta e quadros congelados, narração em off, representações gráficas de violência extrema e uso liberal de palavrões foram mostrados pela primeira vez em Mean Streets (1973).

Scorsese ganhou a Palma de Ouro em Cannes com Taxi Driver (1976), feito por Robert De Niro como um veterano perturbado do Vietname. De Niro associou-se a Scorsese com mais oito filmes, incluindo Nova York, Nova York (1977), Touro Indomável (1980), O Rei da Comédia (1982), Os Bons Companheiros (1990), Cabo do Medo (1991), Cassino (1995) e O Irlandês (2019). Nas décadas seguintes, ele conquistou sucesso de bilheteira com uma série de colaborações com Leonardo DiCaprio, incluindo Gangues de Nova York (2002), O Aviador (2004), Os Infiltrados (2006), Ilha do Medo (2010) e O Lobo de Wall Street (2013). Ele trabalhou com De Niro e DiCaprio em Assassinos da Lua das Flores (2023). Ele também dirigiu Depois de Horas (1985), A Cor do Dinheiro (1986), A Última Tentação de Cristo (1988), A Época da Inocência (1993), Kundun (1997), Hugo (2011) e Silêncio (2016).

Na televisão, ele dirigiu episódios para as séries da HBO Boardwalk Empire (2010–2014) e Vinyl (2016), bem como o documentário da HBO Public Speaking (2010) e a série documental da Netflix Pretend It's a City (2021). Ele também dirigiu vários documentários de rock, incluindo The Last Waltz (1978), No Direction Home (2005) e Shine a Light (2008). Ele explorou a história do cinema nos documentários A Personal Journey with Martin Scorsese Through American Movies (1995) e My Voyage to Italy (1999). Um defensor da preservação e restauração de filmes, ele fundou três organizações sem fins lucrativos: The Film Foundation em 1990, World Cinema Foundation em 2007 e African Film Heritage Project em 2017.

Duarte Pacheco morreu há 82 anos...

 
Duarte José Pacheco (Loulé, 19 de abril de 1900 - Setúbal, 16 de novembro de 1943) foi um engenheiro e estadista português.
  
Vida

Último de quatro filhos e sete filhas de José de Azevedo Pacheco (Loulé, São Clemente, 18 de janeiro de 1864 - 1914), Comissário da Polícia de Loulé, e de sua mulher Maria do Carmo Pontes Bota (Loulé, São Clemente - 1905), doméstica, e sobrinho paterno de Marçal de Azevedo Pacheco.

Ingressou aos 17 anos no Instituto Superior Técnico da Universidade Técnica de Lisboa, onde se forma em 1923 em Engenharia Eletrotécnica. Um ano depois é contratado como assistente e em 1925 já era professor catedrático, ensinando a cadeira de Matemáticas Gerais. Em 1926 torna-se diretor interino do IST e, em 10 de agosto de 1927, o Conselho Escolar determinava, por unanimidade, a sua nomeação como Diretor efetivo.

Em 1928, com apenas 29 anos, ocupa pela primeira vez um cargo político, ao ser nomeado para Ministro da Instrução Pública, exercendo estas funções apenas durante uns curtos meses. A 18 de abril toma posse e a 10 de novembro demite-se. Era o primeiro governo de José Vicente de Freitas, estando Óscar Carmona na presidência da república.

Nesse tempo teve uma missão que se veio a revelar de uma importância decisiva para o século XX português: vai a Coimbra convencer Salazar a regressar à pasta das Finanças. Salazar encontrava-se desiludido com a experiência anterior dos amargos cinco dias que participou do Governo de Mendes Cabeçadas e pela desgraça política financeira do General João Sinel de Cordes, com quem tinha tentado colaborar. É Duarte Pacheco que negoceia as condições extraordinárias que Salazar pretende para voltar a ocupar o cargo. A missão foi bem sucedida, tanto que Salazar toma posse a 28 de abril desse mesmo ano.

É sob a orientação de Duarte Pacheco, que se dá início à construção dos edifícios do Instituto Superior Técnico em Lisboa, construindo-se aquele que viria a ser o primeiro campus universitário português. Existe uma história curiosa quanto à origem dos vidros do edifício do Instituto. Diz-se que foram enviados por diversas indústrias vidreiras como amostras solicitadas pelo próprio Ministro, a fim de determinar o de melhor qualidade, sendo utilizadas nas janelas do edifício sem se terem informado as indústrias solicitadas e sem ter havido nenhum tipo de remuneração dos vidros usados.

Mas é com 33 anos que Duarte Pacheco encontra o seu próprio destino. Em 1932 volta a ser convidado por Salazar, que admirava o seu carácter, para participar no seu Governo, na pasta de Ministro das Obras Públicas e Comunicações. A 5 de julho assume pela primeira vez a pasta das Obras Públicas e Comunicações no Governo de Salazar, até 18 de janeiro de 1936, altura em que abandona as funções. Entretanto, a 1 de julho de 1933, é agraciado com a Grã-Cruz da Ordem Militar de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Em 1936, com uma reforma da corporação política, Duarte Pacheco é afastado do Governo, regressando ao Instituto Superior Técnico, mas ferido politicamente e profetiza que "hão de vir em peregrinação pedir-me desculpas e suplicar-me que regresse". Profecia que sai certa. Porque no dia 1 de janeiro de 1938 Duarte Pacheco é nomeado presidente da Câmara Municipal de Lisboa, e meses depois, a 25 de maio, em acumulação, novamente ministro do Governo, passando a ocupar a pasta das Obras Públicas e Comunicações, pasta que desta vez só abandonará com a morte ao serviço da Nação Portuguesa. A 18 de dezembro de 1940 é agraciado com a Grã-Cruz da Antiga, Nobilíssima e Esclarecida Ordem Militar de Sant'Iago da Espada, do Mérito Científico, Literário e Artístico.

A 18 de setembro de 1941 foi inaugurada a Ponte Eng. Duarte Pacheco entre o Torrão atualmente fazendo parte da freguesia de Alpendorada, Várzea e Torrão (Marco de Canaveses) e o lugar de Entre-os-rios na freguesia da Eja (Penafiel) pelo Presidente da República Óscar Carmona. Assistiu à cerimónia, entre outros, o Eng.º Duarte Pacheco, Ministro das Obras Públicas e Comunicações, que viria a dar nome à ponte. 

 

Morte

Na manhã de 15 de novembro de 1943, Duarte Pacheco foi a Vila Viçosa, inteirar-se dos trabalhos em curso para a construção da estátua de D. João IV, mas queria chegar a tempo ao Conselho de Ministros, marcado para a tarde. Ao regressar a Lisboa, na Estrada Nacional n.º 4, no lugar da Cova do Lagarto, entre Montemor-o-Novo e Vendas Novas, o veículo oficial seguia a alta velocidade e despistou-se, embatendo com o lado direito num sobreiro. Um acompanhante teve morte imediata. Os outros sofreram ferimentos relativamente ligeiros. Os de Duarte Pacheco foram graves. O ministro foi transportado para o Hospital da Misericórdia em Setúbal. Mal foi informado, Salazar seguiu para lá, fazendo-se acompanhar de um grupo de médicos reputados. De nada puderam valer e, na madrugada de 16, era confirmado o óbito de Duarte Pacheco, devido a hemorragia interna. 
    

Roberto de Carvalho faz hoje setenta e três anos

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Roberto Zenóbio Affonso de Carvalho (Rio de Janeiro, 16 de novembro de 1952), conhecido como Roberto de Carvalho é um multi-instrumentistacompositor brasileiro. Compôs, com a sua esposa, a cantora Rita Lee, sucessos da música brasileira, tais como "Lança Perfume", "Saúde", "Banho de Espuma", "Mutante", "Pega Rapaz", "Cor de Rosa Choque", "Só de Você", "Barata Tonta", "Chega Mais", "Nem Luxo, Nem Lixo", "Flagra", "Desculpe o Auê", "Mania de Você", "Caso Sério", "Vírus do Amor", "Vítima", "Amor e Sexo", "Alô, Alô, Marciano", "Coisas de Casal", dentre outros. 
    
(...)   
    
Roberto viveu junto de Rita Lee de 1976 até 2023. Os dois casaram-se civilmente em dezembro de 1996. Em 2012, quando Rita decidiu se retirar dos palcos, o casal passou a viver, isolado, num sítio em São Paulo, até à morte dela, em 8 de maio de 2023. Tiveram três filhos juntos: Beto Lee, João Lee e Antônio Lee, nascidos em 1977, 1979 e 1981, respetivamente. Também é avô de duas crianças. 
 
 

António Aleixo morreu há 76 anos...

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Estátua de António Aleixo em Loulé, em frente ao Bar "Calcinha", frequentado em vida pelo poeta
     
António Fernandes Aleixo (Vila Real de Santo António, 18 de fevereiro de 1899 - Loulé, 16 de novembro de 1949) foi um poeta popular português.
     

    
Ser Doido-Alegre, que Maior Ventura!

Ser doido-alegre, que maior ventura!
Morrer vivendo p'ra além da verdade.
É tão feliz quem goza tal loucura
Que nem na morte crê, que felicidade!
  
Encara, rindo, a vida que o tortura,
Sem ver na esmola, a falsa caridade,
Que bem no fundo é só vaidade pura,
Se acaso houver pureza na vaidade.
  
Já que não tenho, tal como preciso,
A felicidade que esse doido tem
De ver no purgatório um paraíso...
  
Direi, ao contemplar o seu sorriso,
Ai quem me dera ser doido também
P'ra suportar melhor quem tem juízo.
    
  
    
in Este Livro que Vos Deixo... (1969) - António Aleixo

Clark Gable morreu há sessenta e cinco anos...

 
William Clark Gable (Cadiz, Ohio, 1 de fevereiro de 1901 - Los Angeles, Califórnia, 16 de novembro de 1960) foi um ator norte-americano. Em 1999 o prestigioso Instituto Americano do Cinema nomeou-o a sétima maior estrela masculina do cinema de todos os tempos.

  

Jean le Rond d'Alembert nasceu há 308 anos

   
Jean le Rond d'Alembert (Paris, 16 de novembro de 1717 - Paris, 29 de outubro de 1783) foi um filósofo, matemático e físico francês que participou na edição da Encyclopédie, a primeira enciclopédia publicada na Europa.
   
    
  
Publicações
Foi escritor, filósofo e matemático, autor dos livros Discours préliminaire de l'Encyclopédie, Elogios académicos e Tratado de dinâmica.
As suas pesquisas na Física estavam relacionadas com a mecânica racional, o princípio fundamental da dinâmica, o problema dos três corpos, cordas vibrantes e hidrodinâmica.
Em Matemática estudou as equações com derivadas parciais; equações diferenciais ordinárias; definiu a noção de limite; inventou um critério de convergência das séries; demonstrou o teorema fundamental da álgebra, que afirma que todas as equações algébricas têm pelo menos uma raiz real ou imaginária (teorema de D'Alembert-Gauss).
D'Alembert foi o primeiro a chegar a uma solução para o extraordinário problema da precessão dos equinócios. O seu trabalho principal, puramente matemático, foi sobre equações parcialmente diferenciais, particularmente em conexão com correntes vibratórias.
Disse a frase: "A Morte é um bem para todos os homens; é como a noite desse dia inquieto que se chama Vida".
  

Há 232 anos a república francesa afogou, barbaramente, noventa padres católicos...

 Pintura de Joseph Aubert, 1882, mostrando as Noyades de Nantes

    

Noyades (em português: afogamentos) foi a forma de execução coletiva que Jean-Baptiste Carrier aplicou na cidade francesa de Nantes, em 1793, por ele descrita como "execução vertical do degredo", durante a fase do Terror na Revolução Francesa, e que consistia em fazer afundar, num barco, no rio Loire, dezenas de pessoas.

No dizer de Otto Flake, Nantes fora "entregue ao furor de Carrier, sanguinário patológico, egresso diretamente dos romances de Sade".
 


Contexto

Vivia a Revolução uma fase de afirmação de qual das correntes predominaria sobre as demais. Em abril daquele ano o Clube dos Jacobinos, sob a direção de Maximilien de Robespierre, principiou a tomada do poder, sob uma filosofia em que este seria transferido ao povo (os próprios jacobinos), e com a derrota dos girondinos, a 3 de junho.

Várias das cidades comandadas por simpatizantes da Gironda se rebelaram, forçando a Convenção a enviar seus representantes para submetê-las. Para Lião seguiram Fouché e Collot d'Herbois; para Nantes seguiu Carrier.

Ali, na Vendeia, havia os realistas tentado um golpe fracassado contra Nantes. Cerca de oitenta mil homens tentaram romper o cerco em direção à fronteira, mas foram impedidos em Le Mans e completamente batidos em Savenay. Determinou então a Convenção que a Vendeia fosse assediada, enviando para lá dezasseis acampamentos fortificados, tendo por pontos de apoio as chamadas Colunas Infernais - uma dúzia de colunas volantes - que avançaram destruindo a ferro e fogo os seus adversários.

Nantes havia de pagar pela insubordinação, e Carrier foi o encarregado disto. 

  

Afogamentos

A repressão fazia-se com execuções à guilhotina mas, para Carrier, esta era muito demorada. Enquanto em Lião Fouché criou o fuzilamento em massa, em Nantes Carrier decidiu embarcar de uma vez noventa sacerdotes e, estando a embarcação a meio do rio, era a mesma posta a pique.