quinta-feira, dezembro 05, 2024

A Lei Seca norte-americana acabou há 91 anos...!

Pre-Prohibition saloons were mostly male establishments; post-Prohibition bars catered to both males and females
    
The Twenty-first Amendment (Amendment XXI) to the United States Constitution repealed the Eighteenth Amendment to the United States Constitution, which had mandated nationwide Prohibition on alcohol on January 17, 1920. The Twenty-first amendment was ratified on December 5, 1933. It is unique among the 27 Amendments of the U.S. Constitution for being the only one to repeal a previous Amendment, and for being the only one to have been ratified by the method of the state ratifying convention.
   
Text
Section 2. The transportation or importation into any State, Territory, or possession of the United States for delivery or use therein of intoxicating liquors, in violation of the laws thereof, is hereby prohibited.
Section 3. This article shall be inoperative unless it shall have been ratified as an amendment to the Constitution by conventions in the several States, as provided in the Constitution, within seven years from the date of the submission hereof to the States by the Congress.
  
Backgroud
The Eighteenth Amendment to the Constitution had ushered in a period of time known as Prohibition, during which the manufacture, distribution, and sale of alcoholic beverages was illegal. Passage of the Eighteenth Amendment in 1919 was the crowning achievement of the temperance movement, but it soon proved highly unpopular. Crime rates soared under Prohibition as gangsters, such as Chicago's Al Capone, became rich from a profitable, often violent, black market for alcohol. The federal government was incapable of stemming the tide: enforcement of the Volstead Act proved to be a nearly impossible task and corruption was rife among law enforcement agencies. In 1932, wealthy industrialist John D. Rockefeller, Jr. stated in a letter:
When Prohibition was introduced, I hoped that it would be widely supported by public opinion and the day would soon come when the evil effects of alcohol would be recognized. I have slowly and reluctantly come to believe that this has not been the result. Instead, drinking has generally increased; the speakeasy has replaced the saloon; a vast army of lawbreakers has appeared; many of our best citizens have openly ignored Prohibition; respect for the law has been greatly lessened; and crime has increased to a level never seen before.
As more and more Americans opposed the Eighteenth Amendment, a political movement grew for its repeal. However, repeal was complicated by grassroots politics. Although the U.S. Constitution provides two methods for ratifying constitutional amendments, only one method had been used up until that time; and that was for ratification by the state legislatures of three-fourths of the states. However, the wisdom of the day was that the lawmakers of many states were either beholden to or simply fearful of the temperance lobby. For that reason, when Congress formally proposed the repeal of Prohibition on February 20, 1933 (with the requisite two-thirds having voted in favor in each house; 63 to 21 in the United States Senate and 289 to 121 in the United States House of Representatives), they chose the other ratification method established by Article V, that being via state conventions. The Twenty-first Amendment is, thus far in American history, the only constitutional amendment ratified by state conventions rather than by the state legislatures.
    
Proposal and ratification
The Congress proposed the Twenty-first Amendment on February 20, 1933.
The proposed amendment was adopted on December 5, 1933. It is the only amendment to have been ratified by state ratifying conventions, specially selected for the purpose. All other amendments have been ratified by state legislatures. It is also the only amendment that was approved for the explicit purpose of repealing a previously-existing amendment to the Constitution. The Twenty-first Amendment ending national prohibition became officially effective on December 15, though people started drinking openly before that date.
    

Claude Monet morreu há 98 anos...

        
Oscar-Claude Monet (Paris, 14 de novembro de 1840 - Giverny, 5 de dezembro de 1926) foi um pintor francês e o mais célebre entre os pintores impressionistas.
O termo impressionismo surgiu devido a um dos primeiros quadros de Monet, "Impressão, nascer do sol", de uma crítica feita ao quadro pelo pintor e escritor Louis Leroy: "Impressão, nascer do Sol” – eu bem o sabia! Pensava eu, justamente, se estou impressionado é porque há lá uma impressão. E que liberdade, que suavidade de pincel! Um papel de parede é mais elaborado que esta cena marinha. A expressão foi usada originalmente de forma pejorativa, mas Monet e seus colegas adotaram o título, tendo consciência da revolução que estavam a iniciar na pintura.
    

 
A ponte japonesa
   

JJ Cale nasceu há 86 anos...

   
JJ Cale, nome artístico de John Weldon Cale (Tulsa, Oklahoma, 5 de dezembro de 1938 - San Diego, Califórnia, 26 de julho de 2013), foi um músico  dos Estados Unidos. É conhecido por ser o autor de duas canções de sucesso na carreira a solo de Eric Clapton, "After Midnight" e "Cocaine", e também de hits do grupo Lynyrd Skynyrd como "Call Me The Breeze" e "I Got the Same Old Blues". Foi um dos pioneiros do Tulsa Sound, género que mescla blues, rockabilly, country e jazz.

Ângela Rô Rô celebra hoje 75 anos...!

   
Ângela Maria Diniz Gonçalves, mais conhecida como Ângela Rô Rô (Rio de Janeiro, 5 de dezembro de 1949) é uma cantora, compositora e pianista brasileira.  
A alcunha Rô Rô vem da risada grave e rouca; características que fazem também o diferencial da voz; um pronunciado sotaque carioca, caracterizado pela acentuação da vogal "a" muitas vezes encavalada na consoante "r", de maneira rasgada e aberta; a fala rápida e atropelada acentua essas características.
      
(...)
       
Grandes sucessos
Compositora de talento e êxito, Ângela Rô Rô ao longo de seus mais de trinta anos de carreira, gravou mais de 100 canções de sua autoria. Várias delas alcançaram grande sucesso, entrando para o hall dos clássicos da MPB. Nestes trinta anos de carreira, celebrizaram-se as canções - Amor, Meu Grande Amor, Gota de Sangue, Tola Foi Você, Não Há Cabeça, Me Acalmo Danando, Agito e Uso, Mares da Espanha, Só Nos Resta Viver, Renúncia, Came e Case, Querem Nos Matar, Fogueira, Gata, Moleque, Ninfa, A Vida é Mesmo Assim, O Cinema, a Princesa, e o Mar, Viciei em Você, Compasso e Outono (todas de sua autoria). E mais: Bárbara (Chico Buarque e Ruy Guerra), Fica Comigo Esta Noite (Adelino Moreira e Nelson Gonçalves), Escândalo (Caetano Veloso), Simples Carinho (João Donato e Abel Silva), Demais (Tom Jobim e Aloysio de Oliveira), Você Não Sabe Amar (Carlos Guinle, Dorival Caymmi e Hugo Lima), Sempre Uma Dose a Mais (Bernardo Vilhena e Lobão), Joana Francesa (Chico Buarque) e Gota D'Água (Chico Buarque).
  

 

 

Amor, meu grande amor  - Ângela Rô Rô


Amor, meu grande amor
Não chegue na hora marcada
Assim como as canções
Como as paixões e as palavras
 
Me veja nos seus olhos
Na minha cara lavada
Me venha sem saber
Se sou fogo ou se sou água
 
Amor, meu grande amor
Me chegue assim, bem de repente
Sem nome ou sobrenome
Sem sentir o que não sente
 
Que tudo que ofereço é meu calor, meu endereço
A vida do teu filho
Desde o fim até o começo
 
Amor, meu grande amor
Só dure o tempo que mereça
E quando me quiser
Que seja de qualquer maneira
 
Enquanto me tiver, que eu seja o último e o primeiro
E quando eu te encontrar, meu grande amor
Me reconheça
 
Que tudo que ofereço é meu calor, meu endereço
A vida do teu filho
Desde o fim até o começo
 
Amor, meu grande amor
Que eu seja o último e o primeiro
E quando eu te encontrar, meu grande amor
 
Por favor, me reconheça
Pois tudo que ofereço é meu calor, meu endereço
A vida do teu filho
Desde o fim até o começo
 
Que tudo que ofereço é meu calor, meu endereço
A vida do teu filho
Desde o fim até o começo

O Big Smoke começou a matar milhares de londrinos há 72 anos...

     
O Nevoeiro de 1952, conhecido também como Big Smoke, foi um período de severa poluição atmosférica, entre os dias 5 e 9 de dezembro de 1952, que cobriu a cidade de Londres. O fenómeno foi considerado como um dos piores impactes ambientais até então, sendo causado pelo crescimento incontrolado da queima de combustíveis fósseis na indústria e nos transportes. Acredita-se que o nevoeiro tenha causado a morte de 12.000 londrinos, e deixado outros 100.000 doentes.

História
Em dezembro de 1952, uma frente fria chegou a Londres e fez com que as pessoas queimassem mais carvão que o habitual no inverno. O aumento na poluição do ar foi agravado por uma inversão térmica, causada pela densa massa de ar frio. A acumulação de poluentes foi crescente, especialmente de fumo e partículas do carvão que era queimado.
Devido aos problemas económicos no pós-guerra, o carvão de melhor qualidade para o aquecimento havia sido exportado. Como resultado, os londrinos usaram o carvão de baixa qualidade, rico em enxofre, o que agravou muito o problema.
O nevoeiro resultante, uma mistura de névoa natural com muito fumo negro, tornou-se muito denso, chegando a impossibilitar o trânsito de automóveis nas ruas. Muitas sessões de filmes e concertos foram canceladas, uma vez que a plateia não podia ver o palco ou a tela, pois a fumaça invadiu facilmente os ambientes fechados.

Saúde pública
Inicialmente, não houve pânico, pois os nevoeiros em Londres, conhecidos por fog, são comuns e famosos. Porém, nas semanas seguintes as estatísticas compiladas pelos serviços médicos descobriram que o nevoeiro já havia matado 4.000 pessoas. A maioria das vítimas foram crianças muito novas, idosos e pessoas com problemas respiratórios pré-existentes. As mortes, na maioria dos casos, ocorreram em consequência de infeções do trato respiratório, causada por hipóxia, e também pela obstrução mecânica das vias respiratórias superiores, por deposição de secreções causada pela fumaça negra e afeções.
As infeções de pulmão eram principalmente broncopneumonia ou bronquite aguda. Um total de 8.000 pessoas morrem nas semanas e meses seguintes.

Meio ambiente
O grande número de mortes deu um importante impulso aos movimentos ambientais, e levou a uma reflexão acerca da poluição do ar, pois o fumo tinha mostrado ter grande potencial letal. Então, novas regulamentações legais foram criadas, restringindo o uso de combustíveis sujos na indústria e banindo o fumo negro. Nos anos seguintes, uma série de normas legais como o Clean Air Act 1956 e o Clean Air Act 1968, restringiram a poluição do ar.
O carvão, além de enxofre, contém metais pesados, altamente tóxicos, como mercúrio, cádmio, níquel e arsénio, entre outros.
   

Jorge Negrete morreu há 71 anos...


Jorge Alberto Negrete Moreno (Guanajuato, 30 de noviembre de 1911 - Los Ángeles, California, 5 de diciembre de 1953), conocido como El Charro Cantor, fue un actor y cantante mexicano. Fundó el Sindicato de Trabajadores de la Producción Cinematográfica de la República Mexicana​ y reorganizó, junto con un grupo selecto de actores, la Asociación Nacional de Actores (ANDA).

   

(...) 

    

Durante su estancia en la ciudad de Los Ángeles, Negrete asistió a una pelea del boxeador mexicano Raúl Macías, cuando se le reventó una de las varices del esófago y estómago con vómito de sangre (hematemesis) y con la presión del hígado produciéndole una hemorragia. Fue prontamente trasladado al Hospital Lebanon Cedars, permaneciendo en coma durante varios días. El 5 de diciembre de 1953, Negrete falleció, a los 42 años de edad, en la ciudad de Los Ángeles, California, a causa de la enfermedad crónica originada por una hepatitis C.

 

in Wikipédia

 

José Carreras comemora hoje 78 anos

     
Josep Carreras i Coll (Barcelona, 5 de dezembro de 1946), conhecido como José Carreras, é um tenor lírico espanhol conhecido, em especial, pelas suas performances em óperas de Giuseppe Verdi e Giacomo Puccini. Fez sua estreia operística com onze anos de idade, como Trujamán em El retablo de Maese Pedro de Manuel de Falla e, durante toda a sua carreira, cantou mais de sessenta papéis diferentes nos maiores e melhores teatros de óperas do mundo.
José Carreras é um dos célebres "três tenores", juntamente com Plácido Domingo e Luciano Pavarotti. Também é conhecido pelos seus trabalhos humanitários como presidente da Fundação Internacional de Leucemia José Carreras (La Fundaciò Internacional Josep Carreras per a la Lluita contra la Leucèmia), que foi criada após o tenor ter descoberto ter a doença, em 1988.
    
 

Egberto Gismonti celebra hoje 77 anos

   
Egberto Gismonti Amin (Carmo, 5 de dezembro de 1947) é um compositor, multinstrumentista, cantor e arranjador brasileiro, considerado um virtuoso da música instrumental, destacando-se pela sua capacidade de experimentação.
  
in Wikipédia
 

Crying...

Mozart morreu há 233 anos...

   
Wolfgang Amadeus Mozart, batizado Joannes Chrysostomus Wolfgangus Theophilus Mozart (Salzburgo, 27 de janeiro de 1756Viena, 5 de dezembro de 1791) foi um prolífico e influente compositor austríaco do período clássico.
  
 

Józef Piłsudski, o fundador do moderno estado polaco, nasceu há 157 anos

  
Józef Piłsudski (Zułów, na atual Lituânia, 5 de dezembro de 1867Varsóvia, 12 de maio de 1935) foi um revolucionário polaco e estadista, marechal de campo, primeiro chefe de estado (1918-1922) e ditador (1926-1935) da Segunda República Polaca, bem como o líder das suas forças armadas. Foi uma das mais proeminentes figuras políticas polacas do seu tempo e é considerado o maior responsável pelo ressurgimento da Polónia, quase 120 anos após a sua partição pela Áustria, Prússia e Rússia em 1772-1795. A partir de metade da Primeira Guerra Mundial, até à sua morte, Piłsudski foi o político mais influente na política externa e no governo da Polónia. Após o golpe de estado de maio de 1926, tornou-se o seu ditador de facto.
Quando jovem, pertenceu a diversas organizações clandestinas e usou vários pseudónimos, entre eles: Wiktor, Mieczysław e Ziuk. Mais tarde foi afetuosamente chamado de Dziadek ("Avô") ou Marszałek ("o Marechal"). Os seus antigos soldados também o chamavam de Komendant ("o Comandante").
  

Alexandre Dumas (Pai) morreu há 154 anos

  
Alexandre Dumas, pai (Villers-Cotterêts, 24 de julho de 1802 - Puys, 5 de dezembro de 1870) foi um romancista francês. O seu nome de batismo era Dumas Davy de la Pailleterie. Nasceu na região de Aisne, próximo a Paris. Era neto do marquês Antoine-Alexandre Davy de la Pailleterie e de uma escrava (ou liberta, não se sabe ao certo) negra, Marie Césette Dumas. O seu pai foi o General Dumas, grande figura militar de sua época.
  
Carreira literária
Enquanto trabalhava em Paris, Dumas começou a escrever artigos para revistas e também peças para teatro. Em 1829 foi produzida sua primeira peça, Henrique III e sua Corte, alcançando sucesso de público. No ano seguinte, a sua segunda peça, Christine, também obteve popularidade. Como resultado, tornou-se financeiramente capaz de trabalhar como escritor a tempo integral. Entretanto, em 1830, participou da revolução que depôs o rei Carlos X de França e substituiu-o no trono pelo ex-patrão de Dumas, o Duque d'Orléans, que governaria com o nome de Luís Filipe de França, alcunhado de Rei Cidadão.
Até meados da década de 1830, a vida na França permaneceu agitada, com tumultos esporádicos em busca de mudanças promovidos por republicanos frustrados e trabalhadores urbanos empobrecidos. À medida que a vida retornava lentamente à normalidade, o país começou a se industrializar e, com uma economia em crescimento combinada com o fim da censura à imprensa, a vida recompensou as habilidades de escritor de Alexandre Dumas.
Após escrever mais algumas peças de sucesso, passou a dedicar-se aos romances. Apesar de ter um estilo de vida extravagante e sempre gastar mais do que ganhava, Dumas provou ser um divulgador astuto. Com a alta demanda dos jornais por romances em folhetins, em 1838 simplesmente reescreveu uma de suas peças para criar a sua primeira série em romance. Intitulada "O Capitão Paulo" (em francês Le Capitaine Paul) levou-o a criar um estúdio de produção que lançou centenas de histórias, todas sujeitas à sua apreciação pessoal.
Em 1840, casou-se com uma atriz, Ida Ferrier, mas continuou a manter casos com outras mulheres, sendo pai de, pelo menos, três filhos fora do casamento. Um desses filhos, que recebeu o seu nome, seguiria os seus passos na carreira de novelista e escritor de peças teatrais. Por causa do mesmo nome e da mesma profissão, para distinguir um do outro, um é chamado Alexandre Dumas, pai (Alexandre Dumas, père) e o outro Alexandre Dumas, filho (em francês, Alexandre Dumas, fils).

  

(...)

 

O seu trabalho como escritor rendeu-lhe muito dinheiro, porém Dumas vivia endividado por causa dos gastos com mulheres e do seu estilo de vida. O grande e dispendioso château que construiu estava constantemente cheio de pessoas estranhas que se aproveitavam de sua generosidade. Com a deposição do rei Luís Filipe após uma revolta, não foi visto com bons olhos pelo presidente recém-eleito, o futuro Napoleão III, e, em 1851, Dumas teve que ir embora, para Bruxelas, para fugir dos seus credores. Dali viajou à Rússia, onde o francês era a segunda língua falada e as suas novelas também eram muito populares.
Dumas passou dois anos na Rússia antes de se mudar, em busca de aventuras e inspiração, para mais histórias. Em março de 1861, o reino da Itália foi proclamado, com Vítor Emanuel II como rei. Nos três anos seguintes, Alexandre Dumas envolver-se-ia na luta pela unificação da Itália, regressando a Paris em 1864.
Apesar do sucesso e das ligações aristocráticas de Alexandre Dumas, a sua vida sempre foi marcada por ser mulato. Em 1843, escreveu uma curta novela intitulada Georges, que chamava atenção para alguns aspetos raciais e para os efeitos do colonialismo. Apesar disso, atitudes racistas, contrárias à sua legítima posição na história da França, continuaram a sentir-se, bem depois de sua morte, a 5 de dezembro de 1870.
   

O Imperador D. Pedro II do Brasil morreu há cento e trinta e três anos...

      
D. Pedro II (Rio de Janeiro, 2 de dezembro de 1825Paris, 5 de dezembro de 1891), alcunhado de o Magnânimo, foi o segundo e último soberano do Império do Brasil, tendo sido chefe de estado durante um período de 58 anos. Nascido no Rio de Janeiro, foi o filho mais novo do imperador D. Pedro I do Brasil e da imperatriz Maria Leopoldina de Áustria e, portanto, membro do ramo brasileiro da Casa de Bragança. A abrupta abdicação do pai e a sua partida para Portugal, tornaram Pedro imperador com apenas cinco anos. Obrigado a passar a maior parte do seu tempo estudando na preparação para reinar, conheceu poucos momentos de alegria e amigos de sua idade. As suas experiências com intrigas palacianas e disputas políticas durante este período tiveram grande impacto na formação de seu caráter. O imperador D. Pedro II tornou-se um homem com forte senso de dever e devoção ao seu país e seu povo. Por outro lado, ele ressentiu-se cada vez mais de seu papel como monarca.

Teve a maioridade decretada para assumir o governo e evitar a desintegração do Império, tendo deixado ao sucessor republicano um país caracterizado como potência emergente na arena internacional. A nação distinguiu-se de seus vizinhos hispano-americanos devido à sua estabilidade política, à liberdade de expressão zelosamente mantida, respeito pelos direitos civis excetuando os escravos, ao seu crescimento económico vibrante e especialmente pela sua forma de governo: uma funcional monarquia parlamentar constitucional. O Brasil também foi vitorioso em três conflitos internacionais (a Guerra do Prata, a Guerra do Uruguai e a Guerra do Paraguai) sob o seu reinado, assim como prevaleceu em outras disputas internacionais e tensões domésticas. Sob o reinado de D. Pedro II foram tomadas medidas de abolição gradual da escravatura, apesar da oposição poderosa de interesses políticos e económicos. Um erudito, o imperador estabeleceu uma reputação como um vigoroso patrocinador do conhecimento, da cultura e das ciências. Ele ganhou o respeito e admiração de estudiosos como Graham Bell, Charles Darwin, Victor Hugo e Friedrich Nietzsche, e foi amigo de Richard Wagner, Louis Pasteur e Henry Wadsworth Longfellow, dentre outros.

Apesar de não haver desejo de uma mudança na forma de governo pela maior parte dos brasileiros, o imperador foi retirado do poder em 15 de novembro de 1889, por meio de um golpe de Estado. D. Pedro II não permitiu nenhuma medida contra a sua remoção e não apoiou qualquer tentativa de restauração da monarquia. O imperador deposto passou os seus últimos dois anos de vida no exílio na Europa, vivendo só. Os homens que o exilaram logo começaram a enxergá-lo como um modelo para a república brasileira. Algumas décadas após sua morte, a sua reputação foi restaurada e os seus restos mortais foram trazidos de volta ao Brasil no meio de amplas celebrações. 

  

   
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Os seus últimos dois anos de vida foram solitários e melancólicos, vivendo em hotéis modestos com quase nenhum recurso, ajudado financeiramente pelo seu amigo Conde de Alves Machado, e escrevendo em seu diário sobre sonhos em que lhe era permitido regressar ao Brasil.
Certo dia realizou um longo passeio pelo rio Sena numa carruagem aberta, apesar da temperatura extremamente baixa. Ao regressar ao hotel Bedford à noite, sentiu-se constipado. A doença evoluiu nos dias seguintes até tornar-se uma pneumonia. O estado de saúde de Pedro II rapidamente piorou até à sua morte, às 00.35 da manhã do dia 5 de dezembro de 1891. As suas últimas palavras foram: "Deus que me conceda esses últimos desejos - paz e prosperidade para o Brasil." Enquanto preparavam o seu corpo, um pacote lacrado foi encontrado no quarto com uma mensagem escrita pelo próprio imperador: "É terra de meu país; desejo que seja posta no meu caixão, se eu morrer fora de minha pátria". O pacote que continha terra de todas as províncias brasileiras foi colocada dentro do caixão.
A Princesa Isabel desejava realizar uma cerimónia discreta e íntima, mas acabou por aceitar o pedido do governo francês de realizar um funeral de Estado. No dia seguinte, milhares de personalidades compareceram a cerimónia realizada na Igreja de la Madeleine. Além da família de Pedro II, estavam: Francisco II, ex-rei das Duas Sicílias, Isabel II, ex-rainha da Espanha, Luís Filipe, o conde de Paris, e diversos outros membros da realeza europeia. Também estavam presentes o General Joseph Brugère, representando o Presidente Sadi Carnot, os presidentes do Senado e da Câmara, assim como senadores, deputados, diplomatas e outros representantes do governo francês. Quase todos os membros da Academia Francesa, do Instituto de França, da Academia de Ciências Morais e da Academia de Inscrições e Belas-Artes também participaram. Representantes de outros governos, tanto do continente americano como europeu estiveram presentes, além de países longínquos como a Turquia, China, Japão e Pérsia. Em seguida o caixão foi levado em cortejo até à estação de comboio, de onde partiria para Portugal. Apesar da chuva incessante e da temperatura extremamente baixa, cerca de 300 mil pessoas assistiram ao evento. A viagem prosseguiu até a Igreja de São Vicente de Fora, em Lisboa, onde o corpo de Pedro II foi depositado, no Panteão dos Braganças, em 12 de dezembro.
Os membros do governo republicano brasileiro, "temerosos da grande repercussão que tivera a morte do imperador", negaram qualquer manifestação oficial. Contudo, o povo brasileiro não ficou indiferente ao falecimento de Pedro II, pois a "repercussão no Brasil foi também imensa, apesar dos esforços do governo para a abafar. Houve manifestações de pesar em todo o país: comércio fechado, bandeiras a meio pau, toques de finados, tarjas pretas nas roupas, ofícios religiosos". Foram realizadas "missas solenes por todo o país, seguidas de pronunciamentos fúnebres em que se enalteciam D. Pedro II e o regime monárquico".

O Imperador Pedro II no seu leito de morte, a 6 de dezembro de 1891: o livro debaixo do travesseiro sob a sua cabeça simboliza que, mesmo após a morte, a sua mente descansa sobre o conhecimento

Sidónio Pais acabou com a república velha há 107 anos

     
Sidónio Bernardino Cardoso da Silva Pais (Caminha, 1 de maio de 1872 - Lisboa, 14 de dezembro de 1918) foi um militar e político que, entre outras funções, exerceu os cargos de deputado, de ministro do Fomento, de ministro das Finanças, de embaixador de Portugal em Berlim, de ministro da Guerra, de ministro dos Negócios Estrangeiros, de presidente da Junta Revolucionária de 1917, de presidente do Ministério e de presidente da República Portuguesa.
Enquanto presidente da República, exerceu o cargo de forma ditatorial, suspendendo e alterando por decreto normas essenciais da Constituição Portuguesa de 1911. Fernando Pessoa chamou-lhe o Presidente-Rei.
     
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Numa fase em que as tensões internacionais que levaram à Primeira Guerra Mundial já se sentiam, foi nomeado para o cargo de ministro plenipotenciário de Portugal (embaixador) em Berlim, iniciando funções a 17 de agosto de 1912. Permaneceu naquele importante posto diplomático durante o período crítico que levou à deflagração da guerra, mantendo um difícil equilíbrio entre as pressões do Governo português, com posições progressivamente pró-belicistas e anglófilas, as tentativas de dirimir pela via diplomática os conflitos fronteiriços nas zonas de contacto entre as colónias portuguesas e alemãs em África e o seu crescente posicionamento germanófilo. Apesar dessas dificuldades, desempenhou o cargo até 9 de março de 1916, data em que a Alemanha declarou guerra a Portugal, na sequência do aprisionamento dos seus navios que se encontravam em portos sob controlo português.
Regressado a Portugal, foi naturalmente engrossar a fileira daqueles que se opunham à participação de Portugal na Grande Guerra, catalisando o crescente descontentamento causado pelo esforço de guerra e pelos maus resultados obtidos pelo Corpo Expedicionário Português na frente de batalha.
Afirmou-se então como o principal líder da contestação ao Governo do Partido Democrático Republicano e, de 5 a 8 de dezembro de 1917, liderou uma insurreição protagonizada por uma Junta Militar Revolucionária, da qual era Presidente. O golpe de estado acabou vitorioso, após três dias de duros confrontos, nos quais o papel dos grupos civis foi determinante para a vitória dos revoltosos.
    

Wayne Smith nasceu há 59 anos...

 
Wayne Smith (Kingston, 5 de dezembro de 1965 - Kingston, 17 de fevereiro de 2014) foi um músico jamaicano de reggae e dancehall.
Em 14 de fevereiro de 2014 deu entrada no Kingston Public Hospital com dores no estômago e sofreu um ataque do coração. Em 17 de fevereiro morreu, de causas não reveladas.
     
 

John Rzeznik, o vocalista dos Goo Goo Dolls, comemora hoje 59 anos

    
John Joseph Theodore Rzeznik (Buffalo - Nova Iorque, 5 de dezembro de 1965) é um cantor, compositor, guitarrista e às vezes produtor norte americano. É mais conhecido como o líder da banda de rock Goo Goo Dolls, da qual é membro fundador e com a qual ele gravou dez álbuns em estúdio.
  
 

A Funai, Fundação Nacional do Índio, foi fundada no Brasil há 57 anos

      
A Fundação Nacional do Índio (Funai) é a entidade indigenista oficial do Estado brasileiro. Foi criado pela Lei 5.371, de 5 de dezembro de 1967. É vinculado ao Ministério da Justiça. A sua missão é coordenar e executar as políticas indigenistas do Governo Federal, protegendo e promovendo os direitos dos povos indígenas.  São, também, atribuições da Funai identificar, delimitar, demarcar, regularizar e registar as terras ocupadas pelas nações indígenas, promovendo políticas voltadas para o desenvolvimento sustentável das populações indígenas e reduzindo possíveis impactes ambientais promovidos por agentes externos nessas terras; bem como prover, aos indígenas, o acesso diferenciado aos direitos sociais e de cidadania, como o direito à segurança social e à educação escolar indígena.
    

Keri Hilson comemora hoje 42 anos

  
Keri Lynn Hilson (Atlanta, 5 de dezembro de 1982) é uma cantora e compositora de R&B norte-americana, atualmente contratada pela Zone 4/Mosley Music Group/Interscope. Ela é parte da equipa de produtores e compositores conhecidos como The Clutch, a qual escreveu músicas para nomes famosos como Britney Spears, Ciara, The Pussycat Dolls, Mary J. Blige, Tony Braxton, Usher, entre outros.
 
 

Oscar Niemeyer morreu há doze anos...

  
Oscar Ribeiro de Almeida Niemeyer Soares Filho (Rio de Janeiro, 15 de dezembro de 1907Rio de Janeiro, 5 de dezembro de 2012) foi um arquiteto brasileiro, considerado uma das figuras-chave no desenvolvimento da arquitetura moderna. Niemeyer ficou mais conhecido pelos projetos de edifícios cívicos para Brasília, uma cidade planeada que se tornou a capital do Brasil em 1960, bem como pela sua colaboração no grupo que projetou a sede das Nações Unidas em Nova Iorque, nos Estados Unidos. A sua exploração das possibilidades construtivas do concreto armado foi altamente influente na época, tal como na arquitetura do final do século XX e início do século XXI. Elogiado e criticado por ser um "escultor de monumentos", Niemeyer foi um grande artista e um dos maiores arquitetos da sua geração. Ele alegou que a sua arquitetura foi fortemente influenciada por Le Corbusier, mas, em entrevista, assegurou que isso "não impediu que a [sua] arquitetura seguisse numa direção diferente".  Niemeyer destacou-se por uso de formas abstratas e pelas curvas que caracterizam a maioria de suas obras, e escreveu em suas memórias:

Não é o ângulo reto que me atrai, nem a linha reta, dura, inflexível, criada pelo homem. O que me atrai é a curva livre e sensual, a curva que encontro nas montanhas do meu país, no curso sinuoso dos seus rios, nas ondas do mar, no corpo da mulher preferida. De curvas é feito todo o universo, o universo curvo de Einstein.
- Oscar Niemeyer
Nascido no Rio de Janeiro, Niemeyer estudou na Escola Nacional de Belas Artes e durante seu terceiro ano estagiou com Lúcio Costa, com quem acabou colaborando no projeto do Ministério de Educação e Saúde, atual Palácio Gustavo Capanema, no Rio de Janeiro. Contando com a presença de Le Corbusier, Niemeyer teve a chance de trabalhar junto com o mestre suíço, sendo ele uma grande influência em sua arquitetura. O primeiro grande trabalho individual de Niemeyer foram os projetos de uma série de edifícios na Pampulha, um subúrbio planeado no norte de Belo Horizonte. Esse trabalho, especialmente a Igreja São Francisco de Assis, recebeu elogios da crítica nacional e estrangeira, chamando a atenção internacional a Niemeyer. Ao longo dos anos 40 e 50, Niemeyer se tornou um dos arquitetos mais prolíficos do Brasil, projetando uma série de edifícios, tanto no país como no exterior. Isso incluiu o projeto de diversas residências e edifícios públicos, e ainda a colaboração com Le Corbusier (e outros) no projeto da sede das Nações Unidas em Nova Iorque, o que provocou convites para ensinar na Universidade de Yale e na Escola de Design da Universidade de Harvard.
Em 1956, Niemeyer foi convidado pelo novo presidente do Brasil, Juscelino Kubitschek, para projetar os prédios públicos da nova capital do Brasil, que seria construída no centro do país. Seus projetos para o Congresso Nacional do Brasil, o Palácio da Alvorada, o Palácio do Planalto, o Supremo Tribunal Federal e a Catedral de Brasília, todos concluídos anteriormente a 1960, foram em grande parte de natureza experimental e foram ligados por elementos de design comuns. Esse trabalho levou à sua nomeação como diretor do departamento de arquitetura da Universidade de Brasília, bem como membro honorário do Instituto Americano de Arquitetos. Devido à sua ideologia de esquerda e seu envolvimento com o Partido Comunista Brasileiro (PCB), Niemeyer deixou o país após o golpe militar de 1964 e, posteriormente, abriu um escritório em Paris. Ele regressou ao Brasil em 1985 e foi premiado com o prémio Pritzker de arquitetura, em 1988. Entre seus projetos mais recentes se destacam o Museu de Arte Contemporânea de Niterói (1996), o Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba (2002), a Cidade Administrativa de Minas Gerais (2010) e o Centro Cultural Internacional Oscar Niemeyer, na Espanha (2011). Niemeyer continuou a trabalhar até poucos dias antes da sua morte, em 5 de dezembro de 2012, aos 104 anos.
 
 Catedral de Brasília
 

Palácio da Alvorada
  

Dave Brubeck morreu há doze anos...

   
David "Dave" Warren Brubeck (Concord, Califórnia, 6 de dezembro de 1920Norwalk, Connecticut, 5 de dezembro de 2012) foi um pianista de jazz norte-americano. Reconhecido como um génio na sua área, compôs várias peças de jazz standards, incluindo "In Your Own Sweet Way" e "The Duke". 
 
(...)
  
O músico faleceu em 5 de dezembro de 2012, no hospital de Norwak, em Connecticut, vítima de uma paragem cardíaca, na véspera do seu 92º aniversário.

  

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