Nasceu em São Petersburgo, na Rússia, em 1904, com o nome de Georgi
Militonovitch Balanchivadze. Influenciado pelo pai, que era compositor, o
jovem bailarino estudou composição e piano no Conservatório de
Leninegrado, o que fez com que se tornasse, segundo críticos da época, o
coreógrafo de maior conhecimento musical de seu tempo.
Começou na Escola Imperial em 1914, onde veio a se formar sete anos
depois. Estreou como coreógrafo em 1923, com um pequeno grupo de
bailarinos, entre os quais Alexandra Danilova e, no ano seguinte, a sua
companhia, denominada "Os Bailarinos do Estado Russo" viajou para fora da Rússia para fugir para o mundo ocidental.
Desertou da
União Soviética em
1924, quando foi então convidado por Diaghilev para ingressar na sua Companhia, os
Ballets Russes. Nesta Companhia, criou importantes coreografias como
La Pastorale,
Jack in the Box e
Triumph of Neptune.
Nos
Estados Unidos,
aceitando convite de Lincoln Kirstein (1907-1996), que sonhava em criar
uma escola e companhia de balé na América, Balanchine desenvolve uma
dança totalmente nova, a partir dos estilos dos balés clássicos francês, italiano e russo. Teve uma longa colaboração com
Igor Stravinsky (
Apollo foi uma das coreografias que fizeram juntos), e em
1934 fundou em Nova Iorque a
School of American Ballet.
E em 1948, cria a Companhia de Balé Americano, o
New York City Ballet,
passando então, a trabalhar como mestre de balé e principal coreógrafo
da Companhia, até à sua morte, em 1983.
Balanchine é reconhecido como o coreógrafo que revolucionou o
pensamento e a visão sobre a dança no mundo, sendo responsável pela
fusão dos conceitos modernos com as ideias tradicionais do balé
clássico, o verdadeiro criador do bailado contemporâneo e um dos maiores
influenciadores dos mestres da dança de nossos dias, a exemplo de
Antony Tudor, William Dollar, Agnes de Mille, Alvin Ailey, John
Neumeier, Robert Joffrey, Harold Lang, Arthur Mitchell, Richard Tanner,
William Forsithe, Twyla Tharp e até os modernos Alwin Nikolais, Eliot
Feld e Merce Cunningham, além de Jerome Robbins (Jerome Rabinovitz),
expressão máxima da criação neoclássica norte-americana, igualmente de
origem russo-judaica.